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Posts com a Tag Everton

sexta-feira, 13 de abril de 2012 Copas Nacionais, Everton, Liverpool | 16:58

Cinco motivos para acordar cedo amanhã

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Liverpool e Everton decidem amanhã, às 8h30 de Brasília, uma vaga na final da FA Cup. O horário é ingrato, mas vale a pena assistir. Veja por que você não deve perder o Merseyside derby mais importante do século XXI:

Não tem todo dia. Liverpool e Everton se encontraram pela última vez em Wembley há 23 anos, numa decisão memorável de FA Cup, cinco semanas após a tragédia de Hillsborough, que matou 96 torcedores dos Reds. O Liverpool vencia por 1 a 0 até os 89 minutos, quando Stuart McCall empatou. Na prorrogação, apesar de McCall ter marcado novamente, Ian Rush, que havia começado no banco, fez dois gols e determinou a vitória vermelha por 3 a 2. O maior artilheiro da história dos Reds já havia sido essencial na outra decisão de copa contra o Everton, em 1986, quando também marcou duas vezes. Kenny Dalglish comandou o Liverpool em ambas as finais e jogou na de 86.

Ambiente do Liverpool. O Liverpool é uma gangorra de emoções. Nesta semana, perdeu mais um goleiro (Brad Jones e o resgatado Peter Gulacsi serão os convocados), venceu o Blackburn com gol de Andy Carroll numa partida insana e viu seu diretor de futebol, Damien Comolli, ex-Arsenal e Tottenham, ser demitido. A saída de Comolli representa não apenas a insatisfação da cúpula com o trabalho de observação dele, mas também o fracasso, ainda que parcial, de contratações indicadas pelo francês e aprovadas por Dalglish. Enfim, a decisão pode resvalar em gente como Carroll, Downing e no próprio Dalglish, que precisa administrar a situação.

Jelavic pode encerrar uma dinastia de fracassos ofensivos no Everton

O Everton tem um atacante decente. Contratado em janeiro, Nikica Jelavic foi fundamental na classificação do Everton às semifinais da FA Cup e tem agradado também na Premier League. Com uma marca registrada de finalização, sempre perto da marca do pênalti completando cruzamento da esquerda, o croata tem cinco gols em dez jogos e enfim acrescenta a um meio-campo sólido que carecia há muito tempo de um finalizador competente. O técnico de Jelavic na seleção, o bom Slaven Bilic, prevê sucesso para ele em Goodison Park.

Relação de forças. O Everton, sétimo colocado com 47 pontos, está uma posição e um ponto acima do Liverpool no campeonato. A única temporada em que os Toffees superaram o rival na Premier League foi 2004-05, mas a façanha seria ofuscada pelo épico título europeu dos Reds de Rafa Benítez. Desta vez, apesar das derrotas dentro e fora de casa em 2011-12, o Everton está em melhor fase e pode, sim, terminar a liga à frente, eliminar o Liverpool da copa e tentar seu primeiro título em 17 anos.

Imponderável. O Liverpool perdeu seis dos últimos nove jogos na Premier League e segue sofrendo demais para marcar gols até quando cria chances em escala industrial. No entanto, o primeiro trimestre de 2012 também teve bons momentos. Além do título da Carling Cup, os Reds venceram justamente o Everton por 3 a 0. Tudo bem que era um Everton combalido, que preservava parte do time para cuidar da FA Cup, mas o hat-trick de Steven Gerrard, em temporada discreta, foi tão memorável quanto inesperado. Clássicos distorcem, para o bem e para o mal. Clichê cretino, porém verdadeiro.

*O jogo terá transmissão da ESPN Brasil e do Esporte Interativo

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terça-feira, 31 de janeiro de 2012 Premier League | 21:14

Terça cheia

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Duas temporadas após vendê-lo a preço de banana, o Chelsea sofreu um golaço de Sinclair

Numa terça-feira em que Liverpool, Chelsea, Manchester City, Manchester United e Tottenham atuaram quase ao mesmo tempo, a coluna recapitula a primeira parte da 23ª rodada da Premier League:

Wolverhampton 0 x 3 Liverpool. Kenny Dalglish gosta do Molineux. Foi lá que, na temporada passada, ele iniciou a reação do Liverpool com grandes atuações de Raul Meireles e Fernando Torres. Os ibéricos foram embora, e os britânicos garantiram outra vitória por 3 a 0. Adam, Carroll e Bellamy comandaram a partida que reposicionou os Reds na corrida pelo top four. Mas o que o Liverpool comemora mesmo é o retorno de Suárez já na próxima rodada.

