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quinta-feira, 11 de agosto de 2011 Guia, Premier League, Temporada | 20:10

Guia da Premier League: Quem vai à Europa?

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A Champions de 2005 foi uma falsa demonstração de força. O futebol inglês é muito mais selvagem agora

O título europeu do Liverpool em 2005 foi peculiar. Não só pela insanidade da final, porque o Milan tinha mais time ou Traoré e Kewell eram titulares, mas especialmente em função do real nível do clube naquele momento. O campeão do continente terminou a liga doméstica na quinta posição. Não fosse um arranjo promovido pela UEFA, nem sequer teria a chance de defender sua conquista. Era uma demonstração de força do futebol inglês? Não, nada disso.

Se o Liverpool do primeiro ano de Benítez ergueu uma taça tão importante, foi porque se superou de todas as maneiras. Não era um time consistente a ponto de a gente se surpreender com a campanha fraca na Premier League. Aquela temporada, aliás, marcava o auge de David Moyes no rival Everton, quarto colocado na liga. Os Toffees de 2011-12, que prometem ser tão sólidos quanto os de 2004-05, mal pensam em cruzar a barreira do sétimo lugar. Mas por quê?

Porque o mundo mudou, diria o filósofo. Como tem sido nos últimos anos, a dura concorrência vai excluir dois times fortes da Champions. Manchester United e Chelsea estarão lá. O Manchester City pode viver um conflito entre sua ambição e a cautela de Roberto Mancini, mas deve chegar. Sobra a quarta vaga para Tottenham, Liverpool ou Arsenal. O nível é tão alto, que pode ser difícil até dissociar essa disputa da corrida pelo título.

Kenny Dalglish explica que os mais de £100 milhões investidos pelo Fenway Sports Group desde janeiro foram absolutamente necessários para “o Liverpool voltar a seu caminho”. E é verdade. Roy Hodgson herdou de Rafa Benítez um elenco esburacado. Dalglish, que sucedeu Hodgson, conseguiu ótimos resultados subindo gente da base, resgatando relegados e improvisando em várias posições. Seria pouco para esperar do time uma temporada consistente.

Com Downing, Adam, Henderson, José Enrique e até Aquilani, o Liverpool ganha a profundidade de que precisava para não virar terra arrasada à primeira lesão. Além disso, essas contrações devem ter uma espécie de efeito multiplicador, como se diz em Ciências Econômicas: Carroll vai render muito mais. Se souberem aproveitar o lado bom da ausência em competições europeias nesta temporada, os Reds podem voltar ao top four.

A choradeira de Modric aumenta ainda mais a importância de Bale para uma boa campanha do Tottenham

O maior empecilho para isso é o Arsenal. Ainda que Nasri siga o impulso migratório que tira Clichy e Fàbregas do Emirates, Arsène Wenger terá um ótimo time. O que não se pode perder de vista é a necessidade de reinvestir bem o dinheiro das vendas até para evitar a atribuição de responsabilidades excessivas a jogadores muito jovens.

Gibbs está pronto para assumir de vez a lateral esquerda? Ramsey pode ser o substituto solitário de Fàbregas? Van Persie segue sendo a única opção decente para jogar na área? E a defesa que não impõe respeito? São questões para as quais Wenger precisa ter boas respostas se não quiser ficar, pela primeira vez em seu trabalho, mais perto da Liga Europa (ou equivalente) do que da Champions. Conviver com menos lesões também ajudaria.

O Tottenham continua o mesmo. A única adição ao elenco é Brad Friedel, ótimo goleiro quarentão que deve assumir o lugar de que Gomes parece ter desistido na temporada passada. O time segue rápido e perigoso, certamente muito forte em casa, mas tem pelo menos três grandes problemas para resolver: a pirraça de Modric, as duas laterais (ficam os votos de boa sorte para Kyle Walker na direita) e um ataque que não pode mais viver de Crouch, Defoe e Super Pav.

Pintando o sétimo
Os seis primeiros desta temporada devem ser os mesmos de 2010-11, restando descobrir a ordem. A sétima posição, no entanto, é um terreno sem dono. Ela pode ou não (tal qual o sexto lugar) valer vaga na Liga Europa, dependendo dos campeões das copas nacionais.

O maior candidato ainda é o Everton, por conta da solidez do trabalho de Moyes. Há problemas óbvios, elenco curto e dinheiro escasso, porém a manutenção de Baines e Jagielka, a capacidade de dificultar a vida dos grandes e a promessa de um bom início (bem diferente das últimas temporadas) podem ser suficientes.

Bent trocou o Sunderland pelo Aston Villa à procura de companhia. Da foto, sobrou a simpática leoa

O Sunderland também tem de prestar atenção à regularidade para não se perder em janeiro, fevereiro. Steve Bruce contratou bem, mas contratou muito, o que pode lhe exigir um tempo que ele não tem para montar o time. Brown e O’Shea levam uma experiência importante à defesa.

