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segunda-feira, 17 de setembro de 2012 Man Utd | 10:27

Meritocracia

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Evra, de 31 anos, perdeu a grife de "o melhor lateral do mundo"

Os primeiros sinais de declínio do lateral-esquerdo Patrice Evra, do Manchester United, apareceram na temporada passada. Houve vários avisos antes de sua falha mais grave, há duas semanas, quando Evra literalmente escorregou e quase determinou a derrota do United para o Southampton, que teria sido um prejuízo gigantesco. A equipe se recuperou naquela partida, mas o defensor francês pode pagar pela sequência de atuações inseguras.

Contratado para tirá-lo da zona de conforto, o lateral holandês Alex Büttner* foi um dos destaques da vitória por 4 a 0 sobre o Wigan, no sábado. Büttner ficou bem à vontade em Old Trafford e estreou com gol e assistência. Sagaz, a transmissão registrou a reação de Evra ao gol marcado por seu substituto, e a expressão dele denunciava certo desconforto.

De acordo com Alex Ferguson, o francês não jogou porque estava lesionado – também há o fator estreia na Champions League, na próxima quarta, que fez Ferguson poupar jogadores-chave. Mas não importa. Somada à crescente impaciência dos torcedores com ele, a atuação de Büttner certamente põe em xeque a titularidade de Evra, a quem o United ainda deve recorrer em jogos mais pesados, como o do próximo domingo, contra o Liverpool. Embora Büttner precise ser testado defensivamente, o único argumento para manter o número 3 é a experiência.

A postura recente de Ferguson indica que ninguém tem cadeira cativa. Até Rooney, que fez péssima partida contra o Everton na abertura da temporada, foi relegado à reserva na rodada seguinte. De Gea falhou contra o Fulham e perdeu temporariamente seu lugar para Lindegaard, titular nas duas últimas partidas. Berbatov, que saiu de Old Trafford insatisfeito, mal apareceu na temporada passada porque o treinador queria um time rápido na transição para o ataque. No United, que já é vice-líder, não há espaço para o comodismo.

*Nota: A estreia de Büttner foi somente uma primeira impressão, mas é necessário questionar: por que ele não foi convocado à Euro pelo então técnico da Holanda, Bert van Marwijk? Sem contar com o titular da posição, Erik Pieters, a seleção sofreu demais na lateral esquerda com a natural insegurança de Jetro Willems, de apenas 18 anos. Büttner tem 23 anos e quatro temporadas completas no Vitesse.

Raheem Sterling
No Liverpool, também não importa quem você é: se jogar bem, vira titular. O abusado Raheem Sterling, de 17 anos, evolui a uma velocidade assustadora e iniciou todas as últimas cinco partidas, desde 23 de agosto. Hoje, Sterling é o melhor jogador do Liverpool e o único (além de Luis Suárez, quando inspirado) capaz de driblar. Reflexo do talento dele, mas também da escassez de opções ofensivas.

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sexta-feira, 17 de agosto de 2012 Arsenal, Chelsea, Man City, Man Utd | 13:41

Guia da temporada (parte 5)

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Arsenal, Chelsea, Manchester City e Manchester United fecham o guia da temporada:

Santi Cazorla, substituto tardio de Cesc Fàbregas

Arsenal. A venda de Robin van Persie ao Manchester United revolta, porém não mata o Arsenal. Não fosse a saída do holandês, o mercado de Arsène Wenger estaria perfeito, com as ótimas contratações de Giroud, Podolski e Santi Cazorla. Há certa desconfiança sobre os dois primeiros, mas, se eles reproduzirem no Emirates Stadium o que fizeram por Montpellier e Köln, Wenger não precisa se preocupar com o ataque. O criativo Cazorla, um ás das bolas paradas, foi simplesmente uma das grandes contratações europeias de 2011-12 – basta ver o que ele acrescentou ao Málaga e como o Villarreal desmoronou após a transferência. Para realmente progredir em relação à temporada passada, o Arsenal ainda tem de garantir a permanência de Song (ou encontrar um substituto à altura) e a recuperação física de Wilshere. Na defesa, seria interessante buscar peças de reposição. Previsão para a temporada: 4ª.

