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segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013 Arsenal, Copas Europeias | 13:52

Arsenal x Bayern

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Arsène Wenger acredita. Afirmou em entrevista coletiva que confia “na qualidade, no espírito e na força mental” do Arsenal para o confronto da Champions League contra o Bayern Munique, que começa amanhã no Emirates. É difícil falar em espírito e força mental dois dias após perder em Londres para o Blackburn e ser eliminado da FA Cup, tratada como a maior chance de conquistar um troféu que não vem há quase oito anos. Mas Wenger insiste: “vivemos numa democracia de experts e opiniões, e há vários experts que não estão exatamente certos”.

Para silenciar os experts, o Arsenal precisa fazer frente ao melhor Bayern dos últimos anos. Os números domésticos do time que Jupp Heynckes entregará a Pep Guardiola são incríveis. O aproveitamento na Bundesliga é de 86%. O saldo é de 50 gols – 57 marcados e sete sofridos. Como visitantes, os bávaros foram vazados apenas uma vez, pelo Nuremberg, em novembro de 2012.

O Bayern que perdeu o título europeu para o Chelsea ainda não tinha Dante, Javi Martínez e Mandzukic, reforços do mercado de verão. Eles se distribuíram por três dos quatro setores do 4-2-3-1 de Heynckes: o brasileiro oferece mais segurança à defesa, o espanhol garante estabilidade e saída de bola qualificada, e o croata aproveitou a lesão de Gómez para assumir o posto de centroavante titular. O outro setor, dos meias, teve a consolidação do excelente Kroos e a recuperação de Müller, que não fazia uma grande temporada desde a Copa do Mundo de 2010.

Possíveis escalações. Arsenal pode ter Ramsey para proteger o lado direito. Batalha do meio-campo, com Arteta-Wilshere-Cazorla x Martínez-Schweinsteiger-Kroos, promete.

Além do adversário em ótima fase e da lembrança da derrota para o Blackburn, o Arsenal tem de lidar com um problema sério em seu lado esquerdo. Gibbs está lesionado, André Santos foi emprestado ao Grêmio (o que restringe as opções, mas não é necessariamente ruim), e o recém-contratado Monreal não pode atuar porque já defendeu o Málaga na Champions. Wenger deve ser obrigado a deslocar Vermaelen à posição. Não é o melhor cenário, pois indica que Mertesacker será titular e um lateral improvisado ficará exposto a Müller (ou Robben) e dependerá demais da ajuda de Podolski no combate a Lahm.

Mas nem tudo é tragédia. Com cuidado no passe e velocidade, o Arsenal pode explorar a confiança do Bayern. Se o time alemão adiantar suas linhas e pressionar, haverá Wilshere, Cazorla e Walcott para responder em contra-ataques. Aliás, especula-se que Wenger abrirá mão de Giroud para priorizar a velocidade e a movimentação (provavelmente com Walcott adiantado) em detrimento de uma referência na área. Seria uma mensagem clara de como ele pretende abordar o jogo.

Pela situação das equipes, o confronto lembra muito o de dois anos atrás, quando o Arsenal enfrentou o Barcelona, também nas oitavas de final da Champions. Os catalães avançaram, mas perderam a primeira partida por 2 a 1, no Emirates. Jack Wilshere foi o grande jogador daquela noite. É nele que o Arsenal deve apostar de novo.

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sexta-feira, 11 de janeiro de 2013 Premier League | 21:30

Man Utd x Liverpool; Arsenal x Man City

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A Premier League deixou para domingo as partidas mais chamativas da 22ª rodada. Às 11h30 de Brasília, o Manchester United recebe o Liverpool. Em seguida, às 14h, o Manchester City visita o Arsenal. O blog discute os confrontos:

Man Utd x Liverpool
Rooney ainda será desfalque, garante Alex Ferguson. Hernández, seu substituto nas últimas rodadas, vive ótima fase, mas não é presença certa entre os titulares. Para evitar a desvantagem numérica contra o trio de meias centrais do Liverpool, é possível que Ferguson escale Kagawa. O japonês carregaria a bola até van Persie, liberando o holandês para atuar mais perto da área adversária.

