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segunda-feira, 18 de março de 2013 Debates | 20:27

O mito da tabela fácil

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“A tabela do (insira clube aqui) é fácil”. No quarto final da temporada, quando os objetivos das equipes já estão bem definidos, são comuns as projeções baseadas nos adversários até a última rodada. Entretanto, a Premier League costuma desmentir essas previsões quando elas consideram apenas a posição que o time ocupa. O Wigan de 2011-12 escapou do rebaixamento porque venceu sete das últimas nove partidas e frustrou, por exemplo, o Manchester United na luta pelo título.

A oito rodadas do fim do campeonato, está de volta a armadilha da “tabela fácil”. O Wigan de Roberto Martínez, embora seja o 18º colocado, é novamente um dos adversários mais traiçoeiros neste período da temporada. A estrutura do time é muito semelhante à que chocou a Inglaterra no ano passado, no 3-4-3. A maior diferença certamente é a presença de Arouna Koné em vez de Victor Moses. A equipe perdeu velocidade e disciplina tática no lado direito, mas ganhou poder de finalização. Koné marcou o gol da fundamental vitória de ontem sobre o Newcastle e traduziu o espírito destemido dos Latics: “eu não tinha chuteiras até os 12 anos, então não me preocupo com rebaixamento”.

Outro adversário perigoso nas rodadas finais é o 16º colocado Southampton, que derrotou o Liverpool por 3 a 1 no sábado. Foi incontestável o domínio dos Saints contra um dos melhores times de 2013 na Premier League. É preciso reconhecer que Mauricio Pochettino não quis inventar a roda e faz trabalho correto, mas o Southampton já jogava com essa intensidade nas últimas semanas de Nigel Adkins no clube. O 4-2-3-1, com Rodriguez, Ramírez e Lallana no suporte a Lambert, tem sido capaz de pressionar e obter ótimos resultados contra equipes poderosas. A também categórica vitória por 3 a 1 sobre o Manchester City, há pouco mais de um mês, é outro exemplo de atuação dominante.

Berbatov tem a aparência e a autoconfiança de Sheldon Cooper, de "The Big Bang Theory"

Na chamada “tabela de forma” da Premier League, para a qual contam os seis resultados mais recentes, o Fulham está na quarta posição. Apático em outros momentos da temporada, o time de Martin Jol enfim compensa as perdas no meio-campo (Murphy, Dembele e Dempsey, que também jogava avançado) com solidez defensiva e precisão no ataque. O desempenho na vitória por 1 a 0 sobre o Tottenham no norte de Londres resumiu o Fulham de 2013: parou Bale e matou o jogo com Berbatov, que marcou em três partidas consecutivas e ajudou a levar os Cottagers à décima posição.

Ao contrário do que sugere a tabela, o adversário mais simples que alguém pode enfrentar não é o Queens Park Rangers, ainda na lanterna da liga. Tem sido bem pior o nível apresentado pelo Sunderland, provavelmente a grande decepção do ano por conta da alta expectativa sobre a primeira temporada completa de Martin O’Neill no clube. A formação com Adam Johnson, Sessegnon, Graham e Fletcher é incrivelmente travada – contra o Norwich, foram 60 minutos com um jogador a mais para marcar apenas um gol, de pênalti, e não sair do empate em casa. Com quatro derrotas e dois empates nas últimas seis rodadas, o Sunderland está em 15º, mas é o pior time da liga exatamente agora.

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segunda-feira, 13 de agosto de 2012 Aston Villa, Fulham, QPR, Sunderland | 14:46

Guia da temporada (parte 3)

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Aston Villa, Queens Park Rangers, Fulham e Sunderland estão na terceira parte do nosso guia:

Aston Villa. A temporada passada do Villa foi uma tragédia. A contratação de Alex McLeish resultou em futebol agonizante e revolta dos torcedores, que não assimilaram a presença de um ex-treinador do Birmingham. É por isso que o novo técnico, Paul Lambert, está em situação confortável. Para superar McLeish, basta a Lambert fazer o time jogar algo parecido com futebol e eliminar rapidamente a possibilidade de rebaixamento. Com um mercado tímido, de contratações baratas, o Aston Villa acredita na evolução de bons jogadores da base, como Clark, Albrighton, Bannan e Weimann, para fazer campanha decente. Previsão para a temporada: 12º.

