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sexta-feira, 25 de janeiro de 2013 Newcastle | 19:11

Allez, Newcastle

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“Rumo a Newcastle para fazer exames médicos e assinar contrato por quatro anos”, avisou o winger francês Jimmy Kebé, do Reading, em seu perfil no Twitter. Minutos depois, Kebé, que atuou pela seleção de Mali até 2009, desmentiu: “pensei que, se você é francês e joga futebol, bastaria ir a Newcastle e assinar um contrato. Não há chance de eu sair (do Reading)”. O trote de Kebé serviu para confundir jornalistas e expor a política do Newcastle de contratar apenas franceses (ou quase isso).

Contratado por £4.3 milhões em 2011, Cabaye é imprescindível

Com as contratações de Mathieu Debuchy, Yoan Gouffran, Mapou Yanga-Mbiwa, Massadio Haidara e Moussa Sissoko, todas fechadas em janeiro, o número de franceses em St. James’ Park dobrou. Já são dez compatriotas de Kebé sob o comando de Alan Pardew. Pode parecer absurda essa discriminação dos alvos no mercado por nacionalidade (ou por liga), mas foi a maneira legítima que o Newcastle encontrou para reforçar um elenco carente sem gastar tanto.

Os cinco franceses contratados em janeiro, dos quais três já defenderam a seleção principal, custaram menos de £18 milhões e são a exata demonstração de como trabalha a equipe de olheiros comandada por Graham Carr. As prioridades sempre são a relação custo-benefício favorável e o preenchimento das carências do elenco. O Newcastle investe demais em observação de ligas em que há jogadores dispostos a uma transferência para a Premier League e clubes com menor poder de barganha. Assim, o holandês e o francês, além da segunda divisão inglesa, são os mercados mais explorados.

Como 14 jogadores do elenco têm o francês como língua nativa (Carr descobriu a França há algum tempo), é obviamente mais simples a adaptação de quem vem da Ligue 1. Tudo isso à parte, o Newcastle se reforçou muito bem para garantir a permanência na Premier League – o time, que sofreu demais com lesões de peças-chave durante esta temporada, não repete o excelente desempenho de 2011-12 e está na 16ª posição.

Das cinco capturas de janeiro, a tendência é que quatro sejam titulares imediatamente. Zagueiro campeão francês com o Montpellier, Mbiwa chega para atuar ao lado de Coloccini e resolver um dos grandes problemas de Alan Pardew. Como Steven Taylor raramente fica à disposição, o nível da defesa desabava com a utilização de um dos reservas (Williamson, por exemplo). Na lateral direita, Debuchy já estreou e deve se tornar uma das principais opções de ataque da equipe, contando com boa cobertura e o deslocamento de Ben Arfa à faixa central para lhe abrir o corredor. À esquerda, Haidara tenta tomar a posição de Santon.

O meio-campo ganha bastante com Sissoko, que deixa saudades no Toulouse e deve formar ao lado de Cabaye e Tioté (assim que voltar da Copa Africana de Nações) um trio capaz de recuperar a bola, cobrir os avanços dos laterais e criar jogadas. Gouffran, por sua vez, é ótima opção para compensar a saída de Demba Ba, pois pode atuar pelos lados e permite o retorno de Papiss Cissé ao comando do ataque, fator essencial para que o senegalês marque gols com a mesma frequência do primeiro semestre de 2012. Em condições normais, o novo Newcastle não passará sustos para se manter na elite.

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quinta-feira, 3 de janeiro de 2013 Premier League | 14:42

Saldo da festa

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Sete rodadas em um mês, quatro em dez dias. A concentração de partidas da Premier League no período festivo sempre rende muitas observações. O blog trata de três aspectos importantes:

Disputa pelo título fica mesmo em Manchester. Two-horse race, dizem os ingleses. A derrota do Chelsea para o QPR praticamente enterrou a possibilidade de o título sair de Manchester. Mesmo que o time de Rafa Benítez flerte com 100% de aproveitamento até o fim da temporada, o que é para lá de improvável, a vantagem real de 11 pontos do United (que curiosamente perdeu 11 em 21 rodadas) não dá margem a outro perseguidor além do Manchester City, sete pontos abaixo. A turma de Robin van Persie é favorita pelo conforto na liderança e pela capacidade do holandês de resolver os jogos em que o United falha do ponto de vista coletivo.

