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Arquivo da Categoria Fulham

segunda-feira, 13 de agosto de 2012 Aston Villa, Fulham, QPR, Sunderland | 14:46

Guia da temporada (parte 3)

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Aston Villa, Queens Park Rangers, Fulham e Sunderland estão na terceira parte do nosso guia:

Aston Villa. A temporada passada do Villa foi uma tragédia. A contratação de Alex McLeish resultou em futebol agonizante e revolta dos torcedores, que não assimilaram a presença de um ex-treinador do Birmingham. É por isso que o novo técnico, Paul Lambert, está em situação confortável. Para superar McLeish, basta a Lambert fazer o time jogar algo parecido com futebol e eliminar rapidamente a possibilidade de rebaixamento. Com um mercado tímido, de contratações baratas, o Aston Villa acredita na evolução de bons jogadores da base, como Clark, Albrighton, Bannan e Weimann, para fazer campanha decente. Previsão para a temporada: 12º.

QPR. O elenco dos Hoops inegavelmente melhorou para a próxima temporada. Você pode questionar a aposta em jogadores experientes (Rob Green, Ryan Nelsen, Park Ji-Sung e Andy Johnson), mas é difícil acreditar em rebaixamento, com todos os setores do grupo bem reforçados. O QPR garantiu ainda duas excelentes capturas de jogadores jovens: o empréstimo de Fábio da Silva, que vai bem nas duas laterais, e a contratação definitiva de Junior Hoilett, um oásis no Blackburn em 2011-12. Além de colocar essa turma em campo, Mark Hughes precisa controlar os ânimos do vestiário, que tem os fios desencapados Barton e Taarabt. Previsão para a temporada: 11º.

Recém-convocado à seleção turca, Kerim Frei é o futuro do Fulham

Fulham. Demorou, mas o processo de renovação enfim chegou a Craven Cottage. Para conduzi-lo, Martin Jol tem uma ótima safra de jovens que podem ganhar mais minutos em 2012-13, com destaque para o suíço Kasami, o sueco Kacaniklic e o turco Kerim Frei, este particularmente promissor. Ainda assim, o clube tem de prestar atenção a outros pontos do elenco. Se não mantiver Dempsey, seu melhor jogador, o Fulham não pode perder Dembele, que se tornou fundamental quando adaptado à função de meia central. O ataque também requer cuidados, pois os reforços Petric e Rodallega e o garoto italiano Marcello Trotta são as únicas opções para o setor, admitindo que Dempsey não deve ficar. Finalmente, o meia Bryan Ruíz, contratado a peso de ouro há um ano, precisa acordar. Previsão para a temporada: 10º.

Sunderland. Não obstante a queda de rendimento na reta final da temporada passada, o técnico Martin O’Neill deve fazer apenas uma extravagância no mercado, para garantir que não lhe falte um bom centroavante. E ele tem ótimos argumentos para convencer um atacante a jogar no Sunderland. Afinal, o meio-campo dos Black Cats tem a intensidade de Cattermole e Gardner, a velocidade de McClean, os lançamentos precisos de Larsson e a criatividade de Sessegnon, elementos que facilitam a vida de um goleador. Apesar do desempenho pobre nos amistosos, O’Neill pode aproveitar bem sua primeira pré-temporada completa no clube e fazer ano consistente. Previsão para a temporada: 9º.

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quinta-feira, 12 de julho de 2012 Fulham, Liverpool | 23:58

No máximo, plano B

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Após £35 milhões e 18 meses, Andy Carroll é um projeto sem futuro no Liverpool. Em parte, por conta de atuações constrangedoras, brilhos apenas esporádicos e tímidos 11 gols em 56 jogos. A outra razão é o estilo do qual o técnico Brendan Rodgers não abre mão. Bolas longas e chuveirinhos desnecessários já estão proibidos em Anfield. Assim, o planejamento da equipe não passa pela presença de um centroavante mais aéreo do que terrestre, caso de Carroll.

O desafio do Liverpool é decidir o que fazer com ele. Se o Guardian estiver certo, o Fulham pode ajudar. Embora tenham contratado o colombiano Hugo Rodallega, os Cottagers ainda precisam criar opções ofensivas depois das saídas de Andy Johnson e Pavel Pogrebnyak. De acordo com a publicação, Martin Jol está disposto a oferecer £9 milhões mais Clint Dempsey por Carroll, explorando o conhecido interesse do Liverpool no norte-americano.