Swansea 1 x 1 Chelsea. O bom segundo tempo do Chelsea, que anulou o domínio do Swansea no primeiro, foi premiado com o gol de Bosingwa aos 92 minutos. Resultado normal, ainda mais quando a gente olha para as exibições dos cisnes contra Tottenham e Arsenal no Liberty. Em Gales, o ótimo time de Brendan Rodgers não perdeu para o trio de ferro londrino.

Everton 1 x 0 Manchester City. Com direito a torcedor algemado à trave no primeiro tempo, um valente Everton deu sinal de que pode fazer um segundo turno melhor, como de costume para David Moyes. É pena que Donovan, que assistiu Gibson no gol do jogo, não fique até o fim da temporada. Aliás, o meia central irlandês prestou um belo serviço ao Manchester United. Finalmente.

Manchester United 2 x 0 Stoke. Tony Pulis estacionou o ônibus na área, mas o United fez o bastante para conquistar dois pênaltis e a co-liderança da Premier League, ao lado do City, com 54 pontos. Sem Rooney, ainda lesionado, dever cumprido e moral renovado após a queda na FA Cup.

Tottenham 3 x 1 Wigan. Bale e Modric ratificaram seu status de principais jogadores dos Spurs e resolveram o jogo sem problemas. Ótimo para quem recentemente empatou com o Wolverhampton num momento-chave da corrida pelo título. A derrota do City ajudou, mas, para reassumir o posto de candidato, o Tottenham precisa vencer o Liverpool na segunda-feira.

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terça-feira, 24 de janeiro de 2012 Everton | 16:35

Haja paciência

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David Moyes não está satisfeito. Terceiro treinador em longevidade na Premier League, o escocês deve completar, em clima de estagnação, dez anos de Everton daqui a dois meses. Em entrevista recente ao Guardian, o manager confirmou que não poderá reinvestir os £10 milhões arrecadados ainda em agosto com a venda de Arteta ao Arsenal e revelou certa tristeza diante do crescimento do Tottenham, clube que, até há pouco, ele costumava superar. “É frustrante”, disse.

Na temporada passada, houve boatos de que Moyes deixaria o Everton se novos proprietários não chegassem. Eles não apareceram, a presidência e o controle continuaram nas mãos de Bill Kenwright, e o técnico, meio resignado, acabou ficando. Afinal, em 2008, ele assinou um contrato de cinco anos, que o prende a Goodison Park até 2013. Difícil será encontrar argumentos para renovar outra vez.

Moyes vende para comprar (com restrições) e ri para não chorar

Como o dinheiro de Arteta não volta mais, Moyes precisa recorrer, em janeiro, a um velho expediente: vender para comprar. O winger russo Diniyar Bilyaletdinov, que fracassou na Inglaterra, deve reforçar o Spartak Moscou por £5 milhões, pouco mais da metade do que o Everton pagou por ele. Antes de liberar Bilyaletdinov, Moyes apostou £500 mil no irlandês Darron Gibson, projeto frustrado de novo Scholes no United.

Gibson é outra sobra de Old Trafford, juntando-se a Tim Howard, Phil Neville e Louis Saha. Além dele, na temporada, o Everton garantiu apenas transferências sem custos e três empréstimos: Stracqualursi tem fracassado, Drenthe é um bom assistente, e Donovan deve ajudar até o fim de fevereiro. Mas, quando a gente vai à tabela e encontra o Everton na 14ª posição, fica claro que os recursos são muito escassos.

