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Posts com a Tag Fabio Capello

quinta-feira, 1 de março de 2012 Inglaterra | 20:41

Ainda sem rumo

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Stuart Pearce, que certamente não é um grande treinador, conhece bem seu papel no processo de sucessão a Fabio Capello na seleção inglesa. Ele está desfrutando a condição de técnico interino e até sugeriu que poderia comandar a Inglaterra na Euro, mas admite que ainda não tem a experiência (leia-se: capacidade) ideal para assumir uma cadeira desse tamanho. Portanto, sua função é dar mais um tempo à Football Association, que já enrola há muito mais do que deveria.

A miscelânea inglesa que perdeu para a Holanda por 3 a 2 em Wembley não é um projeto pronto. Aliás, nem sequer trilhava esse caminho sob Capello, que mudava esquema, estilo e titulares como quem troca de técnico no Brasil. Considerando que Pearce, que fracassou na Euro sub-21 do ano passado com uma ótima geração, não é a escolha certa para ir a Polônia e Ucrânia, a substituição precisa ser rápida, embora a FA insista que não vai se apressar. De qualquer forma, certos conceitos já podem ser definidos como dogmas para a Euro:

Oi, tchau: Stuart Pearce não é o nome certo

– Ashley Young tem de ser protagonista. Sim, isso mesmo. Sua primeira temporada no Manchester United não se desenvolveu como deveria, mas ele é o melhor jogador da seleção desde o ano passado. Quase sempre atua bem, marca gols com regularidade e, pela Inglaterra, surra todos os concorrentes (Walcott, Downing, Adam Johnson…). O gol marcado contra a Holanda pode lhe recuperar o moral.

– Os fisicamente confiáveis devem ter preferência. Por exemplo, não dá mais para projetar o time com Wilshere. Gerrard, que saiu lesionado do amistoso, também não oferece garantias. Os que sempre estão à disposição, como o agora capitão Parker, devem ser as referências. Hoje, o único jogador que justifica um plano B é Rooney, que poderá atuar a partir da terceira rodada da Euro.

– Os jovens são fundamentais. Não se trata de pensar no futuro ou preparar a Inglaterra para 2014. Se o garoto é o melhor da posição, ele deve ser utilizado. Por exemplo, sem Rooney e Bent para iniciar a Euro, o treinador tem de abrir os olhos a Sturridge e Welbeck. O fracasso na Euro sub-21 de 2011 pode pesar contra eles, mas o caso Joe Hart, reserva dos perigosos Robert Green e David James na Copa em 2010, mostra como o conservadorismo vira veneno quando em dose exagerada.

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quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012 Áudio, Inglaterra | 19:47

Podcast: Adeus, Capello

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Com a habitual presença do Léo Macario, a edição desta semana traz:
– A saída de Fabio Capello da seleção inglesa
– A polêmica da capitania
– Harry Redknapp, o provável sucessor
– Xenofobia na sucessão?

Faça o download por aqui ou escute abaixo:

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terça-feira, 15 de novembro de 2011 Inglaterra | 20:55

Ano nota 6

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Ashley Young é o grande vencedor do 2011 inglês

Ao superar a Suécia por 1 a 0 em Wembley, a Inglaterra conclui 2011 com as sensações de dever cumprido e necessidade de evolução. Em nove jogos, incluindo quatro amistosos, foram seis vitórias e três empates. Trabalho suficiente para retornar à Euro após a ausência de 2008, mas não para achar um time ou reduzir a chance de outro fiasco numa grande competição.

Fabio Capello testou várias alternativas, mas passa a impressão de que ainda não tem um plano A. Sem Rooney na fase de grupos da Euro, a Inglaterra tem apenas cinco titulares absolutos para o pontapé inicial em Polônia e Ucrânia: Hart, Terry (há controvérsias), Ashley Cole, Parker e Ashley Young. O restante do time é incerto. O lado bom, da disputa por posições, é anulado pelo conjunto pobre e desentrosado.

Em 2011, a Inglaterra jogou realmente bem duas vezes, nas visitas a Dinamarca, em fevereiro, e Bulgária, em setembro. As vitórias por 2 a 1 e 3 a 0 tiveram ótimas atuações de Ashley Young, o craque do ano na seleção apesar da resistência de Capello em escalá-lo.

