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sexta-feira, 18 de março de 2011 Curiosidades, Premier League | 15:05

Vale a pena ver de novo

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Na Copa, as mãos de Suárez classificaram o Uruguai contra Gana. No domingo, ele enfrenta três dos homens que fez chorar

“Em seu lugar, eu teria feito a mesma coisa, mas ele não pode ir ao meu país. É o homem mais odiado em Gana”. Asamoah Gyan, atacante do Sunderland, definiu bem o estrago provocado pelas mãos de Luis Suárez, hoje no Liverpool. No último minuto da prorrogação, a defesa instintiva do uruguaio evitou o gol que daria a classificação inédita às semifinais da Copa do Mundo a um africano. Gyan teve a chance no pênalti, mas a bola bateu no travessão, e Gana acabou eliminada. Oito meses depois, os dois se reencontram.

Aliás, não só eles. O Sunderland, que recebe o Liverpool no domingo, tem no elenco John Mensah, capitão de Gana, e Sulley Muntari, autor do gol africano no empate por 1 a 1 contra o Uruguai. Em setembro do ano passado, quando Suárez ainda estava no Ajax, Mensah disse à BBC que “chutaria” o uruguaio se o encontrasse. A conversa foi bem-humorada, e o zagueiro deixou claro que entendeu o que seu adversário fez, mas ainda havia certo ressentimento. Hoje, nem tanto.

A exploração do reencontro vale só pela curiosidade. Muntari e Gyan já deixaram claro que o trio (se todos forem titulares) vai cumprimentar Suárez antes de um jogo que perdeu importância. A definição de que o sexto lugar não leva ninguém à Europa pode ter tirado parte do apetite do Sunderland. O Liverpool, quatro pontos acima dos Black Cats, ainda pensa em alcançar pelo menos o Tottenham. Mas vai ser difícil. Mesmo fora da luta por copas europeias, o time dos ganeses se comportou bem contra o Arsenal e está mais encorpado que em fevereiro. Na temporada passada, um gol de balão foi determinante para a vitória por 1 a 0 sobre os Reds.

No Chelsea-City da temporada passada, Bridge, hoje no West Ham, ignorou Terry

Confira todos os jogos da 30ª rodada (favoritos destacados):

Sábado
9h45 Tottenham x West Ham (ESPN Brasil)
12h Aston Villa x Wolverhampton
12h Blackburn x Blackpool
12h Manchester United x Bolton (ESPN)
12h Stoke x Newcastle
12h West Bromwich x Arsenal (ESPN Brasil)
12h Wigan x Birmingham
14h30 Everton x Fulham

Domingo
10h30 Sunderland x Liverpool (ESPN Brasil)
13h Chelsea x Manchester City (ESPN Brasil e ESPN HD)

Sorteio da Champions

Poxa, Lineker

Real Madrid x Tottenham. Gary Lineker foi quem escolheu as bolinhas. E o ex-atacante dos Spurs passou longe de levar sorte a White Hart Lane. Depois do Milan nas oitavas, vêm aí Real Madrid nas quartas e, se os londrinos avançarem, Barcelona (ou Shakhtar) nas semifinais. A decisão em casa, contra Mourinho, não ajuda. No reencontro de van der Vaart com o clube que o desprezou, o Tottenham vai precisar de Modric, Lennon, Bale e do holandês em excelente forma para eliminar um time que não deve oferecer muitos contra-ataques. Atuações onipresentes de Sandro também serão bem-vindas.

Chelsea x Manchester United. Em outubro do ano passado, daria Chelsea. Em dezembro, United. Para abril, não há um claro favorito. Os Blues terão boa chance de abrir vantagem, valendo-se do tabu de Stamford Bridge. Mas a decisão em Old Trafford contra um time tão habituado ao sucesso na Europa está longe de ser simples. Ancelotti não pode contar com David Luiz, e Ferguson deve ter de se virar sem Ferdinand. O sorteio castigou ambos, mas pelo menos eles escaparam de Real Madrid e Barcelona até a decisão. Nas semifinais, o adversário sai de Inter x Schalke.

