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quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012 Leeds United | 15:31

À brasileira

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Grayson pode fazer cosplay do ator Robin Williams

Afastado da Premier League há oito temporadas, o Leeds United deu hoje um passo para trás na tentativa de voltar. A menos que apareça uma explicação razoável, ainda desconhecida para a imprensa, a demissão do técnico Simon Grayson não faz sentido. Está certo que a derrota por 4 a 1 para o Birmingham no Elland Road não foi um resultado normal, mas um trabalho consistente de mais de três anos jamais poderia ser condenado assim.

A impressão é de mania de grandeza. Ao site oficial do clube, o chefe-executivo Shaun Harvey disse que, “a 18 rodadas do fim (…), uma mudança de treinador pode extrair mais do elenco e fazer a diferença”. O Leeds é o décimo na segunda divisão, campanha equivalente à qualidade do grupo de jogadores. Ao investir pouco, Ken Bates, que vendeu o Chelsea a Roman Abramovich em 2003, não tem feito bom trabalho em Elland Road, onde está desde 2005. Ninguém vive de história.

Não custa lembrar que Grayson, sempre forçado a vender jogadores e com orçamento muito curto, tirou o Leeds da terceira divisão e namorou os play-offs da segunda na temporada passada. Em janelas diferentes, perdeu o artilheiro Jermaine Beckford, o engenhoso marfinense Max Gradel e agora o capitão Jonny Howson, referências importantíssimas do elenco. Grayson é vítima do próprio sucesso e de uma diretoria que esperava pelo milagre da omelete sem ovos.

Essa prática de demitir um treinador que lhe presta ótimos serviços para “causar impacto” não é tão incomum na Inglaterra. Recentemente, o West Brom teve bons resultados ao trocar Roberto Di Matteo por Roy Hodgson, e o Hull foi devastado quando substituiu Phil Brown com Iain Dowie. No caso de Grayson, a importância dele nos últimos anos é tão evidente, que é bem difícil que dê certo. Foram 84 vitórias, 40 empates e 45 derrotas em 169 partidas. Boa sorte, Leeds.

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quarta-feira, 16 de março de 2011 Championship, Curiosidades, História, Leeds United, Treinadores | 19:20

É Natal em Leeds

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The Damned United: enfrentar o vitorioso Leeds de Don Revie não era fácil para ninguém.

Associe a história do Leeds United a uma pessoa. Não há muito para dizer além de Donald George Revie. Há exatos 50 anos, o então jogador Don Revie, como era conhecido, foi nomeado técnico do Leeds. Don teve um fim de carreira melancólico e faleceu em 1989, mas seu trabalho em Elland Road está longe de ser esquecido. No Twitter, os fãs criaram o #DonRevieDay para celebrar o histórico 16 de março de 1961. Teve até um papo em Elland Road entre jogadores que trabalharam com ele.

Foram 13 anos de reinado. Revie mudou tudo no clube. Até o tradicional uniforme azul e amarelo se tornou o segundo kit para abrir espaço ao 100% branco. A vontade do treinador era transformar o Leeds no Real Madrid de Yorkshire. De certa forma, ele conseguiu. Em três anos, Don tirou o time da segunda divisão. A partir daí, criou uma consistência inabalável. Dois títulos na elite, quatro finais de FA Cup e três prêmios de Treinador do Ano até parecem pouco para a força dos pavões de 1961 a 1974.

Quem assistiu a The Damned United (Maldito Futebol Clube, que em breve será mais bem discutido nesta coluna) sabe que a rivalidade com seu sucessor Brian Clough, outro treinador histórico, expôs supostos métodos sujos de Revie. Não sabemos tanto quanto gostaríamos, mas os méritos da construção de uma família e de um conjunto espetacular em Leeds jamais podem ser tirados dele. O time de Hunter, Bremner e Giles vencia porque era bom demais, não porque batia.

Um bom exemplo de como a equipe era forte é um trecho de Leeds 5 x 1 Manchester United, em 1971-72. Os Red Devils de Best e Charlton (que aparece comentando o jogo com Norman Hunter) estavam a dois pontos do time de Revie, já perdiam por 3 a 1 e mal conseguiam passar do meio-campo em Elland Road:

O United é o único clube profissional de Leeds e monopoliza a paixão na cidade, ansiosa pelo retorno à elite de um time poderoso também nos anos 90 e no início dos 2000. Longe da Premier League desde 2004 e no quinto lugar da segunda divisão (portanto, na zona dos play-offs), os pavões estão se recuperando. O ótimo técnico Simon Grayson se inspira em Revie. “Deixou um legado fantástico e é o modelo para todos os seus sucessores”, avaliou.

Alguns jogadores estão no grupo há muito tempo. Howson (o melhor deles), Snodgrass e o argentino Becchio podem não ser os novos Hunter, Bremner e Giles, mas têm participado da reconstrução do clube desde o fracasso na terceira divisão. Grayson deu ao time um ethos que possibilitou resultados marcantes na FA Cup nas duas últimas temporadas. As finanças já não incomodam tanto, e o Leeds prepara o terreno para a volta. Se acontecer em 2011, será uma bela homenagem a Don Revie.

Classificação tranquila
O Chelsea 0 x 0 Copenhague entrou para a lista de jogos que não deveriam ter acontecido. A vantagem conquistada na Dinamarca foi o travesseiro de um Chelsea preguiçoso, que preservou Torres (?), Essien e Malouda durante a maior parte do encontro. Os Blues se juntam a Manchester United e Tottenham para o sorteio da próxima sexta-feira, que vai definir os confrontos das quartas-de-final da Champions League.

Bryan Robson
Depois de Eric Abidal, o ex-capitão do Manchester United e da Inglaterra Bryan Robson teve diagnosticado um câncer na garganta e já foi submetido a cirurgia. O Capitão Marvel, de 54 anos, é treinador da seleção tailandesa desde 2009. Quem o conhece garante que se trata de um homem forte – não só em campo. Força, Bryan!

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