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sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012 Liverpool, Man Utd | 15:21

Prova de maturidade

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Patrice Evra administrou bem apenas até certo ponto as vaias que recebeu em Anfield há duas semanas. No decisivo confronto contra o Liverpool pela FA Cup, um lapso do lateral francês determinou a derrota do Manchester United. Amanhã, a Premier League nos reserva o outro lado desta história. Luis Suárez, que cumpriu suspensão de oito partidas por ofensas interpretadas como racistas a Evra, vai a Old Trafford pela primeira vez na carreira.

O desafio do uruguaio é um tanto diferente. Se Evra precisava manter a concentração para não oferecer chances ao Liverpool, Suárez terá de controlar seu temperamento, que já é explosivo em qualquer circunstância, diante de mais de 70 mil vozes vorazmente contrárias a ele. O discurso dEl Pistolero é de que as vaias vão, na verdade, ajudá-lo. Seu compromisso é canalizar o sangue quente para correr ainda mais, e não para se envolver em disputas como a que nocauteou Scott Parker há quatro dias, no sonolento Liverpool x Tottenham.

As câmeras não vão dar paz a Evra e Suárez

Suárez tem outra razão para pisar no freio. Phil Dowd, árbitro de United x Liverpool, é uma espécie de Marcelo de Lima Henrique inglês. Ele mostrou 95 cartões amarelos em 24 jogos na temporada, quase quatro por partida. Caso passe no teste e não se transforme na quarta expulsão de Dowd em 2011-12, o atacante pode dar um passo à frente na carreira, provando que suas inesperadas férias serviram para uma reflexão de como ele é muito importante com a cabeça no lugar.

O equilíbrio mental ainda tem de reservar espaço a um Suárez decisivo, como o da vitória em Anfield na temporada passada. O jogo é fundamental para o Liverpool, que depende dos três pontos para não se afastar perigosamente da quarta posição. Mas o favorito é o United, que, em circunstâncias normais, perderá o clássico apenas com uma atuação de gala dos visitantes, o que passa quase necessariamente pelo irritadiço uruguaio.

Confira os jogos da 25ª rodada e a classificação da Premier League. Para a programação na TV, consulte o Papo de Bola, do incansável Edu Cesar.

Não se esqueça de atualizar seu time no Fantasy.

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quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012 Áudio, Inglaterra | 19:47

Podcast: Adeus, Capello

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Com a habitual presença do Léo Macario, a edição desta semana traz:
– A saída de Fabio Capello da seleção inglesa
– A polêmica da capitania
– Harry Redknapp, o provável sucessor
– Xenofobia na sucessão?

Faça o download por aqui ou escute abaixo:

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quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012 Debates, Newcastle | 17:12

Dueto

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Kenny Dalglish comandou Shearer e Sutton, autores de 49 gols pelo Blackburn campeão inglês de 1994-95

Demba Ba não poderia estar mais feliz na Inglaterra. Em um ano de Premier League, o senegalês marcou sete gols pelo West Ham e 16 pelo Newcastle, é o protagonista de uma campanha com a qual os Magpies nem sequer sonhavam, despertou a cobiça dos grandes clubes do país e, de quebra, ainda ganhou um ótimo compatriota para atuar a seu lado.

Além da nacionalidade e de um nome em comum, Papiss Demba Cissé tem, muito além de Leon Best e Shola Ameobi, a habilidade para ser o complemento perfeito a Ba. Tanto que, já na estreia, a ex-estrela do Freiburg marcou um golaço para definir a vitória do Newcastle sobre o Aston Villa. Se resistir ao assédio, a parceria entre os senegaleses tem carisma e futebol para ser uma das mais sensacionais da história da Premier League.

Até porque, com o avanço de esquemas como o 4-2-3-1 e o 4-3-3, tem sido mais difícil encontrar, em sua essência, duplas de ataque na elite inglesa. Treinadores como Alan Pardew, que apreciam um estilo mais direto e às vezes até sacrificam a posse de bola em troca de poder de fogo na frente, são os que ainda conservam esse expediente. Até Owen Coyle, que adorava fazer isso no Bolton, agora escala apenas N’Gog. No Norwich, não é sempre que Paul Lambert usa Morison e Holt juntos. O crescimento de Fletcher nos Wolves obrigou Mick McCarthy a relegar Doyle ao banco. E por aí vai.

