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Arquivo da Categoria Barça x United

sábado, 28 de maio de 2011 Barça x United, Copas Europeias, Man Utd | 19:03

Inquestionável

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Os vilões da derrota

Não é hora de caçar culpados. Alex Ferguson acertou ao escolher a formação que levou o Manchester United à decisão da Champions. Formação esta que padeceu do mal universal de sucumbir ao Barcelona. A habitual posse de bola (63% x 37%) e as finalizações certas (12 x 1) sintetizam o domínio blaugrana, explicado simplesmente pela qualidade desse time histórico, que venceu por 3 a 1 com total justiça.

Ferguson poderia acompanhar Jack Wilshere e escalar Fletcher. Haveria mais gente no meio e mais pressão a Xavi e Iniesta, mas o time também perderia em vários aspectos: profundidade (sem Chicharito, que não esteve legal hoje), incômodo a Busquets (tanto quanto Xavi e Iniesta, fundamental no jogo de passes do Barça) e o melhor de Rooney (só marcou seu gol porque não ficou cravado na área).

Sem dúvida, o matchup de Giggs foi um problema e tanto. Como sempre, o galês fez o que tinha de fazer com a bola. Sem ela, não conseguiu conter Xavi, com quem se confrontou na maior parte do primeiro tempo. Contudo, vale reiterar, o United não tem um “trinco” à Pepe. Ninguém dos ingleses teria a eficiência defensiva do alagoano entre os zagueiros e os meias centrais. Ferguson poderia fazer ajustes no intervalo, mas não resolveria.

E aí a gente cai num debate sem fim. Como Ferguson deveria se proteger? Como parar Messi? Como pressionar Xavi e Iniesta? Foi emblemático ver um left winger (Park) só correndo atrás de um lateral-direito (Daniel Alves). Prescindir do ataque, que funcionou por dez minutos, não adiantaria nada. Por que o United perdeu? Porque Xavi, Iniesta e Messi, em dia brilhante, são contemporâneos.

Aos vencedores, o texto de Fernando Vives

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Barça x United, Copas Europeias, Curiosidades | 09:32

A glória é nossa

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No especial da Nike para a decisão da Champions, Patrice Evra dá a dica de qual será a postura do Manchester United. Note que a última palavra é de Rio Ferdinand:

O vídeo foi sugerido pelo parceiro Roberto Junior

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sexta-feira, 27 de maio de 2011 Barça x United, Copas Europeias, Man Utd | 14:00

Rumo a Wembley: De 2009 a 2011

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Há dois anos: Surpresa! Um falso centroavante

Há dois anos, o sonho do tetra europeu do Manchester United esbarrou no Barcelona. A vitória blaugrana por 2 a 0 em Roma foi o ato final da temporada de estreia de Pep Guardiola como técnico dos catalães. O Barça já era muito forte, é claro, mas ainda não tinha o mundo a seus pés e vinha de uma semifinal em que não mereceu eliminar o Chelsea de Guus Hiddink.

Isso parecia tão claro, que houve quem vinculasse qualquer chance catalã à presença de Iniesta, responsável por baby booms na Espanha em 2010 e 2011 e dúvida para aquele jogo. O United, então detentor do título, parecia ter mais saídas e havia vencido o Barcelona de Rijkaard em 2008. Cristiano Ronaldo era o melhor do mundo, e a defesa de Ferguson, a mais confiável.

O Barcelona contou com Iniesta, mas não teve seus dois laterais titulares. Mesmo assim, os Red Devils caíram. Aos 10 minutos, Eto’o interrompeu o esboço de domínio do United marcando um golaço construído pela direita. No segundo tempo, de cabeça, Messi decretou uma vitória completamente merecida.

É, Eto’o e Messi foram invertidos por Guardiola. Se agora Ferguson toma café da manhã pensando em como parar o argentino pelo meio, naquela época ele esperava um embate com Evra, que chegou a persegui-lo fora de seu setor em claro sinal de que o United não sabia o que fazer defensivamente.

O principal erro ofensivo foi não aproveitar o jogo pelas pontas. Ronaldo é forte e sabe atuar dentro da área. Não seria um problema em si atirá-lo entre Yaya Touré (sim, o quase atacante de hoje foi zagueiro na ocasião) e Piqué. A questão é que o português, que saiu cuspindo fogo de sua última partida pelo clube, foi subutilizado. Park tende a centralizar e mal explorou o lado de Sylvinho.

Na temporada seguinte, já com o lateral no Manchester City, a gente viu a festa que Lennon fez contra ele em um Tottenham x City. O ideal seria ter Ronaldo por ali, duelando com o brasileiro. À esquerda, Rooney também não foi um oponente dos mais fortes para Puyol. Outro que ficou bem à vontade foi Busquets, o que mostrou a Ferguson que ele precisa de alguém mais agressivo que Giggs no setor.

