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Posts com a Tag Luka Modric

quinta-feira, 11 de abril de 2013 Man Utd | 19:16

Por que Falcao?

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A hipótese de Radamel Falcao García jogar em Old Trafford parece bem realista. Guillem Balagué, jornalista da Sky Sports que se notabilizou por antecipar e desmentir negociações ligadas a clubes ingleses e espanhóis, informa que o Manchester United já pagou ao Atlético Madrid uma espécie de adiantamento para assegurar a contratação do atacante colombiano.

"I'm still here"

Apesar da inegável capacidade de Falcao de decidir partidas por conta própria, é estranha a suposta disposição do clube em investir tanto nele (o Atlético pagou €40 milhões há dois anos). Mesmo que Kagawa e Welbeck sejam aproveitados em outros papéis, não há carência de atacantes no elenco de Rooney, Hernández, van Persie e Henríquez – estes dois comprados em 2012 para garantir, respectivamente, o presente e o futuro do United na posição. Por isso, o blog indica cinco jogadores, para cinco funções diferentes, que o United deveria contratar antes de cogitar torrar em Falcao uma considerável parcela do orçamento:

Luka Modric. Seria a contratação ideal de um deep-lying playmaker (algo como um “volante criativo”), papel para o qual o United resgatou Paul Scholes em janeiro do ano passado, após sete meses de aposentadoria. É verdade que Alex Ferguson aposta em Cleverley, mas está claro que ele não pode ser a única opção confiável para acompanhar Carrick no meio-campo (Giggs deve ser encarado como um bônus). Modric, excepcional em quatro temporadas de Premier League, não é um sonho impossível porque rendeu bem menos do que o Real Madrid esperava depois de pagar £33 milhões ao Tottenham: é um reserva de luxo, chamado quando José Mourinho precisa abrir defesas bem fechadas.

Gareth Bale. Se alguém justifica um investimento de £50, £60 milhões no contexto do United, este é Bale. Como os wingers do elenco – Valencia ,Young e Nani – estão em má fase, Ferguson pensa em novas opções para a função e já garantiu Wilfried Zaha, do Crystal Palace, para a próxima temporada. Mas Bale representaria um passo à frente, pois pode ser um winger à Cristiano Ronaldo em seus anos de Old Trafford. O galês provou nesta temporada que causa pânico em qualquer setor do ataque. Se tivesse no United a mesma liberdade que transformou o português numa máquina de marcar gols em 2007-08, a estrela do Tottenham seria ainda mais fenomenal.

Isco. A moda entre grandes clubes da Inglaterra é contratar meias versáteis, criativos (Oscar, Hazard, Coutinho…) e, se possível, espanhóis (Mata, Cazorla, Silva…). Em algum momento, Ferguson deve se render a um desses especialistas em assistências. Assim como o Arsenal aproveitou os problemas financeiros do Málaga para capturar Cazorla e Monreal, o United poderia buscar um dos prodígios do futebol espanhol: Isco, grande destaque da campanha do time andaluz na Champions League.

Toby Alderweireld. É mais um da fábrica de bons zagueiros belgas do Ajax que interessam a clubes ingleses, que já produziu Vermaelen e Vertonghen. Alderweireld, que tem seu nome ligado ao Liverpool, seria ótima aposta não apenas pela qualidade, mas também pelo preço. Como o contrato termina em 2014, a tendência é que os holandeses o liberem por, digamos, £7 milhões. Se Ferguson efetivar Phil Jones como meio-campista, seria importante ter à disposição outro defensor no momento em que Vidic e Ferdinand envelhecem. Bem como Brown e O’Shea, que deixaram Old Trafford em 2011, pode atuar ainda na lateral direita, com o bônus de ser tecnicamente superior aos dois.

Victor Wanyama. Se Jones virar zagueiro, aí seria mais interessante correr atrás do queniano do Celtic. O jovem de 21 anos, um grande ladrão de bolas, rapidamente se tornou ídolo em Glasgow pela intensidade e também pela capacidade de organizar o time após desarmar o adversário. Autor de um dos gols da vitória histórica sobre o Barcelona na Champions League, Wanyama é uma opção segura, sem tanto prejuízo técnico, para jogos em que a prioridade é travar o meio-campo oponente. Na controversa lista do Guardian com os 100 melhores jogadores do mundo, ficou em 81º.

