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quarta-feira, 25 de maio de 2011 Barça x United, Copas Europeias, Man Utd | 10:46

Rumo a Wembley: Fim da geração de ouro?

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Gary Neville quase não mudou...

A minissérie sobre a final da Champions pega carona no adeus de Gary Neville. Aposentado desde fevereiro, o histórico lateral foi o dono da festa de ontem em Old Trafford, onde o Manchester United recebeu a Juventus para reverenciá-lo. O ex-capitão defendeu o clube durante 19 anos e é o líder da chamada classe de 1992, que transformou o United numa máquina de levantar troféus.

Equivalentes aos Busby Babes da década de 1950, Gary, seu irmão Phil, Ryan Giggs, Paul Scholes, Nicky Butt e até David Beckham voltaram a defender o mesmo time por uma tarde. A geração foi se desmontando na década passada por motivos distintos. Com a possível aposentadoria de Scholes, o último remanescente deve ser o mais velho e genial deles: Giggs, de 37 anos.

Desde que eles subiram ao time principal, o clube conquistou incríveis 23 títulos entre ligas e copas nacionais, europeias e intercontinentais. Teria sido ainda mais interessante se Roy Keane estivesse no lugar de Butt ontem, mas o meio-campo que jogou os primeiros 35 minutos já fez os torcedores viajarem pelos anos 90. A reunião de Beckham, Butt, Scholes e Giggs é muito simbólica para o United.

Embora três dessa classe tenham deixado Old Trafford há um bom tempo, a imagem do clube continua vinculada à geração. Scholes ajudou a conservar a relação nesta temporada com um agosto impecável, que lhe rendeu o prêmio de Jogador do Mês na liga, mas depois caiu e voltou ao banco. Giggs se manteve bem, virou meia central de vez e, sobretudo na Champions, liderou o time.

Em 2011-12, entretanto, a tendência é que os minutos de Giggs sejam reduzidos. Mesmo jogadores com menos tempo de casa, fundamentais nos anos 2000, começam a ser substituídos. Van der Sar dará lugar a De Gea. Ferdinand tem lenha para queimar, mas já vê em Smalling seu substituto natural. A lateral-direita, que por vezes caiu no colo de O’Shea, passará aos pés dos gêmeos Fábio e Rafael.

...em compensação, Butt (entre Giggs e Beckham) é outra pessoa

Até pela presença de tanta gente que deu certo (Hernández, Valencia, Nani…), a reconstrução deve ser gradual. No entanto, Ferguson sabe do ponto crítico e já afastou o sentimentalismo para a hora de fazer escolhas duras, como as que determinaram as saídas de Butt para o Newcastle em 2004 e Phil Neville para o Everton no ano seguinte.

O manager precisa buscar novas referências. Não dá para arrastar mais a necessidade de contratar um organizador. Sneijder é nome forte. Em breve, Fergie pode ter de redimensionar o papel de Park, com 30 anos. Ashley Young, que também é alternativa a Nani, tem sido comentado. A classe de 92 até sobreviverá a sábado, mas é tempo de transição. A despedida de Neville, com todo esse pessoal reunido, diz mais do que parece.

Assim como em 1992, o United acaba de ganhar a FA Cup sub-18 com uma geração muito promissora. Bom sinal?

Ainda muito importantes
Não é porque se fala em reconstrução que essas figuras perderam importância. Envolvido em polêmica bastante comentada no blog durante a semana, Giggs, que deve ser titular contra o Barcelona, é blindado por Alex Ferguson. O técnico até vetou repórter por conta disso. Ele fez uma pergunta sobre o meia galês e não passou impune. Assista ao vídeo sugerido por Paulo Passos.

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terça-feira, 24 de maio de 2011 Curiosidades, Debates, Jogadores, Man Utd | 15:02

Perdedores

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O segredo, tal qual a sensação de liberdade, era falso

O blog já falou da transformação da vida pessoal dos jogadores em objeto de patrulhamento pelos tabloides ingleses. A coluna aborda agora a postura da imprensa após a divulgação do nome de Ryan Giggs como o do jogador que obteve um mandado para impedir a exploração de sua aventura extraconjugal. O levantamento foi feito pelo Guardian.

