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Arquivo da Categoria Newcastle

sexta-feira, 25 de janeiro de 2013 Newcastle | 19:11

Allez, Newcastle

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“Rumo a Newcastle para fazer exames médicos e assinar contrato por quatro anos”, avisou o winger francês Jimmy Kebé, do Reading, em seu perfil no Twitter. Minutos depois, Kebé, que atuou pela seleção de Mali até 2009, desmentiu: “pensei que, se você é francês e joga futebol, bastaria ir a Newcastle e assinar um contrato. Não há chance de eu sair (do Reading)”. O trote de Kebé serviu para confundir jornalistas e expor a política do Newcastle de contratar apenas franceses (ou quase isso).

Contratado por £4.3 milhões em 2011, Cabaye é imprescindível

Com as contratações de Mathieu Debuchy, Yoan Gouffran, Mapou Yanga-Mbiwa, Massadio Haidara e Moussa Sissoko, todas fechadas em janeiro, o número de franceses em St. James’ Park dobrou. Já são dez compatriotas de Kebé sob o comando de Alan Pardew. Pode parecer absurda essa discriminação dos alvos no mercado por nacionalidade (ou por liga), mas foi a maneira legítima que o Newcastle encontrou para reforçar um elenco carente sem gastar tanto.

Os cinco franceses contratados em janeiro, dos quais três já defenderam a seleção principal, custaram menos de £18 milhões e são a exata demonstração de como trabalha a equipe de olheiros comandada por Graham Carr. As prioridades sempre são a relação custo-benefício favorável e o preenchimento das carências do elenco. O Newcastle investe demais em observação de ligas em que há jogadores dispostos a uma transferência para a Premier League e clubes com menor poder de barganha. Assim, o holandês e o francês, além da segunda divisão inglesa, são os mercados mais explorados.

Como 14 jogadores do elenco têm o francês como língua nativa (Carr descobriu a França há algum tempo), é obviamente mais simples a adaptação de quem vem da Ligue 1. Tudo isso à parte, o Newcastle se reforçou muito bem para garantir a permanência na Premier League – o time, que sofreu demais com lesões de peças-chave durante esta temporada, não repete o excelente desempenho de 2011-12 e está na 16ª posição.

Das cinco capturas de janeiro, a tendência é que quatro sejam titulares imediatamente. Zagueiro campeão francês com o Montpellier, Mbiwa chega para atuar ao lado de Coloccini e resolver um dos grandes problemas de Alan Pardew. Como Steven Taylor raramente fica à disposição, o nível da defesa desabava com a utilização de um dos reservas (Williamson, por exemplo). Na lateral direita, Debuchy já estreou e deve se tornar uma das principais opções de ataque da equipe, contando com boa cobertura e o deslocamento de Ben Arfa à faixa central para lhe abrir o corredor. À esquerda, Haidara tenta tomar a posição de Santon.

O meio-campo ganha bastante com Sissoko, que deixa saudades no Toulouse e deve formar ao lado de Cabaye e Tioté (assim que voltar da Copa Africana de Nações) um trio capaz de recuperar a bola, cobrir os avanços dos laterais e criar jogadas. Gouffran, por sua vez, é ótima opção para compensar a saída de Demba Ba, pois pode atuar pelos lados e permite o retorno de Papiss Cissé ao comando do ataque, fator essencial para que o senegalês marque gols com a mesma frequência do primeiro semestre de 2012. Em condições normais, o novo Newcastle não passará sustos para se manter na elite.

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sexta-feira, 19 de outubro de 2012 Chelsea, Newcastle, Sunderland, Tottenham | 13:51

Razões para acordar cedo amanhã

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Tottenham e Chelsea se enfrentam amanhã, às 8h45 de Brasília, em White Hart Lane. É o grande jogo da oitava rodada da Premier League, aquele que você não deve perder. O blog apresenta os motivos:

Possíveis formações de Tottenham e Chelsea. Lampard retorna de lesão e pode ficar no banco

AVB x Chelsea. O reencontro entre Villas-Boas e Chelsea não terá valor de revanche, garante o técnico do Tottenham. No entanto, nada que ele diga vai amenizar a sensação de rivalidade no confronto, entre treinadores e equipes. Seu ex-auxiliar e sucessor Di Matteo, comandante dos títulos da FA Cup e da Champions League, rompeu com a filosofia e os métodos que ele tentava implementar em Stamford Bridge, além de estabelecer uma relação bem mais amigável com os jogadores. À demissão traumática, somou-se o fato de AVB ter assumido o Tottenham, clube que perdeu a vaga na Champions League por conta do título europeu do Chelsea.

