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Arquivo da Categoria Championship

quinta-feira, 17 de maio de 2012 Blackpool, Championship, West Ham | 14:01

Próxima parada: Premier League

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Por Lucas Leite*

No próximo sábado, quando todos os olhos do mundo estarão voltados para a final da Champions League em Munique, outro duelo vai chamar a atenção dos amantes do futebol inglês. Em Wembley, palco de consagrou o Barcelona em 2011, West Ham e Blackpool lutam a partir das 11h de Brasília para retornar à Premier League uma temporada após o rebaixamento de ambos. Reading e Southampton, campeão e vice da segunda divisão, não precisaram disputar os play-offs e já estão garantidos na elite em 2012-13.

Allardyce e Holloway: choque de estilos

Apesar da vantagem histórica do Blackpool (15 triunfos em 26 jogos), os encontros da temporada regular apontam favoritismo do West Ham. Em Upton Park, o garoto Sam Baldock comandou a vitória dos Hammers por 4 a 0. No Bloomfield Road, Nick Maynard e Ricardo Vaz Te, grandes contratações de Sam Allardyce na janela de inverno, confirmaram o melhor momento do time na competição com ótimas atuações em outra goleada, desta vez por 4 a 1, com direito à presença do meia Henri Lansbury como goleiro por quase todo o segundo tempo.

Tendo o melhor de seus elencos à disposição, Allardyce e Ian Holloway utilizarão estratégias distintas. Big Sam deve manter o pragmatismo que o acompanhou por toda a temporada e se concentrar primeiro em anular o adversário para só depois explorar os cruzamentos de Matthew Taylor na criação de jogadas. Holloway, por sua vez, tem um time que busca manter o controle da posse de bola e atacar durante os 90 minutos.

Desde 1981 longe de Wembley, os Hammers apostam em um meio campo sólido e no faro de gol de Carlton Cole e Vaz Te, autores de 25 gols na temporada, para confirmar seu favoritismo. Apesar da queda brusca durante a temporada, Kevin Nolan exerce um papel fundamental na meia central, assim como Mark Noble, que assumiu muito bem a lacuna deixada pela venda de Scott Parker.

Já os Seasiders têm como ponto forte seu sistema defensivo, o mesmo que garantiu a promoção em 2010, e a velocidade de seu ataque. Jogador mais regular da temporada, Matt Gilks não lembra aquele arqueiro do rebaixamento de 2011 e, apoiado por Ian Evatt e o versátil Angel Martínez, garantiu impressionantes 14 clean sheets.

No que diz respeito à parte ofensiva, Matt Phillips e Tom Ince, até pelas excelentes atuações diante do Birmingham, se credenciam ao papel de heróis, mas Stephen Dobbie não pode ser esquecido. O escocês, que tenta o recorde de promoções seguidas (três) à Premier League via play-offs, vem sendo decisivo desde sua chegada por empréstimo ao ponto de barrar até o experiente Kevin Phillips, artilheiro dos Tangerines na temporada, com 17 gols.

Mesmo após falhar no objetivo da promoção direta, o West Ham deu mostras de seu poderio ao passar sem dificuldades pelo Cardiff e segue como favorito escancarado, mas, diante de um Blackpool acostumado a frequentar mata-matas pós-temporada (será o sétimo em 21 anos), tudo pode acontecer. Promessa de grande jogo na terra da Rainha.

*Lucas Leite escreve para o Football League Brasil

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quarta-feira, 28 de março de 2012 Championship, Southampton | 09:16

Venda ambiciosa

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O atacante Billy Sharp, do Southampton, já traçou a meta do clube para o resto da temporada: conquistar a Championship. O time está bem há tanto tempo, que o acesso à elite deixou de ser objetivo para se transformar em certeza. Os Saints, que subiram da terceira divisão em 2010-11, têm todos os argumentos para repetirem o feito do Norwich, que foi da League One à Premier League num intervalo de dois anos. Nas últimas nove rodadas, o Southampton somou sete vitórias e dois empates. A sete jogos do fim do campeonato, são seis pontos de vantagem para o terceiro colocado.

Enquanto o West Ham agoniza e o Reading desperta tardiamente na tabela, o Southampton mantém a consistência da primeira parte da temporada, quando o blog elogiou o trabalho do técnico Nigel Adkins, e se vê confortável na liderança. Mas como isso é possível para um clube que acaba de chegar da terceira divisão? Além do ótimo trabalho em campo, o zelo com as categorias de base e a boa vontade da diretoria são fatores determinantes.

