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Arquivo da Categoria Everton

sexta-feira, 16 de agosto de 2013 Everton, Norwich, Southampton, Tottenham | 09:49

Eu quero ver

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Na véspera da abertura da Premier League, o blog retorna para tratar dos times que mais despertam curiosidade antes da temporada:

Norwich. Após evitar o rebaixamento na primeira temporada sem Paul Lambert, o Norwich de Chris Hughton pode ir mais longe em 2013-14 por conta dos bons investimentos. Chegaram a Carrow Road cinco potenciais titulares: Martin Olsson, lateral-esquerdo ofensivo para disputar posição com Garrido; Leroy Fer, bom meia central do Twente; Nathan Redmond, winger da seleção sub-21 que evoluiu bastante na última temporada; uma nova dupla de ataque: Gary Hooper e Ricky van Wolfswinkel.

As contratações e o perfil de Chris Hughton indicam o 4-4-2. Os Canaries, que dependiam da truculência de Grant Holt para marcar gols, desta vez podem confiar em dois atacantes que se completam. Talvez você já tenha assistido a este vídeo, em que um garoto relata seu drama como torcedor do Sporting. Entre tantos outros pontos, ele questiona o 4-3-3 adotado pelos portugueses, afirmando que “o Wolfswinkel, lá sozinho, não mete medo a ninguém”. Agora ao lado de Hooper, de ótimos números no Celtic, o bom holandês ficará mais confortável em campo. Também vale prestar atenção a Robert Snodgrass, que deve produzir mais em melhores companhias.

Everton. As alterações no elenco não são tão significativas – foram contratados dois jogadores do Wigan e Gerard Deulofeu por empréstimo, enquanto ninguém saiu –, mas o estilo deve mudar drasticamente. Se David Moyes era um técnico flexível, que se reinventava diante de cada adversário, Roberto Martínez é convicto e ataca todo mundo. O espanhol ensaia reproduzir no Everton o 3-4-3 criado no Wigan, sistema que, por sua ótima execução, foi diretamente responsável por um milagre em 2011-12 e um título da FA Cup em 2012-13, ainda que não tenha evitado o rebaixamento.

Até que ponto Martínez vai arriscar?

O Everton precisa de ajustes para não se perder em meio às modificações, mas até tem recursos para se adaptar. Os alas Coleman e Baines podem desfrutar mais liberdade, Fellaini se adequa perfeitamente a uma função mais defensiva que a da temporada passada, e os pontas – provavelmente Mirallas e Deulofeu – prometem aterrorizar laterais. O problema é a ausência de zagueiros (além de Jagielka) e atacantes centrais confiáveis, com Jelavic inconstante desde 2012-13 e Koné precisando provar que não é meramente um amigo de Bob Martínez, com quem trabalhou no Wigan.

Southampton. Por ora, o mercado trouxe dois novos titulares para fazer enorme diferença: Dejan Lovren, croata do Lyon que deve ser absoluto numa defesa que não transmitia confiança, e Victor Wanyama, queniano que era um monstro no meio-campo do Celtic. O time criado por Nigel Adkins e herdado por Mauricio Pochettino não tem pontos fracos aparentes para quem pretende fazer campanha tranquila. Coletivamente, é moderno, sobe a marcação e deve fazer várias vítimas no St. Mary’s, onde impôs derrotas por 3 a 1 a Liverpool e Manchester City na parte final da última temporada.

Individualmente, destaque para os ótimos laterais jovens – Nath Clyne e Luke Shaw –, meio-campistas completos em Wanyama, Jack Cork e Morgan Schneiderlin (o uruguaio Gaston Ramírez é talentoso, mas pode perder a posição se for tão inconsistente quanto em 12-13) e opções de ataque bem interessantes. Adam Lallana e Rickie Lambert são fundamentais desde a época da terceira divisão e provaram capacidade na Premier League. Jay Rodriguez, pelo desempenho nas últimas rodadas da temporada, também promete para 13-14.

Tottenham. As cartadas do Tottenham no mercado sugerem que André Villas-Boas vai implantar seu esquema predileto, o 4-3-3. No meio-campo, Etienne Capoue disputa posição com Sandro para fazer a proteção à defesa, com Paulinho e Moussa Dembele responsáveis pela transição ao ataque. O meio-campo está bem definido, mas falta um jogador como era João Moutinho no Porto de AVB. Paulinho e Dembele são excelentes, porém muito parecidos, pela intensidade e a capacidade de carregar a bola, exatamente como o colombiano Fredy Guarín no primeiro grande time de Villas-Boas.

