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Arquivo da Categoria Listas

quarta-feira, 26 de dezembro de 2012 Listas | 19:56

50%

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Após um ótimo Boxing Day, a Premier League 2012-13 chegou à metade. Não foi exatamente a conclusão de um turno, pois a tabela não é organizada assim, mas o blog apresenta a seleção da primeira parte do campeonato:

Asmir Begovic, Stoke. O sistema defensivo do Stoke oferece segurança ao goleiro, mas Begovic também é parte fundamental da barreira que tem nove clean sheets e sofreu apenas 14 gols em 19 jogos. Ainda que não faça tantas defesas acrobáticas quanto Michel Vorm, do Swansea, o bósnio de 25 anos merece estar aqui pelas mesmas razões que convenceram Tony Pulis a barrar Thomas Sorensen há duas temporadas.

Pablo Zabaleta, Manchester City. A concorrência com Maicon obrigou Zabaleta a manter o ótimo nível do primeiro semestre de 2012. Definitivamente, não existe mais aquele lateral / volante confuso que trocou o Espanyol pelo Manchester City em 2008. O atual Zabaleta é firme na defesa e contribui ao ataque.

Ryan Shawcross, Stoke. Não à toa, Tony Pulis acaba de lhe oferecer um contrato de seis temporadas. O capitão é um dos principais responsáveis por tornar o Stoke um time tão irritante e duro de ser batido. Marouane Fellaini sabe.

Jan Vertonghen, Tottenham. Forçado a atuar na lateral esquerda em várias partidas por conta da ausência de Assou-Ekotto, o zagueiro belga (que ocupa a lateral também na seleção) não decepcionou em nenhum dos extremos do campo. Quando está em seu território predileto, o centro da defesa, Vertonghen garante segurança e excelência na saída de bola.

Leighton Baines, Everton. Da lateral esquerda vem um dos grandes trunfos ofensivos do Everton. Baines há muito tempo tem um grupo de admiradores, mas nesta temporada é quase unanimidade.

Alex Tettey, Norwich. Quem vai proteger a defesa desta seleção? Tettey, é claro. O volante norueguês (nascido em Gana) fez uma sequência brilhante no primeiro turno. Desde que ganhou a posição, na sétima rodada, o Norwich é outro time, incomparavelmente mais confiável. O ex-jogador do Rennes também sobe ao ataque com lucidez. É um projeto de Yaya Touré 11 centímetros mais baixo.

Luis Suárez, Liverpool. Para aparecer entre os melhores, Suárez precisava aprimorar apenas sua finalização. Dito e feito. Mesmo numa equipe que geralmente sofre muito para chegar ao gol, o uruguaio já marcou 11 vezes, número igual ao da temporada passada inteira.

Na roda-gigante da temporada, Mata está lá em cima

Juan Mata, Chelsea. Com sete gols e sete assistências, Mata é o melhor jogador do Chelsea na Premier League. Se no início da temporada alguém discutiu a titularidade dele, hoje não há contestação. O espanhol está em plena forma e associa a visão de Oscar à verticalidade de Hazard.

Michu, Swansea. O asturiano é versátil (originalmente meia ofensivo, atua também como centroavante no Swansea), um dos artilheiros da liga com 13 gols e foi contratado por £2 milhões. Ninguém é melhor em value for money.

Gareth Bale, Tottenham. O hat-trick contra o Aston Villa levou Bale a nove gols na temporada, marca respeitável para quem tem sido winger num 4-4-2 e perdeu três jogos por lesão. Se for mais consistente, o galês pode fazer pelo Tottenham o que Cristiano Ronaldo fazia pelo United, ainda que essa associação pareça absurda hoje.

Robin van Persie, Manchester United. Nenhuma surpresa. Van Persie reedita em Old Trafford as atuações do Emirates e já é o jogador mais importante do Manchester United.

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quinta-feira, 23 de agosto de 2012 Listas | 22:32

Artilheiros alternativos

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Michu marcou o primeiro gol da temporada, contra o QPR. Vem mais por aí

Meio-campistas foram responsáveis por 18 dos 33 gols marcados até agora na Premier League. Certamente, isso não é resultado apenas de uma tendência tática (a proliferação do 4-2-3-1, que facilita a aproximação dos meias), mas também da “vocação goleadora” de vários jogadores. Bem além de Frank Lampard e Steven Gerrard, que juntos têm mais de 200 gols na liga, a temporada 2012-13 apresenta outros meias que podem, por exemplo, ultrapassar a marca de dez gols neste campeonato. O blog separa cinco:

Michu, Swansea. A estreia do espanhol foi sensacional, com dois gols e uma assistência na goleada por 5 a 0 sobre o QPR. Na temporada passada, pelo Rayo Vallecano, foram 15 gols em La Liga. O reforço do Swansea é um trequartista canhoto, extremamente vertical e de finalização precisa. Se Michael Laudrup souber tirar o melhor dele (e tudo indica que sim), Michu deve marcar com frequência e ameaçar o centroavante Danny Graham na disputa pela artilharia do time.