Mesmo longe do St. Mary's, Chamberlain é decisivo para a temporada do Southampton

Para quem não se lembra, o Southampton foi a primeira casa de Gareth Bale e Theo Walcott. A terceira das grandes revelações recentes, Alex Oxlade-Chamberlain, despertou no início da temporada o interesse do Arsenal. A cúpula dos Saints não cedeu facilmente, e Arsène Wenger teve de oferecer £12 milhões fixos e mais £3 milhões em bônus para tirar do St. Mary’s o winger de 18 anos. O presidente Nicola Cortese não relaxou com o negócio e reinvestiu o dinheiro da maior venda da história do clube.

Pense no Southampton que, na última rodada, venceu o Doncaster por 2 a 0. Cinco jogadores contratados com o dinheiro de Chamberlain foram titulares: o ex-Chelsea Jack Cork, o belga Steve De Ridder, o ótimo lateral escocês Danny Fox, o zagueiro holandês Jos Hooiveld e o atacante Billy Sharp, aquele do início do artigo. Vale registrar que a diretoria agiu também no mercado de inverno, quando as vitórias eram raras, para fechar três contratações. Não por acaso, o time não perde na liga desde janeiro.

A decisão de vender Chamberlain foi certeira também porque Adam Lallana, outra boa revelação do Southampton, ganhou mais espaço para brilhar. Outro que já estava lá e garante vários pontos é o artilheiro Rickie Lambert, que segue fazendo pelos Saints o que Grant Holt fez pelo Norwich nas divisões de acesso. Ainda assim, entre recém-contratados e velhos conhecidos, ninguém pode se esquecer de Chamberlain, importante para o Arsenal e, mesmo sem defendê-lo, para o Southampton.

Sobre terça-feira
– Champions: Em atuação soberba de David Luiz, o Chelsea cozinhou o Benfica na Luz. Di Matteo escalou um time mais corredor, com Ramires novamente aberto pela direita, Raul Meireles, Fernando Torres e Kalou titulares. As decisões foram para lá de discutíveis (Paulo Ferreira também atuou…), mas deram certo pela vitória por 1 a 0. Ainda que os encarnados possam fazer 2 a 1 em Stamford Bridge, é improvável que o Chelsea não avance às semifinais para enfrentar Barcelona ou Milan.

– FA Cup: Haverá dois dérbis em Wembley. Ontem, grande vitória do Everton sobre o Sunderland por 2 a 0, no Stadium of Light. O croata Nikica Jelavic, que marcou um dos gols, segue passando a impressão de que resolveu o problema crônico do ataque dos Toffees. A semifinal contra o Liverpool não tem favorito. O Tottenham, por sua vez, superou o Bolton e também deve fazer semifinal equilibrada com o Chelsea.

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segunda-feira, 12 de dezembro de 2011 Championship | 15:43

Quem é que sobe?

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Com a temporada perto da metade, a Football League Championship, a popular segunda divisão inglesa, está longe de apresentar contornos definitivos. Apesar de o Southampton liderar há muito tempo, não existe uma equipe claramente acima das outras, como se revelaram Queens Park Rangers e Newcastle nos últimos anos. A corrida pelo acesso direto ou mesmo por uma vaga nos play-offs (da terceira à sexta posição) é, mais uma vez, bastante acirrada.

O Leeds se esforçou para segurar Snodgrass e pode voltar à Premier League por conta dele

O sucesso do Southampton de Nigel Adkins, recém-promovido da League One, já foi discutido em setembro. A equipe segue em alta, mas os últimos resultados e a queda de rendimento do craque do time, Adam Lallana, acendem a luz amarela. O improvável artilheiro Rickie Lambert, porém, não sente a mudança de nível (é a primeira vez que ele joga a segunda divisão) e, com 13 gols, mantém a boa forma. O brasileiro Guilherme Guly do Prado, que o apoia no ataque, também faz temporada especial pelos Saints.

