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Posts com a Tag Alex Ferguson

quarta-feira, 6 de março de 2013 Copas Europeias, Man Utd | 08:57

Do kung-fu a Modric

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Acabou para o Manchester United. E está acabando para a Inglaterra, que, na Champions League, deve ter apenas a despedida do Arsenal em Munique e a honra de sediar a decisão. A provável ausência de representantes ingleses nas quartas de final é a sequência natural do que foi discutido no blog em dezembro do ano passado. No entanto, como até José Mourinho admitiu (“o melhor time perdeu”), os Red Devils poderiam ter derrubado o Real Madrid. O blog enumera cinco episódios que determinaram a derrota por 2 a 1 e a eliminação do United em Old Trafford:

Ferguson dispensou a entrevista coletiva após o jogo. Não é difícil entender por quê

A expulsão de Nani. O lance capital do confronto, mais do que qualquer um dos cinco gols. Sem intenção, Nani aplicou em Arbeloa um golpe de kung-fu e foi expulso pelo árbitro Cuneyt Cakir, que, enquanto o português estava deitado, teve alguns segundos para pensar no que faria. Um cartão amarelo teria punido Nani com correção, condenando a imprudência sem ignorar o caráter acidental do lance. Até a expulsão, o United controlava bem o jogo e não dava sinais de que sofreria gols.

A ausência de Jones. O quebra-galho do elenco, que perdeu por lesão a partida decisiva, teria sido importante demais. Não apenas para assessorar Rafael no combate a Ronaldo, sua principal função no jogo de Madrid, mas especialmente para fechar espaços e oferecer mais energia depois da expulsão de Nani. Alonso, Modric, Özil e Kaká circulavam à vontade contra meio-campistas desgastados e sem a força de Jones, que, como Sam Allardyce descobriu há duas temporadas no Blackburn, é capaz de proteger muito bem a área.

A apatia de van Persie. Ainda que a fase não seja brilhante, o holandês poderia ter feito mais no confronto. Na primeira partida, faltou a precisão habitual quando ele perdeu uma oportunidade clara diante de Diego López. Na segunda, faltou tudo a van Persie, que se aproximou bastante de sua versão pálida da Euro 2012.

A decisão de Ferguson. Ferguson relegou Rooney ao banco com o argumento de que Welbeck seria mais eficiente em atrapalhar Xabi Alonso. De fato, Welbeck foi enérgico sem a bola e limitou a passes burocráticos o articulador do Real Madrid, que costuma ser letal nos lançamentos. Mas Rooney vive ótima fase técnica e, embora não tenha o fôlego de Welbeck, também está habituado a cumprir papéis defensivos que contrariem sua “natureza”. Teria sido mais simples perseguir Alonso do que fechar o lado direito, como no primeiro jogo. É inevitável pensar na falta que Rooney fez nos momentos em que o United dominava. Não aproveitar Kagawa, que vinha de hat-trick no sábado, foi outra opção questionável.

A entrada de Modric. O ex-dínamo do Tottenham ainda não encontrou espaço no sistema de Mourinho, que mantém Khedira e Özil nas posições que ele poderia ocupar. Mas a atmosfera de um estádio inglês fez bem ao croata, um dos grandes da Premier League até a temporada passada. Chamado logo após a expulsão de Nani, Modric mostrou seu repertório em meia hora. Além do gol que pôs o Real Madrid em situação favorável, os passes precisos e a excelente movimentação minaram o sistema defensivo do United. Foi o melhor do jogo.

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segunda-feira, 8 de outubro de 2012 Man Utd, Newcastle | 15:22

À italiana

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Formações iniciais em Newcastle 0 x 3 MU

A vitória por 3 a 0 sobre o Newcastle, em St. James’ Park, marcou a melhor atuação do Manchester United na temporada. O conjunto de Alex Ferguson contou com dois gols a partir de escanteios para decidir o confronto, mas o placar foi mais um prêmio à pressão exercida nos primeiros minutos do que uma casualidade. No início da partida, o United flertou com 80% de posse de bola.

