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sexta-feira, 16 de agosto de 2013 Everton, Norwich, Southampton, Tottenham | 09:49

Eu quero ver

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Na véspera da abertura da Premier League, o blog retorna para tratar dos times que mais despertam curiosidade antes da temporada:

Norwich. Após evitar o rebaixamento na primeira temporada sem Paul Lambert, o Norwich de Chris Hughton pode ir mais longe em 2013-14 por conta dos bons investimentos. Chegaram a Carrow Road cinco potenciais titulares: Martin Olsson, lateral-esquerdo ofensivo para disputar posição com Garrido; Leroy Fer, bom meia central do Twente; Nathan Redmond, winger da seleção sub-21 que evoluiu bastante na última temporada; uma nova dupla de ataque: Gary Hooper e Ricky van Wolfswinkel.

As contratações e o perfil de Chris Hughton indicam o 4-4-2. Os Canaries, que dependiam da truculência de Grant Holt para marcar gols, desta vez podem confiar em dois atacantes que se completam. Talvez você já tenha assistido a este vídeo, em que um garoto relata seu drama como torcedor do Sporting. Entre tantos outros pontos, ele questiona o 4-3-3 adotado pelos portugueses, afirmando que “o Wolfswinkel, lá sozinho, não mete medo a ninguém”. Agora ao lado de Hooper, de ótimos números no Celtic, o bom holandês ficará mais confortável em campo. Também vale prestar atenção a Robert Snodgrass, que deve produzir mais em melhores companhias.

Everton. As alterações no elenco não são tão significativas – foram contratados dois jogadores do Wigan e Gerard Deulofeu por empréstimo, enquanto ninguém saiu –, mas o estilo deve mudar drasticamente. Se David Moyes era um técnico flexível, que se reinventava diante de cada adversário, Roberto Martínez é convicto e ataca todo mundo. O espanhol ensaia reproduzir no Everton o 3-4-3 criado no Wigan, sistema que, por sua ótima execução, foi diretamente responsável por um milagre em 2011-12 e um título da FA Cup em 2012-13, ainda que não tenha evitado o rebaixamento.

Até que ponto Martínez vai arriscar?

O Everton precisa de ajustes para não se perder em meio às modificações, mas até tem recursos para se adaptar. Os alas Coleman e Baines podem desfrutar mais liberdade, Fellaini se adequa perfeitamente a uma função mais defensiva que a da temporada passada, e os pontas – provavelmente Mirallas e Deulofeu – prometem aterrorizar laterais. O problema é a ausência de zagueiros (além de Jagielka) e atacantes centrais confiáveis, com Jelavic inconstante desde 2012-13 e Koné precisando provar que não é meramente um amigo de Bob Martínez, com quem trabalhou no Wigan.

Southampton. Por ora, o mercado trouxe dois novos titulares para fazer enorme diferença: Dejan Lovren, croata do Lyon que deve ser absoluto numa defesa que não transmitia confiança, e Victor Wanyama, queniano que era um monstro no meio-campo do Celtic. O time criado por Nigel Adkins e herdado por Mauricio Pochettino não tem pontos fracos aparentes para quem pretende fazer campanha tranquila. Coletivamente, é moderno, sobe a marcação e deve fazer várias vítimas no St. Mary’s, onde impôs derrotas por 3 a 1 a Liverpool e Manchester City na parte final da última temporada.

Individualmente, destaque para os ótimos laterais jovens – Nath Clyne e Luke Shaw –, meio-campistas completos em Wanyama, Jack Cork e Morgan Schneiderlin (o uruguaio Gaston Ramírez é talentoso, mas pode perder a posição se for tão inconsistente quanto em 12-13) e opções de ataque bem interessantes. Adam Lallana e Rickie Lambert são fundamentais desde a época da terceira divisão e provaram capacidade na Premier League. Jay Rodriguez, pelo desempenho nas últimas rodadas da temporada, também promete para 13-14.

Tottenham. As cartadas do Tottenham no mercado sugerem que André Villas-Boas vai implantar seu esquema predileto, o 4-3-3. No meio-campo, Etienne Capoue disputa posição com Sandro para fazer a proteção à defesa, com Paulinho e Moussa Dembele responsáveis pela transição ao ataque. O meio-campo está bem definido, mas falta um jogador como era João Moutinho no Porto de AVB. Paulinho e Dembele são excelentes, porém muito parecidos, pela intensidade e a capacidade de carregar a bola, exatamente como o colombiano Fredy Guarín no primeiro grande time de Villas-Boas.

