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Arquivo da Categoria História

segunda-feira, 23 de maio de 2011 Barça x United, Copas Europeias, Curiosidades, História, Liverpool, Man Utd | 14:24

Rumo a Wembley: As outras vezes do estádio

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O Novo Wembley recebe no próximo sábado sua primeira final de Liga dos Campeões. No entanto, a versão antiga do estádio já havia sediado cinco decisões da principal copa europeia. Na primeira parte da minissérie sobre o confronto entre Manchester United e Barcelona, o blog relembra essas decisões. Houve dois ingleses campeões em Londres. Em busca do quarto título, United e Barça celebraram pela primeira vez justamente em Wembley:

Dez anos após a tragédia de Munique*, Sir Matt Busby (com a minitaça) conquistou a Europa pelo United

Milan 2 x 1 Benfica, 1962-63. Os rossoneri conquistaram contra o Benfica de Eusébio o primeiro de seus sete títulos. Os portugueses viram o sonho do tricampeonato cair diante do time de Cesare Maldini, Giovanni Trapattoni e dos brasileiros Dino Sani e José Altafini, o Mazzola. Aliás, foi Mazzola quem marcou os dois gols milanistas.

Benfica 1 x 4 Manchester United, 1967-68. Se o United está atrás de uma coincidência histórica, não há uma melhor: Manchester City campeão na mesma temporada e decisão em Wembley contra clube ibérico. Os gols do título foram marcados por Bobby Charlton (2), George Best e Brian Kidd, os três últimos na prorrogação. Foi a primeira conquista inglesa.

Ajax 2 x 0 Panathinaikos, 1970-71. De um lado, Johan Cruyff e o técnico Rinus Michels. Do outro, um time só de gregos liderado do banco por Ferenc Puskas naquele que é considerado seu único grande trabalho como treinador. Dick van Dijk e Arie Haan fizeram os gols de uma decisão histórica por seus personagens e pela presença de um clube da Grécia, a única até hoje.

Sem bigode para contrariar, Dalglish é festejado pelos amigos scousers

Liverpool 1 x 0 Club Brugge, 1977-78. O bi do notável Liverpool de Bob Paisley. O gol foi anotado por um escocês em sua primeira temporada no clube. Aos 20 minutos do segundo tempo, o meia-atacante Kenny Dalglish, agora treinador, selava contra os belgas seu brilhante destino em Anfield.

Barcelona 1 x 0 Sampdoria, 1991-92. O retorno de Cruyff, como técnico, a Wembley. Como se houvesse um ciclo, Pep Guardiola, hoje treinador do Barça, jogou no primeiro título blaugrana. Na prorrogação, Ronald Koeman garantiu a conquista contra a Samp de Cerezo e Roberto Mancini.

Saiba mais sobre a tragédia de Munique

Seleções
Arsène Wenger venceu a guerra nos bastidores, e a Inglaterra sub-21 não contará com Wilshere e Carroll na Euro da categoria. Ainda assim, o elenco é muito forte. À seleção principal, Fabio Capello convocou 26 jogadores para o jogo contra a Suíça, também em Wembley, pelas Eliminatórias da Euro. O ataque, sem o suspenso Rooney, preocupa.

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quarta-feira, 16 de março de 2011 Championship, Curiosidades, História, Leeds United, Treinadores | 19:20

É Natal em Leeds

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The Damned United: enfrentar o vitorioso Leeds de Don Revie não era fácil para ninguém.

Associe a história do Leeds United a uma pessoa. Não há muito para dizer além de Donald George Revie. Há exatos 50 anos, o então jogador Don Revie, como era conhecido, foi nomeado técnico do Leeds. Don teve um fim de carreira melancólico e faleceu em 1989, mas seu trabalho em Elland Road está longe de ser esquecido. No Twitter, os fãs criaram o #DonRevieDay para celebrar o histórico 16 de março de 1961. Teve até um papo em Elland Road entre jogadores que trabalharam com ele.

Foram 13 anos de reinado. Revie mudou tudo no clube. Até o tradicional uniforme azul e amarelo se tornou o segundo kit para abrir espaço ao 100% branco. A vontade do treinador era transformar o Leeds no Real Madrid de Yorkshire. De certa forma, ele conseguiu. Em três anos, Don tirou o time da segunda divisão. A partir daí, criou uma consistência inabalável. Dois títulos na elite, quatro finais de FA Cup e três prêmios de Treinador do Ano até parecem pouco para a força dos pavões de 1961 a 1974.

Quem assistiu a The Damned United (Maldito Futebol Clube, que em breve será mais bem discutido nesta coluna) sabe que a rivalidade com seu sucessor Brian Clough, outro treinador histórico, expôs supostos métodos sujos de Revie. Não sabemos tanto quanto gostaríamos, mas os méritos da construção de uma família e de um conjunto espetacular em Leeds jamais podem ser tirados dele. O time de Hunter, Bremner e Giles vencia porque era bom demais, não porque batia.

Um bom exemplo de como a equipe era forte é um trecho de Leeds 5 x 1 Manchester United, em 1971-72. Os Red Devils de Best e Charlton (que aparece comentando o jogo com Norman Hunter) estavam a dois pontos do time de Revie, já perdiam por 3 a 1 e mal conseguiam passar do meio-campo em Elland Road:

O United é o único clube profissional de Leeds e monopoliza a paixão na cidade, ansiosa pelo retorno à elite de um time poderoso também nos anos 90 e no início dos 2000. Longe da Premier League desde 2004 e no quinto lugar da segunda divisão (portanto, na zona dos play-offs), os pavões estão se recuperando. O ótimo técnico Simon Grayson se inspira em Revie. “Deixou um legado fantástico e é o modelo para todos os seus sucessores”, avaliou.