Trabalho de Rodgers é melhor do que parece. A atual oitava posição do Liverpool é a mesma que frustrou os proprietários e resultou na demissão de Kenny Dalglish no fim da temporada passada. No entanto, o significativo enxugamento da folha salarial e a consciência de que resultados importam menos do que o alicerce para os próximos anos dão outra perspectiva à gestão de Rodgers. Já falamos muito da coragem para aproveitar jovens num contexto (elenco curto) que exige isso, mas as últimas rodadas expuseram outras virtudes do trabalho do norte-irlandês.

O Liverpool teve péssima atuação contra o Stoke, no Boxing Day, mas foi não menos do que excelente nas outras partidas festivas, diante de Fulham, QPR e Sunderland. Nesses três jogos, a equipe teve médias de 24 finalizações e 63% de uma posse de bola muito mais produtiva do que no início de 2012-13. Rodgers ainda resgata jogadores que pareciam causas perdidas (Henderson e Downing, que vêm de ótimas atuações) e teve um par de boas notícias no início do mercado de inverno: a chegada de Sturridge, a quem ele perseguia desde agosto (pode não dar certo, mas o Liverpool é o melhor lugar para o atacante de 23 anos), e a saída de Joe Cole para o West Ham.

Nulo na temporada passada, Marveaux virou titular na ausência de Ben Arfa em 2012-13

Departamento médico determina temporada fraca do Newcastle. Os Magpies têm nove derrotas nas últimas 11 partidas. A distância de apenas dois pontos para a zona de rebaixamento representa um anticlímax para quem comemorou tanto a quinta posição da temporada passada. Alan Pardew não se acomodou após ganhar um contrato até 2020, e as contratações de 2011-12 também não deixaram de ser brilhantes. O maior problema reside no péssimo momento físico do elenco.

A equipe que contava demais com Ben Arfa e Cabaye teve Marveaux e Bigirimana em várias das últimas rodadas. Até Jonás Gutiérrez perde jogos por lesão. Steven Taylor, que seria fundamental ao lado de Coloccini para tornar a defesa mais confiável, raramente está saudável. Agora sem Demba Ba para garantir um gol por partida, o Newcastle aposta mais em seus fisiologistas do que em quaisquer outros profissionais para ter uma temporada tranquila. Em meio à ameaça de crise, o lateral ofensivo Mathieu Debuchy é ótimo reforço e serve de alento.

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terça-feira, 17 de julho de 2012 Newcastle | 21:39

Graham Carr, o ascensorista

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Nada de treinador, presidente ou jogadores. O olheiro Graham Carr é o principal responsável pela maior ascensão de um clube inglês nos últimos dois anos, acima até de Norwich e Southampton. Após carreiras discretas como jogador e técnico, Carr assumiu a equipe de observadores do Newcastle em fevereiro de 2010, quando o time era líder da segunda divisão. O caminho entre a Championship e o quinto lugar da Premier League, que põe os Magpies numa competição continental depois de cinco temporadas, foi percorrido rapidamente, mas exigiu um ótimo índice de acertos na formação do grupo.

Desde a chegada de Carr, o Newcastle arrecadou £50,8 milhões (mais de £40 milhões provenientes do Liverpool, que comprou Andy Carroll e José Enrique) e gastou £34,6 milhões em transferências. A balança comercial favorável, com saldo de £16,2 milhões, não impediu a evolução do elenco. Ao contrário do que os números poderiam sugerir, o Newcastle é muito mais competitivo agora.

