Publicidade

Arquivo da Categoria Stoke City

sábado, 24 de novembro de 2012 Stoke City, West Bromwich | 19:31

Missões ingratas

Compartilhe: Twitter

Kompany tenta transpor o exército de defensores do Stoke

A primeira parte da 13ª rodada da Premier League ratificou a solidez do Stoke e a fase impressionante do West Bromwich. O blog trata de ambas:

Não é simples marcar um gol no Britannia Stadium
O Stoke tem campanha simétrica. Após vencer o Fulham por 1 a 0 em casa, o time de Tony Pulis está na 11ª posição e soma três vitórias, sete empates e três derrotas. O saldo é nulo: 11 gols marcados e 11 sofridos. A segurança da defesa, a segunda melhor do campeonato, compensa a habitual pobreza do ataque. Em seis partidas no Britannia Stadium, os Potters levaram um gol, marcado pelo Manchester City na quarta rodada.

Sempre foi difícil marcar em Stoke-on-Trent, mas Pulis de fato aprimorou o sistema defensivo em 2012-13. Geoff Cameron, zagueiro norte-americano que tem sido escalado nas laterais (contra o Fulham, à esquerda), torna a linha de defesa mais confiável e se consolida como uma das boas contratações do verão. A proteção aos zagueiros também melhorou, com três jogadores centrais no meio-campo: Whelan, Adam e, sobretudo, N’Zonzi, rebaixado com o Blackburn, mas brilhante no Stoke. Ademais, continuam lá o goleiro Begovic e o capitão Shawcross, que poderiam estar em qualquer clube da Premier League.

Derrotar o WBA, em qualquer lugar, também é tarefa ingrata
Provisoriamente na terceira posição, o West Bromwich abriu a rodada com uma vitória por 4 a 2 sobre o Sunderland no Stadium of Light, a quarta consecutiva no campeonato. Mesmo sem o lesionado Mulumbu, desfalque para lá de relevante, a equipe de Steve Clarke sempre passou a impressão de que venceria. O blog tem elogiado bastante o sistema defensivo e as atuações do volante argentino Yacob (que, sem Mulumbu a seu lado, foi mais exigido e não decepcionou), mas outro fator importante é a eficiência do ataque, letal em 2012-13. Por enquanto, são 23 gols marcados em 13 jogos.

Ao contrário (por exemplo) do Liverpool, que concentra seus gols em Luis Suárez, o WBA tem vários jogadores que podem marcar a qualquer momento. O atacante titular Long tem excelente movimentação sem a bola e aproveita boa parte das chances; Lukaku, seu reserva, está bem mais confiante do que em sua primeira temporada na Inglaterra; Odemwingie tem sido o meia direita no 4-2-3-1, mas sempre invade a área e finaliza bem; Gera e Morrison têm ótimo chute de média distância. Em Sunderland, marcaram Gera, Long, Lukaku e Fortuné. Tudo dá certo para o WBA.

Autor: Tags: ,

sábado, 11 de agosto de 2012 Stoke City, Swansea, West Bromwich, West Ham | 22:59

Guia da temporada (parte 2)

Compartilhe: Twitter

A segunda parte do guia da temporada traz West Bromwich, Swansea, Stoke e West Ham:

Por apenas £2 milhões, o criativo Michu é ótimo reforço para o Swansea

West Bromwich. Após trabalhos seguros de Roberto Di Matteo e Roy Hodgson, que estabilizaram o clube na primeira divisão, a diretoria do WBA decidiu arriscar e oferecer uma chance a Steve Clarke, ex-assistente de Kenny Dalglish no Liverpool. Clarke costuma armar defesas fortes e tem ótimo currículo como técnico de campo, mas não sabemos o que ele pode produzir como manager. O time, porém, não deve mudar muito. A principal diferença será a competição acirrada por vagas no ataque. Antes absolutos, Odemwingie e Long já são ameaçados pelas contratações de Lukaku e Markus Rosenberg. O garçom Chris Brunt terá mais gente para servir. Previsão para a temporada: 16º.

Swansea. Assim como o Norwich, o Swansea perdeu o treinador, parcela fundamental da fórmula de sucesso da temporada passada. No entanto, os galeses têm uma vantagem importante. A filosofia do clube, a ideia de como o time deve jogar, é algo permanente, e não uma exclusividade do ex-técnico Brendan Rodgers. Por isso, a diretoria contratou o dinamarquês Michael Laudrup, outro entusiasta da posse de bola e da troca de passes. O mercado também determinou as saídas de Caulker, Sigurdsson e Joe Allen, perdas consideráveis. O espanhol Michu, que fez grande temporada pelo Rayo Vallecano, é ótima e barata reposição para o meio-campo, mas o Swansea ainda pode reinvestir parte dos £15 milhões arrecadados com a venda de Allen ao Liverpool. Previsão para a temporada: 15º.