No mundo encantado dos clubes poderosos, o Manchester City às vezes conta com Agüero e Dzeko, por exemplo. United e Tottenham até lançam mão da dupla ofensiva, mas um dos atacantes (Rooney e van der Vaart) habitualmente se transforma num 10, buscando bem mais o jogo e caracterizando um 4-4-1-1, como no histórico Arsenal de Bergkamp e Henry. Hoje, o próprio Arsenal tem dois pontas e deixa os gols para van Persie.

Parcerias entre goleadores propriamente ditos, como Andy Cole e Yorke no Manchester United ou Shearer e Sutton no Blackburn, não estão lá muito populares. Mesmo combinações entre um atacante trabalhador e outro goleador, como Heskey e Owen no Liverpool, são raras. Ba e Cissé têm a chance de contrariar essa tendência. Admitindo, é claro, que Pardew resista à tentação de escalar Ben Arfa no lugar de um deles.

Fabio Capello
É, ele pediu demissão, e a FA aceitou. O blog volta em breve ao assunto. De qualquer forma, a saída de Capello e a liberdade a Harry Redknapp acontecem no mesmo dia. No mínimo, conveniente.

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terça-feira, 7 de fevereiro de 2012 Tottenham | 11:07

Renúncia e evolução

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Que o Liverpool tem uma dificuldade crônica para marcar gols, todo mundo sabe. Mas, no confronto de ontem contra o Tottenham, a ineficiência do ataque vermelho não foi exatamente a principal culpada pelo empate por 0 a 0 em Anfield. A passividade dos Spurs chamou mais atenção. Com Livermore e Kranjcar nos lugares dos ausentes Lennon e van der Vaart, Harry Redknapp, mesmo longe do estádio, mandou uma mensagem à Inglaterra: não é hora para título.

Esta simpática figura* salvou a noite em Anfield

Está certo que Defoe, a única alternativa consistente de ataque, também estava fora por lesão, mas a satisfação do Tottenham com o empate podia ser captada em outros aspectos, bem além da escalação. As linhas retraídas, a quase completa dependência de Bale para agredir o adversário e a demora nas reposições de bola foram indícios de que o 50º ponto na Premier League valia muito mais do que o risco de perdê-lo e permitir o avanço do Liverpool na tabela.

O resultado deixou o Tottenham a sete pontos do Manchester City, com quem não terá outro confronto, e a cinco do Manchester United. Também ofereceu uma margem de oito pontos para o quinto colocado, o Newcastle. Depois desta rodada, os Spurs estão onde planejaram estar: mais longe do título e mais perto de um lugar na próxima Champions League.

Você pode questionar os métodos e a ambição em White Hart Lane, mas é difícil negar a evolução em relação a temporadas passadas. O time, programado para correr e atacar, agora tem destruidores que permitem a Redknapp contrariar o DNA ofensivo quando ele achar necessário. A atuação defensiva do Tottenham em Anfield foi sublime, especialmente por Parker, que sujou toda sua camisa branca entre as linhas de meio-campo e defesa, como já aconteceu na seleção, Dawson e King, que cortaram tudo.

O lateral-esquerdo Assou-Ekotto, outrora vítima constante dos pitos dos torcedores, marca melhor. E ainda há Kaboul, titular nesta temporada, que progrediu demais desde a primeira passagem por White Hart Lane. Para quem manteve um Bale quase sempre on fire (apesar da chance perdida ontem) e um Modric que arrisca e ainda acerta 61 de 65 passes em Anfield, a excelência defensiva pode significar a luta pelo título. Mas, certamente, não agora.

*Você pode seguir o gato de Anfield no Twitter.

Seleção da rodada
Wayne Hennessey (Wolves); Francis Coquelin (Arsenal), Ledley King (Tottenham), Michael Dawson (Tottenham), Leighton Baines (Everton); Scott Parker (Tottenham), Ryan Giggs (Man Utd); Alex Chamberlain (Arsenal), Sergio Agüero (Man City), Juan Mata (Chelsea); Robin van Persie (Arsenal)

Fantasy
O colunista é o líder da liga God Save the Ball. Você tem a missão de mudar isso a partir da próxima rodada.