Pelo terceiro ano seguido, o Aston Villa vendeu seu melhor jogador da temporada anterior: agora foi Downing. N’Zogbia é boa alternativa a ele e Young. No entanto, o novo técnico, o já rejeitado Alex McLeish, tem uma longa estrada até fazer a defesa (carro-chefe de seus trabalhos) funcionar. Na frente, dependerá muito de Darren Bent.

Agora com Martin Jol, o Fulham também pode sentir o intenso revezamento de treinadores, porém a política de mercado parece apropriada. Com o retorno de John-Arne Riise à Inglaterra e as capturas de bons jogadores jovens pela Europa, os Cottagers devem fazer um ano forte.

O Bolton de Owen Coyle tenta, com Reo-Coker (ex-Villa) e Pratley (ex-Swansea), arrumar o coração de seu meio-campo. Entretanto, parece distante da Europa por conta das limitações ofensivas, ainda mais sem Elmander. Assim como os Trotters, Newcastle, Stoke e West Bromwich correm bem por fora.

Aposta do blog para a Champions (em ordem alfabética): Chelsea, Liverpool, Manchester City e Manchester United

Aposta do blog para a Liga Europa (do quinto ao sétimo): Arsenal, Tottenham e Everton

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terça-feira, 9 de agosto de 2011 Guia, Premier League, Temporada | 14:21

Guia da Premier League: Quem cai?

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A temporada impressionante de Odemwingie foi fundamental para a permanência tranquila do WBA

Na temporada passada, a corrida contra o rebaixamento na Premier League envolveu seis clubes. West Ham, Blackpool e, de forma surpreendente, Birmingham foram relegados à segunda divisão. A zebra (nem tanto pelas contratações sagazes) fora dessa disputa foi o West Bromwich, 11º colocado. A campanha dos Baggies se sustentou no bom início sob Roberto Di Matteo e na inesperada recuperação final com Roy Hodgson. Em 2011-12, novamente, pelo menos seis times iniciam o campeonato com essa preocupação.

Desta vez, os recém-promovidos (Queens Park Rangers, Norwich e Swansea) parecem, na média, mais ameaçados do que quem chegou à Premier League em 2010 (Newcastle, WBA e Blackpool). O campeão QPR dava pinta de que gastaria para nem sequer entrar na conversa. No entanto, a diretoria dividida se limitou a transferências gratuitas – Dyer, Gabbidon (que não eram úteis ao West Ham) e Bothroyd – e à chegada de DJ Campbell. Mesmo com Taarabt, é muito pouco.

O Norwich, de dois acessos seguidos, preencheu suas carências com seis contratações, mas deve sofrer o maior dos choques com a mudança de nível. Por exemplo, o pesado e bom finalizador Grant Holt, que marcou 21 gols na Championship, pode ter problemas para fazer um terço disso na Premier League. Há ambiente, treinador e boa pré-temporada para surpreender, mas os Canaries aparecem em quase todas as previsões como um dos favoritos ao rebaixamento.

Mercado consciente também faz o Swansea. Embora as saídas do goleiro De Vries e de Darren Pratley não estivessem nos planos, o clube tem lidado bem com a tarefa de segurar seus principais jogadores, como Ashley Williams, Nathan Dyer e Scott Sinclair. A promessa do técnico Brendan Rodgers de honrar o apelido de Swanselona e algumas boas contratações (especialmente as de Danny Graham – artilheiro da segunda divisão – e Leroy Lita) podem fazer a aventura galesa durar mais de um ano.

Grande Mick: está para nascer um treinador mais nerd em corridas contra o rebaixamento

Outro com chances consideráveis de escapar é o Wolverhampton. Com a chegada do ótimo zagueiro Roger Johnson, ex-Birmingham, e a captura definitiva do meia Jamie O’Hara, os Wolves se fortalecem. O técnico Mick McCarthy, um ás em lutas contra a queda, será decisivo se puder repetir a imposição de força nos jogos mais complicados. Em 2010-11, seu time venceu United, City, Chelsea e Liverpool.

Ao contrário dos Wolves, o Wigan não costuma inspirar admiração. Aliás, muita gente não entende como, desde o acesso, há seis anos, o clube se segura na Premier League. Apesar desse ímã que o prende à elite e da demonstração de comprometimento do técnico Roberto Martínez, que rejeitou o Aston Villa, a possibilidade de queda é realmente maior agora. Sem N’Zogbia ou grandes reforços, os Latics contam mais com a fraqueza alheia do que com as próprias qualidades.

O Blackburn também está nessa. Muito mal dirigido pelos indianos do Venky’s, os Rovers foram contaminados por uma mania de grandeza que quase os afundou na temporada passada. Quem sonhou com Neymar acordou com David Goodwillie, um dos dois reforços de um elenco cheio de problemas ofensivos, que perdeu Phil Jones e manteve um técnico inexperiente, Steve Kean.