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sábado, 5 de março de 2011 Blackburn, Curiosidades, História, Liverpool, Man Utd, West Ham | 17:19

No mesmo dia, Dalglish perdeu em Anfield e superou o United

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No histórico 14 de maio de 1995, o Blackburn de Dalglish e o Liverpool conciliaram seus interesses

A última rodada da Premier League em 1994-95 foi memorável. O (nem tão) surpreendente Blackburn, treinado por Kenny Dalglish, liderava com dois pontos de vantagem sobre o Manchester United, que vinha de dois títulos consecutivos. Os Rovers visitaram o Liverpool, clube em que Dalglish se consagrara. O United foi até a casa do West Ham, que não tinha mais o que fazer na temporada. Além da vitória em Londres, os Red Devils precisavam que o Blackburn perdesse pontos em Anfield.

Se na temporada passada os Reds não se esforçaram para derrotar o Chelsea, que também disputava o título com o Manchester United, em 1994-95 o conjunto treinado por Roy Evans ignorou a rivalidade com os mancunianos e batalhou pelo resultado.

Garantido na Copa da UEFA via Copa da Liga, o Liverpool buscava a vitória apenas para terminar bem colocado e consolidar seu time promissor, de Fowler, Redknapp e McManaman. Um dos maiores jogadores da história do clube, o left winger John Barnes, que teve participação fundamental naquela partida, afirmou que os Reds tinham “o compromisso de abordar o confronto de forma profissional, ainda que ninguém ali quisesse ver o United campeão”.

Aquele Blackburn era ótimo por ter as pessoas certas com o poder de investimento suficiente. Por exemplo, a dupla de ataque, formada por Shearer e Sutton, fez 49 gols na liga. Shearer, aliás, foi quem marcou primeiro em Anfield. Mesmo assim, o Liverpool teve força para virar o jogo com Barnes e Jamie Redknapp e ajudar o Manchester United. Mas o United não se ajudou. O goleiro tcheco Ludek Miklosko, do West Ham, foi espetacular e limitou o time de Ferguson a um empate por 1 a 1. O Blackburn comemorou seu terceiro título inglês em 14 de maio de 1995, o dia em que ninguém chorou em Anfield.

Assista ao review dessa sensacional rodada. Repare no momento em que o banco do Blackburn, que tinha acabado de sofrer o gol de Jamie Redknapp (filho de Harry Redknapp, então técnico do West Ham), é avisado do resultado final em Londres:

Faz tempo
A rivalidade entre os escoceses Dalglish e Ferguson é antiga. No início dos anos 70, Kenny jogava no Celtic e costumava marcar contra o Falkirk, do atacante Alex Ferguson. O clássico resistiu ao tempo. Quando Ferguson treinava o Aberdeen, o meia-atacante Dalglish, já no Liverpool, o atormentou pela Copa Europeia. Os dois ainda se enfrentaram em confrontos do Manchester United contra Liverpool, Blackburn e Newcastle. No retorno de Dalglish aos Reds, há dois meses, o United venceu por 1 a 0 na FA Cup. Amanhã, depois de muito tempo, eles medem forças em Anfield: rivalidade, história e respeito mútuo nos bancos.

Scott Parker é o cara

O melhor de fevereiro já impressiona em março
O meia central Scott Parker, do West Ham, foi eleito o Jogador do Mês de fevereiro na Premier League. Hoje, na vitória dos Hammers por 3 a 0 sobre o Stoke, ele voltou a jogar demais. Após defender Charlton, Chelsea e Newcastle, Parker vive o melhor momento na carreira e na temporada. O West Ham marcou dez pontos nos últimos cinco jogos e, finalmente, deixou a zona de rebaixamento. Um pouco por Demba Ba, Avram Grant e o retorno de Hitzlsperger. Muito por Parker, certamente o jogador mais importante para um time em toda a liga.