Kevin Nolan, West Ham. Este já experimentou a sensação de marcar mais de dez vezes numa edição da Premier League. Em 2010-11, pelo Newcastle, 12 gols. Por todas as competições, nas últimas três temporadas, Nolan marcou 43. Logo na primeira rodada de 2012-13, o capitão dos Hammers decidiu a vitória sobre o Aston Villa. Não devem ser raros os gols de tap-in (quando se dá somente um toque na bola para completar a jogada). Nolan, muito oportunista, sempre se posiciona bem na área.

Gylfi Sigurdsson, Tottenham. O primeiro semestre, quando ele esteve emprestado ao Swansea, apresentou as credenciais do islandês, que somou sete gols em 18 partidas na Premier League. André Villas-Boas garantiu que “Gylfi continuará marcando gols” pelos Spurs. Em amistosos da pré-temporada, Sigurdsson marcou duas vezes. Ao menos por enquanto, a formação do time facilita a criação de oportunidades para ele, pois AVB ainda não implantou o 4-3-3 no Tottenham. No atual 4-2-3-1, Sigurdsson é o “10” (embora vista a camisa 22), com a obrigação de frequentar a área adversária.

Marouane Fellaini, Everton. Fellaini? Sim, ele mesmo. Na verdade, o número de gols do carismático belga depende mais de David Moyes do que de seus atributos. Como se adapta a qualquer posição central, o gigante do Everton pode eventualmente perder a liberdade que teve na estreia, contra o Manchester United, quando marcou o gol da vitória e fez uma partida espetacular. Caso seja mantido como meia ofensivo, ajudando Jelavic no ataque, Fellaini fará o papel que Cahill (vendido ao NY Red Bulls) executava há alguns anos, inclusive com vários gols de cabeça no pacote.

Eden Hazard, Chelsea. Em apenas dois jogos, considerando também os pênaltis sofridos, Hazard assistiu cinco dos seis gols do Chelsea no campeonato. Se o belga continuar assim, agressivo e imparável quando corta da esquerda para dentro, é natural que comece rapidamente a marcar seus próprios gols. Com o Lille, na Ligue 1 da temporada passada, foram 20 marcados e 15 assistidos. Hazard é um combo, com a criatividade de um espanhol e a capacidade de improviso de um brasileiro.

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quinta-feira, 19 de julho de 2012 Listas | 13:49

Cuidado, frágil

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As lesões venceram. Aos 31 anos, o ótimo zagueiro Ledley King, do Tottenham, anunciou sua aposentadoria. King tem dores crônicas no joelho que o impediam de treinar e, naturalmente, limitavam sua participação nos jogos. Apesar da desistência precoce de King, a Inglaterra costuma ser tolerante com vítimas constantes de contusões. O blog preparou uma seleção desses jogadores:

Chris Kirkland. É uma espécie de Marcos inglês, mas sem a santidade. Revelado pelo Liverpool, com longa passagem pelo Wigan (onde perdeu espaço para o hoje titular Ali Al-Habsi) e atualmente no Sheffield Wednesday, Kirkland nunca justificou o rótulo de “futuro número 1” da Inglaterra. Contusões em dedo, costas, clavícula e tornozelo o atrapalharam demais.

Woodgate e King: na saúde e, sobretudo, na doença

Kieron Dyer. Como já se aventurou na lateral direita, Dyer pode ser improvisado também em nossa lista. Ele é um exemplo para os jogadores propensos a lesões. Mesmo tendo atuado apenas 35 vezes nos últimos cinco anos – e sete minutos em 2011-12 –, convenceu o QPR a renovar seu contrato. Um mito.

Ledley King. Ao contrário da maior parte dos jogadores desta lista, King quase sempre manteve o alto nível de suas atuações. O problema é que elas se tornaram especialmente raras a partir de 2006. As 14 temporadas dedicadas ao Tottenham, seu único clube na carreira, não serão esquecidas pelos torcedores. Será embaixador dos Spurs.

Jonathan Woodgate. Depois de altos e baixos no Stoke City, o zagueiro retorna a Middlesbrough, onde nasceu e cresceu antes de profissionalizar-se no Leeds. A carreira dele é um autêntico desperdício. Contratado pelo Real Madrid em agosto de 2004, estreou em setembro de 2005. Sem dúvida, um dos piores estrangeiros da história dos Blancos.