Aliás, a seleção gosta mesmo é de sair de casa. Nas cinco partidas de Wembley, a Inglaterra sempre sofreu: nos empates contra Gana e Suíça e nas vitórias sobre País de Gales, Espanha (quando foi bem ao anular um adversário superior, mas criou bem aquém da conta) e Suécia. Ecos de uma equipe que aprendeu a fechar os espaços e ainda tem sérios problemas para encontrá-los.

Capello chegará a 2012 sem time definido e com a obrigação de fazer outros testes para minimizar a dependência de Rooney. No mínimo, ele precisa reconduzir Richards a seu radar e chamar Cleverley novamente para os amistosos. Afinal, não seria bom negócio ignorar o melhor defensor da temporada e uma das últimas esperanças para um meio-campo mais criativo. Tudo aliado aos prováveis retornos de Wilshere e Gerrard.

Por enquanto, ainda com muito para acontecer, Capello tende a convocar à Euro um grupo parecido com este: Joe Hart, Scott Carson, David Stockdale; Glen Johnson, Phil Jones, John Terry, Gary Cahill, Joleon Lescott, Ashley Cole, Leighton Baines; Scott Parker, Jack Rodwell, Jack Wilshere, Gareth Barry, Frank Lampard, Steven Gerrard, James Milner, Theo Walcott, Stewart Downing, Ashley Young; Wayne Rooney, Darren Bent e Danny Welbeck.

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sábado, 12 de novembro de 2011 Inglaterra | 18:19

Conveniente

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À irlandesa, à suíça, como você preferir. Travando a Espanha de todas as formas, a Inglaterra venceu a mais criativa das seleções por 1 a 0 em Wembley. Fabio Capello concebeu um time para proteger sua área e, nesse aspecto, foi bem-sucedido. Hart precisou fazer apenas duas defesas mesmo contra uma equipe que se apossou do campo de ataque, como todo mundo previa.

Se dependessem de hoje, Lescott e Jagielka seriam titulares na Euro

O entrosamento entre Lescott e Jagielka, ex-companheiros no Everton, não deve ser aproveitado na Euro, mas a atuação irrepreensível deles pode fazer Capello pensar sobre a obrigatoriedade de usar um problemático Terry. Se Ferdinand já se afasta do radar do italiano, por que não reconsiderar a posição intocável do capitão do Chelsea e (ainda) da seleção?

À frente da dupla, Scott Parker foi o ponto-chave do 4-1-4-1 inglês. O meia do Tottenham fechou todos os espaços que poderia, limitando o poder de infiltração de uma Espanha sem profundidade com Silva de centroavante no primeiro tempo.

Os meias centrais participaram pouco. Jones pode ser adiantado contra adversários fortes, mas não deveria ter sido a figura a levar a bola até o ilhado Bent. Lampard perdeu o duelo contra os meias espanhóis, ainda que tenha sido oportunista para marcar o gol solitário do amistoso.

Sem tanto apoio dos wingers, menos de Milner que de Walcott, Bent só incomodou Ramos e Piqué na bola parada que gerou o gol. Daí o segundo tempo ter sido tão interessante para observações. Por exemplo, se a ideia era isolar um atacante, Welbeck poderia ter iniciado a partida, pois é mais ágil e eficiente para segurar a bola. Em ótima fase no Everton, Rodwell também agradou com muita energia.

No frigir dos ovos, a Inglaterra adorou jogar sem a bola (teve 29% de posse) e sem obrigação. Teve mérito ao defender-se muito bem, encontrou um gol fortuito e ainda impôs à Espanha sua quarta derrota após o título mundial. Mas o problema crônico da falta do que fazer com a bola persiste. Seu bem executado e conveniente catenaccio, Capello, não vai colar contra a Suécia, na terça-feira.

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sexta-feira, 11 de novembro de 2011 Inglaterra | 21:19

Correm muito e pensam pouco

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Silva, Mata e o inigualável valor do cérebro espanhol

Dos 23 espanhóis convocados por Vicente Del Bosque para o amistoso de amanhã, contra a Inglaterra, oito estão ou já estiveram na Premier League. O técnico campeão do mundo não vê problema nisso. Ao periódico AS, Del Bosque afirmou que o contato dos jovens com o futebol inglês foi importante para que a Espanha “perdesse complexos que atrapalhavam no passado”.

