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segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013 Arsenal, Copas Europeias | 13:52

Arsenal x Bayern

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Arsène Wenger acredita. Afirmou em entrevista coletiva que confia “na qualidade, no espírito e na força mental” do Arsenal para o confronto da Champions League contra o Bayern Munique, que começa amanhã no Emirates. É difícil falar em espírito e força mental dois dias após perder em Londres para o Blackburn e ser eliminado da FA Cup, tratada como a maior chance de conquistar um troféu que não vem há quase oito anos. Mas Wenger insiste: “vivemos numa democracia de experts e opiniões, e há vários experts que não estão exatamente certos”.

Para silenciar os experts, o Arsenal precisa fazer frente ao melhor Bayern dos últimos anos. Os números domésticos do time que Jupp Heynckes entregará a Pep Guardiola são incríveis. O aproveitamento na Bundesliga é de 86%. O saldo é de 50 gols – 57 marcados e sete sofridos. Como visitantes, os bávaros foram vazados apenas uma vez, pelo Nuremberg, em novembro de 2012.

O Bayern que perdeu o título europeu para o Chelsea ainda não tinha Dante, Javi Martínez e Mandzukic, reforços do mercado de verão. Eles se distribuíram por três dos quatro setores do 4-2-3-1 de Heynckes: o brasileiro oferece mais segurança à defesa, o espanhol garante estabilidade e saída de bola qualificada, e o croata aproveitou a lesão de Gómez para assumir o posto de centroavante titular. O outro setor, dos meias, teve a consolidação do excelente Kroos e a recuperação de Müller, que não fazia uma grande temporada desde a Copa do Mundo de 2010.

Possíveis escalações. Arsenal pode ter Ramsey para proteger o lado direito. Batalha do meio-campo, com Arteta-Wilshere-Cazorla x Martínez-Schweinsteiger-Kroos, promete.

Além do adversário em ótima fase e da lembrança da derrota para o Blackburn, o Arsenal tem de lidar com um problema sério em seu lado esquerdo. Gibbs está lesionado, André Santos foi emprestado ao Grêmio (o que restringe as opções, mas não é necessariamente ruim), e o recém-contratado Monreal não pode atuar porque já defendeu o Málaga na Champions. Wenger deve ser obrigado a deslocar Vermaelen à posição. Não é o melhor cenário, pois indica que Mertesacker será titular e um lateral improvisado ficará exposto a Müller (ou Robben) e dependerá demais da ajuda de Podolski no combate a Lahm.

Mas nem tudo é tragédia. Com cuidado no passe e velocidade, o Arsenal pode explorar a confiança do Bayern. Se o time alemão adiantar suas linhas e pressionar, haverá Wilshere, Cazorla e Walcott para responder em contra-ataques. Aliás, especula-se que Wenger abrirá mão de Giroud para priorizar a velocidade e a movimentação (provavelmente com Walcott adiantado) em detrimento de uma referência na área. Seria uma mensagem clara de como ele pretende abordar o jogo.

Pela situação das equipes, o confronto lembra muito o de dois anos atrás, quando o Arsenal enfrentou o Barcelona, também nas oitavas de final da Champions. Os catalães avançaram, mas perderam a primeira partida por 2 a 1, no Emirates. Jack Wilshere foi o grande jogador daquela noite. É nele que o Arsenal deve apostar de novo.

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segunda-feira, 31 de dezembro de 2012 Arsenal | 16:12

Assina, Walcott

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Ao menos no discurso, a resistência de Theo Walcott em assinar um novo contrato com o Arsenal não envolve questões financeiras. Ele está farto de atuar como ponta direita no 4-2-3-1 de Arsène Wenger e quer a garantia de que poderá ficar mais perto do gol. “Fui contratado (aos 16 anos) como atacante e pretendo jogar à frente dos meias”, diz. No sábado, ao marcar três gols contra o Newcastle, Walcott ganhou um argumento para colocar sobre a mesa durante as negociações.