Carroll vestiu o novo uniforme, mas pode não jogar com ele

Oferta sobre a mesa, Rodgers tende a aceitar. O novo treinador, que não tem responsabilidade sobre o investimento de £35 milhões realizado há um ano e meio, deve interpretar a possível proposta do Fulham como um presente, dos mais convenientes. Ao mesmo tempo, ele teria um ótimo reforço, resolveria o problema em que Carroll se transformou e ainda financiaria outra contratação com o lucro da transferência.

Além do Fulham, estariam interessados Aston Villa, West Ham e o Milan do imortal Silvio Berlusconi. O surto de especulações foi motivado por uma entrevista em que Rodgers aprova um eventual empréstimo do centroavante. A verdade é que ele suavizou a afirmação de que Carroll não faz parte de seus planos.

Tanto não faz, que a remodelagem do Liverpool começou pelo ataque. O clube chegou a um acordo com a Roma pela contratação de Fabio Borini, que trabalhou com Rodgers na base do Chelsea e quando emprestado ao Swansea. Borini, que evoluiu demais desde que aparecia esporadicamente no banco dos Blues de Carlo Ancelotti, é o centroavante moldado para o novo Liverpool. O italiano tem agilidade e contribui para a troca de passes, sem ignorar o fundamento da finalização. Praticamente um anti-Carroll.

Mesmo que os boatos não se confirmem, Carroll não deve ser mais do que um plano B, um reserva de £35 milhões. Não é apenas uma punição ao fraco desempenho, até porque ele terminou bem a temporada passada. É uma questão de estilo. Carroll não serve a quem pretende trocar passes até a morte, controlar partidas e usar infiltrações para abrir espaços na defesa adversária. Como afirmou Loco Abreu antes de deixar o Botafogo, um jogador não pode “brigar contra uma tática”.

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terça-feira, 10 de abril de 2012 Fulham | 20:53

Texas Ranger

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Clint Dempsey está impossível. O meia-atacante texano marcou seis gols nos últimos sete jogos do Fulham. Ontem, garantiu o empate no dérbi contra o Chelsea. Dempsey tem impressionantes 22 gols (16 na Premier League) em 2011-12, sua sexta e melhor temporada em Craven Cottage. Naturalmente, muito se especula sobre o futuro do jogador estadunidense da moda, cujo vínculo com o Fulham termina no ano que vem. Ele tem a Inglaterra a seus pés e uma decisão importante para tomar.

Aos 29 anos, Dempsey certamente sabe que, se renovar pela terceira vez com os Cottagers, abrirá mão da chance de brilhar por um time de ponta da Inglaterra. Com o argumento de que está concentrado nas partidas do Fulham, ele já adiou as negociações para a extensão do contrato. A tendência é que isso se defina nas férias, imaginando que o clube evite perdê-lo sem compensação financeira. Treinador e fã, Martin Jol implora pela permanência, mas reconhece que é difícil.

Ótimo também no Fantasy, Dempsey participou diretamente de 49% dos gols do Fulham na Premier League

Afinal, Dempsey é bom a ponto de continuar em alto nível num elenco mais rico que o do Fulham? O futuro dirá, mas podemos antecipar de alguma maneira. Primeiro, é preciso esclarecer que ele não chegaria ao Arsenal, por exemplo, para ser protagonista. Não é, portanto, alguém por quem um clube pagaria £20 milhões, ainda mais a esta altura da carreira e com apenas mais um ano de contrato.

Dempsey não tem o talento de um Hatem Ben Arfa, mas é consistente há muito tempo e tem aprimorado aquilo que podemos chamar de QI futebolístico. Assim como Maxi Rodríguez, do Liverpool, o norte-americano tem uma capacidade impressionante de posicionamento e tomada de decisões. Não sai do lugar certo, passa quando tem de passar e chuta quando tem de chutar. Em cinco temporadas completas no Fulham, seus números só melhoram: na sequência, ele fez seis, oito, nove, 13 e 22 gols.