Agora: Como o time habitual de Ferguson pode se comportar contra esse Barcelona

Por conveniência, minimizar a maioria desses problemas não passa por tantas alterações ao time que vem jogando desde as quartas-de-final contra o Chelsea. A hipótese de Rooney atuar isolado, para abrir espaço a um marcador, parece improvável. Chicharito pode ser decisivo. Rooney, já bem habituado à posição 10, não deixará Busquets em paz.

Outro ponto crucial é a presença ou não de Giggs. Fletcher não estaria fisicamente bem a ponto de substituir o galês, como tem sido ventilado. O escocês seria importante para ajudar a conter Messi, mas vale lembrar que o United não tem nele ou em Carrick um marcador à Pepe, um ferrenho cumpridor de ordens que mande prender e soltar à frente dos zagueiros.

Caso extraconjugal à parte, Giggs é o melhor jogador do time na Champions. E foi por ali, ao lado de Carrick, que ele quebrou a defesa do Chelsea e também recompôs de modo exemplar. Parar Messi, como se isso fosse possível, não parece, no caso do United, atrelado à presença de um marcador individual implacável.

A aplicada marcação por zona, sem a zona que originou a inusitada cena com Evra correndo atrás de Messi há dois anos, já seria um progresso em relação àquela final. Por falar em marcação, há mais dois pontos fundamentais: Daniel Alves agora joga, e Iniesta, o melhor em campo em 2009, também.

Apesar de ter abandonado a seleção sul-coreana para se dedicar ao clube, Park tem, segundo Evra, o fôlego mais impressionante do elenco. Daniel, portanto, que se cuide. Carrick tem de estar em dia mais feliz para suportar seu matchup, contra Iniesta. E não tem jeito: se a formação escolhida for a que vem sendo utilizada, Giggs precisa incomodar Xavi.

Além da importância de Giggs para manejar e conservar o pouco que os ingleses devem ter de posse de bola, o United conta com outra grande alternativa ofensiva no meio: Valencia, em ótima fase. Ferguson certamente não quer abrir mão de um winger autêntico que explore aquele flanco depois de perder a chance de fazê-lo contra Sylvinho.

Sim, há várias dúvidas: Mascherano ou Abidal?; Fletcher ou Giggs?; Fábio, Rafael ou O’Shea? O caso da lateral direita do United é o famoso cobertor curto, que prioriza o ataque (os brasileiros) ou a defesa (o irlandês). Sem falar na experiência europeia de O’Shea e até de Rafael, Fábio vive o melhor momento, mas isso não garante nada.

O campinho, ainda povoado de dúvidas, e as coincidências históricas estão aí. Manchester City campeão na mesma temporada, Wembley e final contra clube ibérico, exatamente como em 1967-68, no primeiro título dos Red Devils. Apesar do tão comentado déficit físico, o Barcelona parece um pouco à frente. Mas o United também parecia em 2009.

Em seu El Pichichi, Fernando Vives relembra os três títulos europeus do Barça.

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quinta-feira, 26 de maio de 2011 Barça x United, Copas Europeias, Man Utd | 15:02

Rumo a Wembley: Defesa que ninguém passa

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♫ Amigos para sempre é o que nós iremos ser / na primavera ou em qualquer das estações ♫

Fora de Old Trafford, ninguém passa. Muito por conta de sua defesa, o Manchester United é o único invicto da Liga dos Campeões. O Barcelona, rival da decisão, perdeu uma vez, para o Arsenal no Emirates. O United marcou 18 gols e sofreu quatro, todos em casa. Com quatro gols, o artilheiro é Chicharito, seguido de perto (acredite) por Anderson, autor de três. Giggs tem quatro assistências e lidera o time no quesito.

Ainda que o sorteio da fase de grupos tenha favorecido o United, a campanha não começou bem. E o empate por 0 a 0 nem foi a pior parte do insosso encontro com o Rangers em Manchester. Antonio Valencia teve o tornozelo fraturado e perdeu seis meses da temporada.

O time se recuperou do revés no compromisso mais complicado da chave. A jogada do saudoso Macheda, concluída por Chicharito, garantiu a vitória por 1 a 0 em Valencia. Os espanhóis pressionaram bastante, mas Vidic e Ferdinand já davam sinais de que não cederiam facilmente fora de Old Trafford.