A contratação de Roberto Soldado garante aos Spurs o goleador que Emmanuel Adebayor não foi na temporada passada. O belga Nacer Chadli, ex-Twente, também é aposta interessante para fazer o lado esquerdo do ataque, com Aaron Lennon tentando se manter à direita. Hoje, é difícil imaginar onde entraria Lewis Holtby, que ficou bem abaixo do esperado em seu primeiro semestre em Londres. E ainda há certo Gareth Bale no elenco. Está claro que AVB projeta o time sem ele – e parece gastar à vontade, pensando na venda ao Real Madrid –, mas não seria absurda a permanência do galês insatisfeito, ao lado de um elenco menos dependente de seus gols improváveis.

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sábado, 9 de março de 2013 Liverpool, Tottenham | 16:42

Bale x Suárez

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Nos primeiros meses da temporada, Gareth Bale e Luis Suárez eram criticados por conta dos excessivos “mergulhos”, que ocupavam mais páginas de jornal do que o talento deles. A dupla não perdeu repentinamente o hábito de tentar ganhar faltas, mas a discussão agora é bem mais relevante. Com a queda recente de Robin van Persie, que precisa descansar (não participou de apenas duas partidas da liga até agora), a sensação é de que o galês e o uruguaio disputam, sem outros rivais, o prêmio de Jogador do Ano na Inglaterra.

Pedigree galês

Disputam o prêmio e têm “confronto direto” amanhã, às 13h de Brasília, quando o Liverpool receberá o Tottenham. O melhor cabo eleitoral de Bale, que levou o prêmio há dois anos, é a brilhante campanha dos Spurs, na terceira posição e em curva ascendente. O time de AVB só melhora, e a influência do galês sobre essa evolução é inegável. Bale marcou 10 dos últimos 15 gols do Tottenham e resgatou a fase do segundo semestre de 2010, com direito a números melhores e sequências mais consistentes de ótimas atuações.

No entanto, é injusta a referência ao Tottenham como one-man team. Além dos outros destaques individuais (Vertonghen e Dembele, por exemplo, foram excelentes contratações), as virtudes coletivas ajudam Bale a brilhar. Não é coincidência que o melhor momento dele seja simultâneo ao amadurecimento do trabalho de AVB. O galês de fato decide jogos, mas a equipe permite que isso aconteça mais frequentemente.

Como escreve Jonathan Wilson, a formação mais compacta dos Spurs beneficia o número 11, que sempre tem diversas opções de passe. Geralmente, essas opções ocupam os defensores adversários, e o galês ganha espaço para decidir por conta própria. Não por acaso, Bale marca tantos gols, mas tem apenas uma assistência no campeonato. Vale lembrar que o Tottenham passou por uma crise no ataque enquanto Adebayor estava na Copa Africana de Nações, e Defoe tinha problemas físicos. Bale resolveu.

El Pistolero

Há algum tempo, o craque de 21 gols na temporada era tratado como possível moeda de troca para contratar Stewart Downing e, acredite, defensor flop. Mas, quando falamos de progresso, não podemos esquecer Suárez. A genialidade do uruguaio é conhecida desde a época de Ajax, porém esta é a primeira temporada da Premier League em que ele consegue associá-la a uma eficiência espantosa. O número 7 do Liverpool, impreciso até o ano passado, já ganhou dois troféus de artilharia em 2012-13: foi o primeiro a marcar 10 e 20 gols (foto ao lado). Hoje, é o goleador da liga com 21 (são 28 por todas as competições).

Suárez é perfeito para o sistema de Brendan Rodgers, mas as condições oferecidas a ele não eram as ideais na primeira metade da temporada. Mais adaptado a circular pelo campo com liberdade, o uruguaio foi o único atacante saudável do Liverpool de setembro a janeiro e teve de ser referência. Em algumas rodadas, o 4-3-3 (às vezes 4-2-3-1) de Rodgers tinha nas pontas Sterling e Suso, dois talentos, mas que estavam na academia de formação dos Reds até o ano passado. Suárez assumiu a responsabilidade e atingiu um status que, entre jogadores não formados em Anfield, é incomparável nas últimas duas décadas.