Uma boa referência para situar Dempsey é o também meia-atacante Tim Cahill, do Everton. As trajetórias são semelhantes. Enquanto o texano defendeu apenas New England Revolution e Fulham, o australiano jogou só no Millwall e no Everton. Antes de entrar em decadência, Cahill também era apontado como um jogador num patamar acima do de seu clube, que merecia uma oportunidade num time de ponta etc. Não deu, mas isso não é razão para Dempsey perder o estímulo.

Dempsey é mais versátil, com vocação para atuar na meia central, nas duas pontas do meio-campo ou até no ataque, como no dérbi contra o Chelsea. O texano tem um repertório maior de jogadas e de finalizações (Cahill usa a cabeça em cerca de 60% de seus gols) e, até por isso, tem marcado mais. Mesmo subjetivamente, por simples observação, você nota que o norte-americano é melhor que Cahill.

Capacidade, ele tem. A dúvida está entre consolidar a carreira europeia num clube maior, como um coadjuvante importante, e seguir protagonista no Fulham, onde é ídolo máximo. Para convencê-lo a ficar, bem que o proprietário Mohamed Al-Fayed poderia oferecer a seu melhor jogador uma estátua ao lado da de Michael Jackson. Essa, ao menos, serviria para alguma coisa.

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sexta-feira, 16 de março de 2012 Fulham, Swansea | 19:02

Fulham e Swansea

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Os fãs do futebol inglês sabem que o charme da Premier League não se resume a grandes clássicos. Partidas que não entram na grade de programação da TV brasileira também podem reservar algo especial para quem as acompanha. Amanhã, o carismático Craven Cottage deve receber uma delas. Fulham e Swansea se enfrentam ao meio-dia de Brasília e têm ótimos argumentos para fazerem um jogo bem interessante.

Apesar de ser contestado por uma numerosa ala de torcedores do Fulham, Martin Jol tem, no mínimo, boas intenções. Nas últimas quatro rodadas da Premier League, nas quais os Cottagers acumularam três vitórias, o técnico holandês foi bastante ousado. O habitualmente titular Dickson Etuhu virou reserva, e o capitão Danny Murphy, de toque refinado, tornou-se o maior responsável pela marcação no meio-campo.

Prévia do Guardian: os queridinhos Pogrebnyak e Sigurdsson frente a frente

Por conta da versatilidade do belga Moussa Dembele, cobiçado por Arsenal, Tottenham e Liverpool para o próximo mercado, Jol tem conseguido reunir Murphy, Dempsey, Duff (ou Bryan Ruíz), Andy Johnson, Pogrebnyak e o próprio Dembele na mesma escalação. O Fulham, que há um tempo agonizava com peças estáticas em campo, ao menos agora tenta priorizar a abundância de jogadores capazes do meio para frente.

Contra um Swansea que sempre tenta trocar passes curtos para envolver o adversário, a prévia do Guardian (figura ao lado; sem Johnson e com Ruíz no time) faz muito sentido ao apontar um meio-campo congestionado por opções de ótima qualidade. Ainda assim, em Craven Cottage, a equipe galesa enfrenta o grande desafio de manter o estilo que lhe rendeu a alcunha de Swanselona sem permitir que o forte arsenal ofensivo do Fulham, com um Dempsey e um Pogrebnyak letais na frente do gol, atue à vontade. O inquestionável zagueiro Ashley Williams, como sempre, será fundamental.

Mesmo com problemas para repetir em outros estádios as exibições do Liberty Stadium, o Swansea mostrou contra o Manchester City, na rodada passada, que não precisa temer ninguém. A agressividade do islandês Sigurdsson num meio-campo que trata tão bem a bola foi a cereja no bolo do técnico Brendan Rodgers, e os cisnes têm alguma chance amanhã. No primeiro turno, em Gales, o Swansea venceu bem, por 2 a 0.

Confira a classificação da Premier League.

Atualize seu time no Fantasy.

Premier League e FA Cup na TV.

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domingo, 6 de novembro de 2011 Fulham | 19:53

Panela velha

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Contratação mais cara da história do Fulham, Bryan Ruiz ainda não é exatamente um sucesso

Na última partida da 11ª rodada da Premier League, o Fulham caiu por 3 a 1 para o Tottenham de maneira inacreditável. O resultado em si era normal. Inadmissível foi acertar 13 finalizações, monopolizar o segundo tempo e ainda depender de uma trapalhada da defesa adversária para marcar seu único gol. Tudo bem que Brad Friedel esteve novamente impecável e o árbitro interferiu no placar, porém seria superficial demais falar simplesmente em “azar”.