Wenger não pretende perder Walcott justamente após a melhor temporada dele

Por outro lado, a atuação de sábado não indica que Walcott seja necessariamente “o novo Thierry Henry”, como Wenger sugeriu há três dias. Theo jogou 74 minutos como centroavante, marcou um gol em contra-ataque, outro ao aproveitar uma sobra na área e perdeu algumas boas chances. Nos 16 minutos finais, quando a entrada de Giroud o obrigou a retornar à meia direita do 4-2-3-1, Walcott ofereceu dois gols ao centroavante francês e marcou seu terceiro. Todos os lances com a assinatura de um autêntico winger, partindo da ponta.

Os apoiadores da campanha de Walcott podem apontar a evolução dele como finalizador: marcou 14 gols em 2012-13, mais do que em qualquer outra temporada completa. Quando um jogador tem virtudes ofensivas raras para sua posição, sempre alguém sugere uma mudança de função, o que não é obrigatoriamente uma boa ideia. Por exemplo, o fato de Cristiano Ronaldo ser um dos grandes finalizadores das últimas décadas não o transforma num centroavante. Paulo Bento sabe que ele precisa jogar de frente para o gol e escala Hélder Postiga (veja bem) na seleção portuguesa.

O debate se estende a defensores. Laterais que apoiam bem devem ser convertidos em pontas? Não há uma reposta certa. Glen Johnson é um ótimo lateral quando carrega a bola e surpreende sistemas defensivos, mas não um bom winger. Se ainda fosse lateral, Gareth Bale seria muito subutilizado no Tottenham, pois ele é uma ameaça consistente aos marcadores adversários, sem precisar aparecer como surpresa. Alan Pardew, do Newcastle, deve enfrentar esse dilema com o lateral-direito francês Mathieu Debuchy, praticamente certo para a janela de janeiro.

No caso de David Luiz, a transformação em meio-campista pode ser interessante, ainda que tenha sido motivada mais pela carência de volantes no elenco do Chelsea do que por qualquer outro fator. As virtudes do zagueiro David (antecipação, saída de bola qualificada, ótimos lançamentos etc.) seguem válidas, e o tão criticado posicionamento deixa de ser um problema.

Retomando o debate principal, a impressão ainda é de que Walcott tem mais credenciais de winger do que de centroavante, especialmente quando observamos o excelente link entre ele e Giroud nos minutos finais de Arsenal 7 x 3 Newcastle. A tendência é que Wenger trate a hipótese de utilizá-lo à frente como uma alternativa, não como uma solução definitiva. Resta saber se isso e as políticas comparações com Henry serão suficientes para convencê-lo a prorrogar o contrato, que termina já nesta temporada.

*Grande 2013 aos amigos!

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sexta-feira, 14 de dezembro de 2012 Arsenal | 16:49

Há discussão

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O Bradford City, quarto colocado da quarta divisão inglesa, eliminou o Arsenal da Copa da Liga e reacendeu o debate sobre o futuro de Arsène Wenger. Na verdade, a queda na Capital One Cup é apenas outro pretexto para avaliar o trabalho e questionar se vale a pena insistir nele. Sem troféus há quase oito anos, Wenger se defende com o argumento de que a vaga na Champions League, objetivo que ele sempre alcançou em 15 temporadas completas no Arsenal, “é como um título”.

Hora da despedida? A discussão nunca havia sido tão válida. Nem na temporada passada

Wenger é um técnico brilhante, que mudou a história do clube através do estilo, e um manager que oferece estabilidade financeira. Mas a crença ou mesmo a ambição de que pode conquistar títulos importantes, ele aparentemente perdeu. A última manifestação de resistência do treinador foi a determinação em manter Fàbregas, assediado pelo Barcelona e pelo discurso apelativo de Xavi (“ele está sofrendo na Inglaterra”) desde que se tornou capitão do Arsenal. Em 2011, ele desistiu. No mesmo mercado, vendeu Nasri e Clichy ao Manchester City e, no ano seguinte, Song ao Barcelona e van Persie ao Manchester United.

