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segunda-feira, 13 de agosto de 2012 Aston Villa, Fulham, QPR, Sunderland | 14:46

Guia da temporada (parte 3)

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Aston Villa, Queens Park Rangers, Fulham e Sunderland estão na terceira parte do nosso guia:

Aston Villa. A temporada passada do Villa foi uma tragédia. A contratação de Alex McLeish resultou em futebol agonizante e revolta dos torcedores, que não assimilaram a presença de um ex-treinador do Birmingham. É por isso que o novo técnico, Paul Lambert, está em situação confortável. Para superar McLeish, basta a Lambert fazer o time jogar algo parecido com futebol e eliminar rapidamente a possibilidade de rebaixamento. Com um mercado tímido, de contratações baratas, o Aston Villa acredita na evolução de bons jogadores da base, como Clark, Albrighton, Bannan e Weimann, para fazer campanha decente. Previsão para a temporada: 12º.

QPR. O elenco dos Hoops inegavelmente melhorou para a próxima temporada. Você pode questionar a aposta em jogadores experientes (Rob Green, Ryan Nelsen, Park Ji-Sung e Andy Johnson), mas é difícil acreditar em rebaixamento, com todos os setores do grupo bem reforçados. O QPR garantiu ainda duas excelentes capturas de jogadores jovens: o empréstimo de Fábio da Silva, que vai bem nas duas laterais, e a contratação definitiva de Junior Hoilett, um oásis no Blackburn em 2011-12. Além de colocar essa turma em campo, Mark Hughes precisa controlar os ânimos do vestiário, que tem os fios desencapados Barton e Taarabt. Previsão para a temporada: 11º.

Recém-convocado à seleção turca, Kerim Frei é o futuro do Fulham

Fulham. Demorou, mas o processo de renovação enfim chegou a Craven Cottage. Para conduzi-lo, Martin Jol tem uma ótima safra de jovens que podem ganhar mais minutos em 2012-13, com destaque para o suíço Kasami, o sueco Kacaniklic e o turco Kerim Frei, este particularmente promissor. Ainda assim, o clube tem de prestar atenção a outros pontos do elenco. Se não mantiver Dempsey, seu melhor jogador, o Fulham não pode perder Dembele, que se tornou fundamental quando adaptado à função de meia central. O ataque também requer cuidados, pois os reforços Petric e Rodallega e o garoto italiano Marcello Trotta são as únicas opções para o setor, admitindo que Dempsey não deve ficar. Finalmente, o meia Bryan Ruíz, contratado a peso de ouro há um ano, precisa acordar. Previsão para a temporada: 10º.

Sunderland. Não obstante a queda de rendimento na reta final da temporada passada, o técnico Martin O’Neill deve fazer apenas uma extravagância no mercado, para garantir que não lhe falte um bom centroavante. E ele tem ótimos argumentos para convencer um atacante a jogar no Sunderland. Afinal, o meio-campo dos Black Cats tem a intensidade de Cattermole e Gardner, a velocidade de McClean, os lançamentos precisos de Larsson e a criatividade de Sessegnon, elementos que facilitam a vida de um goleador. Apesar do desempenho pobre nos amistosos, O’Neill pode aproveitar bem sua primeira pré-temporada completa no clube e fazer ano consistente. Previsão para a temporada: 9º.

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sábado, 11 de agosto de 2012 Stoke City, Swansea, West Bromwich, West Ham | 22:59

Guia da temporada (parte 2)

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A segunda parte do guia da temporada traz West Bromwich, Swansea, Stoke e West Ham:

Por apenas £2 milhões, o criativo Michu é ótimo reforço para o Swansea

West Bromwich. Após trabalhos seguros de Roberto Di Matteo e Roy Hodgson, que estabilizaram o clube na primeira divisão, a diretoria do WBA decidiu arriscar e oferecer uma chance a Steve Clarke, ex-assistente de Kenny Dalglish no Liverpool. Clarke costuma armar defesas fortes e tem ótimo currículo como técnico de campo, mas não sabemos o que ele pode produzir como manager. O time, porém, não deve mudar muito. A principal diferença será a competição acirrada por vagas no ataque. Antes absolutos, Odemwingie e Long já são ameaçados pelas contratações de Lukaku e Markus Rosenberg. O garçom Chris Brunt terá mais gente para servir. Previsão para a temporada: 16º.

