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domingo, 18 de setembro de 2011 Chelsea, Man Utd | 15:36

Um jogo, dois vencedores

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Juan Mata ratificou hoje: é a grande novidade em relação ao velho Chelsea

Na BBC, Alan Hansen escreveu durante a semana que o Chelsea não poderia perder para o Manchester United no domingo. Prefiro não ir tão longe. O compromisso dos Blues era sair de Old Trafford com a sensação de que é candidato ao título. A derrota por 3 a 1 deixou o time de André Villas-Boas a significativos cinco pontos da liderança, mas não tirou o moral do Chelsea, não. Pelo contrário.

Prender-se aos números é um risco. Dizer que o Chelsea massacrou porque teve 20 chances contra 12, então, é completamente errado. A própria iniciativa dos Blues levou o conjunto de Ferguson a contra-atacar e, portanto, criar ocasiões de gol muito agudas, especialmente no segundo tempo. Mas quem viu o jogo sabe que os visitantes atuaram bem demais e perderam só porque o adversário é muito eficiente – não é mera sorte; é uma qualidade permanente de um United que tem Jones, Nani e Young voando.

À exceção de Lampard, mesmo num primeiro tempo que perdeu por 3 a 0, o Chelsea funcionou do meio para frente. Um ajuste no intervalo, sugerido por Michael Cox e adotado por Villas-Boas, levou Juan Mata ao centro do campo num 4-2-3-1 que prescindiu de Lampard, o que se revelou uma boa escolha. Aliás, o técnico português não se intimida quando precisa tirá-lo. Flexível e sem medo de tentar vencer, o Chelsea foi a terceira equipe a encarar o United na temporada doméstica. As outras foram o West Brom e o Manchester City.

O lance que resumiu o jogo e a diferença entre os adversários foi o estranho quase-gol de Fernando Torres no fim. Faltou concentração ao espanhol, mas hoje ele foi, afora esse episódio, o Torres arisco e sempre próximo de marcar por quem o Chelsea pagou tanto. Também por isso, Villas-Boas deve ter saído de Old Trafford com uma pontinha de sorriso. Perdeu a invencibilidade de 37 partidas por ligas nacionais, mas provou que é candidato ao título.

*Não pude assistir a Tottenham 4 x 0 Liverpool.

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quinta-feira, 25 de agosto de 2011 Arsenal, Chelsea, Copas Europeias, Man City, Man Utd | 23:04

Difícil, mas nem tanto

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O Manchester City vai rever Jerome Boateng, hoje no Bayern. Espera aí... Ele passou por lá?

Não foi a melhor tarde para os ingleses. É razoável dizer que somente o Manchester United saiu satisfeito do sorteio dos grupos da Liga dos Campeões. Também cabeças de chave, Chelsea e Arsenal terão de trabalhar muito para não sofrerem sustos. O Manchester City, no terceiro pote, não esperava facilidade mesmo, mas certamente lamentou o emparelhamento. Acompanhe:

A: Bayern, Villarreal, Manchester City e Napoli. Ainda que tenha evitado Barcelona, Dortmund e Milan, o terceiro colocado da Premier League encara um grupo mais complicado do que imaginava. A pobre experiência europeia pode ter algum peso contra os alemães, mas o City é favorito em relação a espanhóis e italianos. Com elenco de sobra para revezar, Roberto Mancini será severamente criticado se tornar a falhar após a queda precoce na última Liga Europa. Palpite: passa em segundo.

C: Manchester United, Benfica, Basel e Otelul Galati. A briga mais relevante da chave tem tudo para ser entre suíços e romenos, pelo terceiro lugar e a consequente vaga na Liga Europa. O grupo parece ainda mais simples que o de 2010-11, quando o United teve de enfrentar Valencia, Rangers e o então campeão turco, o Bursaspor. Desta vez, vale a história do confronto com o Benfica. O time mais confiável da Inglaterra não deve ter problemas fora do Estádio da Luz. Palpite: passa em primeiro.

E: Chelsea, Valencia, Bayer Leverkusen e Genk. O Bayer Leverkusen iniciou a Bundesliga com moderação, e o Valencia foi controlado pelo Liverpool em amistoso disputado há 20 dias. Com os belgas do Genk correndo bem por fora, o Chelsea seguirá adiante se afastar a morosidade e for mais agressivo do que contra o West Bromwich, por exemplo. Detalhe para os reencontros de Juan Mata e Michael Ballack com Valencia e Chelsea. Palpite: passa em primeiro.