A contratação de Roberto Soldado garante aos Spurs o goleador que Emmanuel Adebayor não foi na temporada passada. O belga Nacer Chadli, ex-Twente, também é aposta interessante para fazer o lado esquerdo do ataque, com Aaron Lennon tentando se manter à direita. Hoje, é difícil imaginar onde entraria Lewis Holtby, que ficou bem abaixo do esperado em seu primeiro semestre em Londres. E ainda há certo Gareth Bale no elenco. Está claro que AVB projeta o time sem ele – e parece gastar à vontade, pensando na venda ao Real Madrid –, mas não seria absurda a permanência do galês insatisfeito, ao lado de um elenco menos dependente de seus gols improváveis.

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sexta-feira, 10 de maio de 2013 Everton, Man Utd | 11:03

A sucessão

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A aposentadoria de Sir Alex Ferguson é daqueles eventos em que, antes de acontecer, ninguém acredita – à exceção do Telegraph, primeiro jornal a indicar a saída do manager após quase 27 anos no comando do Manchester United. Como sugeriu o artigo anterior desta coluna, o discurso de Ferguson não sinalizava aposentadoria. Não à toa, as especulações praticamente inexistiam, ou pelo menos eram bem mais leves do que temporadas atrás.

Acredite: Ferguson passou o bastão

No entanto, há aspectos lógicos na decisão. A menos que fosse motivado por um problema de saúde ou algo parecido, ele jamais escolheria sair em um cenário negativo. O 20º título do United no campeonato, 13º de Ferguson, é o melhor encerramento possível do ponto de vista moral, sobretudo por ser um incontestável contra-ataque à conquista do Manchester City em 2011-12. Além disso, quando justificou a aposentadoria, o manager reiterou o bom estado (qualidade e média de idade) do elenco que entregará a seu sucessor.

Aliás, o sucessor escolhido por Ferguson e aprovado pelo clube é a melhor manifestação de que o United não pretende promover alterações drásticas. Se existe alguém capaz de preservar o legado, sem a vaidade de apressar mudanças e deixar sua “assinatura” no clube imediatamente, é o escocês (outro, após Matt Busby e Ferguson) David Moyes, de 50 anos. Há 11 temporadas em Goodison Park, Moyes treinará o Everton nas duas rodadas restantes da Premier League e, em seguida, assumirá o que foi batizado de “trabalho impossível”.

Nem tanto, convenhamos. O contrato de seis anos oferecido pelo United atesta a confiança depositada em Moyes (quase um Alan Pardew, a quem o Newcastle entregou precipitadamente um contrato de oito temporadas), que há muito é um dos treinadores mais respeitados da liga. Respeito adquirido por conta da construção de um Everton sustentável e competitivo, que superou elencos mais caros e sempre foi um adversário difícil para qualquer time em qualquer estádio.

É equivocado afirmar que Moyes nunca gastou ou que sempre montou times contratando free agents, mas é correto vincular esse investimento a vendas importantes. Se um dia o Everton comprou Jagielka, Baines, Fellaini, Pienaar e Mirallas, é porque fez muito mais dinheiro com Rooney, Lescott, Rodwell, Andy Johnson (sim, Moyes o vendeu ao Fulham por £13 milhões) e Arteta. Lembra Simon Kuper, do Financial Times, que o Everton tem apenas a 10ª folha salarial da liga e sempre terminou entre os oito primeiros desde 2007.

Moyes não é um técnico purista como Jürgen Klopp ou Pep Guardiola, de estilos inconfundíveis. O Manchester United certamente não será um time tão intenso e rápido quanto o Dortmund ou um praticante do tiki-taka como o Barcelona 2008-2012. O novo chefe em Old Trafford é bem mais maleável e adapta-se ao que tem à disposição para competir. Há quatro ou cinco anos, as pessoas reclamavam de um Everton sem atacantes – na verdade, com Tim Cahill ocupando o espaço correspondente. Hoje, reclamam dos dois postes à frente, Fellaini e Anichebe.