Ferguson buscava exatamente isso quando montou o time no 4-3-1-2, com um losango (ou diamante) à italiana no meio-campo. Foi a primeira vez que o United atuou assim no campeonato, mas a formação já havia sido testada nos confrontos contra Newcastle, na Capital One Cup, e Cluj, na Champions League. Ao site do clube, o treinador apontou a possibilidade de o diamante ser utilizado com alguma frequência nesta temporada.

O 4-3-1-2 dá certo no United, mas vale sempre lembrar que uma formação é “melhor” do que outra apenas em determinados contextos. O losango no meio-campo passa a ser uma alternativa em Old Trafford porque permite a Ferguson escalar Kagawa, Rooney, van Persie e, quando for o caso, um atacante extra ao mesmo tempo. Além disso, a falta dos pontas tem sido compensada pelos avanços do lateral-direito Rafael, que, apesar das peripécias nos Jogos Olímpicos, começou muito bem a temporada.

RvP e Kagawa oferecem novas opções

Ainda assim, há outros pontos a considerar. A opção pelo diamante tem a ver também com a trágica atuação em St. James’ Park na temporada passada, quando o United foi derrotado por 3 a 0 numa partida completamente dominada por Tioté e Cabaye. Desta vez, o United mandou prender e soltar no centro do meio-campo e correu riscos pelas laterais, de onde vários cruzamentos abasteceram Ba e Cissé, sobretudo no início do segundo tempo.

O sucesso no jogo de ontem também está relacionado à fragilidade do Newcastle, que teve Harper, Santon, Perch, Williamson e Ferguson, ou seja, quatro reservas na defesa, um enorme prejuízo para Alan Pardew. Além disso, os pontas dos Magpies, Ben Arfa e Gutiérrez na formação inicial, não costumam atacar tanto os laterais adversários. Pontas mais agressivos causariam mais danos. Há menos de uma semana, houve uma partida em que o time que explorou as laterais dominou aquele que concentrou seus jogadores na faixa central: Porto 1 x 0 PSG.

As atuações recentes incentivam Ferguson a utilizar o losango outras vezes, mas essa opção certamente não é definitiva. Por exemplo, uma peça fundamental para o United nas últimas temporadas não se adapta tão bem a esse esquema: Antonio Valencia, em tese, precisa jogar pela faixa direita do campo. Muito além de apenas uma formação, a capacidade de variar seu estilo de jogo passa a ser a grande arma do Manchester United.

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segunda-feira, 2 de abril de 2012 Man City | 07:46

Mad Men

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Mancini tenta forjar calma, mas não consegue

A duras penas, no sábado, o Manchester City empatou em casa por 3 a 3 com o Sunderland. Até metade do segundo tempo, os Black Cats davam uma aula de contra-ataques com Sessegnon, Seb Larsson e até Bendtner atormentando um adversário nervoso e vulnerável. Se o Manchester United vencer o Blackburn hoje, abrirá cinco pontos de vantagem na liderança. Nas últimas quatro rodadas, o City se limitou a dois empates, uma vitória e uma derrota. Quais são os problemas do ex-favorito ao título?

Craque sumido. David Silva, o melhor jogador do primeiro turno da Premier League, desapareceu. Incapaz de criar oportunidades com a frequência de 2011, o Silva de 2012 é bem menos brilhante e foi substituído nos últimos cinco jogos do Manchester City. O espanhol, que ainda é o melhor garçom do campeonato com 12 assistências, pode interpretar a situação de duas formas, ambas verdadeiras: 1) ele é irregular; 2) ele é importante demais para o sucesso do time.

Desfalques. Mais recentemente, foi a tal “lesão estúpida” de Sergio Agüero, que teria sido causada pela moto de brinquedo de seu filho de três anos. Outro ponto é a inconsistência defensiva. Se a fase tímida de Silva limita o ataque a brilharecos individuais, as ausências de Kompany e Lescott pesam demais na outra ponta. Os dois não atuam juntos há um mês. Sem a dupla titular de zagueiros, o City sofreu nove gols e não conseguiu nenhum clean sheet em seis partidas.

