Publicidade

Arquivo da Categoria Premier League

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013 Premier League | 11:46

Destaques da rodada (XXV)

Compartilhe: Twitter

Consulte os resultados da 25ª rodada da Premier League. O blog traz os destaques individuais do fim de semana:

Júlio César, QPR. Nas cinco rodadas da Premier League em 2013, o QPR está invicto e sofreu apenas um gol. A postura mais cautelosa sob Harry Redknapp, com a entrada do grisalho Derry para proteger a defesa (que agora conta também com o ótimo e caro Chris Samba), explica muito, mas não tudo. As grandes atuações de Júlio César também ajudaram a garantir quatro clean sheets no ano. No empate por 0 a 0 contra o Norwich, o brasileiro fez mais uma série impressionante de defesas. O problema para o QPR é que a postura defensiva implicou um apagão do ataque, que marcou dois gols na liga em 2013, nenhum nos três jogos em casa.

Sissoko foi contratado por menos de £2 milhões. Valeu a pena?

Jimmy Kebé, Reading. Quando Le Fondre (certamente o reserva mais efetivo da liga) passa em branco, aparece Kebé. No clube há cinco anos, o winger franco-malinês faz parte da velha guarda do Reading, que sempre decide jogos na Premier League e na Championship. Na vitória por 2 a 1 sobre o Sunderland, Kebé marcou os dois gols, um deles a cinco minutos do fim. Esse caráter do Reading, de jamais desistir de buscar o resultado, rendeu dez pontos em quatro rodadas e a saída da zona de rebaixamento.

Moussa Sissoko, Newcastle. Sissoko é um fenômeno na Inglaterra. Em seus dois jogos, duas vitórias, dois gols contra o Chelsea e uma assistência diante do Aston Villa. Números à parte, o incansável francês foi a melhor contratação do Newcastle na temporada porque completa perfeitamente o meio-campo de Alan Pardew. Com a eliminação da Costa do Marfim na Copa Africana de Nações e o retorno de Tioté, os Magpies terão especialistas em marcação (Tioté) e passe (Cabaye), além de um carregador de bola para fazer a transição até o ataque (Sissoko). A menos que haja uma nova crise de lesões, está claro que o Newcastle não precisa temer o rebaixamento.

Gareth Bale, Tottenham. Decisivo na vitória sobre o WBA, o galês foi inicialmente escalado como meia central no 4-2-3-1 dos Spurs, com Dempsey ocupando o lado esquerdo. É importante não perder de vista as chances que Bale cria quando duela com o lateral-direito adversário, pois a associação entre velocidade, técnica e precisão nos cruzamentos o torna um excelente winger. Por outro lado, a utilização dele em posições diversas, ou pelo menos com a liberdade de circular pelo campo, pode render golaços como os marcados nas duas últimas rodadas. Aos 23 anos, perigoso em qualquer setor do ataque e marcando gols regularmente, Bale é a melhor réplica de Cristiano Ronaldo na Premier League desde a transferência do português para o Real Madrid.

Daniel Sturridge, Liverpool. Confiança é tudo. Pela primeira vez desde o empréstimo ao Bolton, há dois anos, Sturridge tem sequência como centroavante – na temporada passada, foi ponta direita no Chelsea de AVB. Bem além dos quatro gols em seis partidas pelo Liverpool, o atacante inglês vai muito bem ao cumprir todas as atribuições em campo. Ele pressiona a defesa adversária quando não tem a bola, aproveita a velocidade para criar oportunidades e faz parceria letal com Suárez, que virou meia-atacante (à exceção da partida contra o Arsenal, quando o uruguaio atuou aberto à esquerda). No empate com o Manchester City, Sturridge foi o melhor em campo.

O blog agora tem página no Facebook. Veja aqui.

Autor: Tags: , , , ,

sexta-feira, 11 de janeiro de 2013 Premier League | 21:30

Man Utd x Liverpool; Arsenal x Man City

Compartilhe: Twitter

A Premier League deixou para domingo as partidas mais chamativas da 22ª rodada. Às 11h30 de Brasília, o Manchester United recebe o Liverpool. Em seguida, às 14h, o Manchester City visita o Arsenal. O blog discute os confrontos:

Man Utd x Liverpool
Rooney ainda será desfalque, garante Alex Ferguson. Hernández, seu substituto nas últimas rodadas, vive ótima fase, mas não é presença certa entre os titulares. Para evitar a desvantagem numérica contra o trio de meias centrais do Liverpool, é possível que Ferguson escale Kagawa. O japonês carregaria a bola até van Persie, liberando o holandês para atuar mais perto da área adversária.

