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Posts com a Tag Clint Dempsey

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013 Debates | 21:32

A lenda do mercado interno

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O mercado interno inglês costuma punir severamente quem comete erros de avaliação. Quando, em vez de observar outras ligas, um clube se rende ao comodismo de contratar um jogador consolidado na Premier League, o preço é geralmente inflacionado, o que gera expectativa e obrigação de retorno imediato. Entre outros fatores, isso acontece por conta de um consenso enganoso: se alguém dá certo em determinado time, necessariamente manterá o nível em outra equipe da mesma liga, pois está habituado ao futebol daquele país. É como se não houvesse risco de fracasso.

Há pouco mais de dois anos, o Liverpool vendeu Fernando Torres ao Chelsea por £50 milhões, entrou em pânico e, no mesmo dia, reinvestiu £35 milhões em Andy Carroll. Esse é o caso mais conhecido de supervalorização, mas existem outros. Entre 2009 e 2011, o Aston Villa vendeu um meio-campo completo – Downing, Barry, Milner e Young – por cerca de £80 milhões. O mesmo Villa que, em janeiro de 2011, pagou £24 milhões por Darren Bent, hoje reserva no time de garotos de Paul Lambert. Nenhum desses jogadores é exatamente um sucesso após a transferência.

Falta a muitos clubes bom senso na hora de definir os alvos. Por exemplo, Milner foi aclamado pela crítica quando, ainda no Aston Villa, passou a atuar como meia central para suprir a ausência de Barry. Repentinamente, um winger mediano se transformou em alguém comparável a Steven Gerrard e atraiu o interesse de outros clubes. No Manchester City, que pagou por ele £20 milhões e ainda cedeu Ireland ao Villa, Milner raramente foi utilizado na faixa central, voltou a ser o winger mediano e fez a transferência parecer um péssimo negócio.

Mesmo para quem está acostumado ao futebol inglês, existem circunstâncias que impactam o desempenho do jogador. Personagens da triangulação de 2011 entre Chelsea, Liverpool e Newcastle, Torres e Carroll têm sido constrangedores. Enquanto o caso do espanhol parece envolver aspectos físicos e psicológicos, o do inglês é um pouco mais claro. Em St. James’ Park, beneficiado pelas bolas longas e a precisão de Joey Barton, Carroll tinha enorme influência sobre os jogos, com gols e assistências de cabeça. O centroavante emprestado ao West Ham é refém de um modelo de jogo e precisa, necessariamente, de um bom provedor de bolas altas.

No Liverpool, até a dança de Sturridge é mais natural (mentira)

Dois anos depois, outra triangulação entre Chelsea, Liverpool e Newcastle ajuda a sustentar a tese (óbvia) de que certos jogadores rendem mais em certos contextos. O Chelsea fez uma “troca” muito celebrada: vendeu Daniel Sturridge ao Liverpool por £12 milhões e ativou a cláusula de rescisão de Demba Ba no Newcastle, de £7 milhões. Com £5 milhões de lucro, era o negócio do ano.

Era mesmo? Sturridge, que nada produzia em Stamford Bridge desde a saída de André Villas-Boas, tem 23 anos, talento comprovado (embora mal explorado no Chelsea) e já é fundamental em Anfield – a parceria entre ele e Suárez virou quase um requisito para o Liverpool ganhar jogos. O ataque flexível de Brendan Rodgers beneficia Sturridge, que troca de posição a toda hora e abusa do drible e da velocidade. No Chelsea, Ba reveza com Torres e está bem longe de reeditar as atuações do Newcastle.

Clint Dempsey foi excelente no Fulham e tem sido apenas razoável no Tottenham. Samir Nasri terminou bem no Arsenal e está mal no Manchester City. Steven Pienaar arrebentava no Everton, foi péssimo no Tottenham (ele funciona melhor à esquerda do meio-campo, onde joga Gareth Bale) e resgatou seu melhor jogo quando retornou ao Everton. Provas de que um bom currículo ajuda, mas não garante o sucesso de uma contratação.

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quinta-feira, 12 de julho de 2012 Fulham, Liverpool | 23:58

No máximo, plano B

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Após £35 milhões e 18 meses, Andy Carroll é um projeto sem futuro no Liverpool. Em parte, por conta de atuações constrangedoras, brilhos apenas esporádicos e tímidos 11 gols em 56 jogos. A outra razão é o estilo do qual o técnico Brendan Rodgers não abre mão. Bolas longas e chuveirinhos desnecessários já estão proibidos em Anfield. Assim, o planejamento da equipe não passa pela presença de um centroavante mais aéreo do que terrestre, caso de Carroll.