Swansea. Assim como o Norwich, o Swansea perdeu o treinador, parcela fundamental da fórmula de sucesso da temporada passada. No entanto, os galeses têm uma vantagem importante. A filosofia do clube, a ideia de como o time deve jogar, é algo permanente, e não uma exclusividade do ex-técnico Brendan Rodgers. Por isso, a diretoria contratou o dinamarquês Michael Laudrup, outro entusiasta da posse de bola e da troca de passes. O mercado também determinou as saídas de Caulker, Sigurdsson e Joe Allen, perdas consideráveis. O espanhol Michu, que fez grande temporada pelo Rayo Vallecano, é ótima e barata reposição para o meio-campo, mas o Swansea ainda pode reinvestir parte dos £15 milhões arrecadados com a venda de Allen ao Liverpool. Previsão para a temporada: 15º.

Stoke. Antes da temporada, a impressão é de que a evolução do Stoke estagnou. A ausência crônica de um meio-campista criativo deve continuar travando a equipe, a menos que Tony Pulis faça alguma contratação de impacto até o fim de agosto. Com um repertório limitado, o time fica dependente dos lançamentos longos para Crouch. É a fórmula que deu certo nos últimos anos, mas ela tem um limite, especialmente numa temporada que tende a ser mais competitiva. Pulis sabe como não passar sustos, porém não deve ir muito além da 14ª colocação de 2011-12. Previsão para a temporada: 14º.

West Ham. O Swansea mostrou na temporada passada que o terceiro colocado da segunda divisão não é, necessariamente, o pior dos recém-promovidos. Neste ano, o West Ham pode repetir a dose. A equipe é fisicamente forte (o que dizer de um meio-campo com Diamé, Nolan e Alou Diarra?) e tem várias semelhanças com o antigo Bolton de Sam Allardyce. O poder de fogo deve melhorar em relação a 2011-12, com a contratação do atacante malinês Maiga. Não espere um West Ham encantador, mas competitivo e chato para os adversários, sobretudo em casa. Previsão para a temporada: 13º.

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sexta-feira, 10 de agosto de 2012 Norwich, Reading, Southampton, Wigan | 15:40

Guia da temporada (parte 1)

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Roberto Martínez: pronto para mais um milagre?

Faltam apenas oito dias para o início da Premier League 2012-13, razão pela qual a coluna publica a primeira parte do guia da temporada. As previsões não são científicas, mas baseadas em impressões. Começamos com Norwich, Wigan, Reading e Southampton:

Norwich. Chris Hughton, novo treinador dos Canaries, pretende provar que o clube pode sobreviver sem Paul Lambert, responsável por tirar o Norwich da terceira divisão e levá-lo até a 12ª posição da primeira. Lambert montou quase todo o elenco e conhece profundamente suas limitações e virtudes. Hughton tem o compromisso de alterar o mínimo possível em relação à temporada passada, manter o artilheiro Holt satisfeito e fazer o time evoluir gradativamente. Seu principal reforço é Snodgrass, ex-meia do Leeds United. Snod, que era ídolo em Elland Road, pode aproveitar o entrosamento de longa data com Howson, seu companheiro durante quase quatro anos em Leeds. Previsão para a temporada: 20º.

Wigan. Os Latics assombraram a Inglaterra com uma sequência de ótimos resultados e atuações na reta final da temporada passada, porém o cenário não é exatamente animador. O Wigan ainda não perdeu titulares no mercado, mas Diamé e Rodallega, contratados por West Ham e Fulham, eram nomes relevantes no grupo. Moses, jogador mais valioso do elenco, também pode sair. A boa notícia é a permanência de Roberto Martínez, que flertava com Liverpool e Tottenham há algumas semanas. No entanto, a quarta temporada do técnico espanhol no DW Stadium deve ser a mais difícil. Embora não seja prudente apostar contra o Wigan, a equipe terá de trabalhar muito para não sucumbir à maior competitividade de 2012-13. Previsão para a temporada: 19º.

