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terça-feira, 22 de março de 2011 Brasileiros, Entrevistas, Jogadores, Wolves | 17:58

Entrevista: Adriano Basso, do Wolverhampton

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Em 2007, Basso ganhou até prêmio regional da BBC: o jogador que mais se destacou no oeste da Inglaterra

No tumultuado mercado de inverno inglês, um brasileiro realizou um sonho à sombra das caras transferências de Torres, Carroll, Dzeko, Suárez e David Luiz. Há sete temporadas na Inglaterra, o goleiro Adriano Basso, de 35 anos, chegou discretamente à Premier League pela porta do Wolverhampton, atual 18º colocado.

A trajetória de Adriano chama muito a atenção. Paulista de Jundiaí, o goleiro atuou na Ponte Preta e no Atlético Paranaense. Em 2003, foi à Inglaterra para se casar. A noiva, Alessandra, fazia intercâmbio no país. O plano não era ficar, mas uma surpreendente chance no Arsenal, onde treinou por três meses, mudou tudo.

Depois, foram seis anos em divisões inferiores. Basso passou pelo pequenino Woking, foi ídolo no Bristol City e eleito o melhor jogador do clube em 2007-08.  Nos Wolves, o brasileiro ainda busca seu espaço. Hennessey e Hahnemann, no Molineux há mais tempo, são as primeiras opções.

Em entrevista ao blog, o goleiro fala das dificuldades iniciais, os ótimos anos em Bristol, o segredo dos Wolves para vencer os grandes e diferenças entre o futebol brasileiro e o inglês. Leia mais »

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segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011 Curiosidades, Entrevistas, West Ham | 17:48

A nobre caminhada de Jonjo

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Jonjo, ao lado do atacante Freddie Sears, nas bancadas do Boleyn Groud. Reprodução

Na próxima sexta-feira, o garoto londrino Jonjo Heuerman, de nove anos, começa uma das mais legais iniciativas relacionadas ao futebol inglês nos últimos anos. Jonjo vai caminhar 37 quilômetros, da estátua de Bobby Moore, em Wembley, até o centro do Boleyn Ground, estádio do West Ham. O estudante pretende arrecadar no percurso pelo menos dez mil libras ao Fundo Bobby Moore para Pesquisa sobre o Câncer no Reino Unido.

A caminhada vai durar três dias. A chegada de Jonjo ao Boleyn Ground está prevista para pouco antes do confronto contra o Liverpool, no domingo, pela Premier League. A motivação dele é também pessoal. Bobby Moore, um dos maiores defensores ingleses em todos os tempos, capitaneou a seleção no título mundial de 1966 e construiu uma história de 16 anos (entre 1958 e 1974) no West Ham, time do garoto. Em 1993, Moore faleceu de câncer no intestino aos 51 anos.

Essa também foi a causa da morte de Lynda, avó de Jonjo, em fevereiro de 2009. Lynda, que tinha 60 anos, costumava cuidar do menino e da irmã. Aliás, esta já arrecadou nove mil libras para um hospital local em memória da avó, que trabalhava como gerente de enfermagem e, de acordo com Jonjo, amava as crianças. Agora, o pequeno hammer pretende fazer algo semelhante para Moore e Lynda.

O componente futebolístico me fez entrar em contato com Jonjo por e-mail. A mãe dele, Donna, foi muito simpática e mediou a entrevista:

Blog: Quem teve a ideia da caminhada?

Jonjo: A ideia foi minha. Além de gostar de futebol, do West Ham, da seleção inglesa e de Bobby Moore, eu queria fazer algo legal em memória da minha avó.

Blog: Mesmo não tendo acompanhado a carreira de Bobby Moore na época em que o defensor jogou, ele claramente é um ídolo para você. Quão importante é dedicar essa caminhada a ele e à sua avó?

A estátua de Moore, em Wembley, será o ponto de partida de Jonjo

Jonjo: Importante demais! Bobby é meu herói. Tenho várias fotos dele no meu quarto. Minha avó também representa muito para mim. Com o dinheiro que arrecadar para o Fundo Bobby Moore, quero ajudar muitas pessoas.

Blog: Mais do que arrecadar dinheiro, como você acha que a caminhada pode ajudar no combate ao câncer?

Jonjo: Eu mantenho a esperança de que encontrem a cura e possam salvar pessoas que têm o mesmo problema da minha avó.

Blog: Você sempre vai aos jogos no Boleyn Ground?

Jonjo: Eu tenho o pacote da temporada e vou a todos os jogos em casa do West Ham. Aliás, os jogadores me ajudaram nessa iniciativa, especialmente o Jack Collison (meia galês dos Hammers). O senhor Gold (David Gold, um dos proprietários do clube) também me ajudou muito. Inclusive, vou ao treino de quarta-feira.

Blog: Recentemente, a proposta do West Ham para ficar com o Estádio Olímpico de Londres foi aprovada. Você quer que o clube permaneça no Boleyn Ground? Sua caminhada tem relação também com esse aspecto?

Jonjo: Quero o novo estádio. Vou passar por lá durante a caminhada e pretendo colocar a bandeira do West Ham no muro do Estádio Olímpico.

Boa sorte, Jonjo!

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