Destino do Tottenham na temporada. O Chelsea tem problemas claros na montagem do elenco (a saber: número limitado de volantes e centroavantes), mas, com campanha quase perfeita até agora, indica que vai mesmo lutar pelo título. A impressão é de que a partida importa mais para o Tottenham, quinto colocado, a cinco pontos da liderança. Uma vitória sobre o Chelsea seria a quinta consecutiva no campeonato e outra para marcar positivamente o início de trabalho de AVB, que já derrotou o Manchester United em Old Trafford. Se acumular bons resultados em jogos-chave, o Tottenham, mesmo sem Modric, pode pensar além da vaga na Champions League.

Sandro x Oscar. Em entrevista ao site da Premier League, o ex-defensor Lee Dixon apontou o Chelsea como favorito e elogiou, particularmente, Oscar. Não é segredo que o número 10 da Seleção teve impacto imediato em Stamford Bridge, mas seu provável marcador (imaginando que as formações habituais sejam mantidas) neste sábado também faz ótima temporada até agora. Sandro aproveita bem a ausência de Parker por lesão e tem sido o ponto de equilíbrio do time, papel que, em trabalhos anteriores de AVB, o também brasileiro Fernando exerceu no Porto e Obi Mikel não conseguiu fazer no Chelsea. Sandro x Oscar promete (identifique outros prováveis duelos no campinho).

Possíveis formações de Sunderland e Newcastle

Teste para os três armadores do Chelsea. Se Di Matteo mantiver o trio de armadores (Mata, Oscar e Hazard) contra o Tottenham, será o melhor teste para esta formação, pois a equipe de AVB ataca demais pelas laterais. A medida mais conservadora seria substituir Mata por um volante e abrir Ramires à direita, para assessorar Ivanovic no combate a Bale. Mas o técnico italiano parece acreditar no esquema com três meias criativos, uma vez que escalou todos eles contra o Arsenal, no Emirates, há duas rodadas. Vale ver.

Domingo também!
No domingo, às 10h30, outro dérbi importante: Sunderland x Newcastle, no Stadium of Light. Na temporada passada, eles se encontraram neste estádio na segunda rodada, com vitória do Newcastle por 1 a 0, resultado que abasteceu o ótimo início de campanha dos Magpies.

O Sunderland ainda deve aos torcedores uma grande atuação em 2012-13 e precisa diversificar seus gols – Steven Fletcher marcou todos os cinco do time no campeonato. No Newcastle, alívio pelo provável retorno de três defensores titulares: Krul, Coloccini e Steven Taylor. O Sunderland está na 13ª posição, com sete pontos em seis jogos. O Newcastle é o décimo, com nove pontos em sete partidas.

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segunda-feira, 8 de outubro de 2012 Man Utd, Newcastle | 15:22

À italiana

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Formações iniciais em Newcastle 0 x 3 MU

A vitória por 3 a 0 sobre o Newcastle, em St. James’ Park, marcou a melhor atuação do Manchester United na temporada. O conjunto de Alex Ferguson contou com dois gols a partir de escanteios para decidir o confronto, mas o placar foi mais um prêmio à pressão exercida nos primeiros minutos do que uma casualidade. No início da partida, o United flertou com 80% de posse de bola.

Ferguson buscava exatamente isso quando montou o time no 4-3-1-2, com um losango (ou diamante) à italiana no meio-campo. Foi a primeira vez que o United atuou assim no campeonato, mas a formação já havia sido testada nos confrontos contra Newcastle, na Capital One Cup, e Cluj, na Champions League. Ao site do clube, o treinador apontou a possibilidade de o diamante ser utilizado com alguma frequência nesta temporada.

O 4-3-1-2 dá certo no United, mas vale sempre lembrar que uma formação é “melhor” do que outra apenas em determinados contextos. O losango no meio-campo passa a ser uma alternativa em Old Trafford porque permite a Ferguson escalar Kagawa, Rooney, van Persie e, quando for o caso, um atacante extra ao mesmo tempo. Além disso, a falta dos pontas tem sido compensada pelos avanços do lateral-direito Rafael, que, apesar das peripécias nos Jogos Olímpicos, começou muito bem a temporada.