O segredo de Carr é a fidelidade à própria linha de trabalho. O Newcastle está sempre atento a oportunidades de negócio (um exemplo é Demba Ba) e jogadores subestimados (Yohan Cabaye). Por isso, o clube praticamente ignora o mercado interno e define a França como um paraíso de possíveis reforços. Na era Carr, foram contratados quatro jogadores da Ligue 1: Ben Arfa, Cabaye, Marveaux e Amalfitano. Outros quatro têm o francês como idioma nativo: Tioté, Ba, Cissé e Obertan.

A melhor medida do sucesso da Revolução Francesa em St. James’ Park é a valorização dessa turma. Para capturar os oito jogadores mencionados, o Newcastle gastou apenas £26 milhões, lembrando que as transferências de Marveaux, Ba e do recém-contratado Amalfitano não implicaram custos imediatos. Hoje, de acordo com o portal Transfer Market, eles valem £73,5 milhões. Em um ano de Premier League, Cabaye se valorizou 230%. Em dois, Tioté ficou 255% mais caro.

Premiado pelo sucesso de sua revolução no Newcastle, Graham Carr acaba de assinar um contrato de oito temporadas, que o garante no clube até os 75 anos de idade

Além de acertar em grande parte dos relatórios apresentados à comissão técnica (às vezes dá errado – com Marveaux e Obertan, por exemplo), Carr tem direcionado o Newcastle a contratações cirúrgicas, de acordo com a exata necessidade do elenco. A tendência deve se manter neste mercado, com as possíveis capturas do lateral francês Mathieu Debuchy, do Lille, e do zagueiro brasileiro / holandês Douglas, do Twente.

Eventual alternativa a Simpson na lateral direita, o ótimo Debuchy também pode atuar aberto na linha de meio-campo, posição que, no início da temporada passada, foi ocupada por Obertan. Douglas, por sua vez, disputaria posição com Steven Taylor. Faz sentido, pois o treinador Alan Pardew conviveu em 2011-12 com um elenco curto de zagueiros e se viu obrigado a escalar Simpson e Perch no centro da defesa em partida contra o Norwich. Foi um desastre.

Não existe uma fórmula universal para o sucesso, mas o trabalho de Carr se aproxima da perfeição no contexto do Newcastle, com excelentes resultados em campo e para a saúde financeira do clube. É por isso que, quando o retorno de Andy Carroll é especulado por uma proposta de £20 milhões, é bem difícil acreditar. Ainda que represente um lucro de £15 milhões em relação à transferência para o Liverpool, a eventual contratação não respeita a política que rendeu tanto em apenas dois anos.

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domingo, 22 de abril de 2012 Newcastle | 14:17

O voo dos Magpies

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A temporada do Newcastle pode ser dividida em três partes: os primeiros 11 jogos, nos quais somou 25 pontos e não perdeu; as 17 partidas seguintes, quando foi irregular demais e limitou-se a 19 pontos; e as últimas seis rodadas, com 100% de aproveitamento. O início foi brilhante porque ninguém esperava um Newcastle tão competitivo, mas a reação na reta final é o fator que pode levar os Magpies a uma antes impensável vaga na Champions League.

Cissé está em um relacionamento sério com o gol

O calendário até o fim da temporada é bem complicado – Wigan (f), Chelsea (f), Manchester City (c) e Everton (f) –, mas a chance de voltar à Champions após uma década de ausência é real. Afinal, o Newcastle já é o quarto colocado, o Tottenham está mal demais, e o Chelsea tem um elenco bem desgastado.

O técnico Alan Pardew teve participação decisiva na surpreendente recuperação de um time que, marcando 13 gols e sofrendo apenas um, superou Norwich, West Brom, Liverpool, Swansea, Bolton e Stoke em sequência. O blog separou quatro novidades fundamentais para que o Newcastle deixasse a Inglaterra boquiaberta outra vez:

Papiss Demba Cissé. Contratado em janeiro, o senegalês Cissé é ainda mais artilheiro do que seu compatriota Demba Ba. Em dez jogos, foram onze gols a partir de um vasto repertório de finalizações. O ex-atacante do Freiburg comanda o ataque no 4-3-3 de Pardew e aproveita muito bem a criatividade de Ben Arfa e Cabaye. A embaixada do Senegal no Reino Unido precisa se mudar para Newcastle.