A tentativa de reconstrução em 2012-13 foi interessante, com as contratações de Podolski, Cazorla e Giroud. No entanto, a lesão de Diaby (que, aliás, passa mais tempo no DM do que à disposição), fundamental para substituir Song e oferecer energia ao meio-campo, interrompeu uma sequência de atuações satisfatórias no início da campanha, especialmente contra Liverpool e Manchester City. A defesa, que tinha evoluído com os treinamentos específicos do auxiliar Steve Bould, voltou a falhar.

Além dos problemas técnicos, o Arsenal parece viver uma crise de confiança. Ninguém mais trata os Gunners como o “time do futuro”. A perspectiva, ao contrário, é de estagnação (ou, para quem vê o copo meio cheio, de estabilidade). Até a linguagem corporal dos atletas revela desânimo em certas situações de jogo. Pela primeira vez em 16 anos de Wenger, é impossível imaginar o Arsenal evoluindo naturalmente, ou seja, o clube precisa de um fato novo para sair da inércia.

Mal comparando, Wenger virou o Jerry Sloan (comandante do Utah Jazz, da NBA, de 1988 a 2011) da Premier League. Sloan criou no Jazz um estilo agradável de basquete e levou dois títulos da Conferência Oeste enquanto tinha John Stockton e Karl Malone. Mas, em algum momento, a estabilidade decorrente da longevidade se transformou em campanhas apenas regulares, inércia, desavença com o craque da franquia (Deron Williams) e no pedido de demissão dele.

Ao menos para manter o status de Champions League, o Arsenal precisa tirar dois pontos de diferença e saltar da sétima à quarta posição. Antes de maio, é improvável que qualquer decisão drástica seja tomada pela diretoria. Wenger é grande demais na história do clube para sair no meio da temporada. Mas o contrato, que expira em 2014, não deve ser automaticamente renovado e pode até ser rompido no próximo verão. Há muito a ponderar.

Guardiola
Bayern, Milan, Manchester United, Manchester City, Chelsea? Não. De acordo com o Goal.com, Pep Guardiola prefere assumir o Arsenal após seu ano sabático. Sem dúvida, é bem mais simples decidir encerrar o ciclo de Wenger quando o melhor treinador dos últimos anos quer trabalhar para você. Guardiola é quase unanimidade como técnico, mas não poderia repetir tantos equívocos no mercado. Nada de Keirrison, Henrique, Hleb, Cáceres, Chygrynskiy ou investimento descomunal em Ibrahimovic.

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sexta-feira, 6 de julho de 2012 Arsenal | 11:14

Clube do futuro

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Dos últimos quatro capitães do Arsenal, três eram as principais referências técnicas do elenco. Thierry Henry, líder entre 2005 e 2007, e Cesc Fàbregas, de 2008 a 2011, foram vendidos ao Barcelona e obrigaram Arsène Wenger a reconstruir o time em torno de outras peças. Depois de apenas um ano como capitão, Robin van Persie também vai embora. Autor de 37 gols na temporada passada, o holandês anunciou esta semana que não renovará seu contrato, válido até 2013.

Van Persie é o mais recente personagem de um ciclo irritante para os torcedores: a antiga estrela é vendida, uma nova estrela emerge e pede para sair. Em comunicado oficial aos Gunners, o capitão afirma que não estenderá sua carreira no Arsenal devido a “divergências sobre a forma como o clube deve seguir em frente”. Basicamente, o teor da carta é semelhante ao discurso de Samir Nasri e Gael Clichy, que deixaram o Emirates há quase um ano: não fico porque quero disputar títulos.

Adeus, capitães

A insatisfação extrapola o elenco. Acionista do clube, o uzbeque Alisher Usmanov também escreveu uma carta na qual critica o modelo vigente no Arsenal. “Como consequência desta política, que é vendida como um planejamento financeiro prudente e de responsabilidade do treinador, a dívida do estádio (Emirates, inaugurado em 2006) é paga pela venda dos melhores jogadores, que são substituídos por opções mais baratas. Tudo isso, naturalmente, atrapalha o desempenho em campo”, esbravejou.