Reading. O campeão da segunda divisão adotou um modelo sagaz de contratações, gastando pouco nas transferências e muito nos salários. Guthrie e Pogrebnyak são os principais reforços, mas é preciso destacar também o fortalecimento da defesa. Shorey (que retorna ao Reading), Mariappa e Gunter (nomes confiáveis na Championship que merecem a chance na Premier League) oferecem segurança e profundidade. De qualquer maneira, para escapar do rebaixamento, o Reading depende demais da consistência do trabalho de Brian McDermott, que soube administrar o elenco mesmo nos momentos em que o clube arrecadava bem mais em vendas do que investia em compras. O time, porém, tem enfrentado muitos problemas nos amistosos. Previsão para a temporada: 18º.

Southampton. O desempenho dos Saints beirou a perfeição no último biênio, com dois acessos diretos consecutivos. A administração segura do proprietário Nicola Cortese e o trabalho irretocável do técnico Nigel Adkins dão confiança para enfrentar a Premier League, assim como fez o Norwich na temporada passada. A grande expectativa fica em torno do desempenho de nomes como Adam Lallana, Rickie Lambert e o brasileiro Guly do Prado, que foram dominantes em divisões inferiores e agora precisam competir em outro nível. Eles têm o apoio de Steven Davis e Jay Rodriguez, dois ótimos reforços. Previsão para a temporada: 17º.

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quarta-feira, 8 de agosto de 2012 Sunderland | 14:25

Os centroavantes de Martin O’Neill

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O técnico do Sunderland, Martin O’Neill, é amplamente respeitado na Inglaterra há bastante tempo pela consistência de seus trabalhos. No entanto, as equipes comandadas por ele têm deficiências bem peculiares. Por algum motivo, o treinador costuma sofrer muito em março (mês de seu aniversário), quando seus times caem de rendimento e raramente vencem. Além disso, sempre falta um atacante confiável, alguém que ofereça ao menos um gol a cada dois jogos.

É verdade que O’Neill treinou Henrik Larsson durante sua passagem pelo escocês Celtic, mas na Inglaterra a história é bem diferente. Seu primeiro grande trabalho, no Leicester City, teve um ainda jovem Emile Heskey (ele mesmo) como principal opção de ataque. No início da carreira, Heskey disfarçava melhor suas limitações através de movimentação e vigor físico, porém obviamente não era um goleador. Antes de deixar o clube, O’Neill o vendeu ao Liverpool por impressionantes £11 milhões.

Emile Heskey, uma lenda do Leicester

Com dois títulos da League Cup pelo Leicester, O’Neill abandonou a Inglaterra em 2000 para treinar o Celtic. Ele retornaria em 2006, no Aston Villa. O norte-irlandês tirou o clube do buraco com uma defesa firme e uma das melhores linhas de meio-campo da Premier League. O Villa sobreviveu até à venda de Barry ao Manchester City, quando passou a ter Downing à direita, Milner e Petrov (com quem O’Neill trabalhou no Celtic) no centro e Ashley Young à esquerda.

Entretanto, as fragilidades ofensivas estavam lá. Agbonlahor corria bastante, mas quem marcava os gols? Embora até tenha sido o artilheiro da equipe em três temporadas, John Carew destoava do time. Talvez por isso, em janeiro de 2009, O’Neill decidiu retomar a parceria com Heskey após dez anos. Foi um desastre. Em 110 jogos no Villa Park, Emile marcou 14 gols. Ironicamente, no mercado seguinte ao pedido de demissão do técnico, a diretoria enfim contratou Darren Bent, que teria sido a cereja no bolo de O’Neill.

Até janeiro de 2011, Bent era fundamental no Sunderland, exatamente o time que O’Neill assumiu em dezembro do ano passado. Na temporada anterior, o elenco ainda tinha Gyan e Welbeck, mas todo mundo foi embora. Bendtner e os garotos Wickham e Ji Dong-Won eram os atacantes à disposição do treinador, que em algumas partidas chegou a improvisar como centroavante o nanico Sessegnon, seu jogador mais habilidoso.