O desafio do Liverpool é decidir o que fazer com ele. Se o Guardian estiver certo, o Fulham pode ajudar. Embora tenham contratado o colombiano Hugo Rodallega, os Cottagers ainda precisam criar opções ofensivas depois das saídas de Andy Johnson e Pavel Pogrebnyak. De acordo com a publicação, Martin Jol está disposto a oferecer £9 milhões mais Clint Dempsey por Carroll, explorando o conhecido interesse do Liverpool no norte-americano.

Carroll vestiu o novo uniforme, mas pode não jogar com ele

Oferta sobre a mesa, Rodgers tende a aceitar. O novo treinador, que não tem responsabilidade sobre o investimento de £35 milhões realizado há um ano e meio, deve interpretar a possível proposta do Fulham como um presente, dos mais convenientes. Ao mesmo tempo, ele teria um ótimo reforço, resolveria o problema em que Carroll se transformou e ainda financiaria outra contratação com o lucro da transferência.

Além do Fulham, estariam interessados Aston Villa, West Ham e o Milan do imortal Silvio Berlusconi. O surto de especulações foi motivado por uma entrevista em que Rodgers aprova um eventual empréstimo do centroavante. A verdade é que ele suavizou a afirmação de que Carroll não faz parte de seus planos.

Tanto não faz, que a remodelagem do Liverpool começou pelo ataque. O clube chegou a um acordo com a Roma pela contratação de Fabio Borini, que trabalhou com Rodgers na base do Chelsea e quando emprestado ao Swansea. Borini, que evoluiu demais desde que aparecia esporadicamente no banco dos Blues de Carlo Ancelotti, é o centroavante moldado para o novo Liverpool. O italiano tem agilidade e contribui para a troca de passes, sem ignorar o fundamento da finalização. Praticamente um anti-Carroll.

Mesmo que os boatos não se confirmem, Carroll não deve ser mais do que um plano B, um reserva de £35 milhões. Não é apenas uma punição ao fraco desempenho, até porque ele terminou bem a temporada passada. É uma questão de estilo. Carroll não serve a quem pretende trocar passes até a morte, controlar partidas e usar infiltrações para abrir espaços na defesa adversária. Como afirmou Loco Abreu antes de deixar o Botafogo, um jogador não pode “brigar contra uma tática”.

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terça-feira, 15 de maio de 2012 Listas, Premier League | 10:21

Best XI

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A seleção de 2011-12 do God Save the Ball

Seleção do campeonato, cada um tem a sua. Em boa parte dos casos, não há critérios objetivos para as escolhas. É por isso que o God Save the Ball monta seu próprio time ideal da Premier League 2011-12 para começar a repercutir a temporada:

Joe Hart, Manchester City. Não houve goleiro mais confiável. Os holandeses Michel Vorm e Tim Krul foram rivais à altura, mas não a ponto de lhe tomarem a vaga na seleção. Aos 25 anos, Hart mostra que Roberto Mancini estava certo quando o transformou em titular em detrimento de Shay Given, há duas temporadas.

Micah Richards, Manchester City. Richards jogou apenas 28 vezes (23 como titular) e, atrapalhado por uma série de lesões, terminou a temporada na reserva de Pablo Zabaleta. Mesmo assim, a carência de bons laterais-direitos e seu desempenho no primeiro turno o colocam na seleção. Foram seis assistências, um gol e bastante energia a serviço dos campeões.

Vincent Kompany, Manchester City. Um dos nomes mais óbvios do time ideal, Kompany é o novo Nemanja Vidic do futebol inglês. Quase ninguém contesta seu status de melhor defensor do país.

Ashley Williams, Swansea. Após duas temporadas consecutivas na seleção da segunda divisão, o galês justifica sua presença entre os melhores da primeira – pelo menos para esta coluna. O Swansea somou 14 clean sheets ao todo e sofreu apenas 18 gols em casa, menos de um por partida. Williams liderou a defesa e tem tudo a ver com isso. Seu treinador, Brendan Rodgers, acredita que ele tem credenciais para atuar num clube maior, mas admitiu que não pretende perdê-lo.