Fábio Aurélio. O lateral brasileiro é daqueles que se lesionam logo nos primeiros minutos em atividade após um longo período afastado ou mesmo brincando na praia com a família. Quando conseguiu jogar com alguma regularidade no Liverpool, em 2008-09, foi muito bem. No Grêmio há menos de dois meses, nem sequer estreou e já está fora da temporada.

Darren Anderton. O ex-meia do Tottenham é bem mais conhecido pelas lesões do que pelo desempenho em campo. Pudera! Anderton, que até jogou 30 vezes pela seleção inglesa, teve repetidos problemas em hérnia de disco, virilha, tendão de Aquiles e joelho.

Owen Hargreaves. Talvez o maior expoente da lista. No Bayern e no primeiro ano pelo Manchester United, Hargreaves conseguiu ser importante. A partir de 2008, porém, foram raros os momentos em que esteve disponível. Até ao YouTube ele recorreu antes de persuadir o Manchester City a contratá-lo. Está novamente sem clube.

Ashton desistiu da carreira em dezembro de 2009

Michael Johnson. O nome de sprinter não salvou Johnson dos problemas físicos. Revelado e ainda sob contrato no Manchester City, o meia central de 24 anos provavelmente faria parte do elenco principal se não tivesse enfrentado tantas lesões. Em seis temporadas como profissional, a última delas emprestado ao Leicester, Johnson disputou apenas 54 partidas.

Tomas Rosicky. É o representante do Arsenal. Apesar de ter atuado regularmente no último semestre, o tcheco sempre carregará a imagem de quem teve sucessivas lesões em inúmeras tentativas de retorno e passou praticamente em branco entre 2008 e 2010.

Dean Ashton. Ashton era um centroavante razoável, potencialmente útil a times médios da Premier League. Lamentavelmente, teve de se aposentar aos 26 anos em função de uma contusão crônica no tornozelo esquerdo. Seu último clube foi o West Ham.

Michael Owen. Procure vídeos dele no YouTube. A diferença em relação a hoje é gritante. Owen era um fenômeno físico na juventude. O então muito rápido e frio atacante do Liverpool foi Bola de Ouro em 2001, mas destruiu sua carreira em 2004, quando se mudou para o Real Madrid e passou a frequentar departamentos médicos.

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terça-feira, 15 de maio de 2012 Listas, Premier League | 10:21

Best XI

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A seleção de 2011-12 do God Save the Ball

Seleção do campeonato, cada um tem a sua. Em boa parte dos casos, não há critérios objetivos para as escolhas. É por isso que o God Save the Ball monta seu próprio time ideal da Premier League 2011-12 para começar a repercutir a temporada:

Joe Hart, Manchester City. Não houve goleiro mais confiável. Os holandeses Michel Vorm e Tim Krul foram rivais à altura, mas não a ponto de lhe tomarem a vaga na seleção. Aos 25 anos, Hart mostra que Roberto Mancini estava certo quando o transformou em titular em detrimento de Shay Given, há duas temporadas.

Micah Richards, Manchester City. Richards jogou apenas 28 vezes (23 como titular) e, atrapalhado por uma série de lesões, terminou a temporada na reserva de Pablo Zabaleta. Mesmo assim, a carência de bons laterais-direitos e seu desempenho no primeiro turno o colocam na seleção. Foram seis assistências, um gol e bastante energia a serviço dos campeões.

Vincent Kompany, Manchester City. Um dos nomes mais óbvios do time ideal, Kompany é o novo Nemanja Vidic do futebol inglês. Quase ninguém contesta seu status de melhor defensor do país.

Ashley Williams, Swansea. Após duas temporadas consecutivas na seleção da segunda divisão, o galês justifica sua presença entre os melhores da primeira – pelo menos para esta coluna. O Swansea somou 14 clean sheets ao todo e sofreu apenas 18 gols em casa, menos de um por partida. Williams liderou a defesa e tem tudo a ver com isso. Seu treinador, Brendan Rodgers, acredita que ele tem credenciais para atuar num clube maior, mas admitiu que não pretende perdê-lo.

Leighton Baines, Everton. Com seu visual pop star dos anos 70, o lateral da seleção inglesa fez outra temporada sólida e se manteve como uma das principais armas ofensivas do time, subindo pelo flanco esquerdo ou em bolas paradas. Baines é especulado no Manchester United.

Yaya Touré, Manchester City. O marfinense joga em todas as posições centrais do meio-campo, marcou pelo menos quatro gols fundamentais e, quando a temporada do City assumia contornos trágicos, foi ele quem chamou a responsabilidade. O melhor jogador do time campeão tem de estar na seleção da liga.