Quando admitiu o holandês Martin Jol, a diretoria do Fulham certamente via nele alguém capaz de comandar uma revolução em um dos mais conservadores clubes da Inglaterra nos últimos anos. O mercado de transferências indicou isso com oito contratações, sete de jogadores estrangeiros. No entanto, o novo time ainda não aconteceu. Dos titulares contra o Tottenham, seis (Schwarzer, Baird, Hangeland, Murphy, Dempsey e Zamora) estão no clube há mais de três anos.

Décimo sexto colocado, o Fulham marcou 14 gols em 11 jogos na Premier League. Descontando aqueles 6 a 0 sobre o Queens Park Rangers, há cinco rodadas, sobram oito gols para as outras dez partidas. É muito pouco. O segundo tempo contra o Tottenham resumiu o problema crônico. Entrosado pela manutenção da antiga base, o time até domina o adversário, mas acusa a falta de uma novidade para não se limitar a pressões territoriais e chuveirinhos nestas situações.

A procura por um lateral-esquerdo, que fracassou com Carlos Salcido, continua com John Arne Riise, de atuação fraca hoje. No ataque, como Andy Johnson não oferece garantias físicas, a dependência de Bobby Zamora ainda é maior do que deveria. Sem o melhor Damien Duff, o meio-campo precisa demasiadamente de Clint Dempsey para agredir o oponente. Portanto, fica claro que o Fulham pede mais das contratações Pajtim Kasami e Bryan Ruiz.

O suíço Kasami, que chegou do Palermo, ainda tem 19 anos e deve ganhar tempo para responder ao investimento de £4 milhões. Tempo que Bryan Ruiz, por quem o Fulham pagou £10 milhões ao Twente, não tem. O costarriquenho de 26 anos ainda não atuou bem, marcou só um gol e segue como reserva. Para o bem do conjunto, Bryan precisa ganhar espaço logo e oferecer uma alternativa à mesmice. Por enquanto, é a panela velha que quebra um galho na cozinha de Craven Cottage.

Seleção da rodada
Brad Friedel (Tottenham); Carl Jenkinson (Arsenal), Ashley Williams (Swansea), Thomas Vermaelen (Arsenal), Patrice Evra (Man Utd); Aaron Lennon (Tottenham), Yaya Touré (Man City), Frank Lampard (Chelsea), Gareth Bale (Tottenham); Robin van Persie (Arsenal), Ivan Klasnic (Bolton).

Fantasy
O Corinthian-Casuals (Carlos Pinheiro) segue com boa vantagem na liderança. Confira.

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domingo, 2 de outubro de 2011 Chelsea, Fulham, Liverpool, Man City | 22:25

Para lavar a alma

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Elogiá-lo é um perigo, mas Balotelli tem sido um "role model" perto de Tevez

Na sétima rodada da Premier League, eles sacudiram a poeira e deram a volta por cima. É precipitado falar em recuperação definitiva, mas um grupo de jogadores criticados não esquecerá tão cedo este fim de semana:

Andy Carroll, Liverpool. Ainda que o big fella, como diria Dalglish, não tenha sido brilhante no dérbi de Merseyside, o sábado foi bem produtivo para ele. Afinal, o centroavante precisava até mais do que o Liverpool daquele gol aos 71 minutos. Carroll foi irrepreensível contra o Wolverhampton na semana passada, mas ninguém deu bola. Marcar no Everton – e pela primeira vez na liga – significou muito para o, segundo Capello, jovem de vida desregrada.

Mario Balotelli, Manchester City. Para quem manteve Tevez e contratou Agüero, o City precisa demais de Balotelli. De repente, o problemático atacante, que começou a temporada irritando Mancini e como quarta opção ofensiva, ganha um novo status e (é isto mesmo) vira expoente de bom comportamento perto de alguns de seus companheiros. A titularidade, o gol e a boa atuação contra o Blackburn se somam à participação decisiva diante do Everton há uma semana, quando ele veio do banco. A corrida por um lugar no time com o também rebelde Dzeko se equilibrou.