Steven Fletcher, a solução para Martin O'Neill

Como o empréstimo de Bendtner terminou, a urgência por um atacante no Sunderland é enorme. O’Neill corre atrás de Steven Fletcher, por quem teria oferecido £12 milhões ao rebaixado Wolverhampton. Fletcher é ótimo finalizador, mas não vale todo esse dinheiro em condições normais. Para o possível investimento dar certo especificamente no caso do Sunderland, o desafio é tirar o máximo dos criativos McClean, Seb Larsson e Sessegnon, que podem fazer o escocês funcionar e finalmente libertar O’Neill dessa maldição.

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segunda-feira, 6 de agosto de 2012 Team GB | 15:33

Até mais, GB*

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A campanha invicta da Grã-Bretanha no futebol olímpico foi bastante parecida com a da Inglaterra na Euro: primeiro lugar no grupo, alguma evolução durante o torneio e, para não perder o hábito, derrota nos pênaltis. É difícil falar em fracasso após tantos obstáculos enfrentados na formação do elenco, mas há certa frustração por não subir ao pódio e ainda mais pela eliminação diante da Coreia do Sul, cujos atacantes são Ji Dong-Won, reserva no Sunderland, e Park Chu-Young, figurante no Arsenal.

Embora tenha feito bons ajustes durante a competição, Stuart Pearce não melhorou sua imagem como técnico. A insistência em improvisar o lateral-esquerdo Neil Taylor na direita, apesar de contar com Micah Richards, e a incapacidade de montar um time que realmente controlasse jogos, mesmo tendo ótimas opções no meio-campo, inibem qualquer clube da Premier League de contratá-lo.

Allen mostrou que está pronto para subir um degrau

Não obstante a eliminação precoce, há vencedores no time britânico. Ainda que pudesse ter feito mais contra a Coreia do Sul, Jack Butland consolidou-se como o melhor goleiro britânico sub-23, ganhando a disputa pela posição com Jason Steele. Antes do salto à Premier League, o desafio do garoto de 19 anos é atuar regularmente no Birmingham, que na temporada passada o emprestou ao Cheltenham Town, da quarta divisão.

Os meias centrais também aproveitaram a chance de disputar um torneio de seleções. Escalado entre as linhas de defesa e meio-campo, o mirrado galês Joe Allen foi bem consistente na organização do time e até roubando bolas, o que pode tirá-lo mesmo do Swansea na próxima temporada. Tom Cleverley fez boa competição e, caso supere as lesões, deve ganhar terreno na corrida para suceder Paul Scholes no Manchester United. Allen e Cleverley deixaram Aaron Ramsey (no primeiro jogo) e Ryan Giggs (nos dois últimos) no banco.

Por outro lado, os Jogos Olímpicos também expuseram (não que seja novidade) como vários ingleses que estiveram em Londres jamais devem ser promovidos à seleção principal. O zagueiro James Tomkins é bastante inseguro, o volante Jack Cork está um nível abaixo dos outros, e o atacante Marvin Sordell é o símbolo de como a Inglaterra precisa melhorar sua produção de centroavantes.

No feminino, decepção e legado
As mulheres do Team GB foram mal nas quartas de final, quando perderam para as canadenses por 2 a 0. A eliminação do bom time de Hope Powell é dolorosa especialmente pela sensação de que uma medalha era até provável. No entanto, a participação deixa um legado importante: a vitória por 1 a 0 sobre o Brasil na primeira fase, para mais de 70 mil pessoas em Wembley. O resultado repercutiu de maneira muito positiva e pode, como sugere o slogan das Olimpíadas, inspirar uma geração.

*Depois dos Jogos, o Team GB se desintegra no futebol. As quatro seleções britânicas seguem separadamente.

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quinta-feira, 2 de agosto de 2012 West Ham | 20:22

Família Allardyce

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Sam Allardyce não é um técnico conservador apenas em sua concepção de futebol. Na hora de montar um elenco, por exemplo, ele adora recorrer a velhos conhecidos. Há um ano no West Ham, Big Sam já levou ao Upton Park cinco jogadores que trabalharam com ele no Bolton, onde obteve seus melhores resultados: Kevin Nolan, Joey O’Brien e Abdoulaye Faye (que já foi embora) no ano passado; Ricardo Vaz Te em janeiro de 2012; e o goleiro Jussi Jaaskelainen neste mercado de transferências.