Parece uma troca justa. A Premier League entra com a competitividade, e os espanhóis entram com um talento de fazer inveja no país que os contrata. Hoje, os falsos wingers David Silva e Juan Mata oferecem a Manchester City e Chelsea o que eles dificilmente teriam encontrado no mercado interno: criatividade perto do gol. Essa facilidade em organizar com passes curtos e tirar assistências da cartola é artigo raro, para não dizer nulo, entre os ingleses.

A partida de amanhã deve confirmar isso, quando um meio-campo espanhol de passadores baterá de frente com um inglês de estilo direto, fadado a correr atrás. Ninguém esconde. Mesmo sem revelar o time titular, Fabio Capello já anunciou que vai utilizar o faz-tudo Phil Jones no meio para tentar barrar Xavi. Walcott, símbolo de uma seleção que corre muito e pensa pouco, considera que a “velocidade da Inglaterra” pode derrotar a Espanha.

O jeito é apostar nela, mas sem esquecer que o país falhou ao não revelar meias ofensivos mais cerebrais. Quando assistirem a Silva, Mata e amigos em Wembley, os ingleses certamente vão lamentar de novo a carreira de Joe Cole, nem sequer cogitado para a seleção nos últimos tempos. Ainda que esteja bem no empréstimo ao Lille, o mais espanhol dos criadores ingleses foi muito menos do que a Inglaterra precisava.

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segunda-feira, 7 de novembro de 2011 Inglaterra | 17:31

A reinvenção da Inglaterra

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Sem Cleverley disponível, Capello chamou cinco jogadores da seleção sub-21 que fracassou na Euro da categoria

À medida que a grande competição se aproxima, Fabio Capello dá passos para trás. Foi assim na preparação da Inglaterra para a Copa do Mundo de 2010, quando o treinador italiano abriu mão de ótimos nomes em benefício de outros medíocres e mais experientes. Ele tem agora a chance de desmentir a afirmação, com a seleção a dois amistosos de 2012, ano da despedida dele na Euro em Polônia e Ucrânia.

Capello até poderia voltar à zona de conforto, mas ele tem um trabalho muito sério para fazer até junho: inventar uma equipe sem a presença de seu principal jogador. Fora da fase de grupos por conta de uma expulsão infantil, Wayne Rooney deve ir à Euro, porém depende da eficiência dos outros para ter a chance de jogar, já a partir das quartas de final.

O projeto Time sem Rooney parece promissor. Na convocação para os amistosos contra Espanha e Suécia em Wembley, Capello não negligenciou nomes como Phil Jones, Danny Welbeck, Gabriel Agbonlahor e os estreantes Jack Rodwell e Daniel Sturridge, que merecem a oportunidade pelo ótimo início de temporada. Jones e Welbeck, aliás, começam a ser chamados com frequência.

Além de Rooney, outra ausência relevante é Micah Richards, o melhor lateral-direito da Inglaterra na temporada. Entre erros e acertos, o saldo é positivo e viabiliza bons testes contra a campeã mundial e uma seleção classificada à Euro. A versatilidade de alguns meio-campistas e atacantes dá a Capello várias opções para ensinar o time a jogar sem a estrela da companhia, mas duas alternativas chamam mais a atenção.

A primeira é repetir a formação que rendeu à Inglaterra sua melhor atuação em muito tempo. Na vitória por 3 a 0 sobre a Bulgária, Rooney atuou como atacante único, com três meias atrás dele trocando posições em diversos momentos. Neste caso, Darren Bent, que tem jogado bem pela seleção, entraria em seu lugar. Adam Johnson ocuparia o posto de Stewart Downing pela fase bem melhor do winger do Manchester City.

A outra é a utilização de três homens no meio-campo, para Frank Lampard, que melhorou demais nos últimos meses, ajudar Scott Parker e Gareth Barry na manutenção da posse de bola. Para enfrentar a Espanha, por exemplo, essa opção parece bastante sensata. Se não quiser perder agressividade e movimentação no ataque, Capello aproveitaria Daniel Sturridge na ponta direita, como ele é escalado no Chelsea, e Danny Welbeck no comando, o que Ferguson provou ser viável no Manchester United.