Frank Lampard, Chelsea. Tudo bem que o adversário era um Bolton desfalcado, irresponsável na defesa e fraco em sua essência – Paul Robinson na lateral é dose para leão. Mesmo assim, o hat-trick de Lampard é o maior sinal de que ele pode se recuperar. Após entrar na rotação de Villas-Boas e passar boa parte do tempo no banco, o meia de 33 anos marca em dois jogos seguidos, resgata seu poder de chegada à área e mostra que está vivo. Por dispensá-lo em algumas ocasiões, o Chelsea tem reduzido a dependência dele. É aí que Lamps pode fazer diferença nos momentos certos.

Andy Johnson, Fulham. Depois de quatro temporadas fracas, ele está de volta. Recordista em gols de pênalti em uma só edição da Premier League (oito em 2004-05, pelo Crystal Palace), Johnson agora é o primeiro jogador do Fulham a marcar um hat-trick no campeonato remodelado. E foi logo nos expressivos 6 a 0 sobre o arquirrival QPR, a primeira vitória dos Cottagers na liga. Se ele continuar assim, Martin Jol não tem do que se queixar: ganha concorrência no ataque para acordar Bryan Ruiz e um goleador além de Zamora. O carequinha tem feito bom trabalho também na Liga Europa.

Seleção da rodada
Tim Krul (Newcastle); Kyle Walker (Tottenham), Ashley Williams (Swansea), Phil Jones (Man Utd), José Enrique (Liverpool); Lucas Leiva (Liverpool), Samir Nasri (Man City), Frank Lampard (Chelsea); Daniel Sturridge (Chelsea), Andy Johnson (Fulham), Gabriel Agbonlahor (Aston Villa)

Fantasy
Após quatro rodadas, a liga God Save the Ball tem novo líder: o Corinthian Casuals (Carlos Pinheiro). Veja a classificação atualizada.

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sexta-feira, 5 de agosto de 2011 Copas Europeias, Fulham, Stoke City | 13:35

Garra inglesa

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Criticado pelo estilo sisudo de futebol, o competente Tony Pulis segue redefinindo o Stoke

A manhã na suíça Nyon foi razoável para os ingleses. Em sua sede, a UEFA sorteou os confrontos dos play-offs das copas continentais. Na Liga dos Campeões, o Arsenal não foi premiado: pega a Udinese, da Itália. Na Liga Europa, o Tottenham faz choque doméstico com os escoceses do Hearts, o Birmingham vai à Ilha da Madeira para enfrentar o Nacional português, o Stoke joga contra o Thun, da Suíça, e o Fulham mede forças com o ucraniano Dnipro, de Giuliano e Juande Ramos.

Stoke e Fulham, aliás, merecem atenção particular por já terem vencido obstáculos. Os Potters, vice-campeões da FA Cup, passaram pelo Hajduk Split, vice-campeão croata, com duas vitórias por 1 a 0. Os Cottagers, que se classificaram pela vaga do Fair Play, eliminaram o NSI Runavik, das Ilhas Faroé, o norte-irlandês Crusaders e o croata RNK Split.

Apesar da relativa segurança de ambos nas eliminatórias, os clubes podem fazer diferentes interpretações de suas participações precoces. O Stoke, que não ia à Europa desde 1974, desfruta vitórias sobre um time com relevante tradição continental e consolida seu redimensionamento pelas mãos do técnico Tony Pulis. Hoje, ninguém em sã consciência aponta os Potters como candidatos claros ao rebaixamento na Premier League.

O Fulham, por sua vez, é punido pelo status conquistado com o vice na Liga Europa em 2010. O time foi bem, mas o nível dos adversários e a longa caminhada de seis jogos até os play-offs provocam a sensação de que cumpriu uma obrigação que o impedia de fazer outras coisas. O novo treinador Martin Jol lamentou a fragilidade da preparação, que teve de sacrificar os tradicionais amistosos de pré-temporada e os minutos de vários jogadores secundários em função da necessidade de vencer.

Circunstâncias à parte, a composição alternativa dos representantes ingleses na Liga Europa, que exclui Liverpool e Everton (sexto e sétimo colocados da Premier League), pode ser interessante. O público desinteresse do Tottenham certamente não atingirá Stoke e Fulham. Se ocuparem posições intermediárias na liga, eles, chegando lá, podem priorizar a disputa na segunda parte da temporada – caso do Fulham em 2010. O Birmingham, na segunda divisão, perdeu força e não deve ir muito longe.