"Eu não estava chorando; estava apenas cansado", John Millington

Tensão. Alguém se lembra do choro de um torcedor (flagra ao lado) quando o Swansea abriu o placar contra o City, há três semanas? Foi um recorte da realidade. O rival por um título que não vem há 44 anos é o United, investimento e folha salarial são estratosféricos, e o time fracassou em todas as outras cinco competições da temporada. Além disso, todo mundo sabe que o emprego de Roberto Mancini está ameaçado e possivelmente atrelado à conquista da liga. A pressão é enorme. É natural também que a inexperiência nesse tipo de situação deixe elenco e staff tensos além da conta.

Mind games. Os famosos jogos mentais de Alex Ferguson não são para qualquer um. Executivo no Manchester City, Patrick Vieira acusou a arbitragem de favorecer o United e qualificou como “demonstração de fraqueza” a decisão do rival de resgatar Paul Scholes da aposentadoria. A resposta de Ferguson à última afirmação foi tão perfeita quanto óbvia: e a volta de Tevez, representa o quê? Enquanto isso, Mancini demonstrava confiança irrestrita no título até sábado. O empate com o Sunderland o fez recuar e revelar inconsistência no discurso. O silêncio teria sido bem mais produtivo.

Força, Stiliyan
Diagnosticado com leucemia aguda, o volante búlgaro Stiliyan Petrov, do Aston Villa, faz uma pausa na carreira para lutar pela vida. Entre Celtic e Villa, Petrov passou dez anos ao lado de Martin O’Neill, seu admirador confesso. Ele enxerga além do futebol para tratar de algo mais importante, assim como fez há sete meses o francês Steed Malbranque, ex-Tottenham, Sunderland e Fulham, que encerrou a carreira para se dedicar ao filho com câncer. A eles e a Fabrice Muamba, toda a sorte do mundo.

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segunda-feira, 12 de março de 2012 Man Utd | 16:03

Meia-volta, volver!

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United 8 x 2 Arsenal, em 28 de agosto de 2011

Antonio Conte iniciou seu trabalho na Juventus com um inovador 4-2-4. Na verdade, era nada além de um 4-4-2 com wingers muito ofensivos, mas a definição diferente serviu para que a novidade fosse discutida. Com menos alarde, o Manchester United também começou a temporada assim. O time que goleou o Arsenal por 8 a 2 em agosto, por exemplo, teve Cleverley, Anderson, Nani, Young, Welbeck e Rooney.

Aquele foi o melhor futebol apresentado pelo United em 2011-12. A derrota por 6 a 1 para o Manchester City em outubro, a queda de Nani e as lesões de Young e Cleverley obrigaram Alex Ferguson a reconsiderar a postura da equipe, que, mais cautelosa, foi eliminada de três copas, mas acaba de resgatar a liderança da Premier League com excelentes 67 pontos em 28 jogos. É exatamente agora que Ferguson volta ao ataque.

Ontem, enquanto o City perdia por 1 a 0 para o Swansea em Gales, um United bem mais ousado vencia o WBA por 2 a 0 em Old Trafford. Carrick e Scholes foram os meias centrais que deram sustentação a Welbeck (aberto pela direita), Young (pela esquerda), Rooney e Chicharito. O 4-4-2 ofensivo e fluido (ou simplesmente 4-2-4) do início da temporada é uma aposta razoável para a reta final porque as circunstâncias favorecem.

O United tem a obrigação de controlar nove dos dez jogos até o fim do campeonato. À exceção do Manchester City, adversário na 36ª rodada, todos os oponentes estão abaixo da sétima posição. Fulham, Everton e Swansea, que seriam anfitriões indigestos, vão ter de visitar Old Trafford. A melhor maneira de evitar uma reedição do domínio exercido pelo Athletic Bilbao na quinta-feira passada é agredi-los como no início de 2011-12.

Para o quarteto ofensivo brilhar, é fundamental que os meias centrais estejam bem. Nesse sentido, o retorno de Scholes é perfeito porque oferece qualidade no passe e cobertura a Cleverley, que também está de volta. Além disso, Carrick é consistente há bastante tempo. Ferguson ainda pode contar com Giggs, Anderson, Pogba e, quando quiser recuperar a bola com mais facilidade, Jones para o setor.

