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Posts com a Tag Lucas

terça-feira, 24 de maio de 2011 Brasileiros, Jogadores, Liverpool | 09:46

Parabéns, Lucas

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Não foi fácil, mas ele se levantou

Rejeitado até a temporada passada, Lucas foi eleito pelos torcedores o Jogador do Ano no Liverpool. O prêmio é um presente à fantástica recuperação do brasileiro, comentada pelo blog há dois meses. Na lista com os melhores e os piores da Premier League 2010-11, o volante titular da seleção de Mano Menezes foi considerado o jogador que mais evoluiu em relação à temporada passada.

Lucas recebeu 40% dos votos. Kuyt, Reina, Meireles e Suárez completaram o Top Five. A escolha é discutível, mas está longe de ser equivocada. Apesar do bom segundo semestre, a temporada do Liverpool foi repleta de altos e baixos também individualmente. Mesmo sem nenhum dos prêmios mensais concedidos pelo patrocinador, Lucas é ótimo desde novembro.

O brasileiro, que fez só um gol, é o terceiro do Liverpool com mais jogos em 2010-11. Suas 47 atuações perdem apenas para as 50 de Reina e as 49 de Skrtel. Gerrard penou com problemas físicos e jogou só 24 vezes. Suárez, o grande responsável em campo pela recuperação do time, dificilmente seria eleito com quatro meses de casa. Kuyt (artilheiro dos Reds), Reina e Meireles tiveram temporada equivalente à de Lucas, que mereceu o prêmio até pela evolução.

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quinta-feira, 21 de abril de 2011 Curiosidades, Debates | 15:32

Discípulos de Alex Silva

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Entediado naquela tarde, Cole resolveu tuitar

Microfones têm intimidado mais que a internet. A maioria dos atletas evita declarações polêmicas logo após os jogos por conta do poder de alcance da mídia. A muitos deles, porém, tem faltado essa consciência na hora de disparar comentários impróprios a milhares de seguidores no Twitter. Os tuítes impulsivos já viraram hábito na Inglaterra.

Após Danny Gabbidon (que desistiu da rede social) ofender os torcedores de seu West Ham, o também hammer Carlton Cole foi multado ontem pela Football Association. Por algum motivo que foge à compreensão do colunista, Cole já esteve na seleção inglesa. Como não está mais, sentou-se em frente a um computador antes do amistoso contra Gana, em 29 de março.

Em alusão à presença de 20 mil ganeses no estádio, o atacante escreveu esta infeliz mensagem em sua página: “a imigração cercou Wembley. Sabia que era uma armadilha! A única forma de escapar é vestir a camisa da Inglaterra e pintar a bandeira no rosto”. A peripécia, deletada logo em seguida, tirou-lhe 20 mil libras.

Quem também faz o tipo engraçadinho é o goleiro Wojciech Szczesny, do Arsenal. Mais inocente, ele adora provocar os rivais. “É um avião? Não, é só Ashley (Cole) tirando o Chelsea da FA Cup”, reagiu à eliminação dos Blues contra o Everton. Assim, ele se sujeita a contra-ataques na rede social, como após a falha na decisão da Carling Cup, que motivou uma série de revides de torcedores.

A montagem publicada por Babel: o holandês ilustrou a infantilidade de parte da classe

Ryan Babel, vendido ao Hoffenheim em janeiro, foi outro a cutucar um adversário, só que com o perigoso adicional da arbitragem. Na visita do Liverpool ao Manchester United pela FA Cup, Howard Webb assinalou pênalti inexistente em Berbatov, decisivo no resultado. Inconformado, o holandês publicou uma montagem do árbitro com a camisa dos Red Devils e foi multado em 10 mil libras pela FA.

Mesmo com tanta gente pisando na bola, é claro que a hipótese de os clubes proibirem o uso de redes sociais, a menos que o façam em casos específicos, é perturbadora. Afinal, vários atletas de fato capitalizam a possibilidade de aproximação com os fãs. Rio Ferdinand, Kevin Davies, Jack Wilshere e até Robbie Savage são exemplos de bons gestores de suas contas.

O Twitter também serve para apaziguar. Ontem, por exemplo, Cesc Fàbregas realçou a importância de Arsène Wenger em sua carreira. Horas antes, ele havia criticado a política de contratações do treinador. Quando Balotelli, vencedor do prêmio Golden Boy, disse “não conhecer” Wilshere, segundo colocado, o jovem do Arsenal foi perfeito: “parabéns a Balotelli, ainda que ele não me conheça”.