F: Arsenal, Olympique de Marselha, Olympiacos e Borussia Dortmund. Todos têm chances relevantes de classificação (os gregos menos), problema para um cabeça de chave duvidoso. Mesmo assim, se reforçado, o Arsenal tem bola para suportar o bom Olympique de Deschamps e o campeão alemão. Aliás, o suposto favoritismo do Dortmund pode esbarrar na falta de tarimba do jovem elenco no continente. Em 2010-11, caiu para PSG e Sevilla na Liga Europa.  Palpite: passa em primeiro.

Todos sobrevivem
Além do quarteto da Champions, a Inglaterra emplacou todos os representantes na fase de grupos da Liga Europa. Tottenham, Fulham, Stoke e Birmingham passaram, respectivamente, por Hearts, Dnipro, Thun e Nacional da Madeira. Well done!

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domingo, 7 de agosto de 2011 Copas Nacionais, Man Utd | 18:20

Olá, muito prazer

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De Gea, Jones e Young são a espinha dorsal de uma renovação que vai muito além deles

20, 21, 23, 19, 21, 26, 22, 23, 25, 26 e 21. A sequência, bastante repetida há algumas horas, traz as idades dos titulares do Manchester United na parte final da Supercopa da Inglaterra, contra o Manchester City. Foram eles que transformaram uma desvantagem de 2 a 0 em mais um título para os Red Devils, que venceram por incríveis 3 a 2. O fato de Ashley Young (26) ser o vovô de um time que reagiu assim a um rival forte e experimentado representa bem mais do que uma piada pronta.

Antes da entrada de Berbatov, a dois minutos do fim, Alex Ferguson havia recorrido a quatro das seis substituições permitidas. Sem Giggs desde o início, trocou os experientes Ferdinand, Vidic, Evra e Carrick (que, outra vez, apareceu de surpresa em uma Community Shield) pelos jovens Evans, Jones, Rafael (capitão do time!) e Cleverley. Não foi preciso mudar tanto para chegar à sequência do começo do texto. São os novos tempos em Old Trafford, que nos levam a alguns comentários:

1) Aquele problema ainda existe. A imagem de Messi entre o meio-campo e a defesa do United na final da Champions ainda deve incomodar Ferguson. Hoje, o gol de Dzeko deixou claro que a ausência de um volante defensivo contra adversários difíceis e com alguém no setor (até não foi o caso de Yaya em boa parcela do jogo, é bem verdade) expõe os zagueiros perigosamente. A diferença é que não havia quem pudesse fazer essa proteção na temporada passada. Hoje tem: o polivalente Phil Jones.

2) Combinação letal. O primeiro gol de Nani, batizado por aí de “gol de Barcelona”, mostrou o nível de fluidez a que o jogo do United pode chegar. Muito disso se deve à ousadia de Ferguson, que tem insistido em escalar Young e o próprio Nani abertos no meio-campo. Quando eles chegam ao ataque tabelando com Rooney e mais um (hoje Welbeck), a defesa adversária tem muitos problemas.

Você enxergava um bom lateral-direito aí?

3) Iniesta inglês. Para ter fluidez, alguém precisa vir de trás com qualidade. A entrada de Tom Cleverley, que também participou do golaço de Nani, foi determinante para a virada e até fez Anderson crescer. Cleverley volta do empréstimo ao Wigan confiante e com status de “futuro Iniesta” para vários torcedores. Funciona melhor como meia central do que aberto pela direita, função que lhe foi delegada por Stuart Pearce na Euro sub-21. Tem tudo para ser muito utilizado.

4) Defesa versátil. Na pré-temporada, Ferguson testou todos os seus zagueiros jovens (Smalling, Jones e Evans) nas laterais. Agora, a gente entende por que O’Shea e Brown não ficaram. É claro que ninguém pode depender de Evans para nada, mas as opções legitimam a presença de apenas três laterais de ofício no elenco. Uma das boas surpresas da Community Shield foi o poder ofensivo de Smalling, hoje lateral-direito.