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quarta-feira, 2 de março de 2011 Chelsea, Curiosidades, Debates | 17:02

O polêmico tabu de Stamford Bridge

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A última vitória do Manchester United em Stamford Bridge foi em abril de 2002. Scholes, van Nistelrooy e Solskjaer garantiram aqueles 3 a 0. De lá para cá, quatro empates e seis derrotas. A de ontem fez o time perder três pontos, o conforto, a paciência e Vidic para o clássico de domingo contra o Liverpool. Foi o décimo jogo de uma incômoda lista para o clube. Não apenas pelo jejum, mas também pelas controvérsias (que acontecem a todo mundo, diga-se) e porque, no mesmo período, o Chelsea venceu três vezes em Manchester. Relembremos os dez jogos do tabu:

2002-03 – Chelsea 2 x 2 Manchester United. Jogo eletrizante. Scholes teria sofrido pênalti (não assinalado por Graham Poll) de Cudicini. Gallas, Beckham, Zenden e Giggs marcaram os gols de um encontro em que o United foi melhor que o Chelsea. Ainda sem Roman Abramovich, os Blues chegariam à Liga dos Campeões seguinte.

2003-04 – Chelsea 1 x 0 Manchester United. Os londrinos já estavam sob Abramovich, mas ainda eram treinados por Claudio Ranieri. Roy Keane derrubou (e derrubou mesmo) Joe Cole na área. Lampard, de pênalti, fez o único gol de um jogo que dava a liderança da Premier League ao Chelsea.

Com Mourinho, o jejum em Stamford Bridge não era problema só do United

2004-05 – Chelsea 1 x 0 Manchester United. O encontro foi logo na rodada de abertura. Era a estreia oficial de José Mourinho, que não se manteve invencível apenas contra os Red Devils. Como na Inter, no Real Madrid e em boa parte do trabalho no Porto, ele não perdeu jogos da liga em casa pelo Chelsea. No primeiro, Gudjohnsen lhe deu a vitória. O United atuou muito desfalcado.

2004-05 – Chelsea 0 x 0 Manchester United. Era o primeiro jogo da semifinal da Copa da Liga. Os Red Devils reclamaram muito de um suposto pênalti em Saha na etapa inicial, não assinalado pelo árbitro Neale Barry. Na volta, o Chelsea venceu em Old Trafford, foi à final contra o Liverpool, e Mourinho garantiu seu primeiro título com os Blues.

2005-06 – Chelsea 3 x 0 Manchester United. O resultado não representou bem o que foi o jogo. Mourinho e Ferguson concordaram que o United esteve bem. Mas aquele Chelsea era forte demais. Gallas, Ricardo Carvalho e um excepcional Joe Cole marcaram os gols que selaram o segundo título inglês consecutivo do clube e a terceira temporada sem troféus da liga em Old Trafford.

2006-07 – Chelsea 0 x 0 Manchester United. O Manchester United já havia retomado o título da Premier League. A duas rodadas do fim, Mourinho e Ferguson decidiram poupar vários jogadores. A motivação era a final da FA Cup entre os dois. Na primeira decisão do novo Wembley, deu Chelsea.

2007-08 – Chelsea 2 x 1 Manchester United. Mais um jogo controverso. O Chelsea de Avram Grant tentava cortar a diferença para o líder Manchester United. As outras circunstâncias eram semelhantes às de ontem. Empate por 1 a 1, Rooney havia marcado, e o árbitro Alan Wiley assinalou um pênalti duvidoso. Naquele caso, por toque de mão de Carrick. Ballack converteu a cobrança a quatro minutos do fim. O United se vingaria na final da Champions.

Martin Atkinson se transformou em protagonista nos últimos confrontos

2008-09 – Chelsea 1 x 1 Manchester United. Era o primeiro grande desafio de Scolari em Stamford Bridge. Park assegurou a vantagem para o United no primeiro tempo. No fim do jogo, Kalou cabeceou para manter o gigantesco recorde de invencibilidade do Chelsea em casa, construído especialmente por Mourinho.

2009-10 – Chelsea 1 x 0 Manchester United. O Chelsea de Ancelotti se manteve soberano em casa com um gol de Terry. Mas não sem muitas dúvidas. O mesmo Terry teria cometido pênalti em Valencia. Ferguson também alegou que, no lance do gol, Fletcher não fez falta em Ashley Cole e Drogba estava impedido. Martin Atkinson foi o árbitro.

