Publicidade

Arquivo da Categoria Mercado

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013 Mercado | 19:28

Janela fechada

Compartilhe: Twitter

Durante o mercado de inverno, várias contratações foram comentadas por aqui. Outras, que não haviam sido concretizadas ou não se enquadravam aos textos, passaram despercebidas. Logo após o fechamento da janela, o blog trata de algumas dessas transferências:

Danny Graham, do Swansea para o Sunderland por £5 milhões. Graham não jogava sempre no Swansea por conta da transformação de Michu em atacante (é originalmente meia ofensivo; a fase impressionante obrigou Michael Laudrup a avançá-lo), mas era o melhor centroavante “nato” do elenco, bem acima de Shechter, Moore e Donnelly. No Sunderland, embora até possa jogar ao lado de Steven Fletcher eventualmente, a tendência é que seja reserva do escocês, intocável para Martin O’Neill. Com a transferência, o Swansea fica sem reposição adequada a Michu, e o Sunderland ganha uma alternativa bem mais confiável do que Saha, que deixou o clube, e Wickham, ainda imaturo.

Solskjaer afirma que Forren está pronto para a Premier League

Vegard Forren, do Molde para o Southampton por £4,8 milhões. Ótima aposta do Southampton no defensor norueguês de 24 anos. Bicampeão nacional com o Molde, treinado por Ole Gunnar Solskjaer, Forren é canhoto, técnico e confiável no jogo aéreo – por vídeos do YouTube, é inevitável compará-lo a Agger, do Liverpool. Aliás, ele foi convidado pelo Liverpool para uma semana de testes, mas preferiu aceitar a proposta definitiva dos Saints. Faz sentido, pois os zagueiros do Southampton não devem oferecer resistência na disputa por posição. Se tudo der certo, Forren chega para jogar imediatamente.

Jack Butland, do Birmingham para o Stoke por £4 milhões. Butland, de 19 anos, pode ser considerado o segundo melhor goleiro inglês, abaixo apenas de Joe Hart. No entanto, a concorrência no Stoke seria ingrata, uma vez que Begovic foi o melhor da posição no primeiro turno da liga. Não à toa, Butland permanece no Birmingham por empréstimo até o fim da temporada. A interpretação é de que o Stoke se antecipou a uma provável venda de Begovic, garantindo o substituto antes de perdê-lo.

Nacho Monreal, do Málaga para o Arsenal por £8,5 milhões. O que você faz quando descobre que, durante seis semanas (tempo de recuperação de Gibbs, lesionado), seu único lateral-esquerdo será André Santos? Contrata outro, é claro. Em tese, pelo investimento e o nível apresentado no Málaga (ele sabe defender), Monreal será titular mesmo após o retorno de Gibbs, que poderá concluir seu desenvolvimento sem a pressão de precisar jogar sempre. Como Monreal está indisponível para a Champions League, Arsène Wenger pode recorrer a Vermaelen na lateral esquerda contra o Bayern. Ou a André Santos, se estiver com o check-up em dia.

Wilfried Zaha, do Crystal Palace para o Manchester United por £15 milhões. Aos 20 anos, mesmo sem qualquer experiência na Premier League, Zaha já defendeu a seleção inglesa principal. Não é um potencial qualquer, mas dá para questionar o investimento de £15 milhões por um winger que marcou apenas 15 gols em 124 partidas como profissional – Tom Ince, do Blackpool, tem números bem mais expressivos. Por outro lado, é compreensível que Alex Ferguson esteja preocupado em criar novas opções para atuar pelos lados, com Nani desgastado há bastante tempo e Valencia em aparente declínio (nada a ver com idade). Zaha fica no Crystal Palace até o fim da temporada.

O blog agora tem página no Facebook. Veja aqui.

Autor: Tags: , , , ,

quinta-feira, 24 de maio de 2012 Mercado | 13:59

Ciladas

Compartilhe: Twitter

Depois de repercutir as boas contratações da temporada, é hora de resgatar as que, pelo menos a princípio, não deram certo. O fracasso desses investimentos pode ser relativo ou temporário, pois parte deles é voltada ao longo prazo, como é o caso de três jogadores relacionados abaixo. Mesmo assim, aí vão os dez piores negócios de 2011-12:

N'Gog e sua tradicional expressão de "quase"

10 – Owen Hargreaves, do Manchester United para o City sem custo. A desconfiança sobre sua condição física era tão grande, que ele teve de postar um vídeo no YouTube para tentar provar que estava bem. Roberto Mancini resolveu apostar e perdeu. Hargreaves jogou quatro vezes – três por copas nacionais –, marcou um gol e jamais esteve realmente na briga por uma posição no time.