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quinta-feira, 2 de junho de 2011 Fulham, Treinadores | 21:46

Não sei se vou ou se fico

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Hora de sossegar, Sparky

A decisão de Mark Hughes de deixar o Fulham pegou mal. Ela acontece no dia seguinte ao da saída de Gérard Houllier do Aston Villa, apontado como o provável destino do técnico galês. Hughes jura que sua posição nada tem a ver com uma eventual proposta, inexistente segundo ele. O manager interrompe seu trabalho porque está à procura de “novas experiências”

Hughes se desmentiu duas vezes em menos de um mês. Em 11 de maio, ele afirmou ao site do Fulham que estava “determinado a continuar o trabalho na próxima temporada”. O discurso bateu de frente com sua visão sobre a vaga na Liga Europa, que o clube buscava pela tabela de Fair Play, mas o obrigaria a atuar já em 30 de junho. “Seria uma tarefa (disputar)”, disse no dia 14.

Só que a Liga Europa, que o Fulham quase ganhou na temporada passada, representa um dos capítulos mais brilhantes da história do clube. Três dias depois, um Sparky mais manso falou que não era bem assim e, apesar da redução das férias, estaria “satisfeito”. Ainda que com uma estranha expulsão, a vaga veio, mas ele foi.

Uma fonte do Fulham garantiu ao Telegraph que, enquanto não havia emprego disponível (em clara referência ao Villa), o técnico estava a ponto de assinar um novo contrato. Ao quebrar a palavra, ele se coloca do outro lado da moeda. No fim de 2009, sua demissão do Manchester City, que admitiu Roberto Mancini no ato, causou comoção entre colegas. Steve Bruce, que, com o Sunderland, perdeu para Hughes no último jogo dele pelo City, até levantou bandeira em nome da “classe dos britânicos”.

A imagem do galês no Brasil não é das melhores por conta do fiasco no Manchester City, mas ele é bom treinador. Foi bem pela seleção de seu país, fez muito com pouco dinheiro durante quatro anos no Blackburn e, agora, levou um Fulham razoável a uma ótima oitava posição na liga. Quando tudo apontava à continuidade, ele recua a menos de um mês do primeiro jogo da temporada. Seu lado calejado pela dura demissão de dois anos atrás tem de sossegar antes que ele vire nômade de vez.

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quarta-feira, 16 de março de 2011 Curiosidades, Fulham | 15:11

Que loucura!

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Thriller: Michael Jackson é homenageado pelo Fulham. Ou melhor: pelo fã e amigo Mohamed Al-Fayed

O proprietário do Fulham, o egípcio Mohamed Al-Fayed, tomou uma decisão extravagante: ordenou a construção de uma estátua de Michael Jackson nas imediações do estádio do clube. “Ele era meu amigo, uma figura com quem passei bons momentos e que teve uma morte trágica. Espero que os torcedores gostem da estátua do maior cantor da história”, tentou, sem sucesso, explicar a atitude. A expectativa é de que o monumento seja revelado em 3 de abril, antes do jogo em casa contra o Blackpool.

O Rei do Pop era, de fato, amigo de Al-Fayed. O egípcio assumiu o controle do clube em 1997. Dois anos depois, Jackson assistiu, em Craven Cottage, a Fulham x Wigan, pela terceira divisão. Ele levou sorte ao time, que venceu os Latics por 2 a 0. Mesmo assim, o teor da notícia é bizarro. Mohamed, que é pai do falecido Dodi Al-Fayed (aquele mesmo, da princesa Diana), confundiu interesses do clube com uma apreciação pessoal. Tanto é que o plano inicial era erguer a estátua ao lado de uma loja dele.

Sim, a entrada de Michael Jackson no estádio em 1999 foi triunfal:

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quinta-feira, 27 de janeiro de 2011 Fulham, Jogadores, Man Utd | 16:24

A década irrepreensível de van der Sar

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Recordista em exibições pela Seleção Holandesa, melhor goleiro da Europa aos 24 anos e, já na Juventus, condenado a abrir espaço a Gianluigi Buffon. Ainda jovem, aos 30 anos, Edwin van der Sar decidiu se juntar ao recém-promovido Fulham. Era um presente inesperado para a Premier League, pelas portas de um clube que estreava na elite remodelada, pós-1992.