Num intervalo de 12 dias, viriam duas partidas contra o Bursaspor, de alguma forma campeão turco em 2010. Na primeira, em casa, um golaço de Nani garantiu o 1 a 0. O jogo na Turquia foi o mais alternativo da temporada: o confortável triunfo por 3 a 0 teve gols dos flops Obertan e Bébé. Ferguson aproveitou a fragilidade do time de Bursa para preservar vários jogadores.

A classificação foi garantida com a vitória por 1 a 0 sobre o Rangers em Glasgow. Rooney, que passava pela pior fase da carreira pouco depois de ser o melhor jogador da Premier League, marcou, de pênalti, seu primeiro gol pelo clube em três meses. O empate por 1 a 1 com o Valencia em Old Trafford serviu para ratificar a liderança e o goleador Anderson abrir sua contagem na Champions.

O time que chegou mais perto de eliminar o United foi o do simpático argentino aí

Oitavas – Olympique de Marselha
Complicado, o confronto com o campeão francês de 2009-10. Em Marselha, sem Ferdinand, Giggs, Park e Valencia, Ferguson foi bem cauteloso. O lado direito teve O’Shea na defesa e Fletcher no meio para segurar Andre Ayew, filho de Abedi Pelé. Com Gibson a falhar na coordenação do time, o melhor que o jogo poderia oferecer era mesmo um empate por 0 a 0. Na volta, em outra boa exibição da equipe de Heinze, o United contou com Chicharito, que lembrou certo norueguês, para vencer por 2 a 1.

Quartas – Chelsea
A partida em Stamford Bridge foi uma das mais especiais para o clube na temporada. A vitória por 1 a 0 confirmou a boa fase de Rooney, quebrou um tabu que já incomodava muito e deu a Ferguson a certeza de que aquela formação seria a melhor para levá-lo à decisão: Rooney como 10, Hernández titular, Giggs e Carrick no centro e Valencia e Park abertos. E foi assim que o United se classificou contra um Chelsea até mais esperto, mas insuficiente para evitar os 2 a 1 com show de Giggs.

Semifinais – Schalke 04
A confortável classificação dos alemães contra a Internazionale passou longe de se repetir diante da defesa muito mais sólida do United. Em Gelsenkirchen, o Schalke não viu a bola – aliás, só Neuer viu e impediu uma goleada. A vitória por 2 a 0, com gols de Rooney e Giggs, poderia ter sido mais dilatada, mas foi o bastante para concluir que o time chegava a seu melhor momento na temporada. Os 4 a 1 da volta, com direito a brace (dois gols) de Anderson, foram construídos pelos reservas.

Sem imprudência, o United alcançou sua terceira decisão em quatro anos.

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quarta-feira, 25 de maio de 2011 Barça x United, Copas Europeias, Man Utd | 10:46

Rumo a Wembley: Fim da geração de ouro?

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Gary Neville quase não mudou...

A minissérie sobre a final da Champions pega carona no adeus de Gary Neville. Aposentado desde fevereiro, o histórico lateral foi o dono da festa de ontem em Old Trafford, onde o Manchester United recebeu a Juventus para reverenciá-lo. O ex-capitão defendeu o clube durante 19 anos e é o líder da chamada classe de 1992, que transformou o United numa máquina de levantar troféus.

Equivalentes aos Busby Babes da década de 1950, Gary, seu irmão Phil, Ryan Giggs, Paul Scholes, Nicky Butt e até David Beckham voltaram a defender o mesmo time por uma tarde. A geração foi se desmontando na década passada por motivos distintos. Com a possível aposentadoria de Scholes, o último remanescente deve ser o mais velho e genial deles: Giggs, de 37 anos.

Desde que eles subiram ao time principal, o clube conquistou incríveis 23 títulos entre ligas e copas nacionais, europeias e intercontinentais. Teria sido ainda mais interessante se Roy Keane estivesse no lugar de Butt ontem, mas o meio-campo que jogou os primeiros 35 minutos já fez os torcedores viajarem pelos anos 90. A reunião de Beckham, Butt, Scholes e Giggs é muito simbólica para o United.

Embora três dessa classe tenham deixado Old Trafford há um bom tempo, a imagem do clube continua vinculada à geração. Scholes ajudou a conservar a relação nesta temporada com um agosto impecável, que lhe rendeu o prêmio de Jogador do Mês na liga, mas depois caiu e voltou ao banco. Giggs se manteve bem, virou meia central de vez e, sobretudo na Champions, liderou o time.

Em 2011-12, entretanto, a tendência é que os minutos de Giggs sejam reduzidos. Mesmo jogadores com menos tempo de casa, fundamentais nos anos 2000, começam a ser substituídos. Van der Sar dará lugar a De Gea. Ferdinand tem lenha para queimar, mas já vê em Smalling seu substituto natural. A lateral-direita, que por vezes caiu no colo de O’Shea, passará aos pés dos gêmeos Fábio e Rafael.