Entre os clubes que mais gastaram e os mais tradicionais, boas campanhas e decepções. Ao contrário do Leicester, que já dispensou Sven-Goran Eriksson, o West Ham de Sam Allardyce convive bem com a obrigação de retornar à Premier League e continua namorando a liderança. Enquanto o Nottingham Forest, que desistiu de Steve McClaren já em outubro, está imerso na zona da degola, o Leeds assumiu seu lugar na faixa dos play-offs. Na equipe do competente Simon Grayson, quem dá as cartas é o escocês Robert Snodgrass, um dos craques da liga com oito gols e nove assistências.

Apesar dos Hammers, a temporada dos recém-rebaixados da Premier League não é exatamente um sucesso. O Birmingham, com jogos a mais para fazer por conta da participação na Liga Europa, ainda sofre com Chris Hughton. O Blackpool belisca alguns resultados interessantes, mas sente falta de pés mais brilhantes. Hoje, esses pés estão no Liverpool: Charlie Adam, vendido após a queda à segunda divisão, e Jonjo Shelvey, que arrebentou no empréstimo aos Tangerines e foi chamado de volta pelos Reds depois da lesão de Lucas.

Se a Championship terminasse hoje, os relegados à League One seriam, além do Forest, o Doncaster e o Coventry. Destes, apesar das cinco derrotas nas últimas seis partidas, só o bicampeão europeu parece ter alguma força para escapar. Com Southampton e West Ham nas posições de acesso direto, os play-offs pela terceira vaga na elite teriam Cardiff x Leeds e Middlesbrough x Hull. É bem cedo para antecipar, mas a tendência é que a Premier League receba velhos conhecidos na próxima temporada.

Veja a classificação da Championship.

A quem gosta das divisões inferiores do futebol inglês, recomendo o Football League Brasil.

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segunda-feira, 19 de setembro de 2011 Championship, Southampton | 22:34

O líder da revolução

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Adkins tem sido para o Southampton o que Paul Lambert é para o Norwich

Com Scolari, Luxemburgo e tantos outros, o futebol brasileiro é prova de que um jogador discreto pode virar um grande treinador. Não é exagero dizer que o tradicional Southampton deve seu ressurgimento a um desses personagens. Ele é Nigel Adkins, ex-goleiro que encerrou a carreira de atleta exercendo dupla função (também era técnico) no galês Bangor City.

Adkins, de 46 anos, passou dez sem trabalhar como treinador após deixar Bangor. Voltou pelo Scunthorpe em 2006. Em 2010, assumiu o desafio de tirar o Southampton do buraco da League One (terceira divisão). Bastou um ano para ele mudar tudo. No domingo, teve quatro razões para comemorar: a vitória por 4 a 1 sobre o Birmingham, a liderança da Championship (segunda divisão), o primeiro aniversário no St. Mary’s e a 100ª vitória na carreira de técnico.

Não há nada de mais no novo Southampton, que revelou Bale, Walcott e Oxlade-Chamberlain recentemente. Apenas um trabalho bem feito, algumas contratações sagazes e um pouco de boa vontade do presidente Nicolas Cortese, ainda mais importante depois da morte do proprietário suíço Markus Liebherr há uma temporada. Com a boa gestão de Adkins, a curva dos Saints é ascendente pela primeira vez desde a aposentadoria do leal e habilidoso meia Matt Le Tissier, ídolo do clube e referência para Xavi, do Barcelona.

O brasileiro Guilherme Guly do Prado (ex-Portuguesa Santista), o carequinha Richard Chaplow, o artilheiro Rickie Lambert (seis gols) e o ainda promissor Adam Lallana (quatro gols e quatro assistências) são os destaques do líder da Championship, que acumula ótimos 18 pontos após sete rodadas. Mérito também de Adkins, que tem tirado o máximo deles e aproveitado o embalo.

Sim, o embalo. O Southampton chama a atenção por ter permanecido por 27 anos na elite (1978 a 2005) e buscar a recuperação agora, mas é só mais um a fazer boa campanha na Championship na temporada seguinte ao acesso da terceira divisão. Em 2010-11, Norwich (2º, promovido e bem na atual Premier League), Leeds (7º) e Millwall (9º) impressionaram. Desta vez, os Saints (1º), o Brighton de Gus Poyet (3º) e o Peterborough de Darren Ferguson (10º) confirmam que o caminho entre League One e Premier League ficou mais curto.

Fantasy
Por enquanto, ninguém tira o FC United of Santana (Claudio Roberto) da liderança da liga God Save the Ball. Confira a classificação atualizada.

