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quinta-feira, 31 de março de 2011 Brasileiros, Jogadores, Liverpool | 16:33

A notável recuperação de Lucas

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Em cinco meses, Lucas foi de rejeitado a ídolo em Anfield

A renovação do contrato de Lucas com o Liverpool parece natural agora, mas o volante só se achou na quarta temporada em Anfield. A ascensão dele, brevemente mencionada há 11 dias, não foi nada simples.

Bola de Ouro da Placar no Brasileiro de 2006, Lucas, então com 20 anos, transferiu-se do Grêmio para o Liverpool por £5 milhões. A disputa de cinco jogadores (Gerrard, Xabi Alonso, Mascherano, Sissoko e o próprio Lucas) por duas vagas deixava claro que ele precisaria de tempo para achar seu espaço.

Atuando esporadicamente, Lucas mostrou pouco, mas Rafa Benítez confiava nele. Isso ficou evidente em janeiro de 2008, quando o clube vendeu Sissoko à Juventus. Um ano depois, assim que Robbie Keane foi devolvido ao Tottenham, Benitez implantou o 4-2-3-1, alinhando Xabi e Mascherano e deixando Gerrard próximo a Torres. Lucas já era reserva imediato.

O Liverpool terminou 2008-09 no segundo lugar, mas com campanha de campeão (86 pontos, número do Chelsea na temporada passada). A expectativa pelo primeiro título do clube na Premier League só aumentava. A saída de Cristiano Ronaldo do Manchester United fez muita gente pensar: “é agora”. Na contramão, o dínamo do time, Xabi Alonso, deixava Anfield. O substituto era o ex-romanista Alberto Aquilani, que chegou lesionado e fracassou.

Após duas temporadas, Lucas enfim tinha status de titular, mas não do jeito certo. A parceria com Mascherano estava fadada ao insucesso, já que a tarefa de organizar o time não poderia recair sobre nenhum deles. Lucas e o Liverpool tiveram um 2009-10 terrível. A torcida vaiava sistematicamente o brasileiro, que ganhou a enorme (e imprópria) responsabilidade de substituir Alonso e nunca havia atingido seu potencial.

O poder do Kop: aplausos são mais bem recebidos

Em agosto, um inseguro Lucas era possível reforço do Stoke. Acabou ficando e, mais uma vez, não começou bem a temporada. No entanto, a primeira partida do Liverpool sob o novo proprietário John Henry, o clássico contra o Everton em Goodison Park, foi também o último jogo fraco do brasileiro, que parecia ser caso perdido no futebol inglês.

Adaptado à velocidade do jogo e à função mais defensiva, Lucas manda prender e soltar e parece estar em muitos lugares ao mesmo tempo. Ele sofreu demais até conquistar a torcida, mas a perseverança valeu a pena. Hoje, é um dos preferidos de Kenny Dalglish e merece, de fato, ser titular da seleção brasileira. Renovar o contrato, diz ele, foi uma “decisão fácil”. Depois de cinco meses assim, o Liverpool também não pensou duas vezes.

No início do mês, Lucas concedeu ótima e franca entrevista (em inglês) à TV do Liverpool. Ele fala sobre a comparação com Xabi Alonso, como lidava com as pesadas críticas e aponta a importância de Rafa Benítez em seu desenvolvimento.

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terça-feira, 22 de fevereiro de 2011 Copas Europeias, Debates | 22:40

Incompatíveis?

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Um dos grandes debates atuais no futebol inglês é a suposta incompatibilidade entre Drogba e Fernando Torres. A constante presença do marfinense no banco ainda não foi completamente esclarecida: rodízio, má fase, ou o campo é pequeno demais para ele e o espanhol? Hoje, na ótima vitória do Chelsea sobre o Copenhague, os dois jogaram simultaneamente por 20 minutos. Até pela vitória garantida, pouco tempo para avaliar. Certo é que, apesar de Torres ter melhorado, o atacante dos Blues em melhor forma é mesmo Anelka, autor de dois gols. Não significa que tenha de ser titular, mas que não pode simplesmente ser descartado em benefício de uma dupla promissora.

