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Arquivo da Categoria Jovens

segunda-feira, 22 de agosto de 2011 Jovens, Premier League | 20:28

Renovou

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Te cuida, Chicharito!

Os dois jogos mais chamativos da segunda rodada da Premier League revelaram uma tendência importante. Com o Fair Play financeiro da UEFA batendo à porta e a regra que impõe o mínimo de oito jogadores formados na Inglaterra por elenco, as promessas locais apareceram. Em Arsenal 0 x 2 Liverpool, no sábado, e Manchester United 3 x 0 Tottenham, agora há pouco, 12 ingleses sub-23 foram titulares. Mais de um time.

O Arsenal teve o lateral Carl Jenkinson, o volante Emmanuel Frimpong e o winger Theo Walcott. Jenkinson já atuou em seleções finlandesas de base, e Frimpong nasceu em Gana, porém ambos são potenciais jogadores da Inglaterra. Dos três, apenas Walcott é titular, ainda que a debandada no Emirates possa mudar isso rapidamente. No segundo tempo, entrou mais um sub-23: Henri Lansbury.

O trio do Liverpool que atuou no sábado tem papéis mais importantes. Martin Kelly mostra tanta segurança, que fica complicado afirmar que ele é reserva de Glen Johnson. Fabio Capello, que assistia à partida, elogiou o ótimo lateral. Jordan Henderson, que esteve na seleção principal, tem sido titular durante a ausência de Gerrard. Andy Carroll, por sua vez, carrega uma responsabilidade do tamanho dele. A gente até se esquece de que o ex-atacante do Newcastle tem somente 22 anos.

No Manchester United, foram quatro jovens ingleses: Chris Smalling na lateral direita, Phil Jones na zaga, Tom Cleverley na meia central e Danny Welbeck no ataque. Este, com um gol (após passe de Cleverley) e uma assistência, foi o melhor em campo. O mais impressionante é que o time não sente o impacto dessa renovação. Com média de 23 anos, o United acertou incríveis 21 finalizações contra o Tottenham do lateral Kyle Walker e do volante Jake Livermore.

Uma forma de sustentar o modelo é recorrer a empréstimos. Por exemplo, para botar fé em Cleverley e Welbeck em compromissos difíceis, Alex Ferguson primeiro os cedeu a Wigan e Sunderland, onde eles se desenvolveram demais. Os jovens retornam confiantes e dão respostas imediatas ao clube e a essa ideia. O fenômeno deve ajudar também a seleção nos próximos anos.

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sábado, 2 de julho de 2011 Inglaterra, Jogadores, Jovens | 10:55

Talento familiar

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Wright-Phillips, Lennon, Walcott, Oxlade-Chamberlain... Sterling pode ser o melhor deles

Classificada às quartas de final da Copa do Mundo sub-17, a Inglaterra tem agradado no México. Alguns talentos despontam bem: o capitão Nathaniel Chalobah, zagueiro do Chelsea, é líder natural e passa segurança; o meia central Nick Powell, do Crewe, tem boa média de gols pela seleção e um quê de Frank Lampard; e, apesar do jeitão de James Beattie (que teve uma fantástica temporada pelo Southampton e depois sumiu), Hallam Hope, do Everton, é um centroavante promissor.

Houve ainda uma surpresa coletiva. O time jogou bem abaixo do potencial e, mesmo assim, eliminou uma pobre Argentina nos pênaltis. Ponto para uma seleção que, em vários níveis, adora desafiar a noção de fracasso (ok, a própria sub-17 foi campeã europeia há um ano). Mas nem tudo mudou. Jordan Pickford, do Sunderland, tomou gol do arqueiro canadense na primeira fase, falhou feio contra a Argentina e, embora tenha sido herói nos pênaltis, conserva a tradição de goleiros atrapalhados.

No entanto, Chalobah, Powell, Hope, as besteiras de Pickford e até a chance do inédito título mundial são ofuscados por Raheem Sterling, o craque do time. O winger de 16 anos marcou dois gols em três jogos (foi poupado contra o Uruguai) e mostrou o repertório de arrancadas, dribles e finalizações de longe. Sterling é o último dos wingers ingleses destros, rápidos, dribladores e geralmente baixos. Já é uma indústria: Wright-Phillips, Lennon, Walcott, Oxlade-Chamberlain…

Contratado por 500 mil libras do Queens Park Rangers no ano passado, Sterling é o grande destaque da base do Liverpool. Por isso e pelo local de nascimento (Kingston, Jamaica), é apontado por alguns torcedores como “o novo John Barnes”. Talvez não seja para tanto, mas, dependendo de sua evolução, ele pode se tornar um jogador mais completo do que seus colegas de posição na Inglaterra.

