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Arquivo da Categoria West Ham

sábado, 11 de agosto de 2012 Stoke City, Swansea, West Bromwich, West Ham | 22:59

Guia da temporada (parte 2)

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A segunda parte do guia da temporada traz West Bromwich, Swansea, Stoke e West Ham:

Por apenas £2 milhões, o criativo Michu é ótimo reforço para o Swansea

West Bromwich. Após trabalhos seguros de Roberto Di Matteo e Roy Hodgson, que estabilizaram o clube na primeira divisão, a diretoria do WBA decidiu arriscar e oferecer uma chance a Steve Clarke, ex-assistente de Kenny Dalglish no Liverpool. Clarke costuma armar defesas fortes e tem ótimo currículo como técnico de campo, mas não sabemos o que ele pode produzir como manager. O time, porém, não deve mudar muito. A principal diferença será a competição acirrada por vagas no ataque. Antes absolutos, Odemwingie e Long já são ameaçados pelas contratações de Lukaku e Markus Rosenberg. O garçom Chris Brunt terá mais gente para servir. Previsão para a temporada: 16º.

Swansea. Assim como o Norwich, o Swansea perdeu o treinador, parcela fundamental da fórmula de sucesso da temporada passada. No entanto, os galeses têm uma vantagem importante. A filosofia do clube, a ideia de como o time deve jogar, é algo permanente, e não uma exclusividade do ex-técnico Brendan Rodgers. Por isso, a diretoria contratou o dinamarquês Michael Laudrup, outro entusiasta da posse de bola e da troca de passes. O mercado também determinou as saídas de Caulker, Sigurdsson e Joe Allen, perdas consideráveis. O espanhol Michu, que fez grande temporada pelo Rayo Vallecano, é ótima e barata reposição para o meio-campo, mas o Swansea ainda pode reinvestir parte dos £15 milhões arrecadados com a venda de Allen ao Liverpool. Previsão para a temporada: 15º.

Stoke. Antes da temporada, a impressão é de que a evolução do Stoke estagnou. A ausência crônica de um meio-campista criativo deve continuar travando a equipe, a menos que Tony Pulis faça alguma contratação de impacto até o fim de agosto. Com um repertório limitado, o time fica dependente dos lançamentos longos para Crouch. É a fórmula que deu certo nos últimos anos, mas ela tem um limite, especialmente numa temporada que tende a ser mais competitiva. Pulis sabe como não passar sustos, porém não deve ir muito além da 14ª colocação de 2011-12. Previsão para a temporada: 14º.

West Ham. O Swansea mostrou na temporada passada que o terceiro colocado da segunda divisão não é, necessariamente, o pior dos recém-promovidos. Neste ano, o West Ham pode repetir a dose. A equipe é fisicamente forte (o que dizer de um meio-campo com Diamé, Nolan e Alou Diarra?) e tem várias semelhanças com o antigo Bolton de Sam Allardyce. O poder de fogo deve melhorar em relação a 2011-12, com a contratação do atacante malinês Maiga. Não espere um West Ham encantador, mas competitivo e chato para os adversários, sobretudo em casa. Previsão para a temporada: 13º.

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quinta-feira, 2 de agosto de 2012 West Ham | 20:22

Família Allardyce

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Sam Allardyce não é um técnico conservador apenas em sua concepção de futebol. Na hora de montar um elenco, por exemplo, ele adora recorrer a velhos conhecidos. Há um ano no West Ham, Big Sam já levou ao Upton Park cinco jogadores que trabalharam com ele no Bolton, onde obteve seus melhores resultados: Kevin Nolan, Joey O’Brien e Abdoulaye Faye (que já foi embora) no ano passado; Ricardo Vaz Te em janeiro de 2012; e o goleiro Jussi Jaaskelainen neste mercado de transferências.