Fica claro que as palavras de Usmanov são, de certa forma, uma reação ao comunicado de van Persie. A saída do holandês, que pode acontecer agora por uma venda ou daqui a um ano via Lei de Bosman, tem mais significado simbólico do que técnico. Com novas opções ofensivas em Lukas Podolski e Olivier Giroud e o retorno de Jack Wilshere, Wenger vai reconstruir o Arsenal novamente e até flertar com as primeiras posições. O problema é que não dá mais para comprar o projeto de uma equipe vencedora em médio prazo.

Se você forma, desenvolve jogadores e eles necessariamente saem quando atingem alto nível, não há time do futuro, mas estagnação. O Arsenal tem uma das finanças mais saudáveis do mundo, com sucessivos lucros que contrastam com sistemáticos prejuízos dos principais rivais de Premier League (observe a impressionante lista dos balanços financeiros de 2009-10). A questão é que a empresa, muito bem administrada, não é capaz de manter o ritmo que o time imprimiu no início dos anos 2000, especialmente por conta da insana concorrência imposta por outros proprietários endinheirados.

Mesmo o fair-play financeiro da UEFA pode não ser suficiente para mudar o quadro na Inglaterra, pois ele oferece brechas a clubes mais gastadores, como a possibilidade de os donos “absorverem” parte dos prejuízos, exclusão de salários de jogadores contratados antes de junho de 2010 e abatimento a partir de despesas com categorias de base.

O legado de Arsène Wenger para seu sucessor será muito mais a estabilidade do que um elenco excepcional. Isso porque, ao contrário do que ele planejava, a equipe de hoje não tem nada a ver com a de três anos atrás, quando jogavam Almunia; Sagna, Touré, Gallas, Clichy; Song, Denílson; Nasri, Fàbregas, van Persie; Adebayor. Se van Persie sair agora, sobram dois titulares. Como é prudente e não mantém suas estrelas, o Arsenal deixou de ser o time do futuro para ser apenas o clube do futuro.

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quinta-feira, 3 de maio de 2012 Arsenal | 11:33

A dois passos do paraíso

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Ontem, o Newcastle de Papiss Cissé silenciou Stamford Bridge, e o Tottenham de Luka Modric passou com autoridade pelo Bolton. A duas rodadas do fim, esses resultados equilibraram a corrida pela Champions League. O Arsenal, na terceira posição, tem 66 pontos, contra 65 de Tottenham, quarto colocado, e Newcastle, que sempre levará desvantagem no primeiro critério de desempate por conta do baixo saldo de gols. O Chelsea, com 61, está virtualmente fora da disputa via campeonato.

A 36ª rodada pressionou demais o Arsenal, que empatou com o Stoke e perdeu o direito de falhar na reta final. Está certo que o Newcastle tem Manchester City e Everton pela frente, mas o Tottenham deve superar Aston Villa e Fulham. Vale lembrar que, se o Chelsea conquistar a Champions League, o quarto lugar oferecerá nada além de partidas sonolentas (os ingleses tornam as partidas sonolentas) da Europa League às quintas e um calendário congestionado pela Premier League às segundas.

Se vencer seus dois próximos jogos, o Arsenal pode garantir essa parceria

No sábado, o Arsenal recebe o Norwich. Ainda que Paul Lambert e companhia não vivam boa fase, a recente vitória dos Canaries sobre o Tottenham em Londres evidencia a habilidade do treinador escocês em preparar o time para explorar o nervosismo alheio. O Wigan, que ganhou no Emirates há duas semanas, é o modelo para ele. Na última rodada, deve ser ainda mais difícil vencer o West Brom no Hawthorns, onde os Baggies não perderam para Chelsea e Manchester City. Será a despedida de Roy Hodgson do WBA.

Na busca pelo terceiro lugar, o Arsenal não deve ter os titulares Arteta e Walcott, além de Wilshere, habitué do departamento médico. A confiança passa por Vermaelen, Song, van Persie e – que rufem os tambores – Rosicky. Sim, o Pequeno Mozart reapareceu no fim da temporada e tem sido fundamental. A assistência dele para van Persie contra o Stoke dá uma boa dimensão do papel do tcheco na equipe.

