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sábado, 15 de outubro de 2011 Liverpool, Man Utd | 13:31

Cinco lições de Anfield

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Acionista do Liverpool, LeBron James debutou em Anfield

Dominante no segundo tempo, o Liverpool merecia mais do que o empate por 1 a 1 com o Manchester United, que quebra uma sequência desfavorável na casa do rival. Veja as cinco lições que tiramos do maior clássico da Inglaterra:

O Liverpool preocupa Ferguson. Não exclusivamente pelo investimento no verão, mas também pelas três vitórias consecutivas que havia conseguido contra o United em Anfield. Nos 3 a 1 da temporada passada, Ferguson escalou, do meio para frente, Nani, Carrick, Scholes, Giggs, Rooney e Berbatov numa ousada formação com os zagueiros reservas (à época, Brown e Smalling).

Desta vez, os escolhidos foram Park, Jones, Fletcher, Giggs, Young e Welbeck, com um meio-campo povoado e Nani e Rooney no banco. Ferguson preferiu preservar o atacante, em fase turbulenta, e dar espaço a Welbeck. Mas a presença do português no banco pareceu uma escolha livre de fatores extracampo, apenas para que Park lutasse contra José Enrique e Downing. O técnico acertou.

Phil Jones é, de fato, opção para o meio-campo. Na final da Champions, um dos argumentos para o passeio do Barcelona sobre o United foi a ausência de um volante entre as linhas, que minimizaria a participação de Messi. A questão é que esse jogador inexistia no elenco. Agora ele existe. Habituado ao meio-campo no Blackburn e adaptado à lateral direita por Ferguson, o zagueiro Phil Jones pode exercer várias funções. Desde que chegou a Old Trafford, foi a primeira vez dele no meio. Em grandes jogos, pode virar rotina.

Lucas ainda está sujeito a recaídas. Sem confiança, impreciso nos passes e meio perdido no centro do campo, o brasileiro esteve muito perto de deixar o Liverpool após três temporadas fracas. No entanto, a recuperação foi fantástica a ponto de ele ser eleito o melhor jogador do clube em 2010-11. Hoje, talvez cansado pela parada internacional (não enfrentou a Costa Rica, mas foi titular contra o México), Lucas lembrou sua má e velha versão, flertou com a expulsão e foi substituído por Henderson no começo do segundo tempo.

Anfield não é fácil. Na verdade, não é exatamente uma lição de hoje. De qualquer forma, os minutos finais chamaram atenção pela inoperância do United, que foi capaz de buscar o resultado, mas, mesmo programado para atacar, foi também muito pressionado pelo Liverpool após o empate. Como escreveu Michael Owen no Twitter, poucos times vão vencer em Anfield na temporada. Talvez nenhum.

Outro fator interessante foi a condução dessa pressão pelo Liverpool, que, sem alterações no fim, prescindiu de Bellamy (poderia ter substituído Downing para oferecer mais velocidade) e Carroll (mesmo sem muito moral, teria sido uma referência importante na vaga de Kuyt). O registro positivo foi a participação de Henderson, que, posicionado bem à frente de onde rende mais, quase decidiu o jogo e ganhou confiança. O United celebra a atuação impecável do não mais questionado De Gea.

Gerrard pode acertar até quando erra. O impacto do retorno dele é enorme. Não foi a melhor das atuações do capitão, titular pela primeira vez na temporada, porém o poder de influência continua grande, próximo do ataque ou, como na parte final do jogo, mais dedicado à marcação. O gol de falta parecia milimetricamente genial com a falha de Giggs, que ofereceu o espaço de que a bola precisava, mas o próprio Gerrard admitiu: “tentei bater por cima da barreira”.