RvP e Kagawa oferecem novas opções

Ainda assim, há outros pontos a considerar. A opção pelo diamante tem a ver também com a trágica atuação em St. James’ Park na temporada passada, quando o United foi derrotado por 3 a 0 numa partida completamente dominada por Tioté e Cabaye. Desta vez, o United mandou prender e soltar no centro do meio-campo e correu riscos pelas laterais, de onde vários cruzamentos abasteceram Ba e Cissé, sobretudo no início do segundo tempo.

O sucesso no jogo de ontem também está relacionado à fragilidade do Newcastle, que teve Harper, Santon, Perch, Williamson e Ferguson, ou seja, quatro reservas na defesa, um enorme prejuízo para Alan Pardew. Além disso, os pontas dos Magpies, Ben Arfa e Gutiérrez na formação inicial, não costumam atacar tanto os laterais adversários. Pontas mais agressivos causariam mais danos. Há menos de uma semana, houve uma partida em que o time que explorou as laterais dominou aquele que concentrou seus jogadores na faixa central: Porto 1 x 0 PSG.

As atuações recentes incentivam Ferguson a utilizar o losango outras vezes, mas essa opção certamente não é definitiva. Por exemplo, uma peça fundamental para o United nas últimas temporadas não se adapta tão bem a esse esquema: Antonio Valencia, em tese, precisa jogar pela faixa direita do campo. Muito além de apenas uma formação, a capacidade de variar seu estilo de jogo passa a ser a grande arma do Manchester United.

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terça-feira, 18 de setembro de 2012 Everton, Newcastle | 15:09

Empate?

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O novo e possivelmente melhor Everton de Moyes

Everton e Newcastle empataram por 2 a 2 numa partida fantástica em todos os aspectos. Antes de a bola rolar, o clube de Merseyside prestou uma emocionante homenagem aos 96 de Hillsborough, gesto prontamente agradecido pelo Liverpool. Em campo, o empate foi enganoso, com o Everton bastante prejudicado pela arbitragem (dois gols mal anulados) e dominante em grande parte do confronto.

Os sete pontos conquistados nas quatro primeiras rodadas não traduzem perfeitamente a situação do Everton. É cedo para rótulos, mas a equipe faz jus a todos os elogios que tem recebido. Ao elenco que iniciou (mal) a temporada passada, David Moyes adicionou Mirallas, Pienaar e Jelavic, formando um Everton capaz de sufocar adversários.

À exceção da estreia, quando venceu o Manchester United, o Everton controlou o ritmo de todos os jogos. Contra Aston Villa, WBA e Newcastle, os Toffees tiveram, respectivamente, 61, 56 e 58% de posse de bola. A equipe de Moyes finalizou 71 vezes e permitiu apenas 46 finalizações dos oponentes.

Leon Osman, jogador mais subestimado do futebol inglês, manda no meio-campo ao lado de Phil Neville. Pienaar, que voltou bem demais ao Everton, e Mirallas, que fez sua primeira partida de liga como titular, tornam-se meias abertos na recomposição defensiva, mas trocam de posição e são muito ativos quando o Everton tem a bola. Fellaini se descobriu como meia-atacante e faz temporada primorosa. Jelavic, que ontem saiu lesionado, é o primeiro atacante confiável da era Moyes.

Ba, coadjuvante insatisfeito de Cissé

Autor do primeiro gol do Everton contra o Newcastle, Baines merece parágrafo à parte. Cumpre as responsabilidades defensivas, é fundamental no ataque, faz ótima parceria com Pienaar à esquerda e sempre ameaça em bolas paradas. É o jogador mais sólido de um dos melhores times do campeonato.

Caiu do céu
O Newcastle ainda não reedita o nível da temporada passada. A questão são as atuações individuais, como as de Cabaye, que admitiu não ter começado bem, e Papiss Cissé, impreciso nas finalizações. O agente de Demba Ba, artilheiro do time e relegado ao banco ontem, revelou que ele está insatisfeito desde que foi deslocado à ponta esquerda, há sete meses. O empate com o Everton caiu do céu.