É quase inacreditável que esses dois tenham representado um problema por tanto tempo

Parece claro que, se Drogba tiver tempo, os dois vão se acertar e dar essa opção a Carlo Ancelotti. O esquema de hoje, um 4-4-2 simples com Ramires e Malouda abertos, é mais uma alternativa para torná-los compatíveis. Recentemente, outros treinadores do futebol inglês também tiveram de buscar soluções para que seus melhores jogadores pudessem ser mais bem aproveitados. Vamos relembrar alguns casos:

Gerrard e Lampard (Inglaterra). Sem dúvida, o mais famoso dos dilemas. O debate se intensificou após a seleção fracassar nas Eliminatórias para a Euro 2008, quando Steve McClaren fez os dois craques parecerem jogadores comuns. Depois, Fabio Capello até encontrou uma solução. Mandou Gerrard para a esquerda e deixou Lampard e Barry no meio. Antes da Copa, com o capitão do Liverpool por vezes se deslocando à faixa central e abrindo espaço a Ashley Cole, deu muito certo. Na África do Sul, com Barry fora de forma, o esquema não teve muitas chances.

Bent, Gyan e Welbeck (Sunderland). Steve Bruce certamente gostou dessa dúvida. Na primeira metade da temporada, ele tinha à disposição três atacantes em boa fase. Mesmo assim, o treinador costumava relegar Gyan ao banco. Como dois dos avançados são leves e podem jogar pelo lado do campo, era estranho que um time médio não utilizasse um deles como titular. Quando recebeu uma chance, o trio funcionou, com o ganês à direita, a revelação do Manchester United à esquerda e Bent como referência. Desse jeito, o Sunderland dominou e venceu o Bolton, com gol de Welbeck, em 18 de dezembro. Um meio-campo tão funcional, que tem os ótimos Cattermole e Henderson, permitia isso. O problema é que durou pouco. Welbeck, que deve retornar ao United para a próxima temporada, lesionou-se e volta só no fim de março. Bent pediu para ser negociado e foi para o Aston Villa.

Van der Vaart (Tottenham). Aqui, uma possível incompatibilidade entre um jogador e um esquema. Quando o meia ofensivo chegou a White Hart Lane, havia quatro bons atacantes no elenco dos Spurs. Era difícil imaginar que Harry Redknapp, um tanto rígido taticamente, fosse abandonar seu tradicional 4-4-2. Onde o ex-madridista jogaria? Na Inglaterra, cogitaram-se várias possibilidades: Bale de volta à lateral esquerda, van der Vaart na meia central (como a certa altura da final da Copa), ou mesmo no ataque. A má fase dos homens de frente não deixou dúvida. Redknapp decidiu fazer um ajuste e jogar com apenas um atacante e van der Vaart vindo de trás, num 4-4-1-1. Tem sido um sucesso.

Mais Champions
Amanhã, na França, Manchester United e Olympique de Marselha também começam a disputar um posto nas quartas-de-final da Champions. Reecontram-se Sir Alex Ferguson e Gabriel Heinze, que teve saída muito turbulenta de Old Trafford. Bruno Pessa, de Le Blog du Foot, fala aqui sobre o confronto.

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domingo, 13 de junho de 2010 Sem categoria | 12:25

FRANGO NA ENTRADA

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Membro da comissão técnica é o único a dar uma força para Green na saída para o intervalo

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Não foi um início de Copa que os ingleses esperavam. O empate em 1 x 1 contra os Estados Unidos não foi uma desgraça, mas não deixa espaço para mais nenhum tropeço na Copa. O frango de Robert Green entra para a história das Copas e para a galeria dos grandes frangos ingleses (veja abaixo a lista).

