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Posts com a Tag Gareth Bale

quinta-feira, 11 de abril de 2013 Man Utd | 19:16

Por que Falcao?

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A hipótese de Radamel Falcao García jogar em Old Trafford parece bem realista. Guillem Balagué, jornalista da Sky Sports que se notabilizou por antecipar e desmentir negociações ligadas a clubes ingleses e espanhóis, informa que o Manchester United já pagou ao Atlético Madrid uma espécie de adiantamento para assegurar a contratação do atacante colombiano.

"I'm still here"

Apesar da inegável capacidade de Falcao de decidir partidas por conta própria, é estranha a suposta disposição do clube em investir tanto nele (o Atlético pagou €40 milhões há dois anos). Mesmo que Kagawa e Welbeck sejam aproveitados em outros papéis, não há carência de atacantes no elenco de Rooney, Hernández, van Persie e Henríquez – estes dois comprados em 2012 para garantir, respectivamente, o presente e o futuro do United na posição. Por isso, o blog indica cinco jogadores, para cinco funções diferentes, que o United deveria contratar antes de cogitar torrar em Falcao uma considerável parcela do orçamento:

Luka Modric. Seria a contratação ideal de um deep-lying playmaker (algo como um “volante criativo”), papel para o qual o United resgatou Paul Scholes em janeiro do ano passado, após sete meses de aposentadoria. É verdade que Alex Ferguson aposta em Cleverley, mas está claro que ele não pode ser a única opção confiável para acompanhar Carrick no meio-campo (Giggs deve ser encarado como um bônus). Modric, excepcional em quatro temporadas de Premier League, não é um sonho impossível porque rendeu bem menos do que o Real Madrid esperava depois de pagar £33 milhões ao Tottenham: é um reserva de luxo, chamado quando José Mourinho precisa abrir defesas bem fechadas.

Gareth Bale. Se alguém justifica um investimento de £50, £60 milhões no contexto do United, este é Bale. Como os wingers do elenco – Valencia ,Young e Nani – estão em má fase, Ferguson pensa em novas opções para a função e já garantiu Wilfried Zaha, do Crystal Palace, para a próxima temporada. Mas Bale representaria um passo à frente, pois pode ser um winger à Cristiano Ronaldo em seus anos de Old Trafford. O galês provou nesta temporada que causa pânico em qualquer setor do ataque. Se tivesse no United a mesma liberdade que transformou o português numa máquina de marcar gols em 2007-08, a estrela do Tottenham seria ainda mais fenomenal.

Isco. A moda entre grandes clubes da Inglaterra é contratar meias versáteis, criativos (Oscar, Hazard, Coutinho…) e, se possível, espanhóis (Mata, Cazorla, Silva…). Em algum momento, Ferguson deve se render a um desses especialistas em assistências. Assim como o Arsenal aproveitou os problemas financeiros do Málaga para capturar Cazorla e Monreal, o United poderia buscar um dos prodígios do futebol espanhol: Isco, grande destaque da campanha do time andaluz na Champions League.

Toby Alderweireld. É mais um da fábrica de bons zagueiros belgas do Ajax que interessam a clubes ingleses, que já produziu Vermaelen e Vertonghen. Alderweireld, que tem seu nome ligado ao Liverpool, seria ótima aposta não apenas pela qualidade, mas também pelo preço. Como o contrato termina em 2014, a tendência é que os holandeses o liberem por, digamos, £7 milhões. Se Ferguson efetivar Phil Jones como meio-campista, seria importante ter à disposição outro defensor no momento em que Vidic e Ferdinand envelhecem. Bem como Brown e O’Shea, que deixaram Old Trafford em 2011, pode atuar ainda na lateral direita, com o bônus de ser tecnicamente superior aos dois.

Victor Wanyama. Se Jones virar zagueiro, aí seria mais interessante correr atrás do queniano do Celtic. O jovem de 21 anos, um grande ladrão de bolas, rapidamente se tornou ídolo em Glasgow pela intensidade e também pela capacidade de organizar o time após desarmar o adversário. Autor de um dos gols da vitória histórica sobre o Barcelona na Champions League, Wanyama é uma opção segura, sem tanto prejuízo técnico, para jogos em que a prioridade é travar o meio-campo oponente. Na controversa lista do Guardian com os 100 melhores jogadores do mundo, ficou em 81º.