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quarta-feira, 6 de março de 2013 Copas Europeias, Man Utd | 08:57

Do kung-fu a Modric

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Acabou para o Manchester United. E está acabando para a Inglaterra, que, na Champions League, deve ter apenas a despedida do Arsenal em Munique e a honra de sediar a decisão. A provável ausência de representantes ingleses nas quartas de final é a sequência natural do que foi discutido no blog em dezembro do ano passado. No entanto, como até José Mourinho admitiu (“o melhor time perdeu”), os Red Devils poderiam ter derrubado o Real Madrid. O blog enumera cinco episódios que determinaram a derrota por 2 a 1 e a eliminação do United em Old Trafford:

Ferguson dispensou a entrevista coletiva após o jogo. Não é difícil entender por quê

A expulsão de Nani. O lance capital do confronto, mais do que qualquer um dos cinco gols. Sem intenção, Nani aplicou em Arbeloa um golpe de kung-fu e foi expulso pelo árbitro Cuneyt Cakir, que, enquanto o português estava deitado, teve alguns segundos para pensar no que faria. Um cartão amarelo teria punido Nani com correção, condenando a imprudência sem ignorar o caráter acidental do lance. Até a expulsão, o United controlava bem o jogo e não dava sinais de que sofreria gols.

A ausência de Jones. O quebra-galho do elenco, que perdeu por lesão a partida decisiva, teria sido importante demais. Não apenas para assessorar Rafael no combate a Ronaldo, sua principal função no jogo de Madrid, mas especialmente para fechar espaços e oferecer mais energia depois da expulsão de Nani. Alonso, Modric, Özil e Kaká circulavam à vontade contra meio-campistas desgastados e sem a força de Jones, que, como Sam Allardyce descobriu há duas temporadas no Blackburn, é capaz de proteger muito bem a área.

A apatia de van Persie. Ainda que a fase não seja brilhante, o holandês poderia ter feito mais no confronto. Na primeira partida, faltou a precisão habitual quando ele perdeu uma oportunidade clara diante de Diego López. Na segunda, faltou tudo a van Persie, que se aproximou bastante de sua versão pálida da Euro 2012.

A decisão de Ferguson. Ferguson relegou Rooney ao banco com o argumento de que Welbeck seria mais eficiente em atrapalhar Xabi Alonso. De fato, Welbeck foi enérgico sem a bola e limitou a passes burocráticos o articulador do Real Madrid, que costuma ser letal nos lançamentos. Mas Rooney vive ótima fase técnica e, embora não tenha o fôlego de Welbeck, também está habituado a cumprir papéis defensivos que contrariem sua “natureza”. Teria sido mais simples perseguir Alonso do que fechar o lado direito, como no primeiro jogo. É inevitável pensar na falta que Rooney fez nos momentos em que o United dominava. Não aproveitar Kagawa, que vinha de hat-trick no sábado, foi outra opção questionável.

A entrada de Modric. O ex-dínamo do Tottenham ainda não encontrou espaço no sistema de Mourinho, que mantém Khedira e Özil nas posições que ele poderia ocupar. Mas a atmosfera de um estádio inglês fez bem ao croata, um dos grandes da Premier League até a temporada passada. Chamado logo após a expulsão de Nani, Modric mostrou seu repertório em meia hora. Além do gol que pôs o Real Madrid em situação favorável, os passes precisos e a excelente movimentação minaram o sistema defensivo do United. Foi o melhor do jogo.

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terça-feira, 28 de agosto de 2012 Tottenham | 15:55

Depois de Modric

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O Tottenham sempre soube que perderia Modric e, até por isso, precisa estar preparado para viver sem ele

A venda de Luka Modric ao Real Madrid, por £33 milhões, foi concluída a quatro dias do fechamento do mercado de transferências. Até sexta-feira, o Tottenham tem de contratar um substituto para o croata, ex-craque do time. Há quem considere Gareth Bale mais espetacular, mas Modric era mais importante, o dínamo que articulava as jogadas, tomava as decisões e definia o estilo da equipe.