É justo lembrar que o City é o melhor time da Inglaterra e depende das próprias forças, mas também que teve uma semana péssima, em que até David Silva decepcionou. Enquanto isso, em Old Trafford, Young e Rooney resgatam a ótima afinação do começo de 2011-12. A temporada ainda não é, mas pode terminar empolgante para o United.

Leia aqui a ótima entrevista que Alex Ferguson concedeu ao iG.

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sábado, 11 de fevereiro de 2012 Man Utd | 15:46

Scholes rules

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A infantilidade de Luis Suárez e Patrice Evra gerou uma assustadora quantidade de achismos, clubismos e radicalismos. Cada um defende seu lado num caso em que ninguém – mas ninguém mesmo – deve ser beatificado. Melhor, então, é repercutir a vitória por 2 a 1 do Manchester United sobre o Liverpool. A atuação dos Devils foi excepcional, especialmente pelo controle do meio-campo.

A ótima fase de Michael Carrick não é de hoje. Desde o afastamento de Darren Fletcher e da crise de lesões entre os meias, ele reassumiu o posto de titular absoluto e ofereceu estabilidade e consistência ao setor, com e sem a bola. Quem mais impressionou, no entanto, foi seu parceiro. Considerando que virou o ano aposentado, Paul Scholes é, realmente, um fenômeno.

Scholes acertou 87 dos 96 passes que arriscou, mas foi bem além dos números. A lucidez e o poder de organização ainda estão lá e, aliados a uma boa preparação física, são muito úteis ao United. Aos 37 anos, ele já comprovou o acerto de Ferguson na decisão de chamá-lo de volta. O retorno de Tom Cleverley não precisa ser apressado, e o time tem a quem recorrer para articular suas jogadas.

Old, but gold

Hoje, pela primeira vez, Scholes e Giggs começaram juntos uma partida desta edição da Premier League. O lance que resume a capacidade deles aconteceu no primeiro tempo, com Scholes acionando Giggs, aberto à esquerda como nos velhos tempos, e aparecendo para completar cruzamento cirúrgico do galês. Eles se recusam a passar o bastão.

Everton 2 x 0 Chelsea
Enquanto o Everton tranca os cofres, David Moyes se vira. Três jogadores emprestados determinaram a ótima vitória sobre o Chelsea: Steven Pienaar, Denis Stracqualursi e o melhor deles, Landon Donovan*. Do outro lado, um time bem sonolento, que despeja dúvidas sobre o futuro na corrida pela quarta posição e nas oitavas de final da Champions League.

Swansea 2 x 3 Norwich
O Swansea é o melhor dos recém-promovidos, mas o Norwich é o mais eficiente. O time de Paul Lambert marcou três gols contra uma defesa sempre sólida no País de Gales e já está a quatro pontos do Liverpool. Impressionante.

*Emprestados pela MLS, Donovan, Robbie Keane e Thierry Henry, decisivo na vitória do Arsenal sobre o Sunderland, serão tema do blog em breve.

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segunda-feira, 30 de janeiro de 2012 Mercado, Treinadores | 14:19

O pior fantasma

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José Mourinho não aguenta mais o Real Madrid, o Barcelona e a imprensa espanhola. O Sunday Times sugere, então, que o Special One retornará à Inglaterra já na próxima temporada, quebrando seu vínculo ao Santiago Bernabéu dois anos antes do previsto. A reação óbvia à notícia de que um bicampeão inglês pretende (ou que simplesmente vai) voltar à Premier League é o aumento imediato da pressão sobre os técnicos dos grandes clubes. E aí?

Mourinho substituiu Mancini na Internazionale em 2008

Roberto Mancini, Manchester City. Certamente, é o mais ameaçado por conta do nível de gastos e exigência da diretoria. Nas copas, sua especialidade na carreira de treinador, Mancini já fracassou. Se não ganhar a Premier League, parece bem provável que o polpudo orçamento anual do xeque Mansour seja administrado por outra pessoa a partir da próxima temporada.

Alex Ferguson, Manchester United. Se quiser, aposenta-se. Se não, fim de papo.