2010-11 – Chelsea 2 x 1 Manchester United. Todo mundo ainda se lembra desse. O 20º aniversário da estreia de Giggs como profissional foi ofuscado por outra polêmica. Para o mesmo Martin Atkinson, Smalling fez pênalti em Zhirkov. A minha impressão é de que o árbitro errou. O russo forçou o choque.

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segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011 Chelsea, Curiosidades, Debates | 16:29

Inaceitável

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Cole reincide e passa dos limites

Ashley Cole parece ser um sujeito perturbado. Até há pouco, a sociedade não se importava tanto. A saída agitada do Arsenal, as confusões conjugais e as rusgas com seus compatriotas eram problemas dele. Às vezes, do clube. Mas o que o lateral-esquerdo do Chelsea fez na semana passada é o cúmulo da inconsequência. À revelia de todo mundo, ele levou uma pistola de ar ao centro de treinamento. Supostamente sem saber que ela estava carregada, Cole acertou de forma acidental o estudante Tom Cowan, de 22 anos, que passa um período de estágio no clube. Sem dolo, mas com culpa. Tom sofreu algumas escoriações.

O que importa agora são os desdobramentos. O lateral já treinou e, de acordo com Carlo Ancelotti, atuará amanhã, contra o Manchester United, em jogo atrasado da Premier League em Stamford Bridge. Cole será multado em € 300 mil (R$ 688 mil), menos do que ele fatura em um mês. No ano passado, Roman Abramovich já havia punido Ashley, daquela vez por envolvimento em escândalo sexual divulgado pelo periódico The Sun. A intenção do proprietário, que descontou metade do salário mensal do defensor, era “preservar a imagem do clube”.

A nova multa não indica preocupação com a imagem, não. Cole é um grande lateral-esquerdo e, apesar das várias derrapadas, em campo e fora dele, foi eleito o melhor jogador da seleção inglesa no ano passado. Tem sido vaiado por todos os torcedores rivais e, ainda assim, faz temporada consistente. No entanto, o aspecto técnico não deveria ser o mais valorizado a uma hora dessas. Tudo bem, é caso de polícia também. O clube faz o que quiser, mas, para recuperar a ordem perdida há muito tempo, não poderia se esconder atrás da multa, solução corriqueira por lá em exemplos bem mais leves. Aliás, o Chelsea já demitiu por menos. Veja só:

2001 (pré-Abramovich) – Terry, Lampard, Gudjohnsen e Jody Morris multados por provocação a turistas norte-americanos em hotel londrino, poucas horas após os ataques terroristas de 11 de setembro

2004 – Adrian Mutu demitido por uso de drogas

2007 – Contrato de José Mourinho rescindido por divergências com Roman Abramovich

2009 – Drogba multado por críticas a Felipão e à diretoria

2010 – Ashley Cole multado por envolvimento em escândalo sexual

2010 – John Terry mantido como capitão após “traição” ao ex-colega Wayne Bridge

2010 – Assistente Ray Wilkins, muito bem aceito pelos jogadores, demitido sem explicação

2011 – Ashley Cole multado por levar pistola de ar ao CT e acertar tiro acidental em estagiário

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quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011 Copas Europeias, Man Utd | 20:54

Deschamps está certo

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O também goleiro John O'Shea é símbolo de um Manchester United dedicado e vencedor

“Talvez esse Manchester United tenha um pouco menos de fantasia do que no passado”, sentenciou Didier Deschamps, técnico do Olympique de Marselha. Embora tenha admitido que os Red Devils ainda são muito perigosos, o treinador vice-campeão europeu em 2004 não hesitou em soltar essa antes de enfrentar Alex Ferguson. O fato é que a análise de Deschamps, baseada no jogo minimalista dos ingleses, teve sua validade comprovada há pouco, no empate por 0 a 0 no Vélodrome.