Yohan Cabaye, Newcastle. O meia da seleção francesa foi o craque do Newcastle na temporada. Sim, superior a Demba Ba e Papiss Cissé. Contratado por apenas £4.3 milhões, ele substituiu Kevin Nolan, vendido ao West Ham, numa manobra que nem todo mundo entendeu. Afinal, Nolan era uma das principais figuras do time. Mas Cabaye provou ser bem melhor, marcou, organizou e acumulou atuações memoráveis, como a da vitória do Newcastle sobre o Manchester United por 3 a 0.

David Silva, Manchester City. O líder de assistências na liga, com 14, foi o craque do primeiro turno. Silva normalmente exerceu um papel duplo, de criação de jogadas e recomposição para marcar um dos laterais adversários, como fazia Juan Mata com André Villas-Boas no Chelsea. Seu nível caiu demais entre janeiro e abril, quando era substituído com freqüência, mas a relevância dele para o título é incontestável.

Wayne Rooney, Manchester United. Foi tão bem quanto em 2009-10, com a vantagem de que não perdeu ritmo na reta final. Seus 27 gols na Premier League foram o impulso que quase levou o United a outro título nacional, mesmo numa temporada decepcionante para o clube de maneira geral. Mas Rooney precisa de companhia mais consistente no ataque.

Clint Dempsey, Fulham. O meia-atacante texano fez sua melhor temporada na Inglaterra e tornou-se o primeiro norte-americano a marcar 50 gols na Premier League. Além de sempre jogar bem, Dempsey comprova sua eficiência através dos números: com 17 gols e seis assistências, ele participou diretamente de 48% dos gols do Fulham. Nesse quesito, perde apenas para Robin van Persie.

Robin van Persie, Arsenal. Sim, com incríveis 30 gols e nove assistências, van Persie apareceu em 53% dos gols do Arsenal. Ninguém na Inglaterra foi tão importante para um time quanto o holandês para os Gunners. A seu capitão, Arsène Wenger deve a vaga direta na Champions League e mais uma temporada acima do Tottenham. Apesar da queda nas últimas partidas, craque do campeonato.

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quarta-feira, 7 de março de 2012 Listas | 20:39

Linsanity

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O New York Knicks, da NBA, melhorou seu rendimento porque encontrou no ex-reserva Jeremy Lin as respostas para sua falta de inspiração. Lin, que há algumas semanas liderou os Knicks em sete vitórias consecutivas, foi uma solução caseira e improvável. A Premier League segue o exemplo e também tem seus heróis alternativos, responsáveis principais pelo sucesso recente de suas equipes:

Pavel Pogrebnyak no Fulham. O atacante em má fase na Bundesliga que o Fulham queria era Lucas Barrios, do Dortmund, porém não houve acordo. Pogrebnyak, então, emergiu como substituto de última hora para Bobby Zamora, brigado com Martin Jol e negociado com o QPR. Mal no Stuttgart, o russo fechou contrato por seis meses e já tem incríveis cinco gols em três jogos pelo Fulham. Está certo que a chegada dele coincidiu com o melhor momento coletivo dos Cottagers, mas o impacto do novo atacante foi fundamental para os 100% de aproveitamento nas últimas três rodadas e o atual oitavo lugar.

Gylfi Sigurdsson, nome de craque

Gylfi Sigurdsson no Swansea. Sigurdsson é um meia magrelo e islandês, ou seja, o estereótipo perfeito para alguém sentenciar que ele “não joga nada”. Gylfi arrebentou nos tempos de Reading e começou muito bem na Alemanha pelo Hoffenheim. Como estava mal em 2011-12, era a contratação óbvia para qualquer time médio da Inglaterra. O Swansea foi mais esperto, garantiu o empréstimo em janeiro e já lucrou três golaços e três assistências nos sete jogos dele, que virou o complemento perfeito para Joe Allen, Scott Sinclair e Nathan Dyer no meio-campo dos cisnes. É a prova definitiva de que a Islândia vai além de Gudjohnsen e do vulcão Eyjafjallajoekull.

James McClean no Sunderland. Ele já foi analisado por aqui.

Peter Odemwingie no West Brom. Odemwingie, de quem ninguém esperava muito antes da temporada passada, é uma das contratações mais sagazes da história da Premier League, um achado por 1 milhão de libras. Em 2011-12, porém, ele havia desaparecido e virado até coadjuvante de Shane Long nas primeiras rodadas. O desempenho no ano de estreia parecia um ponto fora da curva, mas ele reagiu recentemente com cinco gols nos últimos três jogos. Tem tudo a ver com a melhora do WBA, que chegou à primeira metade da tabela.