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sábado, 9 de março de 2013 Liverpool, Tottenham | 16:42

Bale x Suárez

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Nos primeiros meses da temporada, Gareth Bale e Luis Suárez eram criticados por conta dos excessivos “mergulhos”, que ocupavam mais páginas de jornal do que o talento deles. A dupla não perdeu repentinamente o hábito de tentar ganhar faltas, mas a discussão agora é bem mais relevante. Com a queda recente de Robin van Persie, que precisa descansar (não participou de apenas duas partidas da liga até agora), a sensação é de que o galês e o uruguaio disputam, sem outros rivais, o prêmio de Jogador do Ano na Inglaterra.

Pedigree galês

Disputam o prêmio e têm “confronto direto” amanhã, às 13h de Brasília, quando o Liverpool receberá o Tottenham. O melhor cabo eleitoral de Bale, que levou o prêmio há dois anos, é a brilhante campanha dos Spurs, na terceira posição e em curva ascendente. O time de AVB só melhora, e a influência do galês sobre essa evolução é inegável. Bale marcou 10 dos últimos 15 gols do Tottenham e resgatou a fase do segundo semestre de 2010, com direito a números melhores e sequências mais consistentes de ótimas atuações.

No entanto, é injusta a referência ao Tottenham como one-man team. Além dos outros destaques individuais (Vertonghen e Dembele, por exemplo, foram excelentes contratações), as virtudes coletivas ajudam Bale a brilhar. Não é coincidência que o melhor momento dele seja simultâneo ao amadurecimento do trabalho de AVB. O galês de fato decide jogos, mas a equipe permite que isso aconteça mais frequentemente.

Como escreve Jonathan Wilson, a formação mais compacta dos Spurs beneficia o número 11, que sempre tem diversas opções de passe. Geralmente, essas opções ocupam os defensores adversários, e o galês ganha espaço para decidir por conta própria. Não por acaso, Bale marca tantos gols, mas tem apenas uma assistência no campeonato. Vale lembrar que o Tottenham passou por uma crise no ataque enquanto Adebayor estava na Copa Africana de Nações, e Defoe tinha problemas físicos. Bale resolveu.

El Pistolero

Há algum tempo, o craque de 21 gols na temporada era tratado como possível moeda de troca para contratar Stewart Downing e, acredite, defensor flop. Mas, quando falamos de progresso, não podemos esquecer Suárez. A genialidade do uruguaio é conhecida desde a época de Ajax, porém esta é a primeira temporada da Premier League em que ele consegue associá-la a uma eficiência espantosa. O número 7 do Liverpool, impreciso até o ano passado, já ganhou dois troféus de artilharia em 2012-13: foi o primeiro a marcar 10 e 20 gols (foto ao lado). Hoje, é o goleador da liga com 21 (são 28 por todas as competições).

Suárez é perfeito para o sistema de Brendan Rodgers, mas as condições oferecidas a ele não eram as ideais na primeira metade da temporada. Mais adaptado a circular pelo campo com liberdade, o uruguaio foi o único atacante saudável do Liverpool de setembro a janeiro e teve de ser referência. Em algumas rodadas, o 4-3-3 (às vezes 4-2-3-1) de Rodgers tinha nas pontas Sterling e Suso, dois talentos, mas que estavam na academia de formação dos Reds até o ano passado. Suárez assumiu a responsabilidade e atingiu um status que, entre jogadores não formados em Anfield, é incomparável nas últimas duas décadas.

Agora é diferente. Com as contratações de Coutinho e Sturridge, Suárez atua como “número 10”, pode explorar sua criatividade sem deixar de finalizar e sempre tem opções de passe que dão sequência a suas jogadas. Não à toa, o Liverpool melhorou. Mesmo que, em situação mais favorável, ele tenha sido brilhante nas últimas rodadas, é impossível afirmar que este é o melhor momento do uruguaio. Não há melhor momento: a temporada inteira é fantástica. Em relação a Bale, no campeonato, Suárez marcou mais gols (21 x 16), tem mais assistências (6 x 1) e criou mais chances (78 x 57). Por enquanto, é o Jogador do Ano.

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segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013 Premier League | 11:46

Destaques da rodada (XXV)

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Consulte os resultados da 25ª rodada da Premier League. O blog traz os destaques individuais do fim de semana:

Júlio César, QPR. Nas cinco rodadas da Premier League em 2013, o QPR está invicto e sofreu apenas um gol. A postura mais cautelosa sob Harry Redknapp, com a entrada do grisalho Derry para proteger a defesa (que agora conta também com o ótimo e caro Chris Samba), explica muito, mas não tudo. As grandes atuações de Júlio César também ajudaram a garantir quatro clean sheets no ano. No empate por 0 a 0 contra o Norwich, o brasileiro fez mais uma série impressionante de defesas. O problema para o QPR é que a postura defensiva implicou um apagão do ataque, que marcou dois gols na liga em 2013, nenhum nos três jogos em casa.