QPR. O elenco dos Hoops inegavelmente melhorou para a próxima temporada. Você pode questionar a aposta em jogadores experientes (Rob Green, Ryan Nelsen, Park Ji-Sung e Andy Johnson), mas é difícil acreditar em rebaixamento, com todos os setores do grupo bem reforçados. O QPR garantiu ainda duas excelentes capturas de jogadores jovens: o empréstimo de Fábio da Silva, que vai bem nas duas laterais, e a contratação definitiva de Junior Hoilett, um oásis no Blackburn em 2011-12. Além de colocar essa turma em campo, Mark Hughes precisa controlar os ânimos do vestiário, que tem os fios desencapados Barton e Taarabt. Previsão para a temporada: 11º.

Recém-convocado à seleção turca, Kerim Frei é o futuro do Fulham

Fulham. Demorou, mas o processo de renovação enfim chegou a Craven Cottage. Para conduzi-lo, Martin Jol tem uma ótima safra de jovens que podem ganhar mais minutos em 2012-13, com destaque para o suíço Kasami, o sueco Kacaniklic e o turco Kerim Frei, este particularmente promissor. Ainda assim, o clube tem de prestar atenção a outros pontos do elenco. Se não mantiver Dempsey, seu melhor jogador, o Fulham não pode perder Dembele, que se tornou fundamental quando adaptado à função de meia central. O ataque também requer cuidados, pois os reforços Petric e Rodallega e o garoto italiano Marcello Trotta são as únicas opções para o setor, admitindo que Dempsey não deve ficar. Finalmente, o meia Bryan Ruíz, contratado a peso de ouro há um ano, precisa acordar. Previsão para a temporada: 10º.

Sunderland. Não obstante a queda de rendimento na reta final da temporada passada, o técnico Martin O’Neill deve fazer apenas uma extravagância no mercado, para garantir que não lhe falte um bom centroavante. E ele tem ótimos argumentos para convencer um atacante a jogar no Sunderland. Afinal, o meio-campo dos Black Cats tem a intensidade de Cattermole e Gardner, a velocidade de McClean, os lançamentos precisos de Larsson e a criatividade de Sessegnon, elementos que facilitam a vida de um goleador. Apesar do desempenho pobre nos amistosos, O’Neill pode aproveitar bem sua primeira pré-temporada completa no clube e fazer ano consistente. Previsão para a temporada: 9º.

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quinta-feira, 12 de julho de 2012 Fulham, Liverpool | 23:58

No máximo, plano B

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Após £35 milhões e 18 meses, Andy Carroll é um projeto sem futuro no Liverpool. Em parte, por conta de atuações constrangedoras, brilhos apenas esporádicos e tímidos 11 gols em 56 jogos. A outra razão é o estilo do qual o técnico Brendan Rodgers não abre mão. Bolas longas e chuveirinhos desnecessários já estão proibidos em Anfield. Assim, o planejamento da equipe não passa pela presença de um centroavante mais aéreo do que terrestre, caso de Carroll.

O desafio do Liverpool é decidir o que fazer com ele. Se o Guardian estiver certo, o Fulham pode ajudar. Embora tenham contratado o colombiano Hugo Rodallega, os Cottagers ainda precisam criar opções ofensivas depois das saídas de Andy Johnson e Pavel Pogrebnyak. De acordo com a publicação, Martin Jol está disposto a oferecer £9 milhões mais Clint Dempsey por Carroll, explorando o conhecido interesse do Liverpool no norte-americano.

