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domingo, 6 de janeiro de 2013 Everton | 09:43

Direito de sonhar

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Bill Kenwright, proprietário do Everton: estimulando a criatividade de Moyes há 11 anos

A FA Cup começa para o Everton amanhã, na visita ao Cheltenham, da quarta divisão. O torneio pode representar a última oportunidade para David Moyes conquistar um título no clube, uma vez que seu contrato expira no fim desta temporada, e a renovação estaria condicionada à permanência de jogadores-chave como Baines e Fellaini.

A ponto de completar 11 anos em Goodison Park, Moyes faz trabalho extraordinário não apenas pela estabilidade, mas também pela determinação em competir num cenário desfavorável. Mesmo com o atual abismo financeiro entre os Toffees e pelo menos seis clubes ingleses, ele construiu o melhor time de sua gestão. Desde janeiro de 2012, mês das contratações de Jelavic, Pienaar e Gibson, o Everton se equipara a qualquer adversário em qualquer estádio.

Moyes tem a plataforma pronta para a segunda metade da temporada. O primeiro sorteio da FA Cup foi camarada, e o quinto lugar no campeonato permite lutar efetivamente por vaga na Champions League. Se repetir os resultados das últimas 17 rodadas de 2011-12, o Everton chegará a 67 pontos, dois a menos do que o quarto lugar da temporada passada.

No entanto, para cumprir as metas de 2013, o Everton depende demais da disponibilidade dos titulares, pois as peças de reposição estão simplesmente muito abaixo. As melhores atuações da temporada vieram quando Moyes escalou um 4-4-1-1 fluido, com intenso apoio dos laterais (Coleman e Baines) e liberdade a Pienaar e Mirallas, sem posição fixa quando o Everton tinha a bola e derivando para o centro do campo para criar jogadas.

Mirallas é caso à parte. O belga é capaz de destruir defesas, mas não se mantém saudável. Com data indefinida para o retorno, foi titular em apenas nove partidas de Premier League. Steven Naismith, alternativa imediata a ele e Pienaar, não compromete, mas também não oferece os mesmos dribles que desmontam sistemas defensivos e criam chances para Jelavic, especialista em marcar gols com apenas um toque na bola.

Aliás, o centroavante croata é constantemente cobrado por Moyes, que elogiou a ótima assistência dele a Anichebe, contra o Newcastle, mas fez questão de questionar: “cadê os gols?”. Jelavic, que marcou 11 em 16 jogos (média de 0,69) por todas as competições na temporada passada, caiu para seis em 21 partidas (média de 0,28) em 2012-13. Fellaini tem sido mais prolífico do que ele.

Em janeiro, as prioridades devem ser a manutenção das estrelas e a contratação de um zagueiro que evite a entrada de Heitinga na ausência de Distin ou Jagielka. Se o mercado, o departamento médico e a fase de Jelavic ajudarem, o Everton pode ter um semestre inesquecível. Em condições normais, os automatismos de um time que mantém a estrutura há muito tempo e as boas atuações de Baines, Osman e Fellaini estão garantidos.

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quarta-feira, 26 de dezembro de 2012 Listas | 19:56

50%

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Após um ótimo Boxing Day, a Premier League 2012-13 chegou à metade. Não foi exatamente a conclusão de um turno, pois a tabela não é organizada assim, mas o blog apresenta a seleção da primeira parte do campeonato:

Asmir Begovic, Stoke. O sistema defensivo do Stoke oferece segurança ao goleiro, mas Begovic também é parte fundamental da barreira que tem nove clean sheets e sofreu apenas 14 gols em 19 jogos. Ainda que não faça tantas defesas acrobáticas quanto Michel Vorm, do Swansea, o bósnio de 25 anos merece estar aqui pelas mesmas razões que convenceram Tony Pulis a barrar Thomas Sorensen há duas temporadas.

Pablo Zabaleta, Manchester City. A concorrência com Maicon obrigou Zabaleta a manter o ótimo nível do primeiro semestre de 2012. Definitivamente, não existe mais aquele lateral / volante confuso que trocou o Espanyol pelo Manchester City em 2008. O atual Zabaleta é firme na defesa e contribui ao ataque.

Ryan Shawcross, Stoke. Não à toa, Tony Pulis acaba de lhe oferecer um contrato de seis temporadas. O capitão é um dos principais responsáveis por tornar o Stoke um time tão irritante e duro de ser batido. Marouane Fellaini sabe.