Sissoko foi contratado por menos de £2 milhões. Valeu a pena?

Jimmy Kebé, Reading. Quando Le Fondre (certamente o reserva mais efetivo da liga) passa em branco, aparece Kebé. No clube há cinco anos, o winger franco-malinês faz parte da velha guarda do Reading, que sempre decide jogos na Premier League e na Championship. Na vitória por 2 a 1 sobre o Sunderland, Kebé marcou os dois gols, um deles a cinco minutos do fim. Esse caráter do Reading, de jamais desistir de buscar o resultado, rendeu dez pontos em quatro rodadas e a saída da zona de rebaixamento.

Moussa Sissoko, Newcastle. Sissoko é um fenômeno na Inglaterra. Em seus dois jogos, duas vitórias, dois gols contra o Chelsea e uma assistência diante do Aston Villa. Números à parte, o incansável francês foi a melhor contratação do Newcastle na temporada porque completa perfeitamente o meio-campo de Alan Pardew. Com a eliminação da Costa do Marfim na Copa Africana de Nações e o retorno de Tioté, os Magpies terão especialistas em marcação (Tioté) e passe (Cabaye), além de um carregador de bola para fazer a transição até o ataque (Sissoko). A menos que haja uma nova crise de lesões, está claro que o Newcastle não precisa temer o rebaixamento.

Gareth Bale, Tottenham. Decisivo na vitória sobre o WBA, o galês foi inicialmente escalado como meia central no 4-2-3-1 dos Spurs, com Dempsey ocupando o lado esquerdo. É importante não perder de vista as chances que Bale cria quando duela com o lateral-direito adversário, pois a associação entre velocidade, técnica e precisão nos cruzamentos o torna um excelente winger. Por outro lado, a utilização dele em posições diversas, ou pelo menos com a liberdade de circular pelo campo, pode render golaços como os marcados nas duas últimas rodadas. Aos 23 anos, perigoso em qualquer setor do ataque e marcando gols regularmente, Bale é a melhor réplica de Cristiano Ronaldo na Premier League desde a transferência do português para o Real Madrid.

Daniel Sturridge, Liverpool. Confiança é tudo. Pela primeira vez desde o empréstimo ao Bolton, há dois anos, Sturridge tem sequência como centroavante – na temporada passada, foi ponta direita no Chelsea de AVB. Bem além dos quatro gols em seis partidas pelo Liverpool, o atacante inglês vai muito bem ao cumprir todas as atribuições em campo. Ele pressiona a defesa adversária quando não tem a bola, aproveita a velocidade para criar oportunidades e faz parceria letal com Suárez, que virou meia-atacante (à exceção da partida contra o Arsenal, quando o uruguaio atuou aberto à esquerda). No empate com o Manchester City, Sturridge foi o melhor em campo.

O blog agora tem página no Facebook. Veja aqui.

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quarta-feira, 26 de dezembro de 2012 Listas | 19:56

50%

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Após um ótimo Boxing Day, a Premier League 2012-13 chegou à metade. Não foi exatamente a conclusão de um turno, pois a tabela não é organizada assim, mas o blog apresenta a seleção da primeira parte do campeonato:

Asmir Begovic, Stoke. O sistema defensivo do Stoke oferece segurança ao goleiro, mas Begovic também é parte fundamental da barreira que tem nove clean sheets e sofreu apenas 14 gols em 19 jogos. Ainda que não faça tantas defesas acrobáticas quanto Michel Vorm, do Swansea, o bósnio de 25 anos merece estar aqui pelas mesmas razões que convenceram Tony Pulis a barrar Thomas Sorensen há duas temporadas.

Pablo Zabaleta, Manchester City. A concorrência com Maicon obrigou Zabaleta a manter o ótimo nível do primeiro semestre de 2012. Definitivamente, não existe mais aquele lateral / volante confuso que trocou o Espanyol pelo Manchester City em 2008. O atual Zabaleta é firme na defesa e contribui ao ataque.

Ryan Shawcross, Stoke. Não à toa, Tony Pulis acaba de lhe oferecer um contrato de seis temporadas. O capitão é um dos principais responsáveis por tornar o Stoke um time tão irritante e duro de ser batido. Marouane Fellaini sabe.