Três correm por fora. O WBA continua seguro, sem perder gente importante (substitui Carson com Foster, mais goleiro) e com a confiança de quem terminou 2010-11 muito bem. Há pouco, anunciou a contratação do ótimo atacante irlandês Shane Long, ex-Reading. O Newcastle tropeçou no mercado, mas, com as chegadas de Cabaye, Marveaux e Ba, tem grupo para não passar sustos. O continental Stoke subiu tanto, que mal aparece em qualquer análise. Se outros times sofrerem, será surpresa.

Aposta do blog: Norwich, Queens Park Rangers e Wigan

Saiba aqui sobre o cancelamento de Inglaterra x Holanda

Bolão ou Fantasy?
O blog vai organizar uma novidade nesta temporada da Premier League. Só resta saber qual. Você prefere um bolão ou uma liga no Fantasy (equivalente ao popular Cartola FC)? Vote aqui. Detalhe: não há previsão de prêmios; é só pela diversão.

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quarta-feira, 1 de junho de 2011 Review, Temporada, Treinadores | 19:39

A temporada: Os técnicos de Glasgow

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Os amigos Ferguson e Dalglish reacendem uma rivalidade que começou há quatro décadas

O auge da crise de qualidade dos técnicos ingleses aconteceu entre 2006 e 2007, quando o mais promissor deles, Steve McClaren, foi incapaz de levar uma ótima seleção à Euro 2008. A FA desistiu, e os clubes acompanharam a tendência à resignação. Dos 20 treinadores que concluíram a temporada na Premier League, apenas cinco são ingleses: Harry Redknapp, Roy Hodgson, Steve Bruce, Alan Pardew e Ian Holloway.

O índice fica mais assustador quando comparado à presença de managers de Glasgow. A maior cidade escocesa e seus arredores ofereceram à liga seis de seus técnicos até maio: Alex Ferguson, Kenny Dalglish, David Moyes, Owen Coyle, Alex McLeish e Steve Kean. A produção da Escola de Glasgow é histórica (Matt Busby, Jock Stein, George Graham…), mas seu impacto atual nos obriga a uma análise do que tem acontecido e do desempenho deles na temporada.

A estabilidade é um dos pontos. Há quase 25 anos no cargo, Alex Ferguson já é o técnico mais duradouro do Manchester United. A conquista da Premier League foi sua 12ª. Jock Stein, seu mentor, também era de Glasgow. Antes de substituí-lo na seleção da Escócia, Ferguson, que ficou devastado pela morte do mestre, fez trabalho longo e brilhante no Aberdeen, com quem quebrou pela última vez a sequência de títulos escoceses de Celtic e Rangers.

Essa propensão se confirma com David Moyes, no Everton há nove anos. Habitualmente tímidos no mercado, os Toffees contam com uma espécie de família Moyes. Ele aposta na manutenção de peças essenciais por muito tempo e se notabiliza por pegar no tranco na metade final da temporada. Osso duro para os grandes roerem, o Everton supera o Aston Villa em consistência e é a sétima (colocação em 2010-11) força do futebol inglês por conta de seu comandante, que iniciou a carreira no Preston.

Moyes, entretanto, não é o treinador mais bem-sucedido em Liverpool. O retorno de Kenny Dalglish revitalizou os Reds. Apesar de o ótimo aproveitamento a partir de janeiro ser atribuído especialmente à identificação dele com o clube, Dalglish já experimentou outros ambientes e ratificou sua competência ao levantar a Premier League pelo Blackburn em 1995. Aliás, é em Ewood Park que está o mais cru dos escoceses: Steve Kean, que sofreu mais do que deveria para manter o Blackburn na elite.

Os outros dois têm uma relação muito íntima. Alex McLeish treinou Owen Coyle no Motherwell. Na temporada passada, McLeish foi brilhante com um Birmingham de defesa forte e que quase não mudava o time. Nesta, com dinheiro e sem um ataque decente (37 gols, menos do que Cristiano Ronaldo em La Liga), nem a defesa aguentou, e o clube caiu logo no ano em que levou a Carling Cup.

McLeish e Coyle: o mestre ensinou mais do que gostaria

Coyle repetia McLeish ao escalar sempre o mesmo Bolton enquanto as lesões não vinham. Assim, ele deu a um time rústico um estilo muito mais técnico. Apesar da péssima reta final, que levou os Trotters à 14ª posição da liga, Coyle, ainda com 44 anos, consolidou-se como o nome mais promissor da Escola de Glasgow. McLeish, que lhe passou muito do que sabe, foi treinado por Alex Ferguson no Aberdeen. A cultura de o mestre transmitir ao aprendiz também conta.

Por que Glasgow?
A gente sabe que a escola produz muito, mas por quê? À BBC, o ex-jogador Pat Nevin, nascido em Glasgow, afirma que esses treinadores “se cobram muito, trabalham duro e são determinados a provar que os outros estão errados, especialmente os ingleses”. Além da ponta de rivalidade, McLeish considera que o sotaque “rude” inspira uma “autoridade natural”. Moyes, por sua vez, fala no ambiente de Glasgow, que o fazia pensar só em futebol.