A intenção de Allardyce certamente é criar um ambiente familiar, cercando-se de antigos companheiros e arriscando o mínimo possível. Além da turma do Bolton, Big Sam resgatou o zagueiro James Collins, que jogou no West Ham entre 2005 e 2009 e estava no Aston Villa. O grupo ainda ganhou o versátil atacante malinês Modibo Maiga, do Sochaux, e o bom volante senegalês Mohamed Diamé, do Wigan.

O Bolton de Allardyce está de volta em forma de West Ham

A tendência é que o West Ham não passe sustos no retorno à Premier League. Apesar do acesso difícil, conquistado apenas nos play-offs, o elenco tem capacidade para frequentar até a zona intermediária da tabela, exatamente o que Allardyce garantia a um Blackburn mais pobre, antes de ser injustamente demitido pelo grupo indiano que controla o clube.

A equipe titular dos Hammers pode ser prevista com Jaaskelainen; Demel, Collins, Tomkins, Matty Taylor; Diamé, Noble, Nolan; Vaz Te, Cole, Maiga. É um time muito alto, físico e pronto para entregar o tipo de futebol que Allardyce espera, baseado em força e lançamentos longos. Vaz Te, personagem principal do acesso à Premier League, e Maiga tendem a ser importantes porque exercem papel duplo. Ao mesmo tempo em que são boas opções de velocidade, ambos também funcionam como “postes auxiliares” no ataque, pois têm quase 1,90 m.

O “poste principal” ainda é uma incógnita. Bastante limitado com os pés, Carlton Cole até cumpre bem a função, mas o West Ham está interessado em alguém mais confiável. Allardyce não mede esforços na tentativa de contratar Andy Carroll, que seria perfeito para esse time, a cereja no bolo. O centroavante do Liverpool, porém, resiste à ideia de defender os Hammers. Um argumento para contratá-lo poderia ser a presença do capitão Kevin Nolan, com quem Carroll se entendeu muito bem há duas temporadas, no Newcastle.

A defesa tem deficiências, como o perigoso James Tomkins (que, por algum motivo, defende a seleção britânica nos Jogos Olímpicos). No entanto, Diamé deve oferecer boa proteção e, de quebra, liberar Nolan para atacar e ser um dos artilheiros da equipe, como acontecia no antigo Bolton de Allardyce. Aquele Bolton, aliás, é a referência para o West Ham. A liga, mais competitiva, não permite os mesmos resultados (o Bolton foi sexto em 2004-05), mas os torcedores têm direito ao otimismo, com Big Sam tão empenhado em construir um time parecido com o que comandou entre 1999 e 2007.

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segunda-feira, 30 de julho de 2012 Team GB | 13:30

Britânicos e futebol olímpico

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Especialmente para os britânicos, a experiência de receber o futebol olímpico é um capítulo à parte dos Jogos. A modalidade não está em sintonia com as outras, é sediada por seis cidades, e a seleção local, a Grã-Bretanha, simplesmente inexiste nas demais competições. Durante esse curioso torneio, os torcedores podem:

Discutir a identidade nacional. Tudo causa polêmica quando tratamos da relação entre ingleses e outros cidadãos britânicos (Andy Murray não nos deixa mentir). Desta vez é o comportamento dos galeses Ryan Giggs e Craig Bellamy, que não cantam o God Save the Queen antes dos jogos. No futebol, é realmente estranho assistir a ingleses e galeses competindo sob a mesma bandeira e enfileirados para o mesmo hino, mas vale lembrar que, após duas partidas (empate com Senegal e vitória sobre Emirados Árabes), Giggs e Bellamy são os melhores jogadores da Grã-Bretanha.

