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sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013 Man City | 18:31

O maior pecado de Mancini

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Ainda há temporada em Eastlands. Após a melancólica derrota para o Southampton, na rodada passada da Premier League, o Manchester City recebe o Leeds no domingo pela quinta fase da FA Cup, competição que deu a Roberto Mancini seu primeiro título na Inglaterra.

No entanto, é flagrante o clima de fim de feira. Sem Champions League, 12 pontos abaixo do United e com um aproveitamento bem menor em 2012-13 (na liga, caiu de 78% para 68% em relação à temporada anterior), Mancini criticou publicamente a postura da equipe. “Tenho certeza de que mudaremos, pois mudarei os jogadores. Quero apenas os que estejam prontos para a luta nos últimos 12 jogos (da Premier League). Estou furioso com vários deles”, esbravejou.

A temporada decepcionante é reflexo de alguns aspectos. Há a indolência de que o treinador reclama, a inconsistência tática (Mancini experimentou e insistiu num ineficaz sistema com três zagueiros) e o aproveitamento espetacular do Manchester United, que perdeu apenas 13 pontos em dois terços da campanha. Mas o principal deles é o mercado de verão do Manchester City, que gastou £52 milhões e não melhorou o elenco.

Era evidente que Mancini procurava, sobretudo, três tipos de jogadores: um zagueiro para competir com Lescott, meias centrais para disputar posição com Barry e amenizar o impacto da ausência de Yaya Touré durante a Copa Africana de Nações e um winger que substituísse Adam Johnson, vendido ao Sunderland.

Scott Sinclair: até agora, nada

O defensor escolhido foi o sérvio Matija Nastasic, cedido pela Fiorentina, que recebeu em troca £12 milhões e Stefan Savic, aposta frustrada da temporada passada. Aos 19 anos, Nastasic impressionou pela maturidade, tomou a vaga de Lescott e revelou-se ótima opção para presente e futuro. É a exceção que confirma a regra.

Para o meio-campo, Mancini decidiu buscar Javi García, que pode atuar também como zagueiro, e Jack Rodwell por um valor combinado de £29 milhões. García jogou mal, e Rodwell mal jogou. Embora tenha evoluído no Benfica e chegado a Eastlands com status de provável titular, o espanhol não conseguiu tirar Barry do time, mesmo com o ex-capitão do Aston Villa em temporada oscilante. O inglês, de início promissor no Everton, é investimento para longo prazo, mas deveria ter mostrado mais na primeira temporada. É inevitável pensar que Mancini poderia ter contratado alguém como Song ou Cabaye.

O equívoco mais grave foi o tratamento negligente à necessidade de substituir Adam Johnson, que, embora não fosse exatamente fundamental para o Manchester City, era o único winger legítimo do elenco. Johnson garantia velocidade pelos flancos contra defesas fechadas, agitava os jogos, dava assistências e marcava gols eventualmente, mas nunca convenceu Mancini. O Sunderland ofereceu £12 milhões por ele, e o italiano não hesitou em aceitar.

O problema é que, em vez de contratar um substituto melhor, o Manchester City buscou Scott Sinclair, do Swansea, por £6,2 milhões. Resultado? Sinclair ganha bem, mas não joga. Quando substituiu Nasri (outro que faz temporada pobre, aliás) na partida contra o Southampton, Mancini chamou o burocrático Milner, que está longe de ser um game changer, e Sinclair ficou no banco. Johnson era muito mais produtivo. É impossível absolver o técnico, que conhecia as carências do elenco e investiu mal demais.

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sábado, 8 de dezembro de 2012 Man City, Man Utd | 16:53

Imprevisível

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Ferguson e Mancini não parecem ter um plano, mas vão disputar o título de novo

Em confronto direto pelo título, o Manchester City recebe o Manchester United amanhã, às 11h30 de Brasília. Sem recorrer a qualquer clichê, podemos afirmar que o clássico é imprevisível. A pergunta não é “quem vai ganhar?”, mas “a que tipo de jogo vamos assistir?”. Não sabemos. City e United contam com vários dos jogadores mais talentosos da Premier League e por isso devem bipolarizar a disputa pelo título, porém nenhum deles tem exatamente uma identidade. As escalações, os sistemas e as ideias de Roberto Mancini e Alex Ferguson são inconsistentes.