Apesar da flexibilidade, é possível usar como referência o Everton de 2012-13. Particularmente no início da temporada, quando tinha Pienaar e Jelavic em grande fase, Moyes montou uma equipe empolgante, sobretudo nos jogos em casa. Fellaini dominava partidas, Mirallas era um azougue à direita, Baines avançava no espaço abandonado por Pienaar, e Osman controlava o meio-campo. Se recuperar os wingers e contratar os jogadores certos (enfim, dinheiro não será problema), ele pode reproduzir esse tipo de futebol em Old Trafford, com jogadores mais decisivos e confiáveis.

Uma ressalva que precisa ser feita é a ausência de títulos de elite no currículo de Moyes, campeão apenas da terceira divisão com o Preston North End, em 2000. No Everton, sem troféus há 18 anos, a pressão era minimizada pela consistência da equipe e pelo título imaginário de “terminar a liga acima do Liverpool”, algo que Moyes conseguiu em 2005, 2012 e tem tudo para repetir em 2013.

Apesar disso, é bobagem recorrer a um daqueles clichês, como “Moyes é técnico de time sem ambição”. Faltou a chancela de um título, mas ele cumpriu seu papel no Everton e até excedeu as expectativas. A questão agora é conviver com outro tipo de pressão. No United pós-1990, conquistas vêm de maneira natural e são resultado também da excelente gestão Ferguson, uma raposa em campo e hábil no relacionamento com a diretoria e os jogadores. A ética de trabalho de Moyes o transformou no candidato ideal para continuar esse processo.

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domingo, 6 de janeiro de 2013 Everton | 09:43

Direito de sonhar

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Bill Kenwright, proprietário do Everton: estimulando a criatividade de Moyes há 11 anos

A FA Cup começa para o Everton amanhã, na visita ao Cheltenham, da quarta divisão. O torneio pode representar a última oportunidade para David Moyes conquistar um título no clube, uma vez que seu contrato expira no fim desta temporada, e a renovação estaria condicionada à permanência de jogadores-chave como Baines e Fellaini.

A ponto de completar 11 anos em Goodison Park, Moyes faz trabalho extraordinário não apenas pela estabilidade, mas também pela determinação em competir num cenário desfavorável. Mesmo com o atual abismo financeiro entre os Toffees e pelo menos seis clubes ingleses, ele construiu o melhor time de sua gestão. Desde janeiro de 2012, mês das contratações de Jelavic, Pienaar e Gibson, o Everton se equipara a qualquer adversário em qualquer estádio.

Moyes tem a plataforma pronta para a segunda metade da temporada. O primeiro sorteio da FA Cup foi camarada, e o quinto lugar no campeonato permite lutar efetivamente por vaga na Champions League. Se repetir os resultados das últimas 17 rodadas de 2011-12, o Everton chegará a 67 pontos, dois a menos do que o quarto lugar da temporada passada.

No entanto, para cumprir as metas de 2013, o Everton depende demais da disponibilidade dos titulares, pois as peças de reposição estão simplesmente muito abaixo. As melhores atuações da temporada vieram quando Moyes escalou um 4-4-1-1 fluido, com intenso apoio dos laterais (Coleman e Baines) e liberdade a Pienaar e Mirallas, sem posição fixa quando o Everton tinha a bola e derivando para o centro do campo para criar jogadas.

Mirallas é caso à parte. O belga é capaz de destruir defesas, mas não se mantém saudável. Com data indefinida para o retorno, foi titular em apenas nove partidas de Premier League. Steven Naismith, alternativa imediata a ele e Pienaar, não compromete, mas também não oferece os mesmos dribles que desmontam sistemas defensivos e criam chances para Jelavic, especialista em marcar gols com apenas um toque na bola.

Aliás, o centroavante croata é constantemente cobrado por Moyes, que elogiou a ótima assistência dele a Anichebe, contra o Newcastle, mas fez questão de questionar: “cadê os gols?”. Jelavic, que marcou 11 em 16 jogos (média de 0,69) por todas as competições na temporada passada, caiu para seis em 21 partidas (média de 0,28) em 2012-13. Fellaini tem sido mais prolífico do que ele.

Em janeiro, as prioridades devem ser a manutenção das estrelas e a contratação de um zagueiro que evite a entrada de Heitinga na ausência de Distin ou Jagielka. Se o mercado, o departamento médico e a fase de Jelavic ajudarem, o Everton pode ter um semestre inesquecível. Em condições normais, os automatismos de um time que mantém a estrutura há muito tempo e as boas atuações de Baines, Osman e Fellaini estão garantidos.

