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segunda-feira, 13 de junho de 2011 Inglaterra, Nott'm Forest, Treinadores | 14:07

De Clough a McClaren

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Socorrer o time? Os jogadores precisam de um técnico seco no vestiário

Depois de 18 anos com Brian Clough, o Nottingham Forest teve nove treinadores em período equivalente. Nenhum foi muito bem. A saída de Billy Davies, que fracassou em dois play-offs da segunda divisão, fez a diretoria ajustar o foco. O clube transformado por Clough, provavelmente o melhor inglês que nunca treinou a Inglaterra, contratou um dos piores técnicos da história da seleção: Steve McClaren, que terá a missão de reconduzir o bicampeão europeu à elite após 13 anos.

McClaren substituiu Eriksson depois da Copa de 2006. Ficou na seleção por 16 meses, tempo em que construiu o maior vexame da geração: não se classificar à Euro 2008. Empates com Israel e Macedônia e três derrotas para Rússia e Croácia não o deixaram impune. A repulsa ao ex-treinador do Middlesbrough foi tão grande, que ele se viu sem espaço no país e, com algum nome no continente, exilou-se no holandês Twente. Mas onde ele errou?

Steve estava convicto de que precisava marcar uma nova era na Inglaterra. Apesar dos braços cruzados diante da incompatibilidade entre Lampard e Gerrard, ele agiu – e mal: minimizou Beckham quando ainda seria muito útil e chegou a usar uma formação quase inconstitucional na Inglaterra: três zagueiros contra a Croácia em Zagreb. A seleção perdeu com um gol contra bizarro.

Paul Robinson foi punido após errar mais uma vez, e o estabanado Scott Carson virou titular no jogo derradeiro. Em Wembley, os ingleses sofreram dois gols dos croatas nos primeiros 14 minutos. McClaren, que escalou uma defesa com Richards, Campbell, Lescott e Bridge, preferiu se proteger da chuva (foto) a socorrer o time. A Inglaterra empatou no segundo tempo, com Beckham em campo, mas logo sofreu o terceiro gol: 3 a 2 Croácia e fim da linha para ele.

A chance no Twente, onde foi campeão holandês, apareceu pelo que fez no Middlesbrough. McClaren tem o único título de elite da história do Boro (a League Cup em 2004) e um excelente vice na Copa da UEFA em 2005-06. Steve mostrou consistência no Riverside, mas se perde quando tenta se diferenciar de todo mundo. No último trabalho, nem concluiu a (desastrosa) temporada no Wolfsburg. Enquanto o Forest aposta no lado bom dele, resgatamos musicalmente, com Chris Cohen, os erros na seleção:

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quarta-feira, 18 de maio de 2011 Cardiff, Championship, Nott'm Forest, Reading, Swansea | 09:50

Final justa e impopular

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Muito mais confiante no Swansea, Borini parece ter deixado um irmão gêmeo no Chelsea

O Reading e o galês Swansea vão decidir em Wembley o terceiro promovido à Premier League da próxima temporada. No jogo que determina quem se junta a Queens Park Rangers e Norwich, muita gente queria ver o bicampeão europeu Nottingham Forest e o galês Cardiff de Bellamy (que, lesionado, só assistiu à eliminação) e Bothroyd. Apesar de ser a menos desejada das combinações, a final de 30 de maio é justa.

O Swansea derrotou o Nottingham Forest por 3 a 1 em Gales. O empate por 0 a 0 no primeiro jogo já havia sido uma vitória psicológica do conjunto treinado pelo ótimo Brendan Rogers. Com um a menos desde os 52 segundos, a equipe galesa suportou a pressão e contra-atacou muito bem. Os grandes desempenhos de Williams na defesa e do trio Dyer, Borini e Sinclair à frente foram fundamentais.

Mesmo não marcando nos play-offs, Borini é impecável. O italiano de 20 anos, sem confiança e espaço no Chelsea, precisava do empréstimo ao Swansea. Em três meses, ele fez seis gols pelo novo clube. O fim de seu vínculo com os Blues se aproxima. O retorno a Stamford Bridge é incerto, mas sua atual função, de atacante único no 4-2-3-1 de Rogers (Dyer, Dobbie e Sinclair são os três meias), tem sido importante para o time galês funcionar e certamente lhe rende um status bem superior.

Relevante: Long é o único a jogar hurling e defender a seleção de futebol no maior estádio irlandês

Outro atacante brilhou ainda mais em Cardiff x Reading. Na impressionante vitória dos Royals por 3 a 0 fora de casa, o irlandês Shane Long ratificou sua ótima temporada. Os dois gols levaram Long a 23 no campeonato. Seguro e oportunista, ele já fez todo mundo em Reading esquecer seu compatriota Kevin Doyle, contratado pelo Wolverhampton há dois anos.

Até a temporada passada, Long provavelmente não tinha certeza de que a opção pelo futebol era a melhor que poderia ter feito. Na adolescência (foto), ele jogava hurling, um esporte irlandês semelhante ao hóquei. Agora, em seu melhor ano, sabe que fez a escolha certa. Principal jogador do time do momento na segunda divisão, o atacante tem sido especulado no Liverpool.

Alguém arrisca?
Contra o Cardiff, o Reading marcou muito bem, especialmente com o turco Karacan, acionou Long como tinha de fazer e, estendendo a outros jogos, sempre vai levar perigo em bolas paradas com o lateral-esquerdo Ian Harte. O Swansea, por sua vez, tem uma defesa até mais confiável, gente boa para decidir à frente e um treinador que esteve nos Royals há pouco tempo. Os galeses parecem ter mais saídas, mas a arrancada do Reading é sensacional. Para sair do muro: Reading, 51%.

Trauma
O Cardiff venceu os play-offs de 2003 (terceira divisão), mas ficou pelo caminho em 2002 (terceira divisão), 2010 e 2011. A trajetória do Forest é bem pior: nem sequer passou das semifinais em todas as suas participações. Fracassou em 2003, 2007 (terceira divisão), 2010 e 2011.

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