Assim, no 4-3-3, o Newcastle dominou o Stoke ontem

Hatem Ben Arfa. O talentoso francês sofria para conquistar um lugar no time, pois Pardew era adepto do 4-4-2 ortodoxo com dois centroavantes – na primeira metade da temporada, Demba Ba e Leon Best. No entanto, um suposto amadurecimento e uma sequência de ótimas atuações incentivaram o técnico a encontrar um espaço para ele. Canhoto, rápido, driblador e criativo, Ben Arfa foi decisivo em várias das últimas vitórias do Newcastle, marcou um golaço contra o Bolton e, sem exagero, poderia reaparecer na seleção francesa.

Compromisso tático. Demba Ba e Jonás Gutiérrez têm sido sacrificados para que Cissé jogue dentro da área e Ben Arfa atue com liberdade a partir da faixa direita do campo. Ba é deslocado à ponta esquerda e, até por isso, sua média de gols desabou. Jonás é naturalmente winger, mas ontem fez parte de um trivote ao lado de Cabaye e Tioté na ótima vitória sobre o Stoke. Mesmo fora de suas posições prediletas, ambos trabalham bem pelo time e são importantes nesta nova fase.

Defesa. A defesa, que havia perdido o bom ritmo do começo da temporada, passa confiança novamente, mesmo sem Steven Taylor. A parceria entre Coloccini e Williamson é estável, Simpson é consistente na lateral direita, e Santon ganhou mesmo a posição de Ryan Taylor na esquerda. R. Taylor quebrou um belo galho por ali quando Pardew precisou, mas é jogador para atuar no lado direito do meio-campo. A troca pelo italiano deixa o Newcastle mais seguro. O desempenho defensivo contra o Swansea, mencionado aqui há três dias, merece destaque.

*Vamos falar ainda da corrida pelo título, agora completamente aberta.

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quinta-feira, 5 de janeiro de 2012 Newcastle | 11:08

Queijo e goiabada

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Tioté e Cabaye são contratações de almanaque, das que devem ser mencionadas em cursos de formação de olheiros

O domínio do Newcastle sobre o Manchester United na partida de ontem tem nomes e sobrenomes. Embora os holofotes estejam sobre o artilheiro Demba Ba, que realmente tem sido excepcional, é a dupla de meio-campo que faz chover. Cheick Tioté e Yohan Cabaye já formam uma das três melhores parcerias da posição na Premier League (no nível de Parker/Modric e Yaya/Barry). Tanto que o Newcastle teve sérios problemas quando um deles não atuou, especialmente no extenso período de lesão de Tioté, que já se prepara para defender a Costa do Marfim na inconveniente Copa Africana de Nações.

É no mínimo curioso que seja assim, considerando que, no intervalo de um ano, a nova dupla substituiu gradativamente o que o Newcastle tinha de melhor nas temporadas anteriores: Kevin Nolan e Joey Barton. Nolan preferiu disputar a segunda divisão pelo West Ham, ao lado de seu mentor e parceiro dos tempos de Bolton, Sam Allardyce. Barton havia sido deslocado ao lado direito do meio-campo antes de arrumar confusão com a diretoria e transferir-se para o Queens Park Rangers.

Tioté está no Newcastle desde a temporada passada. Quando chegou a St. James’ Park, era campeão holandês pelo Twente de Steve McClaren. O marfinense foi contratado por £3,5 milhões. Desde a estreia, mostrou que era uma barganha e tanto: acertou todos os 64 passes que tentou e roubou sete posses de bola do Everton. Como diriam por aí, um leão em campo.