Alguns jogadores estão no grupo há muito tempo. Howson (o melhor deles), Snodgrass e o argentino Becchio podem não ser os novos Hunter, Bremner e Giles, mas têm participado da reconstrução do clube desde o fracasso na terceira divisão. Grayson deu ao time um ethos que possibilitou resultados marcantes na FA Cup nas duas últimas temporadas. As finanças já não incomodam tanto, e o Leeds prepara o terreno para a volta. Se acontecer em 2011, será uma bela homenagem a Don Revie.

Classificação tranquila
O Chelsea 0 x 0 Copenhague entrou para a lista de jogos que não deveriam ter acontecido. A vantagem conquistada na Dinamarca foi o travesseiro de um Chelsea preguiçoso, que preservou Torres (?), Essien e Malouda durante a maior parte do encontro. Os Blues se juntam a Manchester United e Tottenham para o sorteio da próxima sexta-feira, que vai definir os confrontos das quartas-de-final da Champions League.

Bryan Robson
Depois de Eric Abidal, o ex-capitão do Manchester United e da Inglaterra Bryan Robson teve diagnosticado um câncer na garganta e já foi submetido a cirurgia. O Capitão Marvel, de 54 anos, é treinador da seleção tailandesa desde 2009. Quem o conhece garante que se trata de um homem forte – não só em campo. Força, Bryan!

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sábado, 5 de março de 2011 Blackburn, Curiosidades, História, Liverpool, Man Utd, West Ham | 17:19

No mesmo dia, Dalglish perdeu em Anfield e superou o United

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No histórico 14 de maio de 1995, o Blackburn de Dalglish e o Liverpool conciliaram seus interesses

A última rodada da Premier League em 1994-95 foi memorável. O (nem tão) surpreendente Blackburn, treinado por Kenny Dalglish, liderava com dois pontos de vantagem sobre o Manchester United, que vinha de dois títulos consecutivos. Os Rovers visitaram o Liverpool, clube em que Dalglish se consagrara. O United foi até a casa do West Ham, que não tinha mais o que fazer na temporada. Além da vitória em Londres, os Red Devils precisavam que o Blackburn perdesse pontos em Anfield.

Se na temporada passada os Reds não se esforçaram para derrotar o Chelsea, que também disputava o título com o Manchester United, em 1994-95 o conjunto treinado por Roy Evans ignorou a rivalidade com os mancunianos e batalhou pelo resultado.

Garantido na Copa da UEFA via Copa da Liga, o Liverpool buscava a vitória apenas para terminar bem colocado e consolidar seu time promissor, de Fowler, Redknapp e McManaman. Um dos maiores jogadores da história do clube, o left winger John Barnes, que teve participação fundamental naquela partida, afirmou que os Reds tinham “o compromisso de abordar o confronto de forma profissional, ainda que ninguém ali quisesse ver o United campeão”.

Aquele Blackburn era ótimo por ter as pessoas certas com o poder de investimento suficiente. Por exemplo, a dupla de ataque, formada por Shearer e Sutton, fez 49 gols na liga. Shearer, aliás, foi quem marcou primeiro em Anfield. Mesmo assim, o Liverpool teve força para virar o jogo com Barnes e Jamie Redknapp e ajudar o Manchester United. Mas o United não se ajudou. O goleiro tcheco Ludek Miklosko, do West Ham, foi espetacular e limitou o time de Ferguson a um empate por 1 a 1. O Blackburn comemorou seu terceiro título inglês em 14 de maio de 1995, o dia em que ninguém chorou em Anfield.

Assista ao review dessa sensacional rodada. Repare no momento em que o banco do Blackburn, que tinha acabado de sofrer o gol de Jamie Redknapp (filho de Harry Redknapp, então técnico do West Ham), é avisado do resultado final em Londres:

Faz tempo
A rivalidade entre os escoceses Dalglish e Ferguson é antiga. No início dos anos 70, Kenny jogava no Celtic e costumava marcar contra o Falkirk, do atacante Alex Ferguson. O clássico resistiu ao tempo. Quando Ferguson treinava o Aberdeen, o meia-atacante Dalglish, já no Liverpool, o atormentou pela Copa Europeia. Os dois ainda se enfrentaram em confrontos do Manchester United contra Liverpool, Blackburn e Newcastle. No retorno de Dalglish aos Reds, há dois meses, o United venceu por 1 a 0 na FA Cup. Amanhã, depois de muito tempo, eles medem forças em Anfield: rivalidade, história e respeito mútuo nos bancos.

Scott Parker é o cara

O melhor de fevereiro já impressiona em março
O meia central Scott Parker, do West Ham, foi eleito o Jogador do Mês de fevereiro na Premier League. Hoje, na vitória dos Hammers por 3 a 0 sobre o Stoke, ele voltou a jogar demais. Após defender Charlton, Chelsea e Newcastle, Parker vive o melhor momento na carreira e na temporada. O West Ham marcou dez pontos nos últimos cinco jogos e, finalmente, deixou a zona de rebaixamento. Um pouco por Demba Ba, Avram Grant e o retorno de Hitzlsperger. Muito por Parker, certamente o jogador mais importante para um time em toda a liga.

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