Talvez a culpa tenha sido da Jabulani – Dempsey disse que viu a bola mudar de trajetória antes de chegar a Green -, talvez de Capello, que anunciou apenas duas horas antes da partida que Green jogaria. Mas o fato é que a posição mais carente do futebol inglês acabou deixando, como temia-se, os Three Lions na mão em um momento importante (postei sobre a falta de goleiros no futebol inglês em 26/02). Ninguém sabe ao certo ainda se David James seria o titular se estivesse 100% – ele teve um problema no joelho. Joe Hart, sem dúvida, hoje, o melhor dos três, é considerado inexperiente para jogar a Copa.

Além de Green, Capello teve dois outros problemas menores no jogo de ontem. Milner estava com uma virose, por isso saiu aos 30´ do 1º tempo. Ledley King, que tem um problema crônico no joelho, acabou saindo por causa da virilha.

Gerrard, o melhor inglês

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AS NOTAS

Robert Green – 4
Frango histórico e excelente defesa no segundo tempo.

Glen Johnson – 6
Melhor no ataque do que na defesa.

John Terry – 7
Seguro, apesar da falta de entrosamento com os parceiros King e Carragher.

Ledley King – 5
Perdeu o duelo para Altidore.

Ashley Cole – 6
Ao contrário de Johnson, foi melhor na defesa, mas omisso no ataque.

Frank Lampard – 5
Sem Barry, teve que marcar mais e acabou fazendo uma partida discreta. Não conseguiu se impor.

Steven Gerrard – 8
O melhor da equipe. Teve perfomance de capitão. Fez gol, marcou e jogou com muita raça.Tanta raça que acabou levando amarelo.

Aaron Lennon – 5
Sem  muito eficácia pelo lado direito. Teve oportunidades de ir para cima de Bocanegra, mas preferiu cruzar.

James Milner – 5
Durou meia hora por causa de uma virose..

Wayne Rooney – 6  
Perigoso, mas mostrou somente flashes do que pode ser.

Emile Heskey – 6
Boa assistência para Gerrard no gol inglês e gol perdido na cara de Tim Howard. Continuo achando que Crouch é mais útil.

Subs
Wright Phillips – 5
Mais perigoso que Milner. Perdeu um gol no segundo tempo.

Carragher – 4
Teve dificuldades para acompanhar o ritmo do jogo. Quase deixou Altidore marcar o segundo gol americano.

Crouch – 6
Entrou para ganhar as jogadas pelo alto e conseguiu. Mas sem efeito.

 

OUTROS CÉLEBRES FRANGOS INGLESES

Paul Robinson
Croácia 2 x 0 Inglaterra, eliminatórias da Euro 2008, 10/2006

David Seaman
Brasil 2 x 1 Inglaterra, Copa de 2002, 6/2002

David James
Austria 2 x 2 Inglaterra, eliminatórias da Copa de 2006, 9/2004

Scott Carson
Inglaterra 2 x 3 Croácia, eliminatórias da Euro2008, 11/2007

 

APAGÃO NO GOL

Aconteceu de novo. A uma falha técnica fez com que a ITV (uma emissora de televisão inglesa) interrompesse o início do jogo da Inglaterra e colocasse no ar uma propaganda da Hyundai, bem na hora do gol do Gerrard. Milhares de ingleses acabaram não vendo o gol ao vivo. Felizmente, esse canal transmitia a partida em HD, portanto, a gafe não atingiu o país inteiro.

No ano passado, a mesma ITV cometeu o mesmo deslize e colocou no ar um comercial bem no final da prorrogação entre Liverpool e Everton, pela FA Cup. Na ocasião, a lei de Murphy também foi implacável e o Everton acabou marcando o gol ad vitória enquanto a emissora mostrava um comercial do Tic-Tac.

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domingo, 2 de maio de 2010 Sem categoria | 21:08

GERRARD DERRUBA O MANCHESTER

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Oops, foi sem querer querendo (foto Getty Images)

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(atualizado na 2ª feira) Gerrard dá um passe milimétrico para Drogba marcar contra o Liverpool e o Manchester United perde o título. Parecia aqueles sonhos confusos e indecifráveis que temos de vez em quando.