Cabaye, recém-contratado, foi mais um campeão nacional bem barato. O meia da seleção de Laurent Blanc, por quem o Newcastle pagou £4,3 milhões, era um dos líderes do Lille que conquistou a França em 2010-11. Ele organiza o time e finaliza muito bem de longa distância (Lindegaard sentiu na pele ontem). A verdade é que, se a gente descontar o poder de chegada à área, Cabaye é melhor do que Nolan em tudo.

O que mais impressiona, no entanto, é o fato de eles se completarem perfeitamente, com Tioté se dedicando mais à proteção da defesa e Cabaye, à articulação das jogadas, o que ficou bastante claro na vitória sobre o United. A Revolução Francesa do Newcastle (dos titulares, Obertan, Cabaye, Tioté e Ba falam a língua de Voltaire) tem vários pontos positivos. O melhor é que, por menos de £8 milhões, a equipe de olheiros chefiada por Graham Carr montou um meio-campo para ser muito respeitado.

Seleção da rodada
Joe Hart (Man City); Fabricio Coloccini (Newcastle), Vincent Kompany (Man City), Brede Hangeland (Fulham), Ashley Cole (Chelsea); Cheick Tioté (Newcastle), Yaya Touré (Man City), Yohan Cabaye (Newcastle); Nathan Dyer (Swansea), Bobby Zamora (Fulham), Stéphane Sessegnon (Sunderland).

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domingo, 11 de dezembro de 2011 Newcastle | 01:16

Fim do encanto

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O Newcastle conseguiu, nas primeiras 14 rodadas do campeonato, escalar a mesma defesa: Simpson, Steven Taylor, Coloccini e Ryan Taylor. A repetição era parte do sucesso não apenas pelo entrosamento, mas principalmente porque os reservas não mantêm o nível. Ontem, sem Steven Taylor (fora da temporada) e Coloccini, Alan Pardew viu seu time sucumbir ao Norwich: 4 a 2 no Carrow Road.

Com Coloccini e Steven Taylor, Krul era feliz e sabia

A derrota foi mais do que normal. Com Mike Williamson também lesionado, Pardew foi obrigado a escalar os laterais Simpson e Perch como zagueiros. Simpson, de 1.73m, é o titular pela direita, e Perch, de 1.80m, é muito fraco mesmo quando atua em sua posição natural. Sagaz, Paul Lambert respondeu às deficiências do Newcastle com a presença de Holt no ataque do Norwich.

O esquema com dois centroavantes, raramente utilizado pelos canários, não poderia ter sido mais bem-sucedido: os quatro gols (dois de Holt, um de Morison) saíram pelo alto. Dá pena de Pardew, que tem de administrar um elenco com apenas três zagueiros. E dá ainda mais quando a gente descobre que esse não é o único problema que ele enfrenta.

O meio-campo também virou drama. Por lesões, Pardew não pode contar com Tioté e Guthrie, substituto do marfinense. Em rodadas anteriores, não teve Obertan, titular do lado direito. Contra o Chelsea, jogou sem Jonás Gutiérrez e foi obrigado a abrir o limitadíssimo atacante Lovenkrands pelo lado esquerdo. Sem a ajuda do argentino na marcação, Ryan Taylor, lateral improvisado desde o início da temporada, levou um baile de Sturridge.

Curiosamente, o elenco se despedaçou logo na sequência mais difícil. Nos últimos quatro jogos, o Newcastle fez um ponto e despencou da terceira para a sétima posição, onde deve se estabilizar. Ba e Cabaye continuam jogando muita bola, mas um plantel remendado e sem reposição qualificada deve, como a gente já previa, tirar os Magpies da luta por vaga na Champions. Mesmo assim, a temporada é especial, supera todas as expectativas e precisa ser capitalizada. Que o ótimo trabalho em campo sirva para o proprietário Mike Ashley oferecer alternativas a seu treinador.