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domingo, 2 de outubro de 2011 Chelsea, Fulham, Liverpool, Man City | 22:25

Para lavar a alma

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Elogiá-lo é um perigo, mas Balotelli tem sido um "role model" perto de Tevez

Na sétima rodada da Premier League, eles sacudiram a poeira e deram a volta por cima. É precipitado falar em recuperação definitiva, mas um grupo de jogadores criticados não esquecerá tão cedo este fim de semana:

Andy Carroll, Liverpool. Ainda que o big fella, como diria Dalglish, não tenha sido brilhante no dérbi de Merseyside, o sábado foi bem produtivo para ele. Afinal, o centroavante precisava até mais do que o Liverpool daquele gol aos 71 minutos. Carroll foi irrepreensível contra o Wolverhampton na semana passada, mas ninguém deu bola. Marcar no Everton – e pela primeira vez na liga – significou muito para o, segundo Capello, jovem de vida desregrada.

Mario Balotelli, Manchester City. Para quem manteve Tevez e contratou Agüero, o City precisa demais de Balotelli. De repente, o problemático atacante, que começou a temporada irritando Mancini e como quarta opção ofensiva, ganha um novo status e (é isto mesmo) vira expoente de bom comportamento perto de alguns de seus companheiros. A titularidade, o gol e a boa atuação contra o Blackburn se somam à participação decisiva diante do Everton há uma semana, quando ele veio do banco. A corrida por um lugar no time com o também rebelde Dzeko se equilibrou.

Frank Lampard, Chelsea. Tudo bem que o adversário era um Bolton desfalcado, irresponsável na defesa e fraco em sua essência – Paul Robinson na lateral é dose para leão. Mesmo assim, o hat-trick de Lampard é o maior sinal de que ele pode se recuperar. Após entrar na rotação de Villas-Boas e passar boa parte do tempo no banco, o meia de 33 anos marca em dois jogos seguidos, resgata seu poder de chegada à área e mostra que está vivo. Por dispensá-lo em algumas ocasiões, o Chelsea tem reduzido a dependência dele. É aí que Lamps pode fazer diferença nos momentos certos.

Andy Johnson, Fulham. Depois de quatro temporadas fracas, ele está de volta. Recordista em gols de pênalti em uma só edição da Premier League (oito em 2004-05, pelo Crystal Palace), Johnson agora é o primeiro jogador do Fulham a marcar um hat-trick no campeonato remodelado. E foi logo nos expressivos 6 a 0 sobre o arquirrival QPR, a primeira vitória dos Cottagers na liga. Se ele continuar assim, Martin Jol não tem do que se queixar: ganha concorrência no ataque para acordar Bryan Ruiz e um goleador além de Zamora. O carequinha tem feito bom trabalho também na Liga Europa.

Seleção da rodada
Tim Krul (Newcastle); Kyle Walker (Tottenham), Ashley Williams (Swansea), Phil Jones (Man Utd), José Enrique (Liverpool); Lucas Leiva (Liverpool), Samir Nasri (Man City), Frank Lampard (Chelsea); Daniel Sturridge (Chelsea), Andy Johnson (Fulham), Gabriel Agbonlahor (Aston Villa)

Fantasy
Após quatro rodadas, a liga God Save the Ball tem novo líder: o Corinthian Casuals (Carlos Pinheiro). Veja a classificação atualizada.

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domingo, 25 de setembro de 2011 Liverpool | 23:33

Providencial

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Finalmente, o terno volta ao guarda-roupa

A nota da sexta rodada da Premier League, que será concluída amanhã com Norwich-Sunderland, é o retorno de Steven Gerrard ao Liverpool. O capitão já havia atuado no sexto final da partida contra o Brighton pela Carling Cup, mas só voltou ontem a disputar um compromisso de liga após seis meses curando a virilha. A participação dele na vitória por 2 a 1 sobre o Wolverhampton, de apenas dez minutos, foi restrita. Importante é o que ela representa para o futuro.

Depois de seu primeiro verão com Kenny Dalglish e o Fenway Sports Group no comando, o Liverpool teve um início derrapante na Premier League. A oscilação que foi do ótimo futebol apresentado diante do Bolton à melancólica derrota para o Tottenham expõe a imaturidade de um time que ganhou cinco titulares desde janeiro. Com dez pontos em seis jogos e dois clássicos na sequência, Dalglish certamente celebra o retorno bem-sucedido de Gerrard.