A região perde McLeish na próxima Premier League, mas ganha Paul Lambert. Aos 41 anos, ele levou o Norwich a dois acessos consecutivos. Enquanto isso, o Sunderland não evolui sob Steve Bruce, ex-promissor entre os ingleses. Da geração de Redknapp e Hodgson, Neil Warnock, de 62 anos, sobe com o QPR e sinaliza que a renovação na Inglaterra, em contraste com a de Glasgow, é tão preocupante quanto o atual cenário.

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segunda-feira, 30 de maio de 2011 Championship, Premier League, Swansea, Temporada | 14:20

Enfim, acompanhados

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Festa galesa em Wembley: à beira da quinta divisão há oito anos, o Swansea está na Premier League

Inédito: um galês vai disputar a Premier League inglesa, criada em 1992. Para mais de 86 mil pessoas em Wembley, o Swansea derrotou o Reading por 4 a 2 numa espetacular final dos play-offs da segunda divisão e volta à elite após 28 anos. Naquela época, o clube teve um crescimento assombroso sob o técnico John Toshack e terminou 1981-82 na sexta posição, antes de afundar à mesma velocidade com que subiu.

Além de Swansea e Cardiff, que há algum tempo flertavam com a Premier League, quatro galeses estão na pirâmide do futebol inglês: Wrexham, Newport County, Colwyn Bay e Merthyr Town, todos fora da Football League, que engloba as quatro primeiras divisões.

Os seis sempre jogaram na Inglaterra. Em 1992, com a fundação da Liga de Gales, eles recusaram a mudança para o futebol local. Outros cinco aceitaram, pagando o preço da passagem a um sistema infinitamente mais fraco, que não os obriga a disputar divisões inferiores, mas também limita o espaço de crescimento do clube.

Por falar em crescimento, um dos grandes responsáveis pela evolução recente do Swansea é Roberto Martínez, hoje técnico do Wigan. Em dois anos, o espanhol tirou os galeses da terceira divisão para transformá-los em habituais concorrentes ao acesso para a Premier League. O português Paulo Sousa até manteve o nível na temporada passada, mas não conseguiu levar o clube a outro patamar.

O atual treinador, Brendan Rodgers, teve temporada brilhante. Ele associou uma defesa forte, cujo principal pilar é Ashley Williams, a um jogo atrativo. Os três meias de seu 4-2-3-1 (Dyer, Dobbie e Sinclair) mataram o Reading no contra-ataque hoje. Scott Sinclair, aliás, fez três gols, consolidou-se como o grande nome da campanha e expôs o erro do Chelsea, que o vendeu por 500 mil libras.

O que pode fazer o Swansea na Premier League? Isso será assunto para as prévias da próxima temporada. Por enquanto, veja quem cai e quem é que sobe no futebol inglês:

O Southampton, que revelou Bale e Walcott, volta à segunda divisão

Premier League
As informações essenciais estão aqui

Championship
Promovidos: Queens Park Rangers, Norwich e Swansea
Rebaixados: Preston, Sheffield United e Scunthorpe

League One
Promovidos: Brighton, Southampton e Peterborough (ontem, em Old Trafford, Darren Ferguson – filho de Sir Alex – minimizou a tristeza da família ao vencer os play-offs com o Peterborough)
Rebaixados: Dag & Red, Bristol Rovers, Plymouth e Swindon Town

League Two
Promovidos: Chesterfield, Bury, Wycombe e Stevenage
Rebaixados: Lincoln City e Stockport

Conferência Nacional
Promovidos: Crawley Town (aquele) e AFC Wimbledon (o fruto da reação de torcedores locais à mudança do Wimbledon original para Milton Keynes)

Promoções in a row
O Norwich e o Stevenage conseguiram algo sempre improvável: o segundo acesso consecutivo. Nos Canaries, o trabalho de dois anos do técnico Paul Lambert impressiona. O escocês (mais um!) de 41 anos, ex-jogador do Celtic, merece totalmente a chance na Premier League.

O Stevenage, que eliminou o Newcastle na FA Cup, repetiu o Leeds da temporada passada e o Crawley Town desta, capitalizando o sucesso na copa para avançar uma divisão.

Rebaixamentos in a row
Stockport e Plymouth fizeram o caminho contrário e, em dois anos, regrediram duas divisões.

Atenção
A temporada acaba, mas o blog não para. Durante as férias dos clubes, a coluna vai trazer reviews de 2010-11, previews de 2011-12, falar da seleção inglesa principal e da sub-21, abrir espaço a outros assuntos e ficar atenta a especulações, contratações e afins. Acompanhem!