Carroll vestiu o novo uniforme, mas pode não jogar com ele

Oferta sobre a mesa, Rodgers tende a aceitar. O novo treinador, que não tem responsabilidade sobre o investimento de £35 milhões realizado há um ano e meio, deve interpretar a possível proposta do Fulham como um presente, dos mais convenientes. Ao mesmo tempo, ele teria um ótimo reforço, resolveria o problema em que Carroll se transformou e ainda financiaria outra contratação com o lucro da transferência.

Além do Fulham, estariam interessados Aston Villa, West Ham e o Milan do imortal Silvio Berlusconi. O surto de especulações foi motivado por uma entrevista em que Rodgers aprova um eventual empréstimo do centroavante. A verdade é que ele suavizou a afirmação de que Carroll não faz parte de seus planos.

Tanto não faz, que a remodelagem do Liverpool começou pelo ataque. O clube chegou a um acordo com a Roma pela contratação de Fabio Borini, que trabalhou com Rodgers na base do Chelsea e quando emprestado ao Swansea. Borini, que evoluiu demais desde que aparecia esporadicamente no banco dos Blues de Carlo Ancelotti, é o centroavante moldado para o novo Liverpool. O italiano tem agilidade e contribui para a troca de passes, sem ignorar o fundamento da finalização. Praticamente um anti-Carroll.

Mesmo que os boatos não se confirmem, Carroll não deve ser mais do que um plano B, um reserva de £35 milhões. Não é apenas uma punição ao fraco desempenho, até porque ele terminou bem a temporada passada. É uma questão de estilo. Carroll não serve a quem pretende trocar passes até a morte, controlar partidas e usar infiltrações para abrir espaços na defesa adversária. Como afirmou Loco Abreu antes de deixar o Botafogo, um jogador não pode “brigar contra uma tática”.

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terça-feira, 10 de abril de 2012 Fulham | 20:53

Texas Ranger

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Clint Dempsey está impossível. O meia-atacante texano marcou seis gols nos últimos sete jogos do Fulham. Ontem, garantiu o empate no dérbi contra o Chelsea. Dempsey tem impressionantes 22 gols (16 na Premier League) em 2011-12, sua sexta e melhor temporada em Craven Cottage. Naturalmente, muito se especula sobre o futuro do jogador estadunidense da moda, cujo vínculo com o Fulham termina no ano que vem. Ele tem a Inglaterra a seus pés e uma decisão importante para tomar.

Aos 29 anos, Dempsey certamente sabe que, se renovar pela terceira vez com os Cottagers, abrirá mão da chance de brilhar por um time de ponta da Inglaterra. Com o argumento de que está concentrado nas partidas do Fulham, ele já adiou as negociações para a extensão do contrato. A tendência é que isso se defina nas férias, imaginando que o clube evite perdê-lo sem compensação financeira. Treinador e fã, Martin Jol implora pela permanência, mas reconhece que é difícil.

Ótimo também no Fantasy, Dempsey participou diretamente de 49% dos gols do Fulham na Premier League

Afinal, Dempsey é bom a ponto de continuar em alto nível num elenco mais rico que o do Fulham? O futuro dirá, mas podemos antecipar de alguma maneira. Primeiro, é preciso esclarecer que ele não chegaria ao Arsenal, por exemplo, para ser protagonista. Não é, portanto, alguém por quem um clube pagaria £20 milhões, ainda mais a esta altura da carreira e com apenas mais um ano de contrato.

Dempsey não tem o talento de um Hatem Ben Arfa, mas é consistente há muito tempo e tem aprimorado aquilo que podemos chamar de QI futebolístico. Assim como Maxi Rodríguez, do Liverpool, o norte-americano tem uma capacidade impressionante de posicionamento e tomada de decisões. Não sai do lugar certo, passa quando tem de passar e chuta quando tem de chutar. Em cinco temporadas completas no Fulham, seus números só melhoram: na sequência, ele fez seis, oito, nove, 13 e 22 gols.