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quarta-feira, 26 de outubro de 2011 Newcastle | 11:29

Cuidado com aquele rótulo

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Filho do homem, Alan Carr lembra que rir é o melhor remédio para este fim de ano

Hoje, às 17h de Brasília, o Newcastle ganha seu último refresco até meados de dezembro. A sensação da temporada visita o Blackburn pela Carling Cup. No mês passado, os Magpies derrotaram o mesmo adversário, em St. James’ Park, por 3 a 1. O resultado ajudou a construir uma campanha invicta, de 19 pontos e quarto lugar em nove jogos na Premier League. O grande problema é que, exatamente em 31 de outubro, Alan Pardew já começará a administrar seu próprio Halloween.

O início do Newcastle merece aplausos, comentávamos aqui há um mês. Prova de que a relação de forças na Inglaterra até muda, ainda que não se revolucione da noite para o dia. Na segunda-feira, o time engata uma sequência nada fácil: Stoke (fora), Everton (casa), Manchester United (fora), Manchester City (fora), Chelsea (casa) e Norwich (fora). Se, em 10 de dezembro, o Newcastle tiver acrescentado sete pontos aos seus 19 de hoje, Pardew pode ficar satisfeito.

Você tem um aproveitamento de 70% e comemora a queda deste índice para 58% em menos de dois meses? É isso mesmo. Por enquanto, os compromissos mais difíceis do Newcastle foram o clássico contra um Sunderland decepcionante e as visitas de Arsenal e Tottenham. A vitória mínima no dérbi e os empates em casa foram, com razão, muito celebrados. Até que se prove o contrário, a meta dos Magpies não é a vaga na Champions League, mas a sétima posição, que já representaria muito para quem teve tantos imprevistos e saídas relevantes no mercado de transferências.

O Newcastle ainda tem um lateral improvisado (Ryan Taylor), um antigo flop titular no meio-campo (Obertan) e escassas opções de ataque, embora tenha também duas das melhores contratações da temporada (Cabaye e Ba) e uma defesa por ora irrepreensível. Sem tantos argumentos para sustentar seu lugar no Top 6 até o fim, o clube tira uma lição importante do filho de Graham Carr, chefe da equipe de observadores que transformou seu elenco. O comediante Alan Carr sabe que, sem pressão e acima das expectativas, rir é o melhor remédio. Portanto, sem essa de cavalo paraguaio.

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quinta-feira, 22 de setembro de 2011 Newcastle, Sunderland | 13:58

Silêncio e estardalhaço

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Cabaye é o maior expoente de uma revolução francesa que ainda tem Obertan, Marveaux, Abeid e Ben Arfa

O Newcastle teve um verão bem complicado, todo mundo sabe. O lateral-esquerdo José Enrique e o meia Joey Barton criticaram a postura da controversa administração Mike Ashley, que realmente deu motivo. Jogadores-chave, ambos foram embora. A diretoria pouco gastou na recomposição do elenco, não atendeu a alguns pedidos do técnico Alan Pardew, e muita gente passou a temer o segundo rebaixamento em quatro anos. Bobagem.

É cedo para profetizar como será a temporada dos Magpies, mas Pardew já merece elogios pelo que tem conseguido. Após cinco jogos, desfruta invencibilidade, a melhor defesa e a quarta posição na Premier League. A péssima reação generalizada à demissão de Chris Hughton, em dezembro do ano passado, e a última experiência de elite do substituto, um fracasso no West Ham com Tevez e Mascherano, haviam ampliado uma pressão que seria naturalmente grande. As respostas a ela são as melhores possíveis.

Pardew, de quem muitos desconfiavam (eu, inclusive), lidera uma revolução silenciosa e cheia de franceses – veja na legenda acima. Gastando apenas £12 milhões no verão, ele introduz ao time um agressivo e técnico Yohan Cabaye, candidato a contratação da temporada, e um Demba Ba que ainda pode melhorar muito, além de apostar na recuperação de jovens como Gabriel Obertan, que até começou bem em St. James’ Park, e Davide Santon. O Newcastle ainda conta com o retorno de Hatem Ben Arfa, que atuou na vitória sobre o Nottingham Forest pela Carling Cup.

