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quarta-feira, 16 de novembro de 2011 Everton | 17:13

A explosão de Rodwell

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Jack Rodwell já era uma promessa há quatro temporadas. Em 2007-08, aos 16 anos e 284 dias, transformou-se no jogador mais jovem a representar o Everton numa competição continental. Após o início precoce, ele podia ser um fenômeno no Football Manager e uma atração de todas as seleções de base, mas a carreira mesmo havia estagnado. Foi aí que, quando ninguém mais botava tanta fé, o volante superou a desconfiança sobre seu verdadeiro potencial.

Você conhece Rodwell há muito tempo, mas ele tem só 20 anos

A recente venda de Mikel Arteta ao Arsenal criou a lacuna de que Rodwell, hoje com 20 anos, precisava para virar titular no time de David Moyes. Em 12 partidas por todas as competições nesta temporada, o garoto marcou três gols, é o artilheiro dos Toffees e surpreendeu positivamente com atuações bem mais dominantes no meio-campo. A ótima fase lhe rendeu uma convocação e seus dois primeiros jogos pela seleção inglesa.

O ponto mais positivo das vitórias da Inglaterra sobre Espanha e Suécia é a confiança que Fabio Capello passa a ter nos jogadores jovens. Um deles é Rodwell, que retorna a Goodison Park com o moral lá em cima. Era o que faltava para assumir de vez o papel de protagonista no Everton. Aliás, o versátil meio-campista foi eleito o melhor jogador do clube em outubro.

A explosão de Rodwell pode tirar o time do buraco. Com dez pontos em igual número de partidas, a equipe de Moyes tem a obrigação de sair bem da época mais densa da temporada. Até 4 de janeiro, enfrenta Wolves, Bolton, Stoke, Arsenal, Norwich, Swansea, Sunderland, West Brom e, novamente, Bolton. Influente na defesa e no ataque, Rodwell será fundamental para melhorar o aproveitamento.

No entanto, o Everton comemora mesmo é a insistência no talento dele nesses quatro anos de baixa produtividade. A tentação de vender Rodwell era flagrante, uma vez que o interesse de grandes clubes não diminuía à proporção que ele decepcionava nas últimas temporadas. Agora, se um meia tiver de sair para ampliar o sempre apertado orçamento em Goodison Park, este deve ser Marouane Fellaini, até para resgatar parte dos exagerados £15 milhões investidos no grandalhão belga em 2008.

Torcedor do Everton desde a infância, Rodwell é o tipo de jogador em quem o clube precisa apostar para superar suas limitações financeiras. Vendê-lo? Só se ele quiser e daqui a um tempo, para fazer muito dinheiro, como aconteceu com Wayne Rooney em 2004. Enquanto isso, a linha de produção não para. Também prata da casa, Ross Barkley, de 17 anos, estreou nesta temporada e promete demais.

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sábado, 23 de julho de 2011 Everton, Mercado | 14:56

Vende e prospera

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Bons tempos, aqueles em que o Everton tinha ataque, Rooney não precisava de implante capilar...

Não são secretos os problemas financeiros do Everton. Em 2004, por exemplo, a venda de Wayne Rooney ao Manchester United foi fundamental para evitar um cenário de desespero. Mesmo com recursos escassos, a era David Moyes, que completará uma década nesta temporada, sempre manteve o time entre os mais consistentes da Premier League. O futuro, outra vez, depende do julgamento do treinador, que costuma tomar boas decisões. Para se reforçar, o Everton tem de vender alguém*.

O segundo amistoso da pré-temporada ratificou a necessidade de levar nova(s) cara(s) a Goodison Park. Fora de casa, o Everton perdeu por 1 a 0 para o Philadelphia Union na última quarta-feira. No mesmo dia, apareceu mais uma chance de o clube financiar contratações. Empenhado em fortalecer sua defesa, o Arsenal fez uma proposta de £10 milhões pelo zagueiro de seleção inglesa Phil Jagielka. Os Toffees, que haviam rejeitado £12 milhões por ele no verão passado, declinaram a oferta de novo.