Agora é diferente. Com as contratações de Coutinho e Sturridge, Suárez atua como “número 10”, pode explorar sua criatividade sem deixar de finalizar e sempre tem opções de passe que dão sequência a suas jogadas. Não à toa, o Liverpool melhorou. Mesmo que, em situação mais favorável, ele tenha sido brilhante nas últimas rodadas, é impossível afirmar que este é o melhor momento do uruguaio. Não há melhor momento: a temporada inteira é fantástica. Em relação a Bale, no campeonato, Suárez marcou mais gols (21 x 16), tem mais assistências (6 x 1) e criou mais chances (78 x 57). Por enquanto, é o Jogador do Ano.

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sexta-feira, 18 de janeiro de 2013 Southampton, Tottenham | 17:44

Lições aprendidas

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“Acho que poderia ter continuado, mas estou completamente convencido de que trocar o técnico era a única maneira de conseguir um impacto imediato em resultados”. Quem diz é André Villas-Boas, em entrevista à France Football, sobre sua saída do Chelsea, há dez meses. O treinador português lidou bem com o fracasso na primeira experiência inglesa e aprendeu lições para aplicá-las no Tottenham.

Sem Modric e van der Vaart, negociados no mercado de verão, o Tottenham se ajustou após um início inconsistente e ocupa a quarta posição da Premier League, com 40 pontos. No domingo, em White Hart Lane, o clube pode completar o double (vitórias nas duas partidas da liga) sobre o Manchester United, o primeiro desde 1989-90 e apenas o quarto em todos os tempos. Associadas a uma bem viável vaga na Champions League, vitórias marcantes, como os 3 a 2 em Old Trafford no primeiro turno, transformariam a temporada num sucesso absoluto.

Sucesso especialmente para AVB, pois o primeiro ano no Tottenham lhe impôs o maior desafio possível para um treinador com fama de geek e convicções bem definidas: abrir mão dos próprios conceitos para se adaptar ao elenco. Claramente, ele cogitou contratar dois tipos que permitiriam um 4-3-3 semelhante ao da época do Porto, seu sistema favorito – um organizador para substituir Modric, como João Moutinho*, e um atacante para jogar aberto, como Hulk.

No confronto contra o QPR de Redknapp, semana passada, o Tottenham de AVB era o time mais ortodoxo

As negociações travaram, e AVB não tentou forjar um 4-3-3 sem ter as peças certas para isso. Pelo contrário. O atual sistema do Tottenham é o mais ortodoxo possível: 4-4-2 com um volante defensivo (Parker deve assumir o lugar de Sandro, fora da temporada), um box-to-box (Dembele, que já é fundamental para o time) e dois wingers bastante agressivos. Mais simples do que a versão da temporada passada, comandada por Harry Redknapp.

O Tottenham é um time corajoso, assim como serão todas as equipes formadas por Villas-Boas. Por exemplo, quando perdeu por 5 a 2 para o Arsenal com um jogador a menos desde o primeiro tempo (Adebayor foi expulso), não abdicou do ataque e acabou pagando caro por isso. Por outro lado, AVB se ajustou às condições do elenco e montou um time que sabe também defender com as linhas retraídas (o que era impensável no Chelsea) e contra-atacar com eficiência, explorando a transição rápida de Dembele e a velocidade de Lennon, Bale e Defoe. Além do que se vê em campo, a relação com o elenco parece bem mais tranquila do que nos tempos de Chelsea.

*Para 2013-14, o Tottenham já garantiu a contratação de Lewis Holtby, do Schalke 04. Pode não ser exatamente um substituto para Modric, mas é um meia-atacante criativo para acrescentar bastante ao time.

Nigel Adkins
Nigel Adkins foi demitido pelo Southampton. Sim, o mesmo técnico que, em 28 meses, levou o clube da 22ª posição da terceira divisão à 15ª da Premier League. A equipe tinha evoluído muito, e os últimos cinco resultados na liga podem ser considerados bons – os Saints vêm de empate contra o Chelsea em Londres. A demissão é uma das mais absurdas em vários anos no futebol inglês, pois não havia necessidade de causar “impacto imediato” ou coisa parecida. O argentino Mauricio Pochettino, ex-treinador do Espanyol, é o substituto.

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quarta-feira, 28 de novembro de 2012 Liverpool, Tottenham | 11:40

Estágios diferentes

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André Villas-Boas e Brendan Rodgers se conhecem há oito anos. Em 2004, José Mourinho assumiu o Chelsea e convidou a dupla para fazer parte de seu staff. Por escrever relatórios detalhados dos adversários, AVB representava “os olhos e ouvidos” de Mourinho, como o próprio manager definiu. Rodgers, o menos britânico dos técnicos britânicos, juntou-se às categorias de base. Ainda antes da passagem por Stamford Bridge, o norte-irlandês viajou pela Europa, aprendeu a língua espanhola e absorveu diferentes métodos sobre como treinar uma equipe.