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sexta-feira, 16 de setembro de 2011 Áudio, Championship, Premier League | 18:40

Podcast: 5ª rodada

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Nesta semana, com o nobre Léo Macario, falamos dos detalhes da quinta rodada da Premier League, do clássico do leste de Londres entre Millwall e West Ham (que já começou há muito tempo) pela segunda divisão e de boas apostas para seu time no Fantasy. Acompanhe:

Você também pode fazer o download do podcast.

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quinta-feira, 4 de agosto de 2011 Championship, Treinadores | 18:00

O peso do treinador

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Holloway caiu com o Blackpool, mas não vai sair da sua telinha

Está encerrada a longa e sonolenta espera pela nova temporada na Inglaterra. Com direito a transmissão na televisão brasileira*, a Football League Championship, a popular segunda divisão inglesa, começa amanhã. O jogo de abertura, entre Hull City e Blackpool, faz a gente se lembrar de: 1) como é difícil definir os favoritos à promoção e 2) quão importante é a figura do manager.

Mesmo sem despontarem como candidatos sólidos no início de suas temporadas de sucesso, os estreantes de sexta-feira conseguiram acessos recentes à Premier League. O Hull de 2007-08 era comandado por Phil Brown, que assumiu em dezembro de 2006, quando o time estava na zona de rebaixamento à League One. A ascensão do Blackpool em 2009-10 foi inspirada por Ian Holloway, que, com elenco fraco, teve a sensibilidade de arriscar e concentrar as ações nos pés de Charlie Adam, hoje no Liverpool.

Em 2011-12, Brown tenta reconduzir o Preston à segunda divisão, e Holloway segue firme em Bloomfield Road após o rebaixamento com campanha empolgante na Premier League – ele provou que isso é possível. Os dois treinadores excêntricos usam as divisões inferiores também como trampolim, mas não só de vitrine vive a Football League. Em um cenário sem tanta disparidade de investimento, alguns clubes apostam em figuras carimbadas do futebol inglês para se diferenciarem pelo comando técnico.

Depois de frustrante experiência com Avram Grant, o West Ham confia a Sam Allardyce a obrigação de um pronto retorno à elite antes da mudança para o Estádio Olímpico. Big Sam acredita em conhecidos do melhor trabalho da carreira: os reforços Abdoulaye Faye e Kevin Nolan (craque da Championship há dois anos, aliás) jogaram com ele no Bolton. Embora não seja o caso de Matt Taylor, o winger chega do Reebok Stadium. Sammy Lee, que o assistiu por lá, foi especulado para a comissão técnica.

Eriksson e McClaren, ex-treinadores da seleção, estão na Championship. Quem disse que Capello não tem um futuro na Inglaterra?

Se Allardyce ainda é muito respeitado, nem o êxito no holandês Twente afastou a desconfiança sobre Steve McClaren, especialmente após temporada complicada na Alemanha. O ex-técnico da seleção inglesa assume o Nottingham Forest para tentar vencer a difícil barreira dos play-offs. Com dinheiro disponível e reforços importantes (principalmente Kasper Schmeichel, Michael Johnson – conhecidos do técnico – e Sean St Ledger), o Leicester segue a mesma receita com o revigorado Sven-Goran Eriksson.

Allardyce, McClaren e Eriksson fazem parte do grupo com grife, mas outros também podem fazer a diferença. Aos 43 anos, o uruguaio Gus Poyet, ex-jogador de Chelsea e Tottenham, já tem moral alto no recém-promovido Brighton & Hove Albion. O talentoso e ainda mais jovem Simon Grayson, do Leeds, é a principal esperança do time depois de um mercado tímido.

Fato é que poucos dos 24 clubes não podem sonhar com o acesso. Basta observar as campanhas de Norwich (2º), Leeds (7º) e Millwall (9º), então promovidos da League One, na temporada passada. Neil Warnock (QPR), Paul Lambert (Norwich) e Brendan Rodgers (Swansea) merecem todos os créditos pelo sucesso em 2010-11. Amanhã, começa uma nova corrida, com vários novos personagens. O West Ham de Allardyce e o Leicester de Eriksson parecem mais fortes, mas fazer previsão na Championship é flertar com o erro.

