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sexta-feira, 16 de agosto de 2013 Everton, Norwich, Southampton, Tottenham | 09:49

Eu quero ver

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Na véspera da abertura da Premier League, o blog retorna para tratar dos times que mais despertam curiosidade antes da temporada:

Norwich. Após evitar o rebaixamento na primeira temporada sem Paul Lambert, o Norwich de Chris Hughton pode ir mais longe em 2013-14 por conta dos bons investimentos. Chegaram a Carrow Road cinco potenciais titulares: Martin Olsson, lateral-esquerdo ofensivo para disputar posição com Garrido; Leroy Fer, bom meia central do Twente; Nathan Redmond, winger da seleção sub-21 que evoluiu bastante na última temporada; uma nova dupla de ataque: Gary Hooper e Ricky van Wolfswinkel.

As contratações e o perfil de Chris Hughton indicam o 4-4-2. Os Canaries, que dependiam da truculência de Grant Holt para marcar gols, desta vez podem confiar em dois atacantes que se completam. Talvez você já tenha assistido a este vídeo, em que um garoto relata seu drama como torcedor do Sporting. Entre tantos outros pontos, ele questiona o 4-3-3 adotado pelos portugueses, afirmando que “o Wolfswinkel, lá sozinho, não mete medo a ninguém”. Agora ao lado de Hooper, de ótimos números no Celtic, o bom holandês ficará mais confortável em campo. Também vale prestar atenção a Robert Snodgrass, que deve produzir mais em melhores companhias.

Everton. As alterações no elenco não são tão significativas – foram contratados dois jogadores do Wigan e Gerard Deulofeu por empréstimo, enquanto ninguém saiu –, mas o estilo deve mudar drasticamente. Se David Moyes era um técnico flexível, que se reinventava diante de cada adversário, Roberto Martínez é convicto e ataca todo mundo. O espanhol ensaia reproduzir no Everton o 3-4-3 criado no Wigan, sistema que, por sua ótima execução, foi diretamente responsável por um milagre em 2011-12 e um título da FA Cup em 2012-13, ainda que não tenha evitado o rebaixamento.

Até que ponto Martínez vai arriscar?

O Everton precisa de ajustes para não se perder em meio às modificações, mas até tem recursos para se adaptar. Os alas Coleman e Baines podem desfrutar mais liberdade, Fellaini se adequa perfeitamente a uma função mais defensiva que a da temporada passada, e os pontas – provavelmente Mirallas e Deulofeu – prometem aterrorizar laterais. O problema é a ausência de zagueiros (além de Jagielka) e atacantes centrais confiáveis, com Jelavic inconstante desde 2012-13 e Koné precisando provar que não é meramente um amigo de Bob Martínez, com quem trabalhou no Wigan.

Southampton. Por ora, o mercado trouxe dois novos titulares para fazer enorme diferença: Dejan Lovren, croata do Lyon que deve ser absoluto numa defesa que não transmitia confiança, e Victor Wanyama, queniano que era um monstro no meio-campo do Celtic. O time criado por Nigel Adkins e herdado por Mauricio Pochettino não tem pontos fracos aparentes para quem pretende fazer campanha tranquila. Coletivamente, é moderno, sobe a marcação e deve fazer várias vítimas no St. Mary’s, onde impôs derrotas por 3 a 1 a Liverpool e Manchester City na parte final da última temporada.

Individualmente, destaque para os ótimos laterais jovens – Nath Clyne e Luke Shaw –, meio-campistas completos em Wanyama, Jack Cork e Morgan Schneiderlin (o uruguaio Gaston Ramírez é talentoso, mas pode perder a posição se for tão inconsistente quanto em 12-13) e opções de ataque bem interessantes. Adam Lallana e Rickie Lambert são fundamentais desde a época da terceira divisão e provaram capacidade na Premier League. Jay Rodriguez, pelo desempenho nas últimas rodadas da temporada, também promete para 13-14.

Tottenham. As cartadas do Tottenham no mercado sugerem que André Villas-Boas vai implantar seu esquema predileto, o 4-3-3. No meio-campo, Etienne Capoue disputa posição com Sandro para fazer a proteção à defesa, com Paulinho e Moussa Dembele responsáveis pela transição ao ataque. O meio-campo está bem definido, mas falta um jogador como era João Moutinho no Porto de AVB. Paulinho e Dembele são excelentes, porém muito parecidos, pela intensidade e a capacidade de carregar a bola, exatamente como o colombiano Fredy Guarín no primeiro grande time de Villas-Boas.