Alex Chamberlain no Arsenal. Deu certo antes do previsto e se converteu numa promessa e tanto para o futebol inglês. Ontem, fora de posição, foi a novidade que permitiu ao Arsenal quase eliminar um Milan que parecia estar vários níveis acima. Depois do caminhão de gols de van Persie, Chamberlain é a melhor historia dos Gunners na temporada. Cabe a Arsène Wenger dar espaço para ele continuar evoluindo e utilizá-lo com frequência entre os titulares.

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sexta-feira, 27 de janeiro de 2012 Listas, Mercado | 18:03

Gossip

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Hleb no Birmingham: departamento médico, chiadeira e rebaixamento

Gossip, do português fofoca. Até o site da BBC, paladino da seriedade no sempre efervescente webjornalismo inglês, criou uma seção com esse nome para publicar rumores do mercado de transferências de janeiro. Como faltam apenas quatro dias para o fechamento da janela, as especulações se multiplicam, e os clubes, quando desesperados, tendem a fazer besteira. O blog tratou de filtrar os boatos mais divertidos:

Alexander (ou Aliaksandr) Hleb no Liverpool. Hã? Isso é sério? Hleb foi ótimo na primeira passagem pelo Stuttgart, razoável no Arsenal, mal no Barcelona e péssimo no Birmingham. Assolado por contusões e de carreira em queda livre nos últimos três anos, o inteligente meia bielorrusso não parece ter muito a oferecer ao Liverpool, especialmente considerando o que ele não fez em sua aventura inglesa mais recente, há um ano. Alex McLeish, que treinou a fera no St. Andrew’s, sabe bem do que estamos falando.

Edinson Cavani no Liverpool. Seria excelente para o time, que reuniria Suárez e Cavani, uruguaios nascidos em Salto, numa combinação explosiva e entrosada. Mas, honestamente, é bem improvável. Por que Cavani, santificado no Napoli, deixaria o San Paolo no meio de uma temporada tão importante para o clube? E, ainda, por que iria ao Liverpool, em fase de reconstrução, diante de um mercado jogado a seus pés? David Teixeira é o uruguaio mais perto de Anfield.

Kevin Davies no Sunderland. Um novo treinador assume, o time marca 16 pontos em oito jogos, e aí aparece esse anticlímax. É claro que o Sunderland tem graves deficiências ofensivas e que, para agravá-las, Bendtner vai perder várias semanas, mas Kevin Davies? O histórico atacante do Bolton, que estreou na seleção inglesa com 33 anos e 200 dias, está em péssima temporada e na reserva de – que rufem os tambores – David N’Gog.

Michael Owen no Brighton & Hove Albion. O uruguaio Gus Poyet (lembra-se dele?), treinador do Brighton, gosta mesmo de uma contratação alternativa. Em agosto, foi Vicente Rodríguez, aquele que fez muito sucesso no Valencia no início dos anos 2000. Agora, seria Owen. Para jogar regularmente, o atacante do Manchester United não precisa se rebaixar à segunda divisão. O problema de Owen, todo mundo sabe, é outro.

Chelsea não vai pagar £83 milhões por Hulk. Jura? Quem inventou essa história? O Chelsea tem um titular que executa muito bem as mesmas tarefas de Hulk: Daniel Sturridge. E, mesmo que não tivesse, a cláusula de rescisão do portista é daquelas que são feitas para ninguém pagar. Não custa recordar que Cristiano Ronaldo foi vendido ao Real Madrid por £80 milhões. Ex-técnico do brasileiro, André Villas-Boas ainda tem pendências mais urgentes para resolver.

Antes do deadline day, quando negócios absurdos, sagazes e previsíveis serão fechados, estaremos de olho no fim de semana de FA Cup.

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terça-feira, 17 de janeiro de 2012 Listas | 16:41

O Brasil que dá errado

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Jardel celebra em Anfield. Ao fundo, El-Hadji Diouf, outro flop

O atacante Henrique, do São Paulo, está a caminho do Queens Park Rangers por empréstimo. O clube londrino provavelmente se encantou (ou se iludiu, como queira) com o desempenho do brasileiro na Copa do Mundo sub-20 do ano passado, pois a promessa passou longe de agradar no Tricolor. Para quem precisa de respostas imediatas para escapar do rebaixamento, é um risco considerável. Torcendo para que Henrique não entre na lista, a coluna relembra sete flops brasileiros na Inglaterra:

7) Jardel. Comparar o Jardel de Portugal ao Jardel do Bolton é um dos exercícios mais assustadores que o fã de futebol pode fazer. O atacante cearense chegou ao Reebok Stadium ainda com 30 anos, mas os problemas físicos e pessoais o afastaram das redes. Apesar de ter passado em branco na Premier League (foram sete jogos, todos começando no banco), o ex-artilheiro marcou um gol em Anfield na Copa da Liga.