Uma boa referência para situar Dempsey é o também meia-atacante Tim Cahill, do Everton. As trajetórias são semelhantes. Enquanto o texano defendeu apenas New England Revolution e Fulham, o australiano jogou só no Millwall e no Everton. Antes de entrar em decadência, Cahill também era apontado como um jogador num patamar acima do de seu clube, que merecia uma oportunidade num time de ponta etc. Não deu, mas isso não é razão para Dempsey perder o estímulo.

Dempsey é mais versátil, com vocação para atuar na meia central, nas duas pontas do meio-campo ou até no ataque, como no dérbi contra o Chelsea. O texano tem um repertório maior de jogadas e de finalizações (Cahill usa a cabeça em cerca de 60% de seus gols) e, até por isso, tem marcado mais. Mesmo subjetivamente, por simples observação, você nota que o norte-americano é melhor que Cahill.

Capacidade, ele tem. A dúvida está entre consolidar a carreira europeia num clube maior, como um coadjuvante importante, e seguir protagonista no Fulham, onde é ídolo máximo. Para convencê-lo a ficar, bem que o proprietário Mohamed Al-Fayed poderia oferecer a seu melhor jogador uma estátua ao lado da de Michael Jackson. Essa, ao menos, serviria para alguma coisa.

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sexta-feira, 16 de março de 2012 Fulham, Swansea | 19:02

Fulham e Swansea

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Os fãs do futebol inglês sabem que o charme da Premier League não se resume a grandes clássicos. Partidas que não entram na grade de programação da TV brasileira também podem reservar algo especial para quem as acompanha. Amanhã, o carismático Craven Cottage deve receber uma delas. Fulham e Swansea se enfrentam ao meio-dia de Brasília e têm ótimos argumentos para fazerem um jogo bem interessante.

Apesar de ser contestado por uma numerosa ala de torcedores do Fulham, Martin Jol tem, no mínimo, boas intenções. Nas últimas quatro rodadas da Premier League, nas quais os Cottagers acumularam três vitórias, o técnico holandês foi bastante ousado. O habitualmente titular Dickson Etuhu virou reserva, e o capitão Danny Murphy, de toque refinado, tornou-se o maior responsável pela marcação no meio-campo.

Prévia do Guardian: os queridinhos Pogrebnyak e Sigurdsson frente a frente

Por conta da versatilidade do belga Moussa Dembele, cobiçado por Arsenal, Tottenham e Liverpool para o próximo mercado, Jol tem conseguido reunir Murphy, Dempsey, Duff (ou Bryan Ruíz), Andy Johnson, Pogrebnyak e o próprio Dembele na mesma escalação. O Fulham, que há um tempo agonizava com peças estáticas em campo, ao menos agora tenta priorizar a abundância de jogadores capazes do meio para frente.

Contra um Swansea que sempre tenta trocar passes curtos para envolver o adversário, a prévia do Guardian (figura ao lado; sem Johnson e com Ruíz no time) faz muito sentido ao apontar um meio-campo congestionado por opções de ótima qualidade. Ainda assim, em Craven Cottage, a equipe galesa enfrenta o grande desafio de manter o estilo que lhe rendeu a alcunha de Swanselona sem permitir que o forte arsenal ofensivo do Fulham, com um Dempsey e um Pogrebnyak letais na frente do gol, atue à vontade. O inquestionável zagueiro Ashley Williams, como sempre, será fundamental.

Mesmo com problemas para repetir em outros estádios as exibições do Liberty Stadium, o Swansea mostrou contra o Manchester City, na rodada passada, que não precisa temer ninguém. A agressividade do islandês Sigurdsson num meio-campo que trata tão bem a bola foi a cereja no bolo do técnico Brendan Rodgers, e os cisnes têm alguma chance amanhã. No primeiro turno, em Gales, o Swansea venceu bem, por 2 a 0.

Confira a classificação da Premier League.

Atualize seu time no Fantasy.

