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segunda-feira, 6 de agosto de 2012 Team GB | 15:33

Até mais, GB*

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A campanha invicta da Grã-Bretanha no futebol olímpico foi bastante parecida com a da Inglaterra na Euro: primeiro lugar no grupo, alguma evolução durante o torneio e, para não perder o hábito, derrota nos pênaltis. É difícil falar em fracasso após tantos obstáculos enfrentados na formação do elenco, mas há certa frustração por não subir ao pódio e ainda mais pela eliminação diante da Coreia do Sul, cujos atacantes são Ji Dong-Won, reserva no Sunderland, e Park Chu-Young, figurante no Arsenal.

Embora tenha feito bons ajustes durante a competição, Stuart Pearce não melhorou sua imagem como técnico. A insistência em improvisar o lateral-esquerdo Neil Taylor na direita, apesar de contar com Micah Richards, e a incapacidade de montar um time que realmente controlasse jogos, mesmo tendo ótimas opções no meio-campo, inibem qualquer clube da Premier League de contratá-lo.

Allen mostrou que está pronto para subir um degrau

Não obstante a eliminação precoce, há vencedores no time britânico. Ainda que pudesse ter feito mais contra a Coreia do Sul, Jack Butland consolidou-se como o melhor goleiro britânico sub-23, ganhando a disputa pela posição com Jason Steele. Antes do salto à Premier League, o desafio do garoto de 19 anos é atuar regularmente no Birmingham, que na temporada passada o emprestou ao Cheltenham Town, da quarta divisão.

Os meias centrais também aproveitaram a chance de disputar um torneio de seleções. Escalado entre as linhas de defesa e meio-campo, o mirrado galês Joe Allen foi bem consistente na organização do time e até roubando bolas, o que pode tirá-lo mesmo do Swansea na próxima temporada. Tom Cleverley fez boa competição e, caso supere as lesões, deve ganhar terreno na corrida para suceder Paul Scholes no Manchester United. Allen e Cleverley deixaram Aaron Ramsey (no primeiro jogo) e Ryan Giggs (nos dois últimos) no banco.

Por outro lado, os Jogos Olímpicos também expuseram (não que seja novidade) como vários ingleses que estiveram em Londres jamais devem ser promovidos à seleção principal. O zagueiro James Tomkins é bastante inseguro, o volante Jack Cork está um nível abaixo dos outros, e o atacante Marvin Sordell é o símbolo de como a Inglaterra precisa melhorar sua produção de centroavantes.

No feminino, decepção e legado
As mulheres do Team GB foram mal nas quartas de final, quando perderam para as canadenses por 2 a 0. A eliminação do bom time de Hope Powell é dolorosa especialmente pela sensação de que uma medalha era até provável. No entanto, a participação deixa um legado importante: a vitória por 1 a 0 sobre o Brasil na primeira fase, para mais de 70 mil pessoas em Wembley. O resultado repercutiu de maneira muito positiva e pode, como sugere o slogan das Olimpíadas, inspirar uma geração.

*Depois dos Jogos, o Team GB se desintegra no futebol. As quatro seleções britânicas seguem separadamente.

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segunda-feira, 30 de julho de 2012 Team GB | 13:30

Britânicos e futebol olímpico

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Especialmente para os britânicos, a experiência de receber o futebol olímpico é um capítulo à parte dos Jogos. A modalidade não está em sintonia com as outras, é sediada por seis cidades, e a seleção local, a Grã-Bretanha, simplesmente inexiste nas demais competições. Durante esse curioso torneio, os torcedores podem:

Discutir a identidade nacional. Tudo causa polêmica quando tratamos da relação entre ingleses e outros cidadãos britânicos (Andy Murray não nos deixa mentir). Desta vez é o comportamento dos galeses Ryan Giggs e Craig Bellamy, que não cantam o God Save the Queen antes dos jogos. No futebol, é realmente estranho assistir a ingleses e galeses competindo sob a mesma bandeira e enfileirados para o mesmo hino, mas vale lembrar que, após duas partidas (empate com Senegal e vitória sobre Emirados Árabes), Giggs e Bellamy são os melhores jogadores da Grã-Bretanha.