Reverenciar o ídolo. Crises nacionalistas à parte, Giggs é ídolo dos britânicos. Em qualquer estádio, toda demonstração de classe do capitão é aplaudida. O gol dele contra os Emirados Árabes, que o transformou no jogador mais velho (38 anos e 243 dias) a marcar em Jogos Olímpicos, foi muito comemorado. Ainda mais do que o embaixador David Beckham, que se internacionalizou quando deixou a Inglaterra, Giggs é um legítimo representante da Grã-Bretanha.

Transformar o estádio em sambódromo. O público que acompanha as partidas da Grã-Bretanha é alternativo demais, repleto de famílias e pessoas que não têm hábito de frequentar estádios. Diante de uma seleção formada apenas para competir em Londres-2012, os torcedores não sabem direito o que cantar para apoiá-la. Como bem definiu Paul Fletcher, na BBC, é “clima de carnaval”, sem tensão, sem criar um ambiente hostil para os adversários e com muita festa por receber os Jogos Olímpicos.

GB x Uruguai, na quarta-feira: mais vaias a Suárez

Vaiar desafetos. O público pode ser alternativo, mas não deixa de ser crítico em relação a certos comportamentos. Mesmo atuando em excelente nível, Neymar é vaiado por cair mais do que os ginastas brasileiros. Outro perseguido é Luis Suárez, punido pela FA na temporada passada por atitudes supostamente racistas contra Patrice Evra. Ontem, na derrota do Uruguai para o Senegal, os torcedores tinham tanta determinação em vaiá-lo, que o confundiram com Nicolás Lodeiro em vários momentos.

Admirar ou desmascarar estrelas. Sem dúvida, um ótimo entretenimento para quem acompanha o futebol olímpico. Assistindo ao Brasil, os torcedores do Chelsea descobrem que Oscar é tudo aquilo mesmo, enquanto os do Manchester United desconfiam de Lucas Moura, que atuou (mal) em apenas sete de 180 minutos possíveis nos Jogos. Aliás, se havia clubes ingleses interessados em PH Ganso, não há mais.

Apoiar o time feminino. Entre as mulheres, a Grã-Bretanha está garantida nas quartas de final e luta com o Brasil, amanhã, pelo primeiro lugar do grupo. Nas vitórias sobre Camarões e Nova Zelândia, a líder do time foi a volante Jill Scott, assunto da coluna durante a Copa do Mundo do ano passado.

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sexta-feira, 27 de julho de 2012 Liverpool | 16:37

Caminho sem volta

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O Liverpool fez apenas dois amistosos na pré-temporada, com nove desfalques e sem estrear nenhuma contratação, porém já esboça uma nova identidade. O empate por 1 a 1 com o Toronto e a derrota por 2 a 1 para a Roma dizem mais sobre o comportamento do que sobre o real nível do time. Mesmo recheada de garotos e com 11 substituições nas duas partidas, a equipe evitou lançamentos longos e tentou chegar à área adversária trocando passes. Embora a mecânica das infiltrações precise melhorar, o técnico Brendan Rodgers elogiou a assimilação da filosofia pelo grupo.

Rodgers ganhou elogios do capitão Steven Gerrard

Jogar dessa maneira não é necessariamente algo positivo. Como qualquer outra ideia de futebol, o tiki-taka está fadado ao fracasso se não houver jogadores que se adaptem a ele e façam-no funcionar com eficiência no ataque e segurança na defesa. Para colocá-lo em prática, Rodgers tem o apoio irrestrito da diretoria, que até tirou a pressão pelo top four e colocou o projeto à frente dos resultados imediatos.

Por outro lado, o elenco do Liverpool tem diversos problemas, pois foi montado a peso de ouro para abusar de lançamentos longos e transição rápida (nada explica isso melhor do que as contratações de Andy Carroll e Charlie Adam). Após a maioria dos reforços fracassar e a gestão Kenny Dalglish terminar dois anos antes do previsto, o clube tenta caminhar na direção oposta. Rodgers não está lá por acaso. A diretoria foi aconselhada por vários “consultores”, que apontaram o nome do ex-técnico do Swansea.