O Independent se referiu ao caso como o “segredo mais conhecido” da Grã-Bretanha (é, todo mundo já sabia). O editorial do Guardian fez uma reflexão: “Há uma semana, quem poderia prever que uma crise constitucional entre o Parlamento e os tribunais seria provocada por um jogador de futebol que traiu a esposa?”.

A postura racional dessas publicações contrasta com a dos extravagantes The Sun e Daily Mirror. O primeiro intitulou sua matéria com um objetivo “É Giggs”. O editor do tabloide considerou que a “liberdade venceu”. O Mirror, que qualificou a atitude do meia galês como um “ridículo gol contra”, ainda chamou a figura do Manchester United de “Bed Devil” (essa, pelo menos, foi bem engraçada).

O Daily Mail foi além e questionou se a “paciente esposa Stacey irá perdoá-lo”. O editor do jornal pediu uma lei de privacidade mais “adequada ao século XXI”. Vanessa Feltz, do Daily Express, afirmou que a ex-BB Imogen Thomas, com quem Giggs se envolveu, até parece “quase simpática” depois disso tudo.

A afirmação mais feliz foi a de Clive Anderson, colunista do Telegraph. “Ninguém sai bem desse tipo de mandado judicial”. A liberdade de expressão realmente venceu? E a individual? Existe um lado certo nessa história?

*Sugestão do Daniel Tozzi

*A série “Rumo a Wembley” já volta

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segunda-feira, 23 de maio de 2011 Barça x United, Copas Europeias, Curiosidades, História, Liverpool, Man Utd | 14:24

Rumo a Wembley: As outras vezes do estádio

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O Novo Wembley recebe no próximo sábado sua primeira final de Liga dos Campeões. No entanto, a versão antiga do estádio já havia sediado cinco decisões da principal copa europeia. Na primeira parte da minissérie sobre o confronto entre Manchester United e Barcelona, o blog relembra essas decisões. Houve dois ingleses campeões em Londres. Em busca do quarto título, United e Barça celebraram pela primeira vez justamente em Wembley:

Dez anos após a tragédia de Munique*, Sir Matt Busby (com a minitaça) conquistou a Europa pelo United

Milan 2 x 1 Benfica, 1962-63. Os rossoneri conquistaram contra o Benfica de Eusébio o primeiro de seus sete títulos. Os portugueses viram o sonho do tricampeonato cair diante do time de Cesare Maldini, Giovanni Trapattoni e dos brasileiros Dino Sani e José Altafini, o Mazzola. Aliás, foi Mazzola quem marcou os dois gols milanistas.

Benfica 1 x 4 Manchester United, 1967-68. Se o United está atrás de uma coincidência histórica, não há uma melhor: Manchester City campeão na mesma temporada e decisão em Wembley contra clube ibérico. Os gols do título foram marcados por Bobby Charlton (2), George Best e Brian Kidd, os três últimos na prorrogação. Foi a primeira conquista inglesa.

Ajax 2 x 0 Panathinaikos, 1970-71. De um lado, Johan Cruyff e o técnico Rinus Michels. Do outro, um time só de gregos liderado do banco por Ferenc Puskas naquele que é considerado seu único grande trabalho como treinador. Dick van Dijk e Arie Haan fizeram os gols de uma decisão histórica por seus personagens e pela presença de um clube da Grécia, a única até hoje.

Sem bigode para contrariar, Dalglish é festejado pelos amigos scousers

Liverpool 1 x 0 Club Brugge, 1977-78. O bi do notável Liverpool de Bob Paisley. O gol foi anotado por um escocês em sua primeira temporada no clube. Aos 20 minutos do segundo tempo, o meia-atacante Kenny Dalglish, agora treinador, selava contra os belgas seu brilhante destino em Anfield.

Barcelona 1 x 0 Sampdoria, 1991-92. O retorno de Cruyff, como técnico, a Wembley. Como se houvesse um ciclo, Pep Guardiola, hoje treinador do Barça, jogou no primeiro título blaugrana. Na prorrogação, Ronald Koeman garantiu a conquista contra a Samp de Cerezo e Roberto Mancini.