Outro aspecto interessante é a presença de ótimos perfis assumidamente falsos, como o de Lucas e o do técnico Sam Allardyce. Apesar do clima de recreio que pode sugerir, o Twitter tem sido um território perigoso para os ingleses, que têm de afastar a ideia de que estão numa conversa privada. Se prestarem atenção a isso, não há motivo para saírem perdendo nesse nem tão novo mundo.

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quinta-feira, 31 de março de 2011 Brasileiros, Jogadores, Liverpool | 16:33

A notável recuperação de Lucas

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Em cinco meses, Lucas foi de rejeitado a ídolo em Anfield

A renovação do contrato de Lucas com o Liverpool parece natural agora, mas o volante só se achou na quarta temporada em Anfield. A ascensão dele, brevemente mencionada há 11 dias, não foi nada simples.

Bola de Ouro da Placar no Brasileiro de 2006, Lucas, então com 20 anos, transferiu-se do Grêmio para o Liverpool por £5 milhões. A disputa de cinco jogadores (Gerrard, Xabi Alonso, Mascherano, Sissoko e o próprio Lucas) por duas vagas deixava claro que ele precisaria de tempo para achar seu espaço.

Atuando esporadicamente, Lucas mostrou pouco, mas Rafa Benítez confiava nele. Isso ficou evidente em janeiro de 2008, quando o clube vendeu Sissoko à Juventus. Um ano depois, assim que Robbie Keane foi devolvido ao Tottenham, Benitez implantou o 4-2-3-1, alinhando Xabi e Mascherano e deixando Gerrard próximo a Torres. Lucas já era reserva imediato.

O Liverpool terminou 2008-09 no segundo lugar, mas com campanha de campeão (86 pontos, número do Chelsea na temporada passada). A expectativa pelo primeiro título do clube na Premier League só aumentava. A saída de Cristiano Ronaldo do Manchester United fez muita gente pensar: “é agora”. Na contramão, o dínamo do time, Xabi Alonso, deixava Anfield. O substituto era o ex-romanista Alberto Aquilani, que chegou lesionado e fracassou.

Após duas temporadas, Lucas enfim tinha status de titular, mas não do jeito certo. A parceria com Mascherano estava fadada ao insucesso, já que a tarefa de organizar o time não poderia recair sobre nenhum deles. Lucas e o Liverpool tiveram um 2009-10 terrível. A torcida vaiava sistematicamente o brasileiro, que ganhou a enorme (e imprópria) responsabilidade de substituir Alonso e nunca havia atingido seu potencial.

O poder do Kop: aplausos são mais bem recebidos

Em agosto, um inseguro Lucas era possível reforço do Stoke. Acabou ficando e, mais uma vez, não começou bem a temporada. No entanto, a primeira partida do Liverpool sob o novo proprietário John Henry, o clássico contra o Everton em Goodison Park, foi também o último jogo fraco do brasileiro, que parecia ser caso perdido no futebol inglês.

Adaptado à velocidade do jogo e à função mais defensiva, Lucas manda prender e soltar e parece estar em muitos lugares ao mesmo tempo. Ele sofreu demais até conquistar a torcida, mas a perseverança valeu a pena. Hoje, é um dos preferidos de Kenny Dalglish e merece, de fato, ser titular da seleção brasileira. Renovar o contrato, diz ele, foi uma “decisão fácil”. Depois de cinco meses assim, o Liverpool também não pensou duas vezes.

No início do mês, Lucas concedeu ótima e franca entrevista (em inglês) à TV do Liverpool. Ele fala sobre a comparação com Xabi Alonso, como lidava com as pesadas críticas e aponta a importância de Rafa Benítez em seu desenvolvimento.

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domingo, 20 de março de 2011 Brasileiros, Premier League | 19:42

Domingo à brasileira

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A segunda homenagem a Pedro Lucas foi possível porque Suárez é um jogador fantástico

A 30ª rodada da Premier League reservou apenas duas partidas ao domingo. Foi o suficiente para três brasileiros alcançarem raro destaque. Em Sunderland 0-2 Liverpool, Lucas fez mais um jogo correto. O volante de Kenny e de Mano honrou as homenagens após os dois gols. As comemorações à moda Bebeto ’94 foram motivadas pelo nascimento de Pedro Lucas, o primeiro filho do grato brasileiro.