O Everton faz jogo duro para tentar arrecadar mais com a saída de Jagielka, de 28 anos. Rumores indicam que exagerados £20 milhões seriam suficientes para liberá-lo. No entanto, parece improvável que, com Gary Cahill no mercado, um clube atinja a exigência de Moyes. O zagueiro do Bolton é três anos mais jovem e pode sair pelos £17 milhões da cláusula de rescisão. A questão é: vale a pena se desfazer de alguém para reforçar outra posição (ataque, ataque!)?

Ah, vale. Além de Jagielka, o Everton tem três jogadores que poderiam fazer um caixa interessante: o lateral-esquerdo Leighton Baines e os volantes Jack Rodwell e Marouane Fellaini. Baines, o melhor do time, não tem substituto, e sua saída representaria um grande golpe nas pretensões de Moyes. Em tese, não dá para vendê-lo por menos de £25 milhões. O preço de Jagielka é menor, mas se desfazer dele seria deixar a defesa nos pés de zagueiros longe do auge, como Distin e Yobo.

Com os dois volantes defensivos, é diferente. Um pode substituir o outro. O titular Fellaini está mais pronto, mas, apesar de estagnado nos últimos anos, Rodwell ainda é muito novo (20) e deve render mais nas próximas temporadas. Moyes deveria ponderar a venda de um deles. A posição pode contar também com Heitinga e Phil Neville deslocados. Com Arteta operando mais à frente, Coleman e Osman abertos e Tim Cahill encostando no ataque, o meio-campo estaria, como a defesa, bem resolvido.

O problema é mesmo o ataque: Yakubu pesado, Anichebe enrolado, Saha quase sempre lesionado, Baxter problemático… Beckford, acredite, é o mais confiável. Quaisquer £15 milhões arrecadados devem ser reinvestidos na posição para cobrir a maior carência de um time muito sólido, mas que virou cemitério de centroavantes. Afora Cahill, que às vezes tem de quebrar o galho por ali, você se lembra do último grande atacante do Everton? Sim, o texto termina com quem começou: Wayne Rooney.

*A informação é da BBC

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sábado, 9 de julho de 2011 Everton, Futebol Feminino, Inglaterra | 18:58

O efeito Scott

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Aos 24 anos, Jill Scott não esquece a ousadia e a alegria

Uma das explicações de Jamie Carragher para os fracassos recentes da Inglaterra é o tédio dos jogadores durante as grandes competições. Só que isso é um problema do futebol masculino. Afinal, a seleção inglesa saiu de bem com a vida da Copa do Mundo das ladies. A derrota para a França nos pênaltis foi dura, mas a campanha até as quartas de final, que igualou os melhores resultados ingleses, teve momentos brilhantes. Tudo passou pela inspiração da volante Jill Scott, do Everton, a melhor do time dentro e fora de campo.

Autora de um gol decisivo contra a Nova Zelândia na primeira fase e do golaço que abriu o placar diante da França, Jill foi tema de reportagem na BBC. O jornalista Alistair Magowan, que cobre a Copa do Mundo na Alemanha, falou dos diários de Scott. A volante grava vídeos de situações cotidianas na concentração, das quais sempre consegue extrair humor. A FA apoia e divulga a iniciativa. Até o fechamento do post, cinco episódios tinham sido disponibilizados.

O comportamento em serviço de Jill, que manda prender e soltar no meio-campo, poderia sugerir uma personalidade fechada, mas ela é uma figuraça. Na verdade, a volante faz no hotel o que tenta fazer em campo: agrupa, envolve todo mundo. Esse espírito coletivista determinou até uma das escolhas da vida dela. Scott era uma talentosa corredora na adolescência. Preferiu o futebol ao atletismo por um motivo nobre. À BBC, disse que se sente melhor “ganhando como um time do que individualmente”.

Apesar de ser a atual vice-campeã europeia, a Inglaterra não tem um dos melhores times do mundo. A França, por exemplo, é bem superior. No entanto, o trabalho coletivo do grupo treinado por Hope Powell foi elogiável. A resistência à pressão das francesas na prorrogação mesmo com jogadoras esgotadas e a vitória sobre o Japão, “o Barcelona do futebol feminino”, estão aí para quem quiser ver.

A volante esguia e de sotaque engraçado (de Sunderland), apelidada de “Crouchy” pelas colegas, é o maior símbolo desse bom torneio da Inglaterra. Scott foi extremamente profissional, desfrutou os mais simples momentos de sua segunda Copa e inspirou às colegas os mesmos sentimentos.