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quarta-feira, 15 de agosto de 2012 Everton, Liverpool, Newcastle, Tottenham | 10:40

Guia da temporada (parte 4)

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A penúltima parte do guia é dedicada a Everton, Newcastle, Liverpool e Tottenham:

Everton. As campanhas do Everton seguem um padrão há pelo menos três anos. O time começa mal e flerta com o rebaixamento até David Moyes conduzi-lo à metade superior da tabela com um segundo turno irretocável. Há quem elogie a reação, há quem critique o início ruim. A boa notícia para os Toffees é que Pienaar e Jelavic, contratados em janeiro deste ano e fundamentais para a recuperação em 2011-12, estão disponíveis já a partir de agosto. Jelavic, aliás, é a grande novidade em relação a outras temporadas, nas quais o centroavante sempre destoava do restante da equipe. Embora preocupem os torcedores, as vendas de Cahill e Rodwell financiam eventuais reforços e não devem afetar tanto o desempenho do conjunto. Previsão para a temporada: 8º.

Newcastle. Os observadores e diretores ainda estão trabalhando para repetir o êxito do último mercado de verão, mas o que mais importa para o Newcastle é a manutenção de tudo que deu certo na temporada passada. Se Krul, Coloccini, Cabaye, Tioté, Ben Arfa, Ba e Cissé reeditarem as atuações de 2011-12, não há o que temer. De qualquer forma, Alan Pardew sabe que a equipe precisa de novas opções pelos flancos (que podem ser Anita e Debuchy, com quem os Magpies negociam) e na defesa para ter chance de ser top five novamente. Mesmo que o time termine abaixo da quinta posição, este tem tudo para ser o ano da consolidação dos Magpies. Previsão para a temporada: 7º.

Rodgers e AVB, representantes do grupo sub-40 de treinadores

Liverpool. A desastrosa campanha na última edição da Premier League formou o novo caráter do Liverpool. O técnico Brendan Rodgers foi contratado como um projeto de longo prazo, para reproduzir em Anfield o estilo agradável e eficiente de futebol que fez tanto sucesso no Swansea. Desta vez, calejada pelas decepções da temporada passada, a diretoria liberou um orçamento menor para transferências e descartou a obrigatoriedade de um retorno imediato à Champions League. A confiança no treinador é total (não à toa, foram contratados Borini e Allen, seus jogadores favoritos), e o Liverpool vai evoluir naturalmente, mas nada é mais importante do que transmitir aos torcedores a sensação de que o clube está, enfim, no rumo certo. Previsão para a temporada: 6º.

Tottenham. Assim como no verão passado, quando contratou Adebayor e Parker e resolveu seus problemas no último dia do mercado, o Tottenham vai esperar até 31 de agosto para descobrir com quem vai disputar o campeonato. Adebayor sempre está muito perto do retorno definitivo, mas não retorna. Modric sempre está próximo de sair, mas não sai. Até que essas negociações se confirmem, André Villas-Boas não pode fechar o time. Pelo menos os reforços já contratados, Vertonghen e Sigurdsson, são ótimos. Ainda que tenha muito mais repertório do que Harry Redknapp, Villas-Boas deve sofrer para superá-lo em seu retorno à Inglaterra. Não é a mesma pressão que ele encontrou no Chelsea, mas apenas a classificação à Champions League será suficiente para agradar a seus empregadores. Previsão para a temporada: 5º.

Fantasy
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terça-feira, 17 de julho de 2012 Newcastle | 21:39

Graham Carr, o ascensorista

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Nada de treinador, presidente ou jogadores. O olheiro Graham Carr é o principal responsável pela maior ascensão de um clube inglês nos últimos dois anos, acima até de Norwich e Southampton. Após carreiras discretas como jogador e técnico, Carr assumiu a equipe de observadores do Newcastle em fevereiro de 2010, quando o time era líder da segunda divisão. O caminho entre a Championship e o quinto lugar da Premier League, que põe os Magpies numa competição continental depois de cinco temporadas, foi percorrido rapidamente, mas exigiu um ótimo índice de acertos na formação do grupo.