A intenção de Allardyce certamente é criar um ambiente familiar, cercando-se de antigos companheiros e arriscando o mínimo possível. Além da turma do Bolton, Big Sam resgatou o zagueiro James Collins, que jogou no West Ham entre 2005 e 2009 e estava no Aston Villa. O grupo ainda ganhou o versátil atacante malinês Modibo Maiga, do Sochaux, e o bom volante senegalês Mohamed Diamé, do Wigan.

O Bolton de Allardyce está de volta em forma de West Ham

A tendência é que o West Ham não passe sustos no retorno à Premier League. Apesar do acesso difícil, conquistado apenas nos play-offs, o elenco tem capacidade para frequentar até a zona intermediária da tabela, exatamente o que Allardyce garantia a um Blackburn mais pobre, antes de ser injustamente demitido pelo grupo indiano que controla o clube.

A equipe titular dos Hammers pode ser prevista com Jaaskelainen; Demel, Collins, Tomkins, Matty Taylor; Diamé, Noble, Nolan; Vaz Te, Cole, Maiga. É um time muito alto, físico e pronto para entregar o tipo de futebol que Allardyce espera, baseado em força e lançamentos longos. Vaz Te, personagem principal do acesso à Premier League, e Maiga tendem a ser importantes porque exercem papel duplo. Ao mesmo tempo em que são boas opções de velocidade, ambos também funcionam como “postes auxiliares” no ataque, pois têm quase 1,90 m.

O “poste principal” ainda é uma incógnita. Bastante limitado com os pés, Carlton Cole até cumpre bem a função, mas o West Ham está interessado em alguém mais confiável. Allardyce não mede esforços na tentativa de contratar Andy Carroll, que seria perfeito para esse time, a cereja no bolo. O centroavante do Liverpool, porém, resiste à ideia de defender os Hammers. Um argumento para contratá-lo poderia ser a presença do capitão Kevin Nolan, com quem Carroll se entendeu muito bem há duas temporadas, no Newcastle.

A defesa tem deficiências, como o perigoso James Tomkins (que, por algum motivo, defende a seleção britânica nos Jogos Olímpicos). No entanto, Diamé deve oferecer boa proteção e, de quebra, liberar Nolan para atacar e ser um dos artilheiros da equipe, como acontecia no antigo Bolton de Allardyce. Aquele Bolton, aliás, é a referência para o West Ham. A liga, mais competitiva, não permite os mesmos resultados (o Bolton foi sexto em 2004-05), mas os torcedores têm direito ao otimismo, com Big Sam tão empenhado em construir um time parecido com o que comandou entre 1999 e 2007.

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quinta-feira, 17 de maio de 2012 Blackpool, Championship, West Ham | 14:01

Próxima parada: Premier League

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Por Lucas Leite*

No próximo sábado, quando todos os olhos do mundo estarão voltados para a final da Champions League em Munique, outro duelo vai chamar a atenção dos amantes do futebol inglês. Em Wembley, palco de consagrou o Barcelona em 2011, West Ham e Blackpool lutam a partir das 11h de Brasília para retornar à Premier League uma temporada após o rebaixamento de ambos. Reading e Southampton, campeão e vice da segunda divisão, não precisaram disputar os play-offs e já estão garantidos na elite em 2012-13.

Allardyce e Holloway: choque de estilos

Apesar da vantagem histórica do Blackpool (15 triunfos em 26 jogos), os encontros da temporada regular apontam favoritismo do West Ham. Em Upton Park, o garoto Sam Baldock comandou a vitória dos Hammers por 4 a 0. No Bloomfield Road, Nick Maynard e Ricardo Vaz Te, grandes contratações de Sam Allardyce na janela de inverno, confirmaram o melhor momento do time na competição com ótimas atuações em outra goleada, desta vez por 4 a 1, com direito à presença do meia Henri Lansbury como goleiro por quase todo o segundo tempo.

Tendo o melhor de seus elencos à disposição, Allardyce e Ian Holloway utilizarão estratégias distintas. Big Sam deve manter o pragmatismo que o acompanhou por toda a temporada e se concentrar primeiro em anular o adversário para só depois explorar os cruzamentos de Matthew Taylor na criação de jogadas. Holloway, por sua vez, tem um time que busca manter o controle da posse de bola e atacar durante os 90 minutos.

