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segunda-feira, 15 de outubro de 2012 Aston Villa | 23:59

A revolução de Lambert

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Bent tenta recuperar espaço. Caso fracasse, deve ser vendido em janeiro

O novo técnico do Aston Villa, Paul Lambert, criou uma situação inusitada no clube. Contratado há 21 meses como salvador da pátria, por £24 milhões, Darren Bent virou reserva do belga Christian Benteke, de 21 anos, por quem o Villa pagou £7 milhões no último mercado de verão. Bent ainda sofreu o constrangimento de perder a faixa de capitão para o zagueiro holandês Ron Vlaar, também recém-contratado.

Quando capturou Bent, na metade da temporada 2010-11, o Aston Villa corria considerável risco de rebaixamento. O raciocínio do então treinador Gérard Houllier era de que Bent, autor de 36 gols em 63 jogos pelo Sunderland, aproveitaria as oportunidades que os cônicos Heskey e Carew desperdiçavam. Ele estava certo. O novo atacante marcou nove gols em 16 partidas e levou os Lions à nona posição.

Bent foi um excepcional paliativo, mas não passou disso. O Villa não construiu nada em torno dele, e o objetivo na temporada seguinte, atingido de forma muito mais dramática, foi igual ao de 2010-11: escapar da queda. Paul Lambert foi contratado para reestruturar o clube dançando conforme a música, ou seja, reconhecendo que o status, as metas de curto prazo e o poder de atrair grandes jogadores não são os mesmos de três anos atrás.

Em tese, Lambert é perfeito para esse trabalho. O treinador escocês foi indicado ao hall da fama do Norwich especialmente pelos acessos consecutivos e a grande campanha na Premier League, mas também pela maneira como controlou o clube, formando o elenco com poucos recursos e tomando decisões drásticas quando necessário. Foi Lambert quem trocou seis titulares do Norwich de uma vez – tirou até o capitão Grant Holt – no início da temporada passada e obteve ótimos resultados. O mesmo técnico que acaba de barrar Bent, simbolicamente um aviso de que as coisas mudaram.

O começo no Villa é tortuoso (apenas cinco pontos em sete rodadas), mas não poderia ser diferente. Lambert contratou oito jogadores, dos quais cinco foram titulares na derrota para o Tottenham, na última rodada. A equipe mudou demais, ganhou novas referências (o que é importante, para depender menos dos jovens) e precisa de tempo antes de ser julgada. O Villa, não mais de Bent, agora é de Vlaar, El Ahmadi, Holman e Benteke, estrangeiros capturados por Lambert no verão. Benteke foi o único contratado por mais de £4 milhões.

Há dois anos, o Villa era um time baseado em jogadores locais. Dos 11 titulares na primeira partida de 2010-11, nove são britânicos ou irlandeses. Lambert deve mudar isso gradualmente, explorando o mercado externo. No verão, foram três contratações do futebol holandês e uma do belga, o que exige um trabalho intenso de observação, mas também salva muito dinheiro do clube. É mais ou menos o que o Newcastle faz desde que retornou à primeira divisão.

Se Lambert será um sucesso no Villa, ainda é incerto. Apesar da fase ruim, o clube é maior e mais ambicioso do que o Norwich. A diretoria sabe que precisa de paciência, mas também quer evolução em relação à temporada passada, quando a equipe foi mal treinada por Alex McLeish. Para que o trabalho caminhe, ainda que a passos curtos, é necessário que os reforços emplaquem e Lambert administre bem o vestiário, o que não parece tão simples. O recomeço é mais difícil para quem regrediu tanto nas últimas temporadas.

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domingo, 26 de agosto de 2012 Premier League | 22:41

Conclusões da rodada (II)

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Considerações sobre a segunda rodada da Premier League:

Swanselona strike again. Durante a vitória por 3 a 0 sobre o West Ham, em Gales, o Swansea trocou 44 passes num período de quase três minutos ininterruptos. No encontro entre o time dos passes curtos e a equipe das bolas longas, os cisnes tiveram 62% de posse de bola. Na verdade, o Swansea de Michael Laudrup é um pouco mais direto que o de Brendan Rodgers, especialmente com o jogo vertical de Michu e dos wingers Dyer e Routledge, mas não perdeu sua essência. A campanha, de seis pontos e saldo de oito gols em apenas duas partidas, e as contratações bem executadas, de Chico, De Guzmán, Michu e Sung-Yueng, indicam que a temporada será novamente positiva.