9 – David N’Gog, do Liverpool para o Bolton por £4 milhões. Quando você aponta razões para o rebaixamento do Bolton, uma delas tem de ser o processo que envolveu a saída de Johan Elmander para o Galatasaray e a chegada de N’Gog para substituí-lo. O desconjuntado francês é capaz de jogar futebol em nível razoável, mas não deveria ser titular do Bolton. O ex-reserva de Fernando Torres marcou quatro gols em 39 jogos.

8 – Park Chu-Young, do Monaco para o Arsenal por £5,7 milhões. Park nunca se achou no Emirates, sempre esteve abaixo de Marouane Chamakh na hierarquia de Arsène Wenger e marcou apenas um gol pelo Arsenal – na Copa da Liga, é claro. Por enquanto, o sucesso sul-coreano na Inglaterra se restringe a Park Ji-Sung no Manchester United e Lee Chung-Young no Bolton. Ji Dong-Won, do Sunderland, parece ser melhor do que Park Chu-Young.

7 – Connor Wickham, do Ipswich para o Sunderland por £8 milhões. Como tem apenas 19 anos, ele ainda pode ser um sucesso, porém a primeira temporada decepcionou demais. Ao contrário de Romelu Lukaku, contratado pelo Chelsea para brilhar apenas no futuro, Wickham já poderia ter feito mais no Sunderland, que perdeu Darren Bent, Danny Welbeck e Asamoah Gyan num intervalo de seis meses. Ele tinha espaço no elenco, mas a fama de “novo Shearer”, que despontou há dois anos, quando o garoto foi decisivo no título europeu sub-17 da Inglaterra, ainda não se confirmou.

6 – Jordan Henderson, do Sunderland para o Liverpool por £16 milhões. Caso semelhante ao de Wickham. Henderson, de 21 anos, é um meia central talentoso e ainda deve render ao Liverpool, mas a temporada de estreia desapontou, especialmente pelo preço alto e o status de titular. Em vários jogos, o jovem parecia disperso. Em outros, foi escalado fora de posição, aberto à direita.

5 – Roger Johnson, do Birmingham para o Wolverhampton por £7 milhões. Mick McCarthy apostou tudo em Johnson, destinando boa parte de seu orçamento ao ex-zagueiro do Birmingham, que virou capitão assim que chegou ao Molineux. Apesar do bom início, a contratação fracassou. Johnson falhou com frequência, e a defesa dos Wolves sofreu absurdos 82 gols na Premier League.

4 – Stefan Savic, do Partizan para o Manchester City por £6 milhões. As boas atuações pela seleção de Montenegro transformaram Savic, de 21 anos, no alvo perfeito para compor o elenco de zagueiros do City. O problema é que ele precisou jogar 20 vezes logo na primeira temporada e comprometeu demais. Os jogos contra Tottenham em Manchester e Swansea em Gales mostram como as falhas do montenegrino quase inviabilizaram o título.

Na matemática de Dyer, sete minutos rendem um ano de contrato

3 – Kieron Dyer, do West Ham para o QPR sem custo. Alguém entende o QPR? Dyer foi contratado após jogar apenas 34 vezes em quatro anos no West Ham. Em Loftus Road, esteve em campo por sete minutos na campanha inteira. Como se não bastasse, a diretoria decidiu renovar o contrato dele por mais um ano. Perto da de Dyer, a temporada de Hargreaves foi até produtiva.

2 – Stewart Downing, do Aston Villa para o Liverpool por £20 milhões. A mais badalada contratação do Liverpool no último verão foi um fiasco. O Downing arisco, preciso, criativo e até goleador do Aston Villa se transformou num jogador pálido em Anfield. Sem gols, assistências ou confiança na Premier League, a antiga revelação do Middlesbrough pode ficar em segundo plano na próxima temporada.

1 – Charles N’Zogbia, do Wigan para o Aston Villa por £9,5 milhões. N’Zogbia, de repente, era a solução para todos os problemas do Aston Villa, que perdera Downing e Ashley Young. Depois de um início razoável no Newcastle e dois ótimos anos no Wigan, o meia francês desapareceu em Villa Park. Não deve ter sido fácil jogar no time engessado de Alex McLeish, mas não há desculpa para frequentar banco na equipe de Stephen Ireland e Emile Heskey.