Mas era tudo realidade. A lenda do Liverpool Steven Gerrard tentou uma atrasada de bola para Reina e acabou deixando o marfinense na cara do gol para colocar o Chelsea na frente. Sem poder de reação, os Reds perderam a partida – Lampard ainda ampliou na 2ª etapa -, mas evitaram que o Manchester United ultrapassasse o Chelsea em pontos na tabela e, consequentemente, o próprio Liverpool em número de títulos ingleses na história. Por pelo menos mais um ano, os dois maiores rivais da Inglaterra estarão com os mesmos 18 campeonatos cada.

Isso, é claro, se os Blues não se transformarem em Yellows na semana que vem contra o Wigan e entregarem o caneco para os Red Devils. Acho que nem o mais otimista dos rubro-mancunianos (se é que existe esse termo) ainda acredita no tetracampeonato. Para isso acontecer, o Chelsea precisa empatar seu jogo, em Stamford Bridge, e o Manchester United vencer o Stoke City, no Old Trafford.

Será? No way.

Liverpool 0 x 2 Chelsea
Não se pode dizer que o Liverpool entregou o jogo. Aquilani até acertou a trave, embora pareça ter ficado com medo de chutar em outro lance quando ficou cara a cara com Cech, ainda no 1º tempo. Mas o gol de Gerrard Drogba colocou as coisas no devido lugar. Depois dele, o Chelsea assumiu o comando do jogo e, não fosse por Reina, o placar teria sido bem mais elástico. Drogba igualou a marca de 26 gols de Wayne Rooney e agora também é o artilheiro do campeonato.

O resultado também deixa o Liverpool matematicamente de fora da Champions League. É a primeira vez desde 2003/2004 que um dos quatro times grandes ingleses (Man United, Chelsea, Liverpool e Arsenal) fica de fora do principal campeonato europeu. Na ocasião, o Newcastle havia tomado o lugar desse mesmo Liverpool. 

Para quem não entendeu o que estava escrito no uniforme do Liverpool, aqui vai a explicação. Nesse último jogo em Anfield como patrocinadora dos Reds, a Carlsberg resolveu homenagear a World Expo em Xangai e todo seu público da China escrevendo o nome da marca em chinês.  Essa somente a quinta marca da história a aparecer na camisa do Liverpool – antes da Carlsberg chinesa, veio a Carlsberg (desde 1992), a Candy, a Crown Paints e a Hitachi.

Sunderland 0 x 1 Manchester United
O belo gol de Nani – somente o 3º dele no campeonato – manteve os Red Devils respirando por aparelhos. O placar poderia ter sido mais confortável se Berbatov não tivesse desperdiçado algumas oportunidades. Rooney foi a campo e ficou os 90 minutos. Owen Hargreaves entrou nos acréscimos e tocou uma vez na bola, o suficiente para se dizer que ele voltou a jogar futebol, coisa que parecia impossível.

 

PREPARAÇÃO PARA FINAIS

Portsmouth 3 x 1 Wolverhampton
Sem dinheiro e sem perspectiva o Portsmouth consegue encontrar forças para lutar dignamente, e vencer. A capacidade do Fratton Park é de 20.700 lugares. Estiveram presentes ao jogo de ontem 19.200 torcedores. Ao final da partida, o técnico Avram Grant pegou o microfone e agradeceu o apoio da torcida durante toda a temporada. Já pensou se os caras aprontam para cima do Chelsea na final da FA Cup!

Fulham 3 x 2 West Ham
Além de manter o time no embalo para a final da Liga Europa contra o Atlético de Madrid, o Fulham ainda conseguiu três pontos que o colocam na metade de cima da tabela, algo valorizado por lá.

 

OUTROS JOGOS

Birmingham 2 x 1 Burnley

Stoke 0 x 0 Everton

 

Wigan 2 x 2 Hull
Hull matematicamente rebaixado. Geovanni volta para o Brasil?

