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Arquivo da Categoria Wolves

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012 Blackburn, Bolton, QPR, Wigan, Wolves | 13:53

Os desesperados

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Steve Kean resume sua temporada

A classificação da Premier League é muito clara. A menos que um time como Aston Villa ou West Bromwich caia vertiginosamente pela tabela, a luta contra o rebaixamento está restrita a cinco clubes:

Os emergentes do Loftus Road. O Queens Park Rangers tem dinheiro, um bom técnico (sim, Mark Hughes é bom) e agora tem até um ataque decente, com Zamora e o precoce Djibril Cissé, que marcou na estreia e foi expulso no segundo jogo. Os outros setores, porém, não são consistentes. A defesa ganhou Onuoha e Taiwo em janeiro, mas ainda agoniza. Sem o argentino Faurlín até o fim da temporada, Hughes tem de quebrar a cabeça para acertar o meio-campo. Mesmo assim, as eventuais boas atuações de Barton, Wright-Phillips e dos atacantes devem salvar os Hoops.

Os hindus do Ewood Park. É incrível que o Blackburn esteja fora da zona de rebaixamento. Proprietários (indianos) trapalhões e omissos, torcedores pedindo a cabeça do técnico e contratações pífias compõem a mistura dos Rovers em 2011-12. Os destaques individuais, ao menos, decidem alguns jogos. E não são apenas Yakubu, o homem dos gols, e Hoilett, o garoto da correria. O volante N’Zonzi e a dupla titular de zagueiros (Dann e, quando disposto, Samba) são boas compensações à bagunça que ainda deve derrubar o time.

Os impacientes do Molineux. Mick McCarthy pode ser medíocre, mas salvar time do rebaixamento, ele sabe. Foi assim com os Wolves nas últimas duas temporadas, aliás. Por isso, a recente demissão de MM é um flerte promissor com a segunda divisão. Para escapar, o ainda desconhecido substituto (pode ser Steve Bruce, que atrasou a vida do Sunderland) precisa arrumar uma defesa que, mesmo sob a liderança de Roger Johnson, sofreu 12 gols nos últimos quatro jogos e tirar o melhor de Steven Fletcher, o artilheiro e grande jogador da equipe na temporada. Não será fácil.

Os periclitantes do Reebok Stadium. Em sequência, o Bolton venceu o Liverpool, eliminou o Swansea da FA Cup with Budweiser (é o nome oficial do torneio mesmo) e empatou com o Arsenal. E aí? Quando parecia estar em evolução, o time, já sem Gary Cahill, cometeu novamente os erros do primeiro turno. Perder para o Norwich no Carrow Road era normal, mas para o lanterna Wigan, em casa, foi inaceitável. O Reebok Stadium, onde a turma de Owen Coyle perdeu nove de 13 jogos, já não representa mais nada. Ataque apático (N’Gog titular, para a alegria do amigo Frederico Maranhão) e defesa à Chelsea podem rebaixar um clube que prometia, porém não cumpriu.

Os impopulares do DW Stadium. Quase sem público, time e esperança, o Wigan não deve mais desafiar a lógica. Há sete anos na elite, os Latics nunca haviam disputado a Premier League com um elenco tão inexpressivo quanto este. Ainda aparecem vitórias improváveis, mas com menos frequência. Desta vez, não há Lee Cattermole, Jimmy Bullard, Wilson Palacios, Antonio Valencia ou até Emile Heskey para assumir a responsabilidade. Mesmo que Roberto Martínez incentive a equipe a passar a bola, a impressão que fica é de que o Wigan sempre está um nível abaixo dos demais.

Stuart Pearce convocou a primeira seleção inglesa pós-Capello. Veja aqui.

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segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012 Wolves | 15:13

Passo em falso

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McCarthy não merecia ser demitido no meio da temporada

O comunicado em que o Wolverhampton anuncia a demissão do treinador Mick McCarthy está repleto de constrangimento. Após quase seis anos, uma promoção e três temporadas na elite, o treinador irlandês, que já era pressionado há bastante tempo, não resistiu à goleada por 5 a 1 sofrida em casa para o West Brom, um de seus rivais regionais. Os Wolves agora estão na 18ª posição da Premier League, com os mesmos 21 pontos de QPR e Blackburn, os primeiros fora da zona de rebaixamento.

A diretoria usou um expediente cada vez mais comum na Inglaterra: a interrupção de um bom trabalho para “causar impacto” depois de uma sequência ruim. O Wolverhampton conquistou 14 dos últimos 66 pontos disputados na Premier League. O próprio West Brom, que afundou o irlandês, havia trocado Roberto Di Matteo por Roy Hodgson em 2010-11. McCarthy lidera as apostas para substituir Simon Grayson no Leeds, que também dispensou um ótimo manager.

McCarthy é um mestre na luta contra o rebaixamento. É daqueles técnicos extremamente pragmáticos, que preservam o time inteiro contra um candidato ao título para chegar com força total a um confronto direto na rodada seguinte. Além disso, tinha o elenco sob controle, a ponto de trocar os populares Jarvis e Hammill por Guedioura e Milijas, ser vaiado por um furioso Molineux e ainda buscar um improvável empate contra o Swansea, na nona rodada.

Por outro lado, a temporada é, de fato, decepcionante. Os sete pontos conquistados nos três primeiros jogos criaram uma sensação de que os Wolves escapariam do rebaixamento com certa tranquilidade. Talvez não fosse para tudo aquilo, mas a chegada do ótimo zagueiro Roger Johnson, que virou capitão imediatamente, o retorno definitivo de Jamie O’Hara e a evolução de Steven Fletcher, autor de dez gols na Premier League, eram claros sinais de que a equipe havia melhorado. Ou de que deveria melhorar.