Jan Vertonghen, Tottenham. Forçado a atuar na lateral esquerda em várias partidas por conta da ausência de Assou-Ekotto, o zagueiro belga (que ocupa a lateral também na seleção) não decepcionou em nenhum dos extremos do campo. Quando está em seu território predileto, o centro da defesa, Vertonghen garante segurança e excelência na saída de bola.

Leighton Baines, Everton. Da lateral esquerda vem um dos grandes trunfos ofensivos do Everton. Baines há muito tempo tem um grupo de admiradores, mas nesta temporada é quase unanimidade.

Alex Tettey, Norwich. Quem vai proteger a defesa desta seleção? Tettey, é claro. O volante norueguês (nascido em Gana) fez uma sequência brilhante no primeiro turno. Desde que ganhou a posição, na sétima rodada, o Norwich é outro time, incomparavelmente mais confiável. O ex-jogador do Rennes também sobe ao ataque com lucidez. É um projeto de Yaya Touré 11 centímetros mais baixo.

Luis Suárez, Liverpool. Para aparecer entre os melhores, Suárez precisava aprimorar apenas sua finalização. Dito e feito. Mesmo numa equipe que geralmente sofre muito para chegar ao gol, o uruguaio já marcou 11 vezes, número igual ao da temporada passada inteira.

Na roda-gigante da temporada, Mata está lá em cima

Juan Mata, Chelsea. Com sete gols e sete assistências, Mata é o melhor jogador do Chelsea na Premier League. Se no início da temporada alguém discutiu a titularidade dele, hoje não há contestação. O espanhol está em plena forma e associa a visão de Oscar à verticalidade de Hazard.

Michu, Swansea. O asturiano é versátil (originalmente meia ofensivo, atua também como centroavante no Swansea), um dos artilheiros da liga com 13 gols e foi contratado por £2 milhões. Ninguém é melhor em value for money.

Gareth Bale, Tottenham. O hat-trick contra o Aston Villa levou Bale a nove gols na temporada, marca respeitável para quem tem sido winger num 4-4-2 e perdeu três jogos por lesão. Se for mais consistente, o galês pode fazer pelo Tottenham o que Cristiano Ronaldo fazia pelo United, ainda que essa associação pareça absurda hoje.

Robin van Persie, Manchester United. Nenhuma surpresa. Van Persie reedita em Old Trafford as atuações do Emirates e já é o jogador mais importante do Manchester United.

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sexta-feira, 26 de outubro de 2012 Curiosidades | 00:30

Um homem, uma câmera

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A lenda, o mito Emile Heskey recentemente assinou contrato com o Newcastle Jets, da liga australiana. Pode soar estranho para quem o acompanhava na Inglaterra, mas na Austrália ele é uma estrela. Hoje, na partida entre Jets e Melbourne Victory, uma das câmeras da Fox Sports local vai registrar todos os movimentos de Heskey. Sim, os telespectadores têm a alternativa de ignorar os demais 21 jogadores e seguir apenas as reações do ex-atacante da seleção inglesa durante o confronto. A Fox já fez essa experiência com Alessandro Del Piero e Shinji Ono, outras estrelas estrangeiras da A-League. O blog resolveu aderir à brincadeira e sugerir câmeras exclusivas para alguns jogadores da Premier League:

Mario Balotelli, Manchester City. Por motivos óbvios, ele precisa ser o primeiro da lista. Balotelli pode ter reações tranquilas, como suas tradicionais comemorações fúnebres (afinal, um carteiro comemora quando entrega uma carta?), ou explosivas, como quando é expulso por uma falta estúpida no meio-campo. Genialmente imprevisível, o Super Mario seria um sucesso no One man, one camera.

Luis Suárez, Liverpool. Suárez realmente é um grande mergulhador, assim como Gareth Bale e Ashley Young, mas sua reputação exageradamente arranhada torna as coisas piores. A relação do uruguaio com a arbitragem virou o sitcom favorito de muita gente. Luisito não desiste de simular, e os árbitros, vacinados e pilhados pela má fama do atacante, ignoram até lances claramente faltosos. Quando ele enfim “ganha” uma falta, costuma aplaudir ironicamente, e a torcida do Liverpool comemora como se fosse um gol. Além disso, a bola sempre passa por Suárez, que tem atuado como referência no ataque. Ora constrói uma jogada fantástica, ora entrega a bola ao defensor. Entre caras, bocas, dribles e tropeços, não faltaria conteúdo à câmera exclusiva.