O segundo turno de Moyes costuma ser bem melhor do que o primeiro, mas há vários indícios de que a recuperação, desta vez, não será tão impressionante. O maior deles é o evidente envelhecimento do elenco, sinalizado pela queda vertiginosa de Tim Cahill em 2011-12. A renovação é limitada, embora seja liderada pelo ótimo Jack Rodwell e tenha a esperança de evolução do wonderkid Ross Barkley, de 18 anos.

Hoje, o Sunderland de Martin O’Neill parece muito mais talhado para uma arrancada no segundo turno. Enquanto isso, Moyes esbarra nos problemas financeiros e no incomparável poder dos concorrentes. A pergunta é: até onde vai a motivação de um treinador deste calibre num clube em que o progresso é aparentemente proibido?

Fantasy
O Corinthian-Casuals, de Carlos Pinheiro, segue na liderança da liga. Veja a classificação.

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quarta-feira, 16 de novembro de 2011 Everton | 17:13

A explosão de Rodwell

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Jack Rodwell já era uma promessa há quatro temporadas. Em 2007-08, aos 16 anos e 284 dias, transformou-se no jogador mais jovem a representar o Everton numa competição continental. Após o início precoce, ele podia ser um fenômeno no Football Manager e uma atração de todas as seleções de base, mas a carreira mesmo havia estagnado. Foi aí que, quando ninguém mais botava tanta fé, o volante superou a desconfiança sobre seu verdadeiro potencial.

Você conhece Rodwell há muito tempo, mas ele tem só 20 anos

A recente venda de Mikel Arteta ao Arsenal criou a lacuna de que Rodwell, hoje com 20 anos, precisava para virar titular no time de David Moyes. Em 12 partidas por todas as competições nesta temporada, o garoto marcou três gols, é o artilheiro dos Toffees e surpreendeu positivamente com atuações bem mais dominantes no meio-campo. A ótima fase lhe rendeu uma convocação e seus dois primeiros jogos pela seleção inglesa.

O ponto mais positivo das vitórias da Inglaterra sobre Espanha e Suécia é a confiança que Fabio Capello passa a ter nos jogadores jovens. Um deles é Rodwell, que retorna a Goodison Park com o moral lá em cima. Era o que faltava para assumir de vez o papel de protagonista no Everton. Aliás, o versátil meio-campista foi eleito o melhor jogador do clube em outubro.

A explosão de Rodwell pode tirar o time do buraco. Com dez pontos em igual número de partidas, a equipe de Moyes tem a obrigação de sair bem da época mais densa da temporada. Até 4 de janeiro, enfrenta Wolves, Bolton, Stoke, Arsenal, Norwich, Swansea, Sunderland, West Brom e, novamente, Bolton. Influente na defesa e no ataque, Rodwell será fundamental para melhorar o aproveitamento.

No entanto, o Everton comemora mesmo é a insistência no talento dele nesses quatro anos de baixa produtividade. A tentação de vender Rodwell era flagrante, uma vez que o interesse de grandes clubes não diminuía à proporção que ele decepcionava nas últimas temporadas. Agora, se um meia tiver de sair para ampliar o sempre apertado orçamento em Goodison Park, este deve ser Marouane Fellaini, até para resgatar parte dos exagerados £15 milhões investidos no grandalhão belga em 2008.

Torcedor do Everton desde a infância, Rodwell é o tipo de jogador em quem o clube precisa apostar para superar suas limitações financeiras. Vendê-lo? Só se ele quiser e daqui a um tempo, para fazer muito dinheiro, como aconteceu com Wayne Rooney em 2004. Enquanto isso, a linha de produção não para. Também prata da casa, Ross Barkley, de 17 anos, estreou nesta temporada e promete demais.

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quinta-feira, 11 de agosto de 2011 Guia, Premier League, Temporada | 20:10

Guia da Premier League: Quem vai à Europa?

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A Champions de 2005 foi uma falsa demonstração de força. O futebol inglês é muito mais selvagem agora

O título europeu do Liverpool em 2005 foi peculiar. Não só pela insanidade da final, porque o Milan tinha mais time ou Traoré e Kewell eram titulares, mas especialmente em função do real nível do clube naquele momento. O campeão do continente terminou a liga doméstica na quinta posição. Não fosse um arranjo promovido pela UEFA, nem sequer teria a chance de defender sua conquista. Era uma demonstração de força do futebol inglês? Não, nada disso.