Aliás, celebra e bate no peito. Provavelmente pensando em Everton (fora) e Manchester United (casa), confrontos das próximas rodadas, o técnico administrou uma tentação que existia desde a visita ao Stoke em 10 de setembro, data prevista para a volta havia muito tempo. Pacientemente, segurou, ofereceu meia hora de futebol ao capitão durante a última semana e, sem riscos, esboça a presença dele nos clássicos, cruciais para o moral e a classificação.

Gerrard não é mera liderança. Aos 31 anos, ele ainda tem o arranque, o chute e a visão de jogo que o transformaram no meio-campista mais completo da liga. Sim, os minutos contra os Wolves contrariaram os céticos. No time que iniciou a temporada, apenas Charlie Adam pensa e muita gente corre. Gerrard faz os dois serviços. Ele deve substituir um ainda inseguro Henderson, desenvolver ótima combinação com Suárez e dar identidade a esse novo Liverpool, que começa a responder nas próximas semanas o que pretende em 2011-12.

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quinta-feira, 8 de setembro de 2011 Inglaterra, Liverpool | 13:55

Lei seca à italiana

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Flagra! Carroll também não faz questão de esconder

Se Fabio Capello fosse psicólogo, você marcaria uma consulta com ele? Olha, não deveria. O italiano pode até ser um bom conselheiro, mas desconcerta o paciente ao expor a conversa para todo mundo. Pela segunda vez em seis meses, o treinador da Inglaterra tornou público o suposto problema do atacante Andy Carroll, do Liverpool, com o consumo excessivo de álcool. Kenny Dalglish, seu técnico no clube, rebateu o italiano hoje, deixando claro que não reprova o estilo de vida do centroavante. Nos compromissos recentes da seleção, Carroll não ficou sequer no banco contra a Bulgária e entrou nos minutos finais diante do País de Gales.

Carroll tem 22 anos. Há três, estava emprestado ao Preston North End. Há dois, ganhava um lugar no time titular do Newcastle, rebaixado à segunda divisão. Há um, começava a impressionar a Premier League. Em janeiro, o Liverpool pagou £35 milhões por ele. O que exatamente o clube comprava? Sim, um substituto direto para Fernando Torres (Luis Suárez havia chegado para jogar ao lado do espanhol) e um atacante de 11 gols e seis assistências em um turno. Mas, acima de tudo, comprava um potencial.

O primeiro semestre em Anfield foi difícil. Enquanto o parceiro uruguaio se tornava o principal nome do elenco, Carroll sofria com um joelho baleado e a obrigação de dar respostas imediatas. Boa atuação, mesmo, só na vitória por 3 a 0 sobre o Manchester City, quando ele marcou dois gols, por enquanto os únicos pelo clube na liga. Naquele tempo, viu Capello expor pela primeira vez sua suposta bebedeira, a imprensa cobrar o retorno imediato dos £35 milhões e a pressão só afrouxar por conta do pífio início de Torres no Chelsea.

Agora é diferente, Carroll está fisicamente bem na avaliação de Dalglish. Marcou três gols na pré-temporada, um contra o Exeter City pela Carling Cup e iniciou dois jogos de liga. Foi reserva diante do Bolton aparentemente em função de um rodízio que o Liverpool enfim pode fazer. É cedo demais para avaliar sua temporada e ainda mais para anunciar que o clube errou ao contratá-lo ou que ele nunca será titular da seleção (tem um gol em três jogos pela Inglaterra).