5) De Gea. O goleiro espanhol de 20 anos falhou nos dois gols do City, mas é cedo demais para tachá-lo de novo Taibi, Bosnich, Barthez ou Howard. O ex-colchonero tem talento e precisa se adaptar ao ambiente, às novas responsabilidades e até à fluência no idioma. Por exemplo, em entrevista ao blog, o brasileiro Adriano Basso, agora no Hull, revelou que as dificuldades iniciais com a língua o forçaram a uma transferência para o minúsculo Woking por conta da tarefa de organizar a defesa.

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sábado, 6 de agosto de 2011 Copas Nacionais, Man City, Man Utd | 15:50

Um dérbi para começar

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Yaya foi o cara do último dérbi e deve ser uma das preocupações táticas de Ferguson

Não poderia haver confronto melhor para abrir a temporada da elite inglesa. Amanhã, às 10h30, Wembley recebe o dérbi entre Manchester United e Manchester City pela Community Shield, a Supercopa da Inglaterra. Será a primeira vez desde 1956 que eles disputam o título inaugural do ano.

Com retornos de empréstimos e gastos distribuídos entre três bons reforços, o atual campeão inglês parece preparado para enfrentar as ausências de van der Sar e Scholes. Na despedida deste, contra o ressurgido New York Cosmos ontem, Alex Ferguson deu pistas de como vai escalar seu United, uma vez que pouco mudou em relação a outros amistosos.

Ainda que seja um grande vencedor da Community Shield, Ferguson não se importa em fazer experiências e priorizar a preparação para a temporada de fato. Assim, não são improváveis as presenças de várias novas caras. Com base na pré-temporada, existe a tendência de que os contratados David De Gea, Phil Jones e Ashley Young e os resgatados Tom Cleverley e Danny Welbeck ganhem muitos minutos no jogo de amanhã.

A expectativa é de uma abordagem agressiva do United, que tem atuado com Nani e Young abertos no meio-campo de quatro homens. Com Carrick e Hernández excluídos do dérbi, as dúvidas óbvias são os parceiros de Giggs na volância e de Rooney no ataque. Há ainda a curiosidade sobre a escalação e a função de Jones. O ex-defensor e primeiro volante do Blackburn seria uma boa resposta a Yaya Touré, que, entre os meias centrais e os zagueiros adversários, dominou a semifinal da última FA Cup.

Campeão da copa, o City não terá seu ainda capitão Tevez, que segue descansando após a Copa América e umas traquinagens nos bastidores. A estreia do ótimo reforço Sergio Agüero é incerta, mas a pré-temporada indica que Roberto Mancini pode escalar dois atacantes propriamente ditos, mesmo sem abrir mão do trio de meio-campistas, possivelmente com De Jong, Milner e Yaya.

Se finalmente concluir que Milner briga por posição com Barry, Mancini ganha um jogador mais ativo no meio e uma vaga no ataque. David Silva é nome quase certo por ali, partindo da ponta, fechando com a posse de bola e auxiliando Yaya na criação. Caso Mancio siga o modelo da vitória contra a Inter, o revezamento entre Dzeko e Balotelli na área e na ponta pode lhes dar mais confiança.

Na defesa, Kompany oferece segurança a quaisquer parceiros. É provável que Richards, Lescott e Clichy o acompanhem na forte retaguarda de Mancini. Mesmo assim, Community Shield e placar baixo não combinam. Até por sinalizar menos alterações em relação à temporada passada, o City parece ter certa vantagem para amanhã, mas nada que transforme uma eventual vitória do United em zebra.

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quinta-feira, 21 de julho de 2011 Man Utd, Mercado | 00:00

Sem pressa

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Sneijder x Chelsea: vai virar rotina?

Há dez anos, o Manchester United contratou um jogador de que não precisava: Juan Sebastián Verón, por generosos £28 milhões à Lazio. Paul Scholes, que estava no auge, foi adiantado para abrir espaço ao argentino. Não deu certo. Verón fracassou e acabou vendido ao Chelsea por £15 milhões em 2003. Hoje, depois da aposentadoria de Scholes, o excesso virou escassez. Alex Ferguson ainda não tem um novo organizador de jogadas.

Seu alvo preferencial é Wesley Sneijder. A negociação, no entanto, não é simples. Luka Modric foi especulado, mas o forte interesse do Chelsea e a resistência do Tottenham são obstáculos. Samir Nasri chegou a ser visto como a alternativa ideal, só que o Arsenal parece disposto a assumir o risco de manter o jogador mesmo com o contrato perto do fim. Houve até quem falasse em Ganso, porém a falta de dinamismo do santista e a dificuldade em se adaptar a um papel mais defensivo afastam essa possibilidade.