Rooney lesionado. E daí? Os reforços Kagawa e van Persie foram determinantes para a vitória do Manchester United por 3 a 2 sobre o Fulham e também para garantir a noite de sono de Alex Ferguson. A lesão de Rooney, que ficará afastado durante dois meses, não tem o impacto que teria há um ano, quando o número 10 representava quase toda a força ofensiva do United. A Ferguson, basta manter o 4-2-1-3, com Kagawa trabalhando à frente dos volantes, dois wingers clássicos (Valencia e Ashley Young, por exemplo) e van Persie como centroavante. O time mal sente a ausência de Rooney.

Aston Villa 1 x 3 Everton. Se não agir na última semana de mercado, Paul Lambert vai sofrer um bocado em sua primeira temporada no Aston Villa. O elenco carece de talento e conta demais com a turma da base – ontem, foram cinco entre os titulares: Baker, Clark, Herd, Bannan e Delfouneso. E ainda há Albrighton e Weimann com papéis importantes. Isso não é necessariamente ruim e até mostra que o Villa tem uma ótima academia, mas está claro que Lambert precisa aumentar as médias de idade e qualidade da equipe. No Everton, tudo certo, com Baines, Osman, Pienaar, Fellaini e Jelavic no controle, assim como no grande segundo turno de 2011-12. Finalmente, David Moyes começa bem.

Hazard assistiu o gol de Torres contra o Newcastle

El Niño: agora ou nunca. Fernando Torres iniciou a temporada em ritmo razoável. Marcou pela segunda vez ontem, contra o Newcastle, depois de arrancar um pênalti muito bem cobrado por Hazard. Aliás, Hazard é o parceiro ideal para o centroavante espanhol. Craque do campeonato até agora, o belga cria situações de gol com naturalidade impressionante. No 4-2-3-1 de Di Matteo, Hazard sempre estará lá, ora ao lado de Mata, ora ao lado de Oscar (e Ramires, provavelmente aberto à direita). No mínimo, haverá dois meias criativos para abastecer o atacante em todas as partidas. Desta vez, Torres não pode falhar.

Tudo tem um preço. Brendan Rodgers afirma que os jogadores do Liverpool precisam ser corajosos quando têm a bola, para mantê-la ao invés de entregá-la ao adversário. Hoje, a coragem custou a vitória sobre o Manchester City, que empatou por 2 a 2 em Anfield por conta de dois erros grosseiros da defesa vermelha. No segundo, Skrtel decidiu não se livrar da bola, tentou recuar para Reina e viu seu passe ser interceptado por Tevez, que marcou o gol com facilidade. Por outro lado, a atuação do Liverpool contra os campeões mostra evolução e um meio-campo promissor, com Allen e Sahin (deve estrear contra o Arsenal) prontos para controlar jogos. Rodgers ainda precisa de um jogador capaz de marcar gols regularmente (Dempsey?) e adaptar a defesa a esse estilo que não admite – ou minimiza – os chutões.

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segunda-feira, 13 de agosto de 2012 Aston Villa, Fulham, QPR, Sunderland | 14:46

Guia da temporada (parte 3)

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Aston Villa, Queens Park Rangers, Fulham e Sunderland estão na terceira parte do nosso guia:

Aston Villa. A temporada passada do Villa foi uma tragédia. A contratação de Alex McLeish resultou em futebol agonizante e revolta dos torcedores, que não assimilaram a presença de um ex-treinador do Birmingham. É por isso que o novo técnico, Paul Lambert, está em situação confortável. Para superar McLeish, basta a Lambert fazer o time jogar algo parecido com futebol e eliminar rapidamente a possibilidade de rebaixamento. Com um mercado tímido, de contratações baratas, o Aston Villa acredita na evolução de bons jogadores da base, como Clark, Albrighton, Bannan e Weimann, para fazer campanha decente. Previsão para a temporada: 12º.

QPR. O elenco dos Hoops inegavelmente melhorou para a próxima temporada. Você pode questionar a aposta em jogadores experientes (Rob Green, Ryan Nelsen, Park Ji-Sung e Andy Johnson), mas é difícil acreditar em rebaixamento, com todos os setores do grupo bem reforçados. O QPR garantiu ainda duas excelentes capturas de jogadores jovens: o empréstimo de Fábio da Silva, que vai bem nas duas laterais, e a contratação definitiva de Junior Hoilett, um oásis no Blackburn em 2011-12. Além de colocar essa turma em campo, Mark Hughes precisa controlar os ânimos do vestiário, que tem os fios desencapados Barton e Taarabt. Previsão para a temporada: 11º.