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sábado, 27 de outubro de 2012 Chelsea, Everton, Liverpool, Man Utd | 20:05

Azul e vermelho

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Quis a tabela da Premier League que nosso domingo eleitoral fosse repleto de grandes jogos na Inglaterra. São quatro partidas marcadas para amanhã, com direito a clássico de Liverpool e um confronto direto pelo título. O blog prevê os dois embates:

Everton x Liverpool, às 11h30 (BSB).
O confronto impõe aos clubes de Merseyside um cenário bem diferente em relação aos últimos anos. Enquanto este Everton, quarto colocado antes do início da rodada, tem potencial para ser o melhor da era David Moyes (desde 2002), o Liverpool passa por uma temporada de transição, na qual rompe com o “britanismo” de Kenny Dalglish e oferece papéis importantes a garotos. Amanhã, por exemplo, os teenagers Wisdom, Suso e Sterling, que ainda disputavam campeonatos de base no primeiro semestre, podem ser titulares.

Em circunstâncias normais, até pelas ótimas atuações recentes em casa, o Everton seria favorito. Mas a suspensão de Pienaar, que, assim como Mirallas, tem sido fundamental para abastecer os atacantes, deve equilibrar o confronto. O segredo para desestabilizar a defesa do Liverpool, bem mais segura nos últimos jogos, pode ser o apoio de Baines, uma vez que Suso (habitualmente escalado na ponta direita por Brendan Rodgers) tende a centralizar e não vai incomodá-lo tanto. O jogador-chave do Liverpool é Sterling. Qualquer que seja seu marcador (Hibbert ou Coleman), ele é favorito no one-on-one.

Chelsea x Manchester United, às 14h.
É o primeiro encontro entre verdadeiros candidatos ao título. A desvantagem de quatro pontos em relação a seu adversário deixa o United com a obrigação de não perder em Stamford Bridge. Por outro lado, é a oportunidade do Chelsea de preparar o terreno para uma sequência que pode não parecer, mas certamente é bem complicada: Swansea (fora), Liverpool (casa), WBA (f) e Manchester City (c).

Taticamente, a questão fundamental é a possibilidade de Alex Ferguson apostar outra vez na formação “diamante”, que deu tão certo contra o Newcastle, em St. James’ Park, há três semanas. Particularmente em Stamford Bridge, faz sentido o meio-campo em losango (como aparece no campinho ao lado), pois as chances contra o Chelsea passam por tirar a bola dele (o que aconteceu nos primeiros minutos diante do Newcastle) e congestionar as posições centrais, obrigando o deslocamento dos armadores às laterais do campo. No Chelsea, é interessante notar que Lampard e Terry, lesionado e suspenso, não fazem tanta falta quanto em outros tempos.

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terça-feira, 18 de setembro de 2012 Everton, Newcastle | 15:09

Empate?

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O novo e possivelmente melhor Everton de Moyes

Everton e Newcastle empataram por 2 a 2 numa partida fantástica em todos os aspectos. Antes de a bola rolar, o clube de Merseyside prestou uma emocionante homenagem aos 96 de Hillsborough, gesto prontamente agradecido pelo Liverpool. Em campo, o empate foi enganoso, com o Everton bastante prejudicado pela arbitragem (dois gols mal anulados) e dominante em grande parte do confronto.

Os sete pontos conquistados nas quatro primeiras rodadas não traduzem perfeitamente a situação do Everton. É cedo para rótulos, mas a equipe faz jus a todos os elogios que tem recebido. Ao elenco que iniciou (mal) a temporada passada, David Moyes adicionou Mirallas, Pienaar e Jelavic, formando um Everton capaz de sufocar adversários.

À exceção da estreia, quando venceu o Manchester United, o Everton controlou o ritmo de todos os jogos. Contra Aston Villa, WBA e Newcastle, os Toffees tiveram, respectivamente, 61, 56 e 58% de posse de bola. A equipe de Moyes finalizou 71 vezes e permitiu apenas 46 finalizações dos oponentes.

Leon Osman, jogador mais subestimado do futebol inglês, manda no meio-campo ao lado de Phil Neville. Pienaar, que voltou bem demais ao Everton, e Mirallas, que fez sua primeira partida de liga como titular, tornam-se meias abertos na recomposição defensiva, mas trocam de posição e são muito ativos quando o Everton tem a bola. Fellaini se descobriu como meia-atacante e faz temporada primorosa. Jelavic, que ontem saiu lesionado, é o primeiro atacante confiável da era Moyes.