A posição do playmaker é a maior – talvez a única, aliás – carência do elenco. Ainda assim, Ferguson prefere não arriscar. Ele não dá margem de erro a esse negócio, só admite contratar o jogador certo. Há pouco, negou dos Estados Unidos, onde o time faz pré-temporada, as indicações de que Wayne Rooney possa virar uma solução caseira (até faria sentido com mais um grande atacante no elenco).

Por ora, o substituto é mais velho do que Scholes: Ryan Giggs. O galês, por sinal, havia assumido a posição bem antes de o parceiro encerrar a carreira. Scholes foi o melhor da liga em agosto de 2010, mas perdeu o fôlego. Raramente foi titular absoluto nos últimos quatro anos. O reposicionamento de Giggs, que tem dado muito certo, cobre uma carência que, na verdade, existe há bastante tempo.

Ferguson pode contar também com Anderson e, até por isso, parece tranquilo. Afinal, a maior missão no mercado está cumprida: derrubar a média de idade do United. Embora os dois primeiros cheguem para posições abastadas, Ashley Young (26), Phil Jones (19) e David De Gea (20) são bons reforços. Tom Cleverley (21), Danny Welbeck (20) e Federico Macheda (19) voltam para compor o grupo.

Na contramão, Gary Neville (36) e Edwin van der Sar (40) se juntam a Scholes (36) no grupo dos ex-jogadores. Wes Brown (31) e John O’Shea (30) vão para o Sunderland. Calculista para promover as necessárias mudanças, Ferguson diz ter, com o Liverpool, quatro concorrentes após muito tempo. No fundo, ele sabe que está à frente de todos eles na disputa doméstica. Mas, para desafiar Barcelona e Real Madrid na Europa, pode mesmo precisar de um Sneijder.

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quinta-feira, 7 de julho de 2011 Arsenal, Chelsea, Man City, Man Utd, Mercado | 18:41

Ele é o cara

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Toda a harmonia entre Nasri e Gallas: a gente sabe que para o Tottenham ele não vai

Samir Nasri é o protagonista do mercado na Inglaterra. E não é difícil entender por quê. Com mais um ano de contrato, ele está insatisfeito no Arsenal. Quando, há três temporadas, trocou Marselha por Londres, o francês “queria ganhar títulos”, mas passa em branco no Emirates. Até há pouco, Nasri não tinha status para reclamar. No entanto, a enorme evolução em 2010-11 dá voz ao meia e dor de cabeça a Arsène Wenger.

A possibilidade de os Gunners perderem sua estrela sem compensação financeira em 2012 é o ponto-chave da história porque derruba o preço dele. É claro que, sem o ônus do mercado interno (que inflacionou Torres e Carroll, por exemplo) em função do iminente fim do contrato, alguns dos grandes ingleses correm atrás de Nasri, de 24 anos e ambientado ao país. É o negócio perfeito.

Manchester United, Chelsea e Manchester City estão na disputa pelo meia, que pretende ficar na Premier League. O Arsenal, que teria rejeitado uma proposta de £20 milhões do United, resiste enquanto pode. De acordo com a BBC, Wenger ainda tenta convencê-lo a renovar. Se Nasri bater o pé como Clichy, o cenário ideal é mandá-lo para fora do país – à Inter, por exemplo. Mas a verdade é que, agora ou no ano que vem, por £20 milhões ou de graça, ele vai para onde quiser.

Distinta da possível transferência de Fàbregas, uma decisão do Arsenal, a provável saída de Nasri seria desastrosa para o clube. Ela representaria a perda de seu melhor jogador, uma manifestação de impotência e um reforço a rival direto. E que reforço.

Nasri pode jogar em quatro posições. Começou a última temporada à direita, com Arshavin pela outra ponta. Com o crescimento de Walcott, foi deslocado à esquerda para abrir espaço ao inglês. Também era substituto confiável para Fàbregas como meia ofensivo e, nos minutos decisivos da vitória sobre o Barcelona na Champions, foi essencial atuando mais recuado, ao lado de Wilshere.

