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sexta-feira, 4 de maio de 2012 Chelsea, Liverpool | 10:09

A satisfação e o progresso

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Liverpool e Chelsea se encontram amanhã, às 13h15 de Brasília, para a final da FA Cup em Wembley. As escalações são incertas, mas existem pistas de como Dalglish e Di Matteo preparam seus times.

A semana do Liverpool é, de certa maneira, um resumo da temporada. Na terça-feira, derrota em casa para o Fulham na Premier League. Amanhã, decisão da FA Cup contra o Chelsea. A péssima campanha na liga, que põe o clube num embaraçoso oitavo lugar, contrasta com o êxito nas copas. Se o título da Carling Cup amenizou a sensação de fracasso em 2011-12, a perspectiva de levar a FA Cup empolga ainda mais.

Parece existir em Anfield uma necessidade doentia de provar que o clube evoluiu na temporada. Só nesta semana, o diretor Ian Ayre, o capitão Steven Gerrard e o técnico Kenny Dalglish concederam entrevistas para valorizar sucessos e minimizar fracassos. Dalglish disse que prefere a satisfação pelo possível double (títulos nas duas copas) a uma quinta posição no campeonato.

Ele está certo quando fala em “satisfação”, ainda mais se pensarmos que o Liverpool não levantava uma taça havia seis anos. Um clube desse tamanho não pode mesmo contentar-se com vaga nisso ou vaga naquilo. Títulos e finais devem fazer parte da rotina porque oferecem aos torcedores os momentos mais marcantes em sua relação com a instituição. Troféus são o que há.

Não à toa, as melhores lembranças do século XXI para os torcedores do Liverpool são o treble de 2001 (Copas da Inglaterra, da Liga e da UEFA), as duas finais de Champions com um título memorável em 2005 e a FA Cup de 2006, conquista com a assinatura de Gerrard. A emoção dessas ocasiões foi inegavelmente superior à do segundo lugar na Premier League em 2008-09, ainda que aquele time tenha sido o melhor do Liverpool nos últimos 20 anos.

No entanto, é necessário separar a ótica do torcedor da do profissional, que também tem compromissos financeiros com o clube e precisa assegurar, por exemplo, que a Champions League não se transforme numa realidade inatingível. Além de “satisfação”, outra palavra tem sido empregada com frequência lá em Anfield, inclusive por Dalglish: “progresso”. Ora, a medida do progresso tem de ser a campanha na Premier League, competição que lhe impõe um calendário longo e sem distorções.

O fraco aproveitamento de 45% e a oitava posição estão longe dos 51% e do sexto lugar da temporada passada, que, vale registrar, começou de forma trágica. Esses números significam que a política de contratações, embora fizesse sentido no começo, não deu certo e que algo precisa ser feito para a curva de desempenho voltar a subir no ano que vem. O Liverpool reaprendeu a jogar partidas decisivas e pode oferecer aos torcedores o segundo troféu da temporada, mas não evoluiu. Not at all.

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segunda-feira, 16 de abril de 2012 Copas Nacionais, Premier League | 09:25

FA Cup e corrida pelo título

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Herói improvável. Embora trabalhe bastante pelo time, Andy Carroll não terá seu esforço reconhecido pela opinião pública enquanto não melhorar sua deprimente média de gols. Mas existe um lado bom nessa história: como ninguém espera mais nada dele, qualquer participação decisiva é surpreendente e, portanto, provoca reações exageradas. O gol que eliminou o Everton e pôs o Liverpool em outra decisão de copa lhe rendeu dois elogios de peso. Jamie Carragher considera, hiperbolicamente, que o gol justificou os £35 milhões investidos nele em janeiro do ano passado. Ídolo dos Reds, Kevin Keegan o qualificou como “o melhor cabeceador dos últimos 20 anos”. Calma, gente.

Chelsea e seu lethal touch. Lethal touch (“toque letal”), para quem não sabe, é a qualidade atribuída àquela equipe que consegue aproveitar bem suas oportunidades de gol. O Chelsea não jogou para golear o Tottenham e ainda contou com ajuda da arbitragem, mas foi eficiente demais na outra semifinal da FA Cup. O time de Roberto Di Matteo teve 49% de posse de bola, finalizou 16 vezes e marcou cinco gols (quatro, na verdade). Fundamental, agora, é repetir isso contra o Barcelona, que não deve conceder muitas chances. A questão é: com Lampard e Drogba, goleadores prolíficos, ou com jogadores em melhores condições físicas?