Premier League e FA Cup na TV.

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quarta-feira, 7 de março de 2012 Listas | 20:39

Linsanity

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O New York Knicks, da NBA, melhorou seu rendimento porque encontrou no ex-reserva Jeremy Lin as respostas para sua falta de inspiração. Lin, que há algumas semanas liderou os Knicks em sete vitórias consecutivas, foi uma solução caseira e improvável. A Premier League segue o exemplo e também tem seus heróis alternativos, responsáveis principais pelo sucesso recente de suas equipes:

Pavel Pogrebnyak no Fulham. O atacante em má fase na Bundesliga que o Fulham queria era Lucas Barrios, do Dortmund, porém não houve acordo. Pogrebnyak, então, emergiu como substituto de última hora para Bobby Zamora, brigado com Martin Jol e negociado com o QPR. Mal no Stuttgart, o russo fechou contrato por seis meses e já tem incríveis cinco gols em três jogos pelo Fulham. Está certo que a chegada dele coincidiu com o melhor momento coletivo dos Cottagers, mas o impacto do novo atacante foi fundamental para os 100% de aproveitamento nas últimas três rodadas e o atual oitavo lugar.

Gylfi Sigurdsson, nome de craque

Gylfi Sigurdsson no Swansea. Sigurdsson é um meia magrelo e islandês, ou seja, o estereótipo perfeito para alguém sentenciar que ele “não joga nada”. Gylfi arrebentou nos tempos de Reading e começou muito bem na Alemanha pelo Hoffenheim. Como estava mal em 2011-12, era a contratação óbvia para qualquer time médio da Inglaterra. O Swansea foi mais esperto, garantiu o empréstimo em janeiro e já lucrou três golaços e três assistências nos sete jogos dele, que virou o complemento perfeito para Joe Allen, Scott Sinclair e Nathan Dyer no meio-campo dos cisnes. É a prova definitiva de que a Islândia vai além de Gudjohnsen e do vulcão Eyjafjallajoekull.

James McClean no Sunderland. Ele já foi analisado por aqui.

Peter Odemwingie no West Brom. Odemwingie, de quem ninguém esperava muito antes da temporada passada, é uma das contratações mais sagazes da história da Premier League, um achado por 1 milhão de libras. Em 2011-12, porém, ele havia desaparecido e virado até coadjuvante de Shane Long nas primeiras rodadas. O desempenho no ano de estreia parecia um ponto fora da curva, mas ele reagiu recentemente com cinco gols nos últimos três jogos. Tem tudo a ver com a melhora do WBA, que chegou à primeira metade da tabela.

Alex Chamberlain no Arsenal. Deu certo antes do previsto e se converteu numa promessa e tanto para o futebol inglês. Ontem, fora de posição, foi a novidade que permitiu ao Arsenal quase eliminar um Milan que parecia estar vários níveis acima. Depois do caminhão de gols de van Persie, Chamberlain é a melhor historia dos Gunners na temporada. Cabe a Arsène Wenger dar espaço para ele continuar evoluindo e utilizá-lo com frequência entre os titulares.

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domingo, 26 de fevereiro de 2012 Copas Nacionais, Premier League | 19:28

Recapitulando

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No sábado, o Manchester City chegou a 18 vitórias consecutivas em jogos da Premier League no Etihad Stadium. A turma de Roberto Mancini aprendeu a lição do United, que perdeu apenas dois pontos em casa na temporada passada, e parece até mais soberana. Com Yaya Touré, de volta da Copa Africana de Nações, marcando e articulando à perfeição, as partidas contra equipes frágeis ficam ainda mais simples. A atuação dominante nos 3 a 0 sobre o Blackburn, que por sinal venceu seu compromisso em Old Trafford, explica a liderança do favorito ao título. No domingo, embora o Norwich tenha dominado, o United respondeu vencendo por 2 a 1 com gols de Scholes e Giggs. Sim, em 2012.