Carroll, reiterando, é mais futuro do que presente. É a hora de receber dicas de profissionais experientes. Mas passar isso ao domínio público, de forma que seu comportamento (que nem é comprovadamente inadequado) vire o carro-chefe de cadernos de Esportes, só vai sobrevalorizar a pressão sobre um jovem inflacionado pelo mercado interno e que ainda deve dar certo. O jogo do sábado, contra o Stoke, é uma boa chance para começar a responder. Sem pressa ou rótulo. Menos a Capello e mais a Dalglish, que certamente sabe dar um conselho sem espetacularizá-lo.

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sábado, 13 de agosto de 2011 Liverpool, O jogo do dia, Sunderland | 20:30

O jogo do sábado: Liverpool 1 x 1 Sunderland

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Downing é o único winger genuíno do Liverpool

Um tempo para cada time. O clichê favorito dos comentaristas define bem o empate em Anfield. A primeira metade mostrou um Liverpool seguro, com quase todos os reforços funcionando, e sem oferecer muitas chances ao Sunderland. A segunda teve um passo à frente dos Black Cats e um estranho nervosismo dos Reds, que raramente conseguiam uma sequência de passes certos. O 1 a 1 da estreia, decepcionante para o Kop, foi a medida certa.

Kenny Dalglish cometeu três erros de avaliação. Adam, especialista em todas as bolas paradas, deveria ter batido o pênalti perdido por Suárez, que se redimiu com um gol imediato. Kelly não pode ser reserva do garoto Flanagan, que falhou feio no gol do Sunderland. A pré-temporada hesitante de Henderson não justificava sua escalação à direita, onde ele perde força, em detrimento de Kuyt e Meireles.

Por outro lado, houve pontos muito interessantes. José Enrique, cuja contratação foi confirmada ontem, mostrou que tomará conta da lateral esquerda. Adam se revelou o organizador de que a equipe precisava. Downing quase marcou um golaço e ratificou a capacidade de atuar muito bem nos dois lados, conhecida da época de Aston Villa. E, mais importante, a parceria entre Suárez e Carroll, bem melhor fisicamente, enfim deu sinais de que pode engrenar.

O Liverpool desapareceu após o intervalo, mas o Sunderland teve de ser eficiente para fazê-lo pagar por isso. Depois do segundo tempo de hoje, as perspectivas melhoram. Steve Bruce ainda deve sentir as saídas de Onuoha, Welbeck e Henderson, mas a baciada de reforços lhe oferece boas opções.

Com a confortante proteção de Cattermole, os wingers e até os laterais (um deles, o normalmente meia Kieran Richardson) sobem e apertam marcadores frágeis, como Flanagan. Quem se aproveitou melhor hoje foi Seb Larsson, autor do belo voleio que empatou o jogo. Com bola parada forte e ótimo nível técnico, o winger sueco, conhecido de Bruce do tempo de Birmingham, pode ser uma das contratações de 2011-12, até por não ter implicado custos.

O acréscimo de experiência à defesa também pode ajudar o time a contrariar a tendência dos últimos anos, de queda brusca no meio da temporada. Para quem se habituou a Bramble e Anton Ferdinand, os reforços Brown e O’Shea são ótimos. O primeiro, aliás, fez partida irrepreensível em Anfield. No frigir dos ovos, os dois times se renovaram muito e têm longos trabalhos pela frente.

Liverpool (4-4-2): Reina; Flanagan, Carragher, Agger, José Enrique; Henderson (Kuyt), Lucas, Adam, Downing; Suárez (Meireles), Carroll
Sunderland (4-4-1-1): Mignolet; Bardsley, Brown, A. Ferdinand, Richardson; Elmohammady, Colback, Cattermole, Larsson (Vaughan); Sessegnon; Gyan (Ji)

Melhor em campo: Wes Brown (Sunderland)
Pior em campo: John Flanagan (Liverpool)

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sexta-feira, 15 de julho de 2011 Liverpool, Mercado | 19:03

O bom mercado do Liverpool

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Novo Alonso? Os passes de Adam chamaram a atenção no primeiro amistoso do Liverpool na Ásia

A pré-temporada na Ásia não afastou o Liverpool dos grandes negócios. O técnico Kenny Dalglish interrompeu sua estada na Malásia para fechar a contratação do winger Stewart Downing, que estava no Aston Villa, por £20 milhões. Downing é o quarto reforço do clube no atual mercado. Jordan Henderson, Charlie Adam e o goleiro brasileiro Doni (well done, empresário) já haviam chegado a Anfield.