Saiba mais sobre a tragédia de Munique

Seleções
Arsène Wenger venceu a guerra nos bastidores, e a Inglaterra sub-21 não contará com Wilshere e Carroll na Euro da categoria. Ainda assim, o elenco é muito forte. À seleção principal, Fabio Capello convocou 26 jogadores para o jogo contra a Suíça, também em Wembley, pelas Eliminatórias da Euro. O ataque, sem o suspenso Rooney, preocupa.

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quinta-feira, 19 de maio de 2011 Blackpool, Debates, Man Utd, Premier League | 11:28

Déjà vu

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Hoje no Santos, Possebon defendeu o Manchester United na última rodada de 2009

Há quatro meses, o Blackpool foi multado por preservar jogadores contra o Aston Villa. A atitude do técnico Ian Holloway foi, para o blog, legítima. Agora, a polêmica volta à tona antes mesmo da suposta “infração”. Com título garantido e final da Champions League seis dias depois, o Manchester United deve poupar titulares contra os Tangerines na última rodada.

O Blackpool, que está na zona de rebaixamento, pode ganhar e cair, mas também perder e ficar na Premier League. As inusitadas possibilidades não relativizam a importância do jogo de domingo em Old Trafford. É por isso que, como era esperado, tudo se concentra em Holloway, sempre muito sincero.

O técnico do Blackpool está indignado com a posição da Premier League de que o United pode não se esforçar e será multado caso preserve todos os titulares e perca. Steve Morgan, proprietário do Wolverhampton, que também luta contra a queda e já foi punido por dar descanso a seus principais jogadores, incentivou a multa. Surpreendente…

É difícil não se divertir com a coincidência de dois anos atrás. Já campeão inglês e pensando na final da Champions de 2009 contra o Barcelona, Ferguson poupou o time inteiro diante do ameaçado Hull City. Olha a escalação: Kuszczak; Rafael (Eckersley), Neville, Brown, De Laet (o santista Possebon); Nani, Fletcher – fora da final –, Gibson, Welbeck (Tosic); Martin, Macheda.

Holloway, essa figuraça, tem de ser levado a sério

O United venceu por 1 a 0, e o Hull não caiu porque o Newcastle fez questão de ir em seu lugar. Como o resultado conveio, ninguém se manifestou. À sua maneira, Holloway está certo. Não tinha de dizer que “a Premier League ficaria aliviada” com o rebaixamento do Blackpool (à BBC, um porta-voz negou que haja preferência), mas a multa em janeiro foi mesmo equivocada, e as insinuações desta semana são desrespeitosas.

Ferguson nunca abriria mão de tentar ganhar. O Blackpool, com cinco vitórias fora de casa, merece ser respeitado como a equipe mais atrevida da temporada. Um improvável triunfo do visitante em Old Trafford, contra qualquer formação, seria fantástico e inédito no campeonato. O United já trocou o time quase inteiro mesmo quando não podia falhar. Scholes, Berbatov, Nani e outros provaram que mantêm a equipe competitiva.

O Blackpool tem elenco em tese incompatível com a Premier League, orçamento muito restrito e começou a temporada com vários problemas envolvendo o presidente Karl Oyston. Mesmo assim, ganhou cinco vezes fora de casa, transformou o playmaker Charlie Adam num dos grandes jogadores da liga e viu o limitado DJ Campbell marcar 13 gols. Permanecendo ou não, que ninguém conteste os méritos desse time.

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sábado, 14 de maio de 2011 Man Utd, Premier League | 11:07

Absoluto

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O Manchester United garantiu neste sábado seu 19º título inglês, o 12º do técnico Alex Ferguson. O empate fora de casa contra o Blackburn deixa os Red Devils com sete pontos de vantagem sobre o Chelsea, exatamente o necessário para a festa.

Com uma rodada de antecedência, o United volta a levar a Premier League uma temporada após o Chelsea quebrar a sequência de três conquistas do time de Vidic, Rooney e Giggs. O título consolida o domínio doméstico do clube, que ultrapassa o Liverpool em número de troféus no campeonato.

