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quarta-feira, 30 de março de 2011 Inglaterra | 01:03

Tempo de mudança

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Se beber da fonte certa, Carroll deve ser titular

Diante de fantásticos 20 mil torcedores africanos, Inglaterra e Gana empataram por 1 a 1 em Wembley. O ótimo teste foi marcado pelas sete ausências inglesas e as estreias de Jarvis e Welbeck. Aliás, o último tem ascendência ganesa e chegou a flertar com a seleção africana. A sequência, que começou no sábado com a vitória sobre País de Gales pelas Eliminatórias da Euro, rendeu à seleção um novo esquema, pelo menos um novo titular e a exposição de problemas.

4-3-3. Capello tem falhado, mas ainda sabe acertar. A temporada de Wilshere e Parker pedia um setor mais povoado. O 4-3-3 dos dois jogos deixa o conjunto mais forte e não desperdiça Rooney. À esquerda, Shrek sacrifica os números, mas cansa o lateral-direito adversário e aproveita melhor a visão de jogo, o que parece bem razoável numa temporada de poucos gols. Após sete jogos seguidos sem Gerrard e Lampard juntos, já parece viável que só um deles seja titular.

Ashley Young ganhou a posição. Há um ano e meio, com Lennon on fire e Gerrard deslocado à esquerda, os wingers eram bem definidos. Depois, Walcott, Adam Johnson, Milner e até o decadente Wright-Phillips passaram por ali sem que houvesse claramente dois titulares. Hoje, o lado esquerdo é de Rooney. Mesmo ignorado na Copa e atuando como atacante no Aston Villa, Young arrebentou contra Gales, foi bem ontem (à esquerda) e deve se estabilizar na outra ponta do 4-3-3. Walcott é seu principal concorrente.

Ups and downs. A vitória em Gales e, até pelos sete desfalques, o empate contra Gana deixam a sensação de saldo positivo. No entanto, a Inglaterra continua muito sujeita a altos e baixos. A superioridade em Cardiff era tão grande, que o esboço de reação dos galeses, mesmo à base de empolgação, poderia ter sido evitado. Ontem, o gol de Gyan no fim escancarou a dificuldade em conservar o resultado num jogo difícil. Falta manter o ritmo.

Andy Carroll em pauta. Capello avisou: beba menos. Se ele tem exagerado no consumo de álcool, a recomendação é obviamente muito válida. Poderia não ter saído do vestiário, mas a informação em domínio público deve servir até para encorajar o atacante a uma resposta rápida. Em campo, ontem, o titular Carroll novamente acusou a falta de ritmo, mas marcou um golaço e foi mais um a desfrutar o 4-3-3. O homem de área do Liverpool, de 22 anos, parece ser receptivo a conselhos e tem salvação.

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sexta-feira, 25 de março de 2011 Inglaterra | 15:06

O País de Bale

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Bale marcou o único gol galês nas Eliminatórias. A ausência e a dependência dele fizeram muita gente falar em Giggs. De novo

É impossível dissociar o futebol galês do inglês. O avanço de Cardiff e Swansea, as decisões recentes no Millennium Stadium e a presença em ligas inglesas de 24 dos 25 selecionados pelo técnico Gary Speed aproximam ainda mais os dois países. No entanto, o encontro de amanhã deve trazer à tona diferenças importantes.

Neste sábado, ao meio-dia, o País de Gales recebe a Inglaterra em Cardiff, pelas Eliminatórias da Euro. Apesar da derrapada dos Three Lions contra os surpreendentes líderes montenegrinos, o desespero está concentrado no lado dos Dragons. Sem Bale, sem Giggs e sem ponto, Gales tenta acabar com uma sequência que já tem três derrotas. Mas dá?

O messias Bale seria fundamental para explorar o lado mais frágil da defesa inglesa. Lesionado, o único galês que seria titular da Inglaterra está fora. Daí houve um clamor popular – até jornalístico, diria – por Giggs. Hoje com 37 anos, ele abandonou a seleção há quatro. Speed resistiu e, desta vez, não o chamou de volta. Giggs até apareceu no treino, mas se limitará a comentar o clássico pela Sky Sports, dizem.

Sobram a Gales Ramsey, feito capitão após apenas 11 jogos pela seleção, e os atacantes Bellamy, Morison e Church, que têm dado o recado na segunda divisão inglesa. O principal nome da defesa é James Collins, do Aston Villa. Speed não tem um líder técnico em grande forma – Ramsey, de volta à escalação do Arsenal há seis dias, ainda tenta retomar os trilhos após dois empréstimos.