A transferência eleva os gastos do clube no verão europeu a estimados £45 milhões. Se somarmos esse valor ao de janeiro, ultrapassamos a marca de £100 milhões. Ainda que o adjetivo overpriced (acima do preço real) possa ser atribuído a algumas dessas aquisições, os novos proprietários agiram corretamente. Não custa lembrar que a venda de Fernando Torres ao Chelsea financiou metade dessa brincadeira.

Dalglish e o pessoal do Fenway Sports Group herdaram um elenco cheio de buracos. A saída de Xabi Alonso, há dois anos, havia transformado o Liverpool em um two-man team, totalmente dependente de Gerrard e Torres. A situação piorou com contratações equivocadas e posições ignoradas no mercado. O investimento combate justamente o modelo de prisão às condições técnica e física de um ou dois.

Há também uma questão de contexto. Downing pode não valer £20 milhões individualmente, mas talvez valha até mais para os Reds, que precisam demais de um bom cruzador. Enquanto Suárez já é o craque do elenco, Carroll, excelente cabeceador, ainda não emplacou. Nesse aspecto, Downing, Adam e Henderson podem fazer o papel de Joey Barton, cujas assistências o ajudavam muito no Newcastle.

Superestimado? Não para o Liverpool, que realmente precisa de um Downing

A chegada de Downing provavelmente fecha o ciclo de contratações no meio-campo. De acordo com o preciso OptaJoe, ele, Adam e Henderson criaram 239 ocasiões de gol na última temporada, número correspondente a 56% de todas as chances do Liverpool no mesmo período. A abundância de opções e uma ligação mais efetiva com o ataque eram alvos claros da direção.

Downing não é melhor do que Ashley Young, que preferiu o Manchester United, mas teve temporada superior à dele. Às 27 primaveras, chega a Anfield após ano muito produtivo, o melhor de uma carreira que tem sido menos do que prometia em seu início, no Middlesbrough. Mais consistente, Downing oferecerá gols, cruzamentos a Carroll e uma qualidade nas pontas (joga nas duas) que o time não tem há muito tempo.

O winger pode ter conquistado definitivamente a confiança de Dalglish no último jogo da temporada, quando foi determinante para a vitória do Aston Villa sobre o Liverpool. Assista aqui a um resumo da atuação dele. Downing, vale lembrar, foi eleito pelos torcedores o melhor jogador do clube em 2010-11.

Como escalar o time?
O próximo passo no mercado deve ser a resolução de outro problema crônico: a lateral esquerda. Aly Cissokho, do Lyon, e José Enrique, do Newcastle, despontam como os nomes mais prováveis. Apesar de o elenco ainda não estar fechado, já é viável fazer um esboço das opções de Dalglish.

Ainda que não dispute competição continental, o Liverpool tenta – e tem se saído bem – montar dois times para minimizar o impacto de perdas por lesão ou suspensão e se manter forte durante toda a temporada. Nos campinhos abaixo, as possíveis formações titular e reserva no 4-3-3, esquema que tem sido apontado como o favorito para ser a base de trabalho em 2011-12:

Foram desconsiderados jogadores com grande chance de deixar o clube (Aquilani, Joe Cole…) e possíveis contratações (à exceção da lateral esquerda, que fatalmente será reforçada). Mesmo assim, sobra muita gente.

Se preferir atuar num 4-4-2 convencional, Dalglish pode escalar Gerrard, Meireles ou Henderson à direita. De um jeito ou de outro, uma das obrigações do treinador é dar liberdade a Suárez para trocar de posição o tempo todo, aspecto fundamental na recuperação dos Reds no último semestre. As fichas do Liverpool pelo título ou por vaga na Champions passam por isso.