O blog fala da contribuição de cada jogador para a campanha vitoriosa e mostra quem foram os destaques:

O winger português enfim justificou o investimento de quatro anos atrás

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Vidic – 34 jogos – 5 gols
Temporada enorme do capitão. Além de ter sido quase perfeito em suas atribuições defensivas, marcou gols importantes durante a campanha

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Nani – 32 jogos – 9 gols
Perdeu o posto de titular absoluto com o retorno de Valencia, mas participou diretamente de 27 gols (18 assistências) e fez um primeiro turno irrepreensível

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Van der Sar – 32 jogos – 30 gols sofridos
Aos 40 anos, vai encerrar a carreira na final da Liga dos Campeões. Sempre passou tranquilidade ao time e teve várias atuações brilhantes. Um craque com as mãos

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Berbatov – 31 jogos – 21 gols
Com Rooney desinteressado e Hernández se ambientando, o artilheiro do campeonato foi essencial no primeiro turno. A reserva não apaga a ótima temporada

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Rooney – 27 jogos – 11 gols
Teve início preguiçoso e até pediu para sair, mas é outro desde fevereiro. Mais recuado e com boa vontade, articula o time, marca seus gols e é novamente imprescindível

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Giggs – 25 jogos – 2 gols
Consolidou-se, aos 37 anos, como meia pelo centro. Solucionou a crise na posição e ajudou a decidir vários jogos. Joga pelo menos mais um ano

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Chicharito Hernández – 27 jogos – 13 gols
O goleador mexicano superou todas as expectativas. Virou titular e, mesmo enquanto reserva, já colecionava gols decisivos. Ótimo e barato, é a contratação da temporada

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Evra – 34 jogos – 1 gol
Quase sempre sólido, continua sendo um dos principais laterais-esquerdos da liga. É um dos titulares mais absolutos do time

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Ferdinand – 19 jogos
Foi atrapalhado por problemas físicos e passou muito tempo no Twitter. Quando jogou, foi o excelente zagueiro de sempre

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Park – 14 jogos – 4 gols
Fora durante boa parte da temporada por conta da Copa da Ásia e de uma lesão, o sul-coreano, quando disponível, foi presença certa em grandes jogos. Sempre correspondeu

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Carrick – 28 jogos
Parecia ter esquecido o futebol de seus primeiros anos em Old Trafford, mas, com Fletcher ausente, recuperou-se e foi importante no título

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Fletcher – 25 jogos – 2 gols
Ficou fora dois meses e caiu em relação à ótima temporada passada, mas ainda é um dos principais nomes do meio-campo

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Valencia – 10 jogos – 1 gol
Após seis meses se recuperando de grave lesão, retornou melhor do que antes. Atormentando laterais-esquerdos adversários, foi fundamental na reta final

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Rafael – 15 jogos
Apesar da expulsão contra o Tottenham, o lateral brasileiro agradou muito na maioria de seus 14 jogos como titular

Smalling deve ser titular da Inglaterra no futuro

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Scholes – 21 jogos – 1 gol
Começou a temporada bem demais, foi eleito o melhor jogador de agosto, mas perdeu fôlego. Para manter o hábito, é o recordista de cartões do time no campeonato

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Smalling – 15 jogos
Substituto natural de Ferdinand. Sempre que chamado, foi seguro e tranquilo

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O’Shea – 20 jogos
Fez o serviço de sempre. Cobriu as ausências dos laterais titulares com eficiência e foi a primeira opção para a direita em alguns dos jogos mais complicados

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Anderson – 17 jogos
Mais um que sofreu com lesão grave. Voltou mais cedo do que o previsto e contribuiu na medida do possível

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Fábio – 11 jogos – 1 gol
Fábio virou lateral-direito para Ferguson. Titular em ocasiões importantes no fim da temporada, deve ser concorrente direto do irmão Rafael

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Evans – 12 jogos
Perdeu para Smalling o posto de reserva imediato dos zagueiros. É opção até para as laterais (aliás, não deveria ser), mas ainda não passa segurança

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Gibson – 12 jogos
Irritou os torcedores que viam nele o “novo Scholes”, mas teve sua importância na posição mais carente do elenco

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Owen – 10 jogos – 1 gol
Limitado aos minutos finais, foi titular só uma vez e marcou um gol importante. Não é nem sombra daquele atacante fantástico do Liverpool em 2001

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Brown – 7 jogos
Aos 31 anos, perdeu espaço para zagueiros e laterais mais jovens

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Macheda – 7 jogos – 1 gol
O jovem atacante italiano teve participação discreta antes de ser emprestado à Sampdoria