Cudicini se desespera, e a FIFA preserva o "charme" de um futebol sem tecnologia. Até quando?

Arbitragem. Ainda que haja diferentes graus, não existe time apenas beneficiado ou apenas prejudicado. No entanto, a situação da arbitragem na Inglaterra beira o insustentável. Em seus últimos três jogos, o Manchester United foi ajudado quatro vezes e lesado outras três em lances capitais. Na FA Cup, Juan Mata marcou um gol-fantasma. Existem soluções urgentes de caráter global, da (in)competência da FIFA, mas a Football Association também pode agir. Diretrizes mais claras aos árbitros e testes físicos mais rigorosos (Phil Dowd, 49, sofre para correr) são medidas bem viáveis.

Desespero, parte 1. Para Patrick Vieira, chamar Paul Scholes de volta foi um ato de desespero do Manchester United. Na vitória por 4 a 0 sobre o Aston Villa, Scholes foi novamente preciso, completando 63 de 67 tentativas de passe. São dez vitórias do United em dez partidas dele como titular desde o retorno da aposentadoria. Estas coisas são incalculáveis, mas parece evidente que, se Scholes não tivesse voltado, a corrida pelo título da Premier League teria outro líder. Moral da história: tome decisões movido pelo desespero.

Desespero, parte 2. No caso de Tevez, a quem Alex Ferguson recorreu para responder às declarações de Vieira, havia o risco adicional de danos ao ambiente do clube, mas essa fase já passou. Na vitória do Manchester City por 6 a 1 sobre o Norwich, o rebelde argentino marcou três gols e deu uma assistência a Agüero, com quem faz a melhor parceria possível no ataque do City. Finalmente, o time de Roberto Mancini tem uma sequência de ótimas atuações e dá sinais de que pode ganhar todos os jogos até o fim da temporada. Difícil é acreditar que será suficiente para o título.

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sexta-feira, 13 de abril de 2012 Copas Nacionais, Everton, Liverpool | 16:58

Cinco motivos para acordar cedo amanhã

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Liverpool e Everton decidem amanhã, às 8h30 de Brasília, uma vaga na final da FA Cup. O horário é ingrato, mas vale a pena assistir. Veja por que você não deve perder o Merseyside derby mais importante do século XXI:

Não tem todo dia. Liverpool e Everton se encontraram pela última vez em Wembley há 23 anos, numa decisão memorável de FA Cup, cinco semanas após a tragédia de Hillsborough, que matou 96 torcedores dos Reds. O Liverpool vencia por 1 a 0 até os 89 minutos, quando Stuart McCall empatou. Na prorrogação, apesar de McCall ter marcado novamente, Ian Rush, que havia começado no banco, fez dois gols e determinou a vitória vermelha por 3 a 2. O maior artilheiro da história dos Reds já havia sido essencial na outra decisão de copa contra o Everton, em 1986, quando também marcou duas vezes. Kenny Dalglish comandou o Liverpool em ambas as finais e jogou na de 86.

Ambiente do Liverpool. O Liverpool é uma gangorra de emoções. Nesta semana, perdeu mais um goleiro (Brad Jones e o resgatado Peter Gulacsi serão os convocados), venceu o Blackburn com gol de Andy Carroll numa partida insana e viu seu diretor de futebol, Damien Comolli, ex-Arsenal e Tottenham, ser demitido. A saída de Comolli representa não apenas a insatisfação da cúpula com o trabalho de observação dele, mas também o fracasso, ainda que parcial, de contratações indicadas pelo francês e aprovadas por Dalglish. Enfim, a decisão pode resvalar em gente como Carroll, Downing e no próprio Dalglish, que precisa administrar a situação.