No Liverpool, duas dúvidas importantes. Como José Enrique está lesionado, Brendan Rodgers quebra a cabeça para escolher entre Wisdom (na lateral direita, deslocando Johnson à esquerda) e Downing (na lateral esquerda, com Johnson à direita). Nenhuma das alternativas é exatamente segura para Old Trafford, o que abre espaço até a uma formação diferente, com três zagueiros – Wisdom, Skrtel e Agger – e Johnson e Downing como alas.

Há ainda a expectativa pela presença de Sturridge e, especialmente, pelo link entre ele e Suárez. Em entrevista na semana passada, para a surpresa do colunista, Rodgers afirmou que o uruguaio pode voltar à função que exercia no Ajax, uma espécie de “winger interno” para explorar as diagonais. De qualquer maneira, o técnico valorizou a versatilidade de seus atacantes e ressaltou que o posicionamento depende do adversário e deve mudar durante os jogos.

Arsenal x Man City
As visitas do City ao Emirates têm sido improdutivas. Nas três últimas pela Premier League, não marcou gol e finalizou apenas quatro vezes na direção certa. Na próxima, não terá Agüero, Yaya Touré e Nasri, o que levanta certa desconfiança sobre o comportamento do time. Após o empate por 0 a 0 em 2010-11, Roberto Mancini admitiu que a postura foi defensiva, mas fez a ressalva: “prefiro um ponto e críticas a nenhum ponto e aplausos”. Na temporada seguinte, recebeu as mesmas críticas e perdeu por 1 a 0.

Um problema sério em 2012-13 é a incapacidade de atacar pelas pontas, uma vez que Sinclair, que substituiu Adam Johnson como opção de velocidade do elenco, não convenceu Mancini. Então, vários oponentes congestionam a faixa central e “espremem” os meias e atacantes do City, que geralmente tem Nasri e Silva derivando ao centro para criar jogadas. A tendência é que Milner seja um dos wingers no domingo, mas ele habitualmente acompanha mais do que agride o lateral adversário.

Do outro lado, Arsène Wenger tem de escolher entre Walcott e Giroud para liderar o ataque. No empate por 1 a 1 do Etihad, em setembro, Gervinho foi o centroavante, com Giroud no banco. Se ainda acredita que a velocidade é o melhor expediente contra os zagueiros do City, Wenger deve insistir em seu (muito) ousado projeto de transformar Walcott em Henry. Nesse caso, é fundamental que Cazorla se aproxime dele para não deixá-lo isolado entre Kompany e Nastasic.

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segunda-feira, 31 de dezembro de 2012 Arsenal | 16:12

Assina, Walcott

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Ao menos no discurso, a resistência de Theo Walcott em assinar um novo contrato com o Arsenal não envolve questões financeiras. Ele está farto de atuar como ponta direita no 4-2-3-1 de Arsène Wenger e quer a garantia de que poderá ficar mais perto do gol. “Fui contratado (aos 16 anos) como atacante e pretendo jogar à frente dos meias”, diz. No sábado, ao marcar três gols contra o Newcastle, Walcott ganhou um argumento para colocar sobre a mesa durante as negociações.

Wenger não pretende perder Walcott justamente após a melhor temporada dele

Por outro lado, a atuação de sábado não indica que Walcott seja necessariamente “o novo Thierry Henry”, como Wenger sugeriu há três dias. Theo jogou 74 minutos como centroavante, marcou um gol em contra-ataque, outro ao aproveitar uma sobra na área e perdeu algumas boas chances. Nos 16 minutos finais, quando a entrada de Giroud o obrigou a retornar à meia direita do 4-2-3-1, Walcott ofereceu dois gols ao centroavante francês e marcou seu terceiro. Todos os lances com a assinatura de um autêntico winger, partindo da ponta.

Os apoiadores da campanha de Walcott podem apontar a evolução dele como finalizador: marcou 14 gols em 2012-13, mais do que em qualquer outra temporada completa. Quando um jogador tem virtudes ofensivas raras para sua posição, sempre alguém sugere uma mudança de função, o que não é obrigatoriamente uma boa ideia. Por exemplo, o fato de Cristiano Ronaldo ser um dos grandes finalizadores das últimas décadas não o transforma num centroavante. Paulo Bento sabe que ele precisa jogar de frente para o gol e escala Hélder Postiga (veja bem) na seleção portuguesa.