Jan Vertonghen, Tottenham. Forçado a atuar na lateral esquerda em várias partidas por conta da ausência de Assou-Ekotto, o zagueiro belga (que ocupa a lateral também na seleção) não decepcionou em nenhum dos extremos do campo. Quando está em seu território predileto, o centro da defesa, Vertonghen garante segurança e excelência na saída de bola.

Leighton Baines, Everton. Da lateral esquerda vem um dos grandes trunfos ofensivos do Everton. Baines há muito tempo tem um grupo de admiradores, mas nesta temporada é quase unanimidade.

Alex Tettey, Norwich. Quem vai proteger a defesa desta seleção? Tettey, é claro. O volante norueguês (nascido em Gana) fez uma sequência brilhante no primeiro turno. Desde que ganhou a posição, na sétima rodada, o Norwich é outro time, incomparavelmente mais confiável. O ex-jogador do Rennes também sobe ao ataque com lucidez. É um projeto de Yaya Touré 11 centímetros mais baixo.

Luis Suárez, Liverpool. Para aparecer entre os melhores, Suárez precisava aprimorar apenas sua finalização. Dito e feito. Mesmo numa equipe que geralmente sofre muito para chegar ao gol, o uruguaio já marcou 11 vezes, número igual ao da temporada passada inteira.

Na roda-gigante da temporada, Mata está lá em cima

Juan Mata, Chelsea. Com sete gols e sete assistências, Mata é o melhor jogador do Chelsea na Premier League. Se no início da temporada alguém discutiu a titularidade dele, hoje não há contestação. O espanhol está em plena forma e associa a visão de Oscar à verticalidade de Hazard.

Michu, Swansea. O asturiano é versátil (originalmente meia ofensivo, atua também como centroavante no Swansea), um dos artilheiros da liga com 13 gols e foi contratado por £2 milhões. Ninguém é melhor em value for money.

Gareth Bale, Tottenham. O hat-trick contra o Aston Villa levou Bale a nove gols na temporada, marca respeitável para quem tem sido winger num 4-4-2 e perdeu três jogos por lesão. Se for mais consistente, o galês pode fazer pelo Tottenham o que Cristiano Ronaldo fazia pelo United, ainda que essa associação pareça absurda hoje.

Robin van Persie, Manchester United. Nenhuma surpresa. Van Persie reedita em Old Trafford as atuações do Emirates e já é o jogador mais importante do Manchester United.

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sábado, 13 de outubro de 2012 Inglaterra | 12:03

Nova Inglaterra

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Vencer os semiprofissionais de San Marino por 5 a 0, com 37 finalizações e 86% de posse de bola, não significa absolutamente nada para a Inglaterra. A escalação foi mais importante do que a partida em si. Com média de idade inferior a 25 anos, a seleção inglesa indica que tem apenas três lugares cativos entre os titulares: os de Joe Hart, Wayne Rooney e Steven Gerrard, que, suspenso, não enfrentou os samarineses ontem. O deste último, aliás, está garantido mais pela faixa de capitão do que por qualquer outra coisa.

O aspecto que mais chamou atenção contra San Marino foi a presença de Leighton Baines como titular na lateral esquerda, território dominado por Ashley Cole há mais de dez anos. Está certo que o rebaixamento de Cole ao banco de reservas pode estar relacionado à peripécia que ele aprontou recentemente, mas a preferência de Roy Hodgson pelo defensor do Everton não deixa de ser um sinal de que a grife vale menos do que em outros tempos.

Cole é um personagem da geração nascida entre 1978 e 1980, que mandou na seleção durante a década passada. Até a Copa de 2014, essa geração precisa ser completamente substituída, salvo raras exceções. Esse processo começou precocemente com Michael Owen, deteriorado pelas lesões, passou por Rio Ferdinand, em declínio, e já chegou a John Terry (oficialmente aposentado da seleção), cujas polêmicas superam a contribuição que ele pode oferecer. Por razões distintas, mas que também resvalam na idade avançada, nenhum deles deve retornar. Os próximos serão, possivelmente nesta ordem, Frank Lampard, Cole e Gerrard.

Baines parece um Beatle, mas é o melhor lateral-esquerdo inglês

O caso de Baines é emblemático porque mostra como a Inglaterra resiste a mudanças. Há pelo menos quatro temporadas, ele é fundamental no Everton e, para ser bem cético, está no mesmo nível de Ashley Cole. Ainda assim, no ciclo para a Copa de 2010, Baines era o quarto lateral-esquerdo na hierarquia de Fabio Capello. Wayne Bridge teria sido reserva de Cole, não fosse uma fatídica e famosa intriga passional com Terry. Sem contar com a alternativa habitual ao titular, Capello chamou Stephen Warnock, do Aston Villa.