Desde 1981 longe de Wembley, os Hammers apostam em um meio campo sólido e no faro de gol de Carlton Cole e Vaz Te, autores de 25 gols na temporada, para confirmar seu favoritismo. Apesar da queda brusca durante a temporada, Kevin Nolan exerce um papel fundamental na meia central, assim como Mark Noble, que assumiu muito bem a lacuna deixada pela venda de Scott Parker.

Já os Seasiders têm como ponto forte seu sistema defensivo, o mesmo que garantiu a promoção em 2010, e a velocidade de seu ataque. Jogador mais regular da temporada, Matt Gilks não lembra aquele arqueiro do rebaixamento de 2011 e, apoiado por Ian Evatt e o versátil Angel Martínez, garantiu impressionantes 14 clean sheets.

No que diz respeito à parte ofensiva, Matt Phillips e Tom Ince, até pelas excelentes atuações diante do Birmingham, se credenciam ao papel de heróis, mas Stephen Dobbie não pode ser esquecido. O escocês, que tenta o recorde de promoções seguidas (três) à Premier League via play-offs, vem sendo decisivo desde sua chegada por empréstimo ao ponto de barrar até o experiente Kevin Phillips, artilheiro dos Tangerines na temporada, com 17 gols.

Mesmo após falhar no objetivo da promoção direta, o West Ham deu mostras de seu poderio ao passar sem dificuldades pelo Cardiff e segue como favorito escancarado, mas, diante de um Blackpool acostumado a frequentar mata-matas pós-temporada (será o sétimo em 21 anos), tudo pode acontecer. Promessa de grande jogo na terra da Rainha.

*Lucas Leite escreve para o Football League Brasil

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terça-feira, 11 de outubro de 2011 West Ham | 20:45

Novela londrina

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Aí está o projeto inglês de elefante branco. Que não se concretize

A nove meses dos Jogos de Londres, a novela da cessão do Estádio Olímpico continua. A proposta do West Ham, que liderava a corrida para assumir o espaço, esbarrou em questões legais. O estádio segue sob administração pública e será alugado a um clube. A decisão é esperada para março de 2012.

Todas as partes ficaram satisfeitas. O ministro dos Esportes do Reino Unido, Hugh Robertson, afirmou que “o novo processo afasta as incertezas e permite ao governo apoiar o legado do estádio com mais confiança”. Tottenham e Leyton Orient, clube mais próximo do parque olímpico, também celebram. Até o West Ham, favorito para levar o aluguel do estádio, vê vantagens (financeiras e imediatas) no acordo remodelado. A vice-presidente do clube, Karren Brady, assegura que a proposta dos Hammers ainda é a que oferece o melhor legado esportivo e comunitário.

Legal, não? Nem tanto. Com o fiasco da cessão ao West Ham, a adaptação do espaço ao futebol será paga com dinheiro público. São £95 milhões (R$262 milhões) a mais em uma conta que já tinha os £500 milhões (R$1.3 bilhão) gastos com a construção do estádio. A desculpa é de que o aluguel anual anularia as novas despesas.

Existe ainda o impasse esportivo. Com as novas condições, a permanência da pista de atletismo no estádio é certa. O Reino Unido é candidato a sediar o Mundial da modalidade em 2017 e, obviamente, não abrirá mão dela. Ainda em fevereiro, um porta-voz do Bayern Munique alertou o West Ham para a natural preferência dos torcedores pela proximidade do campo. “Nossa média de público na Allianz Arena (sem pista) dobrou em relação ao Estádio Olímpico (com pista)”, comentou. O fato é que, com ou sem pista, a corrida contra o elefante branco continua.