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domingo, 5 de fevereiro de 2012 Chelsea, Sunderland | 22:40

Fernando Torres e James McClean

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Com dois gols e duas assistências na liga, McClean já virou ídolo no Stadium of Light

Há um ano, Fernando Torres se transformou no jogador mais caro da história do futebol inglês. Também há um ano, James McClean era destaque do Derry City, que participa da primeira divisão irlandesa. Torres não marca no campeonato há 19 horas e tem mais cartões amarelos (quatro) do que gols (três) em um ano de Premier League pelo Chelsea. McClean, por sua vez, tem nove jogos pelo Sunderland e decidiu a vitória por 1 a 0 sobre o Stoke, no sábado.

Torres foi razoável no empate por 3 a 3 contra o Manchester United, com destaque para a precisa assistência ao golaço de Mata. Mas, como quase sempre desde que se transferiu a Stamford Bridge, hesitou na hora de marcar seu próprio gol. O espanhol parece fisicamente bem e conta com apoio irrestrito de elenco, técnico e torcedores. Por enquanto, contudo, tem a autoconfiança de um Keirrison depois de 2009. Nem o conforto pela ausência de Drogba, na Copa Africana de Nações, ajuda.

McClean ignorou a neve do Britannia Stadium e, como autêntico left winger que é, costurou o lado direito da defesa do Stoke. Este norte-irlandês que ninguém conhecia até há pouco foi contratado em agosto, ainda com Steve Bruce no comando, por £350 mil. Se Bruce não o aproveitou, Martin O’Neill identificou nele um dos caminhos para resgatar o Sunderland, que ganhou 22 de 30 pontos possíveis desde que o novo treinador assumiu o barco. O craque é Sessegnon, mas o achado é McClean.

O’Neill disse que a ascensão dele poupou ao menos £10 milhões dos cofres do Sunderland. É só mais uma prova de como a observação (aí, é mérito da equipe de Bruce), mesmo a ligas periféricas como a irlandesa, pode garantir bons resultados. Enquanto isso, lá em Bridge, Torres tenta se encontrar. Para quem custou 143 vezes o preço de McClean, o tempo urge.

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sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012 Inglaterra | 18:47

De braço em braço

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Pela segunda vez em dois anos, John Terry perdeu a faixa de capitão da seleção inglesa. A Football Association se antecipou a Fabio Capello e, por conta da acusação de racismo a que o zagueiro responde, fez justiça com as próprias mãos. Não adianta tentar entender a decisão sob o ponto de vista da capacidade ou da moral que Terry teria para liderar o grupo. Afinal, desta vez, o argumento é político.

A FA tem, plena de razão, tentado combater o racismo com pulso firme, de forma a rebater a tese tacanha de Joseph Blatter de que essa prática não existe no futebol. A suspensão de oito jogos a Luis Suárez, por exemplo, foi um alerta. Com Terry, a situação é diferente, pois, por ter sido apresentada uma queixa à polícia, o caso foi parar na justiça comum, que dará seu veredicto apenas oito dias após a final da Euro.

Gerrard era o terceiro da hierarquia inicial de Capello, atrás de Terry e Rio Ferdinand, que descarta ser capitão novamente

Uma eventual condenação de Terry aconteceria num momento de memórias ainda muito recentes do torneio. A associação da seleção e da FA à imagem de um jogador condenado por racismo é um cenário inadmissível. Apesar de muita gente duvidar, ainda existiria a possibilidade de a Inglaterra conquistar a Europa, com a emblemática cena de Terry levantando a taça a uma semana de visitar o tribunal. Daí, ele continua no grupo, mas não pode liderá-lo.

De toda forma, verdade seja dita, a capitania perdeu valor há muito tempo na seleção. Culturalmente, qualquer coisa que envolva aquela faixa é importante demais para os ingleses, mas Capello banalizou o cargo da pior maneira possível. Primeiro, quando tirou a faixa de Terry por conta de uma picuinha conjugal que envolvia Wayne Bridge, à época o quarto melhor lateral-esquerdo do país, atrás de Cole, Baines e Warnock. Depois, quando devolveu a faixa a Terry, quebrando a própria palavra.

Naturalmente, já existe um intenso debate sobre quem será o substituto da vez. A opção mais adequada é, sem dúvida, Steven Gerrard, que capitaneou a Inglaterra na Copa de 2010 e, ainda com a faixa, pode ter salvado o emprego de Capello com uma atuação fantástica num amistoso contra a Hungria. Mas, para isso, ele precisa se garantir no time.