Autor: Tags: , , , , , , , , ,

terça-feira, 22 de maio de 2012 Mercado | 15:29

Na mosca

Compartilhe: Twitter

No ano passado, a coluna elegeu as sete melhores contratações de 2010-11 na Inglaterra. Admitindo que deixou nomes importantes fora da relação, decidiu ampliá-la para esta temporada. Não adiantou. Figuras como Scott Parker, Steven Pienaar e José Enrique, que podem aparecer em qualquer outra lista, não entraram nesta:

A Islândia era a terra daquele vulcão. Hoje, é a terra de Sigurdsson

10 – Seb Larsson, do Birmingham para o Sunderland sem custo. Herança de Steve Bruce, com quem já havia trabalhado no Birmingham, o meia sueco cria várias chances e é ameaça constante nas bolas paradas. Todo time deveria ter um jogador assim, que bate tão bem na bola. Larsson marcou oito gols na temporada.

9 – Gylfi Sigurdsson, do Hoffenheim para o Swansea por empréstimo em janeiro. O meio-campo dos cisnes já tinha passadores (Britton e Allen) e corredores (Sinclair, Dyer e, eventualmente, Routledge), mas ainda faltava alguém que se aproximasse do centroavante Danny Graham. Sigurdsson foi perfeito para o Swansea. O ótimo islandês, ex-Reading, marcou sete gols e foi o melhor de março na Premier League.

8 – Emmanuel Adebayor, do Manchester City para o Tottenham por empréstimo. O togolês preencheu uma lacuna óbvia no Tottenham. Com 18 gols e 12 assistências, Adebayor ofereceu demais a quem carecia de um grande atacante. Os Spurs deveriam fazer de tudo para mantê-lo.

7 – Juan Mata, do Valencia para o Chelsea por £23 milhões. Ótimo investimento do Chelsea no mais subestimado espanhol desta geração. Ele jogou em todas as posições entre o meio-campo e o ataque e, durante parte da campanha, foi o oásis de um time sem ideias. Mata distribuiu incríveis 21 assistências em todas as competições. Caiu no fim da temporada, mas levantou a Champions League.

6 – Sergio Agüero, do Atlético de Madrid para o Manchester City por £39 milhões. Quando o preço é alto, a chance de aparecer nesta lista é baixa. No entanto, Agüero fez excelente temporada de estreia na Inglaterra, com 30 gols. Um deles, você se lembra, definiu o campeão inglês no apagar das luzes. Mesmo com o retorno de Tevez, o genro de Diego Maradona já é o melhor atacante do elenco.

5 – Michel Vorm, do Utrecht para o Swansea por £1,5 milhão. O goleiro holandês, de apenas 1.83m, foi uma barganha. A saída de seu compatriota Dorus de Vries havia preocupado os torcedores dos cisnes, mas, no fim das contas, o Swansea ganhou com a troca. Vorm não sofreu gol em 14 jogos.

Ba, Cissé e Cabaye: o que ótimos olheiros fazem por você

4 – Demba Ba, do West Ham para o Newcastle sem custo. Era uma contratação natural, pois impressionou no West Ham, estava disponível e foi recomendado pelos contatos de Alan Pardew em Upton Park. Ba marcou 16 gols, fez um primeiro turno brilhante e, embora tenha saído dos holofotes no segundo, trabalhou bem na ponta esquerda para que Cissé pudesse jogar dentro da área.

3 – Nikica Jelavic, do Rangers para o Everton por £6 milhões em janeiro. O croata mudou o Everton de patamar porque, logo em seus primeiros meses no clube, resolveu um problema crônico. David Moyes, que não tinha um atacante decente havia várias temporadas, adorou os 11 gols de Jelavic.

2 – Papiss Cissé, do Freiburg para o Newcastle por £10 milhões em janeiro. Cissé marcou um gol a cada 86 minutos em campo. Com conforto, foi o melhor finalizador da Premier League em 2012. Era quase uma rotina: Cissé chutou? É gol.

1 – Yohan Cabaye, do Lille para o Newcastle por £4,4 milhões. Outra grande contratação do Newcastle, cujo time de observadores é comandado pelo ex-jogador e técnico Graham Carr. Cabaye liderou o meio-campo da equipe que mais evoluiu em relação à temporada passada. Ele teve tudo a ver com esse progresso.

Autor: Tags: , , , , , , , , ,

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012 Mercado, Treinadores | 14:19

O pior fantasma

Compartilhe: Twitter

José Mourinho não aguenta mais o Real Madrid, o Barcelona e a imprensa espanhola. O Sunday Times sugere, então, que o Special One retornará à Inglaterra já na próxima temporada, quebrando seu vínculo ao Santiago Bernabéu dois anos antes do previsto. A reação óbvia à notícia de que um bicampeão inglês pretende (ou que simplesmente vai) voltar à Premier League é o aumento imediato da pressão sobre os técnicos dos grandes clubes. E aí?