Blackburn 2 x 1 Arsenal
Virada dos Rovers. Van Persie, se aquecendo para a Copa, fez o gol dos Gunners. Mais um howler do Fabianski.

 

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sexta-feira, 30 de abril de 2010 Sem categoria | 14:27

ATÉ A PRÓXIMA, REDS

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O uruguaio Forlan evitou a final inglesa da Liga Europa (foto AFP)

Duas coisas que eu não concordo no futebol atual: essa história de gol fora e prorrogação sem golden goal. E o Liverpool caiu por causa desses caprichos do regulamento.

O artilheiro Fernando Torres teve de assistir a partida contra seu antigo clube das arquibancadas. Os Reds fizeram o mais difícil. Dominaram a partida, marcaram duas vezes, botaram a mão na vaga, mas acabaram levando um gol numa bobeira, principalmente, de Glen Johnson (improvisado na lateral esquerda).

Aquilani abriu o placar no tempo normal. Na prorrogação, Lucas deu excelente passe para Benayoun marcar o segundo. Só que Diego Forlan, um velho conhecido daquelas bandas, fez o gol da vitória, ou melhor, da derrota, e acabou com o sonho da final inglesa

O importante para o Liverpool agora é decidir rápido se Rafa vai ou fica. O elenco é respeitável e tem condições de brigar por título, mas não pode ficar dependendo de Torres e Gerrard. O banco precisa melhorar. Ontem, o técnico espanhol mandou a campo Dani Pacheco, Degen e El Zhar. Aí fica difícil.

O time para a próxima temporada:
Reina
Johnson, Agger, Skrtel e Fábio Aurélio
Mascherano, Aquilani, Maxi Rodrigues e Gerrard
Torres e Kuyt

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quinta-feira, 14 de janeiro de 2010 Sem categoria | 22:02

O INFERNO É VERMELHO

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Eliminado da Liga dos Campeões, longe do título, fora da zona da Liga dos Campeões, eliminado da Carling Cup e, agora, fora da FA Cup. Poderia ser pior para a torcida do Liverpool? Sim, poderia. Seus dois melhores jogadores agora estão machucados (novamente). Fernando Torres vai precisar operar o joelho (6 semanas fora) e Gerrard sentiu a coxa (15 dias). Rafa Benitez se segura no emprego até quando? Façam suas apostas.

O jogo
A eliminação da Copa da Inglaterra teve requintes de crueldade.

–    O jogo foi em Anfield.
–    O algoz era o Reading, 21º colocado da 2ª divisão.
–    Os Reds venciam por 1 x 0 até os 47’ do 2º tempo.
–    Benayoun, ajudando a defesa, fez pênalti. O gol de empate levou a partida para a prorrogação.
–    O Reading desempatou aos 10’ da prorrogação. Benayoun teve a chance de empatar mas perdeu um gol inacreditável.

Diego Cavalieri
Com Reina sendo poupado, o ex-palmeirense Diego Cavalieri, teve uma rara oportunidade de jogar, mas deu azar. Sua grande chance de um momento de glória veio no pênalti no final da partida, mas ele não chegou nem perto de defender.

Aliás, Cavalieri tem dado muito azar. Com ele no gol, o Liverpool foi eliminado, além dessa FA Cup, da Carling Cup desta temporada (para o Arsenal) e da passada (pelo Tottenham). Mas, é importante mencionar, Diego não comprometeu em nenhum desses jogos.