O respeito por Lucas não vem só da boa relação com o grupo. Vem também da recuperação depois de três anos ruins. Mesmo em 2009-10, quando o sobrinho de Leivinha foi titular por conta do fracasso de Aquilani, o desempenho passou longe do que se previa para ele. Após o forte interesse do Stoke e alguns jogos fracos nesta temporada, o perseverante brasileiro capitalizou as duras críticas e se encontrou como um pilar defensivo do time. Dalglish o compara a Ronnie Whelan.

Oportunismo óbvio: David 2-0 Torres

Em Chelsea 2-0 Manchester City, David Luiz deu o tom. Embora tenham dominado o encontro, os Blues precisaram da ousadia do ex-benfiquista para arrancar uma falta e transformá-la em gol. Na defesa, David foi soberano. Atuação irrepreensível de um zagueiro empolgado e empolgante. Ramires também foi fundamental. Não só pelo golaço no fim, mas especialmente por outro ótimo trabalho à direita no 4-4-2 de Ancelotti. Aliás, o esquema foi uma grande sacada para ressuscitar o Chelsea na temporada.

Seleção da rodada
Green (West Ham); Jacobsen (West Ham), David Luiz (Chelsea), Terry (Chelsea), Bridge (West Ham); Pennant (Stoke), Charlie Adam (Blackpool), O’Hara (Wolves), Jarvis (Wolves); Suárez (Liverpool), Saha (Everton)

Jarvis vem aí
Após devolver a capitania a John Terry, Fabio Capello chamou 26 jogadores para o duelo em Cardiff contra País de Gales, pelas Eliminatórias da Euro, e o amistoso em Wembley diante de Gana. A convocação é correta. Jagielka, Lennon e Carroll retornam. Jarvis, que faz grande temporada, ganha merecida estreia. Walker, o lateral-direito que o Tottenham não deveria ter emprestado, mantém seu posto. Adam Johnson faz falta, mas Mancini não ajuda ao relegá-lo ao banco. Eis a lista:

Goleiros: Hart (Man City), Foster (Birmingham) e Green (West Ham)
Defensores: Johnson (Liverpool), Walker (Aston Villa), Terry (Chelsea), Gary Cahill (Bolton), Dawson (Tottenham), Jagielka (Everton), Lescott (Man City), Ashley Cole (Chelsea) e Baines (Everton)
Meias: Lennon (Tottenham), Downing (Aston Villa), Wilshere (Arsenal), Barry (Man City), Parker (West Ham), Lampard (Chelsea), Ashley Young (Aston Villa), Jarvis (Wolves) e Milner (Man City)
Atacantes: Rooney (Man Utd), Carroll (Liverpool), Crouch (Tottenham), Bent (Aston Villa) e Defoe (Tottenham)

*Lembra o leitor Flavio Pacheco: o Chelsea Brasil faz hoje seu primeiro aniversário. Parabéns pelo trabalho!

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domingo, 6 de fevereiro de 2011 Chelsea, Liverpool, Premier League | 21:33

Dalglish venceu o Chelsea

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Mesmo em sua posição natural, Torres foi tímido e perdeu o duelo contra os três zagueiros do Liverpool. Foto: EFE

O segundo estágio de Kenny Dalglish no Liverpool começou em 2009. Rafa Benítez o convidou a assumir a coordenação das categorias de base e o posto de embaixador do clube. Ele nunca perdeu Anfield de vista, mas passou a frequentar mais o estádio desde o retorno. Dalglish, que também vivia o cotidiano dos Reds, acumulava observações e as guardava consigo. Quando se viu treinador, tinha moral histórica e conhecimento de causa para propor mudanças.

O time inovador a que assistimos em Stamford Bridge já havia ensaiado. O deslocamento de Johnson à esquerda, para cobrir uma posição sem dono e abrir espaço a Kelly na direita, aconteceu logo no segundo jogo de Dalglish, contra o Blackpool. Avançar Raul Meireles também era uma necessidade imediata na visão do novo manager, e ele não demorou a fazê-lo. Na quarta-feira, quando recebeu o Stoke, o Liverpool foi armado com três zagueiros, a mesma estratégia que travou o Chelsea.