A inconsistência, nesse caso, não pode ser confundida com capacidade de adaptação aos adversários. Mancini, por exemplo, equivocou-se quando escalou três zagueiros em jogos que exigiam mais segurança pelas laterais. Ademais, em função do interminável rodízio promovido pelo italiano, nem sequer conhecemos os atacantes titulares do City.

Do lado vermelho de Manchester, Ferguson recorreu algumas vezes à formação diamante (4-3-1-2), para tentar ganhar a batalha do meio-campo ou simplesmente para reunir o maior número possível de meias e atacantes. O diamante permite que Cleverley, Kagawa, Rooney, van Persie e Hernández joguem ao mesmo tempo, mas, por conta da lesão de Kagawa e do alto número de wingers no elenco, não virou o sistema favorito em Old Trafford.

No dérbi das escalações imprevisíveis, o deslocamento de Rafael ao meio-campo, com Jones na lateral, seria uma resposta à lesão de Valencia e aos problemas defensivos do United. No City, Balotelli e Agüero jogaram apenas meia hora contra o Dortmund, na quarta-feira, e podem aparecer entre os titulares amanhã.

Sem sequência ou estilos definidos, é quase impossível descrever City e United. Como times, na acepção da palavra, a dupla de Manchester tem de evoluir bastante. No dérbi de amanhã, a tendência é que os jogadores sejam muito mais importantes do que os técnicos. Foi assim nos 6 a 1 dos visitantes em Old Trafford na temporada passada, quando Evans foi expulso, e os meias e atacantes do City, sobretudo Silva, aproveitaram os espaços que apareceram naturalmente.

Aliás, as últimas atuações do United no dérbi foram trágicas. Na derrota por 1 a 0 no Etihad, confronto que encaminhou o título do City na temporada passada, o desempenho coletivo talvez tenha sido até pior do que na goleada de Old Trafford. Desde a semifinal da FA Cup de 2010-11, os Red Devils não conseguem lidar com Yaya Touré. Amanhã, terão de lidar também com seus problemas defensivos. Mesmo na liderança da liga, o United foi vazado incríveis 21 vezes em 15 jogos, dez a mais do que o City.

O péssimo histórico recente no clássico, os desfalques (na pior das hipóteses, entre Cleverley, Kagawa, Valencia, Anderson e Vidic, ninguém joga) e a crise defensiva dão a Ferguson o direito de acreditar que uma eventual vitória no Etihad seria uma das melhores de sua carreira. Ainda que Mancini esteja perdido, não será fácil, especialmente se David Silva estiver disponível. O City tem boas chances de vencer e atingir os mesmos 36 pontos do United na liderança.

Consulte a lista de lesões e suspensões da Premier League.

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terça-feira, 6 de novembro de 2012 Man City | 22:31

Braços cruzados

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“Somos uma grande equipe, mas não estamos preparados para a Champions League. O Chelsea tentou (sem sucesso) vencê-la por dez anos. Eles foram provavelmente os melhores da Europa nesse período e ganharam quando não mereciam”. Em sua entrevista pré-Ajax, na tentativa de tirar a pressão sobre o elenco do Manchester City, Roberto Mancini foi ineficaz e intelectualmente desonesto.

Ineficaz porque a defesa cometeu de novo erros primários, e o Manchester City empatou por 2 a 2 com o Ajax de Poulsen e Babel (aqueles do Liverpool) no Etihad Stadium. Com dois pontos no Grupo D da Champions League, os ingleses precisam alcançar Borussia Dortmund (oito pontos) ou Real Madrid (sete) para avançar à próxima fase. Virtualmente impossível.

Desonesto porque, entre 2003 e 2009, primeiras seis temporadas sob Roman Abramovich, o Chelsea não comemorou o título, mas fez ótimas campanhas continentais. Foi semifinalista em cinco dessas seis edições, perdendo nos pênaltis a vaga na final de 2007 e o título de 2008. Na era Abramovich, o clube jamais foi eliminado por um não-finalista. Sobretudo nos anos de José Mourinho, as quedas de grandes times do Chelsea foram mais circunstanciais do que efeitos de “despreparo”. O fracasso de Mancini não é equivalente à trajetória do Chelsea na década passada, que não pode, portanto, servir de álibi para o treinador italiano.