Recém-convocado à seleção turca, Kerim Frei é o futuro do Fulham

Fulham. Demorou, mas o processo de renovação enfim chegou a Craven Cottage. Para conduzi-lo, Martin Jol tem uma ótima safra de jovens que podem ganhar mais minutos em 2012-13, com destaque para o suíço Kasami, o sueco Kacaniklic e o turco Kerim Frei, este particularmente promissor. Ainda assim, o clube tem de prestar atenção a outros pontos do elenco. Se não mantiver Dempsey, seu melhor jogador, o Fulham não pode perder Dembele, que se tornou fundamental quando adaptado à função de meia central. O ataque também requer cuidados, pois os reforços Petric e Rodallega e o garoto italiano Marcello Trotta são as únicas opções para o setor, admitindo que Dempsey não deve ficar. Finalmente, o meia Bryan Ruíz, contratado a peso de ouro há um ano, precisa acordar. Previsão para a temporada: 10º.

Sunderland. Não obstante a queda de rendimento na reta final da temporada passada, o técnico Martin O’Neill deve fazer apenas uma extravagância no mercado, para garantir que não lhe falte um bom centroavante. E ele tem ótimos argumentos para convencer um atacante a jogar no Sunderland. Afinal, o meio-campo dos Black Cats tem a intensidade de Cattermole e Gardner, a velocidade de McClean, os lançamentos precisos de Larsson e a criatividade de Sessegnon, elementos que facilitam a vida de um goleador. Apesar do desempenho pobre nos amistosos, O’Neill pode aproveitar bem sua primeira pré-temporada completa no clube e fazer ano consistente. Previsão para a temporada: 9º.

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quarta-feira, 16 de maio de 2012 Aston Villa, Inglaterra, Liverpool | 12:49

Fator Downing

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Parece piada, mas Downing já ofuscou Ashley Young

A opinião pública diz que a lista da seleção inglesa para a Euro 2012 tem algumas controvérsias e um absurdo. As inclusões de John Terry e Andy Carroll chamam atenção, mas não tanto quanto a presença de Stewart Downing. Na Inglaterra e no Brasil, Roy Hodgson foi muito criticado pela convocação do winger do Liverpool, que, em 36 jogos na Premier League desta temporada, não marcou ou assistiu sequer um gol. Na FA Cup, dois gols e duas assistências em seis partidas.

A temporada de Downing foi uma decepção sem tamanho, pois ele chegou ao Liverpool com status de solução para uma carência evidente do elenco, a de jogadores insinuantes que pudessem atuar pelas laterais. Os £20 milhões investidos foram inegavelmente um exagero, mas o desempenho dele no Aston Villa até justificava a aposta. Em 2010-11, Downing foi eleito o melhor do time pelos torcedores, marcou sete gols e distribuiu oito assistências.

Na última edição da Premier League, já no Liverpool, acertou a trave cinco vezes e fez vários bons cruzamentos não aproveitados pelos atacantes. No entanto, azar não é argumento para quem, bem além dos números lamentáveis, simplesmente jogou mal. Portanto, convocá-lo agora é ignorar a temporada. Downing não é um jogador incapaz e até fez boas partidas pela seleção, mas se tornou viúvo do Aston Villa.

E o Aston Villa é viúvo de Downing
A temporada trágica do Villa, que quase o levou à segunda divisão, termina com uma boa notícia: a demissão de Alex McLeish. O time do escocês jogou um futebol que, de tão feio, deveria ter sido censurado pelo Ministério Público. É hora de o proprietário Randy Lerner contratar um técnico que faça a equipe trocar passes (Roberto Martínez?). A McLeish, deve sobrar um clube do tamanho dele.

Outro ponto é a contratação de jogadores mais comprometidos. Stephen Ireland, que chegou como contrapeso na transferência de Milner para o Manchester City, é um desinteressado de marca maior. Darren Bent foi ao Shopping Center durante um jogo do Villa. Charles N’Zogbia, grande esperança para a temporada, estava “mais interessado em carros do que em futebol” de acordo com McLeish.