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terça-feira, 20 de outubro de 2009 Sem categoria | 19:55

CHAMPIONS

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Liverpool 1 x 2 Lyon
Desastre em Anfield! Além do resultado em si, a volta de Steven Gerrard durou apenas 25 minutos. O capitão do time sentiu novamente a virilha e precisou sair. Fábio Aurélio entrou em seu lugar e foi bem, criando chances de gol. Já Lucas continua bem mais ou menos. Ele não chega a jogar mal, mas fica só no básico, o que é pouco para quem quer ser titular do Liverpool. A derrota, que veio aos 46’ do 2º tempo, foi a quarta consecutiva dos Reds (a primeira vez que isso acontece desde o longínquo ano de 1987). Além de Gerrard, ausente na maior parte do jogo, Glen Johnson e Fernando Torres também ficaram de fora por contusão. A torcida, por sua vez, não quer nem saber, está pedindo a cabeça do técnico Benitez.

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Sai Gerrard, machucado de novo. Entra Fábio Aurélio (foto Getty Images)

AZ Alkmaar 1 x 1 Arsenal
Bloody Hell! Gol de empate do AZ aos 47’ do 2º tempo. Os Gunners saíram na frente com Fabregas, mas não conseguiram matar o jogo, apesar de dominá-lo. No finalzinho, o holandês Mendes da Silva empatou com um belo voleio e quebrou uma sequência de sete vitórias consecutivas do Arsenal. Mesmo assim, o time continua na liderança do grupo e deve se classificar com facilidade.

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segunda-feira, 12 de outubro de 2009 Sem categoria | 00:03

TRAUMATISMO UCRANIANO

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Imagine o que poderia ter feito se não tivesse que sair tão cedo, Lennon (foto AFP)

A derrota inglesa no sábado para a Ucrânia teve um sabor amargo principalmente para o goleiro Green e para o winger (devo chamá-lo de ponta, como antigamente?) AaronLennon. O primeiro foi expulso aos 13′ do 1º tempo e o segundo foi substituído para dar lugar ao goleiro reserva, David James, mas nada de muito traumático já que a vaga inglesa para a Copa já estava assegurada. Também ninguém quebrou a cabeça durante a partida. Mas o título do post é legal, então fica assim mesmo.

Bem, sempre que um time perde uma partida não muito importante alguém vem com aquele papo de “perdeu na hora certa”. No caso da sábado, tal clichê pode, mas não deve ser usado. Principalmente porque Capello entrou em campo com sua força máxima e uma vitória (ou até um empate) aumentaria ainda mais a confiança da equipe, que é um ponto fraco dos ingleses. Capello se preocupa com essa questão e a derrota de ontem foi um golpe.

No entanto, a expulsão de Green  (o primeiro goleiro inglês da história a levar um vermelho) no início tornou a partida muito atípica, com os ingleses atuando mais de 80% do tempo com um jogador a menos. Qualquer avaliação sobre o desempenho da Seleção Inglesa fica comprometido. A maioria dos colunistas ingleses preferiram exaltar a grande partida do time sob condições adversas e o fato de terem perdido pelo placar mínimo tendo ainda chances de chegar ao empate.

Outros preferiram jogar a culpa no mau momento de Ferdinand, na inconstância defensiva de Johnson e na inoperância de Heskey.

Sem dúvida, Capello montou a mais respeitável Seleção Inglesa dos últimos anos, mas o time teve a chance ontem de mostrar que poderia tirar coelhos da cartola e falhou. Qualquer seleção que sonhe com título mundial precisa fazer algum tipo de mágica em algum momento. E os ingleses jogaram apenas como um time comum.

Abaixo, as notas da Seleção Inglesa, segundo o Times (na primeira linha), e segundo o Telegraph (no fim do texto de cada jogador) :

Robert Green (West Ham United) 4/10
Idade 29, convocações 8
A torcida ucraniana jogou fogos em cima dele no início do jogo. Quinze minutos depois, Rio Ferdinand jogou uma granada. O pênalti e o vermelho foram incontestáveis e acabam com a sequência de seis jogos seguidos de Green no gol inglês. (5)

Glen Johnson (Liverpool) 5/10
Idade 25, convocações 19
Bom no ataque, preocupante na defesa. (6)