No Liverpool, duas dúvidas importantes. Como José Enrique está lesionado, Brendan Rodgers quebra a cabeça para escolher entre Wisdom (na lateral direita, deslocando Johnson à esquerda) e Downing (na lateral esquerda, com Johnson à direita). Nenhuma das alternativas é exatamente segura para Old Trafford, o que abre espaço até a uma formação diferente, com três zagueiros – Wisdom, Skrtel e Agger – e Johnson e Downing como alas.

Há ainda a expectativa pela presença de Sturridge e, especialmente, pelo link entre ele e Suárez. Em entrevista na semana passada, para a surpresa do colunista, Rodgers afirmou que o uruguaio pode voltar à função que exercia no Ajax, uma espécie de “winger interno” para explorar as diagonais. De qualquer maneira, o técnico valorizou a versatilidade de seus atacantes e ressaltou que o posicionamento depende do adversário e deve mudar durante os jogos.

Arsenal x Man City
As visitas do City ao Emirates têm sido improdutivas. Nas três últimas pela Premier League, não marcou gol e finalizou apenas quatro vezes na direção certa. Na próxima, não terá Agüero, Yaya Touré e Nasri, o que levanta certa desconfiança sobre o comportamento do time. Após o empate por 0 a 0 em 2010-11, Roberto Mancini admitiu que a postura foi defensiva, mas fez a ressalva: “prefiro um ponto e críticas a nenhum ponto e aplausos”. Na temporada seguinte, recebeu as mesmas críticas e perdeu por 1 a 0.

Um problema sério em 2012-13 é a incapacidade de atacar pelas pontas, uma vez que Sinclair, que substituiu Adam Johnson como opção de velocidade do elenco, não convenceu Mancini. Então, vários oponentes congestionam a faixa central e “espremem” os meias e atacantes do City, que geralmente tem Nasri e Silva derivando ao centro para criar jogadas. A tendência é que Milner seja um dos wingers no domingo, mas ele habitualmente acompanha mais do que agride o lateral adversário.

Do outro lado, Arsène Wenger tem de escolher entre Walcott e Giroud para liderar o ataque. No empate por 1 a 1 do Etihad, em setembro, Gervinho foi o centroavante, com Giroud no banco. Se ainda acredita que a velocidade é o melhor expediente contra os zagueiros do City, Wenger deve insistir em seu (muito) ousado projeto de transformar Walcott em Henry. Nesse caso, é fundamental que Cazorla se aproxime dele para não deixá-lo isolado entre Kompany e Nastasic.

Autor: Tags: , , ,

quinta-feira, 3 de janeiro de 2013 Premier League | 14:42

Saldo da festa

Compartilhe: Twitter

Sete rodadas em um mês, quatro em dez dias. A concentração de partidas da Premier League no período festivo sempre rende muitas observações. O blog trata de três aspectos importantes:

Disputa pelo título fica mesmo em Manchester. Two-horse race, dizem os ingleses. A derrota do Chelsea para o QPR praticamente enterrou a possibilidade de o título sair de Manchester. Mesmo que o time de Rafa Benítez flerte com 100% de aproveitamento até o fim da temporada, o que é para lá de improvável, a vantagem real de 11 pontos do United (que curiosamente perdeu 11 em 21 rodadas) não dá margem a outro perseguidor além do Manchester City, sete pontos abaixo. A turma de Robin van Persie é favorita pelo conforto na liderança e pela capacidade do holandês de resolver os jogos em que o United falha do ponto de vista coletivo.

Trabalho de Rodgers é melhor do que parece. A atual oitava posição do Liverpool é a mesma que frustrou os proprietários e resultou na demissão de Kenny Dalglish no fim da temporada passada. No entanto, o significativo enxugamento da folha salarial e a consciência de que resultados importam menos do que o alicerce para os próximos anos dão outra perspectiva à gestão de Rodgers. Já falamos muito da coragem para aproveitar jovens num contexto (elenco curto) que exige isso, mas as últimas rodadas expuseram outras virtudes do trabalho do norte-irlandês.

O Liverpool teve péssima atuação contra o Stoke, no Boxing Day, mas foi não menos do que excelente nas outras partidas festivas, diante de Fulham, QPR e Sunderland. Nesses três jogos, a equipe teve médias de 24 finalizações e 63% de uma posse de bola muito mais produtiva do que no início de 2012-13. Rodgers ainda resgata jogadores que pareciam causas perdidas (Henderson e Downing, que vêm de ótimas atuações) e teve um par de boas notícias no início do mercado de inverno: a chegada de Sturridge, a quem ele perseguia desde agosto (pode não dar certo, mas o Liverpool é o melhor lugar para o atacante de 23 anos), e a saída de Joe Cole para o West Ham.