Downing contribuiu para a demissão de Kenny Dalglish
O fraco desempenho do winger foi um dos fatores que determinaram uma temporada decepcionante para o Liverpool, apenas o oitavo colocado da Premier League com 52 pontos. A boa campanha nas copas não amenizou a insatisfação dos proprietários com o trabalho de Kenny Dalglish, demitido agora há pouco. A decisão deles é aceitável.

Para o blog, a lista ideal da seleção inglesa seria esta aqui.

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sexta-feira, 20 de abril de 2012 Aston Villa, Sunderland | 14:24

Por trás das vaias

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Durante sua coletiva de apresentação no Aston Villa, em agosto de 2006, Martin O’Neill sonhou alto. “É absolutamente fantástico estar de volta (ao futebol inglês). É um grande desafio. Conheço bem a história deste clube. Tentar resgatar os melhores dias dela será um longo caminho, mas por que não tentar? Faz quase 25 anos que o Villa venceu a Copa Europeia, mas este é o sonho”, afirmou.

Nada seria mais constrangedor do que deixar O'Neill em situação desconfortável no Villa Park

Amanhã, O’Neill retorna ao Villa Park pela primeira vez desde que pediu demissão, em agosto de 2010. O agora treinador do Sunderland não sabe como será recebido: com aplausos, vaias, ambos? Este não é um espaço para pautar comportamento de torcedor (a menos que envolva violência), mas a relação entre Villa e O’Neill é diferente e diz bastante sobre o que os fãs esperam do clube.

A torcida já hostilizou, nesta temporada, Ashley Young e Stewart Downing, que forçaram transferências para Manchester United e Liverpool no mercado de verão. Normal, faz parte. No entanto, O’Neill não merece um lugar nesse grupo. Em quatro anos de Villa Park, ele caminhava gradual e solidamente para cumprir a promessa de sua apresentação. Pediu demissão apenas por reproduzir a insatisfação dos próprios torcedores com o proprietário Randy Lerner, que se apresentou como um entrave a essa reconstrução do clube.

Lerner, como todo fã de futebol inglês sabe, adotou uma política essencialmente vendedora, sem orçamento para reinvestir o dinheiro de negociações como as de Gareth Barry e James Milner para o Manchester City. Era como se o trabalho de evolução do clube, brilhantemente conduzido pelo treinador, não servisse para nada além de três anos confortáveis, sempre na sexta posição. Não haveria continuidade. Tanto que a mediocridade e o medo do rebaixamento estão de volta com Alex McLeish e uma equipe que depende excessivamente de jogadores formados em casa.

O’Neill transformou um time que lutava para não cair na sexta força da Inglaterra e parece estar no mesmo caminho no comando do Sunderland. Vaias a ele legitimariam a política vendedora e decadente de Lerner. Aplausos manifestariam descontentamento e saudade de quando o Villa tentava chegar à Champions League. Desta vez, o comportamento da torcida representa muito mais do que a empatia por uma personalidade.

Amanhã tem rodada da Premier League. Então, atualize seu time no Fantasy.

Veja a classificação e os jogos da 35ª rodada.

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terça-feira, 28 de fevereiro de 2012 Aston Villa | 20:16

Gauche

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Vai, McLeish! ser gauche na vida. O treinador do Aston Villa não tem 10% do talento de Carlos Drummond de Andrade, mas tem tudo a ver com esse verso do Poema de sete faces, escrito pelo autor mineiro. De história importante (embora tenha terminado mal) no Birmingham City, o escocês está deslocado e sem muito para fazer no outro clube da cidade. Seu time é travado, faz olhos sangrarem e não ataca naturalmente. E agora, para piorar a média de 1,1 gol por jogo, ainda perdeu Darren Bent, lesionado, para o resto da temporada e devolveu Robbie Keane ao Los Angeles Galaxy. Tudo isso na pífia 15ª posição da Premier League.

McLeish reclama da sorte: tudo errado no Villa Park

O ataque tem alternativas nada animadoras. Agbonlahor, que rende mais quando aberto pela esquerda, pode virar o Sessegnon do Villa, correndo isolado na frente. McLeish ainda tem a chance de chamar de volta Delfouneso, emprestado ao Leicester. Weimann também pode aparecer e, como sempre, Heskey, o Beckenbauer inglês segundo seu treinador, está à disposição para mais algumas atuações inesquecíveis no pior sentido da palavra.