Gareth Bale, Tottenham. Uma câmera atenta a Bale seria perfeita para os fãs de filmes de ação. A melhor versão do galês é capaz de fazer dez ou mais arrancadas para cima do lateral-direito adversário – quem não se lembra do clássico Taxi for Maicon, que a torcida do Tottenham cantou para o então lateral da Internazionale, em 2010? E Bale não se trata apenas de correria. Na temporada passada, ninguém completou mais do que 122 dribles, marca atingida pelo número 11 dos Spurs.

Grant Holt, Norwich. Holt é um centroavante com pouca habilidade e muito peso. Não à toa, está sempre atracado a algum zagueiro, recebendo ou (geralmente) cometendo uma falta. Com 80 infrações, foi o segundo jogador mais faltoso da temporada passada. Mas Holt também marca gols. Sua movimentação é inteligente, de forma a encontrar espaços vazios e aproveitar cruzamentos e rebotes, como na rodada passada, contra o Arsenal. É por isso que, mesmo aparentemente longe da forma ideal, ele marcou 18 vezes em 44 jogos desde que chegou à Premier League. A câmera mostraria vários momentos-chave das partidas, como choques, gols e domínios da canela.

Cheik Tioté, Newcastle. Considerando somente os jogadores com mais de 20 partidas na Premier League, Tioté é quem mais recebe cartões em média. É isso mesmo: desde 1992, ninguém é advertido com mais frequência do que o marfinense. São 27 amarelos e um vermelho (mostrado no último domingo, contra o Sunderland) em apenas 55 jogos, ou 0.51 por confronto, número impressionante para o futebol inglês. Uma câmera exclusivamente dedicada a Tioté registraria como o volante é fundamental para o sistema defensivo do Newcastle, mas também suas demonstrações de “sutileza”.

Atualização às 8h43: Com dois “gols fantásticos” de Heskey, o Newcastle Jets venceu o Melbourne Victory por 2 a 1. Pode acreditar.

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terça-feira, 7 de fevereiro de 2012 Tottenham | 11:07

Renúncia e evolução

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Que o Liverpool tem uma dificuldade crônica para marcar gols, todo mundo sabe. Mas, no confronto de ontem contra o Tottenham, a ineficiência do ataque vermelho não foi exatamente a principal culpada pelo empate por 0 a 0 em Anfield. A passividade dos Spurs chamou mais atenção. Com Livermore e Kranjcar nos lugares dos ausentes Lennon e van der Vaart, Harry Redknapp, mesmo longe do estádio, mandou uma mensagem à Inglaterra: não é hora para título.

Esta simpática figura* salvou a noite em Anfield

Está certo que Defoe, a única alternativa consistente de ataque, também estava fora por lesão, mas a satisfação do Tottenham com o empate podia ser captada em outros aspectos, bem além da escalação. As linhas retraídas, a quase completa dependência de Bale para agredir o adversário e a demora nas reposições de bola foram indícios de que o 50º ponto na Premier League valia muito mais do que o risco de perdê-lo e permitir o avanço do Liverpool na tabela.

O resultado deixou o Tottenham a sete pontos do Manchester City, com quem não terá outro confronto, e a cinco do Manchester United. Também ofereceu uma margem de oito pontos para o quinto colocado, o Newcastle. Depois desta rodada, os Spurs estão onde planejaram estar: mais longe do título e mais perto de um lugar na próxima Champions League.

Você pode questionar os métodos e a ambição em White Hart Lane, mas é difícil negar a evolução em relação a temporadas passadas. O time, programado para correr e atacar, agora tem destruidores que permitem a Redknapp contrariar o DNA ofensivo quando ele achar necessário. A atuação defensiva do Tottenham em Anfield foi sublime, especialmente por Parker, que sujou toda sua camisa branca entre as linhas de meio-campo e defesa, como já aconteceu na seleção, Dawson e King, que cortaram tudo.

O lateral-esquerdo Assou-Ekotto, outrora vítima constante dos pitos dos torcedores, marca melhor. E ainda há Kaboul, titular nesta temporada, que progrediu demais desde a primeira passagem por White Hart Lane. Para quem manteve um Bale quase sempre on fire (apesar da chance perdida ontem) e um Modric que arrisca e ainda acerta 61 de 65 passes em Anfield, a excelência defensiva pode significar a luta pelo título. Mas, certamente, não agora.