Solução conveniente. Ainda sem Suárez totalmente integrado e o lesionado Carroll, Dalglish sabia que precisaria de Gerrard e Meireles trabalhando próximos a Kuyt, isolado à frente. Os três zagueiros permitiriam isso sem afetar o equilíbrio do time. Do outro lado, Ancelotti voltava a armar o meio-campo do Chelsea em losango para viabilizar a estreia de Fernando Torres, a quem preferiu não oferecer a ponta direita. Era um 4-3-1-2, com Mikel protegendo a defesa, Essien e Lampard na meia central e Anelka na ligação.

Os Blues tinham uma artilharia pesada, mas não eram fortes pelos flancos. Dalglish reagiu com um sagaz 3-4-2-1, concentrando suas peças na faixa central, com Meireles e Gerrard à frente de Maxi e Lucas, e dando as alas a Kelly e Johnson. Em atuação monstruosa dos zagueiros do Liverpool e de seus protetores, Torres e Drogba mal tocaram a bola. Quando a defesa do Chelsea falhou (aliás, que jornada para os amigos Cech e Ivanovic, hein?), o avançado Meireles estava lá para marcar seu quarto gol na temporada, todos nos últimos cinco jogos. Além do português, Carragher e Lucas foram particularmente impressionantes. Tachado de ultrapassado até duas semanas atrás, Dalglish venceu o Chelsea do hoje sonolento Fernando Torres.

A propósito, depois de quatro vitórias seguidas (com quatro clean sheets), já podemos dizer que King Kenny fica para a próxima temporada? “A decisão é dos proprietários. Ele é um herói para mim e Gerrard. Se você me pergunta, posso dizer que quero muito que ele permaneça”, disse Jamie Carragher ao site do Liverpool.

O imediatismo venceu o West Bromwich

Roberto Di Matteo foi demitido. O West Bromwich perdeu 13 dos últimos 18 jogos. Desfazer-se do treinador italiano pareceu conveniente ao presidente Jeremy Peace, que alegou buscar a melhor forma de evitar a queda ao Championship. No entanto, quem assiste a um jogo dos Baggies certamente identifica um time bem armado, insinuante (com um Brunt em grande temporada) e capaz de encher a paciência dos grandes.

Di Matteo sempre manteve o WBA fora da zona de rebaixamento e o entrega à beira dela, na 17ª posição. O Blackpool, que só perde há cinco rodadas, não pensa em dispensar Ian Holloway. Peace, ao contrário, copia a fórmula do rebaixado Hull City, que resolveu demitir Phil Brown a dois meses do fim da temporada passada. Uma reedição também do resultado não será surpresa.

Seleção da rodada: Hennesey (Wolves); Walker (Aston Villa), Carragher (Liverpool), Agger (Liverpool), Elokobi (Wolves); McCarthy (Wigan), Lucas (Liverpool), Meireles (Liverpool), Barton (Newcastle); Tévez (Manchester City), Saha (Everton).

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terça-feira, 25 de janeiro de 2011 Brasileiros | 20:36

Uma tendência, um Brasil mais inglês

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Anderson e Lucas: personagens de mesma origem e da mesma tendência

Mano Menezes pode, embora não deva, escalar quatro ingleses no meio-campo que enfrenta a França, em Paris, daqui a 15 dias. Além de Gomes, goleiro do Tottenham, e Rafael, lateral-direito do Manchester United, Mano chamou Sandro, Lucas, Ramires e Anderson para o amistoso. Destas convocações, a do ex-colorado é a mais discutível. Afinal, a lesão de Huddlestone só lhe abriu espaço no banco do Tottenham. Quem joga, naturalmente, é o hondurenho Palacios. No entanto, quando o treinador da Seleção Brasileira convoca seis jogadores (quatro em apenas um setor) que atuam na Inglaterra, nada é mais importante.

Depois de o ex-atacante Mirandinha, no Newcastle entre 1987 e 1989, supostamente abrir as portas do futebol inglês para os brasileiros, os meias centrais – os nossos volantes – engordam (e muito) a lista de jogadores do país na Premier League. De 1992 para cá, 42 brasileiros passaram pela divisão de elite na Inglaterra, sendo 17 volantes. Edu Gaspar, por exemplo, chegou ao Arsenal em 2000, mas foi particularmente após a Copa de 2002 que muitos treinadores de clubes ingleses passaram a enxergar nos meio-campistas brasileiros, geralmente nos mais jovens, as características para se destacar na posição. É aquela história de marcar e sair para o jogo.