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domingo, 22 de maio de 2011 Premier League, Temporada | 14:39

Oscar 2010-11

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A última rodada foi espetacular. As posições finais eram até previsíveis, mas as mudanças na zona de rebaixamento durante os jogos foram tranquilas só para os torcedores do Blackburn, que abriu uma surpreendente vantagem contra o Wolverhampton. Os Wolves, aliás, escaparam mesmo perdendo. O Manchester City ficou com a terceira posição e a vaga direta na Champions. O Tottenham, com o posto na Europa. Acompanham o West Ham à segunda divisão o Birmingham e o bravo Blackpool.

Veja a classificação final e os resultados da última rodada. Abaixo, os melhores e os piores da Premier League 2010-11:

Confirmado na Europa e na segunda divisão, o Birmingham de McLeish saiu muito mais feliz da temporada passada

Fatos
Campeão: Manchester United
Champions League: Manchester United, Chelsea, Manchester City e Arsenal

Europa League: Tottenham, Stoke (vice-campeão da FA Cup) e Birmingham (campeão da Carling Cup). A vaga extra, proveniente do Fair Play, aguarda uma posição da Premier League. O Fulham, favorito, teve Gera expulso contra o Arsenal na última rodada. Proposital? Até o Blackpool pode ir à Europa.

Rebaixados: Birmingham, Blackpool e West Ham

Melhor em casa: Manchester United, 55 pontos
Melhor fora: Arsenal, 31 pontos
Piores em casa: Blackpool e West Ham, 20 pontos
Pior fora: Bolton, 11 pontos

Melhor ataque: Manchester United, 78 gols
Melhores defesas: Chelsea e Manchester City, 33 gols sofridos
Pior ataque: Birmingham, 37 gols
Pior defesa: Blackpool, 78 gols sofridos

Artilheiros: Berbatov e Tevez, 21 gols
Líder em assistências: Nani, 18

Brilhante no primeiro turno, Tevez poderia ter feito ainda mais na temporada

Para o blog
Surpresas: Stoke, West Bromwich e Blackpool
Decepções: Aston Villa, Sunderland e Birmingham

Melhor jogador: Carlos Tevez, Manchester City
Melhor jovem: Jack Wilshere, Arsenal
Melhor contratação: Chicharito, Manchester United
Jogador que mais evoluiu: Lucas, Liverpool
Maior fiasco: Fernando Torres, Liverpool / Chelsea

Melhor técnico: Alex Ferguson, Manchester United
Pior técnico: Avram Grant, West Ham

Gol da temporada: Wayne Rooney, em Manchester United 2 x 1 Manchester City

Seleção dos melhores: Cech (Chelsea); Sagna (Arsenal), Kompany (Man City), Vidic (Man Utd), Baines (Everton); Nani (Man Utd), Parker (West Ham), Adam (Blackpool), Nasri (Arsenal); van Persie (Arsenal), Tevez (Man City)

Seleção dos fiascos: Kingson (Blackpool); Perch (Newcastle), Squillaci (Arsenal), Campbell (Newcastle), Konchesky (Liverpool); Joe Cole (Liverpool), Ireland (Aston Villa / Newcastle), Poulsen (Liverpool), Hleb (Birmingham); Defoe (Tottenham), Torres (Liverpool / Chelsea)

Durante a semana, o blog fica por conta da decisão da Champions League. A temporada ainda vai ser mais discutida por aqui.

Ancelotti
Pouco depois da derrota para o Everton, o Chelsea anunciou a prevista demissão de Carlo Ancelotti. Quando da eliminação na Champions, o blog dedicou algumas linhas ao futuro do clube. A questão também será debatida após Barcelona x United.

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sábado, 7 de maio de 2011 Newcastle, Premier League, Temporada | 19:06

Por linhas tortas

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A acidental homenagem de Barton a Ian Rush - o bigode - durou só duas rodadas

O Newcastle sofreu mais do que deveria. A vitória de hoje, por 2 a 1 sobre o Birmingham, selou a permanência dos Magpies na Premier League a duas rodadas do fim. Parecia óbvio que o tradicional clube do norte, que chegou a disputar o título nos anos 90, conseguiria evitar outro rebaixamento traumático, mas o elenco similar e a repetição de erros colocaram essa tranquilidade em xeque.

Foram duas manobras arriscadas: a demissão do técnico Chris Hughton e a venda de Andy Carroll. Em 2008-09, quando caiu, o Newcastle também perdeu um técnico que fazia bom trabalho. Um desentendimento interno levou Kevin Keegan a pedir demissão logo em setembro. Em janeiro, o clube também negociou seu principal jogador, o goleiro Shay Given, que foi para o Manchester City.

Barton, que prometeu manter um bigode maroto até a primeira vitória do time, viu o Newcastle sofrer 3 a 0 do Manchester United e, na segunda rodada, atropelar o Aston Villa. Acabava a promessa e começava uma previsível irregularidade, que seria suficiente para manter o clube na elite. Das contratações, só Tioté vingou. De Jong não deixou Ben Arfa jogar, enquanto Gosling (também lesionado), Campbell e Perch pouco acrescentaram.