Quando falamos em fantasia, quase toda comparação que se faça com o United dos anos 90 será ingrata. Afinal, a força motriz daquele time era um meio-campo com Beckham, Scholes, Roy Keane e Giggs, quatro dos grandes jogadores do clube em todos os tempos. A formação inicial de hoje, um tanto diferente da habitual, teve Carrick, Gibson e Fletcher.

Aliás, ainda bem que havia o escocês para compensar as pobres atuações dos dois primeiros. O próprio Carrick admitiu que a equipe não passou a bola direito. Isso se deve muito a ele e Gibson. O irlandês, aconselhado por Giovanni Trapattoni (seu treinador na seleção irlandesa) a deixar o Manchester United, não é o novo Scholes.

É também importante entender a cabeça de Ferguson em grandes jogos. O tímido 4-3-3, com Rooney longe do gol, é mais uma mostra de que ele prioriza a defesa nessas circunstâncias. Mesmo com ótimos zagueiros – e Smalling está nesse bolo -, se tiver de escolher entre explorar uma deficiência e anular uma virtude, ele certamente ficará com a segunda opção. Por exemplo, Ferguson prescindiu de Rafael, que poderia encher a paciência de Heinze, em benefício de O’Shea, que teve de conter Ayew.

Sim, boring, boring United. Mas também vencedor. O próprio Deschamps deixou claro que o seu Olympique de Marselha de 1993, por quem foi campeão europeu como jogador, não era o mais legal dos times. Ainda que antes do pleno retorno de Antonio Valencia, a tendência é que, com equilíbrio, Nani, Rooney e Berbatov liquidem a fatura. O que não pode acontecer é uma excessiva retração. Em marcha lenta após abrir ótima vantagem, o Manchester United caiu diante do Bayern no ano passado e cavou a ausência de clubes ingleses nas semifinais da Champions. Desta vez, se ousar um pouco em casa, Ferguson deve contribuir para levar pelo menos três da Premier League às quartas.

Le Blog du Foot, de Bruno Pessa, repercute aqui o empate na perspectiva dos franceses.

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terça-feira, 15 de fevereiro de 2011 Copas Europeias, Tottenham | 21:45

Arrancada para a vitória

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Há um ano e meio, Aaron Lennon era o melhor jogador do Tottenham. Arrancava com sucesso dez, quinze vezes por jogo e atormentava os laterais-esquerdos adversários. No entanto, uma lesão na virilha no fim de 2009 quebrou o encanto. Duas datas previstas para o retorno foram derrubadas, Lennon voltou apenas em abril, perdeu a chance de ser destaque na Copa e jamais retomou a velha forma. Mas hoje, quando o time mais precisava do repertório dele, o winger puxou contra-ataque em velocidade impressionante, deixou Yepes deitado e ofereceu o gol da vitória no San Siro a Peter Crouch.

Decisivo em nível continental, Crouch atribui a Lennon seu sétimo gol na temporada da Champions League. Reuters

Aliás, que vitória de caráter – e de elenco – do Tottenham! Gallas, Pienaar, Sandro e Palacios substituíram Kaboul, Bale, Modric (que ingressou no segundo tempo) e Huddlestone a contento. Dawson, promissor no Nothingham Forest e por vezes vezes falho em White Hart Lane, resgatou a boa fase após a desastrosa exibição contra o Fulham e fez a partida da vida dele ao barrar Ibra. Gomes foi gigante no segundo tempo, de maior volume milanista. Palacios e Sandro, que deve ganhar espaço depois de hoje, seguraram Seedorf e Robinho. A parceria entre Crouch e van der Vaart, um autêntico atacante, deu muito certo no primeiro tempo.

Os italianos acusaram muito mais os desfalques. Rino Gattuso tentou compensá-los com a tradicional intensidade, que hoje passou do ponto. Ele empurrou até o assistente-técnico do Tottenham, o escocês e também esquentado Joe Jordan, que foi rossonero nos tempos de atacante. Fato é que, hoje, ninguém de branco se intimidou. Os Spurs mereceram o resultado e tomaram o favoritismo. Bale, Modric e até Huddlestone devem estar bem para a volta, em 9 de março, quando os laterais Abate e Antonini certamente serão muito atacados.