Os quatro convocados no setor seriam cinco se Mano tivesse chamado Denílson, que, ao contrário de Sandro, não pode ir a Londres-2012 por idade. O ex-capitão da seleção sub-20 já foi titular do Arsenal, mas, especialmente pela ascensão de Wilshere, hoje é apenas alternativa. Sandro, um ano mais jovem, ainda é o terceiro na escala para acompanhar Modric no meio-campo do Tottenham. Pelo correto clichê do tempo de adaptação ao futebol inglês e a forte concorrência, é natural.

Lucas, há três anos e meio no Liverpool, passou por isso. No começo, ele, Gerrard, Xabi Alonso, Mascherano e Sissoko postulavam duas vagas – à época, Benítez preferia o 4-4-2. Até pouco tempo atrás, Lucas ainda tinha problemas com jogos mais físicos e de marcação mais apertada. Agora, com mais responsabilidades defensivas, achou-se e é peça importante. Vale ressaltar que ele segurou a onda e não se acovardou diante de duras e justas críticas. Mesmo o mais talentoso Anderson, recuado por Ferguson no Manchester United, demorou para pegar no tranco. Se sobreviveu a um forte desentendimento com o treinador escocês, foi porque, aos 22 anos, ainda é extremamente promissor.

No entanto, aquele que tem mais potencial para se dar bem na Inglaterra é Ramires. Rápido, dinâmico e habilidoso, o fluminense de Barra do Piraí parece ser o mais completo, de Edu, passando por Gilberto Silva, até Anderson. O gol dele contra o Bolton, o primeiro pelo Chelsea, não foi tão festejado (foto AFP) à toa. Todos ali sabem que o brasileiro é especial. Ramires oscilou demais nos primeiros jogos e ainda não é titular, mas são poucos os que não apostam nele.

Ao deixar o Benfica, o ex-cruzeirense foi corajoso. Escolheu a camisa 7 do Chelsea, que foi recentemente de Bogarde, Mutu, Maniche e Shevchenko. Todos decepcionaram muito em Stamford Bridge, e o número virou uma espécie de maldição. Mas a camisa não faz o jogador. É o jogador quem deve fazer a camisa. Tarefa plenamente alcançável para Ramires, já bem melhor no Chelsea e titular absoluto na Seleção Brasileira mais inglesa de todos os tempos.

Agora há pouco, dois jogos atrasados da Premier League. O Manchester United esteve a ponto de perder a invencibilidade para o Blackpool, em Bloomfield Road. O primeiro tempo de Charlie Adam, pretendido pelo Liverpool, impulsionou os 2 a 0 dos Tangerines. Mas o segundo tempo de Berbatov, on fire, e do ainda fundamental Giggs, que entrou no intervalo, deixaram os Red Devils cinco pontos à frente do Arsenal. A nota triste do jogo foi a lesão de Rafael, que põe em xeque sua presença no amistoso contra a França. Fora de casa, o novo Aston Villa superou o Wigan por 2 a 1 e abriu seis pontos para a zona de rebaixamento. Na Copa da Liga, o Arsenal venceu o Ipswich por 3 a 0 e fará a final contra o vencedor entre Birmingham e West Ham, que se enfrentam amanhã.

No mercado de transferências, Adebayor se junta ao Real Madrid por empréstimo até o fim da temporada. Se o Manchester City conseguir os estipulados 15 milhões de euros após a experiência, sairá bem dessa história. No Chelsea, um bom sinal. A pesada proposta de £52 milhões por Godín e Agüero foi rejeitada pelo Atlético de Madrid, mas manifesta o desejo de Abramovich de auxiliar Ancelotti na tarefa de melhorar um elenco ainda incapaz de fazer um banco forte. Do Liverpool, Babel foi de fato para o Hoffenheim. Os Reds não recuperam o investimento, mas arrecadam fundos para futuros reforços e perdem um jogador que ainda poderia dar certo, mas que gastou muito a paciência de todo mundo em Anfield.

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sexta-feira, 9 de abril de 2010 Sem categoria | 10:22

INGLESES DENTRO

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Em compensação, na Liga Europa, os ingleses Liverpool e Fulham chegaram às semifinais e podem até fazer a final. Os Reds vão pegar um outro ibérico, o Atlético de Madrid, enquanto os Cottagers encaram um outro alemão, o Hamburgo.

LIVERPOOL

Com uma excelente atuação de Lucas, talvez sua melhor com a camisa dos Reds, o Liverpool conseguiu reverter a vantagem que o Benfica de Luisão e Ramíres havia obtido no jogo de ida. O brasileiro fez o segundo gol da partida, depois que Kuyt abriu o placar, e foi o responsável pelo desarme que resultou no importante quarto gol, de Fernando Torres, a oito minutos do fim. O terceiro também foi do El Niño.