Leighton Baines, Everton. Com seu visual pop star dos anos 70, o lateral da seleção inglesa fez outra temporada sólida e se manteve como uma das principais armas ofensivas do time, subindo pelo flanco esquerdo ou em bolas paradas. Baines é especulado no Manchester United.

Yaya Touré, Manchester City. O marfinense joga em todas as posições centrais do meio-campo, marcou pelo menos quatro gols fundamentais e, quando a temporada do City assumia contornos trágicos, foi ele quem chamou a responsabilidade. O melhor jogador do time campeão tem de estar na seleção da liga.

Yohan Cabaye, Newcastle. O meia da seleção francesa foi o craque do Newcastle na temporada. Sim, superior a Demba Ba e Papiss Cissé. Contratado por apenas £4.3 milhões, ele substituiu Kevin Nolan, vendido ao West Ham, numa manobra que nem todo mundo entendeu. Afinal, Nolan era uma das principais figuras do time. Mas Cabaye provou ser bem melhor, marcou, organizou e acumulou atuações memoráveis, como a da vitória do Newcastle sobre o Manchester United por 3 a 0.

David Silva, Manchester City. O líder de assistências na liga, com 14, foi o craque do primeiro turno. Silva normalmente exerceu um papel duplo, de criação de jogadas e recomposição para marcar um dos laterais adversários, como fazia Juan Mata com André Villas-Boas no Chelsea. Seu nível caiu demais entre janeiro e abril, quando era substituído com freqüência, mas a relevância dele para o título é incontestável.

Wayne Rooney, Manchester United. Foi tão bem quanto em 2009-10, com a vantagem de que não perdeu ritmo na reta final. Seus 27 gols na Premier League foram o impulso que quase levou o United a outro título nacional, mesmo numa temporada decepcionante para o clube de maneira geral. Mas Rooney precisa de companhia mais consistente no ataque.

Clint Dempsey, Fulham. O meia-atacante texano fez sua melhor temporada na Inglaterra e tornou-se o primeiro norte-americano a marcar 50 gols na Premier League. Além de sempre jogar bem, Dempsey comprova sua eficiência através dos números: com 17 gols e seis assistências, ele participou diretamente de 48% dos gols do Fulham. Nesse quesito, perde apenas para Robin van Persie.

Robin van Persie, Arsenal. Sim, com incríveis 30 gols e nove assistências, van Persie apareceu em 53% dos gols do Arsenal. Ninguém na Inglaterra foi tão importante para um time quanto o holandês para os Gunners. A seu capitão, Arsène Wenger deve a vaga direta na Champions League e mais uma temporada acima do Tottenham. Apesar da queda nas últimas partidas, craque do campeonato.

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terça-feira, 10 de abril de 2012 Fulham | 20:53

Texas Ranger

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Clint Dempsey está impossível. O meia-atacante texano marcou seis gols nos últimos sete jogos do Fulham. Ontem, garantiu o empate no dérbi contra o Chelsea. Dempsey tem impressionantes 22 gols (16 na Premier League) em 2011-12, sua sexta e melhor temporada em Craven Cottage. Naturalmente, muito se especula sobre o futuro do jogador estadunidense da moda, cujo vínculo com o Fulham termina no ano que vem. Ele tem a Inglaterra a seus pés e uma decisão importante para tomar.

Aos 29 anos, Dempsey certamente sabe que, se renovar pela terceira vez com os Cottagers, abrirá mão da chance de brilhar por um time de ponta da Inglaterra. Com o argumento de que está concentrado nas partidas do Fulham, ele já adiou as negociações para a extensão do contrato. A tendência é que isso se defina nas férias, imaginando que o clube evite perdê-lo sem compensação financeira. Treinador e fã, Martin Jol implora pela permanência, mas reconhece que é difícil.

Ótimo também no Fantasy, Dempsey participou diretamente de 49% dos gols do Fulham na Premier League

Afinal, Dempsey é bom a ponto de continuar em alto nível num elenco mais rico que o do Fulham? O futuro dirá, mas podemos antecipar de alguma maneira. Primeiro, é preciso esclarecer que ele não chegaria ao Arsenal, por exemplo, para ser protagonista. Não é, portanto, alguém por quem um clube pagaria £20 milhões, ainda mais a esta altura da carreira e com apenas mais um ano de contrato.