O Sunderland desapareceu nesta rodada. Após uma sequência impressionante, o time de Martin O’Neill caiu diante do West Brom: 4 a 0. A recuperação de Odemwingie, autor de dois gols, foi determinante para a vitória dos Baggies, mas o próprio O’Neill assumiu que sua equipe errou demais. Os gatos pretos têm muito para agradecer ao novo treinador, porém apagões como este ainda devem acontecer. O elenco não tem, por exemplo, atacantes realmente bons, o que obriga o deslocamento de Sessegnon para frente. E mesmo o Aston Villa de O’Neill falhava eventualmente, como quando perdeu para o Chelsea de Carlo Ancelotti por 7 a 1.

O sábado foi mágico para o atual, o West Brom, e também para um dos ex-times de Roy Hodgson, o Fulham. Se Woy é ídolo no Craven Cottage, o mesmo não se pode dizer sobre Mark Hughes, que trocou o cargo de técnico no clube por um ano sabático. Antes mesmo de completar esse período, ele aceitou o convite do Queens Park Rangers, vizinho (vizinho mesmo) do Fulham em Londres. A vitória por 1 a 0 dos Cottagers sobre o QPR, no Loftus Road, foi especial ainda porque Bobby Zamora, de relação estremecida com o treinador Martin Jol, migrou para o rival. E quem marcou o gol? Pogrebnyak, contratado justamente para substituir Zamora.

O Liverpool quase reeditou o Arsenal de 2011, mas Gerrard fez o que não fazia há seis anos

E o Arsenal, hein? Todos os setores da equipe – menos o do excepcional único atacante, van Persie – ainda agonizam, mas o time mostrou muito caráter hoje. Virar o placar de 0 a 2 para 5 a 2 contra um Tottenham muito mais confiável (ainda que estranhamente apático no segundo tempo) pode representar um sopro de confiança para o resto da temporada. Mas só para o resto da temporada. Não é possível acreditar que Rosicky, um dos melhores em campo no Emirates, deva comandar o meio-campo do Arsenal em 2012-13.

A final da Carling Cup foi espetacular e pode ser interpretada de várias formas. O título do Liverpool deveria ter sido mais simples, é bem verdade, mas é justo realçar a dedicação defensiva do Cardiff em vez da incapacidade dos Reds de transformar em gols o tradicional bombardeio de bolas paradas, cruzamentos e finalizações. A Copa da Liga, por si só, pode não valer tanto, porém a festa pela conquista após a abstinência de seis anos vale demais. Alguém, depois que Anthony Gerrard perdeu o pênalti, pensou “ah, o Liverpool está na Liga Europa”? Certamente não. Importante, mesmo, é o troféu.

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quarta-feira, 14 de dezembro de 2011 Copas Europeias | 20:39

"Constrangimento"

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A Europa League será menos inglesa a partir de fevereiro. Depois de o Fulham cair de maneira deprimente, Tottenham e Birmingham também não devem escapar da eliminação amanhã. De qualquer forma, o país já garantiu três dos 32 clubes que estarão envolvidos no sorteio da próxima sexta-feira. O Stoke passou facilmente por um grupo que tinha Dynamo Kiev e Besiktas. Os outros representantes vêm de Manchester: United e City foram premiados com as vagas após o fracasso na Champions.

Para quem torce pela Inglaterra no ranking europeu, a situação não é a pior possível. Afinal, já se esperava que os clubes tivessem dificuldades por conta da origem das vagas. Fulham, Birmingham e Stoke chegaram lá, respectivamente, por Fair Play, League Cup e FA Cup. Como se não bastasse, o único classificado pela posição na Premier League, o Tottenham, anunciava há muito tempo que não apostaria no torneio.

Aliás, o pouco caso com a Europa League é uma questão frequente entre os ingleses. Patrice Evra, por exemplo, falou em “constrangimento” quando perguntado sobre a futura presença do Manchester United na competição. A postura dos Red Devils gerou até uma repreensão de Michel Platini, pai do torneio remodelado. Alex Ferguson, que se considerava “punido” por participar dele, mudou o discurso original e indicou que pode tentar vencê-lo.