O Villa mais fraco desde a época de David O’Leary (aquele que tinha Mellberg, Djemba-Djemba, Juan Pablo Angel e companhia muito limitada) acumulou dois pontos nos últimos quatro jogos. Entre produções da base como Albrighton, Bannan e Gary Gardner, flops clássicos como Ireland e jogadores decadentes como Dunne e Heskey, McLeish não traçou uma linha do que ele realmente queria seguir.

A grande novidade para a temporada também fracassou. N’Zogbia, que substituiria ao mesmo tempo Ashley Young e Downing, pensa mais em comprar carros do que em jogar bola. Bent também não é exatamente um primor em comprometimento, considerando que, suspenso, foi às compras durante uma partida contra o Liverpool. Assim, com resistência da torcida e futebol de time pequeno, o Villa jogou outra temporada fora. O sonho de quem já teve Young, Downing e Milner no mesmo meio-campo virou pesadelo.

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terça-feira, 6 de dezembro de 2011 Sunderland | 15:27

Enfim, um novo desafio

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O'Neill chega ao Sunderland com o mesmo projeto de evolução executado no Aston Villa

Martin O’Neill é o Paulo Autuori do futebol inglês. Desde que deixou o Aston Villa, há um ano e meio, ele era especulado em qualquer clube que demitisse treinador. Os rumores eram reconhecimento a quem levantou duas Copas da Liga com o Leicester na década de 90 e recolocou o Villa nos trilhos de 2006 a 2010. Agora, o norte-irlandês enfim abandona o passado e assume um Sunderland que tem feito bem menos do que pode e deve fazer.

Recém-empossado presidente do clube, Ellis Short fez duas escolhas certas. A demissão de Steve Bruce já estava madura por conta das decepções nas últimas temporadas e ficou quase inevitável depois da derrota em casa para o time mais frágil do campeonato, o Wigan. O acerto com O’Neill poderia ser difícil pelo status que o técnico ganhou na Inglaterra, mas, uma vez concretizado, parece ser o caminho para o Sunderland crescer.

Durante sua temporada sabática, O’Neill resistiu várias vezes à tentação de começar um novo trabalho. Se ele aceitou a proposta do Sunderland, certamente é porque vê no Stadium of Light o ambiente para revitalizar o clube, como no Aston Villa. Em quatro temporadas, ele transformou um time habituado à 16ª posição na sexta força da Inglaterra, chegando à mesma colocação em suas últimas três temporadas no Villa Park.

É exatamente o percurso que o Sunderland quer e pode fazer. Bruce fracassou, mas o objetivo de médio prazo ainda é disputar competições europeias. Para começar, Short deve disponibilizar a O’Neill um orçamento de £20 milhões para contratações em janeiro. A mão aberta é necessária porque, embora tenha se reforçado muito no último mercado, o Sunderland perdeu peças importantes e ainda procura novas referências, sobretudo ofensivas.

A troca de Bent, Gyan e Welbeck por Bendtner, Ji e Wickham não caiu bem aos gatos pretos, que têm, no máximo, o ataque do futuro. No presente, são apenas 16 gols marcados em 14 rodadas, pouco para quem tem criadores de jogadas como Sessegnon e Sebastian Larsson. A última referência tática de O’Neill é promissora nesse sentido. No Villa, ele não mediu esforços na criação de alternativas para agredir o adversário.

Em 2009-10, por exemplo, o norte-irlandês fez um ajuste muito interessante a seu time. Mesmo com Ashley Young, Milner e um Albrighton em desenvolvimento, ele buscou mais um jogador para atuar pelas laterais do campo. A contratação de Downing reposicionou Milner, que passou a exercer uma função central. A equipe se fortaleceu nas pontas, ficou mais inteligente no centro e, mesmo com atacantes limitados, o Villa chegou até a ameaçar os líderes antes de perder muito fôlego na reta final.

O Aston Villa na última temporada de O'Neill

O possível Sunderland de O'Neill

Aquele padrão tático dá uma ideia do que O’Neill pode fazer no Sunderland. Enquanto não contrata, algumas mudanças seriam interessantes para criar uma ameaça mais constante pelos lados e garantir mais qualidade no meio-campo. Larsson poderia, como Milner no Aston Villa, exercer uma função central, e o incisivo Richardson, deixar a lateral para ganhar liberdade para atacar pela ala esquerda.