Plano B: deu muito certo na Bulgária

Plano C: aproveitando Villas-Boas e Ferguson

Há ainda outro teste para os dois amistosos, este bem menos objetivo. Muito mais do que vencer (todo mundo sabe que a Espanha é bem favorita no sábado), a Inglaterra precisa jogar bem em Wembley para ganhar confiança. A última vez que isso aconteceu foi em setembro do ano passado, quando a sempre generosa Bulgária visitou Londres. Desde então, um histórico de atuações nada convincentes e só uma vitória contra Montenegro, França, Gana, Suíça e Gales.

*Vale lembrar que Ashley Young não foi convocado por conta de uma lesão, mas é titular absoluto.

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sábado, 8 de outubro de 2011 Inglaterra | 16:03

Guia do torcedor inglês

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Expulso, Rooney passa por um Terry desolado. Capello precisa administrar as emoções do elenco

Oito anos depois de cair em Portugal pelas mãos de Luiz Felipe Scolari, um de seus maiores carrascos, a Inglaterra voltará à Euro em 2012. Havia vários caminhos para a classificação, mas o mais simples, um empate com Montenegro em Podgorica, exigiu muito sofrimento. Em parte, pela estupidez de Rooney, expulso após um pontapé em Dzudovic. Para quem nem sequer foi à Euro em 2008, não dá para reclamar.

No entanto, a situação da Inglaterra passa longe de confortável. O adeus de Fabio Capello terá um cenário ambíguo. Se, por um lado, as expectativas diminuem em função dos sucessivos fracassos, por outro, as estrelas da seleção na década passada entram pressionadas pela última chance de glória. Pensando nisso, o blog apresenta um guia para o torcedor inglês utilizar antes, durante e até depois da aventura em Polônia e Ucrânia no ano que vem:

1) Não espere o título. Por que acreditar? A Inglaterra nunca foi campeã europeia, tem reinventado o conceito de fracasso e, por consenso, está abaixo de Espanha, Alemanha e Holanda. Evite o complexo tipicamente brasileiro de superioridade (“só perdemos para nós mesmos” ou coisa do gênero) e torça para que a seleção faça um bom papel. Se o título vier, é lucro – e põe lucro nisso.

2) Mas o que seria um bom papel? Ainda que não seja cabeça de chave, a Inglaterra pode cair num grupo abordável, principalmente se tiver a companhia de Polônia ou Ucrânia, seleções-sede. Com um pouco de sorte e competência, chegaria às semifinais sem precisar enfrentar uma das três favoritas, ou pelo menos escapando delas nas quartas de final. Estar entre as quatro seleções do continente já seria bom negócio.

3) Contentando-se com pouco, hein? Depende de como a Inglaterra vai ganhar e, sobretudo, de como vai perder. O time precisa recuperar a confiança em grandes competições, dominar os adversários frágeis e ser ao menos páreo para os melhores. A seleção pede mais jogos como a vitória por 4 a 2 sobre a Croácia em 2004 e menos partidas como a derrota por 4 a 1 para a Alemanha no ano passado.

4) Fique de olho na temporada. Com duas copas nacionais e clubes avançando até os estágios finais de competições europeias, o calendário inglês não é o melhor amigo da seleção. Pense em Rooney, um dos três melhores jogadores do mundo até o início do ano passado, que se arrebentou no fim da temporada, chegou baleado à África do Sul e foi um dos micos da Copa do Mundo de 2010.

5) Cruze os dedos no sorteio. Tudo é relevante no sorteio. Não apenas as seleções do grupo, mas também os possíveis rivais nas quartas de final e até a ordem dos adversários na primeira fase. Afinal, Rooney perderá a estreia por conta da besteira de ontem em Podgorica. Para uma seleção repleta de traumas, complexos e desculpas esfarrapadas, começar bem é obrigatório.

6) Faça da convocação um jogo decisivo. Se possível, com pipoca e guaraná. Fabio Capello tem acertado nas últimas convocações, mas pode ter um surto de conservadorismo na hora errada. Você deve lembrar que Joe Cole, Shaun Wright-Phillips e Emile Heskey foram à Copa nos lugares de Adam Johnson, Ashley Young e Theo Walcott. Portanto, atenção ao Dunga italiano.