Mourinho substituiu Mancini na Internazionale em 2008

Roberto Mancini, Manchester City. Certamente, é o mais ameaçado por conta do nível de gastos e exigência da diretoria. Nas copas, sua especialidade na carreira de treinador, Mancini já fracassou. Se não ganhar a Premier League, parece bem provável que o polpudo orçamento anual do xeque Mansour seja administrado por outra pessoa a partir da próxima temporada.

Alex Ferguson, Manchester United. Se quiser, aposenta-se. Se não, fim de papo.

Harry Redknapp, Tottenham. Os resultados e o desempenho em campo são ótimos, sem contestação. No entanto, o líder da ascensão dos Spurs tem pendência na justiça e, há dez anos, uma trajetória marcada pelo nomadismo. Além disso, sempre está entre os candidatos para suceder Fabio Capello na seleção inglesa depois da Euro 2012.

André Villas-Boas, Chelsea. O discurso da cúpula é de apoio irrestrito ao discípulo do Special One. Inclinado a contratar jovens, Villas-Boas parece ter carta branca para liderar a reforma do elenco. Assim, imaginando ainda a relação arranhada entre Roman Abramovich e o treinador do Real Madrid, o Chelsea não deve fazer um flashback com Mourinho se puder garantir ao menos um lugar na próxima Champions League. Aliás, um confronto entre os portugueses na Inglaterra seria sensacional.

Arsène Wenger, Arsenal. Com contrato até 2014, Wenger não deve ter sua saída determinada pela direção, que respeita a história do treinador. Em outras palavras, após amenizar muito a crise do início da temporada, o francês sai apenas se quiser, através de um acordo mútuo.

Kenny Dalglish, Liverpool. O contrato de King Kenny também termina em 2014. Para não correr riscos, entretanto, Dalglish precisa tratar de ganhar uma das copas e melhorar o aproveitamento na liga. A vaga na Champions pode até não vir, mas os proprietários são ianques, pragmáticos e querem ter a certeza de que o clube vai progredir, ou seja, exigem evolução em campo.

José Mourinho. Outro ponto é o tamanho do desafio que ele aceitaria assumir. Por exemplo, estaria o bicampeão inglês, acostumado a um Chelsea que não media esforços para lhe oferecer o melhor time, disposto a abraçar um projeto com restrições financeiras, como seriam os de Tottenham, Arsenal ou Liverpool? E se não houver vagas em clubes, Mourinho substituiria Capello na seleção? A conferir.

Autor: Tags: , , , , ,

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012 Listas, Mercado | 18:03

Gossip

Compartilhe: Twitter

Hleb no Birmingham: departamento médico, chiadeira e rebaixamento

Gossip, do português fofoca. Até o site da BBC, paladino da seriedade no sempre efervescente webjornalismo inglês, criou uma seção com esse nome para publicar rumores do mercado de transferências de janeiro. Como faltam apenas quatro dias para o fechamento da janela, as especulações se multiplicam, e os clubes, quando desesperados, tendem a fazer besteira. O blog tratou de filtrar os boatos mais divertidos:

Alexander (ou Aliaksandr) Hleb no Liverpool. Hã? Isso é sério? Hleb foi ótimo na primeira passagem pelo Stuttgart, razoável no Arsenal, mal no Barcelona e péssimo no Birmingham. Assolado por contusões e de carreira em queda livre nos últimos três anos, o inteligente meia bielorrusso não parece ter muito a oferecer ao Liverpool, especialmente considerando o que ele não fez em sua aventura inglesa mais recente, há um ano. Alex McLeish, que treinou a fera no St. Andrew’s, sabe bem do que estamos falando.

Edinson Cavani no Liverpool. Seria excelente para o time, que reuniria Suárez e Cavani, uruguaios nascidos em Salto, numa combinação explosiva e entrosada. Mas, honestamente, é bem improvável. Por que Cavani, santificado no Napoli, deixaria o San Paolo no meio de uma temporada tão importante para o clube? E, ainda, por que iria ao Liverpool, em fase de reconstrução, diante de um mercado jogado a seus pés? David Teixeira é o uruguaio mais perto de Anfield.

Kevin Davies no Sunderland. Um novo treinador assume, o time marca 16 pontos em oito jogos, e aí aparece esse anticlímax. É claro que o Sunderland tem graves deficiências ofensivas e que, para agravá-las, Bendtner vai perder várias semanas, mas Kevin Davies? O histórico atacante do Bolton, que estreou na seleção inglesa com 33 anos e 200 dias, está em péssima temporada e na reserva de – que rufem os tambores – David N’Gog.

Michael Owen no Brighton & Hove Albion. O uruguaio Gus Poyet (lembra-se dele?), treinador do Brighton, gosta mesmo de uma contratação alternativa. Em agosto, foi Vicente Rodríguez, aquele que fez muito sucesso no Valencia no início dos anos 2000. Agora, seria Owen. Para jogar regularmente, o atacante do Manchester United não precisa se rebaixar à segunda divisão. O problema de Owen, todo mundo sabe, é outro.