*Você pode seguir o gato de Anfield no Twitter.

Seleção da rodada
Wayne Hennessey (Wolves); Francis Coquelin (Arsenal), Ledley King (Tottenham), Michael Dawson (Tottenham), Leighton Baines (Everton); Scott Parker (Tottenham), Ryan Giggs (Man Utd); Alex Chamberlain (Arsenal), Sergio Agüero (Man City), Juan Mata (Chelsea); Robin van Persie (Arsenal)

Fantasy
O colunista é o líder da liga God Save the Ball. Você tem a missão de mudar isso a partir da próxima rodada.

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domingo, 22 de janeiro de 2012 Arsenal, Man City, Man Utd, Tottenham | 23:25

Lições de Londres x Manchester

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Amor pelo gol: Bale já marcou oito vezes na liga, uma a mais do que na temporada passada

Manchester não teve a facilidade do primeiro turno, mas tornou a vencer Londres em rodada reservada a clássicos entre clubes das cidades. Um espetacular Man City 3 x 2 Tottenham e um também emocionante Arsenal 1 x 2 Man United nos deixam algumas lições:

Savic é o Squillaci do Manchester City. Empurrada pelo medo, a torcida do Arsenal costuma fazer uma conta simples: faltam quantas lesões de defensores para Squillaci entrar em campo? No City, o equivalente ao francês é Stefan Savic. Sem Kompany e Kolo Touré, Mancini é obrigado a escalar o jovem montenegrino, que já coleciona atuações inseguras. Hoje, ele ofereceu a vitória ao Tottenham. Savic precisa de tempo para levar à Premier League a confiança que, há mais de um ano, ele mostra na seleção de Montenegro.

Bale deve se movimentar, mas nem tanto. Nesta temporada, Harry Redknapp escolheu dar mais liberdade a Bale para aproveitar melhor a visão, a velocidade e o poder de decisão de seu principal jogador. O golaço no Etihad Stadium é, de certa forma, resultado disso. Ainda assim, está claro que o galês não pode abandonar completamente o corredor esquerdo, onde é letal. No fim, arrancando por ali, ele deixou Defoe diante do gol.

O Arsenal precisa se livrar de Rosicky e Arshavin. Afinal, se estiverem no Emirates, sempre vão jogar. Na derrota de hoje, ambos foram mal e protagonizaram decisões bem discutíveis de Wenger. Enquanto Ramsey foi injustamente sacado, Rosicky vegetou em campo até o fim. Arshavin, por sua vez, substituiu Chamberlain, o melhor do Arsenal na partida, e falhou no gol da vitória do United. Eles representam um passado do qual o clube tem de se libertar.

Valencia é fundamental para o United. Com um gol e uma assistência, o equatoriano foi o melhor da vitória sobre o Arsenal. Valencia está novamente em plena forma, o que é uma ótima notícia para Ferguson. Ao contrário de Nani e do lesionado Ashley Young, o ex-jogador do Wigan é winger puro, daqueles que vão à linha de fundo por princípio. Como se não bastasse, ele ainda quebra galhos na lateral direita.

Seleção da rodada
John Ruddy (Norwich); Gretar Steinsson (Bolton), Micah Richards (Man City), Zak Whitbread (Norwich), Gareth Bale (Tottenham); Nigel Reo-Coker (Bolton); Antonio Valencia (Man Utd), Stephane Sessegnon (Sunderland), James Milner (Man City), Clint Dempsey (Fulham); Robbie Keane (Aston Villa)

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quarta-feira, 28 de dezembro de 2011 Listas | 15:22

Tributo a Speed

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A defesa do Norwich sabia que, se ele pudesse correr, seria impossível pará-lo

Ironicamente, a morte de Gary Speed aconteceu no ano em que ele se consolidou como técnico. O progresso de sua seleção foi quantificado pelo ranking da FIFA, no qual o País de Gales subiu incríveis 65 posições, da 113ª para a 48ª, durante 2011. Um dos reflexos dessa evolução está na Premier League, que tem sido particularmente positiva para os jogadores galeses.

Speed ficaria orgulhoso se pudesse assistir, por exemplo, às atuações de ontem de Gareth Bale e Wayne Hennessey. Sem precisar mencionar Ryan Giggs ou mesmo o pioneirismo do Swansea na Premier League, a coluna separa cinco destaques galeses desta temporada:

5) Aaron Ramsey. O drama pela perna fraturada há duas temporadas não resistiu ao futebol do garoto. A saída de Fàbregas lhe abriu espaço no meio-campo do Arsenal, onde se estabilizou e pode permanecer mesmo após o retorno de Wilshere. Para isso, disputa posição com Arteta. O tempo é aliado do galês, que ainda precisa evoluir e ser mais consistente.