Ironicamente, Rosicky tem de ser a solução nesta temporada para que não precise ser na próxima. As constantes lesões e mesmo a irregularidade durante as raras fases saudáveis mostram que o Arsenal não pode depender de seu número 7, que, na esteira de uma boa sequência de jogos, já renovou contrato. E não depender dele passa por ganhar os dois jogos, assegurar a terceira posição e salvar uma temporada que se anunciava desastrosa.

Tudo porque o poder de barganha do Arsenal está bastante ligado a um posto na Champions, o que Arsène Wenger sempre conseguiu. O rebaixamento à Europa League seria um golpe para quem precisa criar alternativas. Uma delas é o já contratado Lukas Podolski, mas a função dele ainda não está definida. Se o Arsenal fracassar agora, Podolski pode virar substituto de van Persie, que espera o fim da campanha para decidir se renova ou não o contrato até além de 2013. Nem Podolski quer isso.

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quinta-feira, 22 de março de 2012 Treinadores | 16:03

Professores

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Rodgers, que já passou pela base do Chelsea, não pretende “destruir sua carreira” em Stamford Bridge

A 29ª rodada da Premier League, que começou no sábado e terminou ontem*, certamente será lembrada pela goleada do Manchester United sobre o Wolverhampton e a virada do Manchester City contra o Chelsea. Mas houve, entre tantos outros, dois destaques ainda mais especiais: o segundo triunfo consecutivo do Blackburn, por 2 a 0 em cima do Sunderland, e a grande vitória do Swansea por 3 a 0 sobre o Fulham em Craven Cottage.

Com o desempenho recente de seus clubes, Steve Kean, do Blackburn, e Brendan Rodgers, do Swansea, invadem a discussão sobre quem é o técnico da temporada na Inglaterra. Por ter resistido a uma pressão sem precedentes dos torcedores do Blackburn, Kean virou xodó de boa parte da crítica. Os Rovers, que tinham todas as características de time que vai cair, venceram Wolverhampton e Sunderland nas últimas duas rodadas e abriram cinco pontos para a zona de rebaixamento.

Embora Kean mereça mesmo elogios, considerá-lo um dos melhores da temporada já é demais. O elenco do Blackburn foi muito mal planejado, mas tem figuras relevantes. Tanto que o expediente do treinador na recuperação da equipe é o mesmo de Joel Santana no Flamengo: fechar o time para melhorar os números defensivos e jogar toda a responsabilidade para as estrelas do ataque. Tem dado certo. A defesa não leva gol há dois jogos, e a dupla Yakubu (14 gols) e Hoilett (seis gols e seis assistências) tem sido decisiva. O grande mérito, além da resistência à pressão, é a reconstrução sem Samba, Phil Jones, Emerton, Nelsen e Andrews, turma que deixou os Rovers recentemente.

Muito mais impressionante do que ele é Brendan Rodgers. O Swansea sempre jogou bem durante a temporada, embora tenha demorado a acertar o ataque em casa e a defesa fora do Liberty Stadium. Mas o estilo que preza a posse de bola e a forma como o time conquistou seus 39 pontos e o oitavo lugar são ainda mais importantes. A equipe galesa, recém-promovida, é a segunda que mais acerta passes na elite: até agora, foram 13251, apenas 147 a menos que o líder no quesito, Manchester City. Contra o Fulham, foi um show de Joe Allen (olho nele) e Sigurdsson (emprestado pelo Hoffenheim e em fase iluminada) no meio-campo.

Na linha de fazer muito com pouco, Paul Lambert, do Norwich, também merece lugar no debate. Martin O’Neill é impressionante por levar o Sunderland da luta contra o rebaixamento à primeira metade da tabela. Arsène Wenger, por colocar na terceira posição um Arsenal destroçado no início da temporada. E, claro, ainda tem o técnico campeão. Alex Ferguson e Roberto Mancini falharam em todas as outras competições, mas as campanhas no campeonato são elogiáveis mesmo com os recursos à disposição.