7) Tenha calma com o substituto. Capello realmente vai embora depois da Euro. A reação imediata de muita gente, com destaque para a do aposentado da seleção Jamie Carragher, foi fechar as portas para outro técnico estrangeiro. O inglês Steve McClaren é a melhor prova de que incompetência não tem passaporte. A escolha do substituto não deve ser norteada por esses radicalismos ou mesmo pela campanha da Inglaterra na Euro.

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segunda-feira, 3 de outubro de 2011 Inglaterra | 18:10

Livre concorrência

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Titular no Tottenham, Kyle Walker falhou no gol de Ramsey, mas compensou com o míssil que decidiu o dérbi

Ontem, quando Kyle Walker acenou para as bancadas do White Hart Lane após Tottenham 2-1 Arsenal, ele provavelmente saudava os orgulhosos familiares. Mas o entusiasmo do ofensivo lateral-direito, determinante para a vitória dos Spurs, tinha outro endereço: Fabio Capello, que, como quase sempre, acompanhava o jogo do estádio. Deu certo. Walker foi convocado para o decisivo confronto com Montenegro pelas Eliminatórias da Euro.

Não é a primeira vez de Walker, que se beneficia das constantes lesões de Glen Johnson, dono da posição na seleção inglesa. Espera aí… Dono da posição? Johnson fez só um jogo em 2011-12, quando voltava de um período de contusão para entrar em outro. O lateral do Liverpool, de 27 anos, jamais passou de 36 partidas numa temporada, parece ainda mais propenso a problemas físicos agora e se vê muito ameaçado pela nova concorrência.

Nova mesmo. Três dos candidatos a assumir a lateral direita da Inglaterra eram titulares da seleção sub-21 que fracassou na Euro há três meses. Além de Walker, Phil Jones e Chris Smalling são nomes confiáveis para o futuro. Dois zagueiros com explosão e boa chegada à frente, duas descobertas de Alex Ferguson. Jones e Smalling (titular da lateral contra Bulgária e País de Gales, mas ausente da última convocação por contusão) atacam tão bem, que não podem ser qualificados como “laterais defensivos” da ordem de Wes Brown e John O’Shea, antigas alternativas no Manchester United.

A disputa ainda inclui Micah Richards, que se estabilizou como lateral no Manchester City. Por conta da experiência mais vasta e da consistência que traz da temporada passada, Richards é quem parece mais perto de roubar o lugar de Johnson se ele não jogar bem e regularmente. Para depois da Euro, é difícil antecipar qualquer coisa. Jones tende a virar zagueiro titular, mas os outros, incluindo até Martin Kelly, do Liverpool, têm chances de ganhar uma posição mais aberta do que nunca.

Rio Ferdinand
É tempo de renovação. Mesmo disponível, Rio Ferdinand ficou fora da convocação. Reflexo da ascensão de outros nomes e das atuações inseguras dele nos últimos jogos do Manchester United, onde também parece próximo de perder a posição.

Confira a lista dos convocados para Montenegro x Inglaterra

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terça-feira, 20 de setembro de 2011 Inglaterra, Man Utd | 19:48

Você levaria?

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Não é o Owen de Munique em 2001, mas pode quebrar um galho

Com uma vitória por 3 a 0 em Elland Road, o Manchester United passou facilmente pelo Leeds United na terceira fase da Carling Cup. Não por mero desprezo à competição, mas especialmente pela chance preciosa de oferecer minutos a quem não tem jogado, Alex Ferguson escalou um time bem alternativo, com volante na zaga, ponta na lateral e quatro atacantes (dois deles na linha de meio-campo). Até corria riscos com essa formação, mas um esquecido atacante tratou de resolver.

Michael Owen marcou dois gols que, de alguma forma, trouxeram à memória a vocação para a área do melhor jogador da Europa em 2001. A gente às vezes perde de vista que o ex-Golden Boy ainda tem 31 anos e, com 40 gols, é o quarto maior artilheiro da seleção inglesa em todos os tempos. O lugar-comum do “prodígio que não deu certo” é equivocado. Foi menos do que poderia por conta das lesões, perdeu uma característica importante de seu jogo (velocidade) e, readaptado, ainda pode contribuir. No United, por exemplo, tem 16 gols em 48 jogos, a maioria na reserva.