É pouco. A tendência é a Inglaterra controlar as ações e, com Wilshere e Lampard acionando os wingers, fazer funcionar a possível parceria Rooney-Carroll. Os galeses exploram a rivalidade (com direito a hino na impopular língua local) para tentar impor aos ingleses um improvável fracasso doméstico do nível da derrota para a Irlanda do Norte em 2005.

O SporTV 2 e a RedeTV! prometem transmitir o jogo.

Vale lembrar que John Terry está de volta à capitania.

Às avessas
A família Glazer, proprietária do Manchester United, não é lá muito popular. Entretanto, nada justifica o que teria feito o torcedor Thomas McKenna, acusado de “roubar” e publicar informações sobre 400 clientes corporativos do clube. Por isso, os Red Devils movem um processo contra McKenna, que reedita Ashley Cole na linha anarquista de exploração de clubes de futebol.

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quarta-feira, 23 de junho de 2010 Sem categoria | 15:37

GOD SAVE THE BEER

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Capello abraça John Terry: "Te considero pra caramba" (foto Getty Images)

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Capello revelou, na coletiva após a vitória de 1 x 0 sobre a Eslovênia, o segredo para o time inglês recuperar o espírito brigador e reencontrar o bom futebol:

“Ontem à noite, eles beberam cerveja. E eu vi o time jogar com o espírito que havíamos perdido nos jogos antes desse. A performance foi realmente boa e criamos várias chances de marcar o segundo gol.”

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Sem categoria | 00:12

SHOULD I STAY OR SHOULD I GO?

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Depois de cinco dias bastante tumultuados, a Inglaterra vai a campo hoje contra a Eslovênia vestindo vermelho. Somente a vitória é garantia de permanência na Copa*.

Recapitulando.

Na sexta-feira passada, o English Team empatou com a fraca Argélia em 0 x 0 mostrando um futebol patético. Rooney saiu de campo reclamando da torcida que, por sua vez, vaiou o próprio time (coisa rara em se tratando de Seleção Inglesa). Depois da chuva de críticas da imprensa, John Terry resolveu abrir a boca. Na entrevista coletiva do domingo, JT declarou que estava ali em nome dos jogadores e que eles  iriam, na reunião marcada para aquela noite, não somente ouvir Capello, mas também exigir mudanças. Segundo o ex-capitão, o meia Joe Cole deveria estar no time (como titular ou entrando durante as partidas) e Rooney deveria jogar na frente, no lugar de Heskey. Ao ser questionado sobre a possibilidade de Capello não gostar de sua atitude, Terry foi seco: “Se ele não gostar? E daí?”.

Segundo Terry, essa pequena insurreição começou algumas horas depois do empate contra a Argélia. O próprio Terry havia pedido ao auxiliar Franco Baldini que liberasse a cerveja depois da partida. E entre pints, um grupo formado por JT, Lamps, Wazza, Aaron, Jamo, Crouchy, Jonno, Jamie e Stevie (assim JT descreveu um por um), as questões foram discutidas.

O problema, ao que parece,  é que “o grupo” não havia autorizado a intimidada pública a Capello e Terry ficou isolado (ou quase isso). No dia seguinte, com o rabo no meio das pernas, o zagueiro do Chelsea teve que pedir desculpas. Lampard tentou minimizar o fato, Capello disse que Terry havia cometido “um grande erro”, mas, ao contrário da francesa, a crise inglesa foi controlada – ou adiada.

John Terry: sem papas na língua (foto Getty Images)

Enfim, posto isso, hoje os Three Lions entram em campo (por pressão do “grupo” ou não) com algumas mudanças. Segundo jornalistas que acompanharam o treino de ontem, Rooney assumirá o comando do ataque, na companhia de Defoe – Heskey, finalmente, vai para o banco. Lennon também deve perder a posição e, na falta de Theo Walcott (eu queria ele nesse time), Milner deve jogar pela direita. Joe Cole corre por fora. Upson fica com a vaga do suspenso Carragher. Portanto:

Jamo
Jonno, Upson, JT, Ash
Lamps, Barry
Milner, Gerro
Wazza e Defoe   

Como já disse, o time jogará de uniforme todo vermelho como somente aconteceu em quatro vezes na história. Duas na Copa de 62 (4 x 0 sobre o Peru e 0 x 0 contra a Bulgária), em um amistoso em 63 (4 x 2 sobre a Tchecoslováquia) e outro em 70 (3 x 1 sobre a Bélgica). Portanto, um uniforme pé-quente.