Se o Liverpool do primeiro ano de Benítez ergueu uma taça tão importante, foi porque se superou de todas as maneiras. Não era um time consistente a ponto de a gente se surpreender com a campanha fraca na Premier League. Aquela temporada, aliás, marcava o auge de David Moyes no rival Everton, quarto colocado na liga. Os Toffees de 2011-12, que prometem ser tão sólidos quanto os de 2004-05, mal pensam em cruzar a barreira do sétimo lugar. Mas por quê?

Porque o mundo mudou, diria o filósofo. Como tem sido nos últimos anos, a dura concorrência vai excluir dois times fortes da Champions. Manchester United e Chelsea estarão lá. O Manchester City pode viver um conflito entre sua ambição e a cautela de Roberto Mancini, mas deve chegar. Sobra a quarta vaga para Tottenham, Liverpool ou Arsenal. O nível é tão alto, que pode ser difícil até dissociar essa disputa da corrida pelo título.

Kenny Dalglish explica que os mais de £100 milhões investidos pelo Fenway Sports Group desde janeiro foram absolutamente necessários para “o Liverpool voltar a seu caminho”. E é verdade. Roy Hodgson herdou de Rafa Benítez um elenco esburacado. Dalglish, que sucedeu Hodgson, conseguiu ótimos resultados subindo gente da base, resgatando relegados e improvisando em várias posições. Seria pouco para esperar do time uma temporada consistente.

Com Downing, Adam, Henderson, José Enrique e até Aquilani, o Liverpool ganha a profundidade de que precisava para não virar terra arrasada à primeira lesão. Além disso, essas contrações devem ter uma espécie de efeito multiplicador, como se diz em Ciências Econômicas: Carroll vai render muito mais. Se souberem aproveitar o lado bom da ausência em competições europeias nesta temporada, os Reds podem voltar ao top four.

A choradeira de Modric aumenta ainda mais a importância de Bale para uma boa campanha do Tottenham

O maior empecilho para isso é o Arsenal. Ainda que Nasri siga o impulso migratório que tira Clichy e Fàbregas do Emirates, Arsène Wenger terá um ótimo time. O que não se pode perder de vista é a necessidade de reinvestir bem o dinheiro das vendas até para evitar a atribuição de responsabilidades excessivas a jogadores muito jovens.

Gibbs está pronto para assumir de vez a lateral esquerda? Ramsey pode ser o substituto solitário de Fàbregas? Van Persie segue sendo a única opção decente para jogar na área? E a defesa que não impõe respeito? São questões para as quais Wenger precisa ter boas respostas se não quiser ficar, pela primeira vez em seu trabalho, mais perto da Liga Europa (ou equivalente) do que da Champions. Conviver com menos lesões também ajudaria.

O Tottenham continua o mesmo. A única adição ao elenco é Brad Friedel, ótimo goleiro quarentão que deve assumir o lugar de que Gomes parece ter desistido na temporada passada. O time segue rápido e perigoso, certamente muito forte em casa, mas tem pelo menos três grandes problemas para resolver: a pirraça de Modric, as duas laterais (ficam os votos de boa sorte para Kyle Walker na direita) e um ataque que não pode mais viver de Crouch, Defoe e Super Pav.

Pintando o sétimo
Os seis primeiros desta temporada devem ser os mesmos de 2010-11, restando descobrir a ordem. A sétima posição, no entanto, é um terreno sem dono. Ela pode ou não (tal qual o sexto lugar) valer vaga na Liga Europa, dependendo dos campeões das copas nacionais.

O maior candidato ainda é o Everton, por conta da solidez do trabalho de Moyes. Há problemas óbvios, elenco curto e dinheiro escasso, porém a manutenção de Baines e Jagielka, a capacidade de dificultar a vida dos grandes e a promessa de um bom início (bem diferente das últimas temporadas) podem ser suficientes.

Bent trocou o Sunderland pelo Aston Villa à procura de companhia. Da foto, sobrou a simpática leoa

O Sunderland também tem de prestar atenção à regularidade para não se perder em janeiro, fevereiro. Steve Bruce contratou bem, mas contratou muito, o que pode lhe exigir um tempo que ele não tem para montar o time. Brown e O’Shea levam uma experiência importante à defesa.