O garoto é abusado, veloz e driblador como os outros, mas tem algo especial: a facilidade para fazer gols. Apto a atuar nos dois lados (na Inglaterra, John Peacock o escala à esquerda), Sterling trabalha bem com o lateral e é uma arma nos chutes de fora ou mesmo em conclusões mais simples. O menino que faz a seleção sub-17 concentrar as ações ofensivas pela esquerda já até marcou cinco vezes num jogo. Criando as próprias chances, pelo Liverpool, ele acabou com o Southend na FA Cup sub-18:

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quarta-feira, 8 de junho de 2011 Jovens, Listas, Review | 16:17

A temporada: Revelações

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Goleador na equipe B, Fábio abriu a contagem no primeiro time contra Wigan e Arsenal

A temporada foi produtiva. Brasileiro, surpresas e até protagonistas deste mercado de transferências estão entre as revelações de 2010-11 na Inglaterra. O blog separou sete:

7) Fábio, Manchester United. Criado lateral-esquerdo, foi deslocado à direita no terço final da temporada. Agradou tanto, que Ferguson não hesitou em escalá-lo nos grandes jogos. Fábio ainda não fez 21 anos, mas o sucesso precoce do irmão Rafael e a escassez de chances contra Evra colocavam sua carreira no United em xeque. Bobagem: ele é ótimo e joga em qualquer uma das quatro posições laterais.

6) Phil Jones, Blackburn. Ainda com 18 anos, foi deslocado ao meio-campo por Sam Allardyce. É zagueiro de origem, posição em que funciona melhor e onde mais se destacou no Blackburn. Hoje aos 19, Jones forma com Smalling dupla defensiva muito promissora na Inglaterra sub-21. O Manchester United está próximo de contratá-lo por £17 milhões.

5) Jordan Henderson, Sunderland. O Liverpool chegou a acordo com o Sunderland para levá-lo a Anfield. Seriam £13 milhões mais N’Gog. Se for isso mesmo, os Reds aproveitam a carência ofensiva dos Black Cats e fazem um ótimo negócio. O meia central de 20 anos, que se consolidou em 2010-11, é o organizador da Inglaterra sub-21 e tem notável visão de jogo. Sua origem como winger também pode oferecer opção interessante a Dalglish. Henderson já jogou ao lado de Gerrard: contra a França pela seleção principal, para a qual mereceu a convocação.

4) Daniel Sturridge, Bolton. Galvão Bueno não diria: “Robinho é famoso, mas quem joga é Sturridge, amigo”. Ainda muito novo, em 2008-09, o atacante inglês acumulou atuações mais interessantes que as da estrela brasileira no Manchester City. No entanto, a transferência para o Chelsea lhe fez mal. Em uma temporada e meia, jogou pouco e, quando entrou, foi tímido. O empréstimo ao Bolton em janeiro mudou sua carreira: oito gols em 12 jogos. Ali estava um atacante dinâmico, de finalização letal e que, de repente, pode ser importante em Stamford Bridge. Tem 21 anos.

Wilshere é titular da seleção inglesa e o inglês mais absoluto do Arsenal

3) Séamus Coleman, Everton. O jovem de 22 anos foi uma grata surpresa. Captura de Moyes em 2009, Coleman atuava no Sligo Rovers, de sua Irlanda. Na temporada passada, fez bons jogos no Everton e durante empréstimo ao Blackpool. Previa-se que pudesse resolver o problema da lateral direita nos Toffees, que teve uma década com o limitado Tony Hibbert. Mas foi como right winger que ele brilhou. O Bale destro fez seis gols e foi indicado ao prêmio da PFA de melhor jovem do ano.

2) Javier Hernández, Manchester United. O mexicano pode aparecer em várias listas. Mesmo depois dos ótimos números no Chivas e dois gols na Copa, quando chegou a ser reserva de Guille Franco (alguém se lembra dele no West Ham?), não se esperava uma temporada de estreia tão prolífica quanto a de Solskjaer em 1996-97. Chicharito, de 23 anos, virou titular, marcou 20 gols e se notabilizou por finalização e senso de colocação impressionantes.