O Milan não terá o suspenso Gattuso, seus três inelegíveis (Cassano, van Bommel e Emanuelson) e pode ainda não ter Ambrosini e Pirlo, cujas ausências tiraram Thiago Silva da defesa e, para a alegria de Lennon, abriram espaço a Yepes. Redknapp lamenta apenas a lesão de Corluka, que deve obrigá-lo a resgatar Hutton. Por que, afinal, ele emprestou Kyle Walker ao Aston Villa? No fim das contas, foi interessante ver o retorno de Woodgate (sim, ele mesmo), que não jogava desde novembro de 2009.

Com o resultado, o Tottenham se junta a Liverpool, Manchester United e Arsenal, todos com vitórias recentes no San Siro. E, se estamos falando de rivalidades acirradas nos últimos anos, não podemos esquecer o Arsenal-Barcelona de amanhã. Desde que retornou à Champions League, em 2004, o Barça se chocou várias vezes com clubes ingleses: Chelsea (oitavas de 2005 e 2006, fase de grupos de 2006 e semifinais de 2009), Manchester United (semifinais de 2008 e final de 2009), Liverpool (oitavas de 2007) e o próprio Arsenal (final de 2006 e quartas de 2010). Descontando os duelos da fase de grupos, os blaugranas eliminaram os ingleses cinco vezes e caíram em três ocasiões. A chance do Arsenal de diminuir o prejuízo é amanhã, no Emirates.

Braitner Moreira, editor do Tripletta, analisa aqui a postura do Milan.

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segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011 Copas Europeias, Curiosidades, Man Utd | 00:36

Teatro dos pesadelos

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Nossa tendência a mitificar aqueles que se despedem pode superestimar a contribuição de um jogador ao futebol. Mas, a Ronaldo, não há homenagem que seja excessiva. Por isso, relembro uma das mais espetaculares atuações do melhor atacante de sua geração. Em 23 de abril de 2003, o Old Trafford se levantou para aplaudir o responsável pela eliminação do Manchester United na Champions League. O Real Madrid do Fenômeno ganhou o primeiro jogo daquela quarta-de-final por 3 a 1. Na volta, em Manchester, um sensacional hat-trick de Ronaldo inutilizou a vitória dos Red Devils por 4 a 3. Divirta-se:

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sábado, 12 de fevereiro de 2011 Man City, Man Utd, Premier League | 14:51

Questão de ethos

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A acrobacia de Rooney decidiu um jogo que pendia para o Manchester City. Foto: AP

Em Sociologia, o conceito de ethos está ligado aos costumes de um povo. É a medida da identidade social, que diferencia esse grupo dos demais. Aqui mesmo, na semana passada, o leitor Luiz Souza fez uma observação interessante sobre o Manchester City. Ele disse, em outras palavras, que faltava ao clube uma espécie de espírito vencedor, que lhe permitisse ganhar grandes jogos mesmo em circunstâncias adversas. É o ethos, ainda escasso para um elenco que se renova a cada agosto.

Ethos que sobrou ao Manchester United no dérbi. Quando David Silva (ou Dzeko, se você preferir) empatou o clássico, o City dominava. Kompany era soberano, Yaya Touré mandava no meio-campo, o reaparecido Wright-Phillips surpreendentemente ateou fogo no jogo, e um Tévez mais móvel incomodava os zagueiros. Mesmo assim, Rooney arrumou um movimento espetacular após o cruzamento desviado de Nani, fez o gol mais bonito da carreira e enterrou as chances de título dos rivais.

Apesar da derrota por 2 a 1, a postura inicial de Roberto Mancini foi correta em linhas gerais. O único senão do 4-3-3 retraído foi a presença de Kolarov na ponta esquerda, com Zabaleta deslocado à lateral e, sem sucesso, correndo atrás de Nani. No segundo tempo, valia a pena se abrir com Dzeko, que tomou a vaga de Milner. Este, aliás, ainda não emplacou de azul. Mesmo centralizado, como se destacara na temporada passada com o Aston Villa, ficou novamente aquém da fortuna investida nele.