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quinta-feira, 16 de junho de 2011 Mercado, Newcastle, West Ham | 15:14

Para entender Nolan, Newcastle e West Ham

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Nolan e Big Sam: amigos para sempre

Nosso capitão e artilheiro, valorizado por uma ótima temporada, resolve nos deixar para disputar a segunda divisão? Essa deve ser a pergunta da moda em Newcastle. Kevin Nolan, de 28 anos, marcou 30 gols desde 2009 e foi o jogador mais importante dos Magpies no último biênio. A mudança de Nolan para o rebaixado West Ham, já confirmada, é inicialmente um retrocesso, mas pode ser compreendida.

Primeiro, na perspectiva do jogador. Nolan é cria do Bolton. Profissionalmente, esteve no Reebok Stadium de 1999 a 2009. Por oito desses anos, trabalhou com o recém-contratado treinador do West Ham, Sam Allardyce, uma espécie de pai futebolístico para o meia ofensivo. O reencontro e a confiança de que eles podem levar os Hammers a um acesso imediato explicam muito.

O ponto de vista do Newcastle, que teria recebido só £3,5 milhões (+ £500 mil em caso de promoção do West Ham) pela saída de seu capitão, também é válido. Já prevendo a perda, o clube gastou £4,3 milhões por Yohan Cabaye, o organizador do Lille no título francês. Cabaye é três anos mais novo e perfeitamente compatível com Tioté, seu provável parceiro. Se a possível saída de Barton por má vontade da diretoria parece absurda, a de Nolan faz algum sentido, embora não agrade à primeira vista.

Apesar das 50 mil libras semanais por cinco anos, o West Ham dá ótima resposta às iminentes perdas de Hitzlsperger, sem contrato, e Parker, que deve render bom dinheiro. Os Hammers tentam reeditar o Newcastle de 2008-09. Na ocasião, Nolan foi o craque da segunda divisão e garantiu aos Magpies um pronto retorno à elite, mesma obrigação de quem pretende se mudar para o Estádio Olímpico em breve. O novo líder dos londrinos certamente vai dominar o meio-campo e marcar muitos gols.

Luka Modric x Charlie Adam
Modric é perseguido por Chelsea, Manchester United e Manchester City. O primeiro teve uma proposta de £22 milhões recusada pelo Tottenham. Por que não apostar em Adam, que pode sair do Blackpool por menos da metade desse preço? O croata, com números tímidos em gols e assistências, organiza brilhantemente um time que não lhe dá o direito de errar. O escocês arrisca tudo e participa mais do jogo pela necessidade dos Tangerines. Modric é aposta certeira. Adam ainda é incógnita.

*Inglaterra sub-21, McLeish rumo ao Aston Villa e outros assuntos serão discutidos aos poucos.

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segunda-feira, 16 de maio de 2011 Championship, Millwall, Premier League, West Ham | 13:12

Clássico londrino em Wigan

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Quem disse que Grant não é ídolo em Londres?

A um pênalti de conquistar a Europa em 2008, Avram Grant chegou ao segundo rebaixamento consecutivo. Depois de ser o menos culpado pela queda do Portsmouth na temporada passada, o técnico israelense viu seu West Ham pegar o bilhete para a segunda divisão após seis anos na elite. A derrota por 3 a 2 para o Wigan foi a síntese da campanha: destaque individual (dois gols do ótimo Demba Ba), defesa frouxa e incapacidade de manter a vantagem no placar.

A pior parte, pelo menos por enquanto, não fica por conta do provável desmanche (Green, Upson, Parker, Ba…), a imediata demissão de Grant ou seus possíveis substitutos*. Complicado, mesmo, tem sido aguentar as provocações do Millwall. Há um ano, o West Ham, na Premier League, via seu maior rival na terceira divisão. Agora, com ambos na segunda, já sabemos que eles vão se enfrentar na próxima temporada. Serão o 98º e o 99º confrontos do dérbi do leste de Londres.