Desde a chegada de Carr, o Newcastle arrecadou £50,8 milhões (mais de £40 milhões provenientes do Liverpool, que comprou Andy Carroll e José Enrique) e gastou £34,6 milhões em transferências. A balança comercial favorável, com saldo de £16,2 milhões, não impediu a evolução do elenco. Ao contrário do que os números poderiam sugerir, o Newcastle é muito mais competitivo agora.

O segredo de Carr é a fidelidade à própria linha de trabalho. O Newcastle está sempre atento a oportunidades de negócio (um exemplo é Demba Ba) e jogadores subestimados (Yohan Cabaye). Por isso, o clube praticamente ignora o mercado interno e define a França como um paraíso de possíveis reforços. Na era Carr, foram contratados quatro jogadores da Ligue 1: Ben Arfa, Cabaye, Marveaux e Amalfitano. Outros quatro têm o francês como idioma nativo: Tioté, Ba, Cissé e Obertan.

A melhor medida do sucesso da Revolução Francesa em St. James’ Park é a valorização dessa turma. Para capturar os oito jogadores mencionados, o Newcastle gastou apenas £26 milhões, lembrando que as transferências de Marveaux, Ba e do recém-contratado Amalfitano não implicaram custos imediatos. Hoje, de acordo com o portal Transfer Market, eles valem £73,5 milhões. Em um ano de Premier League, Cabaye se valorizou 230%. Em dois, Tioté ficou 255% mais caro.

Premiado pelo sucesso de sua revolução no Newcastle, Graham Carr acaba de assinar um contrato de oito temporadas, que o garante no clube até os 75 anos de idade

Além de acertar em grande parte dos relatórios apresentados à comissão técnica (às vezes dá errado – com Marveaux e Obertan, por exemplo), Carr tem direcionado o Newcastle a contratações cirúrgicas, de acordo com a exata necessidade do elenco. A tendência deve se manter neste mercado, com as possíveis capturas do lateral francês Mathieu Debuchy, do Lille, e do zagueiro brasileiro / holandês Douglas, do Twente.

Eventual alternativa a Simpson na lateral direita, o ótimo Debuchy também pode atuar aberto na linha de meio-campo, posição que, no início da temporada passada, foi ocupada por Obertan. Douglas, por sua vez, disputaria posição com Steven Taylor. Faz sentido, pois o treinador Alan Pardew conviveu em 2011-12 com um elenco curto de zagueiros e se viu obrigado a escalar Simpson e Perch no centro da defesa em partida contra o Norwich. Foi um desastre.

Não existe uma fórmula universal para o sucesso, mas o trabalho de Carr se aproxima da perfeição no contexto do Newcastle, com excelentes resultados em campo e para a saúde financeira do clube. É por isso que, quando o retorno de Andy Carroll é especulado por uma proposta de £20 milhões, é bem difícil acreditar. Ainda que represente um lucro de £15 milhões em relação à transferência para o Liverpool, a eventual contratação não respeita a política que rendeu tanto em apenas dois anos.

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quinta-feira, 26 de abril de 2012 Newcastle, Swansea | 18:51

Mãos holandesas

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Cech, Hart, Reina, Given… Não, nada de arqueiros consagrados na Inglaterra. No dia do goleiro, os homenageados por aqui são os holandeses Tim Krul, do Newcastle, e Michel Vorm, do Swansea, sucessores de Edwin van der Sar que estão entre os melhores da posição na temporada inglesa.

A lacuna deixada por van der Sar na seleção foi ocupada por Maarten Stekelenburg, da Roma. David De Gea indica que será o herdeiro dele em Old Trafford. A Krul e Vorm, cabe a responsabilidade de representar a classe de goleiros holandeses na Premier League, que teve Sander Westerveld no Liverpool, passou por Ed De Goey no Chelsea e chegou ao topo com van der Sar em Fulham e United.

O Man Utd acertou a meta de Krul 19 vezes na temporada, mas marcou só um gol

Krul, que chegou a St. James’ Park aos 17 anos, há seis temporadas, não demorou a transformar-se na terceira opção para o gol do Newcastle, atrás do excepcional Shay Given e do experiente Steve Harper. Com a saída de Given, saturado de salvar um time problemático, ele virou reserva imediato após dois empréstimos. Na temporada passada, ganhou a posição de Harper. Em 2011-12, com 14 clean sheets (jogos sem sofrer gols), é um dos pilares da grande campanha dos Magpies.