Obertan tem sido mais uma prova de que Ferguson e os olheiros também erram

*
Kuszczak – 5 jogos – 5 gols sofridos
O goleiro polonês esteve no jogo do título e foi muito mal. Não se revelou confiável o bastante para substituir van der Sar e decidiu deixar o clube

*
Obertan – 7 jogos
O francês é uma decepção. Aos 22 anos, nada evoluiu em relação à temporada passada

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Neville – 3 jogos
Ex-jogador em atividade até fevereiro, o histórico lateral se aposentou após 19 anos de serviços prestados ao clube

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Bébé – 2 jogos
A aposta no jovem português não foi recompensada na primeira temporada

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Hargreaves – 1 jogo
Após dois anos parado, ficou só cinco minutos em campo contra o Wolverhampton. O ótimo volante de 29 anos simplesmente não consegue jogar por conta das lesões

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Alex Ferguson
Novamente preciso, o técnico escocês sempre tomou as decisões certas nos momentos importantes. Merece inteiramente sua 12ª Premier League

Prestação de contas
*Os destaques da campanha também aparecem aqui
*O texto sobre o campeão da FA Cup sai amanhã
*A luta contra a queda, que está sensacional, receberá a devida atenção durante a próxima semana. Blackpool 4 x 3 Bolton foi incrível. O West Ham está praticamente rebaixado
*Veja a classificação da Premier League

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sexta-feira, 13 de maio de 2011 Copas Nacionais, Man City, Man Utd, Premier League | 12:11

Ritmo de festa

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No dia em que a faixa vai precisar ser atualizada para 0 ou 35, o United pode festejar mais um título

Este sábado, 14 de maio de 2011, pode ser inesquecível para a cidade de Manchester. Às 8h45 de Brasília, o United depende de um empate contra o Blackburn fora de casa para garantir seu 19º título inglês. A provável conquista consolidará o domínio doméstico do clube, que, como tem sido exaustivamente divulgado, está a ponto de ultrapassar o Liverpool em troféus no campeonato.

O recorde, acompanhado do 12º título nacional da era Ferguson, certamente não ofuscaria uma eventual festa do Manchester City. Pouco mais de duas horas após o início de Blackburn x United, Wembley recebe a final da FA Cup. Sem conquistas de primeira grandeza desde 1976 (na foto, a provocação de torcedores do United faz referência a isso), o City luta contra o ímpeto do Stoke para acabar com a longa espera e marcar a nova época do clube.

Em bom português, o United vai ser campeão inglês. Mas quais as chances de isso acontecer já amanhã? Ótimas. No primeiro turno, os Red Devils venceram o Blackburn por 7 a 1 com cinco gols de Berbatov. Aquele time derrotado ainda era treinado por Sam Allardyce e, portanto, bem mais confiante e temente ao técnico. Após a absurda demissão, os Rovers se perderam de vez.

Interino que virou efetivo, Steve Kean se viu sem moral diante do grupo. Defensor de Allardyce, o zagueiro Samba sambou temporariamente da capitania. O time ensaiou uma recuperação, mas depois ficou mais de três meses sem vencer e passou a lutar contra a queda. O Blackburn já se defende melhor (Phil Jones, 19 anos, é fera), mas mal consegue atacar: três gols nos últimos seis jogos.

Por isso, é difícil apostar que o 15º colocado ficará com todos os pontos contra um United tão sólido a essa altura da temporada e com Ferguson à espera de preservar jogadores para a final da Champions na última rodada. Assim, a missão do Manchester City é, em tese, bem mais complicada. A certeza do torcedor que já marcou nas costas* o troféu da FA Cup não se justifica. Os Citizens são favoritos e têm direito ao otimismo, mas não podem descartar um adversário perigoso.

Bicampeão inglês pelo United, Tevez tenta, pelo City, conquistar sua primeira FA Cup

A semifinal da FA Cup contra o Bolton foi um grande teste para o Stoke. Apesar dos erros de Coyle, a goleada por 5 a 0, longe de seu Britannia Stadium, confirmou o caráter do time. Para frear a equipe de Tony Pulis, o Manchester City tem de prestar muita atenção não apenas às bolas aéreas (de arremessos laterais ou não), mas também aos rebotes.