Certamente houve campeões de ocasião, como o Porto de 2004 e o Liverpool de 2005, mas maximizar as chances de título na UCL passa por adquirir o hábito de disputar fases agudas da competição. O Chelsea faz isso há nove anos. O City, por enquanto, nem sequer sobrevive a seus grupos. As vitórias a fórceps, baseadas mais em talento do que em estratégia, são frequentes na Premier League, porém desaparecem na Champions. Quando visitado pelo Dortmund, na segunda rodada, o time mal viu a bola, ainda que tenha arrancado o empate.

Cruzar os braços, a solução de Mancini para outro desempenho pobre na Champions

No entanto, a campanha na Champions não é o único argumento para questionar o trabalho de Mancini. Mesmo em âmbito doméstico, apesar de disputar as primeiras posições, as atuações são pálidas, bem aquém do que o time pode oferecer. Um rodízio improdutivo de jogadores e a inconsistência tática (que inclui uma estranha aposta na formação com três zagueiros contra equipes agressivas pelas pontas) parecem impedir que o City resgate o ótimo ritmo da primeira parte da temporada passada.

De alguma maneira, a pressão sobre o treinador campeão inglês é também interna. As contratações do chefe-executivo Ferran Soriano e do diretor esportivo Txiki Begiristain, referências do Barcelona na década passada, indicam o modelo que os proprietários pretendem efetivar. A barcelonização da diretoria aponta para um tipo diferente de técnico, que extraia mais do elenco, aproveite o talento à disposição para se impor aos adversários e evitar os sustos que têm se tornado habituais. Enquanto o futebol do City definha em 2012-13, Mancini se torna uma máquina de desculpas esfarrapadas.

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sexta-feira, 28 de setembro de 2012 Man City | 00:01

Nem espetacular, nem confiável

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Ainda está por vir a primeira grande atuação do Manchester City na temporada. Curiosamente, a maior demonstração de força aconteceu na derrota por 3 a 2 para o Real Madrid, estreia na Champions League, quando o time passou a impressão de que será muito competitivo na Europa. Em âmbito doméstico, por outro lado, o desempenho em campo e a campanha estão aquém das expectativas.

Formação mais simples e funcional para o atual Manchester City, com o máximo de jogadores talentosos em campo

Com mais empates do que vitórias no campeonato, os Citizens estão a quatro pontos do Chelsea e a três do Manchester United. Na terça-feira, amargaram ainda a eliminação na Copa da Liga, após derrota em casa para o Aston Villa, na prorrogação. Em oito partidas na temporada, incluindo a da Community Shield, a equipe sofreu inaceitáveis 16 gols, média de dois por jogo. É um time que não empolga, nem transmite segurança.

Por enquanto, o aspecto que mais chama atenção é a inconsistência tática de Roberto Mancini. Nos quatro maiores confrontos da temporada, o treinador italiano usou duas vezes o controverso 3-4-1-2 (Chelsea e Liverpool), uma o 4-2-3-1 (Real Madrid) e outra o 4-4-2 (Arsenal). Associa-se a essas mudanças um rodízio que ainda não permite distinguir claramente titulares de reservas em várias posições.

Apesar da confusa conduta de Mancini, a tendência é que, com todo mundo em forma, a equipe seja montada no modelo que efetivamente funcionou na temporada passada, até pela pressão dos torcedores. Nesse caso, a escalação seria similar à apresentada na figura ao lado, com eventuais ajustes (por exemplo, Maicon para atacar mais pela direita, Sinclair para oferecer mais velocidade, ou ainda Milner para marcar um lateral ofensivo). A alternativa dos três zagueiros, da qual Mancini gosta bastante, não é particularmente popular. Até o garoto Denis Suárez, titular contra o Aston Villa na Copa da Liga, teria questionado o esquema publicamente.

A reação precisa começar sábado, na perigosa visita ao Fulham. Aliás, foi justamente em Craven Cottage que o Manchester City perdeu seus primeiros pontos na temporada passada, com um empate por 2 a 2 na quinta rodada, há pouco mais de um ano. Martin Jol desta vez não tem Dempsey e Dembele, negociados com o Tottenham, mas conta com um ataque experiente e capaz, que não vai perdoar os erros que o campeão inglês se habituou a cometer.