Nulo na temporada passada, Marveaux virou titular na ausência de Ben Arfa em 2012-13

Departamento médico determina temporada fraca do Newcastle. Os Magpies têm nove derrotas nas últimas 11 partidas. A distância de apenas dois pontos para a zona de rebaixamento representa um anticlímax para quem comemorou tanto a quinta posição da temporada passada. Alan Pardew não se acomodou após ganhar um contrato até 2020, e as contratações de 2011-12 também não deixaram de ser brilhantes. O maior problema reside no péssimo momento físico do elenco.

A equipe que contava demais com Ben Arfa e Cabaye teve Marveaux e Bigirimana em várias das últimas rodadas. Até Jonás Gutiérrez perde jogos por lesão. Steven Taylor, que seria fundamental ao lado de Coloccini para tornar a defesa mais confiável, raramente está saudável. Agora sem Demba Ba para garantir um gol por partida, o Newcastle aposta mais em seus fisiologistas do que em quaisquer outros profissionais para ter uma temporada tranquila. Em meio à ameaça de crise, o lateral ofensivo Mathieu Debuchy é ótimo reforço e serve de alento.

Autor: Tags: , , , , , ,

segunda-feira, 10 de dezembro de 2012 Premier League | 12:53

Conclusões da rodada (XVI)

Compartilhe: Twitter

Consulte os resultados da 16ª rodada da Premier League (Fulham e Newcastle se enfrentam hoje). O blog repercute alguns pontos:

"He scores when he wants"

Eficiência do ataque torna o United favorito ao título. O Manchester United teve atuação à Fluminense para superar o City no Etihad. Suportou a pressão, explorou a velocidade pelos flancos e foi clínico nos contra-ataques. Joe Hart, que sofreu três gols, não fez sequer uma defesa. Se Rooney e van Persie mantiverem esse nível, o United não precisa dominar os adversários – não os ingleses, ao menos – para vencê-los. O ataque compensa a fragilidade da defesa (que se comportou bem melhor ontem) e, mesmo quando o meio-campo não controla os jogos, decide por conta própria. Quem não se lembra da sonolenta vitória sobre o Braga por 3 a 1, em Portugal, pela Champions League? Quando finalmente acelerou o ritmo, o United marcou três gols (Rooney, van Persie e Hernández) nos dez minutos finais.

Phil Neville pode perder espaço no Everton. A lesão de Phil Neville, ainda sem data definida para o retorno, abriu caminho entre os titulares do Everton para Darron Gibson, que também estava no departamento médico até três semanas atrás. O ex-meia do Manchester United foi excelente na vitória por 2 a 1 sobre o Tottenham. David Moyes não deve dispensar a visão de jogo de Gibson e a eficaz parceria entre ele e Osman. Mesmo com a chancela da faixa de capitão, Neville pode perder a posição no meio-campo e precisar disputar a lateral direita com Coleman, que também vive boa fase. Quando tem Coleman, Baines, Mirallas, Osman, Gibson, Pienaar, Fellaini e Jelavic reunidos, o Everton é implacável em Goodison Park. Foram 20 finalizações do agora quarto colocado contra o Tottenham.

Shelvey é um bom “falso 9”. Um dos destaques da vitória do Liverpool sobre o West Ham foi Jonjo Shelvey, sacrificado como centroavante na ausência de Luis Suárez. Ele não marcou, mas incomodou demais a defesa do West Ham e participou dos dois gols que viraram o jogo para os Reds. Na bela jogada que gerou o gol de Joe Cole, por exemplo, juntou-se ao meio-campo para tabelar com Sterling. Ele faz muito bem esse movimento de saída da área, que costuma confundir a marcação, atrair um zagueiro adversário e abrir espaço para a infiltração de um meio-campista. Já havia mostrado essa virtude contra o Young Boys, pela Liga Europa, quando exerceu a mesma função. Além disso, tem ótima presença física e não se intimida diante de zagueiros como James Collins, que, atrapalhado por Shelvey, marcou o gol contra que decidiu a partida.

Benítez não é um caso perdido no Chelsea. Está certo que foi contra um Sunderland à deriva, mas a atuação do Chelsea no sábado deu os primeiros sinais de que Rafa Benítez pode sobreviver nesta temporada. Com uma transição mais rápida da defesa ao ataque (e isso explica a presença de Moses entre os titulares) e pontas mais retraídos, para acompanhar os laterais adversários, o Chelsea começa a parecer um time montado pelo espanhol. Até Fernando Torres funcionou. O atacante que não marcava na Premier League havia mais de 12 horas agora tem quatro gols nos últimos dois jogos por todas as competições.

