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segunda-feira, 3 de setembro de 2012 Liverpool | 17:19

Gol é um detalhe

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A derrota por 2 a 0 para o Arsenal, em Anfield, confirmou a ausência de um finalizador no Liverpool, problema antigo que se agravou nesta temporada. As opções ofensivas são muito escassas, pois Kuyt, Bellamy, Maxi e Carroll deixaram Melwood. As contrapartidas foram as contratações de Borini e Assaidi, além de uma redução total de £23 milhões anuais na folha salarial. A diretoria planejou e pode atingir a saúde financeira, mas não se esforçou para resolver uma doença crônica do elenco. Pelo contrário.

Dempsey, sonho de uma noite de verão

Quando questionado sobre a possibilidade de Andy Carroll ser emprestado, há uma semana, o treinador Brendan Rodgers afirmou que permitiria isso apenas se um substituto fosse contratado. “Preciso de, no mínimo, três atacantes. Hoje, tenho Suárez, Carroll e Borini. Seria insano se deixasse Andy sair, a menos que haja outras soluções”, respondeu ao Guardian.

Em 30 de agosto, véspera do fechamento do mercado, Carroll foi emprestado ao West Ham. A conclusão óbvia era de que o Liverpool contrataria no deadline day, o último dia para transferências. Em afirmação publicada no site oficial do clube, Rodgers havia declarado aberta a caça a um “goleador reconhecido”. Clint Dempsey, autor de 23 gols pelo Fulham em 2011-12, era o alvo, todo mundo sabia. No entanto, não houve acordo com o Fulham, e o Liverpool não contratou ninguém.

A informação mais recorrente é de que a oferta máxima do Liverpool foi de £3 milhões, metade do oferecido pelo Tottenham, que capturou o norte-americano. A mesquinharia do clube, somada à inabilidade do diretor esportivo Ian Ayre de conduzir as negociações, determinou o caos no ataque. Ontem, Downing era a única opção ofensiva na reserva. O bastante promissor Raheem Sterling, de 17 anos, já é titular absoluto. O marroquino Oussama Assaidi deve aparecer no banco em breve. Mas todos esses são jogadores para as laterais do campo, no 4-3-3 de Rodgers. No centro, comandando o ataque, Suárez tem sido sacrificado e foi muito mal contra o Arsenal.

Repercutiu tanto o deadline day improdutivo do Liverpool, que o proprietário John W. Henry escreveu uma carta aos torcedores, publicada hoje pela manhã, na qual esclarece a política de contratações. Subentende-se que os gastos abusivos realizados até o ano passado funcionam como lições importantes, para não repeti-los. Henry ainda reiterou a ambição de resgatar os dias de glória do Liverpool, ressaltando que, com responsabilidade administrativa, isso vai levar muito tempo.

Yesil pode jogar antes do que imaginava

A carta é teoricamente perfeita, mas a negligência com um ajuste tão necessário assusta. Buscar um atacante faria uma diferença enorme para a equipe, não exigiria um grande sacrifício financeiro e facilitaria demais o trabalho de Rodgers, que teria mais peças e a chance de tirar Suárez da área, onde ele é subaproveitado.

Mesmo depois do fechamento da janela, a tendência é que, para amenizar o problema, o Liverpool seja forçado a um paliativo. Ele pode ser, por exemplo, a promoção do recém-contratado e promissor Samed Yesil para o time principal. Não é o ideal, pois o alemão de 18 anos queimaria uma etapa importante de sua adaptação à Inglaterra, mas Yesil, de seis gols e cinco assistências na Copa do Mundo sub-17 de 2011, é claramente melhor do que Adam Morgan, outro atacante da base. Rodgers também considera apelar para um jogador livre, um veterano que não tenha encontrado clube em agosto. Klasnic, Crespo, Owen e Del Piero são especulados. Acredite se quiser.

Outros problemas
*A ausência de Lucas, fora por pelo menos dois meses, pesou contra o Arsenal. Cazorla fez a festa entre as linhas de defesa e meio-campo. Joe Allen é ótimo, mas sofre com o posicionamento defensivo quando é escalado como “âncora” no meio-campo. Hoje, não há uma alternativa equivalente a Lucas.

*Pepe Reina tem falhado constantemente. Não há um goleiro reserva que o coloque sob pressão.

*Gerrard e Suárez foram muito mal ontem. Pode ser reflexo de quinta-feira, quando ambos jogaram 90 minutos contra o Hearts, na Liga Europa. Outro sinal de elenco curto.

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