O goleiro de 1,93m esteve no Serra Dourada em junho do ano passado, quando garantiu outro clean sheet no amistoso sem gols entre Holanda e Brasil. Era um cartão de visita para sua primeira temporada completa como titular na Inglaterra. Aos 24 anos, Krul passa a ser opção natural para qualquer time de ponta que precise de goleiro. No entanto, se o Newcastle consolidar seu crescimento e lhe der uma defesa um pouco mais segura, ele pode guardar a meta de St. James’ Park por mais uma década e meia.

Vorm, pequeno grande goleiro

Se a evolução de Krul foi até certo ponto natural, a rápida ascensão de Michel Vorm, de 28 anos, ao status de um dos principais goleiros da liga surpreendeu. Embora já fosse figurinha carimbada na seleção holandesa, Vorm causava certa desconfiança pela baixa estatura – 1,83m, dois centímetros a menos do que o corintiano Júlio César. Mas Brendan Rodgers não ligou e pagou £1,5 milhão ao Utrecht para substituir o também holandês Dorus De Vries, que não renovou contrato com o Swansea para ser reserva no Wolverhampton.

Foi um tiro certeiro. Por enquanto, são impressionantes 13 clean sheets e 124 defesas (74% das bolas que vão em direção a seu gol) na meta de um time recém-promovido. Um show de agilidade para compensar os 14 centímetros a menos em relação a van der Sar. Vorm, também conhecido como penalty killer, já parou cobranças de Ben Watson, do Wigan, e Clint Dempsey, do Fulham, nesta temporada. Abaixo apenas de Joe Hart, o holandês é o segundo melhor goleiro de 2011-12 no Fantasy da Premier League, com 148 pontos. Uma ótima representação da realidade.

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domingo, 22 de abril de 2012 Newcastle | 14:17

O voo dos Magpies

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A temporada do Newcastle pode ser dividida em três partes: os primeiros 11 jogos, nos quais somou 25 pontos e não perdeu; as 17 partidas seguintes, quando foi irregular demais e limitou-se a 19 pontos; e as últimas seis rodadas, com 100% de aproveitamento. O início foi brilhante porque ninguém esperava um Newcastle tão competitivo, mas a reação na reta final é o fator que pode levar os Magpies a uma antes impensável vaga na Champions League.

Cissé está em um relacionamento sério com o gol

O calendário até o fim da temporada é bem complicado – Wigan (f), Chelsea (f), Manchester City (c) e Everton (f) –, mas a chance de voltar à Champions após uma década de ausência é real. Afinal, o Newcastle já é o quarto colocado, o Tottenham está mal demais, e o Chelsea tem um elenco bem desgastado.

O técnico Alan Pardew teve participação decisiva na surpreendente recuperação de um time que, marcando 13 gols e sofrendo apenas um, superou Norwich, West Brom, Liverpool, Swansea, Bolton e Stoke em sequência. O blog separou quatro novidades fundamentais para que o Newcastle deixasse a Inglaterra boquiaberta outra vez:

Papiss Demba Cissé. Contratado em janeiro, o senegalês Cissé é ainda mais artilheiro do que seu compatriota Demba Ba. Em dez jogos, foram onze gols a partir de um vasto repertório de finalizações. O ex-atacante do Freiburg comanda o ataque no 4-3-3 de Pardew e aproveita muito bem a criatividade de Ben Arfa e Cabaye. A embaixada do Senegal no Reino Unido precisa se mudar para Newcastle.

Assim, no 4-3-3, o Newcastle dominou o Stoke ontem

Hatem Ben Arfa. O talentoso francês sofria para conquistar um lugar no time, pois Pardew era adepto do 4-4-2 ortodoxo com dois centroavantes – na primeira metade da temporada, Demba Ba e Leon Best. No entanto, um suposto amadurecimento e uma sequência de ótimas atuações incentivaram o técnico a encontrar um espaço para ele. Canhoto, rápido, driblador e criativo, Ben Arfa foi decisivo em várias das últimas vitórias do Newcastle, marcou um golaço contra o Bolton e, sem exagero, poderia reaparecer na seleção francesa.