*Caso os Estados Unidos empatem em 0 x 0, um empate dos ingleses em 2 x 2 levará  a decisão para o sorteio. Empates de 3 x 3 para cima dão a vaga aos ingleses.

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sexta-feira, 18 de junho de 2010 Sem categoria | 12:32

SAI O VERDE, ENTRA O MADURO

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A imprensa inglesa está cravando que David James, 39 anos, será o goleiro daqui a pouco na partida da Inglaterra contra a Argélia. Com isso, Robert Green, depois da falha contra os Estados Unidos, vai pro banco.

Será a segunda vez que os Three Lions usam dois goleiros numa Copa do Mundo. A primeira foi em 1970. O titular Gordon Banks ficou doente e não pôde jogar contra a Alemanha, pelas quartas-de-final. Em seu lugar entrou Peter Bonetti, que não substituiu Banks à altura.

Green foi o 10º goleiro ingles a jogar uma Copa do Mundo. James será o 11º.
1950: Bert Williams
1954: Gil Merrick
1958: Colin McDonald
1962: Ron Springett
1966: Gordon Banks
1970: Gordon Banks, Peter Bonetti
1982: Peter Shilton
1986: Peter Shilton
1990: Peter Shilton
1998: David Seaman
2002: David Seaman
2006: Paul Robinson

Outra coisa, jornalistas presentes ao treino da Inglaterra puderam assistir a preparação dos goleiros e notaram Robert Green um pouco nervoso, inclusive cometendo falhas parecidas com a aquela da partida contra os EUA – eu ainda acho que um pouco da culpa é da Jabulani. E segundo esses jornalistas, Joe Hart foi, de longe, o melhor dos três.

Se Hart, por acaso, jogar a próxima partida, será aquinta vez que uma seleção usa três goleiros na mesma Copa.

O time de Capello, com a entrada de James e a volta de Gareth Barry:

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terça-feira, 1 de junho de 2010 Sem categoria | 19:15

OS 23 DE CAPELLO

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Saiu hoje a lista dos 23 jogadores de Fábio Capello para a Copa:

 

Goleiros: Joe Hart, David James, Robert Green.

Defensores: Jamie Carragher, Ashley Cole, Rio Ferdinand, Glen Johnson, Ledley King, John Terry, Matthew Upson, Stephen Warnock.

Meiocampistas: Gareth Barry, Michael Carrick, Joe Cole, Steven Gerrard, Frank Lampard, Aaron Lennon, James Milner, Shaun Wright-Phillips.

Atacantes: Peter Crouch, Jermain Defoe, Emile Heskey, Wayne Rooney.

Se você acha que Dunga é cabeça-dura, que não enxerga o óbvio, que Ganso e Neymar deveriam estar no elenco, que Gilberto, Gilberto Silva e Felipe Melo são uma piada, que Alex, do Chelsea, é melhor que Luisão, que convocar Doni por gratidão é patético… Fique sabendo que o todo poderoso Fábio Capello – talvez o técnico mais cobiçado do mundo, ao lado de Mourinho – também é questionado. E convenhamos, com razão. Algumas de suas preferências são incompreensíveis.

Walcott está fora da Copa
Não que o inglês, que foi à Alemanha-2006 passear, merecesse tanto assim um lugar no avião rumo à África, mas ele conseguiu se recuperar de uma contusão em tempo e vinha numa ascendente. Além disso, já estava entrosado com o elenco e o sistema de jogo da Inglaterra. Mesmo que não fosse titular, seria uma ótima opção para o lugar de Aaron Lennon.

Shaun Wright-Phillips vai
No lugar de Walcott, vai SWP. O jogador do City não fez uma boa temporada no clube e também nunca apresentou nada de significante na Seleção Inglesa. Sua única vantagem sobre Walcott é ser um pouco mais versátil.

Centroavante de área
Darren Bent, maior artilheiro inglês da temporada depois de Rooney mesmo jogando pelo fraco Sunderland. Mesmo tendo marcado 24 gols no campeonato, vai assistir a Copa de casa. Capello preferiu levar Heskey, 3 gols na temporada. O atacante, veterano e grandalhão, não marca gols e ainda é reserva no seu clube, Aston Villa.