Evra mostra todo seu entusiasmo

Conversa fiada, política e artificial. Embora haja alguns exemplos recentes de clubes poderosos que abordaram a Europa League seriamente (um deles é o Manchester City na temporada passada), a visão generalizada para quem se acostumou à Champions é a de Evra. O xodó de Platini é um fiasco na Inglaterra porque as viagens são muito longas, vários adversários são fracos e as rodadas acontecem às quintas-feiras, o que desloca jogos da Premier League para os domingos e segundas.

A cinco confrontos da festa do título, a Europa League aponta dois caminhos para os ingleses: a concretização do discurso do Manchester City, que deve buscar a taça para marcar o nome no continente e melhorar o coeficiente, e uma temporada doméstica sem grandes objetivos para o Stoke, que tem desfrutado sua primeira aventura europeia em 37 anos. Ambos são bem possíveis, porém o status “tanto faz” da competição não deve mudar tão cedo na Inglaterra, que, apesar das ótimas campanhas recentes de Middlesbrough e Fulham, ainda a interpreta como se fosse uma copa nacional qualquer.

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domingo, 6 de novembro de 2011 Fulham | 19:53

Panela velha

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Contratação mais cara da história do Fulham, Bryan Ruiz ainda não é exatamente um sucesso

Na última partida da 11ª rodada da Premier League, o Fulham caiu por 3 a 1 para o Tottenham de maneira inacreditável. O resultado em si era normal. Inadmissível foi acertar 13 finalizações, monopolizar o segundo tempo e ainda depender de uma trapalhada da defesa adversária para marcar seu único gol. Tudo bem que Brad Friedel esteve novamente impecável e o árbitro interferiu no placar, porém seria superficial demais falar simplesmente em “azar”.

Quando admitiu o holandês Martin Jol, a diretoria do Fulham certamente via nele alguém capaz de comandar uma revolução em um dos mais conservadores clubes da Inglaterra nos últimos anos. O mercado de transferências indicou isso com oito contratações, sete de jogadores estrangeiros. No entanto, o novo time ainda não aconteceu. Dos titulares contra o Tottenham, seis (Schwarzer, Baird, Hangeland, Murphy, Dempsey e Zamora) estão no clube há mais de três anos.

Décimo sexto colocado, o Fulham marcou 14 gols em 11 jogos na Premier League. Descontando aqueles 6 a 0 sobre o Queens Park Rangers, há cinco rodadas, sobram oito gols para as outras dez partidas. É muito pouco. O segundo tempo contra o Tottenham resumiu o problema crônico. Entrosado pela manutenção da antiga base, o time até domina o adversário, mas acusa a falta de uma novidade para não se limitar a pressões territoriais e chuveirinhos nestas situações.

A procura por um lateral-esquerdo, que fracassou com Carlos Salcido, continua com John Arne Riise, de atuação fraca hoje. No ataque, como Andy Johnson não oferece garantias físicas, a dependência de Bobby Zamora ainda é maior do que deveria. Sem o melhor Damien Duff, o meio-campo precisa demasiadamente de Clint Dempsey para agredir o oponente. Portanto, fica claro que o Fulham pede mais das contratações Pajtim Kasami e Bryan Ruiz.

O suíço Kasami, que chegou do Palermo, ainda tem 19 anos e deve ganhar tempo para responder ao investimento de £4 milhões. Tempo que Bryan Ruiz, por quem o Fulham pagou £10 milhões ao Twente, não tem. O costarriquenho de 26 anos ainda não atuou bem, marcou só um gol e segue como reserva. Para o bem do conjunto, Bryan precisa ganhar espaço logo e oferecer uma alternativa à mesmice. Por enquanto, é a panela velha que quebra um galho na cozinha de Craven Cottage.