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quinta-feira, 30 de agosto de 2012 Copas Europeias, Man City | 23:36

Flashback

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Balotelli reencontra José Mourinho, seu treinador na Inter, logo na estreia

Mario Balotelli destruiu o Manchester City na Europa League há duas temporadas. O italiano foi expulso contra o Dynamo Kiev e impediu a classificação às quartas de final. Na ocasião, o time de Roberto Mancini buscava não apenas o título, mas também uma escalada no ranking da UEFA, para chegar às edições seguintes da Champions League, o que aconteceria naturalmente, em melhores condições. Nada feito. No sorteio do ano passado, o City ficou no terceiro pote, fez companhia a Bayern, Villarreal e Napoli na fase de grupos e foi eliminado.

Hoje, na definição dos grupos desta temporada da Champions, o City pagou novamente por seus fracassos internacionais. A campanha continental em 2011-12, que terminou com a eliminação para o Sporting nas oitavas de final da Europa League, até foi suficiente para “promover” o clube ao segundo pote, mas não evitou outro sorteio desagradável. No Grupo D, os Citizens enfrentam os campeões nacionais Real Madrid, Borussia Dortmund e Ajax.

Em tese, Madrid, Dortmund e Ajax são, respectivamente, ainda mais perigosos do que Bayern, Napoli e Villarreal. Para superar ao menos dois de seus três oponentes, o City tem o compromisso de ser mais preciso em casa. Não basta reproduzir na Champions as exibições da Premier League, que em 2011-12 renderam uma campanha caseira de 18 vitórias e um empate. Na mesma temporada, uma estreia sonolenta contra o Napoli no Etihad Stadium resultou num ótimo empate para os italianos e foi determinante para a eliminação dos ingleses na UCL.

É necessário entender que a competição, especialmente quando tratamos de uma chave tão apertada, exige mais concentração e uma atmosfera diferente. O grupo tende a não perdoar também o rodízio de titulares, prática que Mancini adotou à exaustão no fiasco de 2011-12, com revezamento de laterais e Agüero relegado ao banco no confronto decisivo, novamente diante do Napoli, no San Paolo.

Desta vez, a pressão será menor na estreia, pois não há a obrigação – embora seja interessante – de tirar pontos do Real Madrid no Santiago Bernabéu. O “Napoli” deste ano é o Dortmund, contra quem o City precisa vencer o confronto direto, admitindo que o Madrid confirme seu status de favorito e o Ajax não surpreenda. Resta saber qual turma vai amadurecer e finalmente superar seu bloqueio na Europa: a de Roberto Mancini ou a de Jürgen Klopp. Vacinado, o campeão inglês parece pronto para o desafio.

Também na Champions
Grupo B: Arsenal, Schalke, Olympiacos e Montpellier
Grupo E: Chelsea, Shakhtar, Juventus e Nordsjaelland
Grupo H: Manchester United, Braga, Galatasaray e Cluj

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sexta-feira, 17 de agosto de 2012 Arsenal, Chelsea, Man City, Man Utd | 13:41

Guia da temporada (parte 5)

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Arsenal, Chelsea, Manchester City e Manchester United fecham o guia da temporada:

Santi Cazorla, substituto tardio de Cesc Fàbregas

Arsenal. A venda de Robin van Persie ao Manchester United revolta, porém não mata o Arsenal. Não fosse a saída do holandês, o mercado de Arsène Wenger estaria perfeito, com as ótimas contratações de Giroud, Podolski e Santi Cazorla. Há certa desconfiança sobre os dois primeiros, mas, se eles reproduzirem no Emirates Stadium o que fizeram por Montpellier e Köln, Wenger não precisa se preocupar com o ataque. O criativo Cazorla, um ás das bolas paradas, foi simplesmente uma das grandes contratações europeias de 2011-12 – basta ver o que ele acrescentou ao Málaga e como o Villarreal desmoronou após a transferência. Para realmente progredir em relação à temporada passada, o Arsenal ainda tem de garantir a permanência de Song (ou encontrar um substituto à altura) e a recuperação física de Wilshere. Na defesa, seria interessante buscar peças de reposição. Previsão para a temporada: 4ª.