No entanto, o lateral do Everton parece aproveitar bem aquele que, provavelmente, é o melhor momento para jogadores antes marginalizados ganharem espaço na seleção. Outro exemplo interessante é o de Michael Carrick, também titular ontem. Embora já tenha 31 anos, o volante do Manchester United vê, talvez pela primeira vez, sinal verde para lutar por vaga na equipe. As atuações dele pelo clube, associadas à condição física duvidosa de Scott Parker e Jack Wilshere, oferecem-lhe essa chance.

Além dos marginalizados, há os garotos. Tom Cleverley e Danny Welbeck têm sido utilizados com frequência. Até Jonjo Shelvey estreou na Inglaterra ontem, o que também indica conexão entre as seleções de base e a principal – o meia do Liverpool fazia ótimo trabalho na sub-21. Roy Hodgson não tem apenas a obrigação de classificar a Inglaterra à Copa de 2014. Tem ainda o compromisso de encontrar novas referências.

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terça-feira, 15 de maio de 2012 Listas, Premier League | 10:21

Best XI

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A seleção de 2011-12 do God Save the Ball

Seleção do campeonato, cada um tem a sua. Em boa parte dos casos, não há critérios objetivos para as escolhas. É por isso que o God Save the Ball monta seu próprio time ideal da Premier League 2011-12 para começar a repercutir a temporada:

Joe Hart, Manchester City. Não houve goleiro mais confiável. Os holandeses Michel Vorm e Tim Krul foram rivais à altura, mas não a ponto de lhe tomarem a vaga na seleção. Aos 25 anos, Hart mostra que Roberto Mancini estava certo quando o transformou em titular em detrimento de Shay Given, há duas temporadas.

Micah Richards, Manchester City. Richards jogou apenas 28 vezes (23 como titular) e, atrapalhado por uma série de lesões, terminou a temporada na reserva de Pablo Zabaleta. Mesmo assim, a carência de bons laterais-direitos e seu desempenho no primeiro turno o colocam na seleção. Foram seis assistências, um gol e bastante energia a serviço dos campeões.

Vincent Kompany, Manchester City. Um dos nomes mais óbvios do time ideal, Kompany é o novo Nemanja Vidic do futebol inglês. Quase ninguém contesta seu status de melhor defensor do país.

Ashley Williams, Swansea. Após duas temporadas consecutivas na seleção da segunda divisão, o galês justifica sua presença entre os melhores da primeira – pelo menos para esta coluna. O Swansea somou 14 clean sheets ao todo e sofreu apenas 18 gols em casa, menos de um por partida. Williams liderou a defesa e tem tudo a ver com isso. Seu treinador, Brendan Rodgers, acredita que ele tem credenciais para atuar num clube maior, mas admitiu que não pretende perdê-lo.

Leighton Baines, Everton. Com seu visual pop star dos anos 70, o lateral da seleção inglesa fez outra temporada sólida e se manteve como uma das principais armas ofensivas do time, subindo pelo flanco esquerdo ou em bolas paradas. Baines é especulado no Manchester United.

Yaya Touré, Manchester City. O marfinense joga em todas as posições centrais do meio-campo, marcou pelo menos quatro gols fundamentais e, quando a temporada do City assumia contornos trágicos, foi ele quem chamou a responsabilidade. O melhor jogador do time campeão tem de estar na seleção da liga.

Yohan Cabaye, Newcastle. O meia da seleção francesa foi o craque do Newcastle na temporada. Sim, superior a Demba Ba e Papiss Cissé. Contratado por apenas £4.3 milhões, ele substituiu Kevin Nolan, vendido ao West Ham, numa manobra que nem todo mundo entendeu. Afinal, Nolan era uma das principais figuras do time. Mas Cabaye provou ser bem melhor, marcou, organizou e acumulou atuações memoráveis, como a da vitória do Newcastle sobre o Manchester United por 3 a 0.

David Silva, Manchester City. O líder de assistências na liga, com 14, foi o craque do primeiro turno. Silva normalmente exerceu um papel duplo, de criação de jogadas e recomposição para marcar um dos laterais adversários, como fazia Juan Mata com André Villas-Boas no Chelsea. Seu nível caiu demais entre janeiro e abril, quando era substituído com freqüência, mas a relevância dele para o título é incontestável.