Hoje, às 17h45 de Brasília, o Tottenham de Villas-Boas recebe o Liverpool de Rodgers. Em sua entrevista pré-jogo, AVB comentou a trajetória do antigo colega e elogiou seu trabalho em Anfield, ainda que o Liverpool esteja na 11ª posição, com 16 pontos. Há, sem dúvida, uma empatia entre os técnicos. A idade (AVB tem 35 anos; Rodgers, 39), a cruzada por um estilo de futebol menos britânico e a pressão que enfrentam em clubes ambiciosos os aproximam.

No entanto, há diferenças consideráveis entre as atuais condições de trabalho. Villas-Boas pode ser mais cobrado nesta temporada. Na sétima posição com 20 pontos, o Tottenham encerrou uma sequência de três derrotas na liga quando venceu o West Ham por 3 a 1 na última rodada. Era inevitável a sensação de que o emprego de AVB estava em xeque, embora este Tottenham ainda não tenha, por falta de peças, as características que o técnico português mais aprecia.

A saída de Modric, o fracasso da negociação com João Moutinho e ausência de um jogador como Hulk (ou mesmo Sturridge) impossibilitam o 4-3-3 com foco em posse de bola e pressão implacável sobre o adversário, como o que fez tanto sucesso há duas temporadas no Porto. Os Spurs foram montados no 4-2-3-1, com uma proposta de jogo muito mais direta.

A peça mais importante do meio-campo é o recém-contratado Dembele, que ainda está invicto no Tottenham e deve retornar ao time titular contra o Liverpool. Atacante transformado em meia central por Martin Jol no Fulham, o belga é onipresente em campo, ataca e defende com intensidade, mas não é exatamente um substituto direto para Modric. Este seria Moutinho. Mesmo assim, AVB tem Defoe marcando gols, Bale e Lennon correndo pelos flancos e Dempsey (que interessava ao Liverpool) como número 10. Não são o time e o estilo que ele planejava, porém os recursos estão lá.

Rodgers e AVB na temporada passada

Em Anfield, Rodgers busca soluções criativas para compensar o elenco curto. Com as lesões de Borini e Lucas (este volta em breve), não há disponíveis um “primeiro volante” e uma alternativa a Suárez. Allen tem sido o meio-campista mais recuado. Na Europa League, quando geralmente preserva o atacante uruguaio, Rodgers escalou Shelvey como falso centroavante. Até Joe Cole reapareceu.

As soluções táticas não param por aí. A carência de jogadores capazes de marcar gols transformou José Enrique em ponta esquerda. Rodgers identificou o lateral espanhol como uma possível fonte de gols e o empurrou para perto de Suárez nas últimas três rodadas. No empate contra o Swansea, o Liverpool teve uma escalação inusitada, com Enrique na ponta e Downing na lateral. Uma sacada (que, neste caso, fez sentido) de fazer inveja a Adílson Batista.

Rodgers está invicto há oito jogos na liga. Empatou cinco, é verdade, mas também tornou a equipe mais sólida e recuperou-se do início desastroso no que diz respeito a resultados. Por enquanto, a coragem para promover garotos e a perspicácia tática para superar a coleção de problemas definem o trabalho de Rodgers melhor do que a incômoda 11ª posição. Não à toa, o emprego dele parece mais seguro.

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sexta-feira, 19 de outubro de 2012 Chelsea, Newcastle, Sunderland, Tottenham | 13:51

Razões para acordar cedo amanhã

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Tottenham e Chelsea se enfrentam amanhã, às 8h45 de Brasília, em White Hart Lane. É o grande jogo da oitava rodada da Premier League, aquele que você não deve perder. O blog apresenta os motivos:

Possíveis formações de Tottenham e Chelsea. Lampard retorna de lesão e pode ficar no banco

AVB x Chelsea. O reencontro entre Villas-Boas e Chelsea não terá valor de revanche, garante o técnico do Tottenham. No entanto, nada que ele diga vai amenizar a sensação de rivalidade no confronto, entre treinadores e equipes. Seu ex-auxiliar e sucessor Di Matteo, comandante dos títulos da FA Cup e da Champions League, rompeu com a filosofia e os métodos que ele tentava implementar em Stamford Bridge, além de estabelecer uma relação bem mais amigável com os jogadores. À demissão traumática, somou-se o fato de AVB ter assumido o Tottenham, clube que perdeu a vaga na Champions League por conta do título europeu do Chelsea.