Chelsea não vai pagar £83 milhões por Hulk. Jura? Quem inventou essa história? O Chelsea tem um titular que executa muito bem as mesmas tarefas de Hulk: Daniel Sturridge. E, mesmo que não tivesse, a cláusula de rescisão do portista é daquelas que são feitas para ninguém pagar. Não custa recordar que Cristiano Ronaldo foi vendido ao Real Madrid por £80 milhões. Ex-técnico do brasileiro, André Villas-Boas ainda tem pendências mais urgentes para resolver.

Antes do deadline day, quando negócios absurdos, sagazes e previsíveis serão fechados, estaremos de olho no fim de semana de FA Cup.

Autor: Tags: , , , ,

quinta-feira, 1 de setembro de 2011 Mercado | 16:13

As melhores do deadline

Compartilhe: Twitter

Pensa bem, torcedor do Everton: melhor do que Andy van der Meyde, este holandês será

Não foram tantas surpresas na Inglaterra, mas o último dia do mercado de verão sempre dá o que escrever. Por isso, o blog separa as dez melhores contratações fechadas ontem:

10 – Shaun Wright-Phillips no Queens Park Rangers. De proprietário novo, o QPR até fez boas contratações para compensar os flops certos no início do mercado. Uma delas é a de Wright-Phillips, que oferece velocidade pela direita e pode ser um complemento interessante a Adel Taarabt. Mesmo assim, o ex-winger do Manchester City terá de achar seu espaço num elenco com Joey Barton, Alejandro Faurlín e Tommy Smith.

9 – Royston Drenthe no Everton. Sim, Drenthe. Com Séamus Coleman lesionado, o Everton não tinha opções naturais pelos lados do campo. Drenthe fracassou no Real Madrid e teve lampejos no Hércules, mas David Moyes pode tirar muito do holandês e transformá-lo num bom parceiro para Leighton Baines à esquerda. Para quem não tem dinheiro, valeu a pena o empréstimo do left winger.

8 – Per Mertesacker no Arsenal. Ao lado de Gervinho, a grande aquisição dos Gunners no difícil verão para Arsène Wenger. Mertesacker leva ao Emirates experiência (apesar dos 26 anos, tem duas Copas no currículo), soberania no jogo aéreo e, principalmente, reduz a chance de Sébastien Squillaci aparecer em campo a uma hora dessas. Certamente não era o melhor zagueiro que o Arsenal poderia contratar, mas vai acrescentar bastante.

7 – Bryan Ruiz no Fulham. Andy Johnson e Bobby Zamora até são bons, mas gostam de um DM. Ruiz deve ser titular e oferecer um poder ofensivo, também pelos lados, que tem faltado aos Cottagers. O costarriquenho chegou a ser especulado no Liverpool em janeiro e tinha o interesse de pelo menos três ingleses neste mercado. O Fulham foi mais rápido e capturou a estrela do Twente. O único senão é a origem. Da Holanda, nunca se sabe quando sai um Afonso Alves ou um Luis Suárez.

6 – Wilson Palacios no Stoke. O hondurenho dá a Tony Pulis uma combatividade que faltava ao meio-campo. Com o Stoke à procura de alternativas a Rory Delap nos laterais (Ryan Shotton é o mais promissor), Palacios pode tanto substituí-lo quanto jogar com o irlandês. O sósia de César Sampaio é bom jogador, mas já sobrava no Tottenham, ainda mais com a chegada de Scott Parker.

5 – Scott Dann no Blackburn. Daquela famosa defesa do Birmingham, o melhor era Roger Johnson, que, agora no Wolverhampton, é uma das grandes contratações do mercado. Mas Dann tem 24 anos (quatro a menos do que Johnson) e um bom potencial que havia atraído o interesse de Liverpool e Arsenal. Em mercado fraco dos indianos que levam o Blackburn para o buraco, Dann é um ponto fora da curva e deve dar certo no Ewood Park.

4 – Peter Crouch no Stoke. Sem muitas palavras para definir o negócio. Não é a melhor, mas deve ser a contratação mais adequada a um estilo da história do futebol.

A primeira passagem não foi exatamente um sucesso, mas Bellamy volta mais confiante e deve ser bom reserva de luxo

3 – Craig Bellamy no Liverpool. Está aí um torcedor dos Reds. Na entrevista inicial, o galês disse que se animava, mesmo de longe, com o processo de reconstrução do clube sob Kenny Dalglish. Até por isso, ele não deve ser problema para o ambiente. Como retorna sem custos, é ótimo reforço. Todo treinador quer uma figura assim: reserva competente para o ataque e para os lados do campo, como ele jogou em sua última temporada no Manchester City. É único no elenco.