Para celebrar esse momento histórico de uma das mais hostis rivalidades inglesas, não faltou criatividade aos fãs dos Lions. Enquanto os Hammers lamentavam o gol de empate do Wigan, um avião sobrevoou o DW Stadium, local do jogo, com a mensagem “Avram Grant: lenda do Millwall”. A brincadeira, que ironiza as decisões desastradas de Grant durante o ano, foi idealizada e executada por um grupo de torcedores do Millwall ligados ao site House of Fun. Olha só:

*Steve McClaren (considerado favorito), Paolo Di Canio e Gareth Southgate estão entre os nomes especulados. É, amigo…

*Por ora, a mudança do West Ham para o Estádio Olímpico está de pé

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quinta-feira, 5 de maio de 2011 Treinadores, West Ham | 18:56

Sisudo e desajeitado

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Grant certamente se esforçou muito para esboçar esse sorriso maroto

Avram Grant, do West Ham, é bom treinador. Assumiu o Chelsea pós-Mourinho em 2007, deu conta do recado, mas perdeu pelo menos três títulos de forma traumática. Caiu na FA Cup para o Barnsley e somou três vices: na Carling Cup contra o Tottenham de Juande Ramos, na Premier League e na Champions, com aquela derrota nos pênaltis para o Manchester United regada a lágrimas de Terry.

O primeiro técnico israelense na Inglaterra foi substituído por Felipão e voltou ao Portsmouth como diretor de futebol. Ocupou de novo a vaga de um treinador demitido: daquela vez, o lamentável Paul Hart. Agonizou, viu o clube perder nove pontos, afundou-se com as finanças e, ainda assim, virou ídolo no Pompey. A presença na final da FA Cup minimizou um inevitável rebaixamento.

Enfim contratado para ser treinador, Grant foi parar no West Ham. Os Hammers vinham de uma temporada muito boa e outra terrível com Gianfranco Zola. Um Grant mais moleque e irreverente decidiu que seu time tinha de ser ofensivo. Cansou-se de escalar Piquionne, amigo dele desde os tempos de Fratton Park, Carlton Cole e Obinna juntos no ataque. Parker e Upson que se virassem sem a bola.

Parker faz temporada brilhante, mas nem ele conseguiu segurar a onda. O West Ham, com a terceira pior defesa do campeonato (e a do Blackpool deveria ser hors-concours), passou o tempo inteiro entre os últimos. Os reforços de janeiro – especialmente O’Neil e Ba – e a estreia de Hitzlsperger passaram a impressão de que os londrinos escapariam de novo.

Depois de o time fazer 2 a 0 no primeiro tempo contra o Manchester United em abril, tudo voltou ao normal. Os Red Devils viraram o jogo: 4 a 2 no Boleyn Ground. O West Ham acumula cinco derrotas seguidas, retornou à lanterna e joga a vida contra Blackburn (casa), Wigan (fora) e Sunderland (casa). Não é absurdo imaginar até os Hammers vencendo os três jogos, mas Grant vive um calvário.

Quase sempre sisudo, ele não manifestava felicidade nem quando tinha o elenco do Chelsea para trabalhar. É o que nos conta Chris Cohen:

E ainda teve isto aí no domingo passado, contra o Manchester City:

Pelo menos, ele sorriu. O último vídeo é uma captura do Francisco De Laurentiis.

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sexta-feira, 8 de abril de 2011 Chelsea, Curiosidades, West Ham | 17:39

Chelsea e Katy Perry dividem comercial

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Katy Perry x Lampard: West Ham em vantagem

A campanha Adidas is all inhavia associado a confiante marca a garotos-propaganda como Messi, Beckham e Derrick Rose. Agora, a Adidas escolhe o Chelsea para continuar sua série de comerciais. Quem mais aparece é Frank Lampard, em temporada bem abaixo da média dele. Nesse caso, o timing dos alemães não foi dos melhores.

Outro detalhe curioso é a presença da cantora Katy Perry num comercial ligado ao Chelsea. Ela é casada com o faz-tudo inglês Russell Brand, torcedor fanático do West Ham, rival citadino dos Blues. Em 2009, Brand foi, digamos assim, homenageado pela esposa, que vestiu o traje favorito do marido durante premiação da MTV Europa. Katy também já acompanhou Russell ao Boleyn Ground para assistir aos Hammers.