O frio e esguio holandês, que chegou à Inglaterra em 2001, certamente é o grande goleiro da liga na última década. Desde 2005 no Manchester United, van der Sar, o primeiro a amenizar a saudade de Peter Schmeichel, vai deixar o futebol aos emblemáticos 40 anos. Até o fim da temporada, ainda deve jogar muito e tem ótima chance de levar seu quarto título inglês com os Red Devils.

A média de gols sofridos pelo Manchester United em 2010-11 não impressiona tanto. Foram 21 em 23 jogos na Premier League. Com van der Sar em Old Trafford, esse índice costuma passar muito longe de um gol por partida ao fim da temporada. A escrita é mantida, quase no limite. A melhor defesa do campeonato é a do Chelsea, com 19 gols. No balanço entre setores, os Red Devils são aparentemente mais fortes no ataque. O time tem 51 gols na liga, 19 de Berbatov.

O primeiro ato de uma década: quatro anos no Fulham, seis no Manchester United

No entanto, está claro que, números à parte, a diferença fundamental entre o conjunto de Ferguson e os adversários reside na defesa. Isso foi observado em momentos críticos da temporada. Por exemplo, quando o United não sofreu gols contra Tottenham (duas vezes), Manchester City e Arsenal. Dos quatro clean sheets, o mais marcante foi o de White Hart Lane, quando Rafael foi expulso a 20 minutos do fim. A manutenção da invencibilidade, naquele momento, acabou com a ilusão de que os Spurs brigavam pelo título e simbolizou como será difícil – para qualquer time – superar os Red Devils nesta temporada.

Se a defesa falha em ocasiões como a da última terça-feira, em Blackpool, é uma rocha quando o ataque não pode compensar esses equívocos. Isso não é, evidentemente, apenas sobre van der Sar. A dupla Vidic-Ferdinand é a melhor do mundo no setor, e as oportunidades concedidas aos adversários costumam ser limitadas. É aí que entra o holandês. Você pode dizer que ele falhou feio, por exemplo, no empate caseiro por 2 a 2 contra o West Bromwich, em outubro. Mas é difícil contestar alguns números relevantes de um goleiro que atuou em 21 das 23 partidas de liga do United na temporada.

O site do Manchester United publicou hoje um levantamento comparativo entre van der Sar e seus substitutos recentes, Tomasz Kuszczak, Ben Foster, hoje no Birmingham, e Ben Amos, emprestado ao Oldham. O estudo é feito em duas amplitudes: desde 2008-09 e limitado a esta temporada. Nos últimos dois anos e meio, van der Sar conseguiu 59 clean sheets em 103 jogos por todas as competições (índice de 57%), contra 22 em 53 partidas de seus substitutos (41%). Nesse tempo, o goleiro holandês sofreu 77 gols (0.74 por jogo) contra 48 (0.9 por partida) de Kuszczak, Foster e Amos combinados.

Em 2010-11, van der Sar também leva vantagem (desta vez, sobre Kuszczak e Amos) – veja mais detalhes no site do clube. Com um time que costuma controlar os jogos e uma defesa tão sólida, a participação do goleiro não é tão ampla como, por exemplo, a de Joe Hart na temporada passada, quando, no Birmingham, foi o melhor da posição. As chances de se destacar, de fazer a diferença, são reduzidas. E van der Sar ainda consegue. Por isso, não é cascata o fato de a aposentadoria ser motivada por questões familiares, e não físicas ou de desempenho.

Van der Sar, pronto para defender o pênalti de Anelka e comemorar sua segunda Champions

Sempre consistente, mas com alguns pontos ainda mais altos na carreira (como em 2008, ano de seu segundo título europeu), van der Sar deixará saudade. O debate agora gira em torno de seu substituto em Manchester: Kuszczak, Lindegaard, De Gea? Ainda é cedo para cravar. Certo é que, líder de uma das maiores defesas da história do clube, o goleiro de 1.97m encerra a carreira no lugar de onde vê o mundo: lá em cima.

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