Destino do Tottenham na temporada. O Chelsea tem problemas claros na montagem do elenco (a saber: número limitado de volantes e centroavantes), mas, com campanha quase perfeita até agora, indica que vai mesmo lutar pelo título. A impressão é de que a partida importa mais para o Tottenham, quinto colocado, a cinco pontos da liderança. Uma vitória sobre o Chelsea seria a quinta consecutiva no campeonato e outra para marcar positivamente o início de trabalho de AVB, que já derrotou o Manchester United em Old Trafford. Se acumular bons resultados em jogos-chave, o Tottenham, mesmo sem Modric, pode pensar além da vaga na Champions League.

Sandro x Oscar. Em entrevista ao site da Premier League, o ex-defensor Lee Dixon apontou o Chelsea como favorito e elogiou, particularmente, Oscar. Não é segredo que o número 10 da Seleção teve impacto imediato em Stamford Bridge, mas seu provável marcador (imaginando que as formações habituais sejam mantidas) neste sábado também faz ótima temporada até agora. Sandro aproveita bem a ausência de Parker por lesão e tem sido o ponto de equilíbrio do time, papel que, em trabalhos anteriores de AVB, o também brasileiro Fernando exerceu no Porto e Obi Mikel não conseguiu fazer no Chelsea. Sandro x Oscar promete (identifique outros prováveis duelos no campinho).

Possíveis formações de Sunderland e Newcastle

Teste para os três armadores do Chelsea. Se Di Matteo mantiver o trio de armadores (Mata, Oscar e Hazard) contra o Tottenham, será o melhor teste para esta formação, pois a equipe de AVB ataca demais pelas laterais. A medida mais conservadora seria substituir Mata por um volante e abrir Ramires à direita, para assessorar Ivanovic no combate a Bale. Mas o técnico italiano parece acreditar no esquema com três meias criativos, uma vez que escalou todos eles contra o Arsenal, no Emirates, há duas rodadas. Vale ver.

Domingo também!
No domingo, às 10h30, outro dérbi importante: Sunderland x Newcastle, no Stadium of Light. Na temporada passada, eles se encontraram neste estádio na segunda rodada, com vitória do Newcastle por 1 a 0, resultado que abasteceu o ótimo início de campanha dos Magpies.

O Sunderland ainda deve aos torcedores uma grande atuação em 2012-13 e precisa diversificar seus gols – Steven Fletcher marcou todos os cinco do time no campeonato. No Newcastle, alívio pelo provável retorno de três defensores titulares: Krul, Coloccini e Steven Taylor. O Sunderland está na 13ª posição, com sete pontos em seis jogos. O Newcastle é o décimo, com nove pontos em sete partidas.

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segunda-feira, 1 de outubro de 2012 Tottenham | 16:37

Divisor de águas

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Quando Gary Lineker marcou este gol, Gareth Bale tinha apenas cinco meses de idade. O lance em questão é de dezembro de 1989 e definiu uma das raras vitórias do Tottenham sobre o Manchester United em Old Trafford. Foram necessários 23 anos para que os Spurs vencessem novamente – com gol de Bale – no Teatro dos Sonhos, um dos motivos pelos quais o treinador André Villas-Boas celebrou de maneira tão efusiva o triunfo por 3 a 2, no sábado.

No entanto, o viés histórico explica somente uma parte da alegria de Villas-Boas. A vitória em Manchester teve também um quê de resposta aos críticos, uma espécie de batismo do técnico português na Inglaterra. Seu malsucedido trabalho no Chelsea não inibiu o Tottenham de contratá-lo, mas causou tanta desconfiança, que seu cargo esteve prematuramente ameaçado (ao menos nas manchetes dos jornais) com os fracassos das três primeiras rodadas.

Dempsey pode virar símbolo do Tottenham de AVB: enérgico, contundente e goleador

Há oito anos, seu tutor José Mourinho protagonizou outra famosa comemoração em Old Trafford. Um gol marcado por Costinha aos 45 minutos do segundo tempo classificou seu Porto às quartas de final da Champions League. Mourinho ignorou o protocolo e disparou pela lateral do campo, para celebrar com seus jogadores. Mais tarde, o gol virou título europeu e transformou para sempre a carreira do atual treinador do Real Madrid.