Chelsea. Com as contratações de Hazard, Oscar e Marin, o Chelsea congestionou seu grupo de meias ofensivos e criou um impasse para Roberto Di Matteo, que – esqueçamos – não deve abrir mão de Ramires aberto pela direita. Ao menos, ninguém vai reclamar de falta de criatividade, um dos grandes defeitos da equipe na temporada passada. Em outros setores, o elenco ainda tem carências, especialmente de um volante defensivo (Mikel terminou 2011-12 bem, mas não é exatamente unanimidade), um lateral-direito e um atacante para manter Fernando Torres acordado mesmo após a saída definitiva de Drogba e o empréstimo de Lukaku. O título europeu tira algumas toneladas das costas de Roman Abramovich, porém não resolve todos os problemas do Chelsea. Previsão para a temporada: 3º.

Manchester City. O desafio dos atuais campeões não é simples. O único clube além do Manchester United a conquistar um bicampeonato consecutivo na era Premier League foi o Chelsea de José Mourinho, em 2005 e 2006. Para se unir a esse grupo, o Manchester City aposta na manutenção da base e na boa vontade de Tevez, que deve reeditar com Agüero a parceria da reta final da temporada passada, determinante para o título inglês. Com a chegada de Rodwell, o elenco oferece a Roberto Mancini ótimos titulares e bons reservas em todos os setores. Para superar um Manchester United ferido e fortalecido em relação a 2011-12, o City precisa da evolução de Nasri, que pode fazer mais no segundo ano em Eastlands, e da regularidade de Silva, que oscilou demais entre janeiro e abril, não à toa a fase mais crítica da última campanha. Previsão para a temporada: 2º.

Manchester United. O United recuperou Vidic e ganhou Kagawa e van Persie. Ninguém questiona a melhora da equipe, porém inegavelmente existe incerteza sobre como ela será escalada. Rooney e van Persie vão formar uma das melhores parcerias de ataque do mundo, mas onde entra Kagawa? No clássico e rígido sistema de Ferguson, o japonês seria naturalmente o atacante com mais liberdade para circular, mas a contratação de van Persie deve obrigá-lo a ganhar a vida no meio-campo – talvez aberto por um dos flancos, talvez adaptado à meia central. Isso depende também do tamanho da responsabilidade que Ferguson pretende atribuir a Scholes, Giggs e Cleverley nesta temporada, uma vez que os três são possíveis parceiros de Carrick. Embora haja várias dúvidas importantes, é certo que o United vai batalhar muito para resgatar o título. Previsão para a temporada: 1º.

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segunda-feira, 23 de julho de 2012 Arsenal, Man City, Man Utd | 16:44

Quanto vale van Persie?

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A trágica Euro da Holanda não desvalorizou van Persie

Alex Ferguson enfim admitiu que o Manchester United está interessado em Lucas, mas negou que já tenha chegado a um acordo com o São Paulo para a transferência do brasileiro de 19 anos. Há três dias, o técnico escocês revelou também que tentou, ainda sem sucesso, contratar Robin van Persie. O Arsenal exige ao menos £30 milhões, quatro a mais do que o clube pode pagar pelo reserva de Hulk na seleção olímpica.

Considerando que uma contratação exclui a outra, não há dúvida de que o investimento no holandês é melhor. Mesmo que Lucas seja aposta válida para o futuro (não por £26 milhões), Ferguson não deve dispensar a chance de enfim ter o sucessor de Ruud van Nistelrooy, alguém que ele procurou e não encontrou em Dimitar Berbatov. Longe de problemas físicos há quase dois anos, van Persie representa retorno imediato e, ao lado de Wayne Rooney, seria a chave para desafiar o Manchester City, prioridade do United para 2012-13.