Mesmo sem tanto apoio dos superiores, Pardew já assina um time que dominou o Aston Villa na última rodada e é bem favorito para vencer o Blackburn no sábado. Se o fizer, chega a um aproveitamento de dois pontos por jogo, que não poderia ser mantido por muito tempo, mas representaria um inesperado sucesso inicial do novo projeto.

Enquanto isso, ali no rival
Steve Bruce está aliviado. Seu Sunderland, que também mudou bastante, agonizava na Premier League antes de golear o Stoke por 4 a 0 no último domingo. O problema é que ele se empolgou com o resultado: “este é o melhor elenco com que já trabalhei por aqui”, disse o treinador, há mais de duas temporadas no Stadium of Light.

Com o ataque todo trocado (Bent, Welbeck e Gyan foram substituídos por Bendtner, Wickham e Ji) e um início ruim, Bruce se colocou contra a parede com a declaração. O clube investe muito desde que ele chegou e tem sido paciente com campanhas aquém do esperado: 13ª e 10ª posições, com apagões de dezembro a março, nos primeiros anos. Esta pode ser a última chance dele. Depois de assumir que tem ovos, o técnico precisa fazer a omelete.

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sábado, 7 de maio de 2011 Newcastle, Premier League, Temporada | 19:06

Por linhas tortas

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A acidental homenagem de Barton a Ian Rush - o bigode - durou só duas rodadas

O Newcastle sofreu mais do que deveria. A vitória de hoje, por 2 a 1 sobre o Birmingham, selou a permanência dos Magpies na Premier League a duas rodadas do fim. Parecia óbvio que o tradicional clube do norte, que chegou a disputar o título nos anos 90, conseguiria evitar outro rebaixamento traumático, mas o elenco similar e a repetição de erros colocaram essa tranquilidade em xeque.

Foram duas manobras arriscadas: a demissão do técnico Chris Hughton e a venda de Andy Carroll. Em 2008-09, quando caiu, o Newcastle também perdeu um técnico que fazia bom trabalho. Um desentendimento interno levou Kevin Keegan a pedir demissão logo em setembro. Em janeiro, o clube também negociou seu principal jogador, o goleiro Shay Given, que foi para o Manchester City.

Barton, que prometeu manter um bigode maroto até a primeira vitória do time, viu o Newcastle sofrer 3 a 0 do Manchester United e, na segunda rodada, atropelar o Aston Villa. Acabava a promessa e começava uma previsível irregularidade, que seria suficiente para manter o clube na elite. Das contratações, só Tioté vingou. De Jong não deixou Ben Arfa jogar, enquanto Gosling (também lesionado), Campbell e Perch pouco acrescentaram.

Sem muitas mudanças e na temporada do retorno, Chris Hughton não poderia ser tão cobrado. Foi. Demitido em dezembro na 11ª posição, ele deu lugar a Alan Pardew, que tem trabalhos razoáveis na carreira, mas já era apontado como decadente aos 49 anos. Em janeiro, Pardew assistiu à inevitável (e boa) venda de Carroll ao Liverpool por £35 milhões. O problema do Newcastle foi a incapacidade de arrumar um atacante e levar adiante o efeito dominó que começou com Torres no Chelsea.

O cumprimento do Judas: Ashley demitiu o homem que resgatou o Newcastle

De treinador novo, com Best, Ameobi, Ranger, Lovenkrands e Kuqi (?) no ataque e 30 pontos no campeonato, o Newcastle não passava muita confiança. Para a sorte de Mike Ashley, o proprietário com maior propensão a decisões desastradas, José Enrique, Barton, Nolan e Tioté fazem ótima temporada.

Com um lateral-esquerdo consistente e um meio forte, o Newcastle superou seus problemas defensivos e a ausência de atacantes decentes. A atual 10ª posição é o limite. Para dar um passo à frente, o clube não pode perder ninguém e precisa de reparos.