Não se sabe até que ponto a vitória em Manchester será relevante para a carreira de AVB, mas é evidente que, em todas as esferas, cresce demais a confiança no trabalho dele. Sobretudo porque o Tottenham de fato mereceu ganhar, respondendo a todas as exigências da partida.

No primeiro tempo, os ataques foram contundentes e executados à perfeição, com arrancadas de Vertonghen e Bale e ótima movimentação de Defoe nos lances decisivos. Apesar do fundamental gol de Dempsey, o aspecto mais positivo do Tottenham na segunda etapa foi a dedicação na defesa, que resistiu bravamente à pressão. Nos 45 minutos finais, o Manchester United completou 392 passes, contra apenas 35 de um Tottenham totalmente retraído para anular espaços. Mesmo assim, não marcou gol depois dos oito minutos do segundo tempo.

AVB ainda precisa evoluir como administrador de grupo. Prova disso é a polêmica mal dirigida com o goleiro francês Lloris, por enquanto condenado à reserva de Friedel. Contudo, está claro que, ao contrário de seu Chelsea em 2011-12, o Tottenham sabe se adaptar às condições da partida, ou pelo menos tem melhorado bastante nesse quesito. Guardadas as devidas proporções, o Villas-Boas de 2012 pode ser o Mourinho de 2004.

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sábado, 1 de setembro de 2012 Tottenham | 23:04

Não é o que parece

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Se há um time que não deve ser julgado pelo que apresentou nas rodadas iniciais da Premier League, este é o Tottenham. Como o clube esteve bastante ativo nas semanas finais do mercado de verão, o elenco mudou consideravelmente. Em relação à equipe titular que empatou por 1 a 1 com o Norwich e produziu uma das piores atuações dos Spurs nos últimos anos, é provável que haja quatro alterações importantes nas próximas partidas.

Friedel pode manter Lloris no banco, mas os outros cinco reforços (Vertonghen, Dembele, Sigurdsson, Dempsey e Adebayor) devem ser titulares

É natural que André Villas-Boas seja pressionado, mas as análises mais ponderadas precisam esperar pelo verdadeiro Tottenham de 2012-13. Este não terá mais a limitação de Sandro e Livermore, que roubam a bola e não sabem como usá-la. Talvez não tenha também a correria de Lennon, cujo QI de futebol é equivalente ao QI de basquete de Leandrinho Barbosa. Defoe, que sofre demais quando escalado como atacante único, tende a virar reserva de Adebayor.

Villas-Boas falhou na tentativa de contratar o português João Moutinho, que seria o verdadeiro substituto para Modric, e por isso não deve converter os Spurs ao 4-3-3, esquema que norteou sua carreira de treinador até agora. Este Tottenham tem vocação para o 4-2-3-1, com Parker e Dembele trabalhando a bola à frente dos defensores, Sigurdsson adiantado como ponta de lança, Bale aberto pela esquerda e Dempsey fechando a linha dos meias, aproximando-se de Adebayor.

O novo Tottenham seria mais criativo com Moutinho, mas o time tem uma virtude importante: os gols vêm de vários pés. Dempsey, Sigurdsson e Adebayor, todos têm atributos para marcar 15, 20 vezes na temporada. Pelas laterais, eles podem ser servidos por Bale, que precisa explorar as corridas à linha de fundo, e até Walker, com liberdade para avançar quando Dempsey migrar para a faixa central. Não será o melhor Tottenham de todos os tempos, mas vai evoluir bastante, caso deixem AVB trabalhar.

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terça-feira, 28 de agosto de 2012 Tottenham | 15:55

Depois de Modric

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O Tottenham sempre soube que perderia Modric e, até por isso, precisa estar preparado para viver sem ele

A venda de Luka Modric ao Real Madrid, por £33 milhões, foi concluída a quatro dias do fechamento do mercado de transferências. Até sexta-feira, o Tottenham tem de contratar um substituto para o croata, ex-craque do time. Há quem considere Gareth Bale mais espetacular, mas Modric era mais importante, o dínamo que articulava as jogadas, tomava as decisões e definia o estilo da equipe.

O novo multifuncional de José Mourinho – pode exercer os papéis de Khedira, Alonso e Özil – está longe de ser superestimado. O croata não tem números impressionantes em gols e assistências (é um equívoco compará-lo, por exemplo, a Cesc Fàbregas, que joga bem mais próximo ao gol), mas o redimensionamento dos Spurs nos últimos anos passou diretamente por ele. De qualquer maneira, o Tottenham vendeu Modric no momento certo, após segurá-lo por quatro anos, dobrar seu valor de mercado e, sobretudo, evitar uma transferência a outro clube inglês, resistindo a várias propostas.