Reverenciar o ídolo. Crises nacionalistas à parte, Giggs é ídolo dos britânicos. Em qualquer estádio, toda demonstração de classe do capitão é aplaudida. O gol dele contra os Emirados Árabes, que o transformou no jogador mais velho (38 anos e 243 dias) a marcar em Jogos Olímpicos, foi muito comemorado. Ainda mais do que o embaixador David Beckham, que se internacionalizou quando deixou a Inglaterra, Giggs é um legítimo representante da Grã-Bretanha.

Transformar o estádio em sambódromo. O público que acompanha as partidas da Grã-Bretanha é alternativo demais, repleto de famílias e pessoas que não têm hábito de frequentar estádios. Diante de uma seleção formada apenas para competir em Londres-2012, os torcedores não sabem direito o que cantar para apoiá-la. Como bem definiu Paul Fletcher, na BBC, é “clima de carnaval”, sem tensão, sem criar um ambiente hostil para os adversários e com muita festa por receber os Jogos Olímpicos.

GB x Uruguai, na quarta-feira: mais vaias a Suárez

Vaiar desafetos. O público pode ser alternativo, mas não deixa de ser crítico em relação a certos comportamentos. Mesmo atuando em excelente nível, Neymar é vaiado por cair mais do que os ginastas brasileiros. Outro perseguido é Luis Suárez, punido pela FA na temporada passada por atitudes supostamente racistas contra Patrice Evra. Ontem, na derrota do Uruguai para o Senegal, os torcedores tinham tanta determinação em vaiá-lo, que o confundiram com Nicolás Lodeiro em vários momentos.

Admirar ou desmascarar estrelas. Sem dúvida, um ótimo entretenimento para quem acompanha o futebol olímpico. Assistindo ao Brasil, os torcedores do Chelsea descobrem que Oscar é tudo aquilo mesmo, enquanto os do Manchester United desconfiam de Lucas Moura, que atuou (mal) em apenas sete de 180 minutos possíveis nos Jogos. Aliás, se havia clubes ingleses interessados em PH Ganso, não há mais.

Apoiar o time feminino. Entre as mulheres, a Grã-Bretanha está garantida nas quartas de final e luta com o Brasil, amanhã, pelo primeiro lugar do grupo. Nas vitórias sobre Camarões e Nova Zelândia, a líder do time foi a volante Jill Scott, assunto da coluna durante a Copa do Mundo do ano passado.

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sábado, 21 de julho de 2012 Team GB | 14:44

Decepcionante

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A derrota por 2 a 0 da Grã-Bretanha para o Brasil, ontem em Middlesbrough, foi puro reflexo da grande diferença técnica entre as seleções. Enquanto o sub-23 brasileiro tem contornos de equipe principal, o time britânico, com 13 ingleses e cinco galeses, foi montado às pressas e tem desfalques importantes, como Phil Jones, Jack Wilshere, Gareth Bale e Danny Welbeck. Ainda assim, a atuação pobre de uma seleção mal escalada indica que há espaço para evolução durante os Jogos Olímpicos.

Grã-Bretanha engessada e Sturridge isolado no primeiro tempo

É preciso entender que a formação britânica foi ocasional. Stuart Pearce parecia mais preocupado em travar o Brasil de todas as maneiras do que em tornar o time equilibrado e pronto também para atacar. Por exemplo, foram escalados três laterais-esquerdos: Neil Taylor na posição original, Danny Rose aberto na linha de meio-campo e Ryan Bertrand improvisado na direita. O plano para deter Hulk e Neymar não funcionou diante das trocas entre os meias brasileiros.