Harry Redknapp, Tottenham. Os resultados e o desempenho em campo são ótimos, sem contestação. No entanto, o líder da ascensão dos Spurs tem pendência na justiça e, há dez anos, uma trajetória marcada pelo nomadismo. Além disso, sempre está entre os candidatos para suceder Fabio Capello na seleção inglesa depois da Euro 2012.

André Villas-Boas, Chelsea. O discurso da cúpula é de apoio irrestrito ao discípulo do Special One. Inclinado a contratar jovens, Villas-Boas parece ter carta branca para liderar a reforma do elenco. Assim, imaginando ainda a relação arranhada entre Roman Abramovich e o treinador do Real Madrid, o Chelsea não deve fazer um flashback com Mourinho se puder garantir ao menos um lugar na próxima Champions League. Aliás, um confronto entre os portugueses na Inglaterra seria sensacional.

Arsène Wenger, Arsenal. Com contrato até 2014, Wenger não deve ter sua saída determinada pela direção, que respeita a história do treinador. Em outras palavras, após amenizar muito a crise do início da temporada, o francês sai apenas se quiser, através de um acordo mútuo.

Kenny Dalglish, Liverpool. O contrato de King Kenny também termina em 2014. Para não correr riscos, entretanto, Dalglish precisa tratar de ganhar uma das copas e melhorar o aproveitamento na liga. A vaga na Champions pode até não vir, mas os proprietários são ianques, pragmáticos e querem ter a certeza de que o clube vai progredir, ou seja, exigem evolução em campo.

José Mourinho. Outro ponto é o tamanho do desafio que ele aceitaria assumir. Por exemplo, estaria o bicampeão inglês, acostumado a um Chelsea que não media esforços para lhe oferecer o melhor time, disposto a abraçar um projeto com restrições financeiras, como seriam os de Tottenham, Arsenal ou Liverpool? E se não houver vagas em clubes, Mourinho substituiria Capello na seleção? A conferir.

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sábado, 28 de janeiro de 2012 Copas Nacionais, Man Utd | 19:38

Red Devils

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Um desfalcado Manchester United teve nos pés a classificação à quinta fase da FA Cup. O fatal cochilo de Patrice Evra aos 43 do segundo tempo gerou o gol da vitória do Liverpool e impediu um replay em que os Red Devils seriam claramente favoritos. Isso à parte, perder em Anfield ainda é normal. Pior é a sequência de eliminações que resumiu a temporada do United a Premier e Europa Leagues.

Para quem sempre flerta com doubles e trebles, 2011-12 já é, de certa forma, uma temporada amarga. É claro que a satisfação do torcedor depende de como terminar a corrida pelo título nacional contra o Manchester City, mas a raiva de Alex Ferguson após as derrotas para Crystal Palace (Carling Cup), Basel (Champions League) e Liverpool (FA Cup) sinaliza que esses fracassos não estavam no script.

Reggie, o simpático mascote do Crawley Town, garantiu a alegria da classe neste sábado

A reforma do United tem sido mais dolorosa do que esperávamos por conta da sequência de lesões, apostas que ainda não deram certo, como David De Gea, e o baixo rendimento de quem contribuía bem mais, como Chicharito Hernández. Porém, embora não impressione em campo, a campanha na liga é excepcional na tabela, com 77% de aproveitamento, mais do que os 70 do último título. Ferguson tem de trabalhar os atributos psicológicos de sua nova (nem tanto por Scholes e Giggs) equipe, mas não há nada irreparável em Old Trafford.

Crawley Town
Enquanto isso, no KC Stadium, um diabo vermelho fez festa. O KC, para quem não lembra, é a casa do Hull City, sexto colocado da segunda divisão e hoje eliminado da FA Cup pelo Crawley Town. O Crawley, que tem o mesmo mascote do Manchester United, é o terceiro colocado da quarta divisão. A vitória por 1 a 0 sobre o Hull levou o clube provinciano às oitavas de final da copa pela segunda vez consecutiva.

A diferença é que, na temporada passada, o Crawley não estava sequer na Football League. Era time da Conferência Nacional, equivalente à quinta divisão. Há um ano, o blog tratou dessa jornada, que, curiosamente, terminou com uma derrota por 1 a 0 para o Manchester United em Old Trafford. Desta vez, o diabo vermelho mais bem-sucedido na FA Cup vem do Broadfield Stadium.