Entretanto, um ponto da transferência é no mínimo intrigante: a “parceria” fechada entre Tottenham e Real Madrid. Se existe realmente um acordo de reciprocidade entre os clubes, por que os Spurs não envolveram Nuri Sahin (emprestado ao Liverpool na semana passada) na negociação, que se arrastava há bastante tempo? O teuto-turco, que mal jogou em Madrid, seria o substituto ideal.

Nas primeiras partidas da temporada, armado no 4-2-3-1 e ainda sem o lesionado Scott Parker, o Tottenham teve Sandro e Livermore como volantes, o que empobreceu demais a capacidade de articulação da equipe. Não há no elenco outro deep-lying playmaker (aquele que organiza o time a partir da própria intermediária). Villas-Boas conta com outros perfis de meias, alguns mais marcadores e outros mais agressivos, nenhum deles, pelo menos em tese, capaz de substituir Modric diretamente.

Encontrar um novo Modric é fundamental também para garantir que o Tottenham se mantenha perigoso pelos flancos, uma das principais virtudes da equipe nos últimos anos. Quanto mais bolas Bale receber em condição de duelar com o lateral-direito adversário, mais ele será decisivo. E, convenhamos, não será Sandro (ou Parker, ou Livermore) a fazer este trabalho de abastecimento.

Outro ponto é a limitação tática que ainda impede Villas-Boas de montar o Tottenham no 4-3-3, esquema que ele adotou em Porto e Chelsea. Não existe um meia equivalente a Modric para organizar a transição da defesa ao ataque, assim como não há um atacante lateral agressivo, nos moldes de Hulk e Sturridge. Até sexta, AVB deve tentar pelo menos dois reforços para preencher essas lacunas.

*De última hora: Duncan Castles afirma que o Tottenham chegou a um acordo com o Fulham pela contratação de Moussa Dembele. Caso se concretize, será bom reforço.

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quarta-feira, 15 de agosto de 2012 Everton, Liverpool, Newcastle, Tottenham | 10:40

Guia da temporada (parte 4)

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A penúltima parte do guia é dedicada a Everton, Newcastle, Liverpool e Tottenham:

Everton. As campanhas do Everton seguem um padrão há pelo menos três anos. O time começa mal e flerta com o rebaixamento até David Moyes conduzi-lo à metade superior da tabela com um segundo turno irretocável. Há quem elogie a reação, há quem critique o início ruim. A boa notícia para os Toffees é que Pienaar e Jelavic, contratados em janeiro deste ano e fundamentais para a recuperação em 2011-12, estão disponíveis já a partir de agosto. Jelavic, aliás, é a grande novidade em relação a outras temporadas, nas quais o centroavante sempre destoava do restante da equipe. Embora preocupem os torcedores, as vendas de Cahill e Rodwell financiam eventuais reforços e não devem afetar tanto o desempenho do conjunto. Previsão para a temporada: 8º.

Newcastle. Os observadores e diretores ainda estão trabalhando para repetir o êxito do último mercado de verão, mas o que mais importa para o Newcastle é a manutenção de tudo que deu certo na temporada passada. Se Krul, Coloccini, Cabaye, Tioté, Ben Arfa, Ba e Cissé reeditarem as atuações de 2011-12, não há o que temer. De qualquer forma, Alan Pardew sabe que a equipe precisa de novas opções pelos flancos (que podem ser Anita e Debuchy, com quem os Magpies negociam) e na defesa para ter chance de ser top five novamente. Mesmo que o time termine abaixo da quinta posição, este tem tudo para ser o ano da consolidação dos Magpies. Previsão para a temporada: 7º.

Rodgers e AVB, representantes do grupo sub-40 de treinadores

Liverpool. A desastrosa campanha na última edição da Premier League formou o novo caráter do Liverpool. O técnico Brendan Rodgers foi contratado como um projeto de longo prazo, para reproduzir em Anfield o estilo agradável e eficiente de futebol que fez tanto sucesso no Swansea. Desta vez, calejada pelas decepções da temporada passada, a diretoria liberou um orçamento menor para transferências e descartou a obrigatoriedade de um retorno imediato à Champions League. A confiança no treinador é total (não à toa, foram contratados Borini e Allen, seus jogadores favoritos), e o Liverpool vai evoluir naturalmente, mas nada é mais importante do que transmitir aos torcedores a sensação de que o clube está, enfim, no rumo certo. Previsão para a temporada: 6º.