No 4-1-4-1 de Pearce, Craig Bellamy fechou o lado direito e Joe Allen se posicionou entre as linhas (veja no campinho). O meio-campo britânico, com Allen, Tom Cleverley e Ryan Giggs, tem bom controle de bola, mas foi muito pressionado pelos brasileiros e se viu sem opções laterais para acionar. À direita, Bellamy estava bastante ocupado com Marcelo. À esquerda, Rose mal atacou Rafael. Na hora de recuperar a bola, houve problemas no posicionamento e com a ausência de um ladrão natural, alguém como Scott Parker.

No segundo tempo, apesar de ajustes no lado britânico, o Brasil não aumentou sua vantagem apenas por conta do promissor goleiro Jack Butland, que entrou após o intervalo e merece ser titular em vez de Jason Steele, mais experiente e menos seguro. Lembra quando Joe Hart foi reserva de Rob Green e David James na Copa do Mundo de 2010? Então…

Se quiser avançar a partir de um grupo com Uruguai, Senegal e Emirados Árabes, a seleção britânica deve ser mais agressiva. Scott Sinclair tem de ganhar a posição de Danny Rose (que, como lateral, melhorou bastante no segundo tempo), e Giggs pode atuar com mais liberdade, alinhando-se aos pontas e deixando Allen e Cleverley recuados numa espécie de 4-2-3-1. Aaron Ramsey e, para garantir mais estabilidade à equipe, até Jack Cork também viram opções para a volância.

Além disso, Pearce não precisa virar o Juan Ramón Carrasco inglês. A improvisação de Bertrand na direita não faz sentido, mesmo prevendo um duelo com Neymar, que tende a driblar em direção à área. Se ele tem no grupo um ótimo lateral como Micah Richards, por que não usá-lo na posição em que se sente mais confortável? Steven Caulker pode perfeitamente substituir Richards no centro da defesa.

Equívocos à parte, é evidente que a seleção britânica está vários níveis abaixo do Brasil. Enquanto Mano tem Pato no banco, Pearce tem Marvin Sordell. Por isso, Daniel Sturridge, mesmo retornando de meningite, foi o centroavante. Para pensar em medalha, o Team GB será obrigado a criar soluções.

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quinta-feira, 28 de junho de 2012 Team GB | 23:52

Para valer

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O técnico Stuart Pearce excluiu David Beckham dos Jogos Olímpicos. Sim, a palavra é exclusão, pois a convocação do astro do Los Angeles Galaxy para o time britânico era tratada como certa por conta de seu poder midiático e status de embaixador dos Jogos. De acordo com a BBC, Pearce selecionou Micah Richards, Ryan Giggs e Craig Bellamy entre os jogadores nascidos antes de 1989.

Pearce apagou essa chama

Você pode ser contrário ou favorável à ausência de Beckham, mas o consenso é de que ela simboliza a seriedade do trabalho. A seleção britânica, que será formada antes dos Jogos e desintegrada imediatamente depois, poderia ser um balcão de interesses, servir apenas para promover Londres-2012 ou homenagear figuras importantes. Não é nada disso. Pearce considerou convocar Beckham e viajou duas vezes a LA para assistir a partidas do Galaxy e tomar uma decisão.

Como a medalha olímpica tem prioridade sobre outras questões, Beckham e Giggs claramente disputavam entre si um lugar no grupo. Não fazia tanto sentido convocar ambos, pois o meio-campo é o setor mais abundante da geração sub-23 britânica, com Ramsey, Cleverley, Bale e companhia. Melhor para quem é mais versátil e atua numa liga bem mais competitiva: Giggs vai a seu primeiro grande torneio de seleções.

O único critério externo para a convocação – e outro ponto favorável a Giggs – é a necessidade de equilíbrio geográfico. Lidar com as federações de Escócia, Gales e Irlanda do Norte foi difícil demais para que os jogadores desses países sejam ignorados. Além de Bellamy e Giggs, podemos esperar os também galeses Bale, Ramsey e Allen, o escocês Rhodes e um norte-irlandês, que deve ser Cathcart.