*Sexta-feira, às 15h45 – Hull x Blackpool na ESPN
Domingo, às 9h – West Ham x Cardiff na ESPN Brasil

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segunda-feira, 30 de maio de 2011 Championship, Premier League, Swansea, Temporada | 14:20

Enfim, acompanhados

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Festa galesa em Wembley: à beira da quinta divisão há oito anos, o Swansea está na Premier League

Inédito: um galês vai disputar a Premier League inglesa, criada em 1992. Para mais de 86 mil pessoas em Wembley, o Swansea derrotou o Reading por 4 a 2 numa espetacular final dos play-offs da segunda divisão e volta à elite após 28 anos. Naquela época, o clube teve um crescimento assombroso sob o técnico John Toshack e terminou 1981-82 na sexta posição, antes de afundar à mesma velocidade com que subiu.

Além de Swansea e Cardiff, que há algum tempo flertavam com a Premier League, quatro galeses estão na pirâmide do futebol inglês: Wrexham, Newport County, Colwyn Bay e Merthyr Town, todos fora da Football League, que engloba as quatro primeiras divisões.

Os seis sempre jogaram na Inglaterra. Em 1992, com a fundação da Liga de Gales, eles recusaram a mudança para o futebol local. Outros cinco aceitaram, pagando o preço da passagem a um sistema infinitamente mais fraco, que não os obriga a disputar divisões inferiores, mas também limita o espaço de crescimento do clube.

Por falar em crescimento, um dos grandes responsáveis pela evolução recente do Swansea é Roberto Martínez, hoje técnico do Wigan. Em dois anos, o espanhol tirou os galeses da terceira divisão para transformá-los em habituais concorrentes ao acesso para a Premier League. O português Paulo Sousa até manteve o nível na temporada passada, mas não conseguiu levar o clube a outro patamar.

O atual treinador, Brendan Rodgers, teve temporada brilhante. Ele associou uma defesa forte, cujo principal pilar é Ashley Williams, a um jogo atrativo. Os três meias de seu 4-2-3-1 (Dyer, Dobbie e Sinclair) mataram o Reading no contra-ataque hoje. Scott Sinclair, aliás, fez três gols, consolidou-se como o grande nome da campanha e expôs o erro do Chelsea, que o vendeu por 500 mil libras.

O que pode fazer o Swansea na Premier League? Isso será assunto para as prévias da próxima temporada. Por enquanto, veja quem cai e quem é que sobe no futebol inglês:

O Southampton, que revelou Bale e Walcott, volta à segunda divisão

Premier League
As informações essenciais estão aqui

Championship
Promovidos: Queens Park Rangers, Norwich e Swansea
Rebaixados: Preston, Sheffield United e Scunthorpe

League One
Promovidos: Brighton, Southampton e Peterborough (ontem, em Old Trafford, Darren Ferguson – filho de Sir Alex – minimizou a tristeza da família ao vencer os play-offs com o Peterborough)
Rebaixados: Dag & Red, Bristol Rovers, Plymouth e Swindon Town

League Two
Promovidos: Chesterfield, Bury, Wycombe e Stevenage
Rebaixados: Lincoln City e Stockport

Conferência Nacional
Promovidos: Crawley Town (aquele) e AFC Wimbledon (o fruto da reação de torcedores locais à mudança do Wimbledon original para Milton Keynes)

Promoções in a row
O Norwich e o Stevenage conseguiram algo sempre improvável: o segundo acesso consecutivo. Nos Canaries, o trabalho de dois anos do técnico Paul Lambert impressiona. O escocês (mais um!) de 41 anos, ex-jogador do Celtic, merece totalmente a chance na Premier League.

O Stevenage, que eliminou o Newcastle na FA Cup, repetiu o Leeds da temporada passada e o Crawley Town desta, capitalizando o sucesso na copa para avançar uma divisão.

Rebaixamentos in a row
Stockport e Plymouth fizeram o caminho contrário e, em dois anos, regrediram duas divisões.

Atenção
A temporada acaba, mas o blog não para. Durante as férias dos clubes, a coluna vai trazer reviews de 2010-11, previews de 2011-12, falar da seleção inglesa principal e da sub-21, abrir espaço a outros assuntos e ficar atenta a especulações, contratações e afins. Acompanhem!