O debate se estende a defensores. Laterais que apoiam bem devem ser convertidos em pontas? Não há uma reposta certa. Glen Johnson é um ótimo lateral quando carrega a bola e surpreende sistemas defensivos, mas não um bom winger. Se ainda fosse lateral, Gareth Bale seria muito subutilizado no Tottenham, pois ele é uma ameaça consistente aos marcadores adversários, sem precisar aparecer como surpresa. Alan Pardew, do Newcastle, deve enfrentar esse dilema com o lateral-direito francês Mathieu Debuchy, praticamente certo para a janela de janeiro.

No caso de David Luiz, a transformação em meio-campista pode ser interessante, ainda que tenha sido motivada mais pela carência de volantes no elenco do Chelsea do que por qualquer outro fator. As virtudes do zagueiro David (antecipação, saída de bola qualificada, ótimos lançamentos etc.) seguem válidas, e o tão criticado posicionamento deixa de ser um problema.

Retomando o debate principal, a impressão ainda é de que Walcott tem mais credenciais de winger do que de centroavante, especialmente quando observamos o excelente link entre ele e Giroud nos minutos finais de Arsenal 7 x 3 Newcastle. A tendência é que Wenger trate a hipótese de utilizá-lo à frente como uma alternativa, não como uma solução definitiva. Resta saber se isso e as políticas comparações com Henry serão suficientes para convencê-lo a prorrogar o contrato, que termina já nesta temporada.

*Grande 2013 aos amigos!

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sexta-feira, 14 de dezembro de 2012 Arsenal | 16:49

Há discussão

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O Bradford City, quarto colocado da quarta divisão inglesa, eliminou o Arsenal da Copa da Liga e reacendeu o debate sobre o futuro de Arsène Wenger. Na verdade, a queda na Capital One Cup é apenas outro pretexto para avaliar o trabalho e questionar se vale a pena insistir nele. Sem troféus há quase oito anos, Wenger se defende com o argumento de que a vaga na Champions League, objetivo que ele sempre alcançou em 15 temporadas completas no Arsenal, “é como um título”.

Hora da despedida? A discussão nunca havia sido tão válida. Nem na temporada passada

Wenger é um técnico brilhante, que mudou a história do clube através do estilo, e um manager que oferece estabilidade financeira. Mas a crença ou mesmo a ambição de que pode conquistar títulos importantes, ele aparentemente perdeu. A última manifestação de resistência do treinador foi a determinação em manter Fàbregas, assediado pelo Barcelona e pelo discurso apelativo de Xavi (“ele está sofrendo na Inglaterra”) desde que se tornou capitão do Arsenal. Em 2011, ele desistiu. No mesmo mercado, vendeu Nasri e Clichy ao Manchester City e, no ano seguinte, Song ao Barcelona e van Persie ao Manchester United.

A tentativa de reconstrução em 2012-13 foi interessante, com as contratações de Podolski, Cazorla e Giroud. No entanto, a lesão de Diaby (que, aliás, passa mais tempo no DM do que à disposição), fundamental para substituir Song e oferecer energia ao meio-campo, interrompeu uma sequência de atuações satisfatórias no início da campanha, especialmente contra Liverpool e Manchester City. A defesa, que tinha evoluído com os treinamentos específicos do auxiliar Steve Bould, voltou a falhar.

Além dos problemas técnicos, o Arsenal parece viver uma crise de confiança. Ninguém mais trata os Gunners como o “time do futuro”. A perspectiva, ao contrário, é de estagnação (ou, para quem vê o copo meio cheio, de estabilidade). Até a linguagem corporal dos atletas revela desânimo em certas situações de jogo. Pela primeira vez em 16 anos de Wenger, é impossível imaginar o Arsenal evoluindo naturalmente, ou seja, o clube precisa de um fato novo para sair da inércia.

Mal comparando, Wenger virou o Jerry Sloan (comandante do Utah Jazz, da NBA, de 1988 a 2011) da Premier League. Sloan criou no Jazz um estilo agradável de basquete e levou dois títulos da Conferência Oeste enquanto tinha John Stockton e Karl Malone. Mas, em algum momento, a estabilidade decorrente da longevidade se transformou em campanhas apenas regulares, inércia, desavença com o craque da franquia (Deron Williams) e no pedido de demissão dele.

Ao menos para manter o status de Champions League, o Arsenal precisa tirar dois pontos de diferença e saltar da sétima à quarta posição. Antes de maio, é improvável que qualquer decisão drástica seja tomada pela diretoria. Wenger é grande demais na história do clube para sair no meio da temporada. Mas o contrato, que expira em 2014, não deve ser automaticamente renovado e pode até ser rompido no próximo verão. Há muito a ponderar.