Seleção da rodada
Brad Friedel (Tottenham); Carl Jenkinson (Arsenal), Ashley Williams (Swansea), Thomas Vermaelen (Arsenal), Patrice Evra (Man Utd); Aaron Lennon (Tottenham), Yaya Touré (Man City), Frank Lampard (Chelsea), Gareth Bale (Tottenham); Robin van Persie (Arsenal), Ivan Klasnic (Bolton).

Fantasy
O Corinthian-Casuals (Carlos Pinheiro) segue com boa vantagem na liderança. Confira.

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domingo, 2 de outubro de 2011 Chelsea, Fulham, Liverpool, Man City | 22:25

Para lavar a alma

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Elogiá-lo é um perigo, mas Balotelli tem sido um "role model" perto de Tevez

Na sétima rodada da Premier League, eles sacudiram a poeira e deram a volta por cima. É precipitado falar em recuperação definitiva, mas um grupo de jogadores criticados não esquecerá tão cedo este fim de semana:

Andy Carroll, Liverpool. Ainda que o big fella, como diria Dalglish, não tenha sido brilhante no dérbi de Merseyside, o sábado foi bem produtivo para ele. Afinal, o centroavante precisava até mais do que o Liverpool daquele gol aos 71 minutos. Carroll foi irrepreensível contra o Wolverhampton na semana passada, mas ninguém deu bola. Marcar no Everton – e pela primeira vez na liga – significou muito para o, segundo Capello, jovem de vida desregrada.

Mario Balotelli, Manchester City. Para quem manteve Tevez e contratou Agüero, o City precisa demais de Balotelli. De repente, o problemático atacante, que começou a temporada irritando Mancini e como quarta opção ofensiva, ganha um novo status e (é isto mesmo) vira expoente de bom comportamento perto de alguns de seus companheiros. A titularidade, o gol e a boa atuação contra o Blackburn se somam à participação decisiva diante do Everton há uma semana, quando ele veio do banco. A corrida por um lugar no time com o também rebelde Dzeko se equilibrou.

Frank Lampard, Chelsea. Tudo bem que o adversário era um Bolton desfalcado, irresponsável na defesa e fraco em sua essência – Paul Robinson na lateral é dose para leão. Mesmo assim, o hat-trick de Lampard é o maior sinal de que ele pode se recuperar. Após entrar na rotação de Villas-Boas e passar boa parte do tempo no banco, o meia de 33 anos marca em dois jogos seguidos, resgata seu poder de chegada à área e mostra que está vivo. Por dispensá-lo em algumas ocasiões, o Chelsea tem reduzido a dependência dele. É aí que Lamps pode fazer diferença nos momentos certos.

Andy Johnson, Fulham. Depois de quatro temporadas fracas, ele está de volta. Recordista em gols de pênalti em uma só edição da Premier League (oito em 2004-05, pelo Crystal Palace), Johnson agora é o primeiro jogador do Fulham a marcar um hat-trick no campeonato remodelado. E foi logo nos expressivos 6 a 0 sobre o arquirrival QPR, a primeira vitória dos Cottagers na liga. Se ele continuar assim, Martin Jol não tem do que se queixar: ganha concorrência no ataque para acordar Bryan Ruiz e um goleador além de Zamora. O carequinha tem feito bom trabalho também na Liga Europa.

Seleção da rodada
Tim Krul (Newcastle); Kyle Walker (Tottenham), Ashley Williams (Swansea), Phil Jones (Man Utd), José Enrique (Liverpool); Lucas Leiva (Liverpool), Samir Nasri (Man City), Frank Lampard (Chelsea); Daniel Sturridge (Chelsea), Andy Johnson (Fulham), Gabriel Agbonlahor (Aston Villa)

Fantasy
Após quatro rodadas, a liga God Save the Ball tem novo líder: o Corinthian Casuals (Carlos Pinheiro). Veja a classificação atualizada.

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