Compromisso tático. Demba Ba e Jonás Gutiérrez têm sido sacrificados para que Cissé jogue dentro da área e Ben Arfa atue com liberdade a partir da faixa direita do campo. Ba é deslocado à ponta esquerda e, até por isso, sua média de gols desabou. Jonás é naturalmente winger, mas ontem fez parte de um trivote ao lado de Cabaye e Tioté na ótima vitória sobre o Stoke. Mesmo fora de suas posições prediletas, ambos trabalham bem pelo time e são importantes nesta nova fase.

Defesa. A defesa, que havia perdido o bom ritmo do começo da temporada, passa confiança novamente, mesmo sem Steven Taylor. A parceria entre Coloccini e Williamson é estável, Simpson é consistente na lateral direita, e Santon ganhou mesmo a posição de Ryan Taylor na esquerda. R. Taylor quebrou um belo galho por ali quando Pardew precisou, mas é jogador para atuar no lado direito do meio-campo. A troca pelo italiano deixa o Newcastle mais seguro. O desempenho defensivo contra o Swansea, mencionado aqui há três dias, merece destaque.

*Vamos falar ainda da corrida pelo título, agora completamente aberta.

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sexta-feira, 6 de abril de 2012 Chelsea, Newcastle | 14:58

Lembranças de 2009

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Tom Henning Ovrebo ainda é um nome vivo na memória dos torcedores do Chelsea. Na semifinal da Champions League de 2008-09, quando os Blues foram eliminados pelo Barcelona, o árbitro norueguês ignorou quatro pênaltis reclamados pelos ingleses e expulsou injustamente o culé Eric Abidal. Na balança de uma arbitragem caótica, o Chelsea foi claramente prejudicado, e Guus Hiddink não teve a chance de despedir-se de Stamford Bridge como campeão europeu.

Michael Ballack ensaia coreografia com Tom Ovrebo

Não apenas por Ovrebo, que ainda recebe mensagens hostis em seu e-mail, o reencontro entre Chelsea e Barcelona é mais comentado pelo apito do que pela bola. Na esteira da polêmica arbitragem de Barcelona x Milan, um sarcástico José Mourinho afirmou que os catalães “já estão na final”. Em Bridge, o clima de revanche é impulsionado pelo episódio Ovrebo, como se houvesse a necessidade de um acerto de contas. A rivalidade que gerou jogos memoráveis na Champions entre 2005 e 2009 fica em segundo plano.

Roberto Di Matteo e elenco estão otimistas, ou ao menos tentam passar essa impressão, mas Frank Lampard resumiu bem: para ter chance, o Chelsea tem de atuar em seu nível máximo. Assim, se o apito foi danoso para os ingleses em 2009, agora ele é um perigoso aliado de bastidores, através da ilusão de que o Barcelona é protegido pela arbitragem e de que isso precisa acabar. Um fator externo capaz de distorcer o balanço de forças entre Blues e blaugranas, bastante favorável ao melhor time do mundo, é bem-vindo aos olhos de muita gente.

No entanto, o Chelsea tem de evitar a pilha de Mourinho. Ninguém em sã consciência enxerga conspiração pró-Barça no confronto contra o Milan (por conta de uma decisão estúpida?) ou mesmo na fatídica eliminação dos Blues há três anos, quando, reitero, Abidal foi injustamente expulso. Pressionar os árbitros do confronto é um expediente desnecessário, certamente ineficaz e que ampliaria a antipatia global ao Chelsea – vá ao Twitter durante um jogo dos Blues e sinta o amor dos brasileiros por Terry & Co.

Nos últimos anos, o Chelsea regrediu, e o Barcelona se aperfeiçoou. O recurso para minimizar essa distância é a motivação extra, o tal sangue nos olhos, natural pelas circunstâncias e pela decepção há três temporadas. John Terry é o que é, mas enfrentou o Benfica com costelas fraturadas e já se declarou “disponível” para o resto da temporada. Neste caso, um líder pelo exemplo. A vontade que faltou com André Villas-Boas sobra na hora de fazer história. Este, sim, deve ser o legado de 2009.