Voto do colunista (até a 29ª rodada, pelo menos): Brendan Rodgers.

*Aston Villa x Bolton foi adiado.

Veja a classificação da Premier League.

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segunda-feira, 30 de janeiro de 2012 Mercado, Treinadores | 14:19

O pior fantasma

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José Mourinho não aguenta mais o Real Madrid, o Barcelona e a imprensa espanhola. O Sunday Times sugere, então, que o Special One retornará à Inglaterra já na próxima temporada, quebrando seu vínculo ao Santiago Bernabéu dois anos antes do previsto. A reação óbvia à notícia de que um bicampeão inglês pretende (ou que simplesmente vai) voltar à Premier League é o aumento imediato da pressão sobre os técnicos dos grandes clubes. E aí?

Mourinho substituiu Mancini na Internazionale em 2008

Roberto Mancini, Manchester City. Certamente, é o mais ameaçado por conta do nível de gastos e exigência da diretoria. Nas copas, sua especialidade na carreira de treinador, Mancini já fracassou. Se não ganhar a Premier League, parece bem provável que o polpudo orçamento anual do xeque Mansour seja administrado por outra pessoa a partir da próxima temporada.

Alex Ferguson, Manchester United. Se quiser, aposenta-se. Se não, fim de papo.

Harry Redknapp, Tottenham. Os resultados e o desempenho em campo são ótimos, sem contestação. No entanto, o líder da ascensão dos Spurs tem pendência na justiça e, há dez anos, uma trajetória marcada pelo nomadismo. Além disso, sempre está entre os candidatos para suceder Fabio Capello na seleção inglesa depois da Euro 2012.

André Villas-Boas, Chelsea. O discurso da cúpula é de apoio irrestrito ao discípulo do Special One. Inclinado a contratar jovens, Villas-Boas parece ter carta branca para liderar a reforma do elenco. Assim, imaginando ainda a relação arranhada entre Roman Abramovich e o treinador do Real Madrid, o Chelsea não deve fazer um flashback com Mourinho se puder garantir ao menos um lugar na próxima Champions League. Aliás, um confronto entre os portugueses na Inglaterra seria sensacional.

Arsène Wenger, Arsenal. Com contrato até 2014, Wenger não deve ter sua saída determinada pela direção, que respeita a história do treinador. Em outras palavras, após amenizar muito a crise do início da temporada, o francês sai apenas se quiser, através de um acordo mútuo.

Kenny Dalglish, Liverpool. O contrato de King Kenny também termina em 2014. Para não correr riscos, entretanto, Dalglish precisa tratar de ganhar uma das copas e melhorar o aproveitamento na liga. A vaga na Champions pode até não vir, mas os proprietários são ianques, pragmáticos e querem ter a certeza de que o clube vai progredir, ou seja, exigem evolução em campo.

José Mourinho. Outro ponto é o tamanho do desafio que ele aceitaria assumir. Por exemplo, estaria o bicampeão inglês, acostumado a um Chelsea que não media esforços para lhe oferecer o melhor time, disposto a abraçar um projeto com restrições financeiras, como seriam os de Tottenham, Arsenal ou Liverpool? E se não houver vagas em clubes, Mourinho substituiria Capello na seleção? A conferir.

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quarta-feira, 4 de janeiro de 2012 Arsenal | 16:24

Bom paliativo

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Park Chu-Young? Não, a sombra de Henry será sua própria estátua

Há uma semana, Arsène Wenger admitiu que não planejava escalar Robin van Persie como titular em todas as três partidas que o Arsenal disputaria no intervalo de seis dias. Mas Wenger caiu em tentação e obrigou seu principal atacante a competir durante 270 minutos de 27 de dezembro a 2 de janeiro. O resultado não foi muito bom, não. Van Persie marcou um gol, e os Gunners perderam cinco pontos, no empate com o Wolverhampton e na derrota para o Fulham.