6) Gilberto. Em White Hart Lane, Gilberto descobriu de vez que não era mais lateral-esquerdo. O irmão mais novo de Nélio foi pouco aproveitado por Juande Ramos, seu “mentor” no Tottenham, e depois por Harry Redknapp. Curiosamente, apareceu na Copa de 2010, um ano após deixar os Spurs.

5) Afonso Alves. You are my Alves, Afonso Alves. You make me happy when skies are gray. Assim cantavam os torcedores do Middlesbrough para Afonso Alves, que rapidamente perdeu popularidade e passou sem brilho pelo Riverside. O primeiro semestre foi bom, com direito a cinco gols em dois jogos contra os clubes de Manchester. Mas a temporada seguinte foi terrível, culminando no rebaixamento do Boro e em sua transferência para o catariano Al-Sadd. O clube inglês teve prejuízo de £5 milhões e de um ano e meio de paciência.

4) Roque Júnior. Não há nada que simbolize melhor a queda do Leeds United do que a passagem do zagueiro brasileiro pelo Elland Road. Emprestado pelo Milan, Roque protagonizou em 2003-04 um filme de terror, que incluiu expulsão na estreia, 24 gols sofridos nos sete jogos que ele disputou pelo clube e rebaixamento no fim da temporada.

"Um dos dois será sucesso absoluto", Ferguson deve ter pensado

3) Branco. Novamente, o Middlesbrough, clube do melhor brasileiro da história do futebol inglês, Juninho Paulista, mas também de alguns dos piores. Da mesma forma que vários conterrâneos, o lateral-esquerdo foi contratado na esteira do sucesso na seleção brasileira. Sem físico para suportar o ritmo na Inglaterra, o campeão mundial de 1994 atuou apenas nove vezes na Premier League.

2) Kléberson. Assim como Roque Júnior e Branco, um campeão mundial. Contudo, ao contrário de seus compatriotas, Kléberson não apresentava nenhum indício de carreira em declínio, o que intensifica a sensação de fracasso em Old Trafford. Contratado para substituir Juan Verón, outro flop, o meia paranaense fez ainda pior antes de trocar o Manchester United pelo Besiktas com apenas dois anos de casa.

1) Robinho. Não foi o pior brasileiro na Inglaterra, mas, convenhamos, os £32 milhões investidos e o gordo salário fazem de Robinho a maior decepção. A temporada de estreia no Manchester City foi até razoável, com 15 gols. O problema é que, quando precisou lutar por espaço, o atacante adotou uma postura desinteressada até que conseguisse retornar à Vila Belmiro por empréstimo. No Milan, mostra uma maturidade e um senso coletivo que o teriam ajudado demais em Manchester.

Fantasy
Time mais consistente da liga God Save the Ball, o Corinthian-Casuals (Carlos Pinheiro) manteve a liderança na última rodada. Confira a classificação.

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quarta-feira, 28 de dezembro de 2011 Listas | 15:22

Tributo a Speed

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A defesa do Norwich sabia que, se ele pudesse correr, seria impossível pará-lo

Ironicamente, a morte de Gary Speed aconteceu no ano em que ele se consolidou como técnico. O progresso de sua seleção foi quantificado pelo ranking da FIFA, no qual o País de Gales subiu incríveis 65 posições, da 113ª para a 48ª, durante 2011. Um dos reflexos dessa evolução está na Premier League, que tem sido particularmente positiva para os jogadores galeses.

Speed ficaria orgulhoso se pudesse assistir, por exemplo, às atuações de ontem de Gareth Bale e Wayne Hennessey. Sem precisar mencionar Ryan Giggs ou mesmo o pioneirismo do Swansea na Premier League, a coluna separa cinco destaques galeses desta temporada:

5) Aaron Ramsey. O drama pela perna fraturada há duas temporadas não resistiu ao futebol do garoto. A saída de Fàbregas lhe abriu espaço no meio-campo do Arsenal, onde se estabilizou e pode permanecer mesmo após o retorno de Wilshere. Para isso, disputa posição com Arteta. O tempo é aliado do galês, que ainda precisa evoluir e ser mais consistente.

4) Wayne Hennessey. Na temporada passada, Hennessey era a primeira opção de Mick McCarthy mesmo com dois goleiros experientes na reserva do Wolverhampton: Hahnemann e o brasileiro Adriano Basso. Titular da seleção galesa desde 2007, o arqueiro de 24 anos falha eventualmente, mas é capaz de trancar o gol quando inspirado. Na tarde de ontem, frustrou o Arsenal de van Persie.