Por outro lado, a (falta de) atitude de Ferguson na escalação ao prescindir de Berbatov, com 19 gols na liga, não pareceu adequada para um jogo em Old Trafford. Ainda assim, a grande jornada de Nani (o melhor jogador do United na temporada) e Giggs compensou a pobre presença ofensiva dos líderes. Aliás, Giggs e Scholes ainda são as primeiras opções de Ferguson para grandes jogos. Não apenas porque são brilhantes, mas especialmente por serem elementos essenciais à identidade de um time que vence mesmo em marcha lenta, mesmo de bicicleta. Questão de ethos.

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sábado, 5 de fevereiro de 2011 Arsenal, Newcastle, Premier League | 18:34

O dia em que as defesas pararam

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Phil Dowd já foi mais firme com Joey Barton

A fase dos jogadores de ataque do Arsenal é brilhante. Van Persie recuperou a boa forma após um ano, Walcott motivou o deslocamento de Nasri à esquerda e, quando o francês se lesionou, Arshavin estava pronto para reassumir seu posto. Em St. James’ Park, não deu outra: van Persie, Walcott e Arshavin combinaram três gols e três assistências no início arrasador contra um pobre Newcastle. Em 26 minutos, quatro gols. A defesa dos Magpies, com Williamson e Coloccini perdidos, lembrava a das temporadas 2007-08 e 2008-09, que, em 76 jogos, foi vazada 124 vezes.

Sob a batuta de Joey Barton, a quem Phil Dowd concedeu licença para bater, o Newcastle partiu ao resgate no segundo tempo. O protagonismo de Barton, à Materazzi-2006, provocou a expulsão de Diaby, dois gols de pênalti e a articulação de uma sufocante pressão sobre os vice-líderes. Sem gols dos 26 aos 67 minutos, o empate por 4 a 4 foi histórico, sem qualquer banalização. Nunca na história dessa liga um time havia aberto 4 a 0 e deixado a vitória escapar.

Os equívocos de Dowd, a expulsão de Diaby e a lesão de Djourou não justificam a incapacidade do Arsenal de defender uma liderança tão ampla. As chances de lutar pelo título se escoam entre esses tropeços, e o conjunto perde confiança para o confronto contra o Barcelona. O Arsenal ainda é time para ficar entre os três primeiros na liga e impor dificuldades aos favoritos catalães. Mas precisa de seus principais homens saudáveis e, acima de tudo, afastar-se dos apagões aéreos e de energia.

Sábado inesquecível

Saha, Jarvis e o aniversariante Tévez brilharam. Foram 41 gols nos oito jogos de hoje (5,12 p/j), outra marca inédita na Premier League. E o ineditismo prossegue se nos limitarmos a 2010-11. Após 15 vitórias e nove empates, o Manchester United enfim perdeu. Foi no Molineux, diante do time que já havia derrubado Manchester City, Liverpool e Chelsea na temporada.

A vitória por 2 a 1 do Wolverhampton, ainda com a lanterna, enaltece o trabalho de Mick McCarthy. Sempre muito dedicado à briga contra o rebaixamento, o treinador irlandês foi a Old Trafford na quarta-feira para assistir a United-Villa. Ele e seus bravos lobos derrotaram os líderes (sem Ferdinand) naquele que pode ser registrado como o melhor dia de Premier League em todos os tempos. Além de véspera de um promissor Chelsea-Liverpool.

Sai hoje também a convocação de Fabio Capello para o amistoso da próxima quarta-feira entre Dinamarca e Inglaterra, em Copenhague. O blog vai falar muito da seleção durante a semana.

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quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011 Championship, Man Utd, Premier League | 14:15

Invencibilidade decorativa

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Com o ótimo triunfo por 3 a 1 sobre o Aston Villa em Old Trafford, o Manchester United igualou o próprio recorde de invencibilidade da liga: 29 jogos. Após a derrota para o Chelsea, em abril do ano passado, foram 19 vitórias e dez empates. O United da temporada anterior perdeu sete vezes. O desta temporada tem mais 14 jogos para se tornar o terceiro campeão inglês invicto da história.