1) Jack Wilshere, Arsenal. Incontestável. O empréstimo ao Bolton na temporada passada sinalizava que Wilshere poderia ter algum impacto no Arsenal. Mas titular absoluto como volante dos Gunners e da seleção inglesa? O meio-campista de 19 anos é ótimo em posicionamento, passe e marcação e joga como se tivesse uma década de profissional. Se aprender a marcar gols, vai marcar época também.

Havia mais opções, é claro. Acha que faltou alguém?

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terça-feira, 3 de maio de 2011 Debates, Inglaterra, Jovens | 20:52

Eis a questão

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A seleção quer Wilshere mentalmente forte. A Euro sub-21 pode ajudar

O técnico Stuart Pearce anunciou uma lista com 40 pré-convocados para defender a Inglaterra na Eurocopa sub-21, que acontece na Dinamarca de 11 a 25 de junho. Como a referência da UEFA é o início das eliminatórias, quem nasceu a partir de janeiro de 1988 pode ser chamado. Naturalmente, Pearce aproveitou para incluir veteranos no grupo parcial.

A controvérsia da lista não é exatamente essa. Pearce, que também é auxiliar de Fabio Capello, convocou seis jogadores que já atuaram na principal: Richards, Gibbs, Henderson, Welbeck, Wilshere e Carroll, três dos quais importantíssimos para seus clubes. Os dois últimos têm moral com Capello e devem ser titulares na Euro 2012, imaginando que a Inglaterra estará lá.

A reação mais pesada foi a de Arsène Wenger, um Toninho Cecílio dos bastidores. Ele quer Wilshere descansado para uma pré-temporada completa no Arsenal. “Se pensam que Jack está pronto para o time principal, sua presença é discutível”, bradou à BBC há um mês. Um Wenger mais solidário ainda alertou para a possibilidade de o jovem perder jogos da seleção principal em setembro por conta das férias.

Carroll não pensa assim. “Só pode ser bom para a minha carreira”, comemorou. O atacante do Liverpool está certo. A Inglaterra, tão traumatizada pelas últimas aventuras internacionais, precisa aproveitar como puder as oportunidades de desenvolver um grupo habituado a decidir. Esses jogadores têm a chance de guiar a seleção a uma conquista que não vem há 27 anos.

A Inglaterra precisa deixar de ser o Barry de Özil: só correndo atrás

O exemplo germânico está aí. Quando os garotos da Alemanha esmagaram a própria Inglaterra por 4 a 0 na decisão da Euro sub-21 de 2009, ensaiavam uma inesquecível Copa com a seleção principal no ano seguinte. Neuer, Jerome Boateng, Khedira e Özil, titulares na África do Sul, arrebentaram no torneio.

A Inglaterra sentiu na pele duas vezes: goleadas alemãs na Euro sub-21 e na Copa de 2010. O fato é que a seleção inglesa da categoria é muito boa. É impossível escalar o time sem ignorar ótimos valores. Se eles estão aí, por que não usá-los? Legal para Capello, que pode administrar algumas ausências em setembro, e para os jogadores.

Time do colunista: Loach (Watford); Richards (Man City), Smalling (Man Utd), Jones (Blackburn), Gibbs (Arsenal); Rodwell (Everton), Henderson (Sunderland), Wilshere (Arsenal); Sturridge (Bolton / Chelsea), Carroll (Liverpool), Welbeck (Sunderland / Man Utd).

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quinta-feira, 24 de março de 2011 Jovens, Listas | 17:55

Quem pode estourar na próxima temporada (parte 2)

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Sinclair desistiu de perambular emprestado pela Inglaterra e foi viver o sonho galês em Swansea

Fora de casa, a Inglaterra sub-21 atropelou a Dinamarca agora há pouco. Os 4 a 0 no amistoso em Viborg ratificam o valor de uma geração com nomes consolidados, que, exatamente por isso, não estão em nosso guia. Por exemplo, três dos goleadores de hoje: Sturridge (que deixa claro, no Bolton, que já é ótimo atacante) e os Black Cats Welbeck e Henderson. A ideia é falar de quem está para estourar. Aí vão, portanto, os mais promissores:

5) Henri Lansbury (Norwich, emprestado pelo Arsenal). Produto da academia dos Gunners, Lansbury (20) é um dos destaques do surpreendente Norwich, que pode passar direto pela segunda divisão após o título da terceira. Ele já havia tido uma temporada sólida no Watford, joga em qualquer lugar do meio-campo e é carismático.