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Áudio | 01:25

Podcast: 24ª rodada

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Os últimos negócios da janela de inverno e a 24ª rodada (não a 23ª, como escapou na gravação) da Premier League estão na pauta desta semana. Léo Macario me acompanha. Faça o download por aqui ou escute abaixo:

Jogos da rodada
11h – Arsenal x Blackburn (ESPN Brasil)
13h – Norwich x Bolton
13h – QPR x Wolves
13h – Stoke x Sunderland
13h – WBA x Swansea
13h – Wigan x Everton
15h30 – Man City x Fulham (RedeTV! e ESPN HD)
Domingo, 11h30 – Newcastle x Aston Villa
14h – Chelsea x Man Utd (ESPN Brasil e ESPN HD)
Segunda-feira, 18h – Liverpool x Tottenham (ESPN)

Championship
A ESPN também transmite, às 10h30 do sábado, o flamejante clássico londrino entre West Ham e Millwall.

Veja a classificação do campeonato.

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quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012 Leeds United | 15:31

À brasileira

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Grayson pode fazer cosplay do ator Robin Williams

Afastado da Premier League há oito temporadas, o Leeds United deu hoje um passo para trás na tentativa de voltar. A menos que apareça uma explicação razoável, ainda desconhecida para a imprensa, a demissão do técnico Simon Grayson não faz sentido. Está certo que a derrota por 4 a 1 para o Birmingham no Elland Road não foi um resultado normal, mas um trabalho consistente de mais de três anos jamais poderia ser condenado assim.

A impressão é de mania de grandeza. Ao site oficial do clube, o chefe-executivo Shaun Harvey disse que, “a 18 rodadas do fim (…), uma mudança de treinador pode extrair mais do elenco e fazer a diferença”. O Leeds é o décimo na segunda divisão, campanha equivalente à qualidade do grupo de jogadores. Ao investir pouco, Ken Bates, que vendeu o Chelsea a Roman Abramovich em 2003, não tem feito bom trabalho em Elland Road, onde está desde 2005. Ninguém vive de história.

Não custa lembrar que Grayson, sempre forçado a vender jogadores e com orçamento muito curto, tirou o Leeds da terceira divisão e namorou os play-offs da segunda na temporada passada. Em janelas diferentes, perdeu o artilheiro Jermaine Beckford, o engenhoso marfinense Max Gradel e agora o capitão Jonny Howson, referências importantíssimas do elenco. Grayson é vítima do próprio sucesso e de uma diretoria que esperava pelo milagre da omelete sem ovos.

Essa prática de demitir um treinador que lhe presta ótimos serviços para “causar impacto” não é tão incomum na Inglaterra. Recentemente, o West Brom teve bons resultados ao trocar Roberto Di Matteo por Roy Hodgson, e o Hull foi devastado quando substituiu Phil Brown com Iain Dowie. No caso de Grayson, a importância dele nos últimos anos é tão evidente, que é bem difícil que dê certo. Foram 84 vitórias, 40 empates e 45 derrotas em 169 partidas. Boa sorte, Leeds.

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terça-feira, 31 de janeiro de 2012 Premier League | 21:14

Terça cheia

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Duas temporadas após vendê-lo a preço de banana, o Chelsea sofreu um golaço de Sinclair

Numa terça-feira em que Liverpool, Chelsea, Manchester City, Manchester United e Tottenham atuaram quase ao mesmo tempo, a coluna recapitula a primeira parte da 23ª rodada da Premier League:

Wolverhampton 0 x 3 Liverpool. Kenny Dalglish gosta do Molineux. Foi lá que, na temporada passada, ele iniciou a reação do Liverpool com grandes atuações de Raul Meireles e Fernando Torres. Os ibéricos foram embora, e os britânicos garantiram outra vitória por 3 a 0. Adam, Carroll e Bellamy comandaram a partida que reposicionou os Reds na corrida pelo top four. Mas o que o Liverpool comemora mesmo é o retorno de Suárez já na próxima rodada.

Swansea 1 x 1 Chelsea. O bom segundo tempo do Chelsea, que anulou o domínio do Swansea no primeiro, foi premiado com o gol de Bosingwa aos 92 minutos. Resultado normal, ainda mais quando a gente olha para as exibições dos cisnes contra Tottenham e Arsenal no Liberty. Em Gales, o ótimo time de Brendan Rodgers não perdeu para o trio de ferro londrino.