Dempsey não tem o talento de um Hatem Ben Arfa, mas é consistente há muito tempo e tem aprimorado aquilo que podemos chamar de QI futebolístico. Assim como Maxi Rodríguez, do Liverpool, o norte-americano tem uma capacidade impressionante de posicionamento e tomada de decisões. Não sai do lugar certo, passa quando tem de passar e chuta quando tem de chutar. Em cinco temporadas completas no Fulham, seus números só melhoram: na sequência, ele fez seis, oito, nove, 13 e 22 gols.

Uma boa referência para situar Dempsey é o também meia-atacante Tim Cahill, do Everton. As trajetórias são semelhantes. Enquanto o texano defendeu apenas New England Revolution e Fulham, o australiano jogou só no Millwall e no Everton. Antes de entrar em decadência, Cahill também era apontado como um jogador num patamar acima do de seu clube, que merecia uma oportunidade num time de ponta etc. Não deu, mas isso não é razão para Dempsey perder o estímulo.

Dempsey é mais versátil, com vocação para atuar na meia central, nas duas pontas do meio-campo ou até no ataque, como no dérbi contra o Chelsea. O texano tem um repertório maior de jogadas e de finalizações (Cahill usa a cabeça em cerca de 60% de seus gols) e, até por isso, tem marcado mais. Mesmo subjetivamente, por simples observação, você nota que o norte-americano é melhor que Cahill.

Capacidade, ele tem. A dúvida está entre consolidar a carreira europeia num clube maior, como um coadjuvante importante, e seguir protagonista no Fulham, onde é ídolo máximo. Para convencê-lo a ficar, bem que o proprietário Mohamed Al-Fayed poderia oferecer a seu melhor jogador uma estátua ao lado da de Michael Jackson. Essa, ao menos, serviria para alguma coisa.

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quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012 Arsenal, Aston Villa, Everton | 14:05

A ótima turma da MLS

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Quando o Arsenal deixar San Siro esta noite, Thierry Henry estará pronto para retornar a Nova York. Mesmo que não seja decisivo contra o Milan em sua despedida, ele terá argumentos para se orgulhar dos 40 dias que passou no Emirates após quase cinco anos longe de casa. O inesperado empréstimo já lhe rendeu pouco mais de duas horas de futebol (sempre vindo do banco) e três gols pelo clube do coração.

Henry volta aos Red Bulls, talvez definitivamente, mas está eternizado pela recém-inaugurada estátua nas imediações do Emirates. O ótimo desempenho dele, no entanto, não foi mera sessão de nostalgia para os torcedores. O atacante garantiu dois pontos e uma classificação ao Arsenal e ainda ajudou a consolidar a Major League Soccer como um mercado atrativo. Afinal, a Inglaterra também viu Landon Donovan e Robbie Keane brilharem neste início de 2012.

Donovan, aliás, fez até mais do que Henry. Em oito partidas pelo Everton, nas quais o time marcou 11 gols, foram impressionantes seis assistências. Ele deve mesmo encerrar sua passagem por Goodison Park no próximo sábado, quando os Toffees recebem o Blackpool pela FA Cup. Com vitórias recentes sobre Chelsea e Manchester City, David Moyes é quem mais chora a segunda despedida de Donovan, que foi emprestado ao Everton nos mesmos moldes há dois anos.

Campeões da MLS pelo Galaxy, Donovan e Keane empataram por 1 a 1 na Inglaterra

O Los Angeles Galaxy, que recebeu da Inglaterra David Beckham, não economiza na hora de retribuir. Além de Donovan ao Everton, a franquia cedeu Keane ao Aston Villa. O irlandês deixou a Premier League por ter perdido espaço no Tottenham e fracassado no empréstimo ao West Ham, mas provou que tem lenha para queimar. Ele foi habitualmente titular e, assim como Henry, marcou três gols. A despedida deve acontecer em Wigan, na próxima rodada da Premier League.

Exemplos como esses e o de Henrik Larsson no Manchester United em 2007 são perfeitas respostas a quem questiona veteranos de ligas menos competitivas (Donovan, de 29 anos, não é exatamente um) ou mesmo reprova esse modelo de acordo. Entretanto, é necessário que esses empréstimos sejam considerados medidas de emergência, mas não substituam soluções definitivas, como ocorreu no Arsenal, que foi atrás de Henry, ignorou Marco Reus e se vê com Chamakh.

Voltando à MLS, inspiração não falta para quem quiser resolver seus problemas de forma permanente. O texano Clint Dempsey, por exemplo, é o ídolo máximo do Fulham e chegou diretamente do New England Revolution. Nascido na Escócia, mas também crescido no Texas, Stuart Holden deixou o Houston Dynamo para ser peça-chave no Bolton, que agoniza com suas graves lesões. Por isso, sempre mande um observador para os Estados Unidos.