4) Scott Sinclair (Swansea). Ele dava toda a pinta de um flop no Chelsea. No entanto, a transferência ao galês Swansea por preço de banana parece ter aberto portas a Sinclair (21). Com impressionantes 22 gols na temporada, o winger é a principal peça ofensiva de um forte candidato a disputar a próxima Premier League. Foi o autor do gol que faltava no amistoso em Viborg.

3) Tom Cleverley (Wigan, emprestado pelo Manchester United). Pelo que fez no Watford, na temporada passada, mereceu ser chamado de Iniesta inglês. Cleverley (21) foi o melhor jogador do time de Elton John em 2009-10. Agora, brilha esporadicamente pelo Wigan. O meia tem o hábito de marcar muitos gols e será nos próximos anos um dos postulantes a playmaker do United, tão carente na posição.

2) Josh McEachran (Chelsea). Bem talentoso, McEachran (18) impressionou quase sempre que entrou nesta temporada. Houve quem pedisse a presença dele na vaga de Ramires no problemático (e normal) início de temporada do brasileiro. De repente, Jack Wilshere é tão bom, que já tem até um discípulo.

1) Jack Rodwell (Everton). A versatilidade, a intensidade e o talento até para atacar deixam claro que aqui está um futuro jogador da seleção principal. O volante Rodwell (20) já foi muito atrapalhado por lesões. Agora, ganha espaço nos Toffees justamente por conta da contusão de Fellaini. A próxima temporada tem de ser brilhante para que ele enfim se consolide.

*Infelizmente, muita gente boa ficou fora. Mas isso não significa que Kyle Naughton, Ryan Betrand, Danny Rose e até o sumidaço por lesão Dan Gosling não possam fazer sucesso em breve. O que preocupa, mesmo, é a escassez de novos goleiros.

*Não viu a primeira parte? Clique aqui

*O guia foi inspirado em sugestão do leitor William Randal

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Jovens, Listas | 02:46

Quem pode estourar na próxima temporada (parte 1)

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Comemoração apropriada: Albrighton é o sétimo na lista dos jovens mais promissores para 2011-12

Hoje à tarde, a Inglaterra sub-21 enfrenta a Dinamarca no penúltimo amistoso marcado antes da Eurocopa da categoria. Dia de experiências para o técnico Stuart Pearce. Dia também para pensarmos sobre dez jovens ingleses que podem brilhar na próxima temporada. Oito deles estão na farta lista da sub-21. Eis a primeira parte do guia:

10. Nathan Delfouneso (Burnley, emprestado pelo Aston Villa). Delfouneso (20) perdeu terreno no Villa para atacantes discutíveis e mais experientes. Ainda pode ser melhor que Carew (hoje no Stoke) e Heskey ou até se equiparar a Agbonlahor, mais semelhante a ele. O recente empréstimo ao Burnley deve ajudá-lo.

9. Jonjo Shelvey (Liverpool). Shelvey (19) é o jogador mais jovem (16 anos e 59 dias) a atuar pelo Charlton em todos os tempos. No Liverpool, cavou espaço desde a chegada de Kenny Dalglish, que prestou mais atenção aos potenciais dele e de Spearing. Uma grave lesão atrapalhou seus planos para esta temporada, mas o meia central pode render bem já na próxima.

8. Alex Oxlade-Chamberlain (Southampton). Uma letra do sobrenome para cada ano de idade: 17. O veloz Oxlade-Chamberlain tem nome e futebol chamativos e está na escola que revelou Walcott e Bale. As atuações na League One impressionam, mas o muito jovem winger decepcionou contra o Manchester United pela FA Cup. Apesar da idade, ele já estreou na seleção sub-21.

7. Marc Albrighton (Aston Villa). O novo posicionamento de Ashley Young na era Houllier (o que o ótimo Zonal Marking chama de central winger) garantiu mais jogos e minutos a Albrighton (21), que vai muito bem pelas duas pontas do meio-campo. Mesmo assim, a impressão é de que a temporada dele ainda não foi 2010-11.

6. Connor Wickham (Ipswich). O novo Rooney, dizem. A média de Wickham (17) na segunda divisão é semelhante à do Shrek no início da carreira: por volta de cinco jogos para cada gol. Só em fevereiro, marcou quatro, com um hat-trick. Ele é mais alto: 1,91m. É também um talento de evolução certa, para clubes graúdos abrirem olhos e cofres. Foi eleito o melhor jogador jovem da Football League.

*A segunda parte vem ainda hoje

*O guia foi inspirado em sugestão do leitor William Randal

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