3) Craig Bellamy. Uma temporada relativamente discreta no Cardiff o afastou das manchetes, mas, no fim do mercado, havia meia dúzia de bons times da elite interessada nele. Não é difícil saber por quê. Cedido gratuitamente pelo Manchester City, Bellamy é comprometido, joga em três posições e, quando ganha uma chance de Kenny Dalglish, costuma ser muito útil para o Liverpool.

2) Ashley Williams. Após figurar nas duas últimas seleções da segunda divisão, ele tinha um desafio ingrato: destacar-se também na Premier League. Williams não se intimida e lidera a aplicada defesa do Swansea, que sofreu apenas três gols nas nove partidas disputadas em casa, menos do que os outros 19 times da liga.

1) Gareth Bale. Ele voltou a ser aquele jogador que destruiu a defesa da Internazionale há um ano. Talvez seja até melhor, pois não se limita à ala esquerda e decide jogos também pelo centro. Ontem, por exemplo, a defesa do Norwich sentiu o drama (e a velocidade). O maior talento galês foi chamado de “imparável” por Harry Redknapp. Com sete gols e cinco assistências no campeonato, é a peça mais importante do Tottenham ao lado de Modric.

Fantasy
Jayspurs (Jayme Perandin) administra bem a maratona de fim de ano e lidera a liga God Save the Ball. Confira a classificação.

Seleção da rodada
Wayne Hennessey (Wolves); Danny Simpson (Newcastle), Roger Johnson (Wolves), Jonas Olsson (WBA), Patrice Evra (Man Utd); Antonio Valencia (Man Utd), Luka Modric (Tottenham), Park Ji-Sung (Man Utd), Gareth Bale (Tottenham); Juan Mata (Chelsea); Dimitar Berbatov (Man Utd)

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terça-feira, 14 de junho de 2011 Listas, Review | 17:56

A temporada: As piores contratações

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Contagioso: no Wolfsburg, Steve McClaren transmite seu espírito vencedor a Dzeko

Após as melhores contratações, fique com a lista dos piores negócios da temporada inglesa:

7) Edin Dzeko, do Wolfsburg para o Manchester City por £27 milhões em janeiro. A ideia foi perfeita. Dzeko era bom demais para brigar contra o rebaixamento na Bundesliga, e o City precisava de complemento e alternativa a Tevez. Só que ele não jogou nada. Foram seis gols por todas as competições, mas apenas dois em 15 jogos na Premier League. Será mais cobrado em 2011-12. Ocupa o lugar que seria de Balotelli.

6) Aliaksandr Hleb, do Barcelona para o Birmingham por empréstimo. O bielorrusso era o cara a oferecer fantasia a um time ajustado, de padrão bem definido, porém muito previsível. Com a piora do Birmingham em relação à temporada passada, o ex-meia do Arsenal preferiu se esconder e argumentar que “o estilo de jogo não o favorecia” a assumir responsabilidade. Um pouco por conta de lesões, nem titular absoluto foi. É símbolo do rebaixamento.

5) Mauro Boselli, do Estudiantes para o Wigan por £6,5 milhões. A política do clube de contratar latino-americanos dá certo: Figueroa, Palacios, Valencia e Rodallega são os melhores exemplos. No entanto, o argentino, artilheiro e campeão da Libertadores pelo Estudiantes em 2009, foi um autêntico flop. Marcou só contra o Swansea, pela Carling Cup. Na Premier League, passou em branco e perdeu até pênalti, defendido por Rob Green. Foi emprestado ao Genoa em janeiro.

4) Stephen Ireland, do Manchester City para o Aston Villa. A transferência de Milner não foi um grande negócio, mas até que, para se livrar de Ireland, ela serviu. O irlandês foi o melhor jogador do Manchester City em 2008-09. Depois, a carreira desandou. O desinteresse à Balotelli não estimulou Gérard Houllier, que não confiou nele nem quando o Villa passou por uma crise terrível de lesões na meia central. O empréstimo ao Newcastle fez Ireland criar notável intimidade com os médicos de lá.

3) Bébé, do Vitória de Guimarães para o Manchester United por £7 milhões. A ascensão do português, um dia sem-teto, é bem legal: de torneios de rua a Old Trafford. O futebol na temporada de estreia é que foi fraco. Bébé até marcou um gol na Champions, contra o Bursaspor, mas não chegou a justificar a aposta. Ferguson, que nunca o tinha visto jogar, foi apresentado a um winger atrapalhado e tímido até diante do Crawley Town, da quinta divisão, pela FA Cup.