Ao United, Nasri pode servir como organizador na meia central. Se incorporado ao provável 4-3-3 de Villas-Boas no Chelsea, deve ocupar uma posição do ataque e estar pronto para substituir Lampard quando necessário. No City, ele formaria um combo criativo com David Silva. Mas, se há um time que realmente precisa dele, este é o Arsenal. Assim, não será tão surpreendente se, mesmo contrariado, Nasri ficar mais um ano no Emirates, com o clube assumindo o risco de perdê-lo de graça em 2012.

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sábado, 4 de junho de 2011 Curiosidades, Jogadores, Man Utd | 11:55

Hair we go

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A sensação de saudade foi fundamental na decisão de Rooney

Suspenso nas Eliminatórias da Euro, Wayne Rooney aproveitou a folga da seleção para resolver um problema. Ele confirmou na manhã de hoje que fez implante capilar em uma clínica londrina. “Estava ficando careca aos 25 anos. Por que não? Estou satisfeito com o resultado. Ainda está um pouco inchado, mas, quando ficar legal, vocês serão os primeiros a ver”, disparou a seus mais de 700 mil seguidores no Twitter.

Bem-humorado, Rooney ainda pediu uma recomendação de gel e se empenhou em colocar um sagaz hair we go entre os assuntos mais comentados da rede social. Até o fechamento do post, o camisa 10 do Manchester United havia conseguido levar a expressão ao segundo lugar no Reino Unido. Apesar da empolgação pelo implante, Rooney não se esqueceu dos colegas de seleção e previu gol de Darren Bent para o jogo contra a Suíça. Nada feito. Empate por 2 a 2, e Bent perdeu uma chance clara.

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sábado, 28 de maio de 2011 Barça x United, Copas Europeias, Man Utd | 19:03

Inquestionável

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Os vilões da derrota

Não é hora de caçar culpados. Alex Ferguson acertou ao escolher a formação que levou o Manchester United à decisão da Champions. Formação esta que padeceu do mal universal de sucumbir ao Barcelona. A habitual posse de bola (63% x 37%) e as finalizações certas (12 x 1) sintetizam o domínio blaugrana, explicado simplesmente pela qualidade desse time histórico, que venceu por 3 a 1 com total justiça.

Ferguson poderia acompanhar Jack Wilshere e escalar Fletcher. Haveria mais gente no meio e mais pressão a Xavi e Iniesta, mas o time também perderia em vários aspectos: profundidade (sem Chicharito, que não esteve legal hoje), incômodo a Busquets (tanto quanto Xavi e Iniesta, fundamental no jogo de passes do Barça) e o melhor de Rooney (só marcou seu gol porque não ficou cravado na área).

Sem dúvida, o matchup de Giggs foi um problema e tanto. Como sempre, o galês fez o que tinha de fazer com a bola. Sem ela, não conseguiu conter Xavi, com quem se confrontou na maior parte do primeiro tempo. Contudo, vale reiterar, o United não tem um “trinco” à Pepe. Ninguém dos ingleses teria a eficiência defensiva do alagoano entre os zagueiros e os meias centrais. Ferguson poderia fazer ajustes no intervalo, mas não resolveria.

E aí a gente cai num debate sem fim. Como Ferguson deveria se proteger? Como parar Messi? Como pressionar Xavi e Iniesta? Foi emblemático ver um left winger (Park) só correndo atrás de um lateral-direito (Daniel Alves). Prescindir do ataque, que funcionou por dez minutos, não adiantaria nada. Por que o United perdeu? Porque Xavi, Iniesta e Messi, em dia brilhante, são contemporâneos.

Aos vencedores, o texto de Fernando Vives

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sexta-feira, 27 de maio de 2011 Barça x United, Copas Europeias, Man Utd | 14:00

Rumo a Wembley: De 2009 a 2011

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Há dois anos: Surpresa! Um falso centroavante

Há dois anos, o sonho do tetra europeu do Manchester United esbarrou no Barcelona. A vitória blaugrana por 2 a 0 em Roma foi o ato final da temporada de estreia de Pep Guardiola como técnico dos catalães. O Barça já era muito forte, é claro, mas ainda não tinha o mundo a seus pés e vinha de uma semifinal em que não mereceu eliminar o Chelsea de Guus Hiddink.