Como não pode revolucionar o elenco de uma hora para outra, o treinador norte-irlandês se apega a quem ele conhece. A única contratação do Liverpool até agora foi Fabio Borini, que trabalhou com Rodgers na base do Chelsea e no Swansea. O jornalista inglês Michael Cox fez uma comparação interessante sobre a relação entre o técnico e o atacante italiano, que representa para Rodgers o mesmo que Pedro Rodríguez significou para Pep Guardiola no Barcelona. Em suas entrevistas, Borini costuma ressaltar a amizade deles: “sempre trocávamos mensagens de texto na temporada passada”.

Borini tem um quê de Pippo Inzaghi na hora de comemorar gols

Além de Borini, o Liverpool se interessou ainda por outros dois ex-pupilos de Rodgers no Swansea: Gylfi Sigurdsson, que preferiu o Tottenham, e Joe Allen, por quem o clube segue negociando. Em tese, Allen seria a contratação para servir de base para o novo time. Aos 22 anos, ele tem aproveitamento de passe similar aos de Xavi e Iniesta (muito em função do estilo adotado pelo Swansea), cobre boa parte do campo e tem melhorado como ladrão de bolas. Em síntese, é um projeto, ainda não finalizado, de Luka Modric.

Retomando os amistosos, foi interessante ver a participação de alguns garotos. O mais famoso é Raheem Sterling, tratado há bastante tempo como a grande promessa da base do Liverpool. Ele foi bem e chegou a participar de um gol (marcado por outro garoto, Adam Morgan), mas quem mais impressiona é Jesús Saez, o Suso. Titular da Espanha campeã europeia sub-19, Suso mostra maturidade e classe aos 18 anos. É um meia criativo, para ser observado com muita atenção.

Outro ponto é a consistência tática. Mesmo com ausências que não permitiram projetar a equipe para a temporada, Rodgers aplicou o 4-3-3 em cada um dos 180 minutos contra Toronto e Roma. O novo treinador dá sinais de que, para o bem ou para o mal, vai com suas convicções até o fim. Amanhã, o amistoso com o Tottenham (que em breve será assunto por aqui) em Baltimore, nos Estados Unidos, deve ser um teste proveitoso, com um time menos desfalcado e um rival direto, também em transição.

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quarta-feira, 25 de julho de 2012 Portsmouth, Southampton | 15:43

A gangorra da costa sul

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Há quatro anos, o Portsmouth conquistou a FA Cup. Na temporada seguinte, o Southampton foi rebaixado à terceira divisão. A grande rivalidade da costa sul da Inglaterra segue desequilibrada, mas hoje pende para o outro lado. Não existe mais aquele Porstmouth capaz de reunir Glen Johnson, Lass Diarra, Sulley Muntari e Jermain Defoe. O Southampton, que se limitava a formar jogadores e fracassar em campo, obteve dois acessos consecutivos e retornou à Premier League depois de sete anos.

A involução do Portsmouth está completamente relacionada ao caos administrativo. Contratações e folha salarial imprudentes, dívidas impagáveis e trocas sucessivas de proprietários levaram o clube do G10 do futebol inglês à beira da falência. Em duas das últimas três temporadas, o time perdeu pontos por entrar em concordata. A dedução de dez pontos em 2011-12 determinou a queda à terceira divisão. O cenário caótico, que se arrasta há três anos, chegou ao limite com outro rebaixamento.

Como no mapa, Southampton está novamente acima de Portsmouth no futebol

Um dos atuais administradores do Portsmouth, Trevor Birch afirmou à BBC que, “se não houver significativo progresso até 10 de agosto, a única opção será a falência”. Ao menos oito jogadores processam o clube por salários não pagos. Ironicamente, um deles é o nigeriano Nwankwo Kanu, autor do gol do título da FA Cup de 2008. O chefe-executivo da associação de jogadores profissionais da Inglaterra, Gordon Taylor, considera que a única maneira de o Portsmouth sobreviver é a mobilização de todas as partes: atletas, administradores e os possíveis novos proprietários (dois grupos estariam interessados).

Harry Redknapp, treinador da conquista da FA Cup, garantiu que conversaria com Kanu e fez um apelo aos credores, para que eles aceitem negociar e prorrogar a dívida, o que é necessário para uma sobrevida. “Se o clube fechar, aí é que não vão receber nenhum centavo”, ponderou Redknapp. Hoje, o Portsmouth tem sete jogadores no elenco que, em caso de sobrevivência, disputará a terceira divisão a partir de 18 de agosto.