O Southampton tem uma defesa. Derrubando drasticamente a média de gols sofridos, o Norwich escalou a tabela até a 12ª posição. O Southampton tenta fazer o mesmo. A vitória por 1 a 0 sobre o Reading foi a terceira em cinco partidas. A defesa de Nigel Adkins era uma tragédia nas dez primeiras rodadas, nas quais levou 28 gols. Nas últimas seis, porém, foram apenas quatro gols sofridos. Além dos ajustes coletivos, Adkins trocou o goleiro (o jovem argentino Paulo Gazzaniga* roubou a posição de Kelvin Davis), promoveu o promissor Luke Shaw, de 17 anos, a titular da lateral esquerda e deu sequência a Jack Cork, que estabilizou o meio-campo dos Saints.

*Gazzaniga não atuou na vitória sobre o Reading por conta de uma lesão no ombro.

Autor: Tags: , , , , ,

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012 Premier League | 14:47

Conclusões da rodada (XV)

Compartilhe: Twitter

Veja aqui os resultados da 15ª rodada da Premier League (obviamente, ainda sem o Newcastle x Wigan de hoje). O blog repercute alguns pontos:

Número 3: em Anfield, apenas Gerrard e Suárez são mais idolatrados do que Lucas

Retorno de Lucas beneficia o time inteiro. Na vitória por 1 a 0 sobre o Southampton, enfim o Liverpool teve Lucas Leiva, que, por conta de duas graves lesões, havia atuado em apenas 71 minutos de Premier League neste ano. No sábado, ele suportou 87 minutos e, bem além dos oito desarmes e 88 passes certos (foi o melhor da partida nos dois quesitos), permitiu que outros jogadores atacassem mais do que o habitual. Allen, Gerrard, José Enrique e Johnson participaram bastante de um jogo que o Liverpool deveria ter vencido com mais conforto. Na Inglaterra, ninguém executa melhor do que Lucas a função Busquets, de proteger a defesa, iniciar as jogadas de ataque e liberar laterais e meias. Para quem simplesmente não se encontrava nas três primeiras temporadas no clube, é impressionante.

Rafael ainda não aprendeu a lição. A falha e a indolência durante a decisão dos Jogos Olímpicos deixaram uma péssima impressão de Rafael ao público brasileiro, especialmente à parcela que não acompanha o futebol inglês. Mas o lateral-direito reagiu rapidamente para fazer, por ora, sua melhor temporada no Manchester United. Há três dias, o zagueiro Jonny Evans o elogiou sem medo: “pode ser o melhor do mundo na posição”. No sábado, porém, Rafael lidou muito mal com a substituição ainda no primeiro tempo da partida contra o Reading. Após sofrer três gols, Alex Ferguson decidiu trocá-lo por Smalling para tornar a defesa mais alta, como ele mesmo justificou. Quando tentou cumprimentá-lo, o técnico escocês foi ignorado. Se realmente pretende tomar conta da lateral direita em Old Trafford, o ótimo brasileiro de 22 anos precisa associar seu jogo a certa dose de maturidade.

Big Sam de fato transformou o West Ham no antigo Bolton. A grande qualidade dos melhores times de Sam Allardyce é a exata noção do que fazer. Você pode acusá-lo de incentivar um tipo rústico de futebol, mas jamais de não ter um plano de jogo. Com a intensidade de Diamé, a velocidade de Jarvis e a força de Carlton Cole, o West Ham atropelou o Chelsea no segundo tempo do dérbi londrino de sábado. A atuação na vitória por 3 a 1 e a campanha que põe os Hammers na oitava posição lembram demais o antigo Bolton de Allardyce: futebol rústico, direto e muito competitivo, sobretudo em casa. Não à toa, estão em Upton Park Nolan, Taylor, O’Brien e Jaaskelainen, figuras daquele Bolton.

Swansea pode chegar à Europa. Não existe mais o Swansea que somou três derrotas consecutivas e patinou bastante entre a terceira e a nona rodada. O time de Michael Laudrup não perde há seis jogos e assumiu uma postura arrogante. Arrogante a ponto de controlar o jogo e finalizar mais do que o Arsenal no Emirates. Derrotar os Gunners em Londres é uma coisa; dominá-los, criar uma avalanche de oportunidades, como fez o Swansea, é outra, da qual poucos times ingleses são capazes. Se evitarem novas oscilações, Ki, Pablo, Michu e companhia são reais candidatos a uma vaga continental.

Autor: Tags: , , ,

segunda-feira, 26 de novembro de 2012 Premier League | 17:02

Números mentem

Compartilhe: Twitter

Do ponto de vista matemático, o rendimento dos clubes que ocupam as últimas posições da Premier League não apresenta qualquer novidade em relação a outras temporadas. O Southampton, 17º colocado e primeiro time acima da zona de rebaixamento, ganhou 28% dos pontos que disputou. Em 2011-12, 37 pontos, ou 32,5% de aproveitamento, foram suficientes para garantir a permanência do Queens Park Rangers. A tabela passa a impressão de que escapar da queda é simples em 2012-13.