O novo multifuncional de José Mourinho – pode exercer os papéis de Khedira, Alonso e Özil – está longe de ser superestimado. O croata não tem números impressionantes em gols e assistências (é um equívoco compará-lo, por exemplo, a Cesc Fàbregas, que joga bem mais próximo ao gol), mas o redimensionamento dos Spurs nos últimos anos passou diretamente por ele. De qualquer maneira, o Tottenham vendeu Modric no momento certo, após segurá-lo por quatro anos, dobrar seu valor de mercado e, sobretudo, evitar uma transferência a outro clube inglês, resistindo a várias propostas.

Entretanto, um ponto da transferência é no mínimo intrigante: a “parceria” fechada entre Tottenham e Real Madrid. Se existe realmente um acordo de reciprocidade entre os clubes, por que os Spurs não envolveram Nuri Sahin (emprestado ao Liverpool na semana passada) na negociação, que se arrastava há bastante tempo? O teuto-turco, que mal jogou em Madrid, seria o substituto ideal.

Nas primeiras partidas da temporada, armado no 4-2-3-1 e ainda sem o lesionado Scott Parker, o Tottenham teve Sandro e Livermore como volantes, o que empobreceu demais a capacidade de articulação da equipe. Não há no elenco outro deep-lying playmaker (aquele que organiza o time a partir da própria intermediária). Villas-Boas conta com outros perfis de meias, alguns mais marcadores e outros mais agressivos, nenhum deles, pelo menos em tese, capaz de substituir Modric diretamente.

Encontrar um novo Modric é fundamental também para garantir que o Tottenham se mantenha perigoso pelos flancos, uma das principais virtudes da equipe nos últimos anos. Quanto mais bolas Bale receber em condição de duelar com o lateral-direito adversário, mais ele será decisivo. E, convenhamos, não será Sandro (ou Parker, ou Livermore) a fazer este trabalho de abastecimento.

Outro ponto é a limitação tática que ainda impede Villas-Boas de montar o Tottenham no 4-3-3, esquema que ele adotou em Porto e Chelsea. Não existe um meia equivalente a Modric para organizar a transição da defesa ao ataque, assim como não há um atacante lateral agressivo, nos moldes de Hulk e Sturridge. Até sexta, AVB deve tentar pelo menos dois reforços para preencher essas lacunas.

*De última hora: Duncan Castles afirma que o Tottenham chegou a um acordo com o Fulham pela contratação de Moussa Dembele. Caso se concretize, será bom reforço.

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terça-feira, 3 de julho de 2012 Tottenham | 22:33

O retorno de AVB

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Quanto tempo você gasta para ir de Stamford Bridge a White Hart Lane? André Villas-Boas levou quatro meses. Demitido do Chelsea em março, o treinador português foi anunciado hoje como o substituto de Harry Redknapp no Tottenham. Villas-Boas se sustenta em boa posição no mercado inglês ainda por conta do brilhante trabalho que fez no Porto, há duas temporadas, e da convicção de que enfrentou obstáculos atípicos no Chelsea. Para ter sucesso no Tottenham, AVB precisa:

Manter ou substituir Modric. Villas-Boas tentou levar Luka Modric ao Chelsea de todas as formas. O meia queria ir e, como não foi liberado, acusou o presidente Daniel Levy de quebrar um “acordo de cavalheiros”. Tudo estaria certo para AVB, que encontra Modric com um ano de atraso, se o Tottenham tivesse garantido vaga na Champions League. Fora da coqueluche do futebol europeu, porém, os Spurs não têm argumentos para segurar o croata, que está bem perto do Real Madrid.

A reposição, nesse caso, é fundamental. Encostado em Madrid, Nuri Sahin, que seria envolvido no negócio, não pretende jogar no Tottenham. Mas João Moutinho, que vem de ótima Euro, é uma alternativa bem viável. Moutinho foi peça essencial no Porto de Villas-Boas, que sempre busca três tipos de meio-campistas no time titular: o de contenção (no Porto, Fernando), o de chegada ao ataque (Fredy Guarín) e o organizador (Moutinho). No Tottenham, eles podem ser, respectivamente, Scott Parker, o quase contratado Gylfi Sigurdsson e o eventual substituto de Modric.