Enquanto isso, o técnico do Southampton, Nigel Adkins, aproveita o novo orçamento do clube para reforçá-lo. Por ora, são cinco contratações para a Premier League, com destaque para o defensor Nathaniel Clyne, do Crystal Palace, o meia Steven Davis, do falido Rangers, e especialmente o atacante Jay Rodriguez, do Burnley. Rodriguez, que também interessava a Everton e Fulham, custou £7 milhões e transformou-se na transferência mais cara da história do Southampton.

Na temporada passada, o Portsmouth comemorou dois empates com o Southampton

Apesar dos necessários reforços ao elenco, a filosofia do Southampton é bem parecida com a do Norwich, que também obteve dois acessos consecutivos. As principais referências do grupo devem ser os mesmos jogadores que ajudaram o clube a progredir desde a disputa da terceira divisão em 2010-11. Rickie Lambert, Adam Lallana, o francês Morgan Schneiderlin e o brasileiro Guly do Prado tendem a seguir no comando.

Além do ótimo trabalho em campo, a constante produção de grandes jogadores ajudou o clube a reagir. Ao contrário do Portsmouth, que gastou muito dinheiro entre 2006 e 2008, o Southampton arrecadou bastante com as vendas de Theo Walcott, Gareth Bale e, mais tarde, Alex Oxlade-Chamberlain. Ao todo, foram £28 milhões, decisivos na estabilização do balanço financeiro e nos ajustes que definiram o retorno à primeira divisão.

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segunda-feira, 23 de julho de 2012 Arsenal, Man City, Man Utd | 16:44

Quanto vale van Persie?

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A trágica Euro da Holanda não desvalorizou van Persie

Alex Ferguson enfim admitiu que o Manchester United está interessado em Lucas, mas negou que já tenha chegado a um acordo com o São Paulo para a transferência do brasileiro de 19 anos. Há três dias, o técnico escocês revelou também que tentou, ainda sem sucesso, contratar Robin van Persie. O Arsenal exige ao menos £30 milhões, quatro a mais do que o clube pode pagar pelo reserva de Hulk na seleção olímpica.

Considerando que uma contratação exclui a outra, não há dúvida de que o investimento no holandês é melhor. Mesmo que Lucas seja aposta válida para o futuro (não por £26 milhões), Ferguson não deve dispensar a chance de enfim ter o sucessor de Ruud van Nistelrooy, alguém que ele procurou e não encontrou em Dimitar Berbatov. Longe de problemas físicos há quase dois anos, van Persie representa retorno imediato e, ao lado de Wayne Rooney, seria a chave para desafiar o Manchester City, prioridade do United para 2012-13.

Além do United, existe o interesse justamente do Manchester City, que pode fazer sentido à medida que a única certeza do ataque para a próxima temporada é Sergio Agüero. A concorrência e a perspectiva de vê-lo no principal adversário tornam van Persie mais desejado e, portanto, mais caro, mesmo a um ano do fim de um contrato que, como o próprio jogador divulgou, não será renovado.

Apesar do risco de perdê-lo em 2013 sem compensação financeira, o Arsenal está certo em pedir £30 milhões por van Persie. Há uma temporada, o Manchester City pagou £25 milhões por Samir Nasri, também com contrato expirante. Embora seja quatro anos mais novo, Nasri não tinha sequer metade da relevância do holandês, que marcou 37 gols e distribuiu 15 assistências em 2011-12. Na Premier League, o capitão participou de 58% (43 de 74) dos gols do Arsenal. Não é pouca coisa.

Talvez haja uma hipótese de van Persie ser liberado por uma proposta menor: a Juventus. Farto de perder seus talentos para o mercado interno, Wenger pode explorar o interesse da campeã italiana para não reforçar nenhum de seus rivais domésticos. No entanto, a aposta que se fazia há uma semana, de que £15 milhões seriam suficientes para tirá-lo do Emirates, não parece certa.

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