Sem muitas mudanças e na temporada do retorno, Chris Hughton não poderia ser tão cobrado. Foi. Demitido em dezembro na 11ª posição, ele deu lugar a Alan Pardew, que tem trabalhos razoáveis na carreira, mas já era apontado como decadente aos 49 anos. Em janeiro, Pardew assistiu à inevitável (e boa) venda de Carroll ao Liverpool por £35 milhões. O problema do Newcastle foi a incapacidade de arrumar um atacante e levar adiante o efeito dominó que começou com Torres no Chelsea.

O cumprimento do Judas: Ashley demitiu o homem que resgatou o Newcastle

De treinador novo, com Best, Ameobi, Ranger, Lovenkrands e Kuqi (?) no ataque e 30 pontos no campeonato, o Newcastle não passava muita confiança. Para a sorte de Mike Ashley, o proprietário com maior propensão a decisões desastradas, José Enrique, Barton, Nolan e Tioté fazem ótima temporada.

Com um lateral-esquerdo consistente e um meio forte, o Newcastle superou seus problemas defensivos e a ausência de atacantes decentes. A atual 10ª posição é o limite. Para dar um passo à frente, o clube não pode perder ninguém e precisa de reparos.

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sábado, 12 de março de 2011 Bolton, Temporada, Treinadores | 20:33

Pés e bola no chão

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Dizem que Owen Coyle poderia fazer um cosplay mal-acabado de George Clooney

Responsável pelo remodelado Bolton, Owen Coyle é outro ótimo treinador da linha de produção escocesa. Aos 44 anos, nada deve a Alex McLeish e David Moyes. Para chegar a esse patamar, ele teve de trabalhar muito em pouco tempo.

Em 2005, o ex-atacante começou a nova carreira no St. Johnstone, então na segunda divisão de seu país. O time de Perth, que se arrastava nas temporadas anteriores, conseguiu dois segundos lugares consecutivos sob o comando dele. Coyle não levou os Saints à Premier League local, mas tem seu espaço na história do clube. Com ele, o St. Johnstone venceu o Rangers em Glasgow pela primeira vez em 35 anos.

O escocês chegou à Inglaterra pela porta do Burnley. Bastaram duas temporadas para os Clarets retornarem à elite após 33 anos, razão para vários torcedores divinizarem o treinador: “Owen Coyle é Deus“, dizia uma página no Facebook. Seu Burnley fazia bom papel na primeira divisão até janeiro de 2010, quando o técnico atraiu o interesse do Bolton, que havia demitido Gary Megson. A oportunidade profissional e a identificação com o time pelo qual marcou seus gols de 1993 a 1995 o fizeram aceitar a proposta.

Coyle pagou caro do ponto de vista emocional. Em Burnley, foi de Deus a Judas. Ele também corria o risco de se afundar. Se caísse com os Clarets, tudo certo. Cedo ou tarde, teria outra chance na Premier League. No novo clube, não era bem assim. Os Trotters não visitam a segunda divisão desde 2001. Por pior que fosse a herança deixada por Megson, o escocês poderia ser demitido e perder mercado. Após algum sofrimento, um Bolton titubeante conseguiu a manutenção.

McLeish treinou Coyle no Motherwell. Como o Birmingham de 2009-10, o Bolton tem o esquema e os titulares bem definidos

Para 2010-11, Coyle mudou tudo. Num claro 4-4-2, o estadunidense Holden ganhou espaço e faz parceria interessante com Muamba. Eles passaram a acionar mais os velozes wingers Lee e Petrov, que começaram muito bem a temporada antes de caírem um pouco. Elmander sai da área, marca gols e dá assistências como nunca. O parceiro Kevin Davies lidera o time e recebe menos cartões. O goleiro Jaaskelainen segue em boa forma. À frente dele, Knight e o ótimo Gary Cahill dão o recado. Nem os laterais Steinsson e Robinson comprometem.

A obsessão por bolas longas e o suposto jogo sujo, que inspiraram ódio pelo clube mesmo nos grandes momentos da era Allardyce, ficaram para trás. Até os empréstimos de Weiss, Wilshere (temporada passada) e Sturridge sinalizam isso. O novo estilo foi recompensado oficialmente em novembro, quando Coyle ganhou o prêmio de Treinador do Mês.

Após a chegada de Sturridge, Elmander, o homem mais alto do ataque, tem jogado à direita do meio-campo. Antes, seria um desperdício. É claro que o time pode recorrer a bolas altas, como na vitória sobre o Birmingham na FA Cup. Mas a abordagem mudou. Na sétima posição da liga e nas semifinais da Copa, Coyle é novamente divino.