Além do United, existe o interesse justamente do Manchester City, que pode fazer sentido à medida que a única certeza do ataque para a próxima temporada é Sergio Agüero. A concorrência e a perspectiva de vê-lo no principal adversário tornam van Persie mais desejado e, portanto, mais caro, mesmo a um ano do fim de um contrato que, como o próprio jogador divulgou, não será renovado.

Apesar do risco de perdê-lo em 2013 sem compensação financeira, o Arsenal está certo em pedir £30 milhões por van Persie. Há uma temporada, o Manchester City pagou £25 milhões por Samir Nasri, também com contrato expirante. Embora seja quatro anos mais novo, Nasri não tinha sequer metade da relevância do holandês, que marcou 37 gols e distribuiu 15 assistências em 2011-12. Na Premier League, o capitão participou de 58% (43 de 74) dos gols do Arsenal. Não é pouca coisa.

Talvez haja uma hipótese de van Persie ser liberado por uma proposta menor: a Juventus. Farto de perder seus talentos para o mercado interno, Wenger pode explorar o interesse da campeã italiana para não reforçar nenhum de seus rivais domésticos. No entanto, a aposta que se fazia há uma semana, de que £15 milhões seriam suficientes para tirá-lo do Emirates, não parece certa.

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terça-feira, 10 de julho de 2012 Brasileiros, Chelsea, Man Utd | 20:29

Oscar e Lucas

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A seleção brasileira sub-20 de 2011 é bem íntima dos tabloides ingleses. Há um ano, Neymar era o sonho de consumo do Chelsea. Casemiro foi especulado no Arsenal. Bruno Uvini deu um pulo no Tottenham. E, finalmente, Henrique ficou a um visto de trabalho do Queens Park Rangers. As bolas da vez são Oscar, que estaria bem perto do Chelsea, e Lucas, cortejado pelo Manchester United. São contratações que podem mesmo acontecer, mas precisam ser analisadas criticamente.

Oscar corre dois riscos no Chelsea. O primeiro, natural para um jogador de 20 anos, é o da reserva. Particularmente em Stamford Bridge, o cenário não é animador, ainda que o brasileiro seja versátil (no Inter, por conta de D’Alessandro, habitualmente atua aberto pela direita) e Roberto Di Matteo tenda a manter o 4-2-3-1 da temporada passada. Hazard, Mata e Ramires não devem frequentar banco. Ninguém que, por idade, precise ser substituído nos próximos anos.

Lucas e Oscar, amigos desde a base do São Paulo

O outro risco é o da mudança de posição, em função do congestionamento de meias ofensivos no elenco – e isso inclui o ascendente brasileiro Lucas Piazon. Oscar pode ser preparado para, em médio prazo, substituir Lampard, adaptado por Di Matteo a um posicionamento mais defensivo, de saída de bola. Capacidade e consciência tática para isso, ele tem. É uma questão de disposição para aprender e esperar.

Assim, o maior desafio de Oscar é controlar a pressa de ser protagonista, quesito em que ele falha, como indica o litígio com o São Paulo. Em síntese (quem se aventura no Football Manager vai entender): no Tottenham, onde também foi especulado, Oscar seria sucessor de Modric, um “jogador importante da equipe principal”; no Chelsea, ao menos na primeira temporada, será usado num “sistema de rotação do plantel”.

Mais estranha do que a aproximação do Chelsea a Oscar é o flerte do United com Lucas. No tradicional 4-4-2 (ou 4-4-1-1) de Alex Ferguson, onde você imagina que ele vai jogar? A princípio, há apenas uma posição pela qual o brasileiro pode brigar: lado direito do meio-campo. Lucas seria concorrente direto do ótimo Antonio Valencia, que recebeu de Ferguson o místico número 7. Quando atuou à esquerda, na seleção, ele não foi bem.

Para usar uma referência do futebol inglês, Lucas é parecido com Theo Walcott, e não apenas fisicamente. Apesar da saída de Park, com Young, Nani e Valencia no elenco, o clube deveria ter outras prioridades para aplicar os £32 milhões que estariam reservados ao garoto do São Paulo. Em Old Trafford, mesmo com as contratações de Powell e Kagawa, faltam opções centrais e sobram velocistas. Como se não bastasse, Lucas é daqueles que reclamam de marcar o lateral adversário.