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domingo, 8 de janeiro de 2012 Man City, Man Utd | 18:24

Guerra psicológica empatada

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Paul Scholes troca o blazer pela camisa 22, a que vestiu há 16 anos

Uma equivocada expulsão do capitão do Manchester City, Vincent Kompany, ofereceu ao Manchester United duas boas oportunidades: a de se classificar à quarta fase da FA Cup e a de garantir uma espécie de triunfo psicológico sobre seus rivais para o restante da temporada. A primeira foi aproveitada com uma vitória por 3 a 2. A segunda, talvez igualmente importante, foi por água abaixo na etapa final.

Após ter três gols e um jogador de vantagem ao intervalo, Alex Ferguson certamente sonhava com um Etihad Stadium mais fúnebre quando a partida terminasse. A vitória não deixou de ser uma manifestação de força e poder de recuperação, pois a semana anterior havia sido trágica e o adversário parecia imbatível em casa. Porém, mais do que uma devolução dos 6 a 1 de Old Trafford, uma goleada poderia alimentar os tradicionais jogos psicológicos de bastidores com os quais Ferguson adora minar oponentes.

Em vez de elogios, Sir Alex disparou críticas contra seu time em função da “falta de cuidado” para defender a vantagem no segundo tempo. Para combater a péssima fase, ele parece querer chocar seus jogadores de alguma maneira. É claro que o muito surpreendente retorno do ex-aposentado Paul Scholes tem a ver com a crise de lesões, mas o poder de influência dele sobre o vestiário provavelmente impulsionou o convite de Ferguson.

Do outro lado, o menor dos males. A esta altura, com a liderança na liga e a necessidade de se impor sobre o United por um título mais relevante, a eliminação em si não pesa tanto para o Manchester City, atual campeão da FA Cup. A atuação no segundo tempo, que os aproximou do empate, foi suficiente para evitar um clima negativo ou mesmo o despertar de um velho complexo de inferioridade. No placar, triunfo do United. Na guerra psicológica, não houve vencedores.

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domingo, 4 de dezembro de 2011 Man Utd | 21:22

Na conta do chá

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Manchester United 5 x 1 outros. Este é o placar agregado das últimas cinco partidas do United na Premier League. Religiosamente, um gol marcado por jogo. O único sofrido veio de um pênalti inexistente, concedido pelo árbitro Mike Jones ao Newcastle. A consequência natural da goleada do Manchester City por 6 a 1 em Old Trafford, há seis rodadas, é a cura da insônia de quem assiste ao time de Alex Ferguson.

Phil Jones é símbolo de um United que pouco joga, não deixa jogar e sempre encontra um gol - nada além de um gol

A vitória de ontem, por 1 a 0 sobre o Aston Villa em Birmingham, foi provavelmente o pior jogo da temporada. E as partidas contra Swansea, Sunderland e Everton, também recentes e vencidas por 1 a 0, não ficam muito atrás. É evidente que Ferguson tinha de se cuidar após levar seis gols em casa – e isso se manifesta, entre outros fatores, pelo resgate de Carrick aos titulares –, mas a mudança de perfil não é meramente obra do treinador.

O futebol atrativo e de ótima fluidez no ataque do início da temporada morreu com as ausências de Cleverley e Anderson (hoje lesionados, eram titulares) e o declínio técnico de Nani, Young e Rooney, este por vezes sacrificado para combater a pobreza criativa do meio-campo. Enquanto o trio perdeu fôlego à frente, a defesa ficou muito mais segura com a volta de Vidic, que aconteceu exatamente após a goleada para o City. É natural que partidas insanas, como os 3 a 1 sobre o Chelsea em Old Trafford, tenham sido substituídas por vitórias sonolentas.

Sem o cérebro de Cleverley, que se tornou fundamental de uma hora para outra, o United tem jogado por uma bola, geralmente finalizada por Chicharito. Infelizmente para Ferguson, o mexicano se junta a Cleverley e também vai perder os próximos jogos por lesão. A solução, então, é seguir ganhando na marra. Ontem, atuando no meio-campo, Jones compensou com intensidade as deficiências da equipe e, em ótima chegada à área, marcou o primeiro gol da carreira e definiu outra goleada por 1 a 0.