Entre os ingleses, há nomes quase certos, como Walker, Smalling e Sturridge. Em tese, para não comprometer as férias, estão disponíveis apenas aqueles que não foram à Euro. A composição dos 18 convocados enfrenta esse e outros obstáculos, mas a Grã-Bretanha dá sinais de que será candidata ao ouro, mesmo com a preparação precária para os Jogos. A lista será revelada na próxima semana.

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quarta-feira, 18 de janeiro de 2012 Team GB | 21:40

Tarefa ingrata

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O técnico Stuart Pearce, da seleção britânica, já sabe com quem pode contar para a disputa dos Jogos de Londres entre julho e agosto. David Beckham, Ryan Giggs e outros 182 jogadores disseram “sim” ao time olímpico do Reino Unido. Apesar disso, a convocação será uma tarefa ingrata. Veja por quê:

Ramsey reza publicamente para ir aos Jogos

O obstáculo da Euro. Para não prejudicar os clubes além da conta, Stuart Pearce já se comprometeu a não convocar os jogadores que participarem da Euro pela Inglaterra. Portanto, é improvável que Phil Jones, Jack Rodwell, Theo Walcott, Daniel Sturridge e Danny Welbeck, todos com idade olímpica, estejam livres.

O elenco é curto. São 18 convocados. Além de contar com apenas dois goleiros, Pearce tem de procurar jogadores versáteis. Martin Kelly e Chris Smalling atuam na lateral direita e no centro da defesa. Gareth Bale pode jogar na lateral esquerda. Scott Sinclair é um winger que quebra galhos no ataque. E por aí vai.

Compromisso com os ídolos. Se Beckham e Giggs se declararam disponíveis, é quase certo que estarão entre os três acima da idade olímpica. Embora o setor mais abastado da futura seleção britânica seja o meio-campo, Pearce não poderia dispensá-los impunemente. Beckham é garoto-propaganda dos Jogos, e Giggs pode encerrar a carreira disputando, enfim, uma grande competição entre seleções. As consequências devem ser uma defesa inexperiente e ausências de peso no meio-campo.

Compromisso com a comunidade britânica. Tem sido complicado administrar a formação do time, considerando que há muita resistência das federações. Então, para justificar os esforços e montar uma seleção realmente britânica, o ideal é que os quatro países tenham representantes. Daí, Pearce que se vire para encaixar ao menos um norte-irlandês. Com Inglaterra, Escócia e Gales, nenhum problema.

Time olímpico x time principal. Numa temporada muito decepcionante, Andy Carroll espera por um milagre para ir à Euro. No entanto, com as possíveis ausências de Sturridge e Welbeck nos Jogos de Londres, ele pode, sem preconceito, ser uma aposta razoável para o time olímpico.

É hora de, levando tudo isso em conta, esboçar uma convocação:

Goleiros: Wayne Hennessey* (Gales, Wolverhampton) e Jason Steele (Middlesbrough)
Defensores: Kyle Walker (Tottenham), Martin Kelly (Liverpool), Chris Smalling (Man Utd), Craig Dawson (West Brom), Craig Cathcart (Irlanda do Norte, Blackpool) e Neil Taylor (Gales, Swansea)
Meias: David Beckham* (sem clube), Jordan Henderson (Liverpool), Aaron Ramsey (Gales, Arsenal), Tom Cleverley (Man Utd), Ryan Giggs* (Gales, Man Utd),  Gareth Bale (Gales, Tottenham) e Scott Sinclair (Swansea)
Atacantes: Andy Carroll (Liverpool), Connor Wickham (Sunderland) e Jordan Rhodes (Escócia, Huddersfield)
*Jogadores nascidos antes de 1989 e, portanto, acima da idade olímpica

Lista de espera: Ben Amos (Man Utd), Danny Wilson (Escócia, Blackpool – emprestado pelo Liverpool), Joe Allen (Gales, Swansea) e David Goodwillie (Escócia, Blackburn)

Time-base: Hennessey; Walker, Smalling, Dawson, Taylor; Beckham, Henderson, Cleverley, Bale; Giggs; Carroll

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