2 – Raul Meireles no Chelsea. Um pedido de transferência a meia hora do fechamento da janela, uma proposta relâmpago dos Blues, e André Villas-Boas contratava o jogador que ele mesmo vendeu ao Liverpool há um ano. Bom para o Chelsea, que tem mais uma opção para o meio, onde Raul deve brigar por vaga com Ramires ou mesmo ser uma alternativa torta a Lampard. Os Reds perdem um ótimo reserva agora, mas ganham espaço na folha salarial (venderam muito bem) e mais minutos para Jonjo Shelvey, que só tende a melhorar.

1 – Scott Parker no Tottenham. Por preço fantástico (£5,5 milhões), Harry Redkanpp se presenteou com o melhor jogador da temporada passada eleito pelos jornalistas – mesmo no West Ham. Parker virou titular da seleção inglesa porque faz todo tipo de serviço no meio-campo. Até por isso, também é o parceiro ideal para qualquer meia central do elenco, principalmente Luka Modric (sem corpo mole). Com ele em campo, o Tottenham certamente não teria sido goleado pelo Manchester City no domingo.

Autor: Tags: , , , , , , , , ,

terça-feira, 30 de agosto de 2011 Arsenal, Mercado | 23:59

As cartadas de Wenger

Compartilhe: Twitter

André Santos Avenue vai precisar de cobertura

Arsène Wenger se nega a pagar por um jogador mais do que ele vale. É para evitar isso que a gestão responsável do Arsenal passa por contratações de jovens talentos. Mas agora não dá para ser assim. O êxodo de craques e a humilhação em Old Trafford exigem respostas imediatas. São três as necessidades básicas do elenco: um zagueiro, um lateral-esquerdo e um volante. No entanto, se você pensa em Gary Cahill, Leighton Baines e qualquer outra estrela da Premier League, pode esperar sentado.

Mercado interno, como a gente viu em janeiro, inflaciona, transforma um jogador razoável em overpriced. Wenger também tem aversão a leilões. Participou de um por Andrei Arshavin, em 2009, e certamente se arrependeu. Se não é possível resolver com a garotada, o francês sai à procura de barganhas fora da Inglaterra. Estima-se que, com £17 milhões, ele captura até o deadline de amanhã o zagueiro alemão Per Mertesacker, o lateral-esquerdo André Santos e o atacante sul-coreano Park Chu-Young, o único já confirmado.

Dispensável em relação a posições mais problemáticas, Park, que vem do francês Monaco, é um “foi bom enquanto durou” a Chamakh e Bendtner. Mais importante, Mertesacker chegaria para ser titular da defesa ao lado de Vermaelen. Com duas Copas do Mundo na bagagem, o zagueiro de 1,98m deve minimizar o caos aéreo, mas tem o que provar por baixo após liderar uma defesa, a do Werder Bremen, que sofreu 61 gols em 34 jogos na Bundesliga. Melhor do que Koscielny e Djourou ele é.

Mesmo com a evidente carência em sua posição, a contratação de André Santos, do Fenerbahçe, é a mais duvidosa. Após vender o intragável Armand Traoré ao Queens Park Rangers, Wenger deixou claro – e está correto – que não entregará a vaga a Kieran Gibbs. A questão é: o brasileiro suporta uma lateral na Inglaterra? Até seu maior fã, Mano Menezes, sabe que ele mal consegue defender. Em um mês, pode (só pode; de repente, até dá certo) virar um Eboué canhoto, reserva de Gervinho.

Wenger atende a clamores, mas corre riscos pelo comportamento imprevisível das contratações, que chegam agora ao futebol inglês. Aliás, e o volante? Rumores apontam para Yann M’Vila, francês de 21 anos do Rennes. Apesar do estereótipo de “mais um jovem compatriota do manager”, este seria ótimo. M’Vila é nome forte na seleção de Laurent Blanc e arrebentou na vitória da França sobre a Inglaterra em Wembley, no ano passado. O problema é que o Arsenal demorou e pode perder o melhor negócio.

*Yossi Benayoun, do Chelsea, também é especulado. Ainda que ofereça mais uma opção para a meia, está longe de ser a maior necessidade. Basta um Rosicky no elenco.