Chelsea. Com as contratações de Hazard, Oscar e Marin, o Chelsea congestionou seu grupo de meias ofensivos e criou um impasse para Roberto Di Matteo, que – esqueçamos – não deve abrir mão de Ramires aberto pela direita. Ao menos, ninguém vai reclamar de falta de criatividade, um dos grandes defeitos da equipe na temporada passada. Em outros setores, o elenco ainda tem carências, especialmente de um volante defensivo (Mikel terminou 2011-12 bem, mas não é exatamente unanimidade), um lateral-direito e um atacante para manter Fernando Torres acordado mesmo após a saída definitiva de Drogba e o empréstimo de Lukaku. O título europeu tira algumas toneladas das costas de Roman Abramovich, porém não resolve todos os problemas do Chelsea. Previsão para a temporada: 3º.

Manchester City. O desafio dos atuais campeões não é simples. O único clube além do Manchester United a conquistar um bicampeonato consecutivo na era Premier League foi o Chelsea de José Mourinho, em 2005 e 2006. Para se unir a esse grupo, o Manchester City aposta na manutenção da base e na boa vontade de Tevez, que deve reeditar com Agüero a parceria da reta final da temporada passada, determinante para o título inglês. Com a chegada de Rodwell, o elenco oferece a Roberto Mancini ótimos titulares e bons reservas em todos os setores. Para superar um Manchester United ferido e fortalecido em relação a 2011-12, o City precisa da evolução de Nasri, que pode fazer mais no segundo ano em Eastlands, e da regularidade de Silva, que oscilou demais entre janeiro e abril, não à toa a fase mais crítica da última campanha. Previsão para a temporada: 2º.

Manchester United. O United recuperou Vidic e ganhou Kagawa e van Persie. Ninguém questiona a melhora da equipe, porém inegavelmente existe incerteza sobre como ela será escalada. Rooney e van Persie vão formar uma das melhores parcerias de ataque do mundo, mas onde entra Kagawa? No clássico e rígido sistema de Ferguson, o japonês seria naturalmente o atacante com mais liberdade para circular, mas a contratação de van Persie deve obrigá-lo a ganhar a vida no meio-campo – talvez aberto por um dos flancos, talvez adaptado à meia central. Isso depende também do tamanho da responsabilidade que Ferguson pretende atribuir a Scholes, Giggs e Cleverley nesta temporada, uma vez que os três são possíveis parceiros de Carrick. Embora haja várias dúvidas importantes, é certo que o United vai batalhar muito para resgatar o título. Previsão para a temporada: 1º.

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segunda-feira, 23 de julho de 2012 Arsenal, Man City, Man Utd | 16:44

Quanto vale van Persie?

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A trágica Euro da Holanda não desvalorizou van Persie

Alex Ferguson enfim admitiu que o Manchester United está interessado em Lucas, mas negou que já tenha chegado a um acordo com o São Paulo para a transferência do brasileiro de 19 anos. Há três dias, o técnico escocês revelou também que tentou, ainda sem sucesso, contratar Robin van Persie. O Arsenal exige ao menos £30 milhões, quatro a mais do que o clube pode pagar pelo reserva de Hulk na seleção olímpica.

Considerando que uma contratação exclui a outra, não há dúvida de que o investimento no holandês é melhor. Mesmo que Lucas seja aposta válida para o futuro (não por £26 milhões), Ferguson não deve dispensar a chance de enfim ter o sucessor de Ruud van Nistelrooy, alguém que ele procurou e não encontrou em Dimitar Berbatov. Longe de problemas físicos há quase dois anos, van Persie representa retorno imediato e, ao lado de Wayne Rooney, seria a chave para desafiar o Manchester City, prioridade do United para 2012-13.

Além do United, existe o interesse justamente do Manchester City, que pode fazer sentido à medida que a única certeza do ataque para a próxima temporada é Sergio Agüero. A concorrência e a perspectiva de vê-lo no principal adversário tornam van Persie mais desejado e, portanto, mais caro, mesmo a um ano do fim de um contrato que, como o próprio jogador divulgou, não será renovado.

Apesar do risco de perdê-lo em 2013 sem compensação financeira, o Arsenal está certo em pedir £30 milhões por van Persie. Há uma temporada, o Manchester City pagou £25 milhões por Samir Nasri, também com contrato expirante. Embora seja quatro anos mais novo, Nasri não tinha sequer metade da relevância do holandês, que marcou 37 gols e distribuiu 15 assistências em 2011-12. Na Premier League, o capitão participou de 58% (43 de 74) dos gols do Arsenal. Não é pouca coisa.