Diários de Jill Scott: episódios 1, 2, 3, 4 e 5

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domingo, 20 de fevereiro de 2011 Copas Nacionais, Everton, Temporada | 00:13

O Everton merece mais

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Cobrador do pênalti decisivo em Stamford Bridge, o capitão Phil Neville atribui muita importância à classificação do Everton para as oitavas-de-final da FA Cup. “Pode salvar nossa temporada”, diz ele. Temporada que, de fato, é uma das mais fracas desde que David Moyes chegou a Liverpool, em 2002. Ainda assim, a difícil classificação no replay contra o Chelsea não foi exatamente uma surpresa. Embora a má fase não fosse suficiente para derrubar o favoritismo londrino, o histórico recente dos Toffees contra clubes mais poderosos sugeria que eles tinham atributos para avançar.

Em tempos difíceis para a defesa, Howard continua a dar o seu recado

A incoerência entre facilidade em atormentar os grandes e 13ª posição na liga não é tão assustadora quando a que acontece ao Wolverhampton, mas precisa ser discutida. Na temporada passada, a saída de Joleon Lescott e uma crise de lesões entre os zagueiros obrigaram o time a se reinventar, pensar mais ofensivamente. Com improvisações como Lucas Neill (hoje no Galatasaray) e Tony Hibbert no miolo da defesa, o Everton foi vazado 49 vezes nos 38 jogos daquela Premier League. Nos três anos anteriores, os Toffees sofreram 36, 33 e 37 gols, médias sempre inferiores a um por partida.

Contando com uma ótima reação na metade final do campeonato e um ataque de 60 gols (o melhor do clube sob Moyes), um Everton de nova abordagem chegou à oitava posição, interessante para uma temporada em que sete times eram claramente melhores. O esquema sem atacantes propriamente ditos, muitas vezes adotado pelo técnico (inclusive em 2010-11), criou uma falsa sensação de mentalidade defensiva. Essa interpretação disfarça o verdadeiro problema do elenco, existente até hoje: a escassez de bons atacantes.

Essa ausência foi significativa a ponto de causar desespero em Goodison Park quando Tim Cahill se juntou à seleção australiana para a Copa da Ásia, em janeiro. Cahill é, com boa vontade, meia ofensivo. No entanto, como finaliza muito bem (especialmente com a cabeça) e não tem a companhia de grandes avançados no clube e na seleção, habituou-se a jogar adiantado e virou fundamental por ali. Curiosamente, o Everton até se virou bem sem ele. Esse período coincidiu com a fase saudável e goleadora do melhor atacante do elenco, Louis Saha, que já se lesionou de novo.

Baines passa longe de ser midiático, mas não há lateral-esquerdo jogando mais que ele na Inglaterra

Se ele não joga ou não está legal, o bom meio-campo não tem o desafogo de que precisa, e a tendência é o time levar pressão e sofrer mais gols. O fim da temporada será a hora de fazer um esforço financeiro que o clube já realizou há três anos: contratar um grande atacante para atuar no 4-4-1-1 de Moyes. Quando chegou ao Everton, Yakubu estava bastante valorizado. Até teve duas temporadas interessantes por lá, embora a segunda delas tenha sido atrapalhada por uma grave lesão. A partir daí, perdeu-se. Com Yakubu decadente, Saha instável, Beckford, Anichebe e Baxter, fica difícil.

Os 30 pontos em 26 jogos não afastam o Everton da zona do rebaixamento. Em contrapartida, há a qualidade e o caráter de vários jogadores que crescem em grandes jogos. Howard se recuperou de um início ruim de temporada. Como meia central, Arteta rende bem. O ex-lateral Coleman se consolidou como o “Bale destro”, mesmo com menos recursos. Fellaini não cria nada, mas é muito intenso e bom ladrão de bolas. Os dois melhores são Baines, excelente no apoio e responsável direto pela eliminação do Chelsea na FA Cup, e Cahill, autor de nove gols no primeiro turno. Agigantando-se e atacando sem ataque (e agora sem Pienaar), os Toffees ainda não perderam para Chelsea, Liverpool, City, United, Tottenham e Sunderland na temporada. Falta aprenderem a vencer West Ham, Wigan, Wolves…

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