É natural que a diretoria esteja desapontada, ainda mais observando Swansea e Norwich, que subiram de patamar bem antes do que se esperava, ou até o West Brom, que aos poucos abandona o estigma de time-ioiô (sobe e desce). Ainda assim, o momento não era propício para demitir McCarthy, de bela história no clube, e afastá-lo do que ele faz melhor: fugir do rebaixamento. Para buscar novas ideias e criar seu próprio Brendan Rodgers (técnico do Swansea), era o caso de esperar o fim da temporada.

Seleção da rodada
Joe Hart (Man City); Phil Neville (Everton), Jonas Olsson (WBA), Joleon Lescott (Man City), Benoit Assou-Ekotto (Tottenham); Steven N’Zonzi (Blackburn), Paul Scholes (Man Utd), Landon Donovan (Everton); Peter Odemwingie (WBA), Emmanuel Adebayor (Tottenham), Wayne Rooney (Man Utd)

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domingo, 21 de agosto de 2011 Wolves | 18:52

Lobos bons

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Além de fazer a alegria no Molineux, Jarvis é um nome sólido para o seu time no Fantasy

Dois jogos, duas vitórias, quatro gols marcados, um sofrido. Esses são os números do Wolverhampton, co-líder da Premier League. Os seis pontos certamente não iludem o consciente técnico Mick McCarthy, que, mais do que qualquer um, sabe que o objetivo é a permanência na elite. No entanto, a posição favorável não surpreende pelo trabalho feito no Molineux e os adversários das primeiras rodadas.

Os Wolves contrataram três jogadores no mercado de verão: Roger Johnson, Jamie O’Hara (que estava lá por empréstimo) e Dorus de Vries. Johnson, que já virou capitão, era a principal figura da sólida defesa de dois anos atrás do rival Birmingham. O’Hara foi um dos responsáveis pela melhora do time no segundo turno de 2010-11. De Vries, ex-goleiro do Swansea, é bom concorrente para o ainda jovem Wayne Hennessey.

Os dois reforços de linha foram cirúrgicos. Com Johnson (28 anos, nível de seleção) lá atrás, a tendência é que a equipe derrube a marca de 66 gols sofridos da temporada passada. O’Hara faz parceria interessante com Karl Henry, que sai menos do que o ex-jogador do Tottenham. Associadas à boa fase do atacante Steven Fletcher, as novas caras dão confiança a McCarthy para jogar com dois homens de frente, o que ele evitava há algum tempo.

Hoje, a vitória por 2 a 0 sobre o Fulham foi bem tranquila. O clima do Molineux e a pressão dos lobos não deram chances à cansada equipe de Martin Jol, que sacrificou a pré-temporada por conta da Liga Europa. Todas as duplas dos Wolves foram bem: Berra-Johnson na zaga, Stearman-Ward nas laterais, O’Hara-Henry na meia, Hunt-Jarvis (com os pés trocados) nas pontas e Doyle-Fletcher no ataque.

Se mantiver o 4-4-2 clássico na maior parte dos jogos, McCarthy ajuda demais as suas duas estrelas, justamente os autores dos gols contra o Fulham. Kevin Doyle finaliza bem e deve ser mais efetivo com um parceiro, enquanto Matt Jarvis ganha outra opção para assistir da ponta esquerda.

Com intensidade e consciência do que pode fazer, o Wolverhampton deve escapar da queda outra vez. É a antítese do adversário da estreia, o Blackburn (derrotado por 2 a 1), que parece se esforçar para cair. Os Wolves, ao contrário, têm os pés no chão e sabem que os pontos podem vir de qualquer lugar – venceram United, City, Chelsea e Liverpool em 2010-11. No Molineux é trabalho, meu filho.

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terça-feira, 22 de março de 2011 Brasileiros, Entrevistas, Jogadores, Wolves | 17:58

Entrevista: Adriano Basso, do Wolverhampton

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Em 2007, Basso ganhou até prêmio regional da BBC: o jogador que mais se destacou no oeste da Inglaterra

No tumultuado mercado de inverno inglês, um brasileiro realizou um sonho à sombra das caras transferências de Torres, Carroll, Dzeko, Suárez e David Luiz. Há sete temporadas na Inglaterra, o goleiro Adriano Basso, de 35 anos, chegou discretamente à Premier League pela porta do Wolverhampton, atual 18º colocado.

A trajetória de Adriano chama muito a atenção. Paulista de Jundiaí, o goleiro atuou na Ponte Preta e no Atlético Paranaense. Em 2003, foi à Inglaterra para se casar. A noiva, Alessandra, fazia intercâmbio no país. O plano não era ficar, mas uma surpreendente chance no Arsenal, onde treinou por três meses, mudou tudo.

Depois, foram seis anos em divisões inferiores. Basso passou pelo pequenino Woking, foi ídolo no Bristol City e eleito o melhor jogador do clube em 2007-08.  Nos Wolves, o brasileiro ainda busca seu espaço. Hennessey e Hahnemann, no Molineux há mais tempo, são as primeiras opções.

Em entrevista ao blog, o goleiro fala das dificuldades iniciais, os ótimos anos em Bristol, o segredo dos Wolves para vencer os grandes e diferenças entre o futebol brasileiro e o inglês. Leia mais »

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