Curiosamente, faria muito mais sentido o United correr atrás de Oscar, assim como Lucas está mais relacionado à necessidade do Chelsea.

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domingo, 29 de abril de 2012 Man City, Man Utd | 21:03

D-Day

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O dérbi de Manchester não vai necessariamente determinar o campeão inglês, mas é o confronto mais importante da temporada e não à toa ganhou status de decisão. Amanhã, às 16h de Brasília, o City tem de vencer em casa para se manter vivo na disputa e chegar à liderança com uma confortável vantagem no saldo – no mínimo, de oito gols. O United pode ser pragmático para empatar e, assim, ficar a uma vitória e um empate de seu 20º título nacional.

Os três encontros entre eles em 2011-12 não servem de base para este. O primeiro, pela Community Shield, teve clima de pré-temporada. Os 6 a 1 do City em Old Trafford, pela Premier League, e os 3 a 2 do United no Etihad, pela FA Cup, foram condicionados a expulsões e já estão bem distantes no calendário. Fato é que, em circunstâncias normais, é impossível prever uma partida desnivelada. O City perdeu só dois pontos em seu terreno, e o United jamais chega despreparado a esse tipo de confronto.

Os possíveis (não prováveis) times de City e United

A boa notícia é a saúde dos elencos. Enquanto o único desfalque titular do United é Vidic, que já estava fora da temporada mesmo, o City pode contar com todo mundo – com o perdão do pleonasmo, todo mundo menos Hargreaves, sem ritmo de jogo há quatro anos. Ainda assim, as escalações estão bem longe de previsíveis.

Roberto Mancini tem pelo menos uma questão relevante para resolver. Não é segredo para ninguém que boa parte do jogo do United depende dos wingers, e o melhor deles na temporada é Antonio Valencia. Naturalmente inclinado a escalar Tevez e Agüero, Mancini pode barrar Nasri em benefício de Milner, que ajudaria Clichy a conter o equatoriano. Embora seja sombra daquele que iniciou o campeonato, Silva deve ser mantido pelo poder de decisão. No primeiro turno, Milner foi escalado em detrimento de Nasri, do lado direito, para acompanhar Evra e Young.

Alex Ferguson pode ter mais dúvidas. Giggs e Park, figuras recorrentes em jogos decisivos, devem reaparecer entre os titulares? Rafael, que tem sido uma calamidade na defesa, será mantido na lateral direita? Young ou Nani? Escalar Welbeck para fazer companhia a Rooney ou um meio-campista extra para não expor Scholes às infiltrações de Silva e às arrancadas de Yaya Touré? Não são decisões simples.

Com o resgate de Tevez, o ótimo link entre ele e Agüero e as boas atuações recentes, especialmente contra West Brom e Norwich, o City pode desafiar o United, o que parecia bem improvável há algumas semanas. Para isso, precisa se concentrar totalmente no jogo e esquecer os mind games, que ajudaram a minimizar a chance de título. No United, o desafio é reencontrar o padrão perdido nas últimas rodadas, as que reabriram o campeonato. Não dá para duvidar de ninguém.

Palpite: City 1 x 1 United.

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segunda-feira, 12 de março de 2012 Man Utd | 16:03

Meia-volta, volver!

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United 8 x 2 Arsenal, em 28 de agosto de 2011

Antonio Conte iniciou seu trabalho na Juventus com um inovador 4-2-4. Na verdade, era nada além de um 4-4-2 com wingers muito ofensivos, mas a definição diferente serviu para que a novidade fosse discutida. Com menos alarde, o Manchester United também começou a temporada assim. O time que goleou o Arsenal por 8 a 2 em agosto, por exemplo, teve Cleverley, Anderson, Nani, Young, Welbeck e Rooney.