Pelo terceiro ano seguido, o Aston Villa vendeu seu melhor jogador da temporada anterior: agora foi Downing. N’Zogbia é boa alternativa a ele e Young. No entanto, o novo técnico, o já rejeitado Alex McLeish, tem uma longa estrada até fazer a defesa (carro-chefe de seus trabalhos) funcionar. Na frente, dependerá muito de Darren Bent.

Agora com Martin Jol, o Fulham também pode sentir o intenso revezamento de treinadores, porém a política de mercado parece apropriada. Com o retorno de John-Arne Riise à Inglaterra e as capturas de bons jogadores jovens pela Europa, os Cottagers devem fazer um ano forte.

O Bolton de Owen Coyle tenta, com Reo-Coker (ex-Villa) e Pratley (ex-Swansea), arrumar o coração de seu meio-campo. Entretanto, parece distante da Europa por conta das limitações ofensivas, ainda mais sem Elmander. Assim como os Trotters, Newcastle, Stoke e West Bromwich correm bem por fora.

Aposta do blog para a Champions (em ordem alfabética): Chelsea, Liverpool, Manchester City e Manchester United

Aposta do blog para a Liga Europa (do quinto ao sétimo): Arsenal, Tottenham e Everton

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sábado, 23 de julho de 2011 Everton, Mercado | 14:56

Vende e prospera

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Bons tempos, aqueles em que o Everton tinha ataque, Rooney não precisava de implante capilar...

Não são secretos os problemas financeiros do Everton. Em 2004, por exemplo, a venda de Wayne Rooney ao Manchester United foi fundamental para evitar um cenário de desespero. Mesmo com recursos escassos, a era David Moyes, que completará uma década nesta temporada, sempre manteve o time entre os mais consistentes da Premier League. O futuro, outra vez, depende do julgamento do treinador, que costuma tomar boas decisões. Para se reforçar, o Everton tem de vender alguém*.

O segundo amistoso da pré-temporada ratificou a necessidade de levar nova(s) cara(s) a Goodison Park. Fora de casa, o Everton perdeu por 1 a 0 para o Philadelphia Union na última quarta-feira. No mesmo dia, apareceu mais uma chance de o clube financiar contratações. Empenhado em fortalecer sua defesa, o Arsenal fez uma proposta de £10 milhões pelo zagueiro de seleção inglesa Phil Jagielka. Os Toffees, que haviam rejeitado £12 milhões por ele no verão passado, declinaram a oferta de novo.

O Everton faz jogo duro para tentar arrecadar mais com a saída de Jagielka, de 28 anos. Rumores indicam que exagerados £20 milhões seriam suficientes para liberá-lo. No entanto, parece improvável que, com Gary Cahill no mercado, um clube atinja a exigência de Moyes. O zagueiro do Bolton é três anos mais jovem e pode sair pelos £17 milhões da cláusula de rescisão. A questão é: vale a pena se desfazer de alguém para reforçar outra posição (ataque, ataque!)?

Ah, vale. Além de Jagielka, o Everton tem três jogadores que poderiam fazer um caixa interessante: o lateral-esquerdo Leighton Baines e os volantes Jack Rodwell e Marouane Fellaini. Baines, o melhor do time, não tem substituto, e sua saída representaria um grande golpe nas pretensões de Moyes. Em tese, não dá para vendê-lo por menos de £25 milhões. O preço de Jagielka é menor, mas se desfazer dele seria deixar a defesa nos pés de zagueiros longe do auge, como Distin e Yobo.

Com os dois volantes defensivos, é diferente. Um pode substituir o outro. O titular Fellaini está mais pronto, mas, apesar de estagnado nos últimos anos, Rodwell ainda é muito novo (20) e deve render mais nas próximas temporadas. Moyes deveria ponderar a venda de um deles. A posição pode contar também com Heitinga e Phil Neville deslocados. Com Arteta operando mais à frente, Coleman e Osman abertos e Tim Cahill encostando no ataque, o meio-campo estaria, como a defesa, bem resolvido.