Jelavic pode encerrar uma dinastia de fracassos ofensivos no Everton

O Everton tem um atacante decente. Contratado em janeiro, Nikica Jelavic foi fundamental na classificação do Everton às semifinais da FA Cup e tem agradado também na Premier League. Com uma marca registrada de finalização, sempre perto da marca do pênalti completando cruzamento da esquerda, o croata tem cinco gols em dez jogos e enfim acrescenta a um meio-campo sólido que carecia há muito tempo de um finalizador competente. O técnico de Jelavic na seleção, o bom Slaven Bilic, prevê sucesso para ele em Goodison Park.

Relação de forças. O Everton, sétimo colocado com 47 pontos, está uma posição e um ponto acima do Liverpool no campeonato. A única temporada em que os Toffees superaram o rival na Premier League foi 2004-05, mas a façanha seria ofuscada pelo épico título europeu dos Reds de Rafa Benítez. Desta vez, apesar das derrotas dentro e fora de casa em 2011-12, o Everton está em melhor fase e pode, sim, terminar a liga à frente, eliminar o Liverpool da copa e tentar seu primeiro título em 17 anos.

Imponderável. O Liverpool perdeu seis dos últimos nove jogos na Premier League e segue sofrendo demais para marcar gols até quando cria chances em escala industrial. No entanto, o primeiro trimestre de 2012 também teve bons momentos. Além do título da Carling Cup, os Reds venceram justamente o Everton por 3 a 0. Tudo bem que era um Everton combalido, que preservava parte do time para cuidar da FA Cup, mas o hat-trick de Steven Gerrard, em temporada discreta, foi tão memorável quanto inesperado. Clássicos distorcem, para o bem e para o mal. Clichê cretino, porém verdadeiro.

*O jogo terá transmissão da ESPN Brasil e do Esporte Interativo

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terça-feira, 31 de maio de 2011 Curiosidades | 15:52

Nicolás Leoz Cup

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Leoz só queria um troféu para chamar de seu

Enquanto a Football Association pede o adiamento da eleição presidencial da FIFA, vem à tona um dos fatos mais inusitados da crise de corrupção no futebol mundial. Ontem, um inquérito sugeriu que o presidente da Conmebol, o paraguaio Nicolás Leoz, ofereceu apoio à candidatura inglesa para sediar a Copa de 2018 em troca da incorporação de seu nome ao da FA Cup. Teríamos, hoje, a Nicolás Leoz (FA) Cup. Tudo a ver.

David Triesman, ex-chefe da FA, revelou que, lamentavelmente, houve discussões internas no comitê pela criação de uma FA Cup para deficientes, que levaria o nome de Leoz. O argumento de disfarce seria a “nobre postura” dele na parceria com a organização Special Olympics. Infalível, não?

Além de outra demonstração de que troca de favores é regra nesse ambiente, a loucura de Leoz foi um erro bizarro de avaliação. Presidente de honra da FA, o príncipe William pôs de lado as já recorrentes denúncias contra Leoz na Inglaterra e, como com vários outros dirigentes, recebeu-o para um amigável café da manhã em Zurique na semana da votação, em dezembro do ano passado. O paraguaio deve ter ficado bem confiante.

Nem o excessivo empenho da candidatura levou a descabida proposta à frente. Já pensou se a moda pega? O futebol inglês só teria a perder com uma Jack Warner Community Shield ou uma Bin Hammam Premier League.

Paul Scholes
Ele confirmou a aposentadoria. “O melhor meia de sua geração” para muita gente importante. Não passa longe disso: completo, cerebral e com 164 gols na carreira. Scholes, que deixou a seleção precocemente, para na hora certa e anuncia ao Manchester United que ele precisa, definitivamente, de outro playmaker. Na semana passada, a coluna falou do iminente fim da geração de ouro do clube.

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domingo, 15 de maio de 2011 Copas Nacionais, Debates, Man City | 14:10

O próximo passo

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A quinta copa nacional de Mancini pode ser o bilhete para sua permanência

O erro básico que se comete ao tentar entender o Manchester City é associá-lo ao caso de riqueza do Chelsea como se não existisse qualquer diferença entre eles. Antes do título da FA Cup, o City havia enfrentado Tony Pulis, hoje técnico do Stoke, pela última vez em 1999. Eram os play-offs da terceira divisão*.