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quinta-feira, 28 de abril de 2011 Debates, Premier League | 00:38

Os aprendizes

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Após a demissão de Allardyce, Samba botou a boca no trombone e perdeu a capitania

Como ninguém mais deve cair até o fim do campeonato, a Premier League manteve a tendência das duas últimas temporadas: quatro demissões de treinadores. A diferença é que, com raras exceções, elas costumavam fazer sentido. Desta vez, três delas foram muito discutíveis. A mais estúpida foi a de Sam Allardyce no Blackburn, que não vence há três meses.

Big Sam foi demitido em 13 de dezembro. Uma semana antes, o Newcastle dispensou Chris Hughton. Roy Hodgson deixou Anfield em 8 de janeiro para, um mês depois, substituir Roberto Di Matteo no West Bromwich. Abaixo, a coluna interpreta as decisões e seus efeitos:

Blackburn com Allardyce: 21 pontos em 17 jogos (41,2%). Com Kean: 14 pontos em 17 jogos (27,4%). O Venky’s, grupo indiano que assumiu o clube em novembro, tentou mudar o estilo do time no meio da temporada. Só que não havia jogadores ou treinadores disponíveis e capazes de fazê-lo. A reação do elenco à demissão de Big Sam foi a pior possível. Ele tirou da lama uma equipe afundada por Paul Ince em 2008.

Mesmo abusando de improvisações (o bom zagueiro Samba já jogou até no ataque), Allardyce mudou o clube. Steve Kean, o treinador interino que foi efetivado, vê todos os atacantes em péssima fase e subutiliza um elenco que rendia muito mais com Big Sam. O artilheiro na temporada, Mame Diouf, tem só seis gols, três a menos que o zagueiro Huth, do Stoke. Nos últimos quatro jogos, só um gol dos Rovers. Samba já alertou: se não voltar a marcar, o Blackburn, hoje em 16º, vai cair.

Newcastle com Hughton: 19 pontos em 16 jogos (39,6%). Com Pardew: 22 pontos em 18 jogos (40,7%). O proprietário do Newcastle, Mike Ashley, é um ás das decisões desastradas. Demitir Chris Hughton foi mais uma delas. “Não faz sentido. Era um trabalho inacreditável”, avaliou o zagueiro Sol Campbell. Hughton passeou pela segunda divisão e devolveu o clube à Premier League.

Os Magpies iniciaram a temporada de forma irregular, mas conquistaram resultados expressivos, como a vitória contra o Arsenal no Emirates e o atropelamento por 6 a 0 sobre o Aston Villa. Alan Pardew, o substituto, chegou a fazer bom trabalho no West Ham, porém administrou mal as presenças de Tevez e Mascherano e, mais recentemente, batia cabeça com o Southampton. Já em St. James’, caiu na FA Cup diante do Stevenage, da League Two. Apesar do aproveitamento razoável, a impressão é de que Hughton poderia evoluir melhor.

Hodgson é só alegria no WBA: já venceu até o Liverpool

WBA com Di Matteo: 26 pontos em 25 jogos (34,7%). Com Hodgson: 14 pontos em nove jogos (51,8%). Roberto Di Matteo também passou facilmente pela segunda divisão. Teve um início brilhante em 2010-11 e foi o Treinador do Mês em setembro. Uma péssima sequência de resultados em 2011 provocou a demissão do ainda promissor manager, muito arriscada. Por sorte, Hodgson conseguiu causar impacto. O WBA está praticamente livre da queda.

Liverpool com Hodgson: 25 pontos em 20 jogos (41,7%). Com Dalglish: 27 pontos em 14 jogos (64,3%). O clima entre Hodgson e os torcedores era bem pesado, e o desempenho não se justificava nem pela turbulência administrativa. Embora precipitadamente julgado por conta do tempo inativo, Dalglish tem ótimo passado e, pelo momento do clube, era a melhor opção. Explorando a base (tema que será mais bem discutido), ele ganhou seis posições e resgatou o orgulho dos fãs.

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