Swansea 0 x 2 Newcastle
Papiss Cissé segue ofuscando Demba Ba. Na abertura da 32ª rodada da Premier League, o senegalês ex-Freiburg novamente marcou dois gols, chegou a nove em oito jogos pelo Newcastle e foi decisivo para os Magpies, que chegam à quinta posição. Mérito também de Alan Pardew, que nas últimas rodadas percebeu que a melhor solução para seu dilema ofensivo é utilizar os dois senegaleses e Hatem Ben Arfa como titulares. Ba fica mais longe do gol, mas o Newcastle está mais perto da Europa.

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terça-feira, 6 de março de 2012 Newcastle, Sunderland | 14:44

Dérbi à parte

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Expulsão no Tyne-Wear derby não é exatamente uma surpresa

Não à toa, o Tyne-Wear derby do domingo foi especialmente disputado. Empatados por 1 a 1 no St. James’ Park, Newcastle e Sunderland podem, pela primeira vez desde a distante temporada 1954-55, terminar juntos na metade superior da tabela. O Newcastle está dez pontos e seis posições acima, mas parece claro que essa não é a diferença real entre os times. Tanto que, curiosamente, o saldo de gols do Sunderland é melhor (4-0). A coluna, então, tenta descobrir quem de fato leva vantagem no Nordeste da Inglaterra:

Apesar do momento favorável, os plantéis de Newcastle e Sunderland não são exatamente primorosos. O primeiro agonizou quando perdeu Tioté por lesões e para a Copa Africana. Na defesa, há um problema sério de reposição. Uma derrota em dezembro por 4 a 2 para o Norwich, que construiu todos os gols pelo alto, foi consequência de uma terrível dupla central formada por Simpson e Perch, que nem zagueiros são.

O Sunderland jamais chegou a esse ponto, mas tem um ataque deficiente, uma vez que o baixinho Sessegnon, um criador de jogadas na essência, foi isolado algumas vezes na frente. Se Bendtner, emprestado pelo Arsenal, se mantiver saudável e humilde (difícil), a questão é parcialmente resolvida. No frigir dos ovos, o time titular* do Newcastle é ligeiramente melhor por contar com mais jogadores de primeira classe (Tioté, Cabaye, Ba e Cissé), embora o Sunderland tenha mais peças de reposição.

Você deve ter reparado que todas as estrelas dos Magpies são contratações recentes. Se a administração de Mike Ashley é contestável, ao menos a equipe de observadores de Graham Carr é ótima e já poupou muito dinheiro do clube. No Sunderland, que trocou os comandos técnico e administrativo há pouco tempo, as contratações também costumam ser sagazes. Vale lembrar que Onuoha, Henderson, Bent, Welbeck e Gyan, todos fundamentais na temporada passada, foram embora, o que obrigou uma rápida remontagem. Ainda que tenha falhado em campo, Steve Bruce foi bem nesse aspecto, sempre gastando menos do que qualquer outro que estivesse em sua posição.

De técnico, aliás, ninguém pode reclamar. Martin O’Neill, torcedor de infância do Sunderland, causou impacto imediato ao substituir Bruce: foram conquistados 22 dos primeiros 30 pontos em disputa. O’Neill perde apenas para Alex Ferguson entre os treinadores britânicos e deve fazer no Stadium of Light o que fez no Villa Park: colocar o clube entre os oito melhores do país. No Newcastle, Alan Pardew realiza trabalho notável. Seu estilo mais direto de futebol, quase sempre com dois centroavantes, não é lá muito popular, mas tem saído melhor que a encomenda.

Com boa capacidade de investimento, o Sunderland pavimenta um futuro até mais promissor que o do Newcastle. Se O’Neill ficar no clube, além de contratar, ele ainda poderá assistir à evolução de gente como James McClean, Ji Dong-Won e Connor Wickham, todos garimpados pelo clube no início desta temporada. O Newcastle, por sua vez, deve continuar investindo na observação detalhada de talentos subestimados para evitar um fiasco como o da geração de Owen, Duff e Geremi, que culminou em rebaixamento.

Se a pergunta fosse “quem tem mais chances de superar o rival na próxima temporada?”, a resposta seria “Sunderland”.

*Time atual do Newcastle: Krul; Simpson, Steven Taylor, Coloccini, Santon; Ryan Taylor, Tioté, Cabaye, Jonás; Ba, Cissé.

Time atual do Sunderland: Mignolet; Bardsley, Brown, O’Shea, Richardson; Larsson, Cattermole, Gardner, McClean; Sessegnon; Bendtner.

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