Sem traquejo: Fernando Torres e Bébé

2) A turma do Liverpool. Tem de ser assim, coletivo. Individualizados, eles dominariam a lista. Paul Konchesky (Fulham, £3,5 milhões), Christian Poulsen (Juventus, £4,5 milhões), Milan Jovanovic (última herança de Benítez, livre do Standard Liège) e Joe Cole (livre do Chelsea) chegaram para jogar e fracassaram. Konchesky até foi titular na primeira parte da temporada, o que só expôs o erro. O lateral foi emprestado ao Nottingham Forest.

1) Fernando Torres, do Liverpool para o Chelsea por £50 milhões em janeiro. Três temporadas prolíficas em Anfield, mercado interno e desespero dos Blues inflacionaram o preço do espanhol. A contratação era discutível, mas a má fase dos atacantes em Bridge fez muita gente interpretá-la como um passo tardio de reconstrução, que também teve a chegada de David Luiz. O problema é que um Torres travado viveu o pior semestre de sua carreira e fez um negócio aceitável parecer totalmente bizarro. Foram 18 jogos e um gol. Não tem jeito: o Chelsea tem de manter a aposta.

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sexta-feira, 10 de junho de 2011 Listas, Review | 10:16

A temporada: As melhores contratações

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Em sua versão "amigo da onça", Tioté tira Elano da Copa do Mundo

Na continuação do review da temporada, o blog fala dos sete grandes negócios de 2010-11 na Premier League. Discorde à vontade:

7) Raul Meireles, do Porto para o Liverpool por £11,5 milhões. Incorretamente rotulado de “substituto de Mascherano”, o meia se revelou uma boa opção ofensiva. Era tímido e subutilizado por Hodgson, mas, com Dalglish, foi adiantado e chegou a marcar cinco gols numa sequência de seis jogos. Na reta final, ainda supriu a carência do Liverpool pelos lados do meio-campo. Tem lugar no processo de reconstrução do clube.

6) David Luiz, do Benfica para o Chelsea por £21 milhões em janeiro. O melhor de 2009-10 em Portugal foi uma ótima jogada dos Blues. O zagueiro brasileiro fez 24 anos há pouco, já é titular absoluto e será o líder natural da defesa pós-Terry. Só precisa conciliar sua contribuição ofensiva com mais prudência e concentração lá atrás. Tem todos os fundamentos para isso.

5) Cheik Tioté, do Twente para o Newcastle por £3,5 milhões. Campeão holandês no time de Steve McClaren, o marfinense foi o ponto de equilíbrio no meio-campo dos Magpies. Tioté deu mais liberdade a Nolan e deixou Barton jogar à vontade, aberto pela direita. Proclamado como o “Essien do Newcastle”, o volante chamou a atenção de gigantes europeus, mas, já em fevereiro, renovou por seis anos. Foi o algoz de Elano na Copa.

4) Rafael van der Vaart, do Real Madrid para o Tottenham por £8 milhões. Uma negociação que levaria o holandês ao Bayern por £18 milhões fracassou a um dia do fechamento do mercado, disse Harry Redknapp e desmentiu o Real Madrid. Van der Vaart caiu na metade final da temporada, mas seus 13 gols e nove assistências na liga deixam claro que os Spurs acertaram em cheio. No suporte a atacante único, foi uma das peças-chave do time em 2010-11.

Com foco e vontade impressionantes, Suárez é um dos jogadores mais competitivos da liga

3) Luis Suárez, do Ajax para o Liverpool por £23 milhões em janeiro. É difícil falar em barganha por esse preço, mas o uruguaio já provou, em quatro meses, que poderia ter custado bem mais: um atacante extremamente habilidoso, incansável e que não guarda posição. Os quatro gols e cinco assistências não representam bem o tamanho da contribuição dele para a ressurreição do Liverpool, que fica com um jogador fantástico de 24 anos.

2) Peter Odemwingie, do Lokomotiv Moscou para o West Brom por £1 milhão. A carreira desse nigeriano nascido na União Soviética não andava legal. Apesar do papel importante na seleção da Nigéria, seu rendimento na Rússia havia caído bastante. Por um preço irrisório, o WBA ganhou seu melhor jogador: 15 gols como atacante isolado (não é sua posição natural) de Di Matteo e Hodgson e dois prêmios de Jogador do Mês na Premier League.

1) Javier Hernández, do Chivas para o Manchester United por £8 milhões. Show de captura, sobretudo por ter sido antes da Copa do Mundo. Os elementos que o fazem revelação servem também para explicar por que ele é a contratação do ano na Inglaterra.

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