Autor: Tags: , , , , ,

quinta-feira, 18 de agosto de 2011 Arsenal, Mercado | 20:03

À deriva

Compartilhe: Twitter

Wenger se esqueceu de abrir exceções à própria regra. Agora, ficou difícil administrar

O Arsenal está sem rumo. O sentimento de que a gestão Arsène Wenger caminha para o colapso tem se fortalecido. A provável venda de Samir Nasri lidera a lista de problemas. Depois das saídas de Gael Clichy e Cesc Fàbregas, o melhor jogador do time na temporada passada também deve deixar o Emirates de acordo com a BBC.

Os casos de Nasri e Clichy expõem a atual fragilidade do clube e alimentam o crescimento do Manchester City, que fica com ambos. O grito por títulos dos franceses e o término de seus contratos em 2012 colocaram Wenger contra a parede. Por valores inferiores aos que arrecadaria em condições normais, o Arsenal deve ceder dois titulares ao City e ampliar sua desvantagem para o ascendente rival.

Por outro lado, a transferência de Fàbregas ao Barcelona tem teor sentimental, envolve o DNA blaugrana do jogador e um clamor doentio dos catalães. Trocar a dor de cabeça que a permanência dele poderia causar por £36 milhões pareceu um negócio razoável. Com dinheiro para reinvestir, Wenger corre contra o tempo – ou deveria – para reforçar o elenco e ainda buscar uma temporada respeitável.

A grande questão no Arsenal não é dinheiro, mas o poder de atrair craques prontos. O estereótipo de time que não ganha nada ficou cruelmente mais pesado ontem, quando, após dez minutos em campo, Fàbregas fez no Barcelona o que não pôde em seis anos no Emirates: comemorou título. Assim, não se conclui sequer a evolução das antigas apostas (Fàbregas, Nasri…) de um modelo que não previu a insatisfação generalizada.

Ao esbarrar na resistência das estrelas, Wenger se vê obrigado a retomar a velha fórmula. Há pouco, pagou £12 milhões por Alex Oxlade-Chamberlain, winger de 18 anos do Southampton. Sem olhar à volta, Chamberlain é ótimo reforço para o futuro e pode render até em 2011-12. Mas não preenche as maiores necessidades do Arsenal, que ainda carece, no mínimo, de um zagueiro top class e de uma alternativa ao capitão van Persie.

A vitória contra a Udinese, na terça-feira, deixou muitas dúvidas. O 1 a 0 foi bom em função dos duros desfalques (Wilshere e van Persie), mas não assegura a vaga. Pelo jogo do Emirates, a primeira ausência na fase de grupos da Champions em 15 anos é um cenário bem possível, que dificultaria o resgate da confiança e a chegada de reforços. Só uma vitória sobre o Liverpool no sábado amenizará os questionamentos disparados após o empate na abertura da Premier League em Newcastle. A tabela, que ainda reserva o Manchester United em Old Trafford para a terceira rodada, não ajuda.

Por ora, o Arsenal ganhou Chamberlain, Gervinho, Joel Campbell e Carl Jenkinson. Estaria perdendo a corrida por Gary Cahill (outra para o Liverpool), já perdeu Fàbregas, Clichy e Eboué e, pelo visto, perderá Nasri e Bendtner. Perdeu também a profundidade do elenco e até a força do time titular, que hoje tem Gibbs e Rosicky. Perder: um verbo que pode ser mais conjugado do que deveria no Emirates.

Fantasy
A primeira rodada da liga God Save the Ball (código 833770-316366) levou à liderança o Smiths FC, de Nelson Oliveira. Veja a classificação geral. Na segunda semana, a Premier League decidiu liberar transferências ilimitadas sem dedução de pontos para se desculpar pelos transtornos técnicos no site. A liga, por enquanto com 46 times, pode receber novos participantes.

Autor: Tags: , , , , , ,

quarta-feira, 27 de julho de 2011 Mercado, QPR | 12:33

Perguntar não ofende

Compartilhe: Twitter

Dyer? Aquele? Agora vai!

A temporada 2010-11 foi perfeita para o Queens Park Rangers. A campanha irrepreensível na segunda divisão devolveu o clube à elite após 15 anos, e uma vitória nos bastidores impediu que a controversa compra do argentino Alejandro Faurlín, em 2009, barrasse essa promoção. Associado às promessas de investimento e à habilidade do marroquino Adel Taarabt, o ótimo trabalho do técnico Neil Warnock parecia ser a receita para o sucesso na Premier League. Nada podia deter os Rangers.

A menos que o próprio clube estragasse tudo. Proprietário de um terço do QPR, o indiano Lakshmi Mittal tem fortuna comparável à de Mansour Al Nahyan, manda-chuva do Manchester City, mas quase não investe. Contar com os outros sócios é inútil. Bernie Ecclestone e, desde que despachado da presidência, Flavio Briatore não existem para todos os efeitos. Um dos potenciais protagonistas do mercado virou um coadjuvante atrapalhado e sem grife.

