Publicidade

Arquivo da Categoria Home Nations

quarta-feira, 17 de outubro de 2012 Home Nations, Inglaterra | 14:52

Conclusões da pausa internacional

Compartilhe: Twitter

Hodgson deve explicações a seus amigos do metrô

A Inglaterra é a mesma da Euro. O empate por 1 a 1 com a Polônia, em Varsóvia, expôs os problemas de sempre. Quando abriu vantagem no primeiro tempo, com gol de Rooney, a Inglaterra se retraiu e, por várias vezes, posicionou seus 11 jogadores atrás da linha da bola, sem qualquer disposição para avançar a marcação. A Polônia aceitou o convite inglês, pressionou bastante no segundo tempo e mereceu o empate, que deixa a Inglaterra com oito pontos em quatro partidas.

Os vizinhos continuam frágeis. A Inglaterra é a única possível representante do Reino Unido em 2014. Gales tem algum talento, mas depende excessivamente de suas três referências (Bale, Allen e Ramsey) e abalou-se pela morte do ex-técnico Gary Speed, em novembro do ano passado. Superou a Escócia, porém em seguida perdeu um jogo-chave para a Croácia e tem apenas três pontos em quatro rodadas.

Os escoceses, treinados pelo muito conservador Craig Levein, somam dois empates e duas derrotas – nem os retornos de Darren e Steven Fletcher resolveram. A Irlanda do Norte se defendeu bravamente e arrancou um empate de Portugal no Porto, mas não venceu nenhuma de três partidas até agora. Mesmo a Inglaterra corre riscos: a batalha com Montenegro, que deu trabalho nas Eliminatórias para a Euro, promete equilíbrio novamente.

Roy Hodgson não é bom negociador. O winger Alexander Kacaniklic, do Fulham, dá os primeiros passos na Suécia. Contra Ilhas Faroe, na sexta-feira, marcou um gol fundamental para a vitória de sua seleção. Ontem, diante da Alemanha, entrou após o intervalo. Com direito a assistência dele, os escandinavos transformaram uma derrota por 4 a 0 num empate por 4 a 4 que deixou Berlim perplexa. Em Craven Cottage, o sueco de 21 anos também ganha espaço: participou de todas as sete partidas do Fulham na liga.

Kacaniklic é cria do Liverpool, onde ficou de 2007 a 2010. Ele não está mais lá porque, há dois anos, o então treinador Roy Hodgson o envolveu na compra de Paul Konchesky, que pertencia ao clube de Londres. Em troca do limitadíssimo lateral, hoje no Leicester City, Hodgson pagou £4 milhões e cedeu Kacaniklic. Um dos grandes negócios do Fulham, outro entre tantos erros recentes do Liverpool.

Kompany e Benteke marcaram contra a Escócia

Base “inglesa” carrega a Bélgica. Mesmo com Hazard no banco por muito tempo, os belgas radicados na Inglaterra continuam impressionando a Europa. Na sexta, venceram a Sérvia por 3 a 0, com gols de De Bruyne (emprestado pelo Chelsea ao Werder Bremen), Benteke (Aston Villa) e Mirallas (Everton). Ontem, nos 2 a 0 sobre a Escócia, Kompany (Manchester City) e Benteke marcaram. A tarefa da Bélgica não é tão simples, com a Croácia de Jelavic (Everton) também na luta pela liderança da chave, mas a chance de vir ao Brasil em 2014 é para lá de considerável.

A UEFA precisa combater, de fato, o racismo. A Inglaterra garantiu presença na fase final da Euro sub-21, que será disputada em Israel em junho do ano que vem. Na partida decisiva para a qualificação, a seleção de Stuart Pearce derrotou a Sérvia por 1 a 0, em Krusevac. A nota lamentável vai para o tumulto no fim do jogo. Danny Rose, lateral-esquerdo do Sunderland, foi expulso por reagir a insultos racistas dos torcedores. Detalhe: a reação dele foi um mero pontapé na bola em direção à arquibancada. A UEFA deveria (provavelmente não vai) aplicar uma punição exemplar à Federação Sérvia, e não outra das multas irrisórias com as quais costuma “reprimir” esses casos.