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quinta-feira, 30 de junho de 2011 Aston Villa, Brasileiros, Liverpool | 10:06

Vale a pena apostar em Diego?

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Diego quer a Inglaterra, mas certamente reza para não trabalhar de novo com Steve McClaren

Depois de sete temporadas, três países e quatro clubes na Europa, o brasileiro Diego quer jogar na Inglaterra. “É o meu sonho”, disse ao Independent. O meia do Wolfsburg não chegaria à Premier League com o status que o levou a Porto e Juventus. O antigo parceiro de Robinho precisa reconstruir a carreira após dois anos sem brilho. No Werder Bremen, ele foi bem. Seria um time inglês o melhor lugar para tentar de novo?

Diego é especulado em Liverpool e Aston Villa. Kenny Dalglish tem sido apontado como um de seus admiradores, e Alex McLeish também estaria interessado. O brasileiro afirma que “começou a conversar” com alguns clubes, sem especificá-los. É tudo rumor, mas os eleitos possíveis destinos do meia servem para entender por que os termos do contrato não devem ser o único critério para a decisão dele.

A primeira dificuldade aparece na posição de Diego, que rende mais como um meia de ligação com liberdade para criar. A função tem se tornado frequente na Inglaterra, mas inexiste em várias equipes. Dependendo de seu novo clube, o brasileiro pode ter de se adaptar a um papel com mais responsabilidades defensivas, como o de Modric no Tottenham. Não seria um começo promissor.

No Liverpool, Diego enfrentaria concorrência muito pesada. São opções pelo meio Gerrard, Meireles (pode sair), Henderson, Lucas, Spearing, Shelvey (pode sair) e, provavelmente, Charlie Adam. Com Suárez e Carroll a princípio absolutos, o esquema fica sem tantas variações pela conveniência da dupla de ataque. A figura do meia de ligação perde espaço, sugerindo que Diego não é o jogador de que o time precisa. Pelo menos, não para ser titular de cara.

Apesar da suposta preferência de McLeish pelo 4-4-2 ortodoxo (esquema que não permitiria a Diego jogar em sua posição natural), a situação no Aston Villa seria mais confortável. A formação mais utilizada por Houllier na última temporada tinha um meia de ligação: Ashley Young, adaptado a uma função central. Como Young foi vendido ao Manchester United, Diego seria seu substituto, com dois pontas e Darren Bent para municiar e dois volantes (Makoun e Petrov?) que lhe dariam liberdade.

Por £10 milhões, Diego é aposta válida para qualquer clube que tenha a real intenção de aproveitá-lo onde ele funciona. Vale lembrar que o brasileiro nunca foi um Samir Nasri, que pode jogar nas duas pontas, como meia ofensivo e até como volante no Arsenal, de acordo com a necessidade. Se de fato houver algumas propostas da Inglaterra, qual a melhor opção: Liverpool, Aston Villa, outro? Depende da disposição dele para brigar por espaço, mas o Villa parece ser um destino mais seguro.

Lembrete
A temporada começa hoje para o Fulham, que, classificado pelo Fair Play, abre a participação inglesa na Liga Europa. Veja a prévia do confronto contra o NSI Runavik. O trabalho é dos amigos do Fulham Brasil.

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terça-feira, 7 de junho de 2011 Blackburn, Liverpool, Review | 18:51

A temporada: Sob nova direção

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Epic Swindle, é? O homem do charuto aí, John W. Henry, não estava para brincadeira

Para os novos padrões, a temporada não viu tantas trocas de proprietários em clubes da Premier League. Houve duas, número moderado diante das cinco (três só no Portsmouth) de 2009-10. Entretanto, a batalha pela compra do Liverpool e as trapalhadas dos indianos que chegaram ao Blackburn pedem espaço no review de 2010-11.