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sexta-feira, 4 de março de 2011 Premier League, Sunderland, Temporada | 01:06

Gatos pretos sem sorte

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Em fevereiro, o Sunderland de Steve Bruce progrediu tanto quanto a estátua do ex-treinador Bob Stokoe

Quem acessa a página da Premier League de desempenho recente vê o Sunderland no fundo da tabela. O time teve início promissor, chegou a aplicar acachapantes 3 a 0 no Chelsea em Stamford Bridge e havia tomado conta da sexta posição, que pode garantir o passaporte para a próxima Liga Europa. No entanto, os Black Cats já caíram para o oitavo lugar, e a ambição continental está se transformando em devaneio.

O Sunderland, que visita o Arsenal amanhã, vem de um fevereiro desastroso. Perdeu para Chelsea, Stoke, Tottenham e Everton e fechou o mês com os mesmos 37 pontos que alcançou em 22 de janeiro, após a vitória por 2 a 1 sobre o Blackpool. Muito pela ótima atuação de Richardson, foi a última vez que o time funcionou. Embora a associação da péssima fase à venda de Bent ao Aston Villa seja irresistível, não é só isso.

Em 48 horas, o treinador Steve Bruce viu sua força ofensiva desaparecer. Dois dias depois da transferência de Bent para o Villa Park, Welbeck sofreu lesão no joelho e ainda não voltou. A negociação por Ricardo Fuller, do Stoke, falhou. Fraizer Campbell, que se contundiu em agosto, pode retornar só na próxima temporada. Asamoah Gyan é, portanto, o único atacante saudável do elenco principal. Ele era reserva por falta de espaço. Hoje, é imprescindível.

Sem alternativas de ataque, Bruce reforçou o meio-campo. Comprou o beninense Sessègnon, que tem atuado no suporte a Gyan, e garantiu o empréstimo de Muntari. O ganês chegou da Internazionale para minimizar outro problema sério: a ausência do capitão Cattermole, com problema nas costas desde dezembro. A parceria entre ele e Henderson é um dos pontos-chave para o sucesso da equipe. Na temporada passada, o Sunderland também sofreu muito enquanto Cattermole esteve indisponível.

Bramble: fortes emoções

A defesa não foge à regra. Onuoha, que foi um dos melhores laterais-direitos do primeiro turno, não manteve o ritmo no segundo. Para a surpresa geral da nação, Bramble começou bem no clube, mas já voltou a ser aquele zagueiro atabalhoado do Wigan. Lesionado desde o ano passado, Turner faz muita falta. Os 11 gols sofridos nos últimos quatro jogos dizem muito sobre as derrotas.

Com tantos problemas, Steve Bruce parece menos culpado pela queda de produção do que na temporada passada. Mesmo assim, a pressão sobre ele pode aumentar. Por bem ou por mal, o status de time promissor do Sunderland cairá em breve. A chance imediata de retomar os trilhos é uma improvável vitória sobre o Arsenal, neste sábado de Carnaval. Se der a lógica, os Black Cats sambam.

Atualização à tarde: a imprensa inglesa divulgou hoje a possibilidade de o atacante Danny Welbeck retornar ao time já amanhã, contra o Arsenal. A volta estava prevista para o fim do mês, mas a necessidade pode antecipá-la.

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domingo, 27 de fevereiro de 2011 Arsenal, Birmingham, Copas Nacionais, Temporada | 20:37

McLeish merece a Copa da Liga

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Fàbregas, que acabava de completar 18 anos, comemorou muito o último título do Arsenal, a FA Cup de 2004-05

É difícil decidir qual fila pesava mais: a de 48 anos do Birmingham ou a de seis do Arsenal. A lamentação dos Gunners, bem representada pelas lágrimas do grande Wilshere, foi do tamanho da comemoração dos jogadores e torcedores azuis. Após a vitória por 2 a 1, o Brum levou a Carling Cup, apenas seu segundo título de primeira grandeza. Em temporada superior a 2009-10, os Gunners sofrem um baque terrível com a perda da taça. Mas não dependia só deles. Do outro lado, havia um time pronto para tornar as coisas mais complicadas.

A tentação de atribuir o resultado a uma suposta amarelada de um Arsenal sem Vermaelen, Fàbregas e Walcott não pode encobrir a notável atuação do Birmingham, que também tinha seus desfalques. Alex McLeish armou um 4-1-4-1 para segurar os três meias adversários e explorar a altura de Zigic. Apesar da maior cautela, o time de hoje em muito lembrou o da temporada passada, que se defendia bem demais e terminou a liga no nono lugar. Apontado como candidato ao rebaixamento, aquele conjunto se superou a partir da força defensiva de Hart, Carr, Dann, Johnson e Ridgewell. Hart retornou a Manchester, e Dann está fora da temporada. Problema? Não para Foster e Jiranek, impecáveis na final.

Aliás, Foster está entre os cinco melhores goleiros da Premier League. Contestado por conta de falhas esporádicas em Old Trafford, o tricampeão consecutivo da Carling Cup desfruta o prêmio de melhor do jogo e a grande temporada que tem feito. O título é um boost para ele e para uma defesa que não conseguia reeditar o bom desempenho de 2009-10. E também para Alex McLeish, treinador que, por um semestre ruim, teve o emprego ameaçado após reconstruir o Birmingham nas últimas duas de suas três temporadas em St Andrew’s.

