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quinta-feira, 12 de julho de 2012 Fulham, Liverpool | 23:58

No máximo, plano B

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Após £35 milhões e 18 meses, Andy Carroll é um projeto sem futuro no Liverpool. Em parte, por conta de atuações constrangedoras, brilhos apenas esporádicos e tímidos 11 gols em 56 jogos. A outra razão é o estilo do qual o técnico Brendan Rodgers não abre mão. Bolas longas e chuveirinhos desnecessários já estão proibidos em Anfield. Assim, o planejamento da equipe não passa pela presença de um centroavante mais aéreo do que terrestre, caso de Carroll.

O desafio do Liverpool é decidir o que fazer com ele. Se o Guardian estiver certo, o Fulham pode ajudar. Embora tenham contratado o colombiano Hugo Rodallega, os Cottagers ainda precisam criar opções ofensivas depois das saídas de Andy Johnson e Pavel Pogrebnyak. De acordo com a publicação, Martin Jol está disposto a oferecer £9 milhões mais Clint Dempsey por Carroll, explorando o conhecido interesse do Liverpool no norte-americano.

Carroll vestiu o novo uniforme, mas pode não jogar com ele

Oferta sobre a mesa, Rodgers tende a aceitar. O novo treinador, que não tem responsabilidade sobre o investimento de £35 milhões realizado há um ano e meio, deve interpretar a possível proposta do Fulham como um presente, dos mais convenientes. Ao mesmo tempo, ele teria um ótimo reforço, resolveria o problema em que Carroll se transformou e ainda financiaria outra contratação com o lucro da transferência.

Além do Fulham, estariam interessados Aston Villa, West Ham e o Milan do imortal Silvio Berlusconi. O surto de especulações foi motivado por uma entrevista em que Rodgers aprova um eventual empréstimo do centroavante. A verdade é que ele suavizou a afirmação de que Carroll não faz parte de seus planos.

Tanto não faz, que a remodelagem do Liverpool começou pelo ataque. O clube chegou a um acordo com a Roma pela contratação de Fabio Borini, que trabalhou com Rodgers na base do Chelsea e quando emprestado ao Swansea. Borini, que evoluiu demais desde que aparecia esporadicamente no banco dos Blues de Carlo Ancelotti, é o centroavante moldado para o novo Liverpool. O italiano tem agilidade e contribui para a troca de passes, sem ignorar o fundamento da finalização. Praticamente um anti-Carroll.

Mesmo que os boatos não se confirmem, Carroll não deve ser mais do que um plano B, um reserva de £35 milhões. Não é apenas uma punição ao fraco desempenho, até porque ele terminou bem a temporada passada. É uma questão de estilo. Carroll não serve a quem pretende trocar passes até a morte, controlar partidas e usar infiltrações para abrir espaços na defesa adversária. Como afirmou Loco Abreu antes de deixar o Botafogo, um jogador não pode “brigar contra uma tática”.

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quarta-feira, 18 de maio de 2011 Cardiff, Championship, Nott'm Forest, Reading, Swansea | 09:50

Final justa e impopular

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Muito mais confiante no Swansea, Borini parece ter deixado um irmão gêmeo no Chelsea

O Reading e o galês Swansea vão decidir em Wembley o terceiro promovido à Premier League da próxima temporada. No jogo que determina quem se junta a Queens Park Rangers e Norwich, muita gente queria ver o bicampeão europeu Nottingham Forest e o galês Cardiff de Bellamy (que, lesionado, só assistiu à eliminação) e Bothroyd. Apesar de ser a menos desejada das combinações, a final de 30 de maio é justa.

O Swansea derrotou o Nottingham Forest por 3 a 1 em Gales. O empate por 0 a 0 no primeiro jogo já havia sido uma vitória psicológica do conjunto treinado pelo ótimo Brendan Rogers. Com um a menos desde os 52 segundos, a equipe galesa suportou a pressão e contra-atacou muito bem. Os grandes desempenhos de Williams na defesa e do trio Dyer, Borini e Sinclair à frente foram fundamentais.

Mesmo não marcando nos play-offs, Borini é impecável. O italiano de 20 anos, sem confiança e espaço no Chelsea, precisava do empréstimo ao Swansea. Em três meses, ele fez seis gols pelo novo clube. O fim de seu vínculo com os Blues se aproxima. O retorno a Stamford Bridge é incerto, mas sua atual função, de atacante único no 4-2-3-1 de Rogers (Dyer, Dobbie e Sinclair são os três meias), tem sido importante para o time galês funcionar e certamente lhe rende um status bem superior.

Relevante: Long é o único a jogar hurling e defender a seleção de futebol no maior estádio irlandês

Outro atacante brilhou ainda mais em Cardiff x Reading. Na impressionante vitória dos Royals por 3 a 0 fora de casa, o irlandês Shane Long ratificou sua ótima temporada. Os dois gols levaram Long a 23 no campeonato. Seguro e oportunista, ele já fez todo mundo em Reading esquecer seu compatriota Kevin Doyle, contratado pelo Wolverhampton há dois anos.

Até a temporada passada, Long provavelmente não tinha certeza de que a opção pelo futebol era a melhor que poderia ter feito. Na adolescência (foto), ele jogava hurling, um esporte irlandês semelhante ao hóquei. Agora, em seu melhor ano, sabe que fez a escolha certa. Principal jogador do time do momento na segunda divisão, o atacante tem sido especulado no Liverpool.

Alguém arrisca?
Contra o Cardiff, o Reading marcou muito bem, especialmente com o turco Karacan, acionou Long como tinha de fazer e, estendendo a outros jogos, sempre vai levar perigo em bolas paradas com o lateral-esquerdo Ian Harte. O Swansea, por sua vez, tem uma defesa até mais confiável, gente boa para decidir à frente e um treinador que esteve nos Royals há pouco tempo. Os galeses parecem ter mais saídas, mas a arrancada do Reading é sensacional. Para sair do muro: Reading, 51%.

Trauma
O Cardiff venceu os play-offs de 2003 (terceira divisão), mas ficou pelo caminho em 2002 (terceira divisão), 2010 e 2011. A trajetória do Forest é bem pior: nem sequer passou das semifinais em todas as suas participações. Fracassou em 2003, 2007 (terceira divisão), 2010 e 2011.

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