O problema é mesmo o ataque: Yakubu pesado, Anichebe enrolado, Saha quase sempre lesionado, Baxter problemático… Beckford, acredite, é o mais confiável. Quaisquer £15 milhões arrecadados devem ser reinvestidos na posição para cobrir a maior carência de um time muito sólido, mas que virou cemitério de centroavantes. Afora Cahill, que às vezes tem de quebrar o galho por ali, você se lembra do último grande atacante do Everton? Sim, o texto termina com quem começou: Wayne Rooney.

*A informação é da BBC

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domingo, 20 de fevereiro de 2011 Copas Nacionais, Everton, Temporada | 00:13

O Everton merece mais

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Cobrador do pênalti decisivo em Stamford Bridge, o capitão Phil Neville atribui muita importância à classificação do Everton para as oitavas-de-final da FA Cup. “Pode salvar nossa temporada”, diz ele. Temporada que, de fato, é uma das mais fracas desde que David Moyes chegou a Liverpool, em 2002. Ainda assim, a difícil classificação no replay contra o Chelsea não foi exatamente uma surpresa. Embora a má fase não fosse suficiente para derrubar o favoritismo londrino, o histórico recente dos Toffees contra clubes mais poderosos sugeria que eles tinham atributos para avançar.

Em tempos difíceis para a defesa, Howard continua a dar o seu recado

A incoerência entre facilidade em atormentar os grandes e 13ª posição na liga não é tão assustadora quando a que acontece ao Wolverhampton, mas precisa ser discutida. Na temporada passada, a saída de Joleon Lescott e uma crise de lesões entre os zagueiros obrigaram o time a se reinventar, pensar mais ofensivamente. Com improvisações como Lucas Neill (hoje no Galatasaray) e Tony Hibbert no miolo da defesa, o Everton foi vazado 49 vezes nos 38 jogos daquela Premier League. Nos três anos anteriores, os Toffees sofreram 36, 33 e 37 gols, médias sempre inferiores a um por partida.

Contando com uma ótima reação na metade final do campeonato e um ataque de 60 gols (o melhor do clube sob Moyes), um Everton de nova abordagem chegou à oitava posição, interessante para uma temporada em que sete times eram claramente melhores. O esquema sem atacantes propriamente ditos, muitas vezes adotado pelo técnico (inclusive em 2010-11), criou uma falsa sensação de mentalidade defensiva. Essa interpretação disfarça o verdadeiro problema do elenco, existente até hoje: a escassez de bons atacantes.

Essa ausência foi significativa a ponto de causar desespero em Goodison Park quando Tim Cahill se juntou à seleção australiana para a Copa da Ásia, em janeiro. Cahill é, com boa vontade, meia ofensivo. No entanto, como finaliza muito bem (especialmente com a cabeça) e não tem a companhia de grandes avançados no clube e na seleção, habituou-se a jogar adiantado e virou fundamental por ali. Curiosamente, o Everton até se virou bem sem ele. Esse período coincidiu com a fase saudável e goleadora do melhor atacante do elenco, Louis Saha, que já se lesionou de novo.

Baines passa longe de ser midiático, mas não há lateral-esquerdo jogando mais que ele na Inglaterra

Se ele não joga ou não está legal, o bom meio-campo não tem o desafogo de que precisa, e a tendência é o time levar pressão e sofrer mais gols. O fim da temporada será a hora de fazer um esforço financeiro que o clube já realizou há três anos: contratar um grande atacante para atuar no 4-4-1-1 de Moyes. Quando chegou ao Everton, Yakubu estava bastante valorizado. Até teve duas temporadas interessantes por lá, embora a segunda delas tenha sido atrapalhada por uma grave lesão. A partir daí, perdeu-se. Com Yakubu decadente, Saha instável, Beckford, Anichebe e Baxter, fica difícil.