Ba, coadjuvante insatisfeito de Cissé

Autor do primeiro gol do Everton contra o Newcastle, Baines merece parágrafo à parte. Cumpre as responsabilidades defensivas, é fundamental no ataque, faz ótima parceria com Pienaar à esquerda e sempre ameaça em bolas paradas. É o jogador mais sólido de um dos melhores times do campeonato.

Caiu do céu
O Newcastle ainda não reedita o nível da temporada passada. A questão são as atuações individuais, como as de Cabaye, que admitiu não ter começado bem, e Papiss Cissé, impreciso nas finalizações. O agente de Demba Ba, artilheiro do time e relegado ao banco ontem, revelou que ele está insatisfeito desde que foi deslocado à ponta esquerda, há sete meses. O empate com o Everton caiu do céu.

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quarta-feira, 15 de agosto de 2012 Everton, Liverpool, Newcastle, Tottenham | 10:40

Guia da temporada (parte 4)

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A penúltima parte do guia é dedicada a Everton, Newcastle, Liverpool e Tottenham:

Everton. As campanhas do Everton seguem um padrão há pelo menos três anos. O time começa mal e flerta com o rebaixamento até David Moyes conduzi-lo à metade superior da tabela com um segundo turno irretocável. Há quem elogie a reação, há quem critique o início ruim. A boa notícia para os Toffees é que Pienaar e Jelavic, contratados em janeiro deste ano e fundamentais para a recuperação em 2011-12, estão disponíveis já a partir de agosto. Jelavic, aliás, é a grande novidade em relação a outras temporadas, nas quais o centroavante sempre destoava do restante da equipe. Embora preocupem os torcedores, as vendas de Cahill e Rodwell financiam eventuais reforços e não devem afetar tanto o desempenho do conjunto. Previsão para a temporada: 8º.

Newcastle. Os observadores e diretores ainda estão trabalhando para repetir o êxito do último mercado de verão, mas o que mais importa para o Newcastle é a manutenção de tudo que deu certo na temporada passada. Se Krul, Coloccini, Cabaye, Tioté, Ben Arfa, Ba e Cissé reeditarem as atuações de 2011-12, não há o que temer. De qualquer forma, Alan Pardew sabe que a equipe precisa de novas opções pelos flancos (que podem ser Anita e Debuchy, com quem os Magpies negociam) e na defesa para ter chance de ser top five novamente. Mesmo que o time termine abaixo da quinta posição, este tem tudo para ser o ano da consolidação dos Magpies. Previsão para a temporada: 7º.

Rodgers e AVB, representantes do grupo sub-40 de treinadores

Liverpool. A desastrosa campanha na última edição da Premier League formou o novo caráter do Liverpool. O técnico Brendan Rodgers foi contratado como um projeto de longo prazo, para reproduzir em Anfield o estilo agradável e eficiente de futebol que fez tanto sucesso no Swansea. Desta vez, calejada pelas decepções da temporada passada, a diretoria liberou um orçamento menor para transferências e descartou a obrigatoriedade de um retorno imediato à Champions League. A confiança no treinador é total (não à toa, foram contratados Borini e Allen, seus jogadores favoritos), e o Liverpool vai evoluir naturalmente, mas nada é mais importante do que transmitir aos torcedores a sensação de que o clube está, enfim, no rumo certo. Previsão para a temporada: 6º.

Tottenham. Assim como no verão passado, quando contratou Adebayor e Parker e resolveu seus problemas no último dia do mercado, o Tottenham vai esperar até 31 de agosto para descobrir com quem vai disputar o campeonato. Adebayor sempre está muito perto do retorno definitivo, mas não retorna. Modric sempre está próximo de sair, mas não sai. Até que essas negociações se confirmem, André Villas-Boas não pode fechar o time. Pelo menos os reforços já contratados, Vertonghen e Sigurdsson, são ótimos. Ainda que tenha muito mais repertório do que Harry Redknapp, Villas-Boas deve sofrer para superá-lo em seu retorno à Inglaterra. Não é a mesma pressão que ele encontrou no Chelsea, mas apenas a classificação à Champions League será suficiente para agradar a seus empregadores. Previsão para a temporada: 5º.

Fantasy
Nossa liga foi reativada no Fantasy. Para quem quiser participar, o código é 482983-248915.