A partida parecia um clone de Manchester United x Bayern. Assim como havia acontecido com o time alemão, o Benfica venceu o primeiro jogo em casa por 2 x 1 de virada e levou 3 x 0 na partida de volta. Quando o confronto parecia definido, um gol colocou o time português novamente na briga. Faltava apenas um gol para uma nova tragédia em solo inglês apenas 24 horas depois da ocorrida a 55 km dali, em Manchester. Só que, ao invés do segundo gol do Benfica, quem marcou foi o Liverpool com Fernando Torres. Ao contrário de Rooney, Torres ficou em campo até fim. Ao contrário do Manchester, o Liverpool está nas semifinais.

Lucas encontra as redes depois de 11 meses (foto Getty Images)

FULHAM

Loucura no sudoeste de Londres. O Fulham foi muito mais longe do que Hugh Grant (presente ao Volkswagen Arena) e Lily Allen poderiam esperar e está na semi da Liga Europa. Ontem, o time londrino eliminou o campeão alemão (sinta-se vingado, Man United) Wolfsburg, de Josué e Grafite. Bobby Zamora, com um golaço aos 19 segundos de bola rolando, marcou seu 19º gol da temporada e o placar ficou assim até o final.

O Fulham não ficou só na retranca e teve várias chances de ampliar, mas também esteve perto de levar o empate. Aos 35’ do 2º tempo, o zagueiro do Wolfsburg salvou uma bola de Davies em cima da linha e três minutos depois, foi a vez do time alemão perder uma chance incrível.  Dzeko chutou na trave e, na sequencia,o zagueiro Hangeland tirou de calcanhar, também em cima da linha, o rebote de Grafite.

Acho que não é precipitado dizer que o inglês Roy Hodgson, que 15 anos atrás teve a “brilhante” ideia de colocar Roberto Carlos de ponta-esquerda na Inter de Milão, é o técnico da temporada na Inglaterra.

Hugh Grant ao lado do CEO da Volkswagen Martin Winterkorn (foto Getty Images)

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sexta-feira, 8 de janeiro de 2010 Sem categoria | 13:00

BOA, LUCAS

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O site da Premier League fez uma compilação das melhores frases dos anos 00. O brasileiro Lucas marcou presença na lista com uma frase proferida em 2008:

“I must admit I suffered a bit when I first came to England. But then I realised that there was nothing to be intimidated by, everybody had two legs”

“Devo admitir que eu sofri um pouco na minha chegada à Inglaterra. Mas aí percebi que não havia motivo para me intimidar, todos tinham duas pernas”

O comentário do site é melhor do que a frase: Lucas Leiva, meio campo do Liverpool, sobre sua adaptação ao futebol inglês. O que o brasileiro estava esperando exatamente permanece um mistério.

Mais algumas pérolas:

2009

“Até minha senhora Sandra teria marcado aquele gol. Você jamais vai ter uma chance melhor para ganhar um jogo. O David James já tinha até desistido e estava voltando para o gol.”
Comentário de Harry Redknapp sobre a inacreditável chance desperdiçada por Darren Bent contra o Portsmouth.

2008

“Eu tenho mais pontos na minha carteira de motorista”
De Paul Jewell, técnico do Derby County, sobre o desempenho do seu time na tabela. Os Rams (Carneiros) terminaram a temporada com apenas 11 pontos.

2007

“São omeletes e ovos. Sem ovos – nada de omelete! Depende da qualidade dos ovos. No supermercado você tem classe um, classe dois ou classe três e alguns são mais caros que outros e te dão melhores omeletes. Então, quando os ovos de classe um estão no supermercado Waitrose e você não pode comprar lá, aí você tem um problema”
Do técnico José Mourinho, já no final do seu reinado no Chelsea, falando sobre a falta de jogadores no elenco dos Blues.

2005

“Estamos preparando um plano especial de halterofilismo para os ombros de Gerrard porque queremos que ele levante vários troféus nos próximos anos!”
Do técnico do Liverpool Rafa “Boca Santa” Benitez, sonhando alto depois de conquistar a Liga dos Campeões.

2002

“Um time de futebol é como uma mulher bonita. Se você não fala, ela esquece que é bonita”
Do galanteador Arsene Wenger.