Isso parecia tão claro, que houve quem vinculasse qualquer chance catalã à presença de Iniesta, responsável por baby booms na Espanha em 2010 e 2011 e dúvida para aquele jogo. O United, então detentor do título, parecia ter mais saídas e havia vencido o Barcelona de Rijkaard em 2008. Cristiano Ronaldo era o melhor do mundo, e a defesa de Ferguson, a mais confiável.

O Barcelona contou com Iniesta, mas não teve seus dois laterais titulares. Mesmo assim, os Red Devils caíram. Aos 10 minutos, Eto’o interrompeu o esboço de domínio do United marcando um golaço construído pela direita. No segundo tempo, de cabeça, Messi decretou uma vitória completamente merecida.

É, Eto’o e Messi foram invertidos por Guardiola. Se agora Ferguson toma café da manhã pensando em como parar o argentino pelo meio, naquela época ele esperava um embate com Evra, que chegou a persegui-lo fora de seu setor em claro sinal de que o United não sabia o que fazer defensivamente.

O principal erro ofensivo foi não aproveitar o jogo pelas pontas. Ronaldo é forte e sabe atuar dentro da área. Não seria um problema em si atirá-lo entre Yaya Touré (sim, o quase atacante de hoje foi zagueiro na ocasião) e Piqué. A questão é que o português, que saiu cuspindo fogo de sua última partida pelo clube, foi subutilizado. Park tende a centralizar e mal explorou o lado de Sylvinho.

Na temporada seguinte, já com o lateral no Manchester City, a gente viu a festa que Lennon fez contra ele em um Tottenham x City. O ideal seria ter Ronaldo por ali, duelando com o brasileiro. À esquerda, Rooney também não foi um oponente dos mais fortes para Puyol. Outro que ficou bem à vontade foi Busquets, o que mostrou a Ferguson que ele precisa de alguém mais agressivo que Giggs no setor.

Agora: Como o time habitual de Ferguson pode se comportar contra esse Barcelona

Por conveniência, minimizar a maioria desses problemas não passa por tantas alterações ao time que vem jogando desde as quartas-de-final contra o Chelsea. A hipótese de Rooney atuar isolado, para abrir espaço a um marcador, parece improvável. Chicharito pode ser decisivo. Rooney, já bem habituado à posição 10, não deixará Busquets em paz.

Outro ponto crucial é a presença ou não de Giggs. Fletcher não estaria fisicamente bem a ponto de substituir o galês, como tem sido ventilado. O escocês seria importante para ajudar a conter Messi, mas vale lembrar que o United não tem nele ou em Carrick um marcador à Pepe, um ferrenho cumpridor de ordens que mande prender e soltar à frente dos zagueiros.

Caso extraconjugal à parte, Giggs é o melhor jogador do time na Champions. E foi por ali, ao lado de Carrick, que ele quebrou a defesa do Chelsea e também recompôs de modo exemplar. Parar Messi, como se isso fosse possível, não parece, no caso do United, atrelado à presença de um marcador individual implacável.

A aplicada marcação por zona, sem a zona que originou a inusitada cena com Evra correndo atrás de Messi há dois anos, já seria um progresso em relação àquela final. Por falar em marcação, há mais dois pontos fundamentais: Daniel Alves agora joga, e Iniesta, o melhor em campo em 2009, também.

Apesar de ter abandonado a seleção sul-coreana para se dedicar ao clube, Park tem, segundo Evra, o fôlego mais impressionante do elenco. Daniel, portanto, que se cuide. Carrick tem de estar em dia mais feliz para suportar seu matchup, contra Iniesta. E não tem jeito: se a formação escolhida for a que vem sendo utilizada, Giggs precisa incomodar Xavi.

Além da importância de Giggs para manejar e conservar o pouco que os ingleses devem ter de posse de bola, o United conta com outra grande alternativa ofensiva no meio: Valencia, em ótima fase. Ferguson certamente não quer abrir mão de um winger autêntico que explore aquele flanco depois de perder a chance de fazê-lo contra Sylvinho.

Sim, há várias dúvidas: Mascherano ou Abidal?; Fletcher ou Giggs?; Fábio, Rafael ou O’Shea? O caso da lateral direita do United é o famoso cobertor curto, que prioriza o ataque (os brasileiros) ou a defesa (o irlandês). Sem falar na experiência europeia de O’Shea e até de Rafael, Fábio vive o melhor momento, mas isso não garante nada.