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quarta-feira, 18 de maio de 2011 Cardiff, Championship, Nott'm Forest, Reading, Swansea | 09:50

Final justa e impopular

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Muito mais confiante no Swansea, Borini parece ter deixado um irmão gêmeo no Chelsea

O Reading e o galês Swansea vão decidir em Wembley o terceiro promovido à Premier League da próxima temporada. No jogo que determina quem se junta a Queens Park Rangers e Norwich, muita gente queria ver o bicampeão europeu Nottingham Forest e o galês Cardiff de Bellamy (que, lesionado, só assistiu à eliminação) e Bothroyd. Apesar de ser a menos desejada das combinações, a final de 30 de maio é justa.

O Swansea derrotou o Nottingham Forest por 3 a 1 em Gales. O empate por 0 a 0 no primeiro jogo já havia sido uma vitória psicológica do conjunto treinado pelo ótimo Brendan Rogers. Com um a menos desde os 52 segundos, a equipe galesa suportou a pressão e contra-atacou muito bem. Os grandes desempenhos de Williams na defesa e do trio Dyer, Borini e Sinclair à frente foram fundamentais.

Mesmo não marcando nos play-offs, Borini é impecável. O italiano de 20 anos, sem confiança e espaço no Chelsea, precisava do empréstimo ao Swansea. Em três meses, ele fez seis gols pelo novo clube. O fim de seu vínculo com os Blues se aproxima. O retorno a Stamford Bridge é incerto, mas sua atual função, de atacante único no 4-2-3-1 de Rogers (Dyer, Dobbie e Sinclair são os três meias), tem sido importante para o time galês funcionar e certamente lhe rende um status bem superior.

Relevante: Long é o único a jogar hurling e defender a seleção de futebol no maior estádio irlandês

Outro atacante brilhou ainda mais em Cardiff x Reading. Na impressionante vitória dos Royals por 3 a 0 fora de casa, o irlandês Shane Long ratificou sua ótima temporada. Os dois gols levaram Long a 23 no campeonato. Seguro e oportunista, ele já fez todo mundo em Reading esquecer seu compatriota Kevin Doyle, contratado pelo Wolverhampton há dois anos.

Até a temporada passada, Long provavelmente não tinha certeza de que a opção pelo futebol era a melhor que poderia ter feito. Na adolescência (foto), ele jogava hurling, um esporte irlandês semelhante ao hóquei. Agora, em seu melhor ano, sabe que fez a escolha certa. Principal jogador do time do momento na segunda divisão, o atacante tem sido especulado no Liverpool.

Alguém arrisca?
Contra o Cardiff, o Reading marcou muito bem, especialmente com o turco Karacan, acionou Long como tinha de fazer e, estendendo a outros jogos, sempre vai levar perigo em bolas paradas com o lateral-esquerdo Ian Harte. O Swansea, por sua vez, tem uma defesa até mais confiável, gente boa para decidir à frente e um treinador que esteve nos Royals há pouco tempo. Os galeses parecem ter mais saídas, mas a arrancada do Reading é sensacional. Para sair do muro: Reading, 51%.

Trauma
O Cardiff venceu os play-offs de 2003 (terceira divisão), mas ficou pelo caminho em 2002 (terceira divisão), 2010 e 2011. A trajetória do Forest é bem pior: nem sequer passou das semifinais em todas as suas participações. Fracassou em 2003, 2007 (terceira divisão), 2010 e 2011.

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segunda-feira, 16 de maio de 2011 Championship, Millwall, Premier League, West Ham | 13:12

Clássico londrino em Wigan

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Quem disse que Grant não é ídolo em Londres?

A um pênalti de conquistar a Europa em 2008, Avram Grant chegou ao segundo rebaixamento consecutivo. Depois de ser o menos culpado pela queda do Portsmouth na temporada passada, o técnico israelense viu seu West Ham pegar o bilhete para a segunda divisão após seis anos na elite. A derrota por 3 a 2 para o Wigan foi a síntese da campanha: destaque individual (dois gols do ótimo Demba Ba), defesa frouxa e incapacidade de manter a vantagem no placar.

A pior parte, pelo menos por enquanto, não fica por conta do provável desmanche (Green, Upson, Parker, Ba…), a imediata demissão de Grant ou seus possíveis substitutos*. Complicado, mesmo, tem sido aguentar as provocações do Millwall. Há um ano, o West Ham, na Premier League, via seu maior rival na terceira divisão. Agora, com ambos na segunda, já sabemos que eles vão se enfrentar na próxima temporada. Serão o 98º e o 99º confrontos do dérbi do leste de Londres.