Atualização às 18h34, com contribuição do Leonardo Bertozzi: Ainda sobre o Chelsea, Chris Cohen (lembra-se dele?) não consegue imaginar Fernando Torres marcando um gol pelos Blues. Cohen acredita, por exemplo, que é mais fácil ele acordar ao lado de Megan Fox. Já são nove jogos sem comemorar. Nesse ritmo, o espanhol vai superar Crouch, que precisou de 20 partidas para marcar pela primeira vez com a camisa do Liverpool.

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sábado, 5 de março de 2011 Blackburn, Curiosidades, História, Liverpool, Man Utd, West Ham | 17:19

No mesmo dia, Dalglish perdeu em Anfield e superou o United

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No histórico 14 de maio de 1995, o Blackburn de Dalglish e o Liverpool conciliaram seus interesses

A última rodada da Premier League em 1994-95 foi memorável. O (nem tão) surpreendente Blackburn, treinado por Kenny Dalglish, liderava com dois pontos de vantagem sobre o Manchester United, que vinha de dois títulos consecutivos. Os Rovers visitaram o Liverpool, clube em que Dalglish se consagrara. O United foi até a casa do West Ham, que não tinha mais o que fazer na temporada. Além da vitória em Londres, os Red Devils precisavam que o Blackburn perdesse pontos em Anfield.

Se na temporada passada os Reds não se esforçaram para derrotar o Chelsea, que também disputava o título com o Manchester United, em 1994-95 o conjunto treinado por Roy Evans ignorou a rivalidade com os mancunianos e batalhou pelo resultado.

Garantido na Copa da UEFA via Copa da Liga, o Liverpool buscava a vitória apenas para terminar bem colocado e consolidar seu time promissor, de Fowler, Redknapp e McManaman. Um dos maiores jogadores da história do clube, o left winger John Barnes, que teve participação fundamental naquela partida, afirmou que os Reds tinham “o compromisso de abordar o confronto de forma profissional, ainda que ninguém ali quisesse ver o United campeão”.

Aquele Blackburn era ótimo por ter as pessoas certas com o poder de investimento suficiente. Por exemplo, a dupla de ataque, formada por Shearer e Sutton, fez 49 gols na liga. Shearer, aliás, foi quem marcou primeiro em Anfield. Mesmo assim, o Liverpool teve força para virar o jogo com Barnes e Jamie Redknapp e ajudar o Manchester United. Mas o United não se ajudou. O goleiro tcheco Ludek Miklosko, do West Ham, foi espetacular e limitou o time de Ferguson a um empate por 1 a 1. O Blackburn comemorou seu terceiro título inglês em 14 de maio de 1995, o dia em que ninguém chorou em Anfield.

Assista ao review dessa sensacional rodada. Repare no momento em que o banco do Blackburn, que tinha acabado de sofrer o gol de Jamie Redknapp (filho de Harry Redknapp, então técnico do West Ham), é avisado do resultado final em Londres:

Faz tempo
A rivalidade entre os escoceses Dalglish e Ferguson é antiga. No início dos anos 70, Kenny jogava no Celtic e costumava marcar contra o Falkirk, do atacante Alex Ferguson. O clássico resistiu ao tempo. Quando Ferguson treinava o Aberdeen, o meia-atacante Dalglish, já no Liverpool, o atormentou pela Copa Europeia. Os dois ainda se enfrentaram em confrontos do Manchester United contra Liverpool, Blackburn e Newcastle. No retorno de Dalglish aos Reds, há dois meses, o United venceu por 1 a 0 na FA Cup. Amanhã, depois de muito tempo, eles medem forças em Anfield: rivalidade, história e respeito mútuo nos bancos.