Enquanto isso, o Chelsea de Zola, Poyet e Desailly terminava a Premier League no terceiro lugar. A seguir, foi quadrifinalista da Liga dos Campeões. A renovação do elenco dos Blues foi pesada logo nas primeiras temporadas de Roman Abramovich, mas o caminho a percorrer era bem mais curto. Lampard e Terry, os grandes do clube na década, estavam lá antes do russo.

Sim, o atual status do Chelsea é atrelado a Abramovich, só que a tarefa dele foi um tanto diferente da do Abu Dhabi United. O grupo que comprou o Manchester City há três temporadas recebeu um clube até ambicioso após um ano sob administração do tailandês Thaksin Shinawatra, mas sem troféus em três décadas e ainda se estabilizando na elite.

Quando Abramovich chegou a Londres, em 2003, o Chelsea já estava na Champions. A tão celebrada classificação do City veio somente após três anos de gastos do Abu Dhabi United. A FA Cup, que os Citizens festejaram ontem, foi conquistada pelos Blues duas vezes entre 1997 e 2000. O investimento do grupo do xeque Mansour chega a incríveis £400 milhões em três temporadas.

O Manchester City remou para atingir o patamar que o Chelsea já tinha com Ken Bates, predecessor de Abramovich. Não financeiro, mas na relação de forças com os outros. A questão agora é a postura que será adotada. O título da FA Cup encerra uma série de 34 temporadas em branco e redimensiona, na prática, um clube que é apenas o 12º colocado geral desde a criação da Premier League.

Quando Tim Cahill diz que seu Everton, carrasco do City de Mancini, tem um espírito coletivo que não pode ser comprado, ele ensina uma lição. Não que “dinheiro não traga felicidade”. É só um sinal de que a reconstrução do clube de Manchester chegou a uma nova fase. O título da Copa e a vaga na Champions servem como um marco para isso.

O ótimo Yaya Touré é símbolo de um time que pede uma chance para brilhar na próxima temporada

O City não pode comprar um espírito coletivo, mas tem tudo para criar as condições adequadas. Renovar grande parte do elenco a cada agosto, emprestando uma série de renegados e virando as costas à base, não é o caminho. Com um grupo já muito forte, é hora de fazer reparos para a Champions e manter o que tem dado certo.

Carlos Alberto Torres pode ser otimista por acreditar no prata da casa Micah Richards como “o futuro do futebol inglês”, mas ele tem feito grandes jogos e merece um voto de confiança do clube. Kompany é irrepreensível, De Jong se revelou importante, e não faltam opções pelas pontas e no ataque. O novo Yaya Touré é o herói do título.

Para impressionar a Europa e pensar em títulos maiores, é hora de contratar com base nas carências do elenco e criar um ambiente de continuidade que permita a ascensão de quem já está lá. E Roberto Mancini? De novo associando ao Chelsea, pode haver quem se espelhe no que aconteceu em Stamford Bridge após a demissão do também italiano Claudio Ranieri, antecessor de Mourinho. Mas os objetivos alcançados deveriam dar a ele o direito de seguir trabalhando.

Stoke
Jogou no limite, com Etherington e depois Pennant sacrificados, e impôs dificuldades na medida do possível. Pulis merece os elogios que tem recebido. Que o Stoke faça bom papel na Liga Europa.

West Ham
Com a derrota de virada por 3 a 2 para o concorrente direto Wigan, o West Ham está rebaixado à segunda divisão. Durante a semana, mais sobre a queda e a briga dos outros para evitá-la.

*Saiba mais sobre esse jogo na página do Leonardo Bertozzi

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sexta-feira, 13 de maio de 2011 Copas Nacionais, Man City, Man Utd, Premier League | 12:11

Ritmo de festa

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No dia em que a faixa vai precisar ser atualizada para 0 ou 35, o United pode festejar mais um título

Este sábado, 14 de maio de 2011, pode ser inesquecível para a cidade de Manchester. Às 8h45 de Brasília, o United depende de um empate contra o Blackburn fora de casa para garantir seu 19º título inglês. A provável conquista consolidará o domínio doméstico do clube, que, como tem sido exaustivamente divulgado, está a ponto de ultrapassar o Liverpool em troféus no campeonato.