Naquela tarde de festa em Wembley, o Stoke matou o Bolton fora da área com Huth, Etherington (dúvidas para amanhã) e Walters. Aliás, Etherington e Pennant são ótimas armas nos chutes de fora e também pelas pontas. O momento e o histórico ajudam: os Potters vêm de vitória por 3 a 1 sobre o Arsenal e, no ano passado, eliminaram o Manchester City da FA Cup.

Apesar disso, a festa do time de Mancini ainda é bem provável. Adam Johnson, Silva e o certamente recuperado Tevez (jogou 12 minutos contra o Tottenham) serão fundamentais para quebrar a defesa adversária e garantir um título à moda de 1968. O City foi campeão inglês na temporada em que o United conquistou a Europa pela primeira vez, só que com um intervalo de duas semanas.

*Dica do Francisco De Laurentiis

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domingo, 8 de maio de 2011 Man Utd, Premier League | 15:15

Por que o United é tão bom em casa

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A contratação da temporada. Alguém discorda?

Em Old Trafford, o Manchester United praticamente assegurou seu 19º título inglês. Não só hoje, mas nos 18 jogos que fez em casa. A decisiva vitória por 2 a 1 sobre o Chelsea foi a 17ª como mandante. O gol de Lampard, apenas o décimo sofrido em seu território: nenhum em primeiro tempo. O único empate veio contra um improvável West Bromwich, que descontou os 2 a 0 da etapa inicial em outubro.

Os 52 pontos de 54 possíveis (96,3%) são seguidos de longe pelos 44 do Chelsea (81,5). Se não cair para o Blackpool na última rodada, o United será pela quinta vez campeão sem perder em Old Trafford e igualará a campanha caseira dos Blues de Mourinho em 2005-06: 18 vitórias e um empate. Abaixo, alguns dos fatores que facilitaram esse domínio do United em seu estádio:

Defesa. Não há parceria que supere Vidic e Ferdinand. O primeiro tempo de hoje teve um ambiente de massacre não por conta do volume dos Blues, até razoável, mas em função da ausência de falhas de um lado e de Ivanovic e David Luiz pisando na bola do outro. É claro que parte do crédito vai para o fenomenal van der Sar e um sistema defensivo de que Carrick (bem) e Giggs (melhor ainda) participam intensamente, mas a dupla é quase perfeita.

Ethos do time. Quando, mesmo controlado pelo City, o Manchester United venceu o dérbi em Old Trafford, a coluna falou do espírito desse time. É difícil demais para qualquer adversário lidar com a atmosfera do OT e a fome de vitória de uma equipe tão homogênea e sobre a qual Ferguson tem total controle. O fato de o elenco mudar pouco, conservando gente experiente que mantém o nível lá em cima, facilita na hora de buscar o resultado num estádio tradicionalmente temido por todo mundo.

Chicharito. Dos 13 gols no campeonato do debutante mexicano, apenas cinco aconteceram em casa. Mas ele tem características absolutamente fundamentais para transformar um resultado desfavorável numa vitória: finalização e posicionamento. Hernández é único para converter uma pressão em bola na rede. No campeonato, quatro gols dele combinaram estes dois fatores: nos vinte minutos finais e decisivo para os três pontos, como há duas rodadas contra o Everton. A contratação do ano.

Berbatov. Sim, Berbatov. Agora reserva, ele ainda é o artilheiro da liga com 21 gols, 17 em Old Trafford. Enquanto Chicharito se ambientava e Rooney brigava internamente e nada acrescentava ao time, Berba dominou o início da temporada. Vale lembrar que o búlgaro não chutou só adversários mortos, como quando marcou cinco vezes nos 7 a 1 sobre o Blackburn. O hat-trick que deu ao United a vitória por 3 a 2 contra o Liverpool é inesquecível.

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quarta-feira, 4 de maio de 2011 Copas Europeias, Man Utd | 17:58

Não houve imprudência

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Em algum dicionário alternativo, a definição de "herói improvável" é "Darron Gibson"

Antes do jogo decisivo contra o Schalke 04, algumas reações à escalação do Manchester United foram bem negativas. Ferguson mudou nove peças em relação ao time que venceu facilmente os alemães há oito dias na Veltins-Arena. A vaga na final contra o Barcelona veio com uma vitória por 4 a 1. Falar com o resultado pronto é simples, mas não houve imprudência.