Não há crise em Old Trafford. Pelo contrário: os resultados domésticos, descontando a eliminação da Copa da Liga, são ótimos. O problema mesmo é o futuro. Em dezembro, o time até deve se virar sem Chicharito, com Welbeck de volta. No segundo turno, porém, o United enfrenta City (também na FA Cup), Tottenham, Chelsea, Newcastle e Arsenal longe de casa. Mesmo com os retornos, um mercado de janeiro sem novidades pode custar a briga pelo título.

Veja a classificação do campeonato.

Seleção do fim de semana
Wayne Hennessey (Wolves); Micah Richards (Man City), Phil Jones (Man Utd), Thomas Vermaelen (Arsenal), Gareth Bale (Tottenham); Daniel Sturridge (Chelsea), Yaya Touré (Man City), Scott Parker (Tottenham), Gervinho (Arsenal); Yakubu (Blackburn), Steven Fletcher (Wolves).

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terça-feira, 22 de novembro de 2011 Copas Europeias, Man City, Man Utd | 23:49

A medida do fracasso

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Há três temporadas, Agüero chegou às oitavas da Champions com o Atlético

O Manchester City está à beira do precipício em sua primeira Champions League em quatro décadas. A derrota no San Paolo condiciona a classificação a um milagre na última rodada. Para seguir adiante, o City precisa, além de uma vitória sobre o Bayern em casa, que o Villarreal tire pontos do Napoli em El Madrigal. Alemães e espanhóis têm as vidas definidas e não devem alterar a situação, desfavorável aos ingleses.

Mesmo quando você tem a bola em 70% do tempo, perder no San Paolo é aceitável. Mais ingrata é a lembrança do empate por 1 a 1 com o Napoli no Etihad Stadium, quando o City pecou pela ausência de De Jong justamente no espaço de atuação de Lavezzi e Hamsik. Os dois sempre alimentavam um Cavani inspirado e de três gols nos confrontos contra os Citizens.

A sensação, correta, é de que o Manchester City falhou além da conta nos três jogos diante de Napoli e Bayern, que praticamente eliminam da Champions a melhor equipe da Inglaterra. No entanto, os descuidos defensivos da estreia, a submissão ao adversário em Munique e as falhas capitais em Nápoles não devem sacrificar um trabalho que, de forma geral, tem sido muito bem administrado.

Afinal, o sorteio impôs ao City um Bayern precocemente encantador com Jupp Heynckes e um Napoli forte, dedicado e repleto de referências ofensivas em seu retorno à principal copa europeia. Olhar para dentro é necessário para entender que Agüero é importante demais para ser reserva durante 80 minutos numa partida decisiva ou mesmo que o rodízio de atletas precisa ter um limite, mas também é importante reconhecer que os oponentes eram muito bons.

O pior é que a iminente eliminação mal tem um lado positivo. “Ah, o City vai se dedicar à Premier League”. Até vai, mas o elenco é grande e homogêneo o bastante para anular qualquer problema de cansaço. Ainda que ameaçar o emprego de Mancini agora seja um sacrilégio, é impossível não pensar no tamanho do desperdício em ter uma equipe de 34 pontos em 36 possíveis na Inglaterra disputando a Liga Europa a partir de fevereiro. O City não deve maximizar o fracasso, porém tem muito a lamentar.

Time das pontas
Mesmo que seja improvável, quem também pode parar na Liga Europa é o Manchester United, que empatou em casa com o Benfica. A primeira colocação da chave deve ficar com os portugueses. A classificação do United depende de um empate com o Basel na Suíça, o que pode não ser tão simples.

Hoje, Ferguson não teve Cleverley e Rooney. Dá para imaginar a pobreza do meio-campo com a bola. Ashley Young atuou atrás do atacante único, como fazia em sua última temporada no Aston Villa, e foi mal. O United tem infinitas armas para atacar pelas pontas, inclusive Young, e depende demais de um garoto propenso a lesões, que retorna agora de um empréstimo ao Wigan, para criar pelo centro. Isso não está certo.

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