O recorde, acompanhado do 12º título nacional da era Ferguson, certamente não ofuscaria uma eventual festa do Manchester City. Pouco mais de duas horas após o início de Blackburn x United, Wembley recebe a final da FA Cup. Sem conquistas de primeira grandeza desde 1976 (na foto, a provocação de torcedores do United faz referência a isso), o City luta contra o ímpeto do Stoke para acabar com a longa espera e marcar a nova época do clube.

Em bom português, o United vai ser campeão inglês. Mas quais as chances de isso acontecer já amanhã? Ótimas. No primeiro turno, os Red Devils venceram o Blackburn por 7 a 1 com cinco gols de Berbatov. Aquele time derrotado ainda era treinado por Sam Allardyce e, portanto, bem mais confiante e temente ao técnico. Após a absurda demissão, os Rovers se perderam de vez.

Interino que virou efetivo, Steve Kean se viu sem moral diante do grupo. Defensor de Allardyce, o zagueiro Samba sambou temporariamente da capitania. O time ensaiou uma recuperação, mas depois ficou mais de três meses sem vencer e passou a lutar contra a queda. O Blackburn já se defende melhor (Phil Jones, 19 anos, é fera), mas mal consegue atacar: três gols nos últimos seis jogos.

Por isso, é difícil apostar que o 15º colocado ficará com todos os pontos contra um United tão sólido a essa altura da temporada e com Ferguson à espera de preservar jogadores para a final da Champions na última rodada. Assim, a missão do Manchester City é, em tese, bem mais complicada. A certeza do torcedor que já marcou nas costas* o troféu da FA Cup não se justifica. Os Citizens são favoritos e têm direito ao otimismo, mas não podem descartar um adversário perigoso.

Bicampeão inglês pelo United, Tevez tenta, pelo City, conquistar sua primeira FA Cup

A semifinal da FA Cup contra o Bolton foi um grande teste para o Stoke. Apesar dos erros de Coyle, a goleada por 5 a 0, longe de seu Britannia Stadium, confirmou o caráter do time. Para frear a equipe de Tony Pulis, o Manchester City tem de prestar muita atenção não apenas às bolas aéreas (de arremessos laterais ou não), mas também aos rebotes.

Naquela tarde de festa em Wembley, o Stoke matou o Bolton fora da área com Huth, Etherington (dúvidas para amanhã) e Walters. Aliás, Etherington e Pennant são ótimas armas nos chutes de fora e também pelas pontas. O momento e o histórico ajudam: os Potters vêm de vitória por 3 a 1 sobre o Arsenal e, no ano passado, eliminaram o Manchester City da FA Cup.

Apesar disso, a festa do time de Mancini ainda é bem provável. Adam Johnson, Silva e o certamente recuperado Tevez (jogou 12 minutos contra o Tottenham) serão fundamentais para quebrar a defesa adversária e garantir um título à moda de 1968. O City foi campeão inglês na temporada em que o United conquistou a Europa pela primeira vez, só que com um intervalo de duas semanas.

*Dica do Francisco De Laurentiis

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sábado, 16 de abril de 2011 Copas Nacionais, Jogadores, Man City | 19:20

Yaya é exceção

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Yaya Touré em sua versão mais faceira

Balotelli, Boateng, Milner, Kolarov (que até foi bem hoje), Dzeko. Qualquer um desses contratados do Manchester City em 2010-11 está sujeito à tradicional provocação What a waste of money (que desperdício de dinheiro). Com David Silva ainda irregular, a grande captura do clube na temporada é Yaya Touré, melhor em campo contra o Manchester United e co-autor do gol (o outro foi Carrick, que lhe entregou a bola) que classificou os Citizens à decisão da FA Cup.

Ironicamente, Yaya é símbolo da irritante cautela de Roberto Mancini. Volante defensivo e até zagueiro em Monaco e Barcelona, o marfinense foi contratado para ser meia ofensivo no 4-2-3-1 de Mancio. É aquela história: dois sistemas semelhantes podem representar estratégias diferentes. O Tottenham, por exemplo, é habitualmente mais ousado que o Manchester City. Van der Vaart é o Yaya de White Hart Lane.