Guardiola
Bayern, Milan, Manchester United, Manchester City, Chelsea? Não. De acordo com o Goal.com, Pep Guardiola prefere assumir o Arsenal após seu ano sabático. Sem dúvida, é bem mais simples decidir encerrar o ciclo de Wenger quando o melhor treinador dos últimos anos quer trabalhar para você. Guardiola é quase unanimidade como técnico, mas não poderia repetir tantos equívocos no mercado. Nada de Keirrison, Henrique, Hleb, Cáceres, Chygrynskiy ou investimento descomunal em Ibrahimovic.

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quarta-feira, 5 de dezembro de 2012 Copas Europeias, Debates | 23:59

Europa menos inglesa

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McKayla não está impressionada pelo desempenho inglês na Champions League

Até 1997, a Champions League era disputada apenas por campeões nacionais. Assim, o único representante inglês em 1995-96 foi o Blackburn, que havia conquistado a Premier League na temporada anterior. Foi um desastre. No grupo de Rosenborg, Legia Varsóvia e Spartak Moscou, os Rovers perderam quatro partidas, empataram uma e derrotaram o Rosenborg na última rodada, quando já estavam eliminados. Aquela ficou marcada como a pior campanha inglesa na história da Champions.

O recorde negativo do Blackburn sobreviveu a 16 temporadas. Agora ele é do Manchester City, que encerrou sua participação no Grupo D com deprimentes três pontos. Sistematicamente, empatou os jogos em casa e foi derrotado em todas as visitas, a Real Madrid, Ajax e Dortmund. Roberto Mancini, porém, afirmou que não está envergonhado. Há um mês, quando o cenário já indicava eliminação na primeira fase, o técnico italiano foi intelectualmente desonesto para justificar o fracasso continental.

É assustador que Mancini considere naturais esses vexames. Em menos de dois anos, além das duas eliminações na fase de grupos da Champions, seu time caiu diante de Dynamo Kiev e Sporting na Europa League. Desta vez, apesar da escalação respeitável utilizada ontem, contra o Dortmund, a atitude relapsa dos jogadores passou a impressão de que ninguém ali queria garantir a terceira posição na chave e o direito (interpretado por Mancini como dever) de jogar a Europa League. Com a derrota na Alemanha, a vaga ficou com o Ajax.

Fracasso chama fracasso. Afastado da Europa, o City não melhora seu coeficiente na UEFA, e a tendência é que seja novamente castigado por um grupo difícil na próxima Champions. Entretanto, o exemplo do atual campeão inglês pode não ser o único. É evidente que as campanhas do Manchester City têm sido particularmente desastrosas, mas outros clubes do país também precisam refletir sobre seu desempenho em competições europeias.

Não existe mais aquele domínio de 2007-08, quando Manchester United, Chelsea, Liverpool e um pálido Barcelona foram semifinalistas da Champions. Em 2009-10, não houve ingleses nas semifinais. Nas últimas duas temporadas, apenas dois avançaram à segunda fase – Chelsea e Arsenal em 2011-12 e Manchester United e Arsenal em 2012-13. A eliminação do Chelsea nesta edição é incontestável, pois Juventus e Shakhtar foram simplesmente melhores.

Outplayed by Dortmund, Napoli, Athletic…
A imprensa inglesa adora a expressão outplayed by, que, nesse contexto, significa dominado por. Ela tem sido bastante utilizada para descrever partidas em que times ingleses foram dominados por estrangeiros, não necessariamente no placar, mas sobretudo no volume de jogo. Em 2012-13, o Dortmund controlou o Manchester City nos dois jogos. Shakhtar e Juventus deram aulas ao Chelsea. Na temporada passada, o City foi vítima do Napoli. Mesmo campeão, o Chelsea não foi soberano em nenhuma das eliminatórias, contra Napoli, Benfica, Barcelona e Bayern. O Arsenal sofreu 4 a 0 do Milan na Itália. O Manchester United sucumbiu ao Athletic Bilbao na Europa League.