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sábado, 28 de abril de 2012 Everton | 17:31

Messias

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Com três meses de clube, Nikica Jelavic já é o maior ídolo dos torcedores do Everton. Ele não foi o craque da goleada por 4 a 0 sobre o Fulham (Steven Pienaar, que renasceu no retorno a Goodison Park, deu três assistências), mas acrescentou dois gols a uma marca que já era impressionante para um atacante dos Toffees. Agora são dez em 13 jogos por todas as competições.

Jelavic: Em terra de cegos...

Jelavic, de 26 anos, jamais será world class. Contudo, o ex-atacante do Glasgow Rangers tem todas as características para um casamento perfeito com o Everton: posiciona-se muito bem para receber os cruzamentos de Baines, Pienaar, Coleman, Drenthe, Osman e companhia; é um finalizador consistente; e tem gás para compensar a ausência de um legítimo companheiro de ataque – David Moyes geralmente escala alguém, que pode ser Cahill ou Fellaini, no suporte a ele.

No entanto, a excessiva idolatria pelo croata encontra no passado sua mais convincente explicação. Em uma década de clube, Moyes gastou quase £40 milhões em atacantes e lançou alguns outros da base (inclusive Wayne Rooney), mas apenas o último deles é realmente decisivo. Antes de Jelavic, foram 184 gols de atacantes em 865 atuações individuais, com média de 0,21 por partida. A média de Jelavic é de 0,77. O blog separou uma lista das tentativas de Moyes de resolver o problema crônico do ataque, da mais à menos eficiente:

1 – Nikica Jelavic, contratado por £6 milhões – 10 gols em 13 jogos (0,77 gol por partida)
2 – Brian McBride, por empréstimo – 4 gols em 8 jogos (0,5)
3 – Yakubu, por £14,5 milhões – 33 gols em 107 jogos (0,31)
4 – Andy Johnson, por £9,5 milhões – 22 gols em 74 jogos (0,3)
5 – Louis Saha, sem custos – 35 gols em 135 jogos (0,26)
6 – Jermaine Beckford, sem custos – 10 gols em 40 jogos (0,25)
7 – Wayne Rooney, formado no clube – 17 gols em 77 jogos (0,22)
8 – Jô, por empréstimo – 7 gols em 35 jogos (0,2)
9 – James Beattie, por £8 milhões – 15 gols em 86 jogos (0,17)
10 – Apostolos Vellios, por £300 mil – 3 gols em 18 jogos (0,17)
11 – James Vaughan, formado no clube – 9 gols em 60 jogos (0,15)
12 – Victor Anichebe, formado no clube – 18 gols em 134 jogos (0,14)
13 – Marcus Bent, por £500 mil – 8 gols em 66 jogos (0,12)
14 – Denis Stracqualursi, por empréstimo – 3 gols em 25 jogos (0,12)

Finalmente, o Everton pode reagir a situações muito adversas, como há uma semana, quando perdia por 4 a 2 para o Manchester United em Old Trafford e buscou o empate. Com Jelavic, que já é o artilheiro do time na temporada, o aproveitamento na liga é de 66,6%. Sem ele, de 44%. Pode ser a diferença de que Moyes precisava para decidir ficar em Goodison Park.

Curtas
*Luis Suárez também brilhou hoje. Com direito a gol do meio-campo, marcou um hat-trick na vitória do Liverpool sobre o Norwich por 3 a 0.
*O Wigan destruiu o Newcastle. Venceu por 4 a 0 com todos os gols no primeiro tempo. A vitória não foi exatamente uma surpresa pelo que os Latics têm jogado, mas o placar assusta.
*Depois do Reading, o Southampton garantiu o acesso à Premier League. West Ham x Cardiff e Birmingham x Blackpool são os confrontos dos play-offs pela terceira vaga.

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sexta-feira, 13 de abril de 2012 Copas Nacionais, Everton, Liverpool | 16:58

Cinco motivos para acordar cedo amanhã

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Liverpool e Everton decidem amanhã, às 8h30 de Brasília, uma vaga na final da FA Cup. O horário é ingrato, mas vale a pena assistir. Veja por que você não deve perder o Merseyside derby mais importante do século XXI:

Não tem todo dia. Liverpool e Everton se encontraram pela última vez em Wembley há 23 anos, numa decisão memorável de FA Cup, cinco semanas após a tragédia de Hillsborough, que matou 96 torcedores dos Reds. O Liverpool vencia por 1 a 0 até os 89 minutos, quando Stuart McCall empatou. Na prorrogação, apesar de McCall ter marcado novamente, Ian Rush, que havia começado no banco, fez dois gols e determinou a vitória vermelha por 3 a 2. O maior artilheiro da história dos Reds já havia sido essencial na outra decisão de copa contra o Everton, em 1986, quando também marcou duas vezes. Kenny Dalglish comandou o Liverpool em ambas as finais e jogou na de 86.