Stoke. Antes da temporada, a impressão é de que a evolução do Stoke estagnou. A ausência crônica de um meio-campista criativo deve continuar travando a equipe, a menos que Tony Pulis faça alguma contratação de impacto até o fim de agosto. Com um repertório limitado, o time fica dependente dos lançamentos longos para Crouch. É a fórmula que deu certo nos últimos anos, mas ela tem um limite, especialmente numa temporada que tende a ser mais competitiva. Pulis sabe como não passar sustos, porém não deve ir muito além da 14ª colocação de 2011-12. Previsão para a temporada: 14º.

West Ham. O Swansea mostrou na temporada passada que o terceiro colocado da segunda divisão não é, necessariamente, o pior dos recém-promovidos. Neste ano, o West Ham pode repetir a dose. A equipe é fisicamente forte (o que dizer de um meio-campo com Diamé, Nolan e Alou Diarra?) e tem várias semelhanças com o antigo Bolton de Sam Allardyce. O poder de fogo deve melhorar em relação a 2011-12, com a contratação do atacante malinês Maiga. Não espere um West Ham encantador, mas competitivo e chato para os adversários, sobretudo em casa. Previsão para a temporada: 13º.

Autor: Tags: , , ,

domingo, 11 de setembro de 2011 Stoke City | 18:42

Defesa que ninguém passa

Compartilhe: Twitter

Pete sabe das coisas: feiura no jogo, beleza no amor

Quando olhamos para as estatísticas do Stoke 1-0 Liverpool de ontem, custamos a acreditar no resultado. Foi um domínio inútil dos visitantes no Britannia Stadium: 59% de posse de bola, 20 a 3 em finalizações (11 a 2 em certas) e 12 a 2 em escanteios. O técnico Tony Pulis reclamou do desempenho dos Potters com a bola, mas a verdade é que, no vestiário, ele deve ter aberto um champanhe para Rory Delap e seus amigos.

A alegria de Pulis não vem apenas da quarta posição na Premier League, passageira, mas especialmente do sucesso de suas decisões em campo e no mercado. Sem falar dos ótimos resultados na Liga Europa, o início doméstico chama a atenção por alguns aspectos. Antigo calcanhar de Aquiles, a campanha fora de casa começa bem: quatro pontos em dois jogos. O foco na defesa também é recompensado, com um gol sofrido em quatro partidas.

Além do resultado de ontem, o Stoke pode celebrar o empate da estreia contra o Chelsea e a vitória diante do West Brom no sempre complicado Hawthorns. Rebaixamento não é mais uma preocupação no Britannia. Temporada a temporada, o time só evolui na proposta de jogo físico, baseada em lançamentos para a área. Há três anos na elite e com mais dinheiro para gastar, Pulis não muda essa identidade, mas cria condições para aprimorá-la.

Não por acaso a defesa é a melhor da liga. Com as contratações dos bons Upson e Woodgate (um deles acompanha o capitão Shawcross), o alemão Huth é liberado para a lateral direita, com o também zagueiro Wilson ocupando o outro lado. Não surpreende o insucesso do Liverpool na área adversária, pois eles chegavam, mas sempre encontravam uma barreira de gigantes e um incrível Begovic no gol.

A captura de Palacios também é importante, uma vez que o hondurenho oferece mais qualidade ao centro do meio-campo e prepara a aposentadoria de Delap, o arremessador. No ataque, o mesmo de sempre. Pennant e Etherington armam pelos flancos, agora com Crouch na referência e Walters um pouco atrás do marido de Abbey Clancy. E, acredite, o elenco está bem mais forte. Olha o banco de ontem: Sorensen, Wilkinson, Shotton, Whelan, Palacios, K. Jones e Jerome.

Ninguém lá liga muito para a bola. O antibarcelonismo de Pulis levou o time a 115 jogos consecutivos (desde que chegou à Premier League) com menos posse do que o adversário, sequência quebrada há duas rodadas, com os 53% contra o Norwich. Desse jeito, com uma bola parada infalível e uma defesa de gladiadores, o Stoke virou candidato à cobiçada sétima posição e promete fazer bom papel na Liga Europa. Cada um sabe no que pode acreditar e investir.

Autor: Tags: , ,

domingo, 14 de agosto de 2011 Chelsea, O jogo do dia, Stoke City | 18:13

O jogo do domingo: Stoke 0 x 0 Chelsea

Compartilhe: Twitter

É isso aí, Torres. Sangue nos olhos!