AVB, bem à vontade na nova casa

Resolver a questão do centroavante. Emmanuel Adebayor foi um dos principais jogadores do Tottenham em 2011-12, com 17 gols e 11 assistências na liga. A permanência do togolês, que ainda pertence ao Manchester City, não é simples, pois ele tem outros dois anos de contrato, está valorizado e certamente exige um salário alto. O ideal seria mantê-lo, mas o clube pode se ver obrigado a apostar, por exemplo, em Leandro Damião. É um risco para quem não deve errar.

Impor ao time seu estilo? Sim, mas não a qualquer custo. De Redknapp a Villas-Boas, há uma distância considerável em concepção de futebol. O inglês é simplista e costuma armar o time no 4-4-2 ortodoxo, que variou para 4-4-1-1 após a contratação de Rafael van der Vaart (que, por sinal, pode ser deslocado por AVB à ponta direita). O português é heterodoxo, adepto do 4-3-3 e gosta de tomar as rédeas das partidas, atuando com a defesa bem adiantada.

Villas-Boas pode e deve montar o novo Tottenham à sua maneira, mas não precisa fazer um choque de gestão assim que assumir a equipe. Conquistar o vestiário, fazer mudanças gradualmente e priorizar os resultados sobre o estilo no início do trabalho são lições que ele leva do fracasso no Chelsea. Ainda que a pressão seja menor em White Hart Lane, a diretoria não aceitará nada abaixo do quarto lugar. Após anos estáveis com Redknapp, o nível de exigência do Tottenham aumentou demais.

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quinta-feira, 1 de dezembro de 2011 Quem diria? | 13:52

Quem diria que…

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Bruce e Hughes foram colegas em Old Trafford

…o substituto de Steve Bruce, demitido do Sunderland, poderia ser Mark Hughes? Quando dispensado pelo Manchester City, há dois anos, Hughes ganhou apoio irrestrito de Bruce, que assumiu uma postura sindical ao reclamar da perda de espaço pelos treinadores britânicos, com quem os clubes não teriam paciência. Naquela ocasião, o italiano Roberto Mancini substituiu Hughes. Agora, o galês é um dos favoritos para suceder seu antigo protetor.

…Carlo Ancelotti seria aliado de André Villas-Boas no Chelsea? “Villas-Boas não faz milagres. Este é um time velho. É exatamente o mesmo que deixei, com as exceções de Mata e Meireles. O problema não é Villas-Boas, mas a organização e os jogadores”, disse o italiano ao Daily Mirror. O Chelsea está, sim, em reforma, mas ela é mais lenta do que deveria. Se quis dizer que o clube precisa depender menos das antigas referências, sobretudo Frank Lampard, Ancelotti está correto.

…Luka Modric estaria acima do Chelsea? O meia croata era a aposta para comandar a tal reforma do elenco em Stamford Bridge. Modric forçou a saída do Tottenham de todas as maneiras, mas Harry Redknapp e o presidente Daniel Levy bateram os pés. Hoje, o Tottenham joga melhor e está mais bem colocado do que o Chelsea na Premier League. E Modric, onde ele estaria melhor? Seria exatamente o croata a diferença entre os dois clubes?

…o Liverpool aguardaria com tanta aflição o resultado de um exame de Lucas Leiva? A lesão sofrida pelo brasileiro na terça-feira, contra o Chelsea, é grave e vai afastá-lo do restante da temporada. A quinta-feira em Liverpool foi dedicada à espera desse diagnóstico. Há pouco mais de um ano, Lucas era especulado no Stoke City e, com alguma razão, muita gente em Anfield preferia que ele saísse. A impressionante recuperação o transformou num dos mais queridos e fundamentais jogadores do clube. O meia Jonjo Shelvey, que foi muito bem no período de empréstimo ao Blackpool, já foi chamado de volta para recompor o elenco. O substituto de Lucas deve ser o competente Jay Spearing. Jordan Henderson é alternativa para ser parceiro de Charlie Adam, mas o time perderia combatividade.

…o Manchester United seria tão contestado a este ponto da temporada? Às vésperas da maratona de fim de ano, período em que o United costuma fazer a diferença, o time não está legal. Após a goleada imposta pelo Manchester City em Old Trafford, Alex Ferguson trancou a equipe, que melhorou o índice defensivo, mas não marca mais de um gol numa partida da Premier League desde 1º de outubro, quando fez dois no Norwich. Ontem, derrota caseira dos reservas para o Crystal Palace e eliminação da Copa da Liga com direito a pedido de desculpa de Ferguson aos torcedores.