Ambiente do Liverpool. O Liverpool é uma gangorra de emoções. Nesta semana, perdeu mais um goleiro (Brad Jones e o resgatado Peter Gulacsi serão os convocados), venceu o Blackburn com gol de Andy Carroll numa partida insana e viu seu diretor de futebol, Damien Comolli, ex-Arsenal e Tottenham, ser demitido. A saída de Comolli representa não apenas a insatisfação da cúpula com o trabalho de observação dele, mas também o fracasso, ainda que parcial, de contratações indicadas pelo francês e aprovadas por Dalglish. Enfim, a decisão pode resvalar em gente como Carroll, Downing e no próprio Dalglish, que precisa administrar a situação.

Jelavic pode encerrar uma dinastia de fracassos ofensivos no Everton

O Everton tem um atacante decente. Contratado em janeiro, Nikica Jelavic foi fundamental na classificação do Everton às semifinais da FA Cup e tem agradado também na Premier League. Com uma marca registrada de finalização, sempre perto da marca do pênalti completando cruzamento da esquerda, o croata tem cinco gols em dez jogos e enfim acrescenta a um meio-campo sólido que carecia há muito tempo de um finalizador competente. O técnico de Jelavic na seleção, o bom Slaven Bilic, prevê sucesso para ele em Goodison Park.

Relação de forças. O Everton, sétimo colocado com 47 pontos, está uma posição e um ponto acima do Liverpool no campeonato. A única temporada em que os Toffees superaram o rival na Premier League foi 2004-05, mas a façanha seria ofuscada pelo épico título europeu dos Reds de Rafa Benítez. Desta vez, apesar das derrotas dentro e fora de casa em 2011-12, o Everton está em melhor fase e pode, sim, terminar a liga à frente, eliminar o Liverpool da copa e tentar seu primeiro título em 17 anos.

Imponderável. O Liverpool perdeu seis dos últimos nove jogos na Premier League e segue sofrendo demais para marcar gols até quando cria chances em escala industrial. No entanto, o primeiro trimestre de 2012 também teve bons momentos. Além do título da Carling Cup, os Reds venceram justamente o Everton por 3 a 0. Tudo bem que era um Everton combalido, que preservava parte do time para cuidar da FA Cup, mas o hat-trick de Steven Gerrard, em temporada discreta, foi tão memorável quanto inesperado. Clássicos distorcem, para o bem e para o mal. Clichê cretino, porém verdadeiro.

*O jogo terá transmissão da ESPN Brasil e do Esporte Interativo

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quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012 Arsenal, Aston Villa, Everton | 14:05

A ótima turma da MLS

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Quando o Arsenal deixar San Siro esta noite, Thierry Henry estará pronto para retornar a Nova York. Mesmo que não seja decisivo contra o Milan em sua despedida, ele terá argumentos para se orgulhar dos 40 dias que passou no Emirates após quase cinco anos longe de casa. O inesperado empréstimo já lhe rendeu pouco mais de duas horas de futebol (sempre vindo do banco) e três gols pelo clube do coração.

Henry volta aos Red Bulls, talvez definitivamente, mas está eternizado pela recém-inaugurada estátua nas imediações do Emirates. O ótimo desempenho dele, no entanto, não foi mera sessão de nostalgia para os torcedores. O atacante garantiu dois pontos e uma classificação ao Arsenal e ainda ajudou a consolidar a Major League Soccer como um mercado atrativo. Afinal, a Inglaterra também viu Landon Donovan e Robbie Keane brilharem neste início de 2012.

Donovan, aliás, fez até mais do que Henry. Em oito partidas pelo Everton, nas quais o time marcou 11 gols, foram impressionantes seis assistências. Ele deve mesmo encerrar sua passagem por Goodison Park no próximo sábado, quando os Toffees recebem o Blackpool pela FA Cup. Com vitórias recentes sobre Chelsea e Manchester City, David Moyes é quem mais chora a segunda despedida de Donovan, que foi emprestado ao Everton nos mesmos moldes há dois anos.