O fato é que O’Neill tem várias opções e deve quebrar a cabeça após assistir, no estádio Molineux, à derrota do Sunderland para o Wolverhampton por 2 a 1. Por ora, o que podemos esperar é uma ligeira melhora do pífio aproveitamento de 26%, que pôs os gatos pretos na 17ª posição, à beira da zona de rebaixamento. Adiante, com mais tempo para trabalhar e dinheiro para gastar, o novo treinador deve ter mais sucesso do que Steve Bruce.

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segunda-feira, 21 de novembro de 2011 Aston Villa | 22:49

McLeish matou o Aston Villa

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A letra de Heskey tem a assinatura de Franz Beckenbauer

Lembra aquele projeto ousado de um Aston Villa que incomodava os gigantes da Inglaterra e até bateu o Manchester United em Old Trafford? Então, ele morreu. A diretoria o adoeceu quando transformou os Lions num clube meramente vendedor e afugentou o técnico Martin O’Neill. O atual treinador, Alex McLeish, deu o tiro de misericórdia.

Há um mês, McLeish precisava de um zagueiro para completar um dos times no treinamento coletivo. Em vez de chamar alguém da base, pediu a Emile Heskey que fizesse a função. Sempre solícito, Heskey quebrou um galho por ali e agradou. Daí o técnico se derreteu em elogios, realçando sua polivalência e o comparando a Franz Beckenbauer.

Seria cômico se não fosse trágico. Heskey dificilmente será aproveitado como zagueiro, mas já virou titular automático de McLeish. Após iniciar a temporada como meia central de um estranho 4-2-3-1, o ex-atacante perdeu algumas partidas por lesão e agora aparece como left winger. Na derrota por 2 a 0 para o Tottenham, em que o Villa foi completamente dominado, ele e o lateral-direito Hutton atuaram abertos num meio-campo que abandonou Bent e Agbonlahor à frente.

Hutton foi escalado por ali para ajudar Cuéllar na missão de segurar Bale. Deu tudo errado, mas você consegue entender a tentativa. Heskey, porém, não faz sentido. E é ainda mais inexplicável quando o elenco lhe oferece os jovens Barry Bannan e Marc Albrighton. Bannan até é eventualmente utilizado, mas Albrighton ainda não iniciou sequer um jogo e foi excluído até do banco de reservas hoje à noite.

Albrighton fez 22 anos na sexta-feira passada e tinha tudo para explodir nesta temporada. Mesmo com concorrência pesada até 2010-11, o garoto provou que poderia minimizar o impacto das vendas de Ashley Young e Stewart Downing. Nada feito. Como Charles N’Zogbia, a grande aposta do mercado de transferências, começou mal no Aston Villa, McLeish se atrapalha, não extrai o melhor de Darren Bent e trava o time como se ainda estivesse no lado azul de Birmingham. Na nova casa, são 12 partidas, 15 pontos e um longo caminho até acalmar uma torcida engasgada pela contratação de um técnico rival.

Fantasy
A classificação deve ser atualizada em breve.

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terça-feira, 6 de setembro de 2011 Aston Villa, Inglaterra | 19:26

Villa das lamentações

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Não torce pela Inglaterra? Então, não assista a jogos dela realizados em Wembley. Só paixão ou compromisso para fazer aguentar a seleção de Fabio Capello em Londres, onde ela quase sempre decepciona. Hoje, com sorte no segundo tempo, venceu País de Gales por 1 a 0 e se aproximou muito da classificação à Euro 2012. Precisa de um empate contra Montenegro para se garantir, mas ainda poderia contar com a Suíça na última rodada ou até ser a melhor segunda colocada das Eliminatórias.

Se a Inglaterra chegar a Polônia e Ucrânia, deverá muito a uma classe: a dos ex-jogadores do Aston Villa. Gary Cahill, James Milner, Gareth Barry, Stewart Downing (1 assistência) e Ashley Young (1 gol) atuaram contra Gales. Ainda no Villa Park, Darren Bent, que marcou dois gols na competição, também teria sido aproveitado se não estivesse lesionado. Orgulho dos Villans? Não, está mais para lamentação.

Tudo bem que o dinheiro de Milner foi gasto em Bent, mas Agbonlahor também cairia bem por ali

Desse grupo, o único revelado lá é Gary Cahill. Curiosamente, o zagueiro do Bolton foi também o único a deixar os Lions pela porta dos fundos, por não ter convencido Martin O’Neill. Após empréstimos a Burnley e Sheffield United, ele deu um pulo em Birmingham só para arrumar as malas rumo ao Reebok Stadium. Um dos raros erros de avaliação do treinador norte-irlandês.