Considerando que não há crise de lesões no ataque e que van Persie tem um vasto histórico no departamento médico, a decisão de não preservá-lo confirma a dependência nada saudável do holandês. Dependência que se agravaria daqui a poucos dias, a partir de quando o titular Gervinho e o reserva Chamakh vão desfilar em Gabão e Guiné Equatorial na Copa Africana de Nações (a gente volta, em breve, a essa questão). Mas ele vem aí: é quase certo o retorno de Thierry Henry ao Arsenal.

O empréstimo de dois meses tem diversos lados, que podem fazê-lo ser contrário ou favorável a ele. Primeiro, existe aquela conversa de arranhar a imagem do maior artilheiro (226 gols) e jogador (os torcedores dizem) da história do Arsenal. Afinal, Henry acaba de ganhar uma estátua nas imediações do Emirates. No entanto, a consciência coletiva protege o francês. Embora espere que ele seja importante, todo mundo sabe que não se trata do atacante de oito anos atrás e que sua contribuição deve ser bem menor.

Henry, de 34 anos, está relativamente bem nos Estados Unidos. Ainda que seu New York Red Bulls tenha decepcionado, ele melhorou demais em relação à primeira temporada, marcando mais gols e garantindo seu posto na seleção de 2011 da Major League Soccer. É claro que Henry deve sofrer um choque ao retornar a uma liga bem mais competitiva, mas o sucesso de Donovan no Everton em 2010 (a ponto de ele voltar em 2012) é uma boa referência de como a adaptação pode ser rápida.

O retorno é simbolicamente fantástico para os Gunners, que recebem seu maior ídolo na temporada mais turbulenta da era Wenger. Em campo, Henry pode ser até titular, pois se sente confortável na área de atuação de Gervinho, aberto pela esquerda no 4-3-3. Van Persie também não se importaria em, se necessário, sair da área. O único porém é a resistência de Wenger em procurar uma solução permanente. Marco Reus, que era ótima opção, já acertou com o Dortmund para 2012-13.

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quarta-feira, 9 de novembro de 2011 Arsenal | 17:35

Não tem preço

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Qual é o jogador mais importante do Arsenal? Hoje, Robin van Persie. E o mais valioso, aquele que o clube não admitiria perder? Pode haver várias respostas a essa pergunta, mas a coluna escolhe Jack Wilshere. Fora do primeiro semestre da temporada por problema no tornozelo, o jovem de 19 anos tem seu retorno, previsto para fevereiro do ano que vem, bastante aguardado no Emirates. De promessa a solução em poucos meses, Wilshere justifica seu novo status.

Wilshere firmou um compromisso imenso com o Arsenal

Para a PFA (Associação dos Futebolistas Profissionais), ele foi a revelação e fez parte da seleção da temporada passada na Inglaterra. Os torcedores o elegeram craque do ano nos Gunners. O valor de Wilshere, entretanto, não pode ser medido apenas pela qualidade das atuações dele. A atitude madura e apaixonada do ainda teenager é um dos motivos de alegria para Arsène Wenger, especialmente num tempo em que tudo que o treinador faz ou pensa é colocado em xeque.

Em entrevista coletiva realizada ontem, Wilshere se comprometeu a jamais deixar o Emirates. “Posso prometer que ficarei no Arsenal para sempre? Sim, posso fazer isso”, afirmou. Você tem o direito de duvidar, mas é necessário ressaltar que, mesmo após a goleada por 8 a 2 para o Manchester United em agosto, Wilshere não sugeriu nada que o afastasse do clube. Ao contrário, só reiterou seu amor pela instituição que defende há dez anos.

Em campo, o Arsenal vai se articulando sem ele, agora com uma sequência bem melhor de resultados. Substituto de Wilshere pelo posicionamento recuado, Mikel Arteta está longe do auge, mas tem agradado a Wenger. Aaron Ramsey, outra joia do Emirates, aproxima-se mais do que fazia Cesc Fàbregas e tem se consolidado. Alex Song é titular absoluto. De fevereiro em diante, Song, Ramsey e Wilshere devem formar o trio de meias.