Pressionados pela torcida após três anos de más decisões e acúmulo de dívidas, os norte-americanos Tom Hicks e George Gillett colocaram o Liverpool à venda em abril de 2010. A condução do processo foi atribuída a diretores independentes, e o clube viu o débito com o Royal Bank of Scotland chegar a 285 milhões de libras.

O RBS estabeleceu um prazo para o pagamento antes de tomar o controle dos Reds. Se não cumprido, o banco colocaria o clube em leilão ou o levaria à concordata. A última alternativa provocaria a perda de nove pontos, o mesmo que aconteceu com o Portsmouth na temporada passada. O time, que já agonizava em campo, iria a três pontos negativos na liga. Mas aí apareceu o também ianque New England Sports Ventures (NESV), que teve sua proposta de 300 milhões de libras aceita pela diretoria independente.

Hicks e Gillett, que não simpatizam com o NESV (hoje Fenway Sports Group) e queriam mais, tentaram barrar a venda e até trocar os diretores por apadrinhados. A Alta Corte de Londres negou, o negócio foi concluído na data-limite, 15 de outubro, e a dívida foi zerada. Os antigos proprietários chamaram o resultado de Epic Swindle (algo como “épica fraude”, que os torcedores julgaram ser uma gíria do sul dos Estados Unidos) e ainda buscaram, sem sucesso, deslocar a decisão a um tribunal do Texas.

John W. Henry, o sócio majoritário do Fenway, levou só alegria a Anfield: confiança, saúde financeira, perspectiva de investimento, um staff competente (Damien Comolli, Kenny Dalglish e Steve Clarke), Carroll (ainda veremos se será bom mesmo), Suárez, vitórias e uma primeira-dama legal. A sexta posição ficou de bom tamanho. Para a próxima temporada, anuncia-se uma pesada aplicação em jovens (será assunto aqui) e, sem jogar na Europa, a busca até do título doméstico.

Henry é um herói do mundo moderno. No momento em que tudo sugeria uma tragédia administrativa, um ianque cheio de ambição e de sucesso no beisebol com o Boston Red Sox assumiu o controle. O exemplo do Liverpool escancarou o lado B do futebol de oportunidades na Inglaterra, que deixa quase qualquer um explorar um clube. Crescimento e queda repentinos são sempre possíveis nesse cenário.

Descaminho das Índias: Balaji e Venkatesh Rao se perderam

Utopia indiana
A compra do Blackburn não teve drama. Por 23 milhões de libras, em 19 de novembro, o indiano Venky’s tomou conta do clube. A família Rao, proprietária do grupo, é de ótimos negociadores, os maiores produtores asiáticos de aves. No futebol, entretanto, eles parecem meio lunáticos. Com mania de grandeza, demitiram o técnico Sam Allardyce em dezembro. A decisão soou estúpida para todo mundo, inclusive para o elenco.

O treinador do futebol feio foi substituído pelo inexperiente Steve Kean, transformado em efetivo pela necessidade. Uma tímida sequência de vitórias empolgou os Rao, que queriam uma “estrela brasileira” para liderar a revolução do clube. Era o simbolismo fracassado da ida de Robinho para o Manchester City. Só que a realidade se revelou dura com uma série de derrotas, e o time deixou de sonhar para tentar não cair. O Blackburn se salvou na bacia das almas. Que a lição tenha sido aprendida.

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terça-feira, 24 de maio de 2011 Brasileiros, Jogadores, Liverpool | 09:46

Parabéns, Lucas

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Não foi fácil, mas ele se levantou

Rejeitado até a temporada passada, Lucas foi eleito pelos torcedores o Jogador do Ano no Liverpool. O prêmio é um presente à fantástica recuperação do brasileiro, comentada pelo blog há dois meses. Na lista com os melhores e os piores da Premier League 2010-11, o volante titular da seleção de Mano Menezes foi considerado o jogador que mais evoluiu em relação à temporada passada.