Everton 1 x 0 Manchester City. Com direito a torcedor algemado à trave no primeiro tempo, um valente Everton deu sinal de que pode fazer um segundo turno melhor, como de costume para David Moyes. É pena que Donovan, que assistiu Gibson no gol do jogo, não fique até o fim da temporada. Aliás, o meia central irlandês prestou um belo serviço ao Manchester United. Finalmente.

Manchester United 2 x 0 Stoke. Tony Pulis estacionou o ônibus na área, mas o United fez o bastante para conquistar dois pênaltis e a co-liderança da Premier League, ao lado do City, com 54 pontos. Sem Rooney, ainda lesionado, dever cumprido e moral renovado após a queda na FA Cup.

Tottenham 3 x 1 Wigan. Bale e Modric ratificaram seu status de principais jogadores dos Spurs e resolveram o jogo sem problemas. Ótimo para quem recentemente empatou com o Wolverhampton num momento-chave da corrida pelo título. A derrota do City ajudou, mas, para reassumir o posto de candidato, o Tottenham precisa vencer o Liverpool na segunda-feira.

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segunda-feira, 30 de janeiro de 2012 Mercado, Treinadores | 14:19

O pior fantasma

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José Mourinho não aguenta mais o Real Madrid, o Barcelona e a imprensa espanhola. O Sunday Times sugere, então, que o Special One retornará à Inglaterra já na próxima temporada, quebrando seu vínculo ao Santiago Bernabéu dois anos antes do previsto. A reação óbvia à notícia de que um bicampeão inglês pretende (ou que simplesmente vai) voltar à Premier League é o aumento imediato da pressão sobre os técnicos dos grandes clubes. E aí?

Mourinho substituiu Mancini na Internazionale em 2008

Roberto Mancini, Manchester City. Certamente, é o mais ameaçado por conta do nível de gastos e exigência da diretoria. Nas copas, sua especialidade na carreira de treinador, Mancini já fracassou. Se não ganhar a Premier League, parece bem provável que o polpudo orçamento anual do xeque Mansour seja administrado por outra pessoa a partir da próxima temporada.

Alex Ferguson, Manchester United. Se quiser, aposenta-se. Se não, fim de papo.

Harry Redknapp, Tottenham. Os resultados e o desempenho em campo são ótimos, sem contestação. No entanto, o líder da ascensão dos Spurs tem pendência na justiça e, há dez anos, uma trajetória marcada pelo nomadismo. Além disso, sempre está entre os candidatos para suceder Fabio Capello na seleção inglesa depois da Euro 2012.

André Villas-Boas, Chelsea. O discurso da cúpula é de apoio irrestrito ao discípulo do Special One. Inclinado a contratar jovens, Villas-Boas parece ter carta branca para liderar a reforma do elenco. Assim, imaginando ainda a relação arranhada entre Roman Abramovich e o treinador do Real Madrid, o Chelsea não deve fazer um flashback com Mourinho se puder garantir ao menos um lugar na próxima Champions League. Aliás, um confronto entre os portugueses na Inglaterra seria sensacional.

Arsène Wenger, Arsenal. Com contrato até 2014, Wenger não deve ter sua saída determinada pela direção, que respeita a história do treinador. Em outras palavras, após amenizar muito a crise do início da temporada, o francês sai apenas se quiser, através de um acordo mútuo.

Kenny Dalglish, Liverpool. O contrato de King Kenny também termina em 2014. Para não correr riscos, entretanto, Dalglish precisa tratar de ganhar uma das copas e melhorar o aproveitamento na liga. A vaga na Champions pode até não vir, mas os proprietários são ianques, pragmáticos e querem ter a certeza de que o clube vai progredir, ou seja, exigem evolução em campo.

José Mourinho. Outro ponto é o tamanho do desafio que ele aceitaria assumir. Por exemplo, estaria o bicampeão inglês, acostumado a um Chelsea que não media esforços para lhe oferecer o melhor time, disposto a abraçar um projeto com restrições financeiras, como seriam os de Tottenham, Arsenal ou Liverpool? E se não houver vagas em clubes, Mourinho substituiria Capello na seleção? A conferir.

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