Não há qualquer indício de enfraquecimento da liga inglesa, que ainda pode ser considerada a melhor do mundo em vários aspectos. No entanto, não se justifica esse sentimento de soberba que os clubes ingleses parecem alimentar. O calendário doméstico desgastante, o choque com outros estilos (os três zagueiros de Napoli e Juventus, o futebol total do Athletic, a postura implacável do Dortmund…) e às vezes a falta de repertório dos treinadores têm atrapalhado as campanhas na Europa. Até a segunda posição no ranking da UEFA já é ameaçada pela Alemanha. Não há que se falar em nova Itália, mas é preciso abrir os olhos.

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segunda-feira, 29 de outubro de 2012 Debates | 12:56

Basta

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Brasil, 27 de outubro.
Em Internacional 2 x 1 Palmeiras, a anulação do gol marcado por Hernán Barcos com a mão, através de uma suposta interferência externa, provocou duas reações. A primeira é de que, mesmo com um possível deslize que contraria a regra do jogo, valeu a pena impedir que a malandragem do atacante argentino se transformasse no gol de empate do Palmeiras, ou seja, evitou-se um equívoco maior, grosseiro. A outra diz respeito à revolta do time “prejudicado”, acostumado aos erros porque a arbitragem não pode recorrer a recursos eletrônicos. O resultado é um cenário caótico, em que o clube cogita solicitar a impugnação da partida porque um gol marcado com a mão não foi validado. Na Inglaterra, a necessidade de admitir a tecnologia no futebol se manifestou de uma maneira diferente:

Inglaterra, 27 e 28 de outubro.
Não houve interferência externa na nona rodada da Premier League. Decisões equivocadas, que distorceram resultados, foram tomadas e mantidas. Em Arsenal 1 x 0 QPR, Arteta estava em posição de impedimento quando marcou. Neste caso, ao menos, a arbitragem seguiu a recomendação de não interferir caso não tenha convicção de que houve irregularidade. Pior foi a atuação do assistente em Everton 2 x 2 Liverpool. No acréscimo do segundo tempo, Suárez estava apto, mas teve o gol anulado.

Em Chelsea 2 x 3 Manchester United, confronto que pode ter sido fundamental para o campeonato, a arbitragem de Mark Clattenburg foi um show de horrores – não que isso seja novidade. Clattenburg, que comete erros para todos os lados em escala industrial, assumiu a posição de protagonista quando expulsou Torres, mostrando-lhe o segundo cartão amarelo. Derrubado por Evans, o espanhol foi acusado de simular a falta. O Chelsea foi reduzido a nove jogadores (Ivanovic havia sido corretamente expulso) e ainda viu Hernández marcar o gol decisivo em posição de impedimento.

Clattenburg, protagonista

Ninguém precisa, sem provas ou indícios, acusar a Football Association de corrupção. Por mais que sejam suspeitos em certas circunstâncias, erros simplesmente acontecem. A FA tem a obrigação de cuidar da qualidade de seus árbitros e marginalizar aqueles que cometem equívocos com mais frequência. Clattenburg, por exemplo. No entanto, a decisão definitiva não vai partir de uma associação nacional.

Como as arbitragens imprecisas são um fenômeno mundial, o problema mais grave passa a ser da FIFA. Este fim de semana foi trágico para quem acompanha futebol e espera que árbitros sejam meros mediadores, com jogos decididos por jogadores. Mas ele pode ser também um marco. Quando, eventualmente, a FIFA deixar a idade da pedra e liberar recursos eletrônicos (a introdução de um chip na bola, novidade do Mundial de Clubes, resolve uma parte mínima da questão) que possam auxiliar na tomada de decisões, todos vão se lembrar de 27 e 28 de outubro, os dias em que a postura jurássica de Sepp Blatter e seus camaradas foi exposta de todas as formas.

Clattenburg ainda é acusado de insultos racistas a Obi Mikel, do Chelsea

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segunda-feira, 22 de outubro de 2012 Premier League | 11:49

Conclusões da rodada (VIII)

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Veja aqui os resultados da oitava rodada da Premier League. O blog discute alguns pontos:

Nada substitui o talento. Slogan de um prêmio de publicidade, a afirmação é também o lema de Roberto Di Matteo nesta temporada. Quando o Chelsea perdia por 2 a 1 para o Tottenham, dominante no segundo tempo, entraram em ação os três armadores dos Blues. A sagaz movimentação e a categoria de Mata, Oscar e Hazard transformaram a partida em White Hart Lane e deram ao Chelsea sua segunda vitória consecutiva no norte de Londres – derrotou o Arsenal há três rodadas. Em algum momento, é possível que a equipe acuse dificuldade para segurar um adversário agressivo (a inesperada ausência de Bale pesou demais para o Tottenham) ou mesmo falta de profundidade (por isso, Moses foi contratado). Mas, por enquanto, o 4-2-3-1 com três meias puros é um sucesso.