Wayne Rooney, Manchester United. Foi tão bem quanto em 2009-10, com a vantagem de que não perdeu ritmo na reta final. Seus 27 gols na Premier League foram o impulso que quase levou o United a outro título nacional, mesmo numa temporada decepcionante para o clube de maneira geral. Mas Rooney precisa de companhia mais consistente no ataque.

Clint Dempsey, Fulham. O meia-atacante texano fez sua melhor temporada na Inglaterra e tornou-se o primeiro norte-americano a marcar 50 gols na Premier League. Além de sempre jogar bem, Dempsey comprova sua eficiência através dos números: com 17 gols e seis assistências, ele participou diretamente de 48% dos gols do Fulham. Nesse quesito, perde apenas para Robin van Persie.

Robin van Persie, Arsenal. Sim, com incríveis 30 gols e nove assistências, van Persie apareceu em 53% dos gols do Arsenal. Ninguém na Inglaterra foi tão importante para um time quanto o holandês para os Gunners. A seu capitão, Arsène Wenger deve a vaga direta na Champions League e mais uma temporada acima do Tottenham. Apesar da queda nas últimas partidas, craque do campeonato.

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segunda-feira, 17 de outubro de 2011 Wigan | 13:18

Caso quase perdido

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O jogador Roberto Martínez chegou ao Wigan há 16 anos. Pode virar uma autêntica história de início, meio e fim de um sonho

Filho de uma cidade mais ligada ao rúgbi do que ao futebol, o Wigan Athletic se sustenta na Premier League há sete temporadas. A promissora décima posição do primeiro ano contrasta com as salvações milagrosas dos seguintes. Este Wigan de Roberto Martínez, por exemplo, pouca gente entende como se mantém na elite. Ainda assim, a resposta pode ser óbvia e definitiva para o destino do clube.

À oitava rodada de 2009-10, o Wigan já havia acumulado nove pontos, que seriam 13 duas semanas depois. No ano passado, mesmo com uma tabela ingrata, o time repetiu a campanha dos oito primeiros jogos. Desta vez, os Latics agonizam na penúltima posição com os cinco pontos conquistados nas três rodadas iniciais, quando os recém-promovidos Norwich, Swansea e Queens Park Rangers (todos acima do Wigan hoje) foram os adversários.

O Wigan vem, portanto, de cinco derrotas consecutivas. A última delas, no sábado, foi um desastre. Em casa, a equipe de Martínez precisava vencer um desesperado e concorrente Bolton, que tinha seis reveses seguidos. Perdeu por 3 a 1, foi ultrapassado e agora vê apenas o risível Blackburn no retrovisor. Sem aqueles pontos de que ninguém se lembra nos últimos dias da temporada, o Wigan dificilmente permanecerá na elite.

Quem é a referência deste time, que já teve Jimmy Bullard, Leighton Baines, Antonio Valencia, Charles N’Zogbia e, vamos lá, Emile Heskey? Não há. Com Rodallega assíduo ao departamento médico e um tanto insatisfeito, o Wigan depende de Franco Di Santo, um atacante que marcou mais gols em 2011-12 do que em suas três primeiras temporadas na Inglaterra: três a dois.

Hoje, os pés mais brilhantes do elenco são os do versátil Victor Moses, que, aberto pelos flancos, faz bom campeonato. O garoto de 20 anos, ex-Crystal Palace, recebeu de Martínez a responsabilidade de calçar as chuteiras de N’Zogbia. Por enquanto, é o maior driblador da temporada, mas não basta para tirar a equipe do buraco. Sem Cleverley e N’Zogbia ao lado, ele não marcou ou assistiu sequer um gol em 2011-12.

O problema que se alojava numa defesa que levou 9 a 1 do Tottenham há duas temporadas passou também ao ataque, que marcou seis gols nas oito rodadas. Neste ritmo, o sonho do proprietário Dave Whelan, que comprou um clube de quarta divisão há 16 anos, aproxima-se de um baque. Ao rejeitar o Aston Villa no verão, o técnico Roberto Martínez abraçou a causa. Deve morrer abraçado a ela.

Seleção da rodada
David De Gea (Man Utd); Micah Richards (Man City), Jonas Olsson (West Brom), Christopher Samba (Blackburn), Ashley Cole (Chelsea); Cheik Tioté (Newcastle), James Milner (Man City); Adam Johnson (Man City), Juan Mata (Chelsea), Anthony Pilkington (Norwich); Robin van Persie (Arsenal).