Stoke-on-Trent recebeu uma partida com toda a pinta da temporada passada. Enquanto nenhum dos jovens reforços do Chelsea atuou, a novidade solitária do Stoke foi o zagueiro Woodgate, que não iniciava um jogo da Premier League há 21 meses. Novidade, aliás, foi ele ter resistido até o fim. Por outro lado, o empate por 0 a 0 nada teve de estranho. O Britannia Stadium é um terreno complicado demais para visitantes.

Além das peças, os times mantiveram, com raras variações, os seus estilos. O Chelsea, posicionado no previsto 4-3-3, teve muitos problemas para lidar com o jogo físico do Stoke no primeiro tempo. Os aspectos positivos foram a capacidade de infiltração de Ramires (pode ser o “Freddy Guarín” de Villas-Boas) e a demonstração de vontade de Fernando Torres, que, embora tenha passado em branco, fez um jogo decente.

Ficou claro que o Chelsea ainda precisa contratar. É louvável a aposta no futuro com o atacante belga Lukaku, mas existem necessidades muito mais urgentes. Há finalizadores em demasia (Torres, Drogba, Lukaku, Sturridge e Anelka), porém poucas opções laterais e nenhuma alternativa confiável a Lampard (Benayoun, McEachran?), que certamente não vai suportar a temporada inteira, como acontecia há alguns anos.

Apesar do bom segundo tempo do Chelsea, o jogo contra o Stoke sinalizou a Roman Abramovich que ele tem de oferecer opções que condigam com o 4-3-3 de Villas-Boas. O português mudou para um 4-3-1-2 no fim porque se viu obrigado a reunir Anelka, Drogba e Torres para tentar derrotar os Potters.

No Stoke, só alegria, ainda que Tony Pulis siga sacrificando o time para criar condições favoráveis ao kick and rush. Delap, um meia central fraco, fica em campo só para cobrar laterais à área. Quando Etherington saiu, a catapulta humana foi jogar pelo lado do campo, onde é ainda pior. Além disso, o critério para escalar os laterais – Huth (1,91m) e Wilson (1,88m) – passa pela privilegiada altura deles.

A posse é sempre limitada, mas o time também joga bola. Os wingers Pennant e Etherington continuam sendo fundamentais para a equipe funcionar, até porque o produto final deles frequentemente é um cruzamento pelo alto a Kenwyne Jones. Sem medo de ser feliz e eficiente, o Stoke exigiu muito de Cech no primeiro tempo e esbanjou dedicação defensiva no segundo. Pelo visto, fica longe de cair outra vez.

Stoke City (4-4-2): Begovic; Huth, Woodgate, Shawcross, Wilson; Pennant, Whelan, Delap (Pugh), Etherington (Whitehead); Walters, Jones (Shotton)
Chelsea (4-3-3): Cech; Bosingwa, Alex, Terry, Cole; Mikel, Ramires, Lampard; Kalou (Drogba), Torres (Benayoun), Malouda (Anelka)

Melhor em campo: Asmir Begovic (Stoke)
Pior em campo: Florent Malouda (Chelsea)

Nova ausência
Por motivo de força maior (ou não), a página não deve ser atualizada até quinta-feira. Na volta, vamos repercutir a primeira rodada do Fantasy (alguém aí cometeu o mesmo erro do colunista, que escalou Gervinho?) e, é evidente, o trabalho dos clubes no início da temporada. Obrigado pela compreensão.

Autor: Tags: ,

sexta-feira, 5 de agosto de 2011 Copas Europeias, Fulham, Stoke City | 13:35

Garra inglesa

Compartilhe: Twitter

Criticado pelo estilo sisudo de futebol, o competente Tony Pulis segue redefinindo o Stoke

A manhã na suíça Nyon foi razoável para os ingleses. Em sua sede, a UEFA sorteou os confrontos dos play-offs das copas continentais. Na Liga dos Campeões, o Arsenal não foi premiado: pega a Udinese, da Itália. Na Liga Europa, o Tottenham faz choque doméstico com os escoceses do Hearts, o Birmingham vai à Ilha da Madeira para enfrentar o Nacional português, o Stoke joga contra o Thun, da Suíça, e o Fulham mede forças com o ucraniano Dnipro, de Giuliano e Juande Ramos.

Stoke e Fulham, aliás, merecem atenção particular por já terem vencido obstáculos. Os Potters, vice-campeões da FA Cup, passaram pelo Hajduk Split, vice-campeão croata, com duas vitórias por 1 a 0. Os Cottagers, que se classificaram pela vaga do Fair Play, eliminaram o NSI Runavik, das Ilhas Faroé, o norte-irlandês Crusaders e o croata RNK Split.