Sahin e Gerrard podem trocar posições. O Liverpool venceu o Reading em Anfield por 1 a 0, mas jogou melhor quando empatou com o Manchester City e perdeu para o Manchester United no mesmo estádio. Um ponto interessante é o posicionamento de Sahin e Gerrard. Enquanto o capitão é volante, ao lado de Allen, o turco atua adiantado, próximo a Suárez. Considerando todas as competições, Sahin tem ótimos três gols e quatro assistências pelo Liverpool. No entanto, à exceção da partida contra o Norwich, quando o time teve espaço para contra-atacar, ele ainda não esteve bem na Premier League – sábado, foi substituído por Shelvey. A impressão é de que Sahin tem de enxergar e organizar o jogo para render mais, como no Dortmund.

Arsenal: ainda sujeito a apagões. O que foi a atuação do Arsenal contra o Norwich? Provavelmente, uma das piores apresentações na era Wenger, equiparável àquelas do início da temporada passada. O único ponto positivo foi a onipresença de Cazorla no primeiro tempo. No segundo, até ele caiu. Entre tantas outras, a maior decepção fica por conta de Giroud, que havia marcado dois gols importantes nas últimas semanas: seu primeiro pelo Arsenal na Premier League e o de empate da França contra a Espanha. Era para ganhar confiança, mas a participação dele no Carrow Road foi um show de horrores. O Arsenal precisa que Giroud se encontre rapidamente.

Cissé e Ba: pontas de uma gangorra

Senegaleses precisam coexistir no Newcastle. Desde que Papiss Cissé foi contratado pelo Newcastle, em janeiro, ele e Demba Ba nunca estiveram bem ao mesmo tempo. Enquanto Cissé marcou 12 vezes, Ba (deslocado à ponta esquerda) comemorou apenas um gol entre a Copa Africana de Nações e o fim da temporada passada. Em 2012-13, Ba tem seis gols na liga, contra nenhum de seu compatriota. A fase de Cissé é tão ruim, que ele foi reserva de Shola Ameobi no dérbi contra o Sunderland. Alan Pardew até tem tentado formar o time no 4-4-2, para mantê-los perto do gol, mas a dupla de ataque letal que se imaginava depende também de os senegaleses estarem simultaneamente calibrados.

A salvação do QPR passa por Granero e Hoilett. O QPR perdeu a chance de ganhar pela primeira vez no campeonato (empatou com o Everton em casa), mas dá sinais de que pode se recuperar. E isso passa, necessariamente, por Granero e Hoilett. O espanhol toma conta do meio-campo, com a mesma capacidade de organização que mostrou pelo Getafe e fez o Real Madrid recontratá-lo, há três anos. O canadense, autor do gol do QPR ontem, quebrou a defesa do Everton em vários momentos. Ele é rápido, driblador, capaz de marcar gols e dar assistências. Foi um oásis no Blackburn na temporada passada e não pode ser reserva de ninguém em Loftus Road, como aconteceu nas primeiras rodadas.

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segunda-feira, 24 de setembro de 2012 Premier League | 09:36

Conclusões da rodada (V)

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Rótulos. Na Inglaterra, manchetes relativas ao Liverpool costumam falar em poor start e relegation zone. Sim, é verdade que os números são constrangedores e deixam o clube na zona de rebaixamento. Mas a situação é ainda administrável para quem pretende, bem além de atingir determinada posição na tabela, reconstruir-se. Na derrota de ontem para o Manchester United, assim como nos empates com Manchester City e Sunderland, a equipe deu vários sinais de que (embora vá sofrer nesta temporada) está no caminho certo para o longo prazo.

A introdução de garotos como Sterling e Suso é precoce e decorrente do elenco curto, que ainda tem deficiências sérias por conta de um mercado de verão “incompleto”, mas eles têm justificado cada voto de confiança. Na temporada passada, o Liverpool não era nada. Hoje, ao menos, é o time do futuro. Torcedores e diretores precisam ser racionais para não julgar Brendan Rodgers antes da hora. Por enquanto, o trabalho é “ruim” somente para quem prefere repercutir os números a analisar os jogos.