A preocupação com o jogo de domingo não implicou menosprezo aos Azuis Reais. Ferguson escalou com base no time-padrão dos últimos meses, preservando pelo menos oito jogadores que vão iniciar a partida contra o Chelsea. Mesmo assim, a noção de titulares / reservas no United está longe de ser clara. Como a rotação é sempre intensa, todos os 11 de hoje tinham um ritmo aceitável.

O único senão na escalação foi a ausência de Vidic, que, ao lado de Smalling, poderia oferecer uma segurança que não exigisse gols para a classificação sem sustos. Mas Ferguson dosou bem a aposta na vantagem conquistada há uma semana e em seus homens de frente.

Um ataque com Valencia, Nani e Berbatov impõe muito respeito. O equatoriano tem sido brilhante, o português é o mais criativo, e o búlgaro ainda é o artilheiro do time na temporada. Um meio-campo sustentado por Scholes e Anderson não traria problemas. Aliás, trouxe até improváveis alegrias. O brasileiro fez tantos gols num intervalo de quatro minutos quanto em seus outros 127 jogos pelo clube, e o irlandês Gibson, que definitivamente não é o novo Scholes, foi o nome do primeiro tempo.

O time foi muito digno e passou sem ser ameaçado. É a ética de O’Shea, que joga em qualquer lugar e, como Scholes não gosta de liderar, desfrutou a capitania num jogo desse tamanho. Agora, Wembley em 28 de maio, a terceira decisão de Champions em quatro anos e o Barcelona, algoz na final de 2009 e vítima nas semifinais de 2008. A coluna, naturalmente, vai falar bastante da decisão.

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segunda-feira, 2 de maio de 2011 Chelsea, Man Utd, Premier League | 01:17

Flashback

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Nas duas últimas visitas a Old Trafford, Drogba foi reserva e marcou. De novo, Ancelotti?

A vitória do Arsenal (que chega a 67 pontos) sobre o Manchester United (73) reservou uma inesperada decisão à 36ª rodada da Premier League. No próximo domingo, o Chelsea (70) vai a Old Trafford podendo roubar a liderança com um triunfo mínimo.

Mesmo que os Blues travem os Red Devils, o Arsenal seguirá longe demais do título. O United não deve fazer menos que quatro pontos contra Blackburn e Blackpool, os dois últimos adversários. Como se diz na Inglaterra, é uma corrida de dois cavalos.

O United é favorito à taça. O Chelsea se apoia na temporada passada, quando assumiu a primeira posição em Old Trafford. A vitória por 2 a 1 na 33ª rodada de 2009-10 levou os londrinos a 74 pontos, dois a mais que os mancunianos, vantagem decisiva para o título.

Em 3 de abril de 2010, Carlo Ancelotti foi a Manchester com um time mais frágil em relação ao que tem à disposição agora. Paulo Ferreira, Alex, Zhirkov, Deco e Joe Cole, autor do primeiro gol, começaram o jogo. Se Ancelotti repetir a escalação da vitória contra o Tottenham, ocupam essas vagas Ivanovic, David Luiz, Ashley Cole, Essien e Drogba.

No jogo da temporada passada, por sinal, Drogba foi estranhamente preterido, entrou no segundo tempo e decidiu. A ocasião representa tanto para o técnico italiano – uma espécie de clímax de seu trabalho em Stamford Bridge –, que ele tentou emular na Champions o sistema que deu certo naquele dia: 4-3-3 e seu artilheiro marfinense no banco, um engano.

Os Red Devils, invictos em casa nesta temporada, também tinham mais problemas há um ano. Rooney estava lesionado, Gary Neville foi titular, não havia Chicharito para capitalizar a pressão no fim do jogo, e Berbatov ficou isolado até a entrada de Macheda, que fez o gol do time. A desvantagem em relação àquela partida é a possível ausência de Fletcher, em fase final de recuperação.

Apesar do primeiro tempo no Emirates, o United vive seu melhor momento na temporada. O Chelsea também. A despeito da eliminação na Champions, os 25 pontos em nove rodadas impressionam e ressuscitam um ano que parecia perdido. Lampard melhorou tanto, que até ganhou contra Gomes o gol que lhe roubaram na Copa. O confronto tende ao equilíbrio, o que favorece o atual líder.