Em julho, o clube recebeu Smalling, para se proteger de eventuais crises defensivas, e Chicharito Hernández, com um quê de Solskjaer para gols decisivos, mas logo perdeu o lesionado Valencia até março. O atual United não é claramente melhor que o da temporada passada. É, no entanto, um adversário mais duro de ser batido em circunstâncias difíceis, como em clássicos ou jogos fora de casa. Após 24 rodadas em 2009-10, o time acumulava 53 pontos e cinco derrotas. Hoje, tem um ponto a mais e ainda não perdeu. Os mancunianos mantiveram seu aproveitamento. O Chelsea, campeão em maio por um ponto, tem sido incapaz de fazê-lo.

Ferguson e a preocupação com a simbólica invencibilidade

Das sete derrotas da temporada passada, os Red Devils já escaparam de três em 2010-11: Fulham (fora), Everton (fora) e Aston Villa (casa). Ainda falta enfrentar Chelsea (casa e fora) e Liverpool (fora). O outro revés de 2009-10 aconteceu no Turf Moor, contra o rebaixado Burnley, então comandado por Owen Coyle. Por baixo do pano da invencibilidade, o Manchester United lidera o campeonato com certo conforto. São cinco pontos de vantagem para o Arsenal, nove para o Manchester City e dez para o Chelsea.

A curva de desempenho do time costuma atingir o topo entre dezembro e janeiro, meses mais densos do calendário inglês. Alex Ferguson sabe que precisa de novidades para manter o United forte em todas as vertentes até maio. E começou a investir nisso ao desafiar Rooney a equiparar sua contribuição à de Berbatov. Resultado do trabalho psicológico ou não, o Shrek foi fantástico na vitória sobre o Villa, com duas finalizações clínicas.

O retorno da Champions League em fevereiro deve impor a Ferguson a necessidade de um rodízio mais amplo, viabilizado justamente pela vantagem no campeonato. Com mais de um terço da liga pela frente, não perder significa, meramente, pontuar. Os jogos ainda não são como o memorável encontro entre Arsenal e Leicester City de sete anos atrás. A única finalidade daquela partida, na perspectiva do já campeão Arsenal, invencível por 37 jogos, era não perder. Tudo para fazer mais uma festa.

O Manchester United pode ser campeão inglês invicto. Mas não é hora de tratar um simbolismo como objetivo em uma temporada que ainda precisa ser ganha. Rio Ferdinand, por exemplo, já disse que não se importa. Se o título fosse para quem perde menos, o Liverpool de Rafa Benítez teria levado a liga há dois anos.

Paul Jewell: eternamente um Ram

A casa de Paul Jewell

O Ipswich Town escolheu Paul Jewell para substituir Roy Keane, técnico demitido há pouco menos de um mês. Jewell foi o treinador que levou o Wigan à elite. Em meados de 2007-08, ele assumiu o Derby County, que fazia campanha horrorosa na Premier League. E manteve o padrão: não ganhou nenhum jogo até o fim daquela temporada. Paul conseguiu 12 vitórias após o rebaixamento e ficou no Derby, equipe que comandou em 52 partidas, até dezembro de 2008.

Ontem, Jewell retornou ao Pride Park, estádio do Derby County, para enfrentá-lo pela 29ª rodada do Championship. O Ipswich venceu por 2 a 1: sim, Jewell comemorou uma vitória no Pride Park, fato raríssimo em sua passagem pelos Rams. Pior para o treinador do Derby, Nigel Clough, filho de Brian Clough. “Damned Jewell!”, teriam profanado Nigel e os torcedores locais.

Atualização às 19h11min: Gary Neville anunciou a aposentadoria. Parou tarde demais. No entanto, a imagem que deve ser registrada não é a dos últimos anos, de um lateral-direito se arrastando e se revezando com jovens e improvisados. Neville faz parte de um grupo de jogadores que mudou o patamar do Manchester United em escala global. Nunca foi brilhante, mas prestou sólidos e longos serviços aos Red Devils. Na caixa de comentários, o companheiro Roberto Júnior fala mais a respeito do antecessor de Rafael.

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