Genro de Mittal, Amit Bhatia se demitiu da vice-presidência ainda em maio por não concordar com os rumos do clube. Até Warnock havia perdido força, e o nome de Claudio Ranieri (aquele mesmo) chegou a ser ventilado para substituí-lo. Ecclestone, que não faz nada, recusa-se a vender sua parte no QPR, de 62%. O resultado é um mercado apático, desastroso para um time sólido na segunda divisão, mas que não sobreviverá sem se reforçar direito. Por ora, são três contratações sem custos e certamente ineficazes: Kieron Dyer, Daniel Gabbidon e Jay Bothroyd.

Em quatro anos de West Ham, Dyer esteve quase sempre machucado e, mesmo quando jogou, não justificou seu salário. Gabbidon, também nos Hammers, ratificou o status de defensor limitado e ainda arrumou confusão. Bothroyd começou bem na segunda divisão pelo Cardiff e foi convocado à seleção inglesa por Fabio Capello durante uma crise de lesões entre os atacantes, mas desapareceu. O único alento é a intenção de manter Taarabt. Perguntar não ofende: aonde o QPR acha que vai assim?

Autor: Tags: , , , , ,

sábado, 23 de julho de 2011 Everton, Mercado | 14:56

Vende e prospera

Compartilhe: Twitter

Bons tempos, aqueles em que o Everton tinha ataque, Rooney não precisava de implante capilar...

Não são secretos os problemas financeiros do Everton. Em 2004, por exemplo, a venda de Wayne Rooney ao Manchester United foi fundamental para evitar um cenário de desespero. Mesmo com recursos escassos, a era David Moyes, que completará uma década nesta temporada, sempre manteve o time entre os mais consistentes da Premier League. O futuro, outra vez, depende do julgamento do treinador, que costuma tomar boas decisões. Para se reforçar, o Everton tem de vender alguém*.

O segundo amistoso da pré-temporada ratificou a necessidade de levar nova(s) cara(s) a Goodison Park. Fora de casa, o Everton perdeu por 1 a 0 para o Philadelphia Union na última quarta-feira. No mesmo dia, apareceu mais uma chance de o clube financiar contratações. Empenhado em fortalecer sua defesa, o Arsenal fez uma proposta de £10 milhões pelo zagueiro de seleção inglesa Phil Jagielka. Os Toffees, que haviam rejeitado £12 milhões por ele no verão passado, declinaram a oferta de novo.

O Everton faz jogo duro para tentar arrecadar mais com a saída de Jagielka, de 28 anos. Rumores indicam que exagerados £20 milhões seriam suficientes para liberá-lo. No entanto, parece improvável que, com Gary Cahill no mercado, um clube atinja a exigência de Moyes. O zagueiro do Bolton é três anos mais jovem e pode sair pelos £17 milhões da cláusula de rescisão. A questão é: vale a pena se desfazer de alguém para reforçar outra posição (ataque, ataque!)?

Ah, vale. Além de Jagielka, o Everton tem três jogadores que poderiam fazer um caixa interessante: o lateral-esquerdo Leighton Baines e os volantes Jack Rodwell e Marouane Fellaini. Baines, o melhor do time, não tem substituto, e sua saída representaria um grande golpe nas pretensões de Moyes. Em tese, não dá para vendê-lo por menos de £25 milhões. O preço de Jagielka é menor, mas se desfazer dele seria deixar a defesa nos pés de zagueiros longe do auge, como Distin e Yobo.

Com os dois volantes defensivos, é diferente. Um pode substituir o outro. O titular Fellaini está mais pronto, mas, apesar de estagnado nos últimos anos, Rodwell ainda é muito novo (20) e deve render mais nas próximas temporadas. Moyes deveria ponderar a venda de um deles. A posição pode contar também com Heitinga e Phil Neville deslocados. Com Arteta operando mais à frente, Coleman e Osman abertos e Tim Cahill encostando no ataque, o meio-campo estaria, como a defesa, bem resolvido.

O problema é mesmo o ataque: Yakubu pesado, Anichebe enrolado, Saha quase sempre lesionado, Baxter problemático… Beckford, acredite, é o mais confiável. Quaisquer £15 milhões arrecadados devem ser reinvestidos na posição para cobrir a maior carência de um time muito sólido, mas que virou cemitério de centroavantes. Afora Cahill, que às vezes tem de quebrar o galho por ali, você se lembra do último grande atacante do Everton? Sim, o texto termina com quem começou: Wayne Rooney.

*A informação é da BBC

Autor: Tags: , , , , ,

  1. Primeira
  2. 1
  3. 2
  4. 3
  5. Última