Campeões da MLS pelo Galaxy, Donovan e Keane empataram por 1 a 1 na Inglaterra

O Los Angeles Galaxy, que recebeu da Inglaterra David Beckham, não economiza na hora de retribuir. Além de Donovan ao Everton, a franquia cedeu Keane ao Aston Villa. O irlandês deixou a Premier League por ter perdido espaço no Tottenham e fracassado no empréstimo ao West Ham, mas provou que tem lenha para queimar. Ele foi habitualmente titular e, assim como Henry, marcou três gols. A despedida deve acontecer em Wigan, na próxima rodada da Premier League.

Exemplos como esses e o de Henrik Larsson no Manchester United em 2007 são perfeitas respostas a quem questiona veteranos de ligas menos competitivas (Donovan, de 29 anos, não é exatamente um) ou mesmo reprova esse modelo de acordo. Entretanto, é necessário que esses empréstimos sejam considerados medidas de emergência, mas não substituam soluções definitivas, como ocorreu no Arsenal, que foi atrás de Henry, ignorou Marco Reus e se vê com Chamakh.

Voltando à MLS, inspiração não falta para quem quiser resolver seus problemas de forma permanente. O texano Clint Dempsey, por exemplo, é o ídolo máximo do Fulham e chegou diretamente do New England Revolution. Nascido na Escócia, mas também crescido no Texas, Stuart Holden deixou o Houston Dynamo para ser peça-chave no Bolton, que agoniza com suas graves lesões. Por isso, sempre mande um observador para os Estados Unidos.

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terça-feira, 24 de janeiro de 2012 Everton | 16:35

Haja paciência

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David Moyes não está satisfeito. Terceiro treinador em longevidade na Premier League, o escocês deve completar, em clima de estagnação, dez anos de Everton daqui a dois meses. Em entrevista recente ao Guardian, o manager confirmou que não poderá reinvestir os £10 milhões arrecadados ainda em agosto com a venda de Arteta ao Arsenal e revelou certa tristeza diante do crescimento do Tottenham, clube que, até há pouco, ele costumava superar. “É frustrante”, disse.

Na temporada passada, houve boatos de que Moyes deixaria o Everton se novos proprietários não chegassem. Eles não apareceram, a presidência e o controle continuaram nas mãos de Bill Kenwright, e o técnico, meio resignado, acabou ficando. Afinal, em 2008, ele assinou um contrato de cinco anos, que o prende a Goodison Park até 2013. Difícil será encontrar argumentos para renovar outra vez.

Moyes vende para comprar (com restrições) e ri para não chorar

Como o dinheiro de Arteta não volta mais, Moyes precisa recorrer, em janeiro, a um velho expediente: vender para comprar. O winger russo Diniyar Bilyaletdinov, que fracassou na Inglaterra, deve reforçar o Spartak Moscou por £5 milhões, pouco mais da metade do que o Everton pagou por ele. Antes de liberar Bilyaletdinov, Moyes apostou £500 mil no irlandês Darron Gibson, projeto frustrado de novo Scholes no United.

Gibson é outra sobra de Old Trafford, juntando-se a Tim Howard, Phil Neville e Louis Saha. Além dele, na temporada, o Everton garantiu apenas transferências sem custos e três empréstimos: Stracqualursi tem fracassado, Drenthe é um bom assistente, e Donovan deve ajudar até o fim de fevereiro. Mas, quando a gente vai à tabela e encontra o Everton na 14ª posição, fica claro que os recursos são muito escassos.

O segundo turno de Moyes costuma ser bem melhor do que o primeiro, mas há vários indícios de que a recuperação, desta vez, não será tão impressionante. O maior deles é o evidente envelhecimento do elenco, sinalizado pela queda vertiginosa de Tim Cahill em 2011-12. A renovação é limitada, embora seja liderada pelo ótimo Jack Rodwell e tenha a esperança de evolução do wonderkid Ross Barkley, de 18 anos.

Hoje, o Sunderland de Martin O’Neill parece muito mais talhado para uma arrancada no segundo turno. Enquanto isso, Moyes esbarra nos problemas financeiros e no incomparável poder dos concorrentes. A pergunta é: até onde vai a motivação de um treinador deste calibre num clube em que o progresso é aparentemente proibido?

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