Hoje, quase tudo afasta Owen da seleção. Ele não oferece garantias físicas, não atua regularmente (escolheu isso quando renovou por mais um ano com o United), jovens concorrentes aparecem (Carroll, Welbeck…), e Capello ensaia um esquema com três meias e um atacante. É difícil saber até se, no fundo, ele tem essa pretensão. Mas levá-lo à Euro, admitindo que a Inglaterra chegue lá, faria algum sentido dependendo do que acontecer até o próximo verão europeu.

A decisão precisa passar pela análise do aproveitamento dele e de outros atacantes (Defoe, Bent, Carroll, Welbeck, Agbonlahor…) na temporada e pela pergunta “o que eu espero do meu reserva?”. Fisicamente bem, aos 32 anos, Owen seria alguém com potencial decisivo em minutos finais, como no dérbi em Old Trafford há duas temporadas, e muito motivado no adeus à seleção pela qual já calou argentinos, alemães e tantos outros. Se ele achar seu espaço no novo United, é possível.

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quinta-feira, 8 de setembro de 2011 Inglaterra, Liverpool | 13:55

Lei seca à italiana

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Flagra! Carroll também não faz questão de esconder

Se Fabio Capello fosse psicólogo, você marcaria uma consulta com ele? Olha, não deveria. O italiano pode até ser um bom conselheiro, mas desconcerta o paciente ao expor a conversa para todo mundo. Pela segunda vez em seis meses, o treinador da Inglaterra tornou público o suposto problema do atacante Andy Carroll, do Liverpool, com o consumo excessivo de álcool. Kenny Dalglish, seu técnico no clube, rebateu o italiano hoje, deixando claro que não reprova o estilo de vida do centroavante. Nos compromissos recentes da seleção, Carroll não ficou sequer no banco contra a Bulgária e entrou nos minutos finais diante do País de Gales.

Carroll tem 22 anos. Há três, estava emprestado ao Preston North End. Há dois, ganhava um lugar no time titular do Newcastle, rebaixado à segunda divisão. Há um, começava a impressionar a Premier League. Em janeiro, o Liverpool pagou £35 milhões por ele. O que exatamente o clube comprava? Sim, um substituto direto para Fernando Torres (Luis Suárez havia chegado para jogar ao lado do espanhol) e um atacante de 11 gols e seis assistências em um turno. Mas, acima de tudo, comprava um potencial.

O primeiro semestre em Anfield foi difícil. Enquanto o parceiro uruguaio se tornava o principal nome do elenco, Carroll sofria com um joelho baleado e a obrigação de dar respostas imediatas. Boa atuação, mesmo, só na vitória por 3 a 0 sobre o Manchester City, quando ele marcou dois gols, por enquanto os únicos pelo clube na liga. Naquele tempo, viu Capello expor pela primeira vez sua suposta bebedeira, a imprensa cobrar o retorno imediato dos £35 milhões e a pressão só afrouxar por conta do pífio início de Torres no Chelsea.

Agora é diferente, Carroll está fisicamente bem na avaliação de Dalglish. Marcou três gols na pré-temporada, um contra o Exeter City pela Carling Cup e iniciou dois jogos de liga. Foi reserva diante do Bolton aparentemente em função de um rodízio que o Liverpool enfim pode fazer. É cedo demais para avaliar sua temporada e ainda mais para anunciar que o clube errou ao contratá-lo ou que ele nunca será titular da seleção (tem um gol em três jogos pela Inglaterra).

Carroll, reiterando, é mais futuro do que presente. É a hora de receber dicas de profissionais experientes. Mas passar isso ao domínio público, de forma que seu comportamento (que nem é comprovadamente inadequado) vire o carro-chefe de cadernos de Esportes, só vai sobrevalorizar a pressão sobre um jovem inflacionado pelo mercado interno e que ainda deve dar certo. O jogo do sábado, contra o Stoke, é uma boa chance para começar a responder. Sem pressa ou rótulo. Menos a Capello e mais a Dalglish, que certamente sabe dar um conselho sem espetacularizá-lo.

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