Apenas impressão. Quando acrescentamos aos números uma dose de contexto, fica evidente que não existem muitos candidatos à queda e, na perspectiva de quem tenta evitá-la, esta temporada é muito cruel. Em parte, porque Norwich e Wigan podem contrariar as previsões e afastar precocemente a possibilidade de rebaixamento, aumentando a relação candidato / vaga (na Premier League 2013-14).

Surpresa! Paul Lambert sofre mais sem o Norwich do que o Norwich sem Paul Lambert

Chris Hughton melhorou a defesa do Norwich de maneira inimaginável: nos sete primeiros jogos, a média de gols sofridos era de 2,43; nos últimos seis, caiu para 0,33. O empate por 1 a 1 com o Everton em Liverpool confirmou o grande momento defensivo e deu aos Canários uma vantagem de cinco pontos sobre a zona de rebaixamento. O Wigan abriu quatro ao derrotar o Reading com um improvável hat-trick de Jordi Gómez, que há duas semanas não era sequer titular de Roberto Martínez. Os Latics jogam com uma segurança inédita para esta fase da temporada e não devem ter problemas para conquistar 40 pontos.

Em péssima forma, o Newcastle está entre Norwich e Wigan na tabela, mas tende a subir quando Cabaye retornar, talvez ainda em 2012. Imediatamente abaixo do Wigan, aparece o Sunderland, que sofre de um inesperado bloqueio criativo e perdeu por 4 a 2 para o West Bromwich no sábado. Mesmo com o trabalho de Martin O’Neill em xeque, parece precipitado afirmar que uma equipe tão talentosa, de Adam Johnson, Seb Larsson e Sessegnon, corre algum risco.

Os realmente ameaçados são Reading, Aston Villa, Southampton e QPR. Quatro candidatos por (uma) vaga na Premier League 2013-14. O Reading venceu apenas uma vez, quando foi dominado pelo Everton em boa parte do confronto. O Villa ainda faz os jogos mais sonolentos do campeonato, como o empate por 0 a 0 com o Arsenal, no sábado. O cenário mais animador é o do Southampton, que ontem derrotou o Newcastle por 2 a 0, derrubou a média de gols sofridos e tem Lallana e Ramírez finalmente desequilibrando partidas.

No caso do QPR, é questionada até a hipótese de a equipe efetivamente lutar contra o rebaixamento, após quatro empates, nove derrotas e uma demissão. Harry Redknapp assume o QPR com um déficit de cinco pontos para o Reading, seis para o Aston Villa e sete para o Southampton. Nenhum deles é insuperável, mas a reação tem de ser imediata. Para repetir os 37 pontos da temporada passada, os Hoops precisam obter um aproveitamento de 44% até o fim da liga mais competitiva dos últimos anos.

Autor: Tags:

domingo, 18 de novembro de 2012 Premier League | 22:05

Conclusões da rodada (XII)

Compartilhe: Twitter

Veja aqui os resultados da 12ª rodada da Premier League (obviamente, ainda sem o West Ham x Stoke de amanhã). O blog repercute alguns pontos:

Ninguém contratou melhor do que o WBA. Após 12 rodadas, o West Bromwich tem incríveis 64% de aproveitamento e está na zona de classificação à Champions League. Ontem, vitória por 2 a 1 sobre o Chelsea e outra atuação segura no Hawthorns. À medida que Long e Odemwingie marcam gols, o time vence partidas, pois o sistema defensivo é sólido demais. Obra do recém-contratado técnico Steve Clarke, o melhor da temporada até agora. Entre jogadores, a grande captura de 2012-13 também é dos Baggies. Van Persie, Cazorla e Hazard têm sido ótimos, mas ninguém a ponto de superar o volante argentino Claudio Yacob, que estava no Racing de Avellaneda, foi contratado de graça e domina o meio-campo do WBA ao lado de Mulumbu.

Walcott e Giroud impulsionam o Arsenal. É evidente que a vitória por 5 a 2 sobre o Tottenham foi condicionada à expulsão de Adebayor, ainda no primeiro tempo. Mas também ficou claro que, quando Cazorla (que foi brilhante) não precisa fazer tudo sozinho, o Arsenal é um time bem mais perigoso no terço final do campo. Walcott, cujo contrato expira nesta temporada, fez bons jogos nas últimas semanas, recuperou seu lugar na equipe e foi fundamental no dérbi de ontem, com correria, gol e assistência. Assim como Giroud, que compensa a limitação técnica com um trogloditismo à Mario Gomez, baseado em imposição física e oportunismo. Por todas as competições, o ex-centroavante do Montpellier tem sete gols e cinco assistências. Não é, definitivamente, um novo Chamakh.