Aquele foi o melhor futebol apresentado pelo United em 2011-12. A derrota por 6 a 1 para o Manchester City em outubro, a queda de Nani e as lesões de Young e Cleverley obrigaram Alex Ferguson a reconsiderar a postura da equipe, que, mais cautelosa, foi eliminada de três copas, mas acaba de resgatar a liderança da Premier League com excelentes 67 pontos em 28 jogos. É exatamente agora que Ferguson volta ao ataque.

Ontem, enquanto o City perdia por 1 a 0 para o Swansea em Gales, um United bem mais ousado vencia o WBA por 2 a 0 em Old Trafford. Carrick e Scholes foram os meias centrais que deram sustentação a Welbeck (aberto pela direita), Young (pela esquerda), Rooney e Chicharito. O 4-4-2 ofensivo e fluido (ou simplesmente 4-2-4) do início da temporada é uma aposta razoável para a reta final porque as circunstâncias favorecem.

O United tem a obrigação de controlar nove dos dez jogos até o fim do campeonato. À exceção do Manchester City, adversário na 36ª rodada, todos os oponentes estão abaixo da sétima posição. Fulham, Everton e Swansea, que seriam anfitriões indigestos, vão ter de visitar Old Trafford. A melhor maneira de evitar uma reedição do domínio exercido pelo Athletic Bilbao na quinta-feira passada é agredi-los como no início de 2011-12.

Para o quarteto ofensivo brilhar, é fundamental que os meias centrais estejam bem. Nesse sentido, o retorno de Scholes é perfeito porque oferece qualidade no passe e cobertura a Cleverley, que também está de volta. Além disso, Carrick é consistente há bastante tempo. Ferguson ainda pode contar com Giggs, Anderson, Pogba e, quando quiser recuperar a bola com mais facilidade, Jones para o setor.

É justo lembrar que o City é o melhor time da Inglaterra e depende das próprias forças, mas também que teve uma semana péssima, em que até David Silva decepcionou. Enquanto isso, em Old Trafford, Young e Rooney resgatam a ótima afinação do começo de 2011-12. A temporada ainda não é, mas pode terminar empolgante para o United.

Leia aqui a ótima entrevista que Alex Ferguson concedeu ao iG.

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sexta-feira, 9 de março de 2012 Copas Europeias, Debates, Man Utd | 17:23

Tipo importação

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Old Trafford não reprimiu Marcelo Bielsa

Em sua visita a Old Trafford, o Athletic Bilbao mostrou duas virtudes irrefutáveis. A primeira é individual, de ótimos jogadores como Javi Martínez, De Marcos, Muniain, Susaeta e Llorente, que derrubam o conceito preconceituoso de que o clube, limitado a atletas bascos, não pode competir em alto nível. A segunda e mais importante é coletiva: os habituais ataques em bloco, pressão à defesa adversária e zelo com a posse de bola que fazem de Marcelo Bielsa um treinador brilhante.

O resultado foi bem além da vitória basca por 3 a 2, que ainda dá margem à sobrevivência do United na Liga Europa. O Athletic teve 55% de posse de bola e incríveis 14 finalizações certas (o dobro do United), que exigiram uma notável atuação de De Gea. Alguém pode alegar certa complacência dos ingleses (visível, por exemplo, na preguiça de Rafael no lance do terceiro gol), mas o mérito pelo absoluto domínio da turma de Bielsa sobre a maioria titular dos Red Devils não deve ser contestado.

Nada disso é acaso. Além da elogiável concepção de futebol, Bielsa é profissional e detalhista a ponto de ter assistido a 126 horas de seu time em ação para traçar perfis do elenco e conhecer um terreno que se apresentou como um desafio inédito em sua carreira. Uma das inspirações de Pep Guardiola, o argentino é valorizado agora pela capacidade de implantar ideias que fogem ao trivial mesmo em equipes com recursos bem mais escassos que os do Barcelona.

No caso de ontem, a Inglaterra recebeu uma lição. A péssima temporada europeia dos clubes ingleses ainda parece casual e não é, necessariamente, fruto de um ou outro estilo. Ainda assim, uma liga que se notabilizou por jogos insanamente rápidos ganharia demais se alguém como Bielsa aparecesse por lá. Hoje, o time mais legal de se ver e talvez o único que tenta reeditar essa maneira de atuar é o Swansea de Brendan Rodgers, que faz os jogadores parecerem melhores do que eles realmente são.