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terça-feira, 15 de fevereiro de 2011 Chelsea, Premier League | 00:03

A Liga Europa é logo ali

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O empate por 0 a 0 no Craven Cottage ratificou a boa fase do Fulham e a possibilidade de o Chelsea não chegar à próxima Liga dos Campeões. A dois pontos do Tottenham, os Blues estão na quinta posição e veem ameaçada uma vaga de que não abrem mão desde antes da chegada de Roman Abramovich. Em 2002-03, o Chelsea de Terry, Lampard, Desailly, Zola e Hasselbaink facilitou a vida do investidor russo, oferecendo-lhe de bandeja a oportunidade de disputar a Champions em sua primeira temporada. O de Ancelotti, antes favorito incontestável ao título, dá a Abramovich seu pior momento na Inglaterra.

Torres joga como prefere, e os torcedores "plagiaram" a música que ele ouvia no Liverpool. Mesmo assim, não está à vontade

Há duas temporadas, Felipão, sempre vinculado a um período terrível para o clube, deixou o time a sete pontos do então líder Manchester United. Hoje, o Chelsea está a doze. O aproveitamento que foi de 75% em 2009-10 desabou para 57% após 26 rodadas em 2010-11. O desespero da cúpula, sintetizado pela estranha demissão do auxiliar Ray Wilkins, culminou em contratações pesadas num mercado habitualmente utilizado para reparos.

Apesar do desespero sinalizado, o elenco precisava mesmo de injeções. David Luiz e Fernando Torres já jogam regularmente. A despeito do suposto pênalti em Dempsey (eu não marcaria), desperdiçado pelo ianque, o zagueiro brasileiro causou impacto positivo na Inglaterra. David é firme nos desarmes, participa também das ações ofensivas e, em que pese a péssima experiência no Benfica, mostra a Ancelotti que pode ser deslocado a uma lateral quando necessário. Torres, ao contrário, não parece confiante e, após pouco mais de duas horas de futebol insosso, motiva questionamentos sobre o investimento nele. É muito cedo, mas o começo foi decepcionante para quem não precisou fazer nenhum sacrifício tático.

Aliás, Ancelotti parece mesmo inclinado ao 4-3-1-2. No Cottage, Drogba foi relegado ao banco, e Malouda fez a ligação na maior parte do jogo. A formação não foi suficiente para superar um Fulham mais sólido e confiante do que há um par de meses. Sem marcar nas últimas duas rodadas, o Chelsea, mais leve, até melhorou em relação à derrota para o Liverpool. Mas nem o retorno aos trilhos garante a quarta posição. A disputa por duas vagas na Champions com Manchester City e Tottenham tende a ser dura. Os Blues ainda enfrentam Manchester United (duas vezes), Manchester City, Tottenham e Everton. Mesmo longe de ser simples, a missão precisa ser cumprida. O prejuízo embutido em uma eventual ausência na Champions é incalculável.

Seleção da rodada
Ben Foster (Birmingham); Micah Richards (Manchester City), David Luiz (Chelsea), Michael Dawson (Tottenham), Carlos Salcido (Fulham); Nani (Manchester United), Stuart Holden (Bolton), Jack Wilshere (Arsenal), Niko Kranjcar (Tottenham); Demba Ba (West Ham), Wayne Rooney (Manchester United).

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quarta-feira, 12 de agosto de 2009 Sem categoria | 10:00

FULHAM

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Cidade: Londres
Fundação: 1879
Apelido: The Cottagers
Estádio: Craven Cottage
Stevenage Road, Fulham, SW6 6HH
Capacidade: 24.525
Tamanho do gramado:101 x 69 m

Estrelas: Andy Johnson, Brede Hangeland, Clint Dempsey

Fique de olho: Dickson Etuhu

Brazucas: nenhum

Quem chegou: Bjorn Helge Riise (Lillestrom) £1.5m, Stephen Kelly (Birmingham) grátis

Quem saiu: Leon Andreasen (Hannover 96), Troy Brown (Ipswich) grátis, Julian Gray, Collins John and Moritz Volz (todos liberados)

Técnico: Roy Hodgson (ING)

Apostas pagam: 1000-1

Temporada passada:
Premiership: 7º
FA Cup: quartas
Carling Cup: 3ª fase

Títulos: 0

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