A lateral-esquerda
Capello deu uma chance contra o México a Leighton Baines, lateral do Everton, que não foi bem. Preferiu então levar Stephen Warnock, do Aston Villa, que, excluindo-se oito minutos contra Trinidad e Tobago em 2008, nunca foi testado. Vai entender.

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terça-feira, 25 de maio de 2010 Sem categoria | 13:32

HALF-MOUTH ENGLAND

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Glen Johnson e seu golaço (foto Getty Images)

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O amistoso contra o México deveria ter servido para Capello testar alguns jogadores e tirar algumas dúvidas de sua cabeça. Mas o fraco desempenho da equipe, principalmente no 1º tempo, deve ter provocado justamente o oposto.

Mesmo jogando em Wembley, a equipe mexicana tomou a iniciativa do jogo e o placar de 2 x 1 antes do intervalo não refletia o que havia sido a partida até então. As coisas melhoraram um pouco para os ingleses na 2a etapa, mas é difícil dizer se a melhora veio em função de alguns ajustes táticos feitos por Capello (Gerrard passou a atuar no meio em vez de na esquerda), algumas substituições ou simplesmente porque o gol de Glen Johnson, em ótima jogada individual, aconteceu logo aos 2’ da etapa final e acabou desanimando o adversário. O fato é que o México teve 66% de posse de bola e chutou 23 vezes ao gol inglês. Como justificativa, pode-se dizer que Capello abriu mão de contar com os jogadores do Chelsea (que haviam atuado na final da FA Cup). Terry, Lampard e Ashley Cole devem dar um upgrade na equipe. Ainda assim, a atuação inglesa deveria ter sido melhor.

Robert Green
Boas defesas

Glen Johnson
Melhor jogador do time

Ledley King
Não repetiu as mesmas atuações do Tottenham. Corre risco de ser cortado.

Rio Ferdinand
Foi mais ou menos, mas tem lugar garantido

Leighton Baines
Não aproveitou a chance. Partida muito fraca. Corre risco de corte, principalmente se Capello achar que Milner e Barry podem quebrar um galho na lateral esquerda caso Ashley Cole precise ficar de for a.

Michael Carrick
Outro que pode ter dado adeus ao English Team. Partida muito fraca, muitos passes errados, não segurou a bola como Capello quer. Sua atuação justifica o desejo do técnico italiano por Scholes, e até por Hargreaves.

James Milner
Foi bem.

Steven Gerrard
Foi bem, principalmente depois que foi jogar no meio.

Theo Walcott
Embora não muito efetivo, esteve perigoso e mostrou que está em forma. Está na Copa.

Peter Crouch
Saiu jogando no lugar de Heskey e, mais uma vez, marcou. Será que ganhou a posição?

Wayne Rooney
Atuação regular para os seus padrões.

ENTRARAM

Joe Hart (Robert Green, intervalo)
Não foi exigido.

Jamie Carragher (Rio Ferdinand, intervalo)
Voltando depois de quase três anos, foi bem.

Jermain Defoe (Peter Crouch, intervalo)
Mostrou pouco. Corre risco.

Tom Huddlestone (Michael Carrick, 62)
Foi discreto, mas melhor que Carrick.

Aaron Lennon (Theo Walcott, 77)
Pouco tempo, mas fez uma boa jogada.

Adam Johnson (James Milner, 85)
Entrou só para dizer que estreou no English Team.

A Inglaterra vai a campo novamente dia 30/5, contra o Japão, na Áustria.

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domingo, 8 de novembro de 2009 Sem categoria | 21:04

PARA PEGAR O BRASIL

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Abaixo, os 24 convocados de Capello para enfrentar o Brasil, no próximo dia 14, em Doha (isso mesmo. Nada de Londres, nada de Rio, nem São Paulo. Doha, Catar). Algumas novidades como Gary Cahill, Stephen Warnock, Tom Huddlestone e Darren Bent. Lembrando que Steven Gerrard, Rio Ferdinand, Ashley Cole, David James, Aaron Lennon, Emile Heskey e Carlton Cole estão machucados.