4) Wayne Hennessey. Na temporada passada, Hennessey era a primeira opção de Mick McCarthy mesmo com dois goleiros experientes na reserva do Wolverhampton: Hahnemann e o brasileiro Adriano Basso. Titular da seleção galesa desde 2007, o arqueiro de 24 anos falha eventualmente, mas é capaz de trancar o gol quando inspirado. Na tarde de ontem, frustrou o Arsenal de van Persie.

3) Craig Bellamy. Uma temporada relativamente discreta no Cardiff o afastou das manchetes, mas, no fim do mercado, havia meia dúzia de bons times da elite interessada nele. Não é difícil saber por quê. Cedido gratuitamente pelo Manchester City, Bellamy é comprometido, joga em três posições e, quando ganha uma chance de Kenny Dalglish, costuma ser muito útil para o Liverpool.

2) Ashley Williams. Após figurar nas duas últimas seleções da segunda divisão, ele tinha um desafio ingrato: destacar-se também na Premier League. Williams não se intimida e lidera a aplicada defesa do Swansea, que sofreu apenas três gols nas nove partidas disputadas em casa, menos do que os outros 19 times da liga.

1) Gareth Bale. Ele voltou a ser aquele jogador que destruiu a defesa da Internazionale há um ano. Talvez seja até melhor, pois não se limita à ala esquerda e decide jogos também pelo centro. Ontem, por exemplo, a defesa do Norwich sentiu o drama (e a velocidade). O maior talento galês foi chamado de “imparável” por Harry Redknapp. Com sete gols e cinco assistências no campeonato, é a peça mais importante do Tottenham ao lado de Modric.

Fantasy
Jayspurs (Jayme Perandin) administra bem a maratona de fim de ano e lidera a liga God Save the Ball. Confira a classificação.

Seleção da rodada
Wayne Hennessey (Wolves); Danny Simpson (Newcastle), Roger Johnson (Wolves), Jonas Olsson (WBA), Patrice Evra (Man Utd); Antonio Valencia (Man Utd), Luka Modric (Tottenham), Park Ji-Sung (Man Utd), Gareth Bale (Tottenham); Juan Mata (Chelsea); Dimitar Berbatov (Man Utd)

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segunda-feira, 18 de abril de 2011 Debates, Jogadores | 18:15

Bale, Wilshere e Nani

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Bale é fantástico, mas não mereceu o prêmio

A Associação dos Futebolistas Profissionais (PFA) da Inglaterra anunciou os melhores da temporada segundo os próprios jogadores. Gareth Bale, do Tottenham, leva o prêmio geral, e Jack Wilshere, do Arsenal, é o melhor jovem. Há uma semana, a coluna se posicionou sobre isso. Bale entra no restrito grupo de galeses que receberam o troféu: Ian Rush, Mark Hughes e Ryan Giggs são os outros. Não é pouco, não.

O problema é que o prêmio a ele não faz sentido. Até Nani, que nem sequer foi indicado, merecia mais. Bale teve três meses brilhantes, mas caiu muito. O português, por sua vez, faz temporada bem mais sólida. Em 2009-10, o Manchester United utilizava à exaustão o esquema com ele e Valencia. Após a lesão do equatoriano, Nani passou a ser o único do time capaz de quebrar defesas com jogadas individuais.

Como, à exceção de Giggs, ninguém faz boa temporada entre os meio-campistas, o luso teve de abraçar todas as responsabilidades de criar jogadas. Ele respondeu à pressão com nove gols e incríveis 18 assistências na liga. Bale, da mesma posição, marcou sete vezes e tem só um passe decisivo. Números podem iludir, mas, neste caso, ajudam muito na hora de estabelecer o tamanho da contribuição de um jogador a seu time.

Dois problemas na escolha são bem claros: a eleição é feita em março (dois meses antes do fim da temporada, portanto), e os jogadores tendem a votar em quem causou mais impacto. Ora, quem teve as melhores atuações individuais do futebol inglês em 2010-11? Bale, é claro. Só que uma lesão nas costas interrompeu aquela excelente forma que a gente viu especialmente nos confrontos contra a Internazionale pela Champions. Ele não tem nenhum jogo espetacular neste ano.