Atenção! Ben Arfa vai criar uma jogada

Arsenal. A ótima atuação no empate fora de casa contra o Manchester City resume perfeitamente o que tem sido a temporada do Arsenal, que aproveitou a saída de van Persie, de quem dependia demais, para se fortalecer coletivamente. A defesa evoluiu com a chegada do assistente Steve Bould, ex-zagueiro do clube, e sofreu apenas dois gols em cinco partidas na liga. Diaby e Cazorla oferecem, respectivamente, força e criatividade a um meio-campo que ainda deve ganhar Wilshere em breve. Jogadores antes inseguros (sobretudo Jenkinson, Gibbs e Gervinho) também subiram seu nível. Quando (se) Giroud engrenar, o Arsenal pode sair da pasmaceira das últimas temporadas.

Ben Arfa. Foi cinematográfica a assistência de Ben Arfa a Demba Ba, no único gol da vitória do Newcastle sobre o Norwich. Com visão e habilidade notáveis, o francês está no mesmo nível dos playmakers dos candidatos ao título. Quando o talento domou o temperamento, na temporada passada, Ben Arfa tornou-se titular absoluto do Newcastle e, desde então, sempre ofereceu gols e assistências, alguns espetaculares.

Everton. Após cinco rodadas, mesmo não sendo o líder, é o time que melhor jogou no campeonato. Não é teoricamente candidato ao título porque devem faltar consistência e opções de elenco em algum ponto da temporada, mas o que comentamos aqui há seis dias confirmou-se no sábado, com a vitória por 3 a 0 sobre o Swansea, fora de casa.

Southampton. A goleada por 4 a 1 sobre o Aston Villa, primeira vitória dos Saints no campeonato, mostrou todo o potencial de ataque do time de Nigel Adkins. As quatro derrotas iniciais não traduziram fielmente o nível da equipe; apenas expuseram os problemas defensivos, graves. O Southampton tem vocação muito ofensiva, com laterais (Clyne, que marcou gol, e Fox) e volantes (Schneiderlin e Davis) que apoiam melhor do que marcam. Enquanto Ramírez e Lambert criam e aproveitam oportunidades, a defesa exposta oferece chances aos adversários. Quer ver gols? Assista a jogos do Southampton.

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sexta-feira, 17 de agosto de 2012 Arsenal, Chelsea, Man City, Man Utd | 13:41

Guia da temporada (parte 5)

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Arsenal, Chelsea, Manchester City e Manchester United fecham o guia da temporada:

Santi Cazorla, substituto tardio de Cesc Fàbregas

Arsenal. A venda de Robin van Persie ao Manchester United revolta, porém não mata o Arsenal. Não fosse a saída do holandês, o mercado de Arsène Wenger estaria perfeito, com as ótimas contratações de Giroud, Podolski e Santi Cazorla. Há certa desconfiança sobre os dois primeiros, mas, se eles reproduzirem no Emirates Stadium o que fizeram por Montpellier e Köln, Wenger não precisa se preocupar com o ataque. O criativo Cazorla, um ás das bolas paradas, foi simplesmente uma das grandes contratações europeias de 2011-12 – basta ver o que ele acrescentou ao Málaga e como o Villarreal desmoronou após a transferência. Para realmente progredir em relação à temporada passada, o Arsenal ainda tem de garantir a permanência de Song (ou encontrar um substituto à altura) e a recuperação física de Wilshere. Na defesa, seria interessante buscar peças de reposição. Previsão para a temporada: 4ª.

Chelsea. Com as contratações de Hazard, Oscar e Marin, o Chelsea congestionou seu grupo de meias ofensivos e criou um impasse para Roberto Di Matteo, que – esqueçamos – não deve abrir mão de Ramires aberto pela direita. Ao menos, ninguém vai reclamar de falta de criatividade, um dos grandes defeitos da equipe na temporada passada. Em outros setores, o elenco ainda tem carências, especialmente de um volante defensivo (Mikel terminou 2011-12 bem, mas não é exatamente unanimidade), um lateral-direito e um atacante para manter Fernando Torres acordado mesmo após a saída definitiva de Drogba e o empréstimo de Lukaku. O título europeu tira algumas toneladas das costas de Roman Abramovich, porém não resolve todos os problemas do Chelsea. Previsão para a temporada: 3º.