Goalkeepers: Foster (Manchester United), Green (West Ham), Hart (Manchester City)

Defenders: Bridge (Manchester City), Brown (Manchester United), Cahill (Bolton), Johnson (Liverpool), Lescott (Manchester City), Terry (Chelsea), Upson (West Ham), Warnock (Aston Villa)

Midfielders: Barry (Manchester City), Beckham* (Los Angeles Galaxy), Carrick (Manchester United), Huddlestone (Tottenham), Jenas (Tottenham), Lampard (Chelsea), Milner (Aston Villa), Wright-Phillips (Manchester City), Young (Aston Villa)

Forwards: Bent (Sunderland), Crouch (ToEditar posts ‹ Thank God For Football — WordPressttenham), Defoe (Tottenham), Rooney (Manchester United).

*Beckham só vai iria se o LA Galaxy não vencer tivesse vencido o Chivas USA hoje ontem. Mas venceu por 1 x 0.

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segunda-feira, 12 de outubro de 2009 Sem categoria | 00:03

TRAUMATISMO UCRANIANO

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Imagine o que poderia ter feito se não tivesse que sair tão cedo, Lennon (foto AFP)

A derrota inglesa no sábado para a Ucrânia teve um sabor amargo principalmente para o goleiro Green e para o winger (devo chamá-lo de ponta, como antigamente?) AaronLennon. O primeiro foi expulso aos 13′ do 1º tempo e o segundo foi substituído para dar lugar ao goleiro reserva, David James, mas nada de muito traumático já que a vaga inglesa para a Copa já estava assegurada. Também ninguém quebrou a cabeça durante a partida. Mas o título do post é legal, então fica assim mesmo.

Bem, sempre que um time perde uma partida não muito importante alguém vem com aquele papo de “perdeu na hora certa”. No caso da sábado, tal clichê pode, mas não deve ser usado. Principalmente porque Capello entrou em campo com sua força máxima e uma vitória (ou até um empate) aumentaria ainda mais a confiança da equipe, que é um ponto fraco dos ingleses. Capello se preocupa com essa questão e a derrota de ontem foi um golpe.

No entanto, a expulsão de Green  (o primeiro goleiro inglês da história a levar um vermelho) no início tornou a partida muito atípica, com os ingleses atuando mais de 80% do tempo com um jogador a menos. Qualquer avaliação sobre o desempenho da Seleção Inglesa fica comprometido. A maioria dos colunistas ingleses preferiram exaltar a grande partida do time sob condições adversas e o fato de terem perdido pelo placar mínimo tendo ainda chances de chegar ao empate.

Outros preferiram jogar a culpa no mau momento de Ferdinand, na inconstância defensiva de Johnson e na inoperância de Heskey.

Sem dúvida, Capello montou a mais respeitável Seleção Inglesa dos últimos anos, mas o time teve a chance ontem de mostrar que poderia tirar coelhos da cartola e falhou. Qualquer seleção que sonhe com título mundial precisa fazer algum tipo de mágica em algum momento. E os ingleses jogaram apenas como um time comum.

Abaixo, as notas da Seleção Inglesa, segundo o Times (na primeira linha), e segundo o Telegraph (no fim do texto de cada jogador) :

Robert Green (West Ham United) 4/10
Idade 29, convocações 8
A torcida ucraniana jogou fogos em cima dele no início do jogo. Quinze minutos depois, Rio Ferdinand jogou uma granada. O pênalti e o vermelho foram incontestáveis e acabam com a sequência de seis jogos seguidos de Green no gol inglês. (5)

Glen Johnson (Liverpool) 5/10
Idade 25, convocações 19
Bom no ataque, preocupante na defesa. (6)

Rio Ferdinand (Man United) 4/10
Idade 30, convocações 75
Seja por causa das contusões ou pela falta de jogos, Rio está fora de sua melhor forma. Uma bola em suas costas permitiu que Milevskiy sofresse o pênalti que deixou a Inglaterra com dez jogadores. (4)

John Terry (Chelsea) 6/10
Idade 28, convocações 57
O melhor da defesa. (8)

Ashley Cole (Chelsea) 5/10
Idade 28, convocações 77
O lateral está em grande forma, mas não hoje. Perdeu a bola no gol da Ucrânia e depois ainda desviou do goleiro o chute de Nazarenko. (5)

Michael Carrick (Manchester United) 5/10
Idade 28, convocações 20
Com Barry machucado, teve a primeira chance de começar jogando nessas Eliminatórias, mas deu azar pelas circunstâncias da partida. (6)

Aaron Lennon (Tottenham) 6/10
Idade 22, convocações 14
Sacrificado na expulsão de Green. Fez apenas duas jogadas até ser substituído. (6)