2001

“Me perguntaram se eu era o homem certo para o cargo e eu disse: “Não, eu acho que eles deveriam ter pegado o George Graham porque eu sou um inútil”
Do delicado Gordon Strachan ao assumir o Southampton. Quem mandou o repórter perguntar obviedades.

Falando em Lucas, olha ele aqui aproveitando o fato de jogar ao lado de um mito para aprender um pouco com ele, no caso, a fazer bolas de neve (foto Getty Images)

Falando em Lucas, olha ele aqui aproveitando o fato de jogar ao lado de um mito para aprender um pouco com ele, no caso, a fazer bolas de neve (foto Getty Images)

Quem quiser ler todas as frases, clique aqui.

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segunda-feira, 30 de novembro de 2009 Sem categoria | 09:27

HOMENS x GAROTOS

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Drogba bateu como se fosse pênalti (foto Getty Images)

Drogba bateu como se fosse pênalti (foto Getty Images)

Arsenal 0 x 3 Chelsea
Novamente o Chelsea. A última derrota dos Gunners no Emirates havia sido em maio para os Blues. Ontem, o jogo esteve equilibrado até os 41 minutos do 1º tempo. Mas com uma jogada encaixada, Drogba recebeu cruzamento de Ashley Cole e colocou seu time na frente. Quatro minutos depois, quase um replay, mas quem coloca a bola para dentro, contra, é o zagueiro Vermaelen. Aí o Arsenal não conseguiu mais se levantar. Van Persie fez muita falta. Eduardo foi dominado por Ricardo Carvalho e John Terry e depois substituído por Vela aos 12’ do 2º. Wenger ainda tentou colocando Walcott no intervalo e Rosicky aos 22’ mas nenhum dos dois funcionou. No final, Drogba ainda acertou uma daquelas cobranças de falta (que parecia cobrança de pênalti) e completou o placar contundente. Desculpe o clichê, mas eram homens x garotos. Não consigo ver o Chelsea deixando esse título escapar, acho que nem se contratarem o Muricy para o lugar de Ancelotti o título deixa de ir para Stamford Bridge.

Everton 0 x 2 Liverpool
Apesar de clássico, Everton x Liverpool não poderia ter resultado mais previsível. Foi a oitava vitória dos Reds nas últimas dez visitas ao Goodison Park. Nos últimos vinte confrontos de Premier League só duas vitórias dos Toffees. Que freguesia!

No jogo de ontem, a coisa poderia ter sido diferente. O Everton dominou a partida, pressionou o tempo todo  e somente uma excelente perfomance de Reina (com direito a milagre duplo quando o jogo ainda estava 1 x 0) e duas colaborações do zagueiro Yobo (desvio no gol de Mascherano e furada no gol de Kuyt) fizeram com que os Reds saíssem com a vitória.

Jô ganhou uma chance de titular, mas novamente não aproveitou. Teve dois gols anulados por impedimento sendo que um deles ganhou o prêmio de gol mais impedido da temporada.  No Liverpool, Lucas e Fábio Aurélio (no meio-campo) foram titulares.

Opa, de novo, não! (foto Getty Images)

Opa, de novo, não! (foto Getty Images)

Wolverhampton 0 x 1 Birmingham
Golaço de Lee Bowyer (de novo, assim como havia feito na semana passada), com extrema categoria. Aos 3 minutos de partida, o meiocampista ajeitou e colocou no ângulo, por cobertura.

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domingo, 22 de novembro de 2009 Sem categoria | 15:35

CHELSEA EM DIA DE ARSENAL

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- Viu só, seu Capello?

- Viu só, seu Capello? (foto AP)

Chelsea 4 x 0 Wolverhampton
Mesmo sem ter Lampard, Deco, Ballack, Ricardo Carvalho e Drogba, o Chelsea apresentou um futebol leve, envolvente, cheio de toques bonitos e conseguiu uma goleada sobre os Wolves. Essien foi o dono do jogo, jogando um pouco mais a frente do que costuma, teve liberdade para criar e o time não deixou o time sentir falta de Lampard. No final, com a vitória assegurada, Ancelotti pode colocar em campo três garotos – Kakuta (francês, 18), Nemanja Matic (sérvio, 21) e Fabio Borini (italiano, 18) -, que tiveram atuações muito boas. Deixando um pouco de lado aquele futebol de força e pragmático, o Chelsea teve seu dia de Arsenal.