A resistência a novas ideias é maior em clubes de ponta. Tanto que o Chelsea e suas estrelinhas destruíram de várias formas a proposta de André Villas-Boas. Mas clubes médios que desejam ser grandes não têm nada a perder com a importação do tiki-taka. Pense, por exemplo, na mediocridade do Aston Villa de Alex McLeish e do Sunderland do já demitido Steve Bruce. Pense também sobre os salários deles. Tem gente trabalhando melhor – e ganhando com autoridade em Old Trafford – por menos.

A 28ª rodada da Premier League começa amanhã. Então, passe no Fantasy e atualize seu time.

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sábado, 11 de fevereiro de 2012 Man Utd | 15:46

Scholes rules

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A infantilidade de Luis Suárez e Patrice Evra gerou uma assustadora quantidade de achismos, clubismos e radicalismos. Cada um defende seu lado num caso em que ninguém – mas ninguém mesmo – deve ser beatificado. Melhor, então, é repercutir a vitória por 2 a 1 do Manchester United sobre o Liverpool. A atuação dos Devils foi excepcional, especialmente pelo controle do meio-campo.

A ótima fase de Michael Carrick não é de hoje. Desde o afastamento de Darren Fletcher e da crise de lesões entre os meias, ele reassumiu o posto de titular absoluto e ofereceu estabilidade e consistência ao setor, com e sem a bola. Quem mais impressionou, no entanto, foi seu parceiro. Considerando que virou o ano aposentado, Paul Scholes é, realmente, um fenômeno.

Scholes acertou 87 dos 96 passes que arriscou, mas foi bem além dos números. A lucidez e o poder de organização ainda estão lá e, aliados a uma boa preparação física, são muito úteis ao United. Aos 37 anos, ele já comprovou o acerto de Ferguson na decisão de chamá-lo de volta. O retorno de Tom Cleverley não precisa ser apressado, e o time tem a quem recorrer para articular suas jogadas.

Old, but gold

Hoje, pela primeira vez, Scholes e Giggs começaram juntos uma partida desta edição da Premier League. O lance que resume a capacidade deles aconteceu no primeiro tempo, com Scholes acionando Giggs, aberto à esquerda como nos velhos tempos, e aparecendo para completar cruzamento cirúrgico do galês. Eles se recusam a passar o bastão.

Everton 2 x 0 Chelsea
Enquanto o Everton tranca os cofres, David Moyes se vira. Três jogadores emprestados determinaram a ótima vitória sobre o Chelsea: Steven Pienaar, Denis Stracqualursi e o melhor deles, Landon Donovan*. Do outro lado, um time bem sonolento, que despeja dúvidas sobre o futuro na corrida pela quarta posição e nas oitavas de final da Champions League.

Swansea 2 x 3 Norwich
O Swansea é o melhor dos recém-promovidos, mas o Norwich é o mais eficiente. O time de Paul Lambert marcou três gols contra uma defesa sempre sólida no País de Gales e já está a quatro pontos do Liverpool. Impressionante.

*Emprestados pela MLS, Donovan, Robbie Keane e Thierry Henry, decisivo na vitória do Arsenal sobre o Sunderland, serão tema do blog em breve.

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sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012 Liverpool, Man Utd | 15:21

Prova de maturidade

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Patrice Evra administrou bem apenas até certo ponto as vaias que recebeu em Anfield há duas semanas. No decisivo confronto contra o Liverpool pela FA Cup, um lapso do lateral francês determinou a derrota do Manchester United. Amanhã, a Premier League nos reserva o outro lado desta história. Luis Suárez, que cumpriu suspensão de oito partidas por ofensas interpretadas como racistas a Evra, vai a Old Trafford pela primeira vez na carreira.