Frank Lampard (Chelsea) 7/10
Idade 31, convocações 75
Qualquer que sejam as circunstâncias, Lampard mantém o instinto de atacar. No pior momento inglês do 1º tempo, o Lampard teve uma chance e chutou rente ao poste. (7)

Steven Gerrard (Liverpool) 5/10
Idade 29, convocações 77
Saiu no intervalo com um problema na virilha. (6)

Wayne Rooney (Manchester United) 6/10
Idade 23, convocações 56
Foi negligente ao perder a bola no gol ucraniano, mas tentou se redimir quando deixou Lampard em condições de marcar. Virou meia-direita depois da expulsão de Green. Sua produtividade é admirável. (8)

Emile Heskey (Aston Villa) 5/10
Idade 31, convocações 57
Começou jogando mais na Seleção Inglesa que no Aston Villa o que mostra que Capello confia mais nele do que Martin O’Neill. Heskey tem dificuldades para marcar gols mesmo quando Rooney está ao seu lado. Sozinho, fica ainda menos perigoso. (7)

Entraram:

David James (no lugar de Lennon, aos 14’): Nada pode fazer no gol e fez duas grandes defesas no 2º tempo. (7)

James Milner (no lugar de Gerrard, intervalo): Deu mais gás aos ingleses e a o time melhorou no segundo tempo (7)

Carlton Cole (no lugar de Heskey, aos 72’) (6)

 

Rooney sentiu a panturrilha depois do jogo e não enfrentará a Bielorrússia na quarta-feira. Gerrard, que saiu machucado no intervalo, permanece com o grupo e pode até jogar.

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segunda-feira, 5 de outubro de 2009 Sem categoria | 19:35

O INÍCIO DE UMA ERA

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O jogo entre Ucrânia x Inglaterra, neste sábado, será histórico. Pela primeira vez uma partida oficial da Seleção Inglesa não será transmitida por nenhuma rede de televisão do país, nem mesmo em pay-per-view (evidentemente excluindo aqueles tempos em que a TV não existia).

Quem quiser acompanhar o duelo terá que comprar a transmissão pela internet. O preço para quem adquirir até quinta-feira é de £4,99 (R$ 15). Depois disso, o valor sobe até alcançar £11,99 (R$ 36) no dia do jogo. Só serão vendidas um milhão de assinaturas e elas não estão disponíveis para qualquer lugar do planeta. Nós, da América Latina, não temos acesso ao serviço.

O fato está causando a ira dos torcedores ingleses. Como pode um grupo de amigos se reunir em pleno sábado à noite para ver a partida na frente da tela de um computador? Só pessoas físicas poderão “comprar o jogo”, portanto, nem nos pubs o torcedor poderá assistir a sua seleção. Como alternativa, a partida também será mostrada nos cinemas Odeon, de todo o Reino Unido, inclusive naquele famoso de Leicester Square. Muuuito bizarro!

A Inglaterra já está classificada, mas a situação seria quase a mesma caso não tivesse. Se a vaga da Copa não estivesse garantida, talvez alguma TV aberta ou em pay-per-view se interessasse em comprar os direitos de transmissão. Talvez não. O problema é que quem define o preço dessa transmissão é a federação do time da casa e, no caso, a federação ucraniana está pedindo alto.

Na Inglaterra já se pensa (tarde demais) em incluir jogos de eliminatórias de Copa e de Eurocopa na lista de eventos de exibição obrigatória em TV aberta, coisa que existe por lá.

Enfim, vocês acham legal assistir jogos da seleção pela internet?

By the way, os convocados de Capello para os jogos contra a Ucrânia e Bielo-Rússia:

GOLEIROS
Robinson (Blackburn), Green (West Ham), James (Portsmouth)

DEFENSORES
Ashley Cole (Chelsea), Terry (Chelsea), Johnson (Liverpool), Bridge (Manchester City), Lescott (Manchester City), Brown (Manchester United), Ferdinand (Manchester United), Upson (West Ham)

MEIOCAMPISTAS
Milner (Aston Villa), Lampard (Chelsea), Beckham (Los Angeles Galaxy), Gerrard (Liverpool), Barry (Manchester City), Wright-Phillips (Manchester City), Carrick (Manchester United), Lennon (Tottenham)

ATACANTES
Agbonlahor (Aston Villa), Heskey (Aston Villa), Crouch (Tottenham), Carlton Cole (West Ham), Rooney (Manchester United)

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