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segunda-feira, 31 de outubro de 2011 Tottenham | 17:36

O Mackay moderno

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"Quero jogar com esse cara", pensaram ambos

Em 1959, Dave Mackay chegou ao Tottenham para marcar época. Ganhador de três copas nacionais e de um campeonato pelos Spurs, o meio-campista escocês era daqueles caras que transformavam um clube. Mesmo admitindo o risco de qualquer comparação a Mackay, o técnico Harry Redknapp pôs Scott Parker no mesmo nível dele. “Parker foi sensacional. Não vi muitas atuações assim”, completou à BBC após a vitória do Tottenham sobre o QPR por 3 a 1.

O futebol inglês e as demais circunstâncias eram bem diferentes há meio século. Parker, de 31 anos, dificilmente terá, como Mackay, nove temporadas em White Hart Lane. Ainda assim, mesmo quem não estava por aqui na década de 1960 sabe que Redknapp não falou asneira. Conhecido e até admirado por não recorrer a invencionices, o técnico do Tottenham apostou no óbvio quando contratou seu novo número 8.

O craque da temporada passada pelo voto da imprensa não poderia ficar no West Ham, que, rebaixado, tinha poder de barganha muito reduzido. Parker foi a melhor captura do último dia do mercado. O Tottenham trocou £5,5 milhões pela peça que faltava ao quebra-cabeça: um meia box-to-box que completasse Modric, alguém mais combativo do que Kranjcar (presente nas duas derrotas para os times de Manchester) e mais hábil do que Sandro.

Em sete jogos pelos Spurs, Parker venceu seis e empatou um. Antes de ele chegar, duas derrotas. A atuação que maravilhou Redknapp, ontem, foi brilhante mesmo. Ele mandou prender e soltar contra um meio-campo até respeitável, de Barton, Faurlín, Derry e Wright-Phillips, que mal participaram do primeiro tempo. Antiga promessa no Charlton e flop no Chelsea, Parker recupera e trata a bola como poucos meias ingleses. Hoje, ele desfruta seu auge tardio e muda a cara do Tottenham.

Você sabia que…
O Dave Mackay a quem Harry Redknapp se referiu tem papel importante no filme Maldito Futebol Clube? Ele foi uma das contratações indicadas por Peter Taylor a Brian Clough e ajudou a tornar o Derby County um time vencedor no fim da década de 1960. Em 1973, Mackay substituiu Clough como treinador no Derby.

Seleção do fim de semana
Mark Schwarzer (Fulham); Micah Richards (Manchester City), Ledley King (Tottenham), Nemanja Vidic (Manchester United), José Enrique (Liverpool); Scott Parker (Tottenham), Stiliyan Petrov (Aston Villa); Theo Walcott (Arsenal), Jr. Hoilett (Blackburn), Gareth Bale (Tottenham); Robin van Persie (Arsenal).

Fantasy
Stoke e Newcastle ainda se enfrentam, mas a classificação da liga God Save the Ball já dá uma boa ideia do desempenho das equipes na décima rodada. Carlos Pinheiro e seu Corinthian Casuals estão confortáveis na liderança.

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quinta-feira, 21 de julho de 2011 Man Utd, Mercado | 00:00

Sem pressa

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Sneijder x Chelsea: vai virar rotina?

Há dez anos, o Manchester United contratou um jogador de que não precisava: Juan Sebastián Verón, por generosos £28 milhões à Lazio. Paul Scholes, que estava no auge, foi adiantado para abrir espaço ao argentino. Não deu certo. Verón fracassou e acabou vendido ao Chelsea por £15 milhões em 2003. Hoje, depois da aposentadoria de Scholes, o excesso virou escassez. Alex Ferguson ainda não tem um novo organizador de jogadas.

Seu alvo preferencial é Wesley Sneijder. A negociação, no entanto, não é simples. Luka Modric foi especulado, mas o forte interesse do Chelsea e a resistência do Tottenham são obstáculos. Samir Nasri chegou a ser visto como a alternativa ideal, só que o Arsenal parece disposto a assumir o risco de manter o jogador mesmo com o contrato perto do fim. Houve até quem falasse em Ganso, porém a falta de dinamismo do santista e a dificuldade em se adaptar a um papel mais defensivo afastam essa possibilidade.