A temporada passada anunciou que McLeish entraria para a história do Birmingham

O time de 2009-10, anterior aos razoáveis investimentos do proprietário chinês Carson Yeung, era mais humilde, mas a repetição o tornou muito forte: Hart; Carr, Dann, Johnson, Ridgewell; Larsson, Ferguson, Bowyer, McFadden; Chucho Benítez e Jerome foram os titulares por nove jogos consecutivos! A consistência deu à equipe sua melhor fase naquela temporada. É a tal da “química”, escassa quando chegaram Beausejour, Hleb, Zigic e Derbyshire, que se revezavam enquanto o treinador não encontrava um time e um rumo.

A atual 16ª posição na liga (com dois jogos a menos) é consequência de um início decepcionante. Nos últimos 13 jogos por todas as competições, o time venceu oito. O título ratifica a fase mais tranquila e premia o bom trabalho de três anos que tem feito McLeish. “Foi minha maior conquista pessoal”, diz ele. O escocês merece o título. O ataque, que decidiu a parada com Zigic e Martins, precisa capitalizá-lo. Jerome, Derbyshire, Phillips e os goleadores do dia: toda essa artilharia aí é a pior da Premier League com apenas 25 gols.

Premier League
O garoto Jonjo Heuerman concluiu sua caminhada e acredita ter arrecadado cerca de 20 mil libras (o dobro do mínimo planejado) ao Fundo Bobby Moore para Pesquisa sobre o Câncer. Foi um dia e tanto: ele ainda comemorou a ótima vitória do West Ham sobre o Liverpool. O hammer Scott Parker, que marcou um golaço, está em nossa seleção do fim de semana: van der Sar (Man Utd); Walker (Aston Villa), Hangeland (Fulham), Jagielka (Everton), José Enrique (Newcastle); Ashley Young (Aston Villa), Parker (West Ham), O’Hara (Wolves), Jarvis (Wolves); Chicharito (Man Utd), Beckford (Everton).

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sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011 Curiosidades, Liverpool, Temporada | 21:00

A obsessão da primeira-dama

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Dalglish tem agradado a Linda Pizzuti e John W. Henry, que apreciam um bom clean sheet

Entre 2006 e 2008, Pepe Reina, do Liverpool, levou para casa três Golden Gloves consecutivos. É a luva de ouro, prêmio oferecido ao goleiro com mais clean sheets (jogos sem sofrer gol) na liga inglesa. Longe do troféu há duas temporadas, Reina tem desfrutado o início de trabalho de Kenny Dalglish, cujo grande mérito é a melhora da defesa. Os Reds sofreram apenas um gol nos últimos sete jogos. Aliás, Steve Gohouri, do Wigan, parecia estar em posição irregular quando balançou as redes em Anfield, há duas semanas.

Mas não é só Reina quem comemora. Em sua página no Facebook, o proprietário do Liverpool, o norte-americano John W. Henry, disse estar “extremamente feliz com o progresso, a determinação e o trabalho da comissão técnica” por conta do que chamou de “um total empenho do time”. E John, acredite, não é a pessoa mais empolgada. Figura carimbada nos jogos em Anfield, a esposa dele, Linda Pizzuti, tem obsessão por clean sheets. Sempre que o Liverpool consegue um, ela rapidamente se manifesta em seu perfil no Twitter.

Dia desses, mencionando @Linda_Pizzuti, fiz uma observação sobre a adoração dela por clean sheets. Muito atenciosa, a primeira-dama de Anfield confirmou, por mensagem direta, esse interessante gosto: “sou definitivamente vidrada em clean sheets. Adoro o termo (não o utilize nos Estados Unidos), e fico muito feliz quando o Liverpool consegue um”. Linda é norte-americana de ascendência italiana, e o grupo do marido dela administra também o Boston Red Sox, franquia da Major League Baseball.

Ainda que Linda prefira a “folha limpa”, tradução literal de clean sheet, a expressão usada na América é shutout. No beisebol, o pitcher ganha um quando arremessa durante todo o jogo e não cede nenhuma corrida ao adversário. Uma façanha, assim como no futebol. Pelo menos para Linda Pizzuti, que faz a abordagem da boa fase de Kelly, Carragher, Skrtel, Agger e Johnson ficar bem mais interessante.

Jonjo Heuerman
Lembra-se dele? No Twitter, alguém da família (provavelmente a mãe de Jonjo, Donna) anunciou que o garoto cumpriu o primeiro dia da caminhada rumo ao Boleyn Ground. “Um menino muito feliz, porém muito cansado”. Vale lembrar que a jornada termina no domingo, pouco antes de West Ham x Liverpool. Jonjo presenciará, infelizmente para ele, mais um clean sheet dos Reds?

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