Apesar da relativa segurança de ambos nas eliminatórias, os clubes podem fazer diferentes interpretações de suas participações precoces. O Stoke, que não ia à Europa desde 1974, desfruta vitórias sobre um time com relevante tradição continental e consolida seu redimensionamento pelas mãos do técnico Tony Pulis. Hoje, ninguém em sã consciência aponta os Potters como candidatos claros ao rebaixamento na Premier League.

O Fulham, por sua vez, é punido pelo status conquistado com o vice na Liga Europa em 2010. O time foi bem, mas o nível dos adversários e a longa caminhada de seis jogos até os play-offs provocam a sensação de que cumpriu uma obrigação que o impedia de fazer outras coisas. O novo treinador Martin Jol lamentou a fragilidade da preparação, que teve de sacrificar os tradicionais amistosos de pré-temporada e os minutos de vários jogadores secundários em função da necessidade de vencer.

Circunstâncias à parte, a composição alternativa dos representantes ingleses na Liga Europa, que exclui Liverpool e Everton (sexto e sétimo colocados da Premier League), pode ser interessante. O público desinteresse do Tottenham certamente não atingirá Stoke e Fulham. Se ocuparem posições intermediárias na liga, eles, chegando lá, podem priorizar a disputa na segunda parte da temporada – caso do Fulham em 2010. O Birmingham, na segunda divisão, perdeu força e não deve ir muito longe.

Autor: Tags: , , ,

domingo, 17 de abril de 2011 Bolton, Copas Nacionais, Debates, Stoke City | 21:17

O Bolton ofereceu, o Stoke aceitou

Compartilhe: Twitter

A loucura de Coyle: no primeiro tempo, Elmander parecia um boxeador golpeado

O Bolton entregou o ouro ao Stoke, classificado à final da FA Cup contra o Manchester City. Owen Coyle não tinha Holden, fora da temporada, e Sturridge, que havia atuado pelo Chelsea. Foi o suficiente para ele tomar duas decisões infelizes: escalar Klasnic ao lado de Kevin Davies e o atacante Elmander como volante.

Após a chegada de Sturrrige, em janeiro, Coyle manteve o 4-4-2 e deslocou Elmander ao lado direito. Dá certo porque o atacante emprestado pelo Chelsea se movimenta muito, e a equipe se mantém protegida pelo meio com dois autênticos volantes. Na semana passada, Elmander de fato jogou ao lado de Muamba, mas sem o paradão Klasnic à frente e contra um time que também se expõe demais, o West Ham de Avram Grant.

Não é motivo para crucificar Coyle, um treinador de mão cheia, ou mesmo para minimizar os 5 a 0 do Stoke, que aproveitou a oferta do Bolton. Os Potters vinham de resultados terríveis fora de casa, mas os torcedores responderam ao pedido de Tony Pulis e transformaram metade do Wembley no Britannia. Além da vaga na final, esse obstinado time praticamente se garante na Liga Europa.

A goleada sobre um Bolton incrivelmente frágil na defesa também serve para enterrar preconceitos tolos. Ainda que o Stoke tenha um estilo de jogo muito físico, os estereótipos não podem encobrir as outras qualidades do time. É verdade que Delap joga sobretudo por conta de seus arremessos laterais para a área, um recurso como tantos outros, mas a equipe tem muito mais que isso.

Pennant vai mandar a bola para a área... com o pé

O zagueiro Huth ressuscita sua carreira com uma notável habilidade para marcar gols – já são nove na temporada, mesmo número de Fernando Torres. Seu parceiro Shawcross, o capitão do time, é ótimo e, ao lado de Piqué, do Barcelona, poderia formar uma defesa para vários anos no Manchester United, que avaliou mal os dois enquanto eles estavam em Old Trafford.

Pulis tem dois jogadores em ótima fase no meio: os wingers Pennant e Etherington. O primeiro, instável no Liverpool e problemático no Zaragoza, quebra as defesas adversárias, como quando serviu Kenwyne Jones no terceiro gol dos Potters. Etherington é mais técnico, mas também impõe correria quando necessário. À frente deles, Walters e Jones não marcam tantos gols, só que atormentam defesas e seguram bem a bola.

Relativamente tranquilo na tabela, o Stoke já vai para sua quarta temporada consecutiva na elite. Quase sempre era apontado como candidato ao rebaixamento, mas Pulis usou todos os recursos (inclusive e não somente Delap) que poderia para tornar seu time um adversário complicado para qualquer um, especialmente no Britannia. Silenciosamente, o clube se desenvolve, contrata para reduzir suas carências e não poderia ter resultados melhores. Ensiná-los a jogar é uma bobagem.

Autor: Tags: , , , , , , ,