Fora de campo, Wilshere é útil mesmo quando afastado. O compromisso definitivo do jovem, que diz ter aprendido a gostar do clube, tende a inspirar mais gente, o que é fundamental para que o trabalho e as ideias (das quais ele abriu mão no último mercado) de Wenger façam sentido. A geração de Nasri, Clichy e Fàbregas ficou pelo caminho, mas o Arsenal não pode mais viver de formar jogadores para o Manchester City ou de devolver suas apostas à Espanha. Em Wilshere, pelo menos, ninguém mexe.

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quarta-feira, 5 de outubro de 2011 Treinadores | 12:23

Sob ameaça

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O Forest teve 112 dias de Steve McClaren. Até que eles foram pacientes

Até na Inglaterra, dirigente de futebol adora pagar de Roberto Justus. A questão é que o uso indiscriminado do “você está demitido” costuma golpear as finanças. A Associação dos Treinadores de Liga (LMA na sigla em inglês) revelou à BBC que, só na temporada passada, os clubes ingleses das quatro primeiras divisões gastaram £99 milhões (cerca de R$290 milhões) em demissões de técnicos.

Se alguns integram um rol de treinadores que sempre conseguem boas posições (isso é bem evidente no Brasil), outros demoram a voltar à cena. Na Inglaterra, o período médio entre a dispensa e o novo emprego é de um ano e oito meses. Mas também existem aqueles que nem sequer retornam. De acordo com a LMA, “quase metade” dos técnicos de primeira viagem não retoma a carreira após a demissão.

Considerando apenas a Premier League, foram dispensados, antes do fim da temporada passada, Chris Hughton (Newcastle), Sam Allardyce (Blackburn), Roy Hodgson (Liverpool), Roberto Di Matteo (West Bromwich) e Avram Grant (West Ham). Por costume, outubro é o mês em que treinadores começam a perder seus empregos, geralmente porque os clubes ainda acreditam na salvação de um ano que começou mal.

É assim que funciona. Steve McClaren já deixou o Nottingham Forest, da segunda divisão, após 112 dias de (péssimo) trabalho. A temporada ainda é uma criança, mas pelo menos três técnicos da elite já balançam. Do mais para o menos ameaçado, veja quem são os “prestigiados” do futebol inglês:

*Com seis pontos em sete jogos e ficha suja de duas temporadas fracas, Steve Bruce não deve durar muito no Sunderland. Niall Quinn, que o segurava no cargo, saiu da presidência. O próprio treinador admitiu trabalhar com “o melhor elenco” desde que chegou ao clube, cobrindo-se de mais pressão – como se precisasse. Os resultados pobres poderiam ser atribuídos às várias mudanças no grupo, mas ele não tem tempo para conduzir um processo de amadurecimento da equipe. As vitórias são para já.

*Era tão previsível… Sem muitas contratações relevantes (a única foi a do zagueiro Scott Dann), os cartolas indianos do Blackburn não deveriam ter o direito de contestar Steve Kean. Mas, para quem demitiu um Sam Allardyce querido pelos jogadores e de boa campanha na temporada passada, quatro pontos em sete rodadas são nada convincentes. O auxiliar John Jensen já rodou.

*Ex-atacante do Bolton e aclamado por fazer um time rústico trocar passes (há controvérsia), Owen Coyle está mal em 2011-12. Não se trata apenas das seis derrotas em sete jogos, cinco para equipes de ponta, mas da facilidade com que seu Bolton concede gols. Meio-campo e laterais frágeis e lesões de jogadores-chave colocam em xeque sua posição. De qualquer forma, ele é competente e ainda tem algum crédito. Só precisa rever um par de conceitos antes que seja tarde.

Pode até haver outros ameaçados, como Roy Hodgson (West Brom), Roberto Martínez (Wigan) e Arsène Wenger (Arsenal). No entanto, o incrível trabalho dos dois primeiros na temporada passada e a história do último devem segurá-los por enquanto. A menos que um desses clubes sinta a necessidade de uma “mudança de impacto”, às vezes cruel, como a que tirou Roberto Di Matteo do West Brom em fevereiro. Façam suas apostas.

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