Rio Ferdinand (Man United) 4/10
Idade 30, convocações 75
Seja por causa das contusões ou pela falta de jogos, Rio está fora de sua melhor forma. Uma bola em suas costas permitiu que Milevskiy sofresse o pênalti que deixou a Inglaterra com dez jogadores. (4)

John Terry (Chelsea) 6/10
Idade 28, convocações 57
O melhor da defesa. (8)

Ashley Cole (Chelsea) 5/10
Idade 28, convocações 77
O lateral está em grande forma, mas não hoje. Perdeu a bola no gol da Ucrânia e depois ainda desviou do goleiro o chute de Nazarenko. (5)

Michael Carrick (Manchester United) 5/10
Idade 28, convocações 20
Com Barry machucado, teve a primeira chance de começar jogando nessas Eliminatórias, mas deu azar pelas circunstâncias da partida. (6)

Aaron Lennon (Tottenham) 6/10
Idade 22, convocações 14
Sacrificado na expulsão de Green. Fez apenas duas jogadas até ser substituído. (6)

Frank Lampard (Chelsea) 7/10
Idade 31, convocações 75
Qualquer que sejam as circunstâncias, Lampard mantém o instinto de atacar. No pior momento inglês do 1º tempo, o Lampard teve uma chance e chutou rente ao poste. (7)

Steven Gerrard (Liverpool) 5/10
Idade 29, convocações 77
Saiu no intervalo com um problema na virilha. (6)

Wayne Rooney (Manchester United) 6/10
Idade 23, convocações 56
Foi negligente ao perder a bola no gol ucraniano, mas tentou se redimir quando deixou Lampard em condições de marcar. Virou meia-direita depois da expulsão de Green. Sua produtividade é admirável. (8)

Emile Heskey (Aston Villa) 5/10
Idade 31, convocações 57
Começou jogando mais na Seleção Inglesa que no Aston Villa o que mostra que Capello confia mais nele do que Martin O’Neill. Heskey tem dificuldades para marcar gols mesmo quando Rooney está ao seu lado. Sozinho, fica ainda menos perigoso. (7)

Entraram:

David James (no lugar de Lennon, aos 14’): Nada pode fazer no gol e fez duas grandes defesas no 2º tempo. (7)

James Milner (no lugar de Gerrard, intervalo): Deu mais gás aos ingleses e a o time melhorou no segundo tempo (7)

Carlton Cole (no lugar de Heskey, aos 72’) (6)

 

Rooney sentiu a panturrilha depois do jogo e não enfrentará a Bielorrússia na quarta-feira. Gerrard, que saiu machucado no intervalo, permanece com o grupo e pode até jogar.

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terça-feira, 29 de setembro de 2009 Sem categoria | 19:48

MATCHDAY 2

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Arshavin, o melhor em campo, faz de letra e impedido (foto Getty Images)

Arsenal 2 x 0 Olympiakos
Mais 12 minutos e o time de Zico saía de Londres com um pontinho na bagagem. Os gregos aguentaram a pressão dos Gunners graças ao travessão e às defesas de Antonis Nikopolidis. Mas quando o Arsenal parecia não ter mais forças para abrir o placar, Eduardo entrou, foi para a linha de fundo e cruzou para Van Persie marcar. O segundo veio com Arshavin, de letra, impedido, mas deixou o placar mais próximo do que foi o jogo. Posse de bola do Arsenal na partida: 66%.

Foi o segundo jogo do Arsenal e a segunda vitória. Mas como estaria o time de Wenger se Eduardo tivesse sido suspenso por dois jogos? Hoje ele fez a jogada do primeiro gol que insistia em não sair. E no jogo passado fez o gol da vitória contra o Standard Liege.

Fiorentina 2 x 0 Liverpool
Os Reds foram derrubados pelo montenegrino Jovetic, de 19 anos, que, em 10 minutos, marcou duas vezes. O meio-campo vermelho não funcionou. Gerrard esteve numa noite apagada. Sem Mascherano (com estiramento na coxa), Lucas jogou de primeiro volante. Fábio Aurélio também atuou no meio-campo.