A contratação de Roberto Soldado garante aos Spurs o goleador que Emmanuel Adebayor não foi na temporada passada. O belga Nacer Chadli, ex-Twente, também é aposta interessante para fazer o lado esquerdo do ataque, com Aaron Lennon tentando se manter à direita. Hoje, é difícil imaginar onde entraria Lewis Holtby, que ficou bem abaixo do esperado em seu primeiro semestre em Londres. E ainda há certo Gareth Bale no elenco. Está claro que AVB projeta o time sem ele – e parece gastar à vontade, pensando na venda ao Real Madrid –, mas não seria absurda a permanência do galês insatisfeito, ao lado de um elenco menos dependente de seus gols improváveis.

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4 comentários | Comentar

  1. 24 Fernando Monteiro Neto 30/10/2013 10:49

    Uai, o blog acabou? Fazem falta as suas opniões e observações precisas, Daniel.

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  2. 23 Juliemerson Silva 30/08/2013 11:59

    O Everton é um grande enigma. Vamos ver se vai incomodar como de costume.

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  3. 22 Rodrigo 16/08/2013 14:23

    Vou opinar apenas sobre os coadjuvantes. EVERTON – Se os reforços e jogadores se adaptarem ao esquema de Martinez, deve fazer novamente uma campanha consistente. / WEST BROMWICH – Acho que é um dos únicos times que enfraqueceu em relação a última temporada, já que Lukaku fará falta e não acredito que Anelka e Lugano possam fazer muita coisa; interessante foi a contratação do atacante tcheco Vydra, melhor jogador da segundona pelo Watford. Precisa tomar cuidado com rebaixamento. / SWANSEA – time bom de bola, jogam redondinho e os reforços foram cirúrgicos. Se conseguir conciliar legal a UEL, dá pra repetir as boas campanhas. / WEST HAM – time cascudo e que trouxe jogadores experientes que devem agregar. Pode melhorar a boa campanha da última temporada. / NORWICH – já consolidado como clube de Premier League, conseguiu olhar pra fora da Inglaterra e trazer nomes interessantes de outras ligas. Continuará brigando pra não cair, mas melhorou sim o elenco. / FULHAM – Tem que tomar cuidado já que alguns jogadores importantes já estão com idade avançada. Vai depender da eficiência do ainda inconstante Ruiz e do craque deles, Berbatov. / STOKE – Sério candidato ao descenso. Time que ficou estagnado, trocou de treinador e praticamente não se reforçou. Continua com uma equipe cascuda, mas os rivais estão mais fortes. / SOUTHAMPTON – Reforçou o time com 2 jogadores que preenchem os pontos fracos da equipe. Agora já experiente na elite, a tendência é perder menos pontos bestas. / ASTON VILLA – Time muito jovem, passou sufoco mas mostrou evolução na reta final. Trouxe basicamente jovens apostas para reforçar o elenco, e com esse enorme ponto de interrogação em cima deles, novamente irá depender da parceria Agbolanhor e Benteke. / NEWCASTLE – No papel é time pra ficar entre os 8. Se livrou de jogadores fracos como Simpson e Perch e reforçou o ataque com Remy. Só repete a campanha ruim se fatores extra campo novamente atrapalharem a equipe, e Pardew ainda não me convence como o treinador do time. / SUNDERLAND – No papel é outro time que tem potencial, mas conta com o treinador mais controverso da EPL. Se o elenco não suportar Di Canio, os Black Cats podem passar pelo mesmo sufoco, mas se de repente ele consegue implantar uma disciplina no grupo, a coisa pode mudar bem de figura. / CARDIFF, HULL e CRYSTAL PALACE – não conheço quase nada sobre os 3 promovidos. Mas a impressão é que o único com potencial para surpreender é o Cardiff, enquanto que Hull pode até escapar do rebaixamento pois conta com um bom treinador e alguns jogadores de nível para a EPL, enquanto que o Crystal Palace, não vejo nenhum indicador na teoria que faça eu pensar que não é o pior time da elite.

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  4. 21 Lui 16/08/2013 13:44

    Achei que ia falar do United também, vim seco, mas me frustrei! 😛 hehe

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