Scott Parker é o cara

O melhor de fevereiro já impressiona em março
O meia central Scott Parker, do West Ham, foi eleito o Jogador do Mês de fevereiro na Premier League. Hoje, na vitória dos Hammers por 3 a 0 sobre o Stoke, ele voltou a jogar demais. Após defender Charlton, Chelsea e Newcastle, Parker vive o melhor momento na carreira e na temporada. O West Ham marcou dez pontos nos últimos cinco jogos e, finalmente, deixou a zona de rebaixamento. Um pouco por Demba Ba, Avram Grant e o retorno de Hitzlsperger. Muito por Parker, certamente o jogador mais importante para um time em toda a liga.

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segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011 Curiosidades, Entrevistas, West Ham | 17:48

A nobre caminhada de Jonjo

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Jonjo, ao lado do atacante Freddie Sears, nas bancadas do Boleyn Groud. Reprodução

Na próxima sexta-feira, o garoto londrino Jonjo Heuerman, de nove anos, começa uma das mais legais iniciativas relacionadas ao futebol inglês nos últimos anos. Jonjo vai caminhar 37 quilômetros, da estátua de Bobby Moore, em Wembley, até o centro do Boleyn Ground, estádio do West Ham. O estudante pretende arrecadar no percurso pelo menos dez mil libras ao Fundo Bobby Moore para Pesquisa sobre o Câncer no Reino Unido.

A caminhada vai durar três dias. A chegada de Jonjo ao Boleyn Ground está prevista para pouco antes do confronto contra o Liverpool, no domingo, pela Premier League. A motivação dele é também pessoal. Bobby Moore, um dos maiores defensores ingleses em todos os tempos, capitaneou a seleção no título mundial de 1966 e construiu uma história de 16 anos (entre 1958 e 1974) no West Ham, time do garoto. Em 1993, Moore faleceu de câncer no intestino aos 51 anos.

Essa também foi a causa da morte de Lynda, avó de Jonjo, em fevereiro de 2009. Lynda, que tinha 60 anos, costumava cuidar do menino e da irmã. Aliás, esta já arrecadou nove mil libras para um hospital local em memória da avó, que trabalhava como gerente de enfermagem e, de acordo com Jonjo, amava as crianças. Agora, o pequeno hammer pretende fazer algo semelhante para Moore e Lynda.

O componente futebolístico me fez entrar em contato com Jonjo por e-mail. A mãe dele, Donna, foi muito simpática e mediou a entrevista:

Blog: Quem teve a ideia da caminhada?

Jonjo: A ideia foi minha. Além de gostar de futebol, do West Ham, da seleção inglesa e de Bobby Moore, eu queria fazer algo legal em memória da minha avó.

Blog: Mesmo não tendo acompanhado a carreira de Bobby Moore na época em que o defensor jogou, ele claramente é um ídolo para você. Quão importante é dedicar essa caminhada a ele e à sua avó?

A estátua de Moore, em Wembley, será o ponto de partida de Jonjo

Jonjo: Importante demais! Bobby é meu herói. Tenho várias fotos dele no meu quarto. Minha avó também representa muito para mim. Com o dinheiro que arrecadar para o Fundo Bobby Moore, quero ajudar muitas pessoas.

Blog: Mais do que arrecadar dinheiro, como você acha que a caminhada pode ajudar no combate ao câncer?

Jonjo: Eu mantenho a esperança de que encontrem a cura e possam salvar pessoas que têm o mesmo problema da minha avó.

Blog: Você sempre vai aos jogos no Boleyn Ground?

Jonjo: Eu tenho o pacote da temporada e vou a todos os jogos em casa do West Ham. Aliás, os jogadores me ajudaram nessa iniciativa, especialmente o Jack Collison (meia galês dos Hammers). O senhor Gold (David Gold, um dos proprietários do clube) também me ajudou muito. Inclusive, vou ao treino de quarta-feira.

Blog: Recentemente, a proposta do West Ham para ficar com o Estádio Olímpico de Londres foi aprovada. Você quer que o clube permaneça no Boleyn Ground? Sua caminhada tem relação também com esse aspecto?

Jonjo: Quero o novo estádio. Vou passar por lá durante a caminhada e pretendo colocar a bandeira do West Ham no muro do Estádio Olímpico.

Boa sorte, Jonjo!

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