Touré poderia funcionar melhor em sua posição orginal, pois marca muito e tem uma arrancada impressionante. Em temporada sonolenta de Barry, seria o complemento perfeito a De Jong. Mas, se Mancini o escala de outro jeito, Yaya não liga e consegue ser fundamental. Em alguns jogos, inclusive, ele é quase um segundo atacante. O novo posicionamento e a eficiência dele o transformaram na melhor alternativa a Tevez. Quando o Apache não joga, o marfinense costuma ser a principal figura ofensiva do time, como na brilhante atuação contra o West Ham em dezembro.

Yaya marcou sete vezes na temporada e lidera a tabela do Manchester City em assistências. Não deixa de contribuir defensivamente, puxa quase todos os contra-ataques, aparece em momentos decisivos e, junto de Kompany, é o segundo melhor do time em 2010-11. Seu salário de £10 milhões anuais é um absurdo, mas ele justifica ao menos o valor da transferência, de £24 milhões. A ajuda na negociação é o melhor serviço já prestado ao clube pelo irmão Kolo Touré.

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sexta-feira, 15 de abril de 2011 Copas Nacionais, Premier League | 11:20

Guia da 33ª rodada e das semifinais da FA Cup

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O improvável Phillips, que viveu o auge no Sunderland, tem sido titular. Afundará o ex-time amanhã?

A 33ª rodada da Premier League se reduz a seis jogos neste fim de semana por conta das semifinais da FA Cup. Nosso guia fala, portanto, das duas competições:

SÁBADO

11h – Birmingham (16) x Sunderland (13). A caravana do Sunderland, de um ponto em 24 possíveis, chega a Birmingham. Bent faz falta, mas o problema é coletivo. Nos 3 a 0 sobre o Chelsea em novembro, Gyan e Welbeck se viraram sem ele. O time queria o continente e, tal qual seu adversário (já na Liga Europa), agora só quer ficar na elite. Árbitro: Phil Dowd. Palpite: Birmingham.

11h – Blackpool (17) x Wigan (20). Se Ian Holloway diz precisar de seis pontos, três têm de vir daqui. É hora de Charlie Adam arriscar tudo e deixar Evatt se virar como puder lá atrás para vencer o concorrente mais fraco na luta contra a queda. Árbitro: Peter Walton. Palpite: Blackpool.

11h – Everton (7) x Blackburn (15). Lembra-se da saga do Sunderland? Então, o Blackburn também não ganha um jogo há quase três meses. Sem o capitão Nelsen e contra o Everton, o time do momento mesmo cheio de desfalques, a tendência é o jejum persistir. Árbitro: Kevin Friend. Palpite: Everton.

11h – WBA (10) x Chelsea (3), ESPN e ESPN HD. O clima de descontinuidade está escancarado no Chelsea. A temporada se limita a uma nada empolgante obrigação de assegurar um lugar no Top Four, que, amanhã, pode esbarrar no ótimo trabalho inicial de Roy Hodgson no Hawthorns. Árbitro: Lee Probert. Palpite: empate.

11h – West Ham (18) x Aston Villa (14). As pesadas derrotas para United e Bolton quebraram a arrancada dos Hammers. Já o Villa, com seu quarteto da seleção inglesa, não superou a mediocridade nem na última rodada, quando venceu o Newcastle. Árbitro: Michael Oliver. Palpite: empate.

Equivalentes, Rooney e Tevez não jogam o dérbi. Pior para Mancini, que confia demais no argentino

13h15 – FA Cup: Man City x Man Utd, Esporte Interativo, ESPN e ESPN HD. Mancini pode jogar o emprego e a temporada em Wembley. Em dérbi sem Tevez, é difícil que seu velho 4-2-3-1 não volte à pauta. O City precisa, sobretudo, de atitude para não repetir Anfield. O United não conta com Rooney, mas Ferguson tem alternativas seguras. Árbitro: Mike Dean. Palpite: Man Utd.

DOMINGO

12h – Arsenal (2) x Liverpool (6), RedeTV! e ESPN. Das quatro vitórias dos Reds longe de Anfield, três foram sob Dalglish. Entretanto, a coleção de desfalques e a consequente fragilidade pelos lados devem impedir que o Liverpool reedite no Emirates a atuação de segunda-feira. Os Gunners podem derrubar a vantagem do United para quatro pontos. Árbitro: Andre Marriner. Palpite: Arsenal. *Sempre vale lembrar: há 22 anos, uma tragédia no obsoleto estádio Hillsborough, que recebia a semifinal da FA Cup entre Liverpool e Nottingham Forest, vitimava 96 torcedores do Reds. Os tributos não param.