...em compensação, Butt (entre Giggs e Beckham) é outra pessoa

Até pela presença de tanta gente que deu certo (Hernández, Valencia, Nani…), a reconstrução deve ser gradual. No entanto, Ferguson sabe do ponto crítico e já afastou o sentimentalismo para a hora de fazer escolhas duras, como as que determinaram as saídas de Butt para o Newcastle em 2004 e Phil Neville para o Everton no ano seguinte.

O manager precisa buscar novas referências. Não dá para arrastar mais a necessidade de contratar um organizador. Sneijder é nome forte. Em breve, Fergie pode ter de redimensionar o papel de Park, com 30 anos. Ashley Young, que também é alternativa a Nani, tem sido comentado. A classe de 92 até sobreviverá a sábado, mas é tempo de transição. A despedida de Neville, com todo esse pessoal reunido, diz mais do que parece.

Assim como em 1992, o United acaba de ganhar a FA Cup sub-18 com uma geração muito promissora. Bom sinal?

Ainda muito importantes
Não é porque se fala em reconstrução que essas figuras perderam importância. Envolvido em polêmica bastante comentada no blog durante a semana, Giggs, que deve ser titular contra o Barcelona, é blindado por Alex Ferguson. O técnico até vetou repórter por conta disso. Ele fez uma pergunta sobre o meia galês e não passou impune. Assista ao vídeo sugerido por Paulo Passos.

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segunda-feira, 23 de maio de 2011 Barça x United, Copas Europeias, Curiosidades, História, Liverpool, Man Utd | 14:24

Rumo a Wembley: As outras vezes do estádio

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O Novo Wembley recebe no próximo sábado sua primeira final de Liga dos Campeões. No entanto, a versão antiga do estádio já havia sediado cinco decisões da principal copa europeia. Na primeira parte da minissérie sobre o confronto entre Manchester United e Barcelona, o blog relembra essas decisões. Houve dois ingleses campeões em Londres. Em busca do quarto título, United e Barça celebraram pela primeira vez justamente em Wembley:

Dez anos após a tragédia de Munique*, Sir Matt Busby (com a minitaça) conquistou a Europa pelo United

Milan 2 x 1 Benfica, 1962-63. Os rossoneri conquistaram contra o Benfica de Eusébio o primeiro de seus sete títulos. Os portugueses viram o sonho do tricampeonato cair diante do time de Cesare Maldini, Giovanni Trapattoni e dos brasileiros Dino Sani e José Altafini, o Mazzola. Aliás, foi Mazzola quem marcou os dois gols milanistas.

Benfica 1 x 4 Manchester United, 1967-68. Se o United está atrás de uma coincidência histórica, não há uma melhor: Manchester City campeão na mesma temporada e decisão em Wembley contra clube ibérico. Os gols do título foram marcados por Bobby Charlton (2), George Best e Brian Kidd, os três últimos na prorrogação. Foi a primeira conquista inglesa.

Ajax 2 x 0 Panathinaikos, 1970-71. De um lado, Johan Cruyff e o técnico Rinus Michels. Do outro, um time só de gregos liderado do banco por Ferenc Puskas naquele que é considerado seu único grande trabalho como treinador. Dick van Dijk e Arie Haan fizeram os gols de uma decisão histórica por seus personagens e pela presença de um clube da Grécia, a única até hoje.

Sem bigode para contrariar, Dalglish é festejado pelos amigos scousers

Liverpool 1 x 0 Club Brugge, 1977-78. O bi do notável Liverpool de Bob Paisley. O gol foi anotado por um escocês em sua primeira temporada no clube. Aos 20 minutos do segundo tempo, o meia-atacante Kenny Dalglish, agora treinador, selava contra os belgas seu brilhante destino em Anfield.

Barcelona 1 x 0 Sampdoria, 1991-92. O retorno de Cruyff, como técnico, a Wembley. Como se houvesse um ciclo, Pep Guardiola, hoje treinador do Barça, jogou no primeiro título blaugrana. Na prorrogação, Ronald Koeman garantiu a conquista contra a Samp de Cerezo e Roberto Mancini.

Saiba mais sobre a tragédia de Munique

Seleções
Arsène Wenger venceu a guerra nos bastidores, e a Inglaterra sub-21 não contará com Wilshere e Carroll na Euro da categoria. Ainda assim, o elenco é muito forte. À seleção principal, Fabio Capello convocou 26 jogadores para o jogo contra a Suíça, também em Wembley, pelas Eliminatórias da Euro. O ataque, sem o suspenso Rooney, preocupa.

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