Os 30 pontos em 26 jogos não afastam o Everton da zona do rebaixamento. Em contrapartida, há a qualidade e o caráter de vários jogadores que crescem em grandes jogos. Howard se recuperou de um início ruim de temporada. Como meia central, Arteta rende bem. O ex-lateral Coleman se consolidou como o “Bale destro”, mesmo com menos recursos. Fellaini não cria nada, mas é muito intenso e bom ladrão de bolas. Os dois melhores são Baines, excelente no apoio e responsável direto pela eliminação do Chelsea na FA Cup, e Cahill, autor de nove gols no primeiro turno. Agigantando-se e atacando sem ataque (e agora sem Pienaar), os Toffees ainda não perderam para Chelsea, Liverpool, City, United, Tottenham e Sunderland na temporada. Falta aprenderem a vencer West Ham, Wigan, Wolves…

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sábado, 28 de novembro de 2009 Sem categoria | 11:21

EVERTON x LIVERPOOL

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Agora há pouco resolvi fazer uma caminhada matinal. Fui até o estádio do Liverpool, peguei a Anfield Road até o final, virei à direita na Walton Lane e segui reto até o Goodison Park. Acho que levei menos de um minuto para percorrer os 1400 metros. Queria ter ido por dentro do Stanley Park que é mais perto (1 km), mas não havia essa opção. Em compensação passei em frente ao King Harry – imagina como fica esse pub em dia de derby.

Esses dois estádios são os mais próximos entre clubes da Premier League. Com exceção de Brinco de Ouro e Moisés Lucarelli (+ ou – 900 metros), alguém conhece outros dois estádios (grandes) que sejam tão perto um do outro?

Foto GoogleMaps

Foto GoogleMaps

 

Amanhã tem Everton x Liverpool. Os dois gloriosos times de Liverpool se encontram em situações semelhantes: não ganham de  ninguém e seus técnicos vão a campo com a corda no pescoço. Ou seja, imperdível.

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sexta-feira, 23 de outubro de 2009 Sem categoria | 19:20

UM DIA RUIM NA LIGA EUROPA

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A rodada da Liga Europa não foi das melhores para os dois clubes ingleses. O Everton foi aniquilado pelo Benfica, em Lisboa, e o Fulham deixou escapar os três pontos a poucos segundos do final da partida contra a Roma.

O Everton foi a Portugal sem onze jogadores do elenco, com o estreante Seamus Coleman na lateral esquerda e o jovem Dan Gosling na direita. Mesmo os 68% de posse de bola do time inglês não evitaram a goleada. Saviola (2), Luisão (1) e Oscar Cardozo marcaram os gols.

O Fulham, em Londres, saiu na frente com um gol de Hangeland, depois do goleiro brasileiro Doni sair catando borboleta, aos 24’ do 1º tempo. O time londrino segurou o resultado até os 49’ do 2º tempo quando Andreolli empatou.

Clique aqui para ver a classificação dos grupos da Liga Europa.

MADELEINE
Mostrando que não esqueceram de um dos casos mais tristes e intrigantes da história, vários torcedores do Everton presentes ao estádio da Luz usavam camisetas com a foto da menina britânica Madeleine McCann, desaparecida em maio de 2007. Maddie tinha três anos quando sumiu do hotel em que estava na Praia da Luz, lá mesmo em Portugal. A camiseta estampava a foto da menina usando a camisa do Everton com a frase “ainda estamos procurando por você”.

Portugal Missing Girl Soccer Europa League

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quarta-feira, 7 de outubro de 2009 Sem categoria | 13:24

PREMIER CANA

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Jose Baxter, do Everton, foi preso na segunda-feira por posse de maconha e dinheiro falso. Baxter, hoje com 17 anos, se tornou o mais jovem jogador da história do Everton a entrar em campo pela liga inglesa (na época ele tinha 16 anos e 191 dias).

O jogador do Aston Villa, Isaiah Osbourne (21) foi preso, na sexta-feira passada, durante o treino de sua equipe. Ele é acusado de ter colaborado no assalto a um homem que tentava comprar um carro. Embora não estivesse presente, o veículo está registrado em seu nome. Osbourne quase não joga no time principal e seu salário está em torno de R$ 50 mil por mês.

Os dois foram soltos depois de pagar fiança e as investigações continuam.

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Osbourne e Baxter, problemas com a Justiça (fotos Getty Images)

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