No prêmio de melhor jovem, há outra controvérsia. Wilshere é, certamente, a “revelação” do ano. Mas qual é o conceito da votação? Nani, com 24 anos, concorreu porque tinha 23 ao início da temporada. Foi mais importante que Wilshere, mas nada tem de revelação. Pelo visto, não se elege simplesmente o melhor, mas aquele que despontou ou, em último caso, evoluiu muito em relação ao ano anterior. Daí, não seria o caso de derrubar a idade-limite?

As incoerências não param aí, mas a coluna vai deixar outras considerações para o fim de 2010-11.

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domingo, 10 de abril de 2011 Debates | 18:12

Ponto de vista é tudo

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Por Charlton e Chelsea, Parker foi o melhor jovem em 2003-04. Agora, ele pode mais?

A Associação de Futebolistas Profissionais (PFA) já anunciou as listas dos candidatos a seus prêmios anuais. Quem acompanhou Charlie Adam só na derrota do Blackpool para o Arsenal deve estranhar muito a presença do escocês entre os melhores da temporada. Fato é que a expressiva votação a ele revela a postura que os próprios jogadores valorizam.

Adam caiu nas últimas rodadas, e o Blackpool foi junto. Até por isso, a desconfiança quanto à possibilidade de um investimento pesado para contratá-lo é legítima. A decepção pelas últimas exibições o transforma em vítima do padrão que ele mesmo criou. Há duas semanas, a coluna alertava para o que ele poderia representar para a Escócia no amistoso contra o Brasil.

A verdade é que Adam erra demais porque arrisca na mesma proporção. O estilo de jogo do escocês acompanha o sistema kamikaze de Ian Holloway, que manda o Blackpool pressionar o adversário, com ou sem a bola, a qualquer custo. Mesmo acertando apenas 73% das tentativas (bem abaixo, por exemplo, dos 87% de Michael Essien), o capitão dos Tangerines é o quarto jogador que mais completa passes na liga.

Arriscando de todas as formas, Adam é inspirador. Se ele vai bem, o Blackpool avança. Assim, o time venceu incríveis cinco jogos fora de casa. O mesmo raciocínio justifica a presença de Scott Parker entre os melhores. Quando ganhou o auxílio de Hitzlsperger, foi o Jogador do Mês de fevereiro e levou o West Ham a vitórias importantes. É o melhor volante de 2010-11 e, por isso, virou titular de Capello.

A fase não é boa, mas Tevez abriu oito placares e participou de metade dos gols do Manchester City

Parker e Adam são jogadores valiosos. Eventuais ausências deles destroem seus times. No entanto, as campanhas fracas de Blackpool e West Ham os deixam sem competição interna. A temporada deles se assemelha à do ignorado Kevin Nolan, quarto artilheiro da liga pelo Newcastle, uma equipe um tanto melhor. É aí que entra Carlos Tevez, candidatíssimo ao prêmio.

O argentino caiu no segundo turno, mas é o melhor jogador de um ótimo time. Sufocado pelo habitual 4-2-3-1 de Mancini, o ilhado Tevez marcou 19 vezes, tem seis assistências e, portanto, participação direta em exatamente 50% dos gols do Manchester City. Na temporada passada, suas 23 finalizações certeiras e sete assistências o fizeram aparecer em 41% dos gols do City. Ele é ainda mais fundamental agora.

Na primeira metade, o portenho foi, disparado, o grande jogador da Premier League. Por isso e por ele ter se virado com pouca ajuda na maior parte da temporada, o blog toma partido: Tevez é o melhor de 2010-11. Poderia ser Vidic, sem dúvida. Mas não poderiam ser Bale, van der Vaart e Nasri e não deveriam ser Adam e Parker.

Sem discutir o conceito da premiação e a idade estabelecida, o melhor jovem da temporada, para o blog, é Nani, que merecia indicação ao prêmio geral.

Indicados a melhor jogador: Adam (Blackpool), Bale (Tottenham), Nasri (Arsenal), Parker (West Ham), Tevez (Man City), van der Vaart (Tottenham) e Vidic (Man Utd). Vencedor da temporada passada: Rooney.

Indicados a melhor jovem: Bale (Tottenham), Coleman (Everton), Hart (Man City), Chicharito (Man Utd), Nani (Man Utd), Nasri (Arsenal) e Wilshere (Arsenal). Vencedor da temporada passada: Milner.

Acompanhe por aqui os resultados da ainda não concluída 32ª rodada. Liverpool e Manchester City se enfrentam amanhã.

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