Fantasy
Três pontos separam o quinto colocado do líder da liga God Save the Ball. Com oito rodadas, Brenda (Leo Tasca) assumiu a ponta. Veja a classificação atualizada.

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sábado, 23 de julho de 2011 Everton, Mercado | 14:56

Vende e prospera

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Bons tempos, aqueles em que o Everton tinha ataque, Rooney não precisava de implante capilar...

Não são secretos os problemas financeiros do Everton. Em 2004, por exemplo, a venda de Wayne Rooney ao Manchester United foi fundamental para evitar um cenário de desespero. Mesmo com recursos escassos, a era David Moyes, que completará uma década nesta temporada, sempre manteve o time entre os mais consistentes da Premier League. O futuro, outra vez, depende do julgamento do treinador, que costuma tomar boas decisões. Para se reforçar, o Everton tem de vender alguém*.

O segundo amistoso da pré-temporada ratificou a necessidade de levar nova(s) cara(s) a Goodison Park. Fora de casa, o Everton perdeu por 1 a 0 para o Philadelphia Union na última quarta-feira. No mesmo dia, apareceu mais uma chance de o clube financiar contratações. Empenhado em fortalecer sua defesa, o Arsenal fez uma proposta de £10 milhões pelo zagueiro de seleção inglesa Phil Jagielka. Os Toffees, que haviam rejeitado £12 milhões por ele no verão passado, declinaram a oferta de novo.

O Everton faz jogo duro para tentar arrecadar mais com a saída de Jagielka, de 28 anos. Rumores indicam que exagerados £20 milhões seriam suficientes para liberá-lo. No entanto, parece improvável que, com Gary Cahill no mercado, um clube atinja a exigência de Moyes. O zagueiro do Bolton é três anos mais jovem e pode sair pelos £17 milhões da cláusula de rescisão. A questão é: vale a pena se desfazer de alguém para reforçar outra posição (ataque, ataque!)?

Ah, vale. Além de Jagielka, o Everton tem três jogadores que poderiam fazer um caixa interessante: o lateral-esquerdo Leighton Baines e os volantes Jack Rodwell e Marouane Fellaini. Baines, o melhor do time, não tem substituto, e sua saída representaria um grande golpe nas pretensões de Moyes. Em tese, não dá para vendê-lo por menos de £25 milhões. O preço de Jagielka é menor, mas se desfazer dele seria deixar a defesa nos pés de zagueiros longe do auge, como Distin e Yobo.

Com os dois volantes defensivos, é diferente. Um pode substituir o outro. O titular Fellaini está mais pronto, mas, apesar de estagnado nos últimos anos, Rodwell ainda é muito novo (20) e deve render mais nas próximas temporadas. Moyes deveria ponderar a venda de um deles. A posição pode contar também com Heitinga e Phil Neville deslocados. Com Arteta operando mais à frente, Coleman e Osman abertos e Tim Cahill encostando no ataque, o meio-campo estaria, como a defesa, bem resolvido.

O problema é mesmo o ataque: Yakubu pesado, Anichebe enrolado, Saha quase sempre lesionado, Baxter problemático… Beckford, acredite, é o mais confiável. Quaisquer £15 milhões arrecadados devem ser reinvestidos na posição para cobrir a maior carência de um time muito sólido, mas que virou cemitério de centroavantes. Afora Cahill, que às vezes tem de quebrar o galho por ali, você se lembra do último grande atacante do Everton? Sim, o texto termina com quem começou: Wayne Rooney.

*A informação é da BBC

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domingo, 20 de fevereiro de 2011 Copas Nacionais, Everton, Temporada | 00:13

O Everton merece mais

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Cobrador do pênalti decisivo em Stamford Bridge, o capitão Phil Neville atribui muita importância à classificação do Everton para as oitavas-de-final da FA Cup. “Pode salvar nossa temporada”, diz ele. Temporada que, de fato, é uma das mais fracas desde que David Moyes chegou a Liverpool, em 2002. Ainda assim, a difícil classificação no replay contra o Chelsea não foi exatamente uma surpresa. Embora a má fase não fosse suficiente para derrubar o favoritismo londrino, o histórico recente dos Toffees contra clubes mais poderosos sugeria que eles tinham atributos para avançar.