Os outros quatro foram boas capturas do clube. À exceção de Barry, que chegou da base do Brighton & Hove Albion, todos eram bem conhecidos (Young se destacava no Watford), mas ainda precisavam provar muito. Do ponto de vista econômico, o Villa deu um show. Pagou £34 milhões para tê-los e recebeu £74 milhões para liberá-los. Isso sem falar nos ótimos serviços prestados. Ainda mais por Barry, que ficou 12 anos lá.

O problema é que, se o proprietário Randy Lerner abriu o sorriso com o lucro de £40 milhões, Martin O’Neill foi embora porque via seu projeto se despedaçando. O campeão europeu de 1982 tinha virado um clube vendedor, não passou da sexta posição e mal reinvestia (Arsenal, alguém?). É claro que a diretoria precisava administrar a vontade dos jogadores, mas a imagem do time que o Villa poderia ser (no campinho) é perturbadora.

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quinta-feira, 30 de junho de 2011 Aston Villa, Brasileiros, Liverpool | 10:06

Vale a pena apostar em Diego?

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Diego quer a Inglaterra, mas certamente reza para não trabalhar de novo com Steve McClaren

Depois de sete temporadas, três países e quatro clubes na Europa, o brasileiro Diego quer jogar na Inglaterra. “É o meu sonho”, disse ao Independent. O meia do Wolfsburg não chegaria à Premier League com o status que o levou a Porto e Juventus. O antigo parceiro de Robinho precisa reconstruir a carreira após dois anos sem brilho. No Werder Bremen, ele foi bem. Seria um time inglês o melhor lugar para tentar de novo?

Diego é especulado em Liverpool e Aston Villa. Kenny Dalglish tem sido apontado como um de seus admiradores, e Alex McLeish também estaria interessado. O brasileiro afirma que “começou a conversar” com alguns clubes, sem especificá-los. É tudo rumor, mas os eleitos possíveis destinos do meia servem para entender por que os termos do contrato não devem ser o único critério para a decisão dele.

A primeira dificuldade aparece na posição de Diego, que rende mais como um meia de ligação com liberdade para criar. A função tem se tornado frequente na Inglaterra, mas inexiste em várias equipes. Dependendo de seu novo clube, o brasileiro pode ter de se adaptar a um papel com mais responsabilidades defensivas, como o de Modric no Tottenham. Não seria um começo promissor.

No Liverpool, Diego enfrentaria concorrência muito pesada. São opções pelo meio Gerrard, Meireles (pode sair), Henderson, Lucas, Spearing, Shelvey (pode sair) e, provavelmente, Charlie Adam. Com Suárez e Carroll a princípio absolutos, o esquema fica sem tantas variações pela conveniência da dupla de ataque. A figura do meia de ligação perde espaço, sugerindo que Diego não é o jogador de que o time precisa. Pelo menos, não para ser titular de cara.

Apesar da suposta preferência de McLeish pelo 4-4-2 ortodoxo (esquema que não permitiria a Diego jogar em sua posição natural), a situação no Aston Villa seria mais confortável. A formação mais utilizada por Houllier na última temporada tinha um meia de ligação: Ashley Young, adaptado a uma função central. Como Young foi vendido ao Manchester United, Diego seria seu substituto, com dois pontas e Darren Bent para municiar e dois volantes (Makoun e Petrov?) que lhe dariam liberdade.

Por £10 milhões, Diego é aposta válida para qualquer clube que tenha a real intenção de aproveitá-lo onde ele funciona. Vale lembrar que o brasileiro nunca foi um Samir Nasri, que pode jogar nas duas pontas, como meia ofensivo e até como volante no Arsenal, de acordo com a necessidade. Se de fato houver algumas propostas da Inglaterra, qual a melhor opção: Liverpool, Aston Villa, outro? Depende da disposição dele para brigar por espaço, mas o Villa parece ser um destino mais seguro.

Lembrete
A temporada começa hoje para o Fulham, que, classificado pelo Fair Play, abre a participação inglesa na Liga Europa. Veja a prévia do confronto contra o NSI Runavik. O trabalho é dos amigos do Fulham Brasil.

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