A posição do playmaker é a maior – talvez a única, aliás – carência do elenco. Ainda assim, Ferguson prefere não arriscar. Ele não dá margem de erro a esse negócio, só admite contratar o jogador certo. Há pouco, negou dos Estados Unidos, onde o time faz pré-temporada, as indicações de que Wayne Rooney possa virar uma solução caseira (até faria sentido com mais um grande atacante no elenco).

Por ora, o substituto é mais velho do que Scholes: Ryan Giggs. O galês, por sinal, havia assumido a posição bem antes de o parceiro encerrar a carreira. Scholes foi o melhor da liga em agosto de 2010, mas perdeu o fôlego. Raramente foi titular absoluto nos últimos quatro anos. O reposicionamento de Giggs, que tem dado muito certo, cobre uma carência que, na verdade, existe há bastante tempo.

Ferguson pode contar também com Anderson e, até por isso, parece tranquilo. Afinal, a maior missão no mercado está cumprida: derrubar a média de idade do United. Embora os dois primeiros cheguem para posições abastadas, Ashley Young (26), Phil Jones (19) e David De Gea (20) são bons reforços. Tom Cleverley (21), Danny Welbeck (20) e Federico Macheda (19) voltam para compor o grupo.

Na contramão, Gary Neville (36) e Edwin van der Sar (40) se juntam a Scholes (36) no grupo dos ex-jogadores. Wes Brown (31) e John O’Shea (30) vão para o Sunderland. Calculista para promover as necessárias mudanças, Ferguson diz ter, com o Liverpool, quatro concorrentes após muito tempo. No fundo, ele sabe que está à frente de todos eles na disputa doméstica. Mas, para desafiar Barcelona e Real Madrid na Europa, pode mesmo precisar de um Sneijder.

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segunda-feira, 11 de julho de 2011 Mercado, Tottenham | 17:19

Contrato para quê?

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Ah, as amarras do contrato

A presidente do Flamengo, Patrícia Amorim, garante que, quando quer sair de um time, o jogador apronta um tumulto e atinge o objetivo. Não é só no Brasil que mergulham nas ideias da ex-nadadora. Depois das peripécias de Carlos Tevez no Manchester City, Luka Modric causa um fuzuê no Tottenham, que não libera seu organizador para, como ele mesmo diz, “um clube maior”. O mais interessado é o Chelsea, rival citadino.

O croata alega que o presidente Daniel Levy “quebrou um acordo de cavalheiros” quando fez pouco caso da abordagem do Chelsea, que teve uma proposta de £22 milhões rejeitada – foi a 27 hoje, diz o Guardian. Levy assegura que Modric não está à venda por qualquer preço. O meia, choroso, argumenta que foi ameaçado de afastamento do time caso não aceite a decisão.

E daí? Em que mundo Modric vive? No ano passado, após duas ótimas temporadas em White Hart Lane, estourou a mesma história de transferência. Com o Tottenham classificado à Champions, ele escolheu assinar um novo contrato de seis anos, certamente com belo reajuste. A felicidade de Harry Redknapp não cabia em suas bochechas avermelhadas: “Luka é essencial para o que está acontecendo aqui”.

Modric é a menina dos olhos do Tottenham, que o contratou por £16,5 milhões há três anos. A antiga estrela do Dinamo Zagreb foi escolhida para coordenar em campo o avanço do clube. Ao primeiro insucesso (um quinto lugar na liga, normal), ele chuta o balde, ignora o longo compromisso que firmou e alega “acordo de cavalheiros”? Ora, o grande acordo ali é a assinatura do vínculo até 2016.

Se Nasri tem o Arsenal nas mãos, o Tottenham decide o futuro de Modric. Um negócio que poderia até ser vantajoso se bem feito, com o clube reinvestindo em posições carentes, virou questão diplomática. E, como lembrou Redknapp, “há gente que não serve para amarrar as chuteiras dele sendo vendida por £20 milhões”. Modric possui visão de jogo apuradíssima, mas, adepto do patricismo, é quase cego em outros departamentos. Ele pode pedir o que quiser. Até 2016, os Spurs têm o direito de negar.