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quinta-feira, 10 de setembro de 2009 Sem categoria | 00:15

GRAZIE MILLE, MR. CAPELLO

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– Pô, seu Capello. Nem sei como lhe agradecer. O senhor quer uma foto minha? (foto AP)

No futebol, cansamos de ver raios caírem duas vezes no mesmo lugar, mas não foi o que aconteceu ontem em Wembley. A Inglaterra destruiu a Croácia e está na Copa do Mundo de 2010. Os fantasmas que assombravam os ingleses não assustaram e até mesmo o sisudo Fabio Capello pode ser visto sorrindo.

Gerrard, Lampard, Rooney e companhia fizeram uma partida irrepreensível e golearam por 5 x 1 – todos os gols desses três jogadores. Walcott, que acabou com a Croácia no jogo de ida com um hat-trick, ficou de fora ontem, mas sua ausência nem foi sentida. Aaron Lennon jogou em seu lugar e foi o grande destaque. O winger dos Spurs sofreu o pênalti do primeiro gol e deu uma assistência açucarada para Gerrard no segundo.


Gerrard: dois gols de cabeça (foto Getty Images)

Na segunda etapa, a Inglaterra continuou marcando o adversário sob pressão e chegou a mais três gols. Assim como era esperado, Eduardo da Silva foi vaiado pela torcida inglesa ao tocar na bola (por causa do mergulho contra o Celtic). Entretanto, ao contrário do que receava o meio-campo Gareth Barry, o atacante não apresentou muito perigo aos ingleses, embora tenha sido o autor do gol croata já com o placar
mostrando 4 x 0.

A atuação dos ingleses:

Rob Green: Trabalhou bem pouco contra o inoperante ataque croata. No gol, deu azar. Fez duas belas defesas, mas Eduardo fez no rebote. 6,5

Glen Johnson: Mais parecido com o Glen Johnson do Liverpool do que aquele do jogo contra a Eslovênia. Bem no ataque e uma assistência. 7

John Terry: Pouco trabalho no jogo. 7

Matthew Upson: Também teve uma noite tranqüila. Não chega a ameaçar a vaga de Ferdinand. 6,5

Ashley Cole: Consistente na lateral. Praticamente não erra. Mas poderia descer mais ao ataque. 7

Frank Lampard: Jogando um pouco fora de sua posição esteve perfeito. Marca, passa e faz gols. 8

Gareth Barry: Sua melhor partida em muito tempo. Esteve em todos os lugares do meio-campo e foi o ponto de equilíbrio do time. Não inventa. 7

Aaron Lennon: Se alguém foi responsável pela noite tranqüila, esse alguém foi Lennon. Sua arrancada acabou em pênalti e um cruzamento perfeito para Gerrard colocou a Inglaterra com dois gols de vantagem. Aí ficou fácil. E continuo bem no resto da partida. 9

Wayne Rooney: Imprevisível e incansável. É perigo constante para qualquer defesa. Fez assistência para Gerrard e ainda ganhou um gol de presente. 8

Steven Gerrard: Um maestro. A classe e a disposição habitual e sempre em favor do time. Dois gols de cabeça. 8,5

Emile Heskey: Dizem que é útil para o time, e pode até ser, mas atacante precisa saber fazer gols. Acho que Cole cumpriria sua função e ainda faria gols. 5,5

Fabio Capello:
100% nas Eliminatórias. Montou um time que se ainda não é temido, certamente, já é respeitado pelas melhores seleções do mundo. 9,5

Substitutos:
Jermain Defoe (no lugar de Heskey): dessa vez não marcou, embora tivesse tido uma chance. 5
David Beckham (no lugar de Lennon): provocou frisson na torcida quando entrou, mas não fez muita coisa. s/n
James Milner (no lugar de Gerrard): jogou pouco. s/n

Quem quiser ver um infográfico legal sobre a campanha inglesa nas Eliminatórias, clique aqui.

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