Chris Hughton acertou a mão no Norwich. Em casa, há sete rodadas, o Norwich levou 5 a 2 do Liverpool. Também no Carrow Road, num intervalo inferior a um mês, venceu Arsenal, Stoke e Manchester United, todos por 1 a 0. Nas últimas cinco rodadas, os Canários sofreram apenas um gol, contra 17 sofridos nas sete primeiras partidas. Chris Hughton acertou a defesa de modo notável e, não menos importante, resgatou ao time titular o irlandês Hoolahan, o melhor criador de jogadas do elenco e ideal para atuar atrás de Holt. Por isso o Norwich é 13º colocado, com 14 pontos.

Finalmente, Fletcher ganhou companhia

Alan Pardew perdeu a mão no Newcastle. A derrota por 2 a 1 para o Swansea foi a segunda consecutiva em St. James’ Park (na semana passada, 1 a 0 para o West Ham). Das referências de 2011-12, ninguém além de Demba Ba manteve o nível. Cabaye (lesionado, não jogou ontem) não é tão dominante, Papiss Cissé (também ausente) simplesmente não marca gols, e Ben Arfa perdeu parte da inspiração. Além disso, Anita, contratado para ser backup na defesa e no meio-campo, sempre entra e nunca vai bem. Pardew ainda não encontrou alternativas para resolver os problemas. Sorte dele é que, quando tudo funcionava muito bem, a diretoria estendeu seu contrato até 2020. Sim, 2020.

Adam Johnson e Sessegnon, fundamentais para o Sunderland. Steven Fletcher marcou novamente e chegou a seis dos dez gols do Sunderland na Premier League. No entanto, a vitória por 3 a 1 sobre o Fulham (que teve Hangeland expulso no primeiro tempo) em Craven Cottage mostrou que o time de Martin O’Neill pode ir além do centroavante escocês. Adam Johnson, que há uma semana marcou seu primeiro gol pelo novo clube, hoje deu duas assistências. Sessegnon, melhor jogador da equipe em 2011-12 e uma negação em 2012-13, ressurgiu das cinzas para decidir a partida com um golaço. Até ontem, o Sunderland mal finalizava e era uma das grandes decepções da temporada. Se Johnson e Sessegnon consolidarem a reação e ajudarem Fletcher, isso deve mudar.

Autor: Tags:

domingo, 11 de novembro de 2012 Premier League | 23:42

Conclusões da rodada (XI)

Compartilhe: Twitter

Veja aqui os resultados da 11ª rodada da Premier League. O blog repercute alguns pontos:

Após cinco anos, Jol e Berba se reencontram em Londres

Berbatov foi uma aposta certeira de Martin Jol. O empate por 3 a 3 entre Fulham e Arsenal mostrou a melhor versão de Berbatov, autor de dois gols e uma assistência no Emirates. O atacante de 31 anos era marginalizado no Manchester United à medida que perdia agilidade, mas se encontrou rapidamente em Craven Cottage. Martin Jol, que o comandou no Tottenham em 2006-07, sabe o que esperar dele e como aproveitar suas virtudes. No Fulham, Berbatov segura a bola no ataque, distribui aos pontas, tabela com Ruiz e, eventualmente, finaliza. É um casamento promissor entre um centroavante habilidoso (embora lento) e um time que aprendeu a trabalhar no ritmo dele. A contratação do búlgaro foi a grande notícia de um mercado que parecia negativo para os Cottagers, com as vendas de Dempsey e Dembele.

Recuperação de Hernández é fundamental para o United. Após uma temporada difícil, o centroavante mexicano resgatou o brilho de seu primeiro ano em Old Trafford. Hernández jogou apenas 45 minutos contra o Aston Villa, mas marcou os três gols (o segundo foi oficialmente atribuído a Vlaar, contra) que viraram o placar a favor do Manchester United. Suas finalizações precisas indicam que Alex Ferguson sempre terá cartas na manga quando estiver em desvantagem. Com atacantes versáteis como Rooney e van Persie e as variações de esquema já testadas na temporada, Chicharito pode entrar nos jogos com o único propósito de marcar gols.

Saída de Tim Cahill mudou a carreira de Fellaini. Em julho, Cahill decidiu jogar ao lado de Rafa Márquez e Thierry Henry no New York Red Bulls. A princípio, não era um desastre para o Everton, pois o meia-atacante australiano vinha de uma temporada improdutiva. E não foi mesmo. David Moyes decidiu “promover” Fellaini à função que era de Cahill, imediatamente atrás de Jelavic, bem mais perto da área adversária. O belga de 1.94m, que era mais aproveitado como volante, faz campeonato brilhante: seis gols e três assistências. Contra o Sunderland, no sábado, ganhou a partida para o Everton ao marcar um e criar outro gol num intervalo de 122 segundos. Associando a imposição física a uma perceptível evolução técnica, Fellaini provavelmente é o jogador mais dominante da liga.