O desafio do uruguaio é um tanto diferente. Se Evra precisava manter a concentração para não oferecer chances ao Liverpool, Suárez terá de controlar seu temperamento, que já é explosivo em qualquer circunstância, diante de mais de 70 mil vozes vorazmente contrárias a ele. O discurso dEl Pistolero é de que as vaias vão, na verdade, ajudá-lo. Seu compromisso é canalizar o sangue quente para correr ainda mais, e não para se envolver em disputas como a que nocauteou Scott Parker há quatro dias, no sonolento Liverpool x Tottenham.

As câmeras não vão dar paz a Evra e Suárez

Suárez tem outra razão para pisar no freio. Phil Dowd, árbitro de United x Liverpool, é uma espécie de Marcelo de Lima Henrique inglês. Ele mostrou 95 cartões amarelos em 24 jogos na temporada, quase quatro por partida. Caso passe no teste e não se transforme na quarta expulsão de Dowd em 2011-12, o atacante pode dar um passo à frente na carreira, provando que suas inesperadas férias serviram para uma reflexão de como ele é muito importante com a cabeça no lugar.

O equilíbrio mental ainda tem de reservar espaço a um Suárez decisivo, como o da vitória em Anfield na temporada passada. O jogo é fundamental para o Liverpool, que depende dos três pontos para não se afastar perigosamente da quarta posição. Mas o favorito é o United, que, em circunstâncias normais, perderá o clássico apenas com uma atuação de gala dos visitantes, o que passa quase necessariamente pelo irritadiço uruguaio.

Confira os jogos da 25ª rodada e a classificação da Premier League. Para a programação na TV, consulte o Papo de Bola, do incansável Edu Cesar.

Não se esqueça de atualizar seu time no Fantasy.

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sábado, 28 de janeiro de 2012 Copas Nacionais, Man Utd | 19:38

Red Devils

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Um desfalcado Manchester United teve nos pés a classificação à quinta fase da FA Cup. O fatal cochilo de Patrice Evra aos 43 do segundo tempo gerou o gol da vitória do Liverpool e impediu um replay em que os Red Devils seriam claramente favoritos. Isso à parte, perder em Anfield ainda é normal. Pior é a sequência de eliminações que resumiu a temporada do United a Premier e Europa Leagues.

Para quem sempre flerta com doubles e trebles, 2011-12 já é, de certa forma, uma temporada amarga. É claro que a satisfação do torcedor depende de como terminar a corrida pelo título nacional contra o Manchester City, mas a raiva de Alex Ferguson após as derrotas para Crystal Palace (Carling Cup), Basel (Champions League) e Liverpool (FA Cup) sinaliza que esses fracassos não estavam no script.

Reggie, o simpático mascote do Crawley Town, garantiu a alegria da classe neste sábado

A reforma do United tem sido mais dolorosa do que esperávamos por conta da sequência de lesões, apostas que ainda não deram certo, como David De Gea, e o baixo rendimento de quem contribuía bem mais, como Chicharito Hernández. Porém, embora não impressione em campo, a campanha na liga é excepcional na tabela, com 77% de aproveitamento, mais do que os 70 do último título. Ferguson tem de trabalhar os atributos psicológicos de sua nova (nem tanto por Scholes e Giggs) equipe, mas não há nada irreparável em Old Trafford.

Crawley Town
Enquanto isso, no KC Stadium, um diabo vermelho fez festa. O KC, para quem não lembra, é a casa do Hull City, sexto colocado da segunda divisão e hoje eliminado da FA Cup pelo Crawley Town. O Crawley, que tem o mesmo mascote do Manchester United, é o terceiro colocado da quarta divisão. A vitória por 1 a 0 sobre o Hull levou o clube provinciano às oitavas de final da copa pela segunda vez consecutiva.

A diferença é que, na temporada passada, o Crawley não estava sequer na Football League. Era time da Conferência Nacional, equivalente à quinta divisão. Há um ano, o blog tratou dessa jornada, que, curiosamente, terminou com uma derrota por 1 a 0 para o Manchester United em Old Trafford. Desta vez, o diabo vermelho mais bem-sucedido na FA Cup vem do Broadfield Stadium.

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