Kakuta é aquele que gerou a suspensão de duas janelas sem contratações para o Chelsea (punição suspensa até o julgamento final). O garoto francês quase marcou na sua primeira jogada e todas as vezes que tocou na bola algo aconteceu. Segundo Gary Lineker, hoje apresentador da BBC, o garoto tem “alguma coisa”. Destaque também para Joe  Cole, autor do quarto gol. Cole não marcava desde outubro de 2008 e agora fica mais forte na luta por um lugar na Copa de 2010.

O garoto Kakuta estreou mostrando muito talento (foto AP)

O garoto Kakuta estreou mostrando muito talento (foto AP)

Alex ganhou a vaga de Ricardo Carvalho na defesa e Belletti ficou com o lugar de Bosingwa. Foi a 12ª vitória consecutiva em casa (em todas as competições) – um recorde do clube. E um milagre de Cech no primeiro tempo levou a outro recorde do time:  10 jogos consecutivos sem levar gol em Stamford Bridge.

Sunderland 1 x 0 Arsenal
Foi a primeira derrota em 14 jogos dos Gunners, que começaram arrasadores, como sempre. Logo no primeiro ataque, Rosicki quase marcou um daqueles gols típicos do Arsenal de Wenger, com troca de passes de primeira até alguém aparecer na cara do gol, mas depois disso (o goleiro Fulop fez excelente defesa), o Sunderland soube manter os visitantes longe de sua meta. O gol dos Black Cats veio em um escanteio. Depois de uma cabeçada errada de Bent e uma matada errada de Campbell, a bola sobrou novamente para Bent marcar seu nono gol no campeonato.

É cedo para falar, mas será que Van Persie já está fazendo falta? Se Eduardo quiser dar um passo a frente na sua carreira – pessoalmente acredito que ele tenha talento para isso –, essa é a hora. O Arsenal precisa de gols e é o brasileiro-croata que deve marcá-los.

Liverpool 2 x 2 Manchester City
Resultado foi ruim para os dois. O Liverpool, agora com apenas uma vitória nos dez últimos jogos, conseguiu o empate com Benayoun depois de levar a virada. Skrtel havia aberto o placar com seu primeiro gol pelo clube. O Man City, por sua vez, completou seu sexto empate seguido. É a primeira vez que isso acontece no clube desde 1913. O recorde de empates consecutivos da Premier League  é sete.

Lucas teve uma chance de ouro para marcar o gol da vitória dos Reds aos 49’ do 2º tempo. Depois de cobrança de escanteio, o brasileiro subiu completamente livre mas errou a cabeçada.

Na semana passada, o Liverpool mandou quatro jogadores para tratamento em clínica em… Belgrado. Glen Johnson, Fábio Aurélio, Benayoun, e Riera foram para a Sérvia fazer tratamento, mas nenhum pode começar jogando (Aurélio e Benayoun entraram no decorrer da partida).

Manchester United 3 x 0 Everton
Massacre do Manchester. 3 x 0 foi pouco. Fletcher foi o nome do jogo com dois gols, sendo um deles com um voleio maravilhoso. O Everton não ofereceu resistência nenhuma. Rafael jogou muito bem na lateral-direita.

Voleio perfeito de Fletcher: impossível para qualquer goleiro (foto AP)

Voleio perfeito de Fletcher: impossível para qualquer goleiro (foto AP)

Birmingham 1 x 0 Fulham
Lee Bowyer (aquele do post abaixo) marcou um belo gol, numa bela jogada iniciada por Mc Fadden. Com isso, acaba a invencibilidade de cinco jogos do Fulham.

Burnley 1 x 1 Aston Villa
O Burnley saiu na frente, teve chances de ampliar e merecia um resultado melhor, mas Emile Heskey resolveu fazer uma coisa que não é muito do seu feitio: marcar gol.

Hull 3 x 3 West Ham
Ambos os times com problemas técnicos dentro de campo e financeiros fora fizeram um primeiro tempo sensacional. Os Hammers abriram 2 x 0 e, ainda nos primeiros 45 minutos, os Tigers viraram a partida. No segundo tempo, com um jogado a mais (Mendy foi expulso), o West Ham chegou ao empate. O árbitro, lá como cá, fez no mínimo três lambanças. Não deu um pênalti para os Hammers. Para o Hull, deu um que não foi e não deu um que foi. Geovanni voltou de suspensão, mas entrou só nos cinco minutos finais. 

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