Rodgers deve evitar o 3-5-2. Com três zagueiros (Wisdom, Carragher e Agger), em vez de proteger o goleiro Brad Jones, o Liverpool cedeu campo ao Chelsea durante o primeiro tempo em Stamford Bridge. Na segunda parte, apenas deslocando Wisdom e Johnson às laterais e José Enrique ao meio-campo, Brendan Rodgers recuperou terreno e levou o Liverpool ao empate, com ótimos 30 minutos finais no 4-2-3-1. O 3-5-2 havia sido testado com reservas na derrota para o Anzhi, quinta-feira, pela Liga Europa. Rodgers argumenta que o sistema oferece companhia a Suárez no ataque (no caso, Sterling) e mantém três homens no centro do meio-campo (Allen, Gerrard e Sahin), mas ele mesmo admitiu que o time não assimilou a mudança, perdeu opções pelas laterais e foi incapaz de pressionar o Chelsea.

Silva pode salvar o emprego de Mancini. Foi extraordinária a assistência de Silva a Dzeko, que outra vez garantiu uma vitória do Manchester City perto do fim da partida. O lance faz lembrar a primeira metade da temporada passada, quando o espanhol era uma fábrica de passes decisivos, mesmo diante de defesas fechadas. Se Roberto Mancini fracassa na estratégia, Silva, que retornou de lesão contra o Tottenham, pode criar os gols que faltavam para o City vencer certos jogos. Ninguém na Inglaterra – nem outros playmakers espanhóis que atuam no país – está no nível dele nesse aspecto.

Autor: Tags: , , , ,

segunda-feira, 22 de outubro de 2012 Premier League | 11:49

Conclusões da rodada (VIII)

Compartilhe: Twitter

Veja aqui os resultados da oitava rodada da Premier League. O blog discute alguns pontos:

Nada substitui o talento. Slogan de um prêmio de publicidade, a afirmação é também o lema de Roberto Di Matteo nesta temporada. Quando o Chelsea perdia por 2 a 1 para o Tottenham, dominante no segundo tempo, entraram em ação os três armadores dos Blues. A sagaz movimentação e a categoria de Mata, Oscar e Hazard transformaram a partida em White Hart Lane e deram ao Chelsea sua segunda vitória consecutiva no norte de Londres – derrotou o Arsenal há três rodadas. Em algum momento, é possível que a equipe acuse dificuldade para segurar um adversário agressivo (a inesperada ausência de Bale pesou demais para o Tottenham) ou mesmo falta de profundidade (por isso, Moses foi contratado). Mas, por enquanto, o 4-2-3-1 com três meias puros é um sucesso.

Sahin e Gerrard podem trocar posições. O Liverpool venceu o Reading em Anfield por 1 a 0, mas jogou melhor quando empatou com o Manchester City e perdeu para o Manchester United no mesmo estádio. Um ponto interessante é o posicionamento de Sahin e Gerrard. Enquanto o capitão é volante, ao lado de Allen, o turco atua adiantado, próximo a Suárez. Considerando todas as competições, Sahin tem ótimos três gols e quatro assistências pelo Liverpool. No entanto, à exceção da partida contra o Norwich, quando o time teve espaço para contra-atacar, ele ainda não esteve bem na Premier League – sábado, foi substituído por Shelvey. A impressão é de que Sahin tem de enxergar e organizar o jogo para render mais, como no Dortmund.

Arsenal: ainda sujeito a apagões. O que foi a atuação do Arsenal contra o Norwich? Provavelmente, uma das piores apresentações na era Wenger, equiparável àquelas do início da temporada passada. O único ponto positivo foi a onipresença de Cazorla no primeiro tempo. No segundo, até ele caiu. Entre tantas outras, a maior decepção fica por conta de Giroud, que havia marcado dois gols importantes nas últimas semanas: seu primeiro pelo Arsenal na Premier League e o de empate da França contra a Espanha. Era para ganhar confiança, mas a participação dele no Carrow Road foi um show de horrores. O Arsenal precisa que Giroud se encontre rapidamente.