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segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011 Copas Europeias, Tottenham | 08:39

O dramático retorno a Milão

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Após o alívio da torcida pela permanência do clube em White Hart Lane, Harry Redknapp manifestou o mesmo sentimento em relação à vitória por 2 a 1 do Tottenham na casa do sempre perigoso Sunderland. “Tivemos sorte”, admitiu. Ainda que sem o transferido Bent e os lesionados Turner, Cattermole e Welbeck, os Black Cats dominaram o primeiro tempo e poderiam ter feito mais além do belo gol de Asamoah Gyan. A virada deixou os Spurs em boa situação na luta pela próxima Champions, mas não escondeu os problemas que eles têm de enfrentar ainda na atual edição da copa europeia.

Essa turma levou o Tottenham à Champions. Sem Bale, Huddlestone e (possivelmente) Modric, a missão no San Siro é mais espinhosa

É grande a preocupação para o primeiro jogo das oitavas-de-final contra o Milan, já amanhã, no San Siro. Ao poupar Palacios, Crouch e Lennon, Redknapp teve de cavar fundo em seu ótimo elenco para encontrar o time que enfrentaria o Sunderland. Isso porque as lesões também deixaram o grupo sem muita gente importante. O Tottenham, que não tem Huddlestone desde novembro, perdeu recentemente Modric, Bale e van der Vaart. Sem exagero, as quatro principais peças do time estão (ou estavam) fora de combate.

À época do sorteio, em meados de dezembro, o Milan era tratado como um adversário abordável, talvez com um Ibrahimovic de vantagem. O Tottenham teve boa experiência contra a Internazionale na primeira fase e, mesmo com o primeiro lugar na chave, receberia bem um grande desafio. No entanto, a crise de lesões, que deve ter fim imediato apenas para van der Vaart, faz os Spurs sentirem uma ponta de inveja do Chelsea, igualmente campeão de seu grupo, que vai enfrentar o Copenhague.

A boa fase do time de Massimiliano Allegri também não ajuda. Ainda que sem os inelegíveis Emanuelson, van Bommel e Cassano, o líder da Serie A é muito forte. Especialmente no setor ofensivo, com Ibrahimovic, Pato e o surpreendente trequartista Robinho em grande forma. Ademais, os desfalques do Tottenham transformaram um potencial pesadelo para os laterais milanistas em uma demanda por cautela para Redknapp.

Em sua versão mais criativa, Robinho deve obrigar Redknapp a retrair os volantes Sandro e Palacios

Quatro meses após a derrota para a Inter por 4 a 3, o Tottenham volta diferente a Milão. King, Kaboul, Huddlestone, Jenas (suspenso, ao contrário do que indicava a primeira versão do post) e, depois de muito suspense, Bale não viajaram. Recuperado da retirada do apêndice, Modric foi, mas não é presença certa em campo. Figuras outrora importantes também podem não começar o jogo. Hutton foi escanteado justamente após o empréstimo de Kyle Walker ao Aston Villa. Ainda sem marcar na Premier League, Defoe vive temporada fraca após os 18 gols em 2009-10. Assim como Kranjcar, que reapareceu com gols em dois jogos consecutivos, mas, com Pienaar no elenco, não é o favorito para substituir Bale.

Redknapp pode manter o habitual 4-4-1-1 mas, em respeito a um Milan muito forte pelo centro e com Modric provavelmente preservado, o Tottenham deve se retrair. A defesa sofreu 11 gols nos seis jogos da primeira fase e precisa melhorar esse registro. A suspensão de Jenas deve transformar Sandro em titular. A escalação mais óbvia é esta: Gomes; Corluka, Gallas, Dawson, Assou-Ekotto; Lennon, Palacios, Sandro (Modric), Pienaar; van der Vaart (Kranjcar); Crouch (Defoe).

Os problemas na hora errada transformaram os rossoneri em favoritos. No entanto, se van der Vaart, o artilheiro do Tottenham na temporada, realmente retornar, uma jogada óbvia e de algum sucesso em 2010-11 pode arruinar os planos milanistas de clean sheet no San Siro: lançamento para Crouch (com dores nas costas, ele também virou dúvida), que ajeita de cabeça para a finalização certeira de van der Vaart. Sem Bale para embasbacar o San Siro mais uma vez, pode não haver muito além disso e da dedicação defensiva para voltar a White Hart Lane com boas chances.

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