Talvez haja uma hipótese de van Persie ser liberado por uma proposta menor: a Juventus. Farto de perder seus talentos para o mercado interno, Wenger pode explorar o interesse da campeã italiana para não reforçar nenhum de seus rivais domésticos. No entanto, a aposta que se fazia há uma semana, de que £15 milhões seriam suficientes para tirá-lo do Emirates, não parece certa.

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domingo, 13 de maio de 2012 Man City | 21:12

Cinco estrelas

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O Manchester City finalizou 44 vezes – 15 no alvo –, teve 19 escanteios e 82% de posse de bola contra o Queens Park Rangers. Mesmo assim, seu primeiro título inglês em 44 anos veio acompanhado de um drama que poucos roteiristas seriam capazes de criar. Dois gols nos cinco minutos finais determinaram a vitória por 3 a 2, tiraram o pão da boca do Manchester United e fizeram tremer o Etihad Stadium.

Kompany na época de Anderlecht, quando ainda era uma promessa de Football Manager

O título está com os melhores pés e mãos da temporada. Embora colecione críticos, o técnico Roberto Mancini foi um ótimo administrador durante boa parte do ano e soube extrair o melhor de suas várias estrelas. Foram tantos protagonistas, que definir o craque da campanha do City é um exercício quase puramente subjetivo, sem verdades absolutas.

A dúvida começa pelo goleiro. Joe Hart ratificou o status de melhor da posição na Inglaterra. Com raras falhas e 17 clean sheets (jogos sem sofrer gol), ele apareceu pela segunda vez na seleção da temporada.

Hart foi excepcional, mas contou com uma parede à frente dele. O capitão Vincent Kompany foi consistente, fez muita falta quando se ausentou e ainda marcou um dos gols mais importantes da campanha, o da vitória sobre o Manchester United no segundo turno. Desde que o belga chegou ao City, o time leva uma média de 0.9 gol por partida com ele e de 1.6 sem ele. Não é acaso.

David Silva seria o craque do campeonato se tivesse mantido o ritmo da primeira metade da temporada. O espanhol foi a força motriz do ataque do City, criando jogadas impensáveis para qualquer outro jogador do elenco. Silva é também o melhor garçom da temporada, com 14 assistências. Mas ele enfrentou um período bem improdutivo entre janeiro e abril.

Touré celebra em St. James' Park: um dos vários momentos-chave da campanha

Sergio Agüero também entra na conversa, até pela última imagem do campeonato, do argentino correndo e girando a camisa enquanto o estádio festejava o 23º e mais relevante gol dele na liga. Apenas Fernando Torres (24) marcou mais entre os estrangeiros estreantes na Premier League. Agüero ainda pode ser mais preciso, mas as comparações com Romário fazem mais sentido a cada ano.

No entanto, o número 1 do Manchester City na temporada, para o blog, é Yaya Touré. O marfinense, eleito o melhor africano de 2011, marcou seis gols na campanha. Entre eles, um contra o Queens Park Rangers em Loftus Road, um contra o Stoke no Britannia Stadium e dois contra o Newcastle em St. James’ Park, todos fundamentais para o título. Hoje, mesmo lesionado, assistiu Zabaleta no primeiro gol. Yaya domina o meio-campo, ataca e defende com a mesma eficiência e consegue ser ainda melhor do que na temporada passada, quando decidiu a FA Cup com gols na semifinal e na final. Touré vive momento brilhante, é predestinado e o mais completo jogador do futebol inglês. Até o Barcelona sente falta dele.

Fantasy
O vencedor da liga é Jayme Perandin (Jayspurs). Parabéns!

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sábado, 12 de maio de 2012 Man City, QPR | 17:24

Inimigo familiar

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Hughes e Mancini protagonizaram uma polêmica troca de treinadores

Quando o Manchester City venceu o Sunderland por 4 a 3, Mark Hughes não comemorou. Em 19 de dezembro de 2009, o técnico galês apenas esperava pela demissão, tratada como inevitável diante da campanha medíocre de seu City na Premier League. A saída teve requinte de crueldade. Hughes foi dispensado imediatamente após a partida e, ainda naquele sábado, a direção anunciou Roberto Mancini como substituto. Tudo estava planejado.

Amanhã, Mancini e Hughes, hoje treinador do Queens Park Rangers, se reencontram no Etihad Stadium para o último jogo da temporada. Uma vitória dá o título inglês ao Manchester City. Se empatar, o QPR escapa do rebaixamento. Hughes agora tem de atrapalhar seu ex-clube, mas, de alguma maneira, ele contribuiu para a provável conquista de amanhã. Ainda que seu trabalho no City tenha sido fraco, o galês formou boa parte do grupo que lidera a Premier League.