Cissé e Ba: pontas de uma gangorra

Senegaleses precisam coexistir no Newcastle. Desde que Papiss Cissé foi contratado pelo Newcastle, em janeiro, ele e Demba Ba nunca estiveram bem ao mesmo tempo. Enquanto Cissé marcou 12 vezes, Ba (deslocado à ponta esquerda) comemorou apenas um gol entre a Copa Africana de Nações e o fim da temporada passada. Em 2012-13, Ba tem seis gols na liga, contra nenhum de seu compatriota. A fase de Cissé é tão ruim, que ele foi reserva de Shola Ameobi no dérbi contra o Sunderland. Alan Pardew até tem tentado formar o time no 4-4-2, para mantê-los perto do gol, mas a dupla de ataque letal que se imaginava depende também de os senegaleses estarem simultaneamente calibrados.

A salvação do QPR passa por Granero e Hoilett. O QPR perdeu a chance de ganhar pela primeira vez no campeonato (empatou com o Everton em casa), mas dá sinais de que pode se recuperar. E isso passa, necessariamente, por Granero e Hoilett. O espanhol toma conta do meio-campo, com a mesma capacidade de organização que mostrou pelo Getafe e fez o Real Madrid recontratá-lo, há três anos. O canadense, autor do gol do QPR ontem, quebrou a defesa do Everton em vários momentos. Ele é rápido, driblador, capaz de marcar gols e dar assistências. Foi um oásis no Blackburn na temporada passada e não pode ser reserva de ninguém em Loftus Road, como aconteceu nas primeiras rodadas.

Autor: Tags: , , , ,

segunda-feira, 24 de setembro de 2012 Premier League | 09:36

Conclusões da rodada (V)

Compartilhe: Twitter

Rótulos. Na Inglaterra, manchetes relativas ao Liverpool costumam falar em poor start e relegation zone. Sim, é verdade que os números são constrangedores e deixam o clube na zona de rebaixamento. Mas a situação é ainda administrável para quem pretende, bem além de atingir determinada posição na tabela, reconstruir-se. Na derrota de ontem para o Manchester United, assim como nos empates com Manchester City e Sunderland, a equipe deu vários sinais de que (embora vá sofrer nesta temporada) está no caminho certo para o longo prazo.

A introdução de garotos como Sterling e Suso é precoce e decorrente do elenco curto, que ainda tem deficiências sérias por conta de um mercado de verão “incompleto”, mas eles têm justificado cada voto de confiança. Na temporada passada, o Liverpool não era nada. Hoje, ao menos, é o time do futuro. Torcedores e diretores precisam ser racionais para não julgar Brendan Rodgers antes da hora. Por enquanto, o trabalho é “ruim” somente para quem prefere repercutir os números a analisar os jogos.

Atenção! Ben Arfa vai criar uma jogada

Arsenal. A ótima atuação no empate fora de casa contra o Manchester City resume perfeitamente o que tem sido a temporada do Arsenal, que aproveitou a saída de van Persie, de quem dependia demais, para se fortalecer coletivamente. A defesa evoluiu com a chegada do assistente Steve Bould, ex-zagueiro do clube, e sofreu apenas dois gols em cinco partidas na liga. Diaby e Cazorla oferecem, respectivamente, força e criatividade a um meio-campo que ainda deve ganhar Wilshere em breve. Jogadores antes inseguros (sobretudo Jenkinson, Gibbs e Gervinho) também subiram seu nível. Quando (se) Giroud engrenar, o Arsenal pode sair da pasmaceira das últimas temporadas.

Ben Arfa. Foi cinematográfica a assistência de Ben Arfa a Demba Ba, no único gol da vitória do Newcastle sobre o Norwich. Com visão e habilidade notáveis, o francês está no mesmo nível dos playmakers dos candidatos ao título. Quando o talento domou o temperamento, na temporada passada, Ben Arfa tornou-se titular absoluto do Newcastle e, desde então, sempre ofereceu gols e assistências, alguns espetaculares.

Everton. Após cinco rodadas, mesmo não sendo o líder, é o time que melhor jogou no campeonato. Não é teoricamente candidato ao título porque devem faltar consistência e opções de elenco em algum ponto da temporada, mas o que comentamos aqui há seis dias confirmou-se no sábado, com a vitória por 3 a 0 sobre o Swansea, fora de casa.

Southampton. A goleada por 4 a 1 sobre o Aston Villa, primeira vitória dos Saints no campeonato, mostrou todo o potencial de ataque do time de Nigel Adkins. As quatro derrotas iniciais não traduziram fielmente o nível da equipe; apenas expuseram os problemas defensivos, graves. O Southampton tem vocação muito ofensiva, com laterais (Clyne, que marcou gol, e Fox) e volantes (Schneiderlin e Davis) que apoiam melhor do que marcam. Enquanto Ramírez e Lambert criam e aproveitam oportunidades, a defesa exposta oferece chances aos adversários. Quer ver gols? Assista a jogos do Southampton.

Autor: Tags: , , , ,

  1. Primeira
  2. 1
  3. 2
  4. 3
  5. 4
  6. 5
  7. Última