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domingo, 14 de agosto de 2011 Chelsea, O jogo do dia, Stoke City | 18:13

O jogo do domingo: Stoke 0 x 0 Chelsea

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É isso aí, Torres. Sangue nos olhos!

Stoke-on-Trent recebeu uma partida com toda a pinta da temporada passada. Enquanto nenhum dos jovens reforços do Chelsea atuou, a novidade solitária do Stoke foi o zagueiro Woodgate, que não iniciava um jogo da Premier League há 21 meses. Novidade, aliás, foi ele ter resistido até o fim. Por outro lado, o empate por 0 a 0 nada teve de estranho. O Britannia Stadium é um terreno complicado demais para visitantes.

Além das peças, os times mantiveram, com raras variações, os seus estilos. O Chelsea, posicionado no previsto 4-3-3, teve muitos problemas para lidar com o jogo físico do Stoke no primeiro tempo. Os aspectos positivos foram a capacidade de infiltração de Ramires (pode ser o “Freddy Guarín” de Villas-Boas) e a demonstração de vontade de Fernando Torres, que, embora tenha passado em branco, fez um jogo decente.

Ficou claro que o Chelsea ainda precisa contratar. É louvável a aposta no futuro com o atacante belga Lukaku, mas existem necessidades muito mais urgentes. Há finalizadores em demasia (Torres, Drogba, Lukaku, Sturridge e Anelka), porém poucas opções laterais e nenhuma alternativa confiável a Lampard (Benayoun, McEachran?), que certamente não vai suportar a temporada inteira, como acontecia há alguns anos.

Apesar do bom segundo tempo do Chelsea, o jogo contra o Stoke sinalizou a Roman Abramovich que ele tem de oferecer opções que condigam com o 4-3-3 de Villas-Boas. O português mudou para um 4-3-1-2 no fim porque se viu obrigado a reunir Anelka, Drogba e Torres para tentar derrotar os Potters.

No Stoke, só alegria, ainda que Tony Pulis siga sacrificando o time para criar condições favoráveis ao kick and rush. Delap, um meia central fraco, fica em campo só para cobrar laterais à área. Quando Etherington saiu, a catapulta humana foi jogar pelo lado do campo, onde é ainda pior. Além disso, o critério para escalar os laterais – Huth (1,91m) e Wilson (1,88m) – passa pela privilegiada altura deles.

A posse é sempre limitada, mas o time também joga bola. Os wingers Pennant e Etherington continuam sendo fundamentais para a equipe funcionar, até porque o produto final deles frequentemente é um cruzamento pelo alto a Kenwyne Jones. Sem medo de ser feliz e eficiente, o Stoke exigiu muito de Cech no primeiro tempo e esbanjou dedicação defensiva no segundo. Pelo visto, fica longe de cair outra vez.

Stoke City (4-4-2): Begovic; Huth, Woodgate, Shawcross, Wilson; Pennant, Whelan, Delap (Pugh), Etherington (Whitehead); Walters, Jones (Shotton)
Chelsea (4-3-3): Cech; Bosingwa, Alex, Terry, Cole; Mikel, Ramires, Lampard; Kalou (Drogba), Torres (Benayoun), Malouda (Anelka)

Melhor em campo: Asmir Begovic (Stoke)
Pior em campo: Florent Malouda (Chelsea)

Nova ausência
Por motivo de força maior (ou não), a página não deve ser atualizada até quinta-feira. Na volta, vamos repercutir a primeira rodada do Fantasy (alguém aí cometeu o mesmo erro do colunista, que escalou Gervinho?) e, é evidente, o trabalho dos clubes no início da temporada. Obrigado pela compreensão.

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sábado, 13 de agosto de 2011 Liverpool, O jogo do dia, Sunderland | 20:30

O jogo do sábado: Liverpool 1 x 1 Sunderland

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Downing é o único winger genuíno do Liverpool

Um tempo para cada time. O clichê favorito dos comentaristas define bem o empate em Anfield. A primeira metade mostrou um Liverpool seguro, com quase todos os reforços funcionando, e sem oferecer muitas chances ao Sunderland. A segunda teve um passo à frente dos Black Cats e um estranho nervosismo dos Reds, que raramente conseguiam uma sequência de passes certos. O 1 a 1 da estreia, decepcionante para o Kop, foi a medida certa.

Kenny Dalglish cometeu três erros de avaliação. Adam, especialista em todas as bolas paradas, deveria ter batido o pênalti perdido por Suárez, que se redimiu com um gol imediato. Kelly não pode ser reserva do garoto Flanagan, que falhou feio no gol do Sunderland. A pré-temporada hesitante de Henderson não justificava sua escalação à direita, onde ele perde força, em detrimento de Kuyt e Meireles.

Por outro lado, houve pontos muito interessantes. José Enrique, cuja contratação foi confirmada ontem, mostrou que tomará conta da lateral esquerda. Adam se revelou o organizador de que a equipe precisava. Downing quase marcou um golaço e ratificou a capacidade de atuar muito bem nos dois lados, conhecida da época de Aston Villa. E, mais importante, a parceria entre Suárez e Carroll, bem melhor fisicamente, enfim deu sinais de que pode engrenar.

O Liverpool desapareceu após o intervalo, mas o Sunderland teve de ser eficiente para fazê-lo pagar por isso. Depois do segundo tempo de hoje, as perspectivas melhoram. Steve Bruce ainda deve sentir as saídas de Onuoha, Welbeck e Henderson, mas a baciada de reforços lhe oferece boas opções.

Com a confortante proteção de Cattermole, os wingers e até os laterais (um deles, o normalmente meia Kieran Richardson) sobem e apertam marcadores frágeis, como Flanagan. Quem se aproveitou melhor hoje foi Seb Larsson, autor do belo voleio que empatou o jogo. Com bola parada forte e ótimo nível técnico, o winger sueco, conhecido de Bruce do tempo de Birmingham, pode ser uma das contratações de 2011-12, até por não ter implicado custos.

O acréscimo de experiência à defesa também pode ajudar o time a contrariar a tendência dos últimos anos, de queda brusca no meio da temporada. Para quem se habituou a Bramble e Anton Ferdinand, os reforços Brown e O’Shea são ótimos. O primeiro, aliás, fez partida irrepreensível em Anfield. No frigir dos ovos, os dois times se renovaram muito e têm longos trabalhos pela frente.

Liverpool (4-4-2): Reina; Flanagan, Carragher, Agger, José Enrique; Henderson (Kuyt), Lucas, Adam, Downing; Suárez (Meireles), Carroll
Sunderland (4-4-1-1): Mignolet; Bardsley, Brown, A. Ferdinand, Richardson; Elmohammady, Colback, Cattermole, Larsson (Vaughan); Sessegnon; Gyan (Ji)

Melhor em campo: Wes Brown (Sunderland)
Pior em campo: John Flanagan (Liverpool)

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