Vitória do Chelsea não seria definitiva
Se o Chelsea vencer por um gol, chegará aos mesmos 73 pontos do Manchester United e ficará com 39 de saldo contra 37 do concorrente. Os últimos adversários dos Blues são Newcastle (casa) e Everton (fora). Os Red Devils enfrentam Blackburn (fora) e Blackpool (casa), oponentes que podem jogar suas vidas na elite, porém mais sujeitos a goleadas.

Seleção da rodada
Szczesny (Arsenal); Zabaleta (Man City), Koscielny (Arsenal), Terry (Chelsea), Baines (Everton); Mulumbu (WBA), Modric (Tottenham); Simon Davies (Fulham), Ramsey (Arsenal), Olsson (Blackburn); Kuyt (Liverpool).

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terça-feira, 26 de abril de 2011 Copas Europeias, Man Utd | 19:09

No topo da temporada

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Valencia arrebenta após seis meses fora e provoca revezamento com Nani

A defesa do Schalke 04, alterada por conta da ausência de Höwedes, limitou-se a um sensacional Manuel Neuer. A resistência só de um homem não anula o brilho da vitória que deixou o Manchester United à beira de Wembley. A inoperância dos alemães, na décima posição da Bundesliga, foi provocada também pela imposição de um time que chega a seu melhor momento na temporada.

Habitualmente, o United atinge seu auge em dezembro e janeiro, quando a concentração de jogos na Premier League é bem maior. Entre novembro de 2008 e março de 2009, por exemplo, o time conquistou 44 pontos de 48 possíveis no campeonato. No mesmo período, o Liverpool, vice-campeão por quatro pontos, perdeu 15 a mais. O sucesso de Ferguson tem muito a ver com os últimos e os primeiros meses dos anos.

Em 2010-11, porém, o time teve uma quebra de forma em fevereiro e março. No entanto, quando dizemos que o United está em seu melhor momento na temporada, não é apenas uma questão de resultados. A equipe que sobrou na Veltins-Arena mantém o conjunto forte de sempre, mas tem quase todos os jogadores em fase brilhante.

Elogiar a defesa, que não foi vazada fora de casa na Champions, já é pleonasmo. Van der Sar patinou só contra o WBA, em outubro. Apesar do susto recente, Ferdinand está fisicamente mais confiável. O capitão Vidic é uma rocha. Fábio, que passou a ser usado preferencialmente na lateral direita, virou concorrente do irmão. Evra falhou contra o West Ham há três semanas, mas tem passado segurança.

A exceção: Scholes foi eleito o Jogador do Mês em agosto, mas perdeu fôlego

Por não prescindir de Park em jogos decisivos, Ferguson vive um dilema. Valencia perdeu seis meses por lesão, mas voltou melhor do que era. Nani segue em ótima forma e é um dos grandes do time na temporada. Ainda assim, o português ficou no banco nas visitas a Chelsea e Schalke. Um luxo. Com Giggs voando e até Carrick falhando menos, Scholes é o único meio-campista que encerra 2010-11 pior do que começou.

E o que dizer de Rooney? Ele simplesmente inverteu a lógica da temporada passada, quando seu instinto goleador, muito aguçado até março de 2010, desapareceu na reta final por conta de problemas físicos. Nesta, após pedir para sair e se arrastar na primeira metade, ele é o principal jogador da equipe desde fevereiro. Contra o Schalke, foi um show. Mais maduro, Chicharito também é muito decisivo e faz todo mundo esquecer Berbatov.

Se Neuer, que ficou mais caro há pouco, rumar ao United no verão europeu, Ferguson não poderia ter visto um jogo melhor. Não por acaso, com todo mundo tão bem.

Em seu Blog do Alemão, Mário André Monteiro fala do outro lado da semifinal.

Premier League
Ao vencer o Wolverhampton por 3 a 0 em casa, no mesmo horário do confronto da Champions, o Stoke se afastou de vez da luta contra o rebaixamento. Os gols de Jones, Shawcross e Pennant (este, especialmente, em ótimo momento) permitem a Tony Pulis a concentração de forças na decisão da FA Cup. A corrida pela permanência parece restrita a Blackburn, Blackpool, Wigan, Wolves e West Ham.

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