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sábado, 9 de julho de 2011 Everton, Futebol Feminino, Inglaterra | 18:58

O efeito Scott

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Aos 24 anos, Jill Scott não esquece a ousadia e a alegria

Uma das explicações de Jamie Carragher para os fracassos recentes da Inglaterra é o tédio dos jogadores durante as grandes competições. Só que isso é um problema do futebol masculino. Afinal, a seleção inglesa saiu de bem com a vida da Copa do Mundo das ladies. A derrota para a França nos pênaltis foi dura, mas a campanha até as quartas de final, que igualou os melhores resultados ingleses, teve momentos brilhantes. Tudo passou pela inspiração da volante Jill Scott, do Everton, a melhor do time dentro e fora de campo.

Autora de um gol decisivo contra a Nova Zelândia na primeira fase e do golaço que abriu o placar diante da França, Jill foi tema de reportagem na BBC. O jornalista Alistair Magowan, que cobre a Copa do Mundo na Alemanha, falou dos diários de Scott. A volante grava vídeos de situações cotidianas na concentração, das quais sempre consegue extrair humor. A FA apoia e divulga a iniciativa. Até o fechamento do post, cinco episódios tinham sido disponibilizados.

O comportamento em serviço de Jill, que manda prender e soltar no meio-campo, poderia sugerir uma personalidade fechada, mas ela é uma figuraça. Na verdade, a volante faz no hotel o que tenta fazer em campo: agrupa, envolve todo mundo. Esse espírito coletivista determinou até uma das escolhas da vida dela. Scott era uma talentosa corredora na adolescência. Preferiu o futebol ao atletismo por um motivo nobre. À BBC, disse que se sente melhor “ganhando como um time do que individualmente”.

Apesar de ser a atual vice-campeã europeia, a Inglaterra não tem um dos melhores times do mundo. A França, por exemplo, é bem superior. No entanto, o trabalho coletivo do grupo treinado por Hope Powell foi elogiável. A resistência à pressão das francesas na prorrogação mesmo com jogadoras esgotadas e a vitória sobre o Japão, “o Barcelona do futebol feminino”, estão aí para quem quiser ver.

A volante esguia e de sotaque engraçado (de Sunderland), apelidada de “Crouchy” pelas colegas, é o maior símbolo desse bom torneio da Inglaterra. Scott foi extremamente profissional, desfrutou os mais simples momentos de sua segunda Copa e inspirou às colegas os mesmos sentimentos.

Diários de Jill Scott: episódios 1, 2, 3, 4 e 5

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