Manchester City. O desafio dos atuais campeões não é simples. O único clube além do Manchester United a conquistar um bicampeonato consecutivo na era Premier League foi o Chelsea de José Mourinho, em 2005 e 2006. Para se unir a esse grupo, o Manchester City aposta na manutenção da base e na boa vontade de Tevez, que deve reeditar com Agüero a parceria da reta final da temporada passada, determinante para o título inglês. Com a chegada de Rodwell, o elenco oferece a Roberto Mancini ótimos titulares e bons reservas em todos os setores. Para superar um Manchester United ferido e fortalecido em relação a 2011-12, o City precisa da evolução de Nasri, que pode fazer mais no segundo ano em Eastlands, e da regularidade de Silva, que oscilou demais entre janeiro e abril, não à toa a fase mais crítica da última campanha. Previsão para a temporada: 2º.

Manchester United. O United recuperou Vidic e ganhou Kagawa e van Persie. Ninguém questiona a melhora da equipe, porém inegavelmente existe incerteza sobre como ela será escalada. Rooney e van Persie vão formar uma das melhores parcerias de ataque do mundo, mas onde entra Kagawa? No clássico e rígido sistema de Ferguson, o japonês seria naturalmente o atacante com mais liberdade para circular, mas a contratação de van Persie deve obrigá-lo a ganhar a vida no meio-campo – talvez aberto por um dos flancos, talvez adaptado à meia central. Isso depende também do tamanho da responsabilidade que Ferguson pretende atribuir a Scholes, Giggs e Cleverley nesta temporada, uma vez que os três são possíveis parceiros de Carrick. Embora haja várias dúvidas importantes, é certo que o United vai batalhar muito para resgatar o título. Previsão para a temporada: 1º.

Fantasy
Nossa liga foi reativada no Fantasy. Para quem quiser participar, o código é 482983-248915.

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segunda-feira, 23 de julho de 2012 Arsenal, Man City, Man Utd | 16:44

Quanto vale van Persie?

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A trágica Euro da Holanda não desvalorizou van Persie

Alex Ferguson enfim admitiu que o Manchester United está interessado em Lucas, mas negou que já tenha chegado a um acordo com o São Paulo para a transferência do brasileiro de 19 anos. Há três dias, o técnico escocês revelou também que tentou, ainda sem sucesso, contratar Robin van Persie. O Arsenal exige ao menos £30 milhões, quatro a mais do que o clube pode pagar pelo reserva de Hulk na seleção olímpica.

Considerando que uma contratação exclui a outra, não há dúvida de que o investimento no holandês é melhor. Mesmo que Lucas seja aposta válida para o futuro (não por £26 milhões), Ferguson não deve dispensar a chance de enfim ter o sucessor de Ruud van Nistelrooy, alguém que ele procurou e não encontrou em Dimitar Berbatov. Longe de problemas físicos há quase dois anos, van Persie representa retorno imediato e, ao lado de Wayne Rooney, seria a chave para desafiar o Manchester City, prioridade do United para 2012-13.

Além do United, existe o interesse justamente do Manchester City, que pode fazer sentido à medida que a única certeza do ataque para a próxima temporada é Sergio Agüero. A concorrência e a perspectiva de vê-lo no principal adversário tornam van Persie mais desejado e, portanto, mais caro, mesmo a um ano do fim de um contrato que, como o próprio jogador divulgou, não será renovado.

Apesar do risco de perdê-lo em 2013 sem compensação financeira, o Arsenal está certo em pedir £30 milhões por van Persie. Há uma temporada, o Manchester City pagou £25 milhões por Samir Nasri, também com contrato expirante. Embora seja quatro anos mais novo, Nasri não tinha sequer metade da relevância do holandês, que marcou 37 gols e distribuiu 15 assistências em 2011-12. Na Premier League, o capitão participou de 58% (43 de 74) dos gols do Arsenal. Não é pouca coisa.

Talvez haja uma hipótese de van Persie ser liberado por uma proposta menor: a Juventus. Farto de perder seus talentos para o mercado interno, Wenger pode explorar o interesse da campeã italiana para não reforçar nenhum de seus rivais domésticos. No entanto, a aposta que se fazia há uma semana, de que £15 milhões seriam suficientes para tirá-lo do Emirates, não parece certa.

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