Lucas recebeu 40% dos votos. Kuyt, Reina, Meireles e Suárez completaram o Top Five. A escolha é discutível, mas está longe de ser equivocada. Apesar do bom segundo semestre, a temporada do Liverpool foi repleta de altos e baixos também individualmente. Mesmo sem nenhum dos prêmios mensais concedidos pelo patrocinador, Lucas é ótimo desde novembro.

O brasileiro, que fez só um gol, é o terceiro do Liverpool com mais jogos em 2010-11. Suas 47 atuações perdem apenas para as 50 de Reina e as 49 de Skrtel. Gerrard penou com problemas físicos e jogou só 24 vezes. Suárez, o grande responsável em campo pela recuperação do time, dificilmente seria eleito com quatro meses de casa. Kuyt (artilheiro dos Reds), Reina e Meireles tiveram temporada equivalente à de Lucas, que mereceu o prêmio até pela evolução.

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segunda-feira, 23 de maio de 2011 Barça x United, Copas Europeias, Curiosidades, História, Liverpool, Man Utd | 14:24

Rumo a Wembley: As outras vezes do estádio

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O Novo Wembley recebe no próximo sábado sua primeira final de Liga dos Campeões. No entanto, a versão antiga do estádio já havia sediado cinco decisões da principal copa europeia. Na primeira parte da minissérie sobre o confronto entre Manchester United e Barcelona, o blog relembra essas decisões. Houve dois ingleses campeões em Londres. Em busca do quarto título, United e Barça celebraram pela primeira vez justamente em Wembley:

Dez anos após a tragédia de Munique*, Sir Matt Busby (com a minitaça) conquistou a Europa pelo United

Milan 2 x 1 Benfica, 1962-63. Os rossoneri conquistaram contra o Benfica de Eusébio o primeiro de seus sete títulos. Os portugueses viram o sonho do tricampeonato cair diante do time de Cesare Maldini, Giovanni Trapattoni e dos brasileiros Dino Sani e José Altafini, o Mazzola. Aliás, foi Mazzola quem marcou os dois gols milanistas.

Benfica 1 x 4 Manchester United, 1967-68. Se o United está atrás de uma coincidência histórica, não há uma melhor: Manchester City campeão na mesma temporada e decisão em Wembley contra clube ibérico. Os gols do título foram marcados por Bobby Charlton (2), George Best e Brian Kidd, os três últimos na prorrogação. Foi a primeira conquista inglesa.

Ajax 2 x 0 Panathinaikos, 1970-71. De um lado, Johan Cruyff e o técnico Rinus Michels. Do outro, um time só de gregos liderado do banco por Ferenc Puskas naquele que é considerado seu único grande trabalho como treinador. Dick van Dijk e Arie Haan fizeram os gols de uma decisão histórica por seus personagens e pela presença de um clube da Grécia, a única até hoje.

Sem bigode para contrariar, Dalglish é festejado pelos amigos scousers

Liverpool 1 x 0 Club Brugge, 1977-78. O bi do notável Liverpool de Bob Paisley. O gol foi anotado por um escocês em sua primeira temporada no clube. Aos 20 minutos do segundo tempo, o meia-atacante Kenny Dalglish, agora treinador, selava contra os belgas seu brilhante destino em Anfield.

Barcelona 1 x 0 Sampdoria, 1991-92. O retorno de Cruyff, como técnico, a Wembley. Como se houvesse um ciclo, Pep Guardiola, hoje treinador do Barça, jogou no primeiro título blaugrana. Na prorrogação, Ronald Koeman garantiu a conquista contra a Samp de Cerezo e Roberto Mancini.

Saiba mais sobre a tragédia de Munique

Seleções
Arsène Wenger venceu a guerra nos bastidores, e a Inglaterra sub-21 não contará com Wilshere e Carroll na Euro da categoria. Ainda assim, o elenco é muito forte. À seleção principal, Fabio Capello convocou 26 jogadores para o jogo contra a Suíça, também em Wembley, pelas Eliminatórias da Euro. O ataque, sem o suspenso Rooney, preocupa.

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