Em tempos difíceis para a defesa, Howard continua a dar o seu recado

A incoerência entre facilidade em atormentar os grandes e 13ª posição na liga não é tão assustadora quando a que acontece ao Wolverhampton, mas precisa ser discutida. Na temporada passada, a saída de Joleon Lescott e uma crise de lesões entre os zagueiros obrigaram o time a se reinventar, pensar mais ofensivamente. Com improvisações como Lucas Neill (hoje no Galatasaray) e Tony Hibbert no miolo da defesa, o Everton foi vazado 49 vezes nos 38 jogos daquela Premier League. Nos três anos anteriores, os Toffees sofreram 36, 33 e 37 gols, médias sempre inferiores a um por partida.

Contando com uma ótima reação na metade final do campeonato e um ataque de 60 gols (o melhor do clube sob Moyes), um Everton de nova abordagem chegou à oitava posição, interessante para uma temporada em que sete times eram claramente melhores. O esquema sem atacantes propriamente ditos, muitas vezes adotado pelo técnico (inclusive em 2010-11), criou uma falsa sensação de mentalidade defensiva. Essa interpretação disfarça o verdadeiro problema do elenco, existente até hoje: a escassez de bons atacantes.

Essa ausência foi significativa a ponto de causar desespero em Goodison Park quando Tim Cahill se juntou à seleção australiana para a Copa da Ásia, em janeiro. Cahill é, com boa vontade, meia ofensivo. No entanto, como finaliza muito bem (especialmente com a cabeça) e não tem a companhia de grandes avançados no clube e na seleção, habituou-se a jogar adiantado e virou fundamental por ali. Curiosamente, o Everton até se virou bem sem ele. Esse período coincidiu com a fase saudável e goleadora do melhor atacante do elenco, Louis Saha, que já se lesionou de novo.

Baines passa longe de ser midiático, mas não há lateral-esquerdo jogando mais que ele na Inglaterra

Se ele não joga ou não está legal, o bom meio-campo não tem o desafogo de que precisa, e a tendência é o time levar pressão e sofrer mais gols. O fim da temporada será a hora de fazer um esforço financeiro que o clube já realizou há três anos: contratar um grande atacante para atuar no 4-4-1-1 de Moyes. Quando chegou ao Everton, Yakubu estava bastante valorizado. Até teve duas temporadas interessantes por lá, embora a segunda delas tenha sido atrapalhada por uma grave lesão. A partir daí, perdeu-se. Com Yakubu decadente, Saha instável, Beckford, Anichebe e Baxter, fica difícil.

Os 30 pontos em 26 jogos não afastam o Everton da zona do rebaixamento. Em contrapartida, há a qualidade e o caráter de vários jogadores que crescem em grandes jogos. Howard se recuperou de um início ruim de temporada. Como meia central, Arteta rende bem. O ex-lateral Coleman se consolidou como o “Bale destro”, mesmo com menos recursos. Fellaini não cria nada, mas é muito intenso e bom ladrão de bolas. Os dois melhores são Baines, excelente no apoio e responsável direto pela eliminação do Chelsea na FA Cup, e Cahill, autor de nove gols no primeiro turno. Agigantando-se e atacando sem ataque (e agora sem Pienaar), os Toffees ainda não perderam para Chelsea, Liverpool, City, United, Tottenham e Sunderland na temporada. Falta aprenderem a vencer West Ham, Wigan, Wolves…

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quarta-feira, 12 de agosto de 2009 Sem categoria | 09:39

EVERTON

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Cidade: Liverpool
Fundação: 1878 (como St. Domingo F.C.)
Apelido: The Toffees
Estádio: Goodison Park
Goodison Road, L4 4EL.
Capacidade: 40.216
Tamanho do gramado:101 x 68 m

Estrelas: Tim Cahill, Mikel Arteta, Joleon Lescott

Fique de olho: Leighton Baines

Brazucas:

Quem chegou: Shkodran Mustafi (Hamburg), Anton Peterlin (Ventura County Fusion), Jo (Man City) empréstimo renovado, Luke Garbutt (Leeds) em litígio

Quem saiu: Lars Jacobsen (Blackburn) grátis, John Ruddy (Motherwell) empréstimo, John Paul Kissock, Thomas McCready, Nuno Valente e Andy Van der Meyde (todos liberados)

Técnico: David Moyes (ESC)

Apostas pagam: 100-1

Temporada passada:
Premiership: 5º
FA Cup: vice
Carling Cup: 3ª fase
Uefa: 1ª fase

Títulos:
Premiership: 9
FA Cup: 5
Recopa: 1 (1985)

 

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