Tottenham. Assim como no verão passado, quando contratou Adebayor e Parker e resolveu seus problemas no último dia do mercado, o Tottenham vai esperar até 31 de agosto para descobrir com quem vai disputar o campeonato. Adebayor sempre está muito perto do retorno definitivo, mas não retorna. Modric sempre está próximo de sair, mas não sai. Até que essas negociações se confirmem, André Villas-Boas não pode fechar o time. Pelo menos os reforços já contratados, Vertonghen e Sigurdsson, são ótimos. Ainda que tenha muito mais repertório do que Harry Redknapp, Villas-Boas deve sofrer para superá-lo em seu retorno à Inglaterra. Não é a mesma pressão que ele encontrou no Chelsea, mas apenas a classificação à Champions League será suficiente para agradar a seus empregadores. Previsão para a temporada: 5º.

Fantasy
Nossa liga foi reativada no Fantasy. Para quem quiser participar, o código é 482983-248915.

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terça-feira, 3 de julho de 2012 Tottenham | 22:33

O retorno de AVB

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Quanto tempo você gasta para ir de Stamford Bridge a White Hart Lane? André Villas-Boas levou quatro meses. Demitido do Chelsea em março, o treinador português foi anunciado hoje como o substituto de Harry Redknapp no Tottenham. Villas-Boas se sustenta em boa posição no mercado inglês ainda por conta do brilhante trabalho que fez no Porto, há duas temporadas, e da convicção de que enfrentou obstáculos atípicos no Chelsea. Para ter sucesso no Tottenham, AVB precisa:

Manter ou substituir Modric. Villas-Boas tentou levar Luka Modric ao Chelsea de todas as formas. O meia queria ir e, como não foi liberado, acusou o presidente Daniel Levy de quebrar um “acordo de cavalheiros”. Tudo estaria certo para AVB, que encontra Modric com um ano de atraso, se o Tottenham tivesse garantido vaga na Champions League. Fora da coqueluche do futebol europeu, porém, os Spurs não têm argumentos para segurar o croata, que está bem perto do Real Madrid.

A reposição, nesse caso, é fundamental. Encostado em Madrid, Nuri Sahin, que seria envolvido no negócio, não pretende jogar no Tottenham. Mas João Moutinho, que vem de ótima Euro, é uma alternativa bem viável. Moutinho foi peça essencial no Porto de Villas-Boas, que sempre busca três tipos de meio-campistas no time titular: o de contenção (no Porto, Fernando), o de chegada ao ataque (Fredy Guarín) e o organizador (Moutinho). No Tottenham, eles podem ser, respectivamente, Scott Parker, o quase contratado Gylfi Sigurdsson e o eventual substituto de Modric.

AVB, bem à vontade na nova casa

Resolver a questão do centroavante. Emmanuel Adebayor foi um dos principais jogadores do Tottenham em 2011-12, com 17 gols e 11 assistências na liga. A permanência do togolês, que ainda pertence ao Manchester City, não é simples, pois ele tem outros dois anos de contrato, está valorizado e certamente exige um salário alto. O ideal seria mantê-lo, mas o clube pode se ver obrigado a apostar, por exemplo, em Leandro Damião. É um risco para quem não deve errar.

Impor ao time seu estilo? Sim, mas não a qualquer custo. De Redknapp a Villas-Boas, há uma distância considerável em concepção de futebol. O inglês é simplista e costuma armar o time no 4-4-2 ortodoxo, que variou para 4-4-1-1 após a contratação de Rafael van der Vaart (que, por sinal, pode ser deslocado por AVB à ponta direita). O português é heterodoxo, adepto do 4-3-3 e gosta de tomar as rédeas das partidas, atuando com a defesa bem adiantada.

Villas-Boas pode e deve montar o novo Tottenham à sua maneira, mas não precisa fazer um choque de gestão assim que assumir a equipe. Conquistar o vestiário, fazer mudanças gradualmente e priorizar os resultados sobre o estilo no início do trabalho são lições que ele leva do fracasso no Chelsea. Ainda que a pressão seja menor em White Hart Lane, a diretoria não aceitará nada abaixo do quarto lugar. Após anos estáveis com Redknapp, o nível de exigência do Tottenham aumentou demais.

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