Para celebrar esse momento histórico de uma das mais hostis rivalidades inglesas, não faltou criatividade aos fãs dos Lions. Enquanto os Hammers lamentavam o gol de empate do Wigan, um avião sobrevoou o DW Stadium, local do jogo, com a mensagem “Avram Grant: lenda do Millwall”. A brincadeira, que ironiza as decisões desastradas de Grant durante o ano, foi idealizada e executada por um grupo de torcedores do Millwall ligados ao site House of Fun. Olha só:

*Steve McClaren (considerado favorito), Paolo Di Canio e Gareth Southgate estão entre os nomes especulados. É, amigo…

*Por ora, a mudança do West Ham para o Estádio Olímpico está de pé

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quinta-feira, 12 de maio de 2011 Championship | 09:13

Tempo de decisão

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Com nome de atriz e titular da seleção galesa, Ashley Williams já merece a Premier League

Começa hoje uma das fases mais interessantes da temporada inglesa: os play-offs da Championship, a segunda divisão. Com o campeão Queens Park Rangers e o Norwich já promovidos à Premier League, Nottingham Forest, Reading e os galeses Cardiff e Swansea lutam pela última vaga. A disputa desperta a torcida de muita gente. Enquanto alguns querem ver um galês na elite, outros esperam o retorno do Forest, bicampeão europeu.

O Reading esteve na Premier League há pouco tempo, de 2006 a 2008. A última participação do Forest foi em 1998-99. O Swansea está longe da primeira divisão há 28 anos. A ausência do Cardiff já completa 49 temporadas.

O blog apresenta breves considerações sobre as semifinais dos play-offs. As partidas são sempre às 15h45 de Brasília. Quem aparece à esquerda joga primeiro em casa:

Nottingham Forest (6º) x Swansea (3º), 12 e 16 de maio. O Forest venceu por 5 a 4 no placar agregado da temporada regular, mas os galeses são mais confiáveis. O Swansea tem uma defesa forte, sendo Ashley Williams o grande zagueiro do campeonato. Enfim convincentes, Scott Sinclair, ex-Chelsea, e Fabio Borini, emprestado pelos Blues, são os destaques ofensivos de um time que venceu facilmente suas três últimas partidas.

Apesar da boa reta final, o Forest, que parou no Blackpool em 2010, tem trauma de play-offs e não é lá muito sólido. Nos três jogos entre 19 de março e 9 de abril, sofreu 11 gols de Reading, Leeds e do próprio Swansea. A esperança para abrir uma necessária vantagem no City Ground é Kris Boyd, que dominava a artilharia da liga escocesa pelo Rangers, mas fracassou no Middlesbrough. Emprestado ao Forest, ele voltou a marcar regularmente.

Bothroyd jogou Inglaterra x França em novembro. Depois, caiu demais

Reading (5º) x Cardiff (4º), 13 e 17 de maio. Assim como o Forest, o Cardiff caiu em 2009-10 para o Blackpool, que teve espetacular arrancada aos play-offs. Motivo de preocupação para os galeses, que empataram duas vezes na temporada com o Reading. Isso porque os Royals, que estavam lá atrás, chegaram a vencer oito jogos seguidos.

O Reading é um time confiante. Na temporada passada, eliminou o Liverpool da FA Cup em Anfield. Nesta, voltou a Merseyside para despachar o Everton. O irlandês Shane Long finalmente substitui a contento o compatriota Kevin Doyle, que saiu em 2009. O lateral-esquerdo Ian Harte, ex-Leeds, é sempre perigoso em bolas paradas, um Baines mais velho.

A favor do Cardiff, o ataque galáctico com Bellamy e Bothroyd e a experiência de grande parte do time – os trintões Olofinjana, Samuel e Koumas, que estão lá por empréstimo, Naylor e o nada gentil McNaughton são bons exemplos.

Em 30 de maio (segunda-feira), dois dias após sediar a decisão da Champions, Wembley recebe a final dos play-offs.

A permanência de Dalglish
Kenny Dalglish é, de fato, o novo treinador do Liverpool. O clube não poderia estar em melhores mãos. Há dois dias, o blog analisou o trabalho de quatro meses do escocês.

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