O campinho, ainda povoado de dúvidas, e as coincidências históricas estão aí. Manchester City campeão na mesma temporada, Wembley e final contra clube ibérico, exatamente como em 1967-68, no primeiro título dos Red Devils. Apesar do tão comentado déficit físico, o Barcelona parece um pouco à frente. Mas o United também parecia em 2009.

Em seu El Pichichi, Fernando Vives relembra os três títulos europeus do Barça.

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quinta-feira, 26 de maio de 2011 Barça x United, Copas Europeias, Man Utd | 15:02

Rumo a Wembley: Defesa que ninguém passa

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♫ Amigos para sempre é o que nós iremos ser / na primavera ou em qualquer das estações ♫

Fora de Old Trafford, ninguém passa. Muito por conta de sua defesa, o Manchester United é o único invicto da Liga dos Campeões. O Barcelona, rival da decisão, perdeu uma vez, para o Arsenal no Emirates. O United marcou 18 gols e sofreu quatro, todos em casa. Com quatro gols, o artilheiro é Chicharito, seguido de perto (acredite) por Anderson, autor de três. Giggs tem quatro assistências e lidera o time no quesito.

Ainda que o sorteio da fase de grupos tenha favorecido o United, a campanha não começou bem. E o empate por 0 a 0 nem foi a pior parte do insosso encontro com o Rangers em Manchester. Antonio Valencia teve o tornozelo fraturado e perdeu seis meses da temporada.

O time se recuperou do revés no compromisso mais complicado da chave. A jogada do saudoso Macheda, concluída por Chicharito, garantiu a vitória por 1 a 0 em Valencia. Os espanhóis pressionaram bastante, mas Vidic e Ferdinand já davam sinais de que não cederiam facilmente fora de Old Trafford.

Num intervalo de 12 dias, viriam duas partidas contra o Bursaspor, de alguma forma campeão turco em 2010. Na primeira, em casa, um golaço de Nani garantiu o 1 a 0. O jogo na Turquia foi o mais alternativo da temporada: o confortável triunfo por 3 a 0 teve gols dos flops Obertan e Bébé. Ferguson aproveitou a fragilidade do time de Bursa para preservar vários jogadores.

A classificação foi garantida com a vitória por 1 a 0 sobre o Rangers em Glasgow. Rooney, que passava pela pior fase da carreira pouco depois de ser o melhor jogador da Premier League, marcou, de pênalti, seu primeiro gol pelo clube em três meses. O empate por 1 a 1 com o Valencia em Old Trafford serviu para ratificar a liderança e o goleador Anderson abrir sua contagem na Champions.

O time que chegou mais perto de eliminar o United foi o do simpático argentino aí

Oitavas – Olympique de Marselha
Complicado, o confronto com o campeão francês de 2009-10. Em Marselha, sem Ferdinand, Giggs, Park e Valencia, Ferguson foi bem cauteloso. O lado direito teve O’Shea na defesa e Fletcher no meio para segurar Andre Ayew, filho de Abedi Pelé. Com Gibson a falhar na coordenação do time, o melhor que o jogo poderia oferecer era mesmo um empate por 0 a 0. Na volta, em outra boa exibição da equipe de Heinze, o United contou com Chicharito, que lembrou certo norueguês, para vencer por 2 a 1.

Quartas – Chelsea
A partida em Stamford Bridge foi uma das mais especiais para o clube na temporada. A vitória por 1 a 0 confirmou a boa fase de Rooney, quebrou um tabu que já incomodava muito e deu a Ferguson a certeza de que aquela formação seria a melhor para levá-lo à decisão: Rooney como 10, Hernández titular, Giggs e Carrick no centro e Valencia e Park abertos. E foi assim que o United se classificou contra um Chelsea até mais esperto, mas insuficiente para evitar os 2 a 1 com show de Giggs.

Semifinais – Schalke 04
A confortável classificação dos alemães contra a Internazionale passou longe de se repetir diante da defesa muito mais sólida do United. Em Gelsenkirchen, o Schalke não viu a bola – aliás, só Neuer viu e impediu uma goleada. A vitória por 2 a 0, com gols de Rooney e Giggs, poderia ter sido mais dilatada, mas foi o bastante para concluir que o time chegava a seu melhor momento na temporada. Os 4 a 1 da volta, com direito a brace (dois gols) de Anderson, foram construídos pelos reservas.

Sem imprudência, o United alcançou sua terceira decisão em quatro anos.

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