12h – FA Cup: Bolton x Stoke, Esporte Interativo e ESPN HD. Além da vaga na final, uma vitória pode implicar classificação à Liga Europa. Sem Sturridge, que jogou a FA Cup pelo Chelsea, Coyle pode formar um ataque forte com a retomada da parceria entre Elmander e Kevin Davies contra um sempre complicado conjunto de Tony Pulis. Árbitro: Howard Webb. Palpite: Bolton.

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sábado, 29 de janeiro de 2011 Copas Nacionais | 17:53

A FA Cup como promotora de sonhos

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Um clube que disputa a Conferência tem, hierarquicamente, 92 times e quatro divisões acima dele na Inglaterra. Até ontem, apenas cinco equipes abaixo da chamada Football League, que engloba o Championship, a League One e a League Two, haviam atingido as oitavas-de-final da FA Cup após a Segunda Guerra Mundial. Nenhuma depois de 1994. O Crawley Town, da Conferência Nacional (a quinta divisão, por assim dizer), quebrou essa tendência e é um dos 16 melhores times da Copa da Inglaterra 2010-11, o sexto dos chamados non-League a chegar lá. Caso vença a próxima eliminatória, o Crawley será o primeiro a disputar as quartas-de-final.

A cidade de Crawley, 45 quilômetros ao sul de Londres, tem um potencial adormecido. São mais de 100 mil habitantes e uma economia pujante. Ao início desta temporada, a diretoria do Town parece ter notado isso. Após uma série de problemas financeiros, o co-proprietário Bruce Winfield anunciou a quitação das dívidas do clube por intermédio da ação de empresários locais. O treinador Steve Evans, por sua vez, ganhou a promessa de um elenco que pudesse levar o Crawley Town à Football League.

Crawley Town, da quinta divisão: pronto para fazer mais história?

Paralelamente à disputa da Conferência Nacional, da qual o time é líder por aproveitamento, o Crawley havia eliminado Newport, Guiseley, Swindon (League One) e Derby County (Championship) na Copa da Inglaterra. Os 16-avos-de-final reservavam um encontro com o Torquay United, da League Two. Como a FA Cup tem essa mania de nos surpreender, a zebra não era o Crawley, mesmo jogando fora de casa.

A título de ilustração, enquanto o time da Conferência Nacional tem oito não-ingleses no elenco, o Torquay tem apenas um, o zagueiro escocês Chris Robertson. Em entrevista à BBC, o goleiro Scott Bevan, do Torquay, reconheceu que o nível de investimento do Crawley chega a ser “maior que o de clubes da League One”. Bevan foi o grande jogador do time em todas as eliminatórias. Garantiu as três vitórias por 1 a 0. Hoje, na derrota para o Crawley, também por 1 a 0, defendeu dois pênaltis e quase deu ao Torquay a primeira classificação às oitavas-de-final da FA Cup em 111 anos de história. O herói da vitória do clube da Conferência foi o atacante Matt Tubbs, um dos vários contratados no último verão, que marcou seu 25º gol na temporada.

Qualquer que fosse o vencedor, a história seria escrita. Um pouco pelas combinações dos sorteios, muito pelo investimento do Crawley e a superação de Scott Bevan, um goleiro nômade de 31 anos. A prova de que nem sempre os clubes de divisões inferiores precisam de uma mãozinha do sorteio é a façanha do Stevenage, campeão da Conferência Nacional na temporada passada e hoje na League Two. A vitória por 3 a 1 sobre o Newcastle na fase anterior fez a festa da torcida local.

Não se tratou apenas de despachar um clube de três divisões acima, mas especialmente de dar o troco no algoz na FA Cup de treze temporadas atrás, quando o mesmo Newcastle eliminou o mesmo Stevenage num confronto repleto de controvérsias. O Reading, do Championship, acabou com o sonho do Stevenage de seguir adiante. Mais cedo, os Royals venceram o simpático clube da quarta divisão por 2 a 1.