Autor: Tags: , , ,

segunda-feira, 5 de setembro de 2011 Home Nations | 19:16

Reino desunido

Compartilhe: Twitter

Kenny Miller espera alguém para jogar com ele. Não vai rolar...

Faz 13 anos que o Reino Unido não leva pelo menos duas seleções a uma grande competição. O torcedor brasileiro certamente se lembra da participação da Escócia na Copa de 98, quando os Tartan Terriers perderam por 2 a 1 para o time de Zagallo e caíram na primeira fase. Desde então, só a Inglaterra vai a Copas e Euros, com a mancha da vexatória ausência continental de 2008. São tempos difíceis para as Home Nations.

Amanhã, a Inglaterra testa um de seus vizinhos nas Eliminatórias para a Euro 2012. Às 15h45 de Brasília, recebe o País de Gales, que vem de grande vitória sobre Montenegro. No primeiro turno do Grupo G, os ingleses passaram facilmente pela seleção de Gary Speed: 2 a 0 em Cardiff. Os galeses estão 113 posições abaixo dos rivais desta terça-feira no ranking da FIFA e têm apenas uma vitória em Wembley, conquistada em 1977.

O abismo entre os ingleses e os outros é mais do que natural. Enquanto a Inglaterra tem 52 milhões de habitantes, Escócia (5,5), Gales (3) e Irlanda do Norte (1,7) somam pouco mais de 10 milhões. Por outro lado, está claro que essa disparidade já foi menor. Nesse ritmo, é preciso se esforçar muito para pensar num grupo em que as pequenas nações teriam boas possibilidades.

No sábado, por exemplo, a Escócia fracassou com estilo. Uma vitória sobre a República Tcheca na fantástica atmosfera do Hampden Park teria deixado a seleção de Craig Levein em posição razoável para tentar chegar à Euro via repescagem. No entanto, o árbitro holandês Kevin Blom tomou duas grandes decisões (um pênalti aos tchecos e um não-pênalti aos escoceses) erradas nos últimos minutos que determinaram o empate por 2 a 2.

Levein se perde pelo excessivo apego à defesa. O time depende, assim, de três peças-chave: Charlie Adam, à frente dos zagueiros, o capitão Darren Fletcher, onipresente no meio-campo, e o eterno atacante único Kenny Miller. Às vezes, quando está num dia legal, o lateral Alan Hutton é boa opção ofensiva pela direita. Mas é só. Adam, lesionado, e Miller, suspenso, estão fora do compromisso de amanhã contra a Lituânia.

Bale e Ramsey têm uma década em alto nível pela frente. É hora de os galeses tentarem para valer

A Escócia já não depende dela, só que, cá entre nós, mesmo que dependesse, seria difícil acreditar. Outro virtualmente eliminado é o País de Gales. Ninguém faz festa com os três pontos em cinco jogos, mas Speed pode tirar proveito das Eliminatórias. Afinal, foi nesse período que Aaron Ramsey virou uma liderança e Gareth Bale se tornou sensação na Europa. Com boas referências defensivas, cabe ao técnico montar o time em torno das jovens estrelas e pagar para ver.

Quem mais surpreende nas Eliminatórias é a Irlanda do Norte, ainda com chances de repescagem. Com a dupla do Fulham – Hughes e Baird – e Jonny Evans segurando lá atrás, a seleção sofreu só quatro gols em sete jogos. A campanha de nove pontos pode não levá-la a lugar algum, mas os confrontos equilibrados contra Eslovênia, Itália e Sérvia ratificam o bom trabalho do técnico Nigel Worthington, que ainda conta com a classe de Chris Brunt, do West Bromwich. O adversário da decisão de amanhã é a Estônia.

É difícil prever quando acontecerá ou mesmo quem acompanhará a Inglaterra numa edição de Copa ou Euro. As restrições naturais na formação de jogadores sempre atribuem à sorte um papel importante nessa história. Depende também da próxima geração a reunir dois ou três craques, como Mark Hughes e Ian Rush, de Gales, ou Kenny Dalglish e Denis Law, da Escócia. O ensaio galês com Ramsey e Bale é o mais promissor. Brasil 2014? Seria muito cedo, mas dá para sonhar.

Veja a classificação das Eliminatórias para a Euro.

Autor: Tags: , , , , ,