A passagem de Hughes pelo Manchester City, entre 2008 e 2009, coincidiu com um período de transição, em que era difícil conhecer a identidade daquele clube que tinha dinheiro à vontade para gastar, mas ainda não conseguia atrair qualquer jogador que desejasse. Dos habituais titulares do City neste fim de temporada, Hughes contratou cinco: Zabaleta, Kompany, Lescott, Barry e Tevez. Como nem tudo é perfeito, também era ele o treinador na época da contratação de Robinho.

Os negócios de mercado interno eram relativamente seguros, mas os outros sempre envolvem um risco adicional. É por isso que Hughes merece crédito por ter fechado uma das melhores contratações da história do clube, a do capitão Vincent Kompany, que estava no Hamburgo, por apenas £6 milhões. Hoje, o belga é o melhor defensor do futebol inglês e tem valor incalculável para a equipe.

O técnico rejeitado pelo Manchester City há três anos disse não pensar em revanche, mas apenas no ponto de que o QPR precisa para garantir a permanência na primeira divisão. Se perder, Hughes ao menos pode alegar que é responsável por uma parcela do título. Talvez até consiga beijar o troféu.

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domingo, 29 de abril de 2012 Man City, Man Utd | 21:03

D-Day

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O dérbi de Manchester não vai necessariamente determinar o campeão inglês, mas é o confronto mais importante da temporada e não à toa ganhou status de decisão. Amanhã, às 16h de Brasília, o City tem de vencer em casa para se manter vivo na disputa e chegar à liderança com uma confortável vantagem no saldo – no mínimo, de oito gols. O United pode ser pragmático para empatar e, assim, ficar a uma vitória e um empate de seu 20º título nacional.

Os três encontros entre eles em 2011-12 não servem de base para este. O primeiro, pela Community Shield, teve clima de pré-temporada. Os 6 a 1 do City em Old Trafford, pela Premier League, e os 3 a 2 do United no Etihad, pela FA Cup, foram condicionados a expulsões e já estão bem distantes no calendário. Fato é que, em circunstâncias normais, é impossível prever uma partida desnivelada. O City perdeu só dois pontos em seu terreno, e o United jamais chega despreparado a esse tipo de confronto.

Os possíveis (não prováveis) times de City e United

A boa notícia é a saúde dos elencos. Enquanto o único desfalque titular do United é Vidic, que já estava fora da temporada mesmo, o City pode contar com todo mundo – com o perdão do pleonasmo, todo mundo menos Hargreaves, sem ritmo de jogo há quatro anos. Ainda assim, as escalações estão bem longe de previsíveis.

Roberto Mancini tem pelo menos uma questão relevante para resolver. Não é segredo para ninguém que boa parte do jogo do United depende dos wingers, e o melhor deles na temporada é Antonio Valencia. Naturalmente inclinado a escalar Tevez e Agüero, Mancini pode barrar Nasri em benefício de Milner, que ajudaria Clichy a conter o equatoriano. Embora seja sombra daquele que iniciou o campeonato, Silva deve ser mantido pelo poder de decisão. No primeiro turno, Milner foi escalado em detrimento de Nasri, do lado direito, para acompanhar Evra e Young.

Alex Ferguson pode ter mais dúvidas. Giggs e Park, figuras recorrentes em jogos decisivos, devem reaparecer entre os titulares? Rafael, que tem sido uma calamidade na defesa, será mantido na lateral direita? Young ou Nani? Escalar Welbeck para fazer companhia a Rooney ou um meio-campista extra para não expor Scholes às infiltrações de Silva e às arrancadas de Yaya Touré? Não são decisões simples.

Com o resgate de Tevez, o ótimo link entre ele e Agüero e as boas atuações recentes, especialmente contra West Brom e Norwich, o City pode desafiar o United, o que parecia bem improvável há algumas semanas. Para isso, precisa se concentrar totalmente no jogo e esquecer os mind games, que ajudaram a minimizar a chance de título. No United, o desafio é reencontrar o padrão perdido nas últimas rodadas, as que reabriram o campeonato. Não dá para duvidar de ninguém.

Palpite: City 1 x 1 United.

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