Bevan defendeu dois pênaltis: classificação seria inédita para o Torquay

Voltando a Scott Bevan, o goleiro-herói do Torquay, ele definiu muito bem o que a FA Cup representa para os jogadores de divisões inferiores. “Quando o Crawley eliminou o Derby (então possível adversário do Torquay), houve um pouco de frustração. Mesmo que não tenha chance de vencer, você quer jogar contra os melhores”, disse à BBC. No St. Mary’s, o Southampton até poderia vencer o Manchester United. Mas o confronto foi, acima de tudo, uma grande oportunidade para os jogadores desse tradicional clube da League One aparecerem.

O time que revelou recentemente Gareth Bale e Theo Walcott agora apresenta à Inglaterra Alex Oxlade-Chamberlain, de 17 anos. O jovem despertou o interesse de vários clubes da elite e, hoje, teve a chance de se exibir para mais gente. Foi discreto, ofuscado pelo companheiro Dan Harding, de 27 anos. Tarde demais para Harding? Não necessariamente. Jermaine Beckford (27), máquina goleadora pelo Leeds na League One, certamente não estaria no Everton se não tivesse provado, na FA Cup, que pode se destacar contra os grandes. A mais antiga e democrática competição de futebol é uma verdadeira promotora de sonhos.

Atualização às 14h30min de 30/01: O sorteio das oitavas-de-final da FA Cup não poderia ter sido mais interessante. O Crawley Town vai a Old Trafford!

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segunda-feira, 12 de abril de 2010 Sem categoria | 23:05

POMPEY NA FINAL

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Semifinais da FA Cup com dois grandes jogos no lendário, porém moderno Wembley. Os dois com pelo menos uma coisa em comum, o péssimo gramado (para os padrões ingleses, claro). Com todo mundo escorregando, foi o Tottenham quem levou a pior. O zagueirão Dawson derrapou e entregou o ouro já na prorrogação. E já que a punição por ter entrado em concordata só vale para a liga, o Portsmouth está na final do torneio mais antigo do mundo pela segunda vez em três anos. E o técnico Avram Grant vai enfrentar seu ex-clube.

Portsmouth 2 x 0 Tottenham
Se eu achasse esses sites de aposta uma coisa bacana, teria apostado uma grana no Pompey. Quando soube, no sábado, que o time do sul da Inglaterra havia sido matematicamente rebaixado pensei comigo: “esses caras vão aprontar pra cima do Tottenham”. Não tenho nada de vidente, mas é que, às vezes, o improvável é previsível no futebol. Tenho certeza que vários de vocês pensaram como eu. O time de Avram Grant deve ter entrado em campo mordido, para fazer o  jogo de sua vida. Se os Spurs saíssem na frente, talvez o time desmontasse mas o tempo foi passando e a pressão dos Spurs não surtiu efeito. O placar ficou no zero no tempo normal. Na prorrogação, o improvável aconteceu graças a uma escorregada de Dawson que Piquionne aproveitou. Depois um pênalti (na minha opinião) mal marcado de Palácios sobre Dindane que Boateng converteu. Nesse meio tempo, uma grande atuação de David James para o Portsmouth. O Porstmouth, apesar da crise financeira, dos pontos perdidos, do intervenção administrativa, dos quatro donos em um ano chega onde Man United, Arsenal, Liverpool e City não chegaram. Well done, Pompey!

Aston Villa 0 x 3 Chelsea
Até a metade do 2º tempo, nem parecia que o Chelsea enfrentava o mesmo time que bateu por 7 x 1 duas semanas atrás. O Villa poderia ter saído na frente caso o árbitro tivesse visto pênalti de Mikel em Agbonlahor. Mas aos 23 do 2º, Drogba, oportunista, abriu o placar. Depois disso, o Villa não conseguiu mais incomodar os Blues. O técnico Martin O’Neill, mesmo precisando melhorar, mexeu só uma vez na equipe. Trocando seis por meia dúzia, colocou Heskey no lugar de Carew mas a mudança não surtiu efeito. Aos 44 , Malouda garantiu mais um